sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bebês são jogados de telhado de mesquita em ritual na Índia






Tradição de 700 anos é seguida por muçulmanos e hinduístas. Ativistas protestaram, e governo promete investigar a prática.

Centenas de bebês foram jogados do telhado de uma mesquita na quinta-feira (30) no oeste da índia, em um ritual de prosperidade para o início do outono. A queda das crianças foi amortecida por lençóis.

O ritual, no santuário muçulmano de Baba Umer Durga, é uma tradição de 700 anos seguida tanto por muçulmanos como por hinduístas, mas vem recebendo críticas.

Segundo a imprensa local, não houve feridos.

As crianças, a maioria com dois anos ou menos, foram jogadas de cerca de 15 metros de altura. Imagens da TV mostraram alguns bebês sendo chacoalhados e chorando antes de serem lançados.

Ativistas pró-direitos das crianças protestaram contra a atitude, e uma comissão do governo prometeu investigar o caso.


Fonte: G1

Moradores de MG dizem ter visto 'bola de fogo' no céu


video


Mistério no Norte de Minas. Uma bola de fogo que teria caído do céu no final da tarde de ontem deixou moradores assustados e confusos. Ninguém sabe ainda o que é, mas o caso virou o assunto do momento em Januária.

Vanis Souza conta como ela viu, o depoimento dela é um entre muitos que se ouvem na cidade: algo que teria caido do céu na noite de quarta-feira.

Além de Januária, moradores de várias cidades do Norte de Minas teriam avistado o clarão e uma fumaça, como conta Vanis, que vive na zona rural de Brasília de Minas.

Segundo o comandante da PM, muitos moradores ligaram comentando o assunto.

Um policial e um guarda municipal de Pedras de Maria da Cruz também viram algo diferente no céu e tiraram fotos.

Ainda não se sabe o que teria caído. Se foi um avião ou um meteóro. Mas uma coisa é certa: o assunto virou tema principal das conversas em Januária.

No portal in 360, chegaram dezenas de emails de moradores de Janaúba, Berilo, Itacarambi, Brasília de Minas, Pedras de Maria da Cruz, Cristália e de Água Boa que disseram ter ouvido uma explosão, e visto vestígios de fogo e fumaça no céu. A polícia ainda investiga os fatos.

Segundo a assessoria de imprensa da FAB, o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo de Brasília, responsável por monitorar também o Norte de Minas, garantiu que não houve nenhuma queda de avião.

Fonte: InterTV

Casper, um gato muito urbano


Casper tem 12 anos, e diariamente pega o ônibus da linha NO3 às 10:55 da manhã, no ponto de ônibus em frente a sua casa. Religiosamente percorre toda a rota, de quase 18 quilômetros, e volta para casa.

Isso não seria nada surpreendente, se Casper fosse humano, mas ele é um gato... Há quatro anos Casper faz seus passeios matinais em Plymouth, Devon.

Ele espera o ônibus, senta na parte detrás e percorre vários subúrbios, um estaleiro e base naval, o centro da cidade, e o distrito da luz vermelha.

Susan Finden, 65, a responsável por Casper disse: "Ele sempre desaparecia durante horas, mas eu nunca soube aonde ia".

"Eu o chamei Casper (Gasparzinho), porque tinha o hábito de desaparecer como um fantasma. Mas alguns dos motoristas me disseram que ele estava pegando o ônibus".

"A principio eu não acreditei, mas isso explica muita coisa. Ele ama as pessoas e temos uma parada de ônibus em frente de casa, ele simplesmente começou seguindo as pessoas".

"Eu costumava pegar o ônibus e talvez ele tenha visto e ficado curioso sobre o que eu estava fazendo".

Por causa de Casper, os motoristas da linha foram orientados pelo escritório da empresa para cuidarem dos passageiros não pagantes. Só faltava ele também pagar a passagem...


Fonte: Telegraph

Esqueleto de 5000 anos encontrado no Sri Lanka


Imagem divulgada pelo Departamento de Arqueologia do Sri Lanka mostra restos de um esqueleto antigo em Miniethiliya, a 227 km de Colombo. A ossada foi encontrada por moradores do vilarejo. Segundo informações iniciais, os ossos têm mais de 5 mil anos.

Fonte: Terra

Perfume forte leva 34 ao hospital nos EUA


Trinta e quatro pessoas foram hospitalizadas e dezenas passaram mal nos Estados Unidos na quarta-feira devido ao forte cheiro de um perfume.

O perfume foi borrifado por uma mulher em um banco na cidade de Fort Worth, no Estado americano do Texas. Inicialmente, dois funcionários reclamaram de dores de cabeça e no peito.

Quando outras pessoas começaram a reclamar de dores, o banco anunciou que quem estivesse passando mal deveria deixar o prédio. Imediatamente, cerca de 150 pessoas deixaram o local.

Doze pessoas foram levadas ao hospital em ambulâncias, depois de reclamarem de tontura e falta de ar.

"Quando os dois funcionários disseram ao seu supervisor que estavam doentes, um anúncio foi feito no sistema de alto-falantes do prédio afirmando que qualquer um que estivesse sentindo esses sintomas deveria deixar o prédio", disse o porta-voz dos bombeiros, Kent Woley, a um jornal da cidade.

Os serviços de emergência inicialmente pensaram que algum gás forte estava vazando no local, mas após uma inspeção eles chegaram à conclusão que o problema era o forte perfume.

Eles não descobriram que tipo de perfume foi borrifado no banco.

Arqueólogos encontram santuário das ninfas na Bulgária Central


Uma equipe de arqueólogos encontrou um santuário na Bulgária Central dedicado ao culto das ninfas, comemorado em tempos antigos.

De acordo com relatos de viajantes dos Balcãs, o santuário foi encontrado pelos arqueólogos na proximidade de Nicopolis ad Istrum, situada perto da cidade de Veliko Tarnovo, no centro da Bulgária.

Os arqueólogos descobriram uma viela que conduz a uma fonte coberta com azulejos de pedra calcária decorados.

O achado é o primeiro do seu tipo na região, de acordo com Pavlina Vladkova, líder da equipe arqueológica.

"Até agora, o único testemunho do culto das ninfas em Nicopolis ad Istrum eram imagens em moedas, feitas no segundo século sob o Imperador Romano Septimius Severus, bem como antigas inscrições", disse.

Vladkova espera que sua equipe encontre os restos de um edifício onde ficavam os adoradores do culto das ninfas.

O culto das ninfas, de acordo com os arqueólogos, pode ser rastreado na Grécia Antiga, onde as criaturas míticas eram geralmente parte da comitiva de um deus, como Zeus, Hera e Afrodite.

Embora escavações arqueológicas estejam atualmente em curso nas proximidades de Nicopolis ad Istrum, o santuário foi descoberto por acaso. Trabalhadores encontraram os vestígios arqueológicos enquanto instalavam um cano de água para a aldeia de Resen.


Fonte: Thaindian News

Cientistas descobrem primeira ave canora asiática em um século

Búlbulo de Cara Pelada (Passeriformes pycnonotidae)


Um pássaro quase careca descoberto no Laos é a primeira nova espécie de ave canora (distinta pelo canto) registrada na Ásia nos últimos 100 anos, informou a WCS (Wildlife Conservation Society) na quarta-feira.

O pássaro foi identificado por cientistas da WCS e da Universidade de Melbourne, segundo um comunicado divulgado pela WCS.

A descoberta foi publicada na edição de julho da revista "Forktail", especializada em pássaros orientais.

"Este estudo descreve uma nova espécie canora asiática pela primeira vez em 100 anos", escreveram os cientistas, que viram o animal pela primeira vez em picos rochosos da província de Savannakhet, no Laos, no fim do ano passado.

A ave, batizada de búlbulo de cara pelada, não é completamente careca, mas apresenta uma fina linha de penas parecidas com cabelo no centro da parte superior da cabeça, como um topete. Seu rosto rosado não tem penugem e seus olhos são rodeados por uma coloração azul, descreve a WCS.

"Sua aparente preferência por habitats inóspitos ajuda a explicar por que um pássaro tão extraordinário, de hábitos notáveis e canto distinto permaneceu desconhecido por tanto tempo", estima Iain Woxvold, cientista da Universidade de Melbourne que integrava a equipe de pesquisadores responsável pela descoberta.

Os picos rochosos são um dos ecossistemas menos estudados do sudeste asiático, destaca o artigo publicado na "Forktail".


Fonte: Folha Online

Argentina: Sítio arqueológico com fósseis de até 12 mil anos pode sumir

Pehuen-Co-Monte Hermoso


A proteção de um valioso sítio arqueológico, que abriga fósseis de animais que habitaram o sul da costa atlântica há até 12 mil, quando o homem apenas começava a entrar na região, corre sério risco por falta de recursos e pela ameaça turística, denunciou a geóloga Teresa Manera.

A heróica tarefa de preservação está a cargo de um pequeno grupo de cientistas, que desde 1996 luta em Pehuen-Co-Monte Hermoso, uma zona 600 km ao sul de Buenos Aires visitada por Charles Darwin em 1832.

Manera é diretora do Museu Municipal de Coronel Rosales, que leva o nome do naturalista inglês.

"Conseguimos recentemente que fosse proibida a circulação de veículos nas praias, que além de danificar as ossadas, acelera a erosão costeira.

No entanto, lamentamos que haja ossadas que temos registradas em fotografias e que já não existem", revelou a geóloga.

Os rastros pré-históricos estão espalhados por cerca de 5 km de camadas argilosas, que se formaram há milhares de anos e que foram se sobrepondo até serem cobertas pela areia da praia, explicou.

"A proteção e a conservação são muito delicadas, porque sempre podemos encontrar fósseis e ossadas novos, quando o mar e o vento varrem a área e os deixam expostos", acrescentou Manera.

A área foi declarada Reserva da província de Buenos Aires em 1995. Já foram identificadas no local 22 espécies diferentes de mamíferos e aves que há 120 séculos habitavam a região dos Pampas.

A especialista disse ainda que algumas ossadas humanas isoladas também foram achadas, e explicou que "neste momento, o homem acabava de entrar na região".

Para Manera, a zona "seria um excelente recurso de turismo ecológico cultural não massivo, mas com proteção prévia.

Também estamos preocupados com a flora e a fauna autóctones do meio ambiente dos Pampas, que está praticamente extinta".

A professora da Universidade de Bahía Blanca destacou a proibição da circulação de veículos na área, mas insistiu que as autoridades deveriam evitar a extração de areia e nomear vários guardas para vigiar o parque com equipamento apropriado.

"Temos dois guardas, que eu considero heróis da proteção ao meio ambiente", devido às condições em que trabalham, afirmou Manera.


Fonte: Terra

Estrela gigante pode ter cauda do tamanho do Sistema Solar

Concepção artística mostra a estrela Betelgeuse, que é mil vezes maior que o Sol; nos pontos à direita (de cima para baixo) estão o Sol, Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno


A estrela gigante Betelgeuse, uma supergigante vermelha também chamada de Alfa Órion, localizada na constelação de Órion, tem uma cauda de gás do tamanho do nosso Sistema Solar, indicaram fotos de uma precisão sem precedente publicadas nesta quarta-feira pelo Observatório de Paris. A Betelgeuse é uma estrela mil vezes maior que o Sol.

Isto significa que se estivesse no centro de nosso Sistema Solar, se estenderia até Júpiter, passando por Mercúrio, Vênus e a Terra.

Ela é cem vezes mais brilhante que o Sol, mas tem apenas alguns milhões de anos, em contraste com os 4,5 bilhões de anos do Sol, e apesar de sua juventude, tem pouco tempo de vida.

Dentro de poucos milhares de ano, ela se tornará uma supernova e então será facilmente visível da Terra.

Os astrônomos do Laboratório de Estudos Espaciais e de Instrumentação na Astrofísica (Lesia) do Observatório de Paris obtiveram as imagens mais detalhadas de Betelgeuse graças ao sistema óptico adaptável do telescópio VLT da Organização Europeia de Pesquisa Astronômica (ESO) no Chile.

"A óptica adaptativa corrige a maior parte das perturbações ligadas à atmosfera", indicou o Observatório de Paris em um comunicado.

Para destacar a cauda de gás, assim como uma gigantesca bolha que verve na superfície da estrela, os astrofísicos utilizaram uma técnica chamada de "imagem seletiva".

"Ela consiste em selecionar as melhores imagens entre milhares de poses muito rápidas que fixam as perturbações atmosféricas residuais, para depois combiná-las em uma imagem muito mais fina do que a resultante de uma só pose grande", destacou o Observatório.


Fonte: Terra

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Como funciona a combustão espontânea em seres humanos








Fonte: How Stuff Works

China: Baleia beluga salva a vida de mergulhadora

Yang Yun, 26, participava de uma competição de mergulho livre em temperaturas árticas no aquário Polar Land, em Harbin, nordeste da China, quando suas pernas paralisaram devido a uma forte cãibra.







Foi quando inesperadamente a beluga Mila agarrou a mergulhadora e a levou para a salvação na superfície.

Revivendo o drama, Yang Yun disse: "Eu comecei a engasgar e afundar ainda mais e pensei que ia morrer.
" "Até que senti essa incrível força debaixo de mim me levando para a superfície."

"Ela é um animal delicado, que trabalha em estreita colaboração com os seres humanos, e acho que esta menina deve sua vida a Mila." Disse um funcionário do Polar Land.



Marinha Russa desmente documentos oficiais de encontros de OSNIS com submarinos da Marinha Soviética


Qualquer documento sobre o suposto encontro de navios e submarinos da Marinha da antiga União Soviética com objetos não identificados não existe.

Isto foi afirmado hoje na sede da Marinha da Rússia, onde a agência ITAR-TASS pediu comentários sobre uma noticia divulgada por vários meios de comunicação, do suposto encontro de navios e submarinos com OSNIS no período soviético, contido em alguns documentos liberados pela Marinha russa.

"Não existem documentos oficiais sobre isso", - afirmou um porta-voz.

Ao mesmo tempo, ele não excluiu que essas histórias possam ter surgido do fato de que "os comandantes de navios são obrigados a prestar informações sobre todos os objetos captados nos radares fixos ou encontrados visualmente que estejam além de classificação."

Segundo ele, "a ilusão do encontro com um OSNI pode ser criada por um grande cardume de peixes, ou detritos flutuantes, e vários fenômenos naturais."


Fonte: ITAR-TASS

Mais antiga "planta em vaso" do mundo ganha novo canteiro

Cicadófita com cerca de 240 anos é considerada a "mais antiga planta em vaso do mundo"


Uma árvore considerada como a "mais antiga planta em vaso do mundo" foi replantada em uma nova área do jardim botânico Kew Gardens, no sul de Londres, devido ao seu crescimento e necessidade de espaço.

A raridade de 239 anos - um tipo de cicadófita com folhas parecidas com às das palmeiras - foi coletada no início dos anos 1770 na África do Sul pelo primeiro caçador de plantas Francis Masson. As informações são da BBC.

A espécie, que mede 4,4 m de comprimento e cerca de 1 t, tem um crescimento anual de no mínimo 2,5 cm. As cicadófitas geralmente são compridas e crescem de forma lenta.

De uns tempos para cá, o exemplar do Kew Gardens passou a aumentar seu tamanho também para os lados. Por isso, uma equipe formada por cinco jardineiros se mobilizou para fazer o transporte da planta para um novo "vaso".

Apesar de terem existido em grande número no período Jurássico, antes do início da vida vegetal, as cicadófitas correm sério risco de extinção, principalmente as Microcycas, encontradas em Cuba. O lento crescimento da espécie e a destruição do habitat são as principais causas do desaparecimento.

As cicadófitas podem viver mais de 500 anos e os botânicos acreditam que elas forneçam pistas sobre a origem das primeiras plantas do planeta.


Fonte: Terra

Compradora compulsiva foi achada morta sob pilha de roupas

Corpo de Joan Cunnane foi achado soterrado em roupas e compras


Um inquérito na Grã-Bretanha revelou que uma idosa de 77 anos que era compradora compulsiva foi encontrada morta coberta por uma pilha de roupas e outras compras em sua casa.

Os investigadores descobriram que a casa da idosa Joan Cunnane, na cidade de Heaton Mersey, estava tão cheia de roupas e outros itens que foram necessárias cinco visitas ao local para que se descobrisse o corpo da britânica.

Ela morreu em dezembro de 2008, vítima de pneumonia, mas os detalhes da sua morte só começaram a surgir agora, com a realização de um inquérito sobre o caso. Anteriormente, ela já havia sido diagnosticada com câncer.

Segundo relatos ao tribunal de Stockport nesta terça-feira, Joan não permitia que nenhuma pessoa – nem mesmo os amigos – entrasse na sua casa.

Um amigo, Roy Moran, disse que Joan começou a sair para fazer compras quando teve um problema com os vizinhos no seu bairro. Alguns jovens da vizinhança estavam constantemente fazendo muito barulho próximo à casa da idosa. Moran disse que Joan começou a ir às compras para passar menos tempo em casa.

Moran diz que viu a idosa pela última vez no Natal de 2008. Ele visitou a casa da amiga quatro dias depois e encontrou a porta entreaberta. A casa estava lotada de compras, do chão até o teto.

"Ele não conseguiu vê-la e não recebeu nenhuma resposta", disse o investigador John Pollard.

Moran ainda foi à casa de Cunnane outras três vezes sem encontrá-la. Os vizinhos resolveram chamar a polícia no dia 6 de janeiro, mas a primeira busca na casa da idosa não deu resultado devido "ao alto volume de propriedades pessoais e papéis lá dentro", segundo o depoimento do policial Kevin Dolan.

No dia seguinte, a polícia voltou com um caminhão para remover itens da casa. O policial encontrou o corpo de Joan Cunnane no quarto da idosa "sob uma pilha considerável de roupas e outros itens".


Fonte: BBC

Computador feito com bactérias resolve problemas matemáticos

Escherichia coli


Cientistas americanos criaram uma espécie de computador vivo, produzido com a bactéria Escherichia coli, uma das mais antigas bactérias presentes no intestino do homem.

O resultado foi uma máquina que resolve problemas matemáticos com velocidade maior do que a de um PC que leve um processador de silício.


Segundo o site Slashdot, as bactérias utilizadas foram capazes de resolver um problema clássico da matemática, o Caminho Hamiltoniano, também conhecido como "o problema do caixeiro viajante".

O problema propõe que, dado um número de cidades, um algoritmo matemático qualquer precisa ser criado para calcular o melhor trajeto, de modo que o caminho a ser feito pelo personagem passe por todas as cidades sem repetir nenhuma delas e retornar ao ponto inicial na menor distância e custo possível.

Apesar de comum, esse problema não possui solução simples. De acordo com o site The Guardian um computador convencional precisa testar uma por uma de cada uma das milhões ou até bilhões de possibilidades de resultado.

Para cada elemento inserido no problema, o tempo de solução cresce exponencialmente. Isso inviabiliza o uso dos sistemas computacionais modernos, que podem testar um número limitado de possibilidades ao mesmo tempo - na maioria dos casos, apenas uma ou duas operações simultâneas.

Já um computador formado por milhões de bactérias pode testar todas as possibilidades simultaneamente e continuar se aprimorando, já que não para de crescer.

O crescimento do "computador bacterial" pode transformar o tempo polinomial, que cresce exponencialmente, em tempo linear.

Para programar esse computador vivo os pesquisadores precisaram modificar o DNA das bactérias a fim de introduzir o problema matemático, inicialmente com apenas três cidades.

As cidades eram representadas por uma combinação de genes, fazendo com que as bactérias brilhassem em verde ou vermelho.

As possíveis rotas eram exploradas com a troca do DNA, e o resultado correto fazia com que elas brilhassem em ambas as cores, ficando amarelas.

Os cientistas agora trabalham na inserção de novos fatores ao utilizar diferenças genéticas adicionais, como resistência a certos antibióticos. Com isso, esperam poder inserir mais cidades ao problema e desenvolver o projeto.

A pesquisa foi publicada no Jornal de Engenharia Biológica e também contribuiu com 60 novas partes para o Registro de Peças Biológicas Padronizadas, criado em 2003 pelo MIT para colecionar partes genéticas que podem ser misturadas e combinadas para construir dispositivos e sistemas biológicos sintéticos.


Fonte: TerraJustificar


Novo método estuda diversidade dos homens de Neandertal


Cientistas estimaram que um total inferior a 3,5 mil fêmeas de Neandertal capazes de ter filhos viviam simultaneamente na Europa entre 70 mil e 38 mil anos atrás - e utilizaram para o cálculo um método mais rápido e potencialmente muito mais barato do que sequenciar genomas completos.

Celebridades científicas como Craig Ventner podem ter passado por sequenciamento completo de seus genomas, mas os restos dos homens de Neandertal são fragmentários e estão contaminados demais para propiciar bom custo/benefício ao trabalho de sequenciamento de seus genomas, de acordo com Adrian Briggs, aluno de pós-graduação no laboratório de genética evolutiva de Svante Paabo, no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, Alemanha.

Briggs e colegas da Espanha, Croácia, Rússia e outras instituições da Alemanha optaram por identificar sequências curtas do genoma dos homens de Neandertal a fim de estudar a diversidade genética entre cinco espécimes localizados nesses países.

A técnica de sequenciamento adotada, conhecida como captura de extensão primal, compara sequências alvos escolhidas em um genoma de referência -no caso um genoma mitocôndrico previamente sequenciado para os homens de Neandertal - com DNA extraído e amplificado de uma nova amostra, tal como um osso da perna de outro Neandertal.

O estudo, publicado pela revista Science, também submete o novo método a teste ao tentar resolver questões quanto à diversidade dos homens de Neandertal.


Espécie estreitamente aparentada



Os pesquisadores utilizam a diversidade genética como um relógio que permite avaliar por quanto tempo grupos de indivíduos viveram distantes uns dos outros.

Quando a equipe comparou a diversidade genética do DNA mitocôndrico, ou mtDNA, de seis indivíduos Neandertal, encontrou diversidade muito menor do que se poderia esperar entre seis amostras de europeus modernos encontrados em dispersão semelhante.

A diferença implica em que, entre 70 mil e 38 mil anos atrás, as comunidades de homens de Neandertal vivessem em bolsões menores e mais isolados.

A equipe estima que entre 2,7 mil e 3,5 mil fêmeas capazes de gestação convivessem a um só tempo na região como parte da população total, que incluiria também suas famílias e outros homens e fêmeas de Neandertal incapazes de procriar.

A estimativa da equipe quando ao número de fêmeas capazes de procriar é semelhante à de uma avaliação anterior com base no genoma de um único homem de Neandertal.

Tanto Degioanni quanto Briggs esperam que futuros estudos de DNA nuclear, material mais complexo e que contém mais variações, ajudem a dirimir de maneira mais definitiva a questão da diversidade.


Paleogenômica para as massas



Briggs, Paabo e seus colegas são parte do Projeto do Genoma Neandertal, um consórcio internacional que está trabalhando para sequenciar todo o genoma dos homens de Neandertal.

Em companhia de um projeto paralelo comandado por Edward Rubin no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, em Berkeley, Estados Unidos, as equipes sequenciaram extensas seções do genoma Neandertal nos últimos anos, utilizando métodos de divisão do DNA em pequenos fragmentos, que são sequenciados, montados e comparados em busca de sobreposições.

Os grupos estimam o momento em que a evolução dos Neandertal e dos seres humanos divergiu, e estudam traços físicos que podem estar codificados no genoma Neandertal, tais como cor de cabelo e capacidade de fala.

O método continua a ser o mais eficiente para a obtenção de uma sequência genômica plena. Mas aplicá-lo a amostras tão antigas pode ser difícil, dada a contaminação destas por DNA distinto.

Briggs diz que "é preciso remover muitos resíduos antes de encontrar uma sequência que interesse. Um osso que estudamos pode conter até 99% de DNA bacteriano". DNA de humanos modernos também pode contaminar as amostras.

O biólogo Tom Gilbert, da Universidade de Copenhagen, Dinamarca, concorda. "O método em geral garante que os nucleotídeos sejam sequenciados múltiplas vezes, permitindo que uma sequência precisa seja obtida", diz.

Porque Briggs e seus colegas conseguiram utilizar o método para os Neandertal, Gilbert afirma que isso pode levar outros pesquisadores a retornar a amostras anteriormente estudadas de outras espécies paleolíticas, como o mamute.

Projetos de sequenciamento completo, como os mencionados anteriormente, requerem verbas significativas para cobrir o custo do sequenciamento de todo o genoma, um trabalho dispendioso.

Mas Gilbert diz que a alternativa mais barata de captura de extensão primal, somada a outras abordagens que estão em desenvolvimento e se baseiam no uso de métodos de sondagem, pode representar "um passo essencial para abrir o estudo da paleogenômica às massas".


Fonte: Terra/Nature

Homem se espalhou pelo mundo há 40 mil anos, diz pesquisa


As populações humanas da África começaram a se propagar e crescer no continente no final da Idade de Pedra, há 40 mil anos, afirma um relatório divulgado nesta terça-feira pela revista PLoS ONE.

A investigação, baseada em dados genéticos e realizada por cientistas da Divisão de Biotecnologia da Universidade do Arizona, afirma que as povoações ao sul do Saara começaram a crescer até antes do desenvolvimento da agricultura.

Os cientistas afirmam que a investigação apoia a tese de que o crescimento demográfico teve uma grande influência na evolução das culturas humanas de finais do Pleistoceno.

Até agora, os cientistas não chegaram a um consenso sobre se os humanos começaram a aumentar sua população como resultado de novas tecnologias criadas por grupos de caçadores no final do Pleistoceno ou com o advento da agricultura no Neolítico.

O grupo, liderado pelo paleontólogo Michael Hammer, aliou informação genética com descobertas paleontológicas e arqueológicas para determinar os primeiros capítulos evolutivos da humanidade.

Os especialistas, que contaram com a ajuda do Instituto de Genética Humana de San Francisco e do Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, analisaram o material genético de 184 indivíduos de sete grupos humanos e utilizaram um modelo informático para simular sua evolução genética.

Com essa fórmula, determinaram que a aparição de caçadores e de grupos produtores de alimentos coincidiu com um aumento da população que começou muito antes do início da agricultura.

Através de um desenho experimental e do uso da informática, o grupo estabeleceu que a expansão demográfica provavelmente começou no final da Idade de Pedra.

Este é um período da pré-história que produziu um grande número de sítios arqueológicos, tecnologias e deslocamento de povoações sobre grandes distâncias, segundo os cientistas.


Fonte: Terra

DNA dos mamíferos encolheu após extinção de dinossauros



O grupo estudou o genoma de sete espécies de mamíferos, oito animais que não são mamíferos e três plantas.

Evidências encontradas nos cromossomos de animais e plantas indica que apenas um grupo - os mamíferos - viu seu genoma encolher após a extinção dos dinossauros.

E a tendência continua até hoje, dizem cientistas ad Universidade de Indiana em Bloomington, na primeira edição de uma nova publicação científica, Genome Biology and Evolution.

A descoberta parece chocar-se com a constatação de que, nos últimos 65 milhões de anos, os mamíferos aumentaram em população e em diversidade, e dominaram uma ampla de gama de ambientes. Mas, dizem os autores do trabalho, é esse sucesso que pode explicar a contração do genoma.

"Populações maiores tornam a seleção natural mais eficiente", diz o biólogo Michael Lynch, principal autor do estudo, em nota divulgada pela universidade.

"Se estivermos certos, mostramos como unir informação genômica antiga ao registro paleontológico para descobrir mais sobre o passado".

Lynch diz ainda que os dados que sua equipe analisou sugere que o genoma humano ainda está passando por contração, embora não se devam esperar mudanças perceptíveis nos cromossomos humanos antes que se passem alguns milhões de anos.

O grupo estudou o genoma de sete espécies de mamíferos, oito animais que não são mamíferos e três plantas, analisando especificamente as repetições terminais longas, ou LTRs, de elementos transponíveis, um tipo de sequência genética inicialmente inserida nos genomas por vírus.

Esses elementos transponíveis frequentemente perdem função logo depois de serem inseridos, mas são muito comuns.

Com o passar do tempo, diz Lynch, os elementos transponíveis acabam se perdendo do genoma, às vezes por acidente e às vezes, talvez, por seleção natural contra "excesso de bagagem" no DNA.

Traçando um gráfico dos LTRs de 17 espécies, recentes e antigas, Lynch e seus colegas geralmente viam uma curva com muitos novos elementos transponíveis surgindo e uma perda dramática dos elementos antigos.

Mas não na maioria dos mamíferos. Em humanos, macacos, vacas, cães e camundongos, a equipe de Lynch observou uma curva com um pico nos LTRs de "meia idade" e quedas abruptas tanto na quantidade dos mais antigos quanto dos mais novos.

O número surpreendentemente baixo de LTRs novos, diz Lynch, indica uma contração no tamanho geral do genoma das linhagens dos mamíferos estudados.

Para o pesquisador, a melhor explicação para o fato seria uma intensificação da seleção natural por conta da maior pressão populacional.


Fonte: Estadão

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Militar filma grande felino em Helensburgh, Argyll, Reino Unido

video


Chris Swallow não tem dúvida de que a criatura que ele avistou era um grande felino.

Um militar adestrador de cães do Ministério da Defesa britânico fez um vídeo do que afirma ser uma pantera.

O militar estava ajudando um amigo com o seu jardim em Helensburgh, Argyll, quando avistou a criatura preta sobre uma linha férrea nas proximidades.


Chris Swallow


Swallow, que está estacionado na base naval Faslane em Clyde, disse que o gato era tão grande como um cão Labrador.

Grandes gatos foram relatados na área, no passado, com diversos avistamentos dos chamados Coulport Cougar.

O militar disse que viu o animal em 30 de junho enquanto trabalhava no jardim em Kildonan Drive, Helensburgh.

Ele pode ver que não era um labrador logo depois que viu o animal, pelo modo de andar, e porque a sua cauda tinha cerca de duas vezes o comprimento da que um cachorro teria.

Ele disse: "A casa do meu amigo, é ao lado da West Highland Line e no ponto que eu olhei para baixo eu vi o que eu pensei primeiro ser um labrador preto sobre os trilhos".

"Havia trens indo e vindo por todo o dia e fiquei um pouco em dúvida, mas quando eu olhei novamente, vi que o animal não fazia um movimento da maneira que eu esperaria de um cão.

"Foi então que eu percebi que eu estava vendo um grande gato e eu gritei para meu amigo vir e dar uma olhada. Ficamos atordoados."

Depois de correr para o seu carro para pegar o celular com câmera, Swallow ficou sobre a ponte ferroviária em Winston Road e conseguiu fotografar e filmar o animal que se deslocava na linha do trem.

Ele acrescentou: "Foi extraordinário. Tenho ouvido histórias sobre criaturas como esta que se deslocam na paisagem, mas nunca antes realmente acreditei. Olhando o vídeo não creio que reste qualquer dúvida de que ele é um grande gato."

O Cougar Coulport foi primeiramente relatado em Junho de 2004. A criatura descrita como um puma foi vista vagando nos bosques e montanhas ao redor de Loch Long, Portincaple, Whistlefield e ao lado do acesso a estrada Coulport .

No entanto, uma outra criatura, descrita como sendo de cor preta, também foi vista próxima ao campo de treinamento Garelochhead, levando algumas pessoas a acreditar que havia uma pantera na área.

John Belshaw, do escritório de controle de pragas da base naval Faslane, disse que falou com pessoas no passado, que ficaram "bastante abaladas" por ver um grande gato atravessando a estrada na frente deles durante a noite.

Belshaw disse: "Olhei a filmagem de Chris e não creio que é um gato doméstico ou um cão.

"Em um ponto do vídeo que ele anda sobre a linha ferroviária, faz um movimento que um cão simplesmente não faria.

"Além disso, você pode dizer pelo tamanho dos trilhos que é muito maior do que um gato de casa."

Tem havido relatos periódicos de avistamentos de grandes gatos em todo o Reino Unido, levando à especulação de que poderiam ter escapado de um zoológico ou de uma coleção particular.


"Muito emocionante "


Shaun Stevens, um pesquisador do grupo Big Cats da Grã-Bretanha, disse: "Temos tido avistamentos regulares, reportados a cada ano, de grandes gatos pretos na área de Helensburgh, que parece ser uma das areas favoritas que estes animais assombram.

"Em Argyll, eu comecei a ouvir provavelmente de 20 a 30 avistamentos em um ano. No Reino Unido temos um avistamento praticamente todos os dias."

Stevens acredita que os gatos poderiam ser uma espécie híbrida, ou uma possível espécie totalmente nova.

"Eu próprio fotografei um gato preto híbrido com mais de um metro de comprimento", disse ele.

"Conhecendo a largura das vias férreas no vídeo de Chris, que é de 1.40 m, o animal fotografado por ele é claramente maior, certamente não é um gato doméstico.

"As primeiras impressões são muito promissoras, e penso que esta pode ser uma das melhores filmagens de um grande gato no Reino Unido."


Fonte: BBC


Bola de fogo sobre Xochitepec, México

Esta "bola de fogo" foi observada por cinco minutos em Xochitepec


Alguns dizem que é um OVNI, outros que é um meteorito.
Habitantes de Xochitepec avistaram uma "bola de fogo".

Moradores da avenida do Aeroporto, Colonia Miguel Hidalgo, viram por cinco minutos um objeto brilhante no céu a uma altura media que parecia ser um meteorito que terminou em um relâmpago e desapareceu.

A presença do objeto não identificado chamou a atenção de muitas pessoas, algumas pegaram as suas câmeras de video, outros tiraram fotografias apreciando "a bola de fogo" que caía lentamente no céu claro.

Algumas pessoas ouviram zumbidos, afirmando que não era um avião, nem algo conhecido pois a sua queda era lenta e perpendicular, depois de alguns minutos, eles viram o objeto lançar uma luz forte, como um raio ou um relâmpago.

Após isso, começou uma subida lenta, até perder-se de vista. Aquilo chamou a atenção, e alguns ficaram surpresos e sentindo medo, algumas pessoas comentaram sobre um "mau augurio" ou a chegada de pragas e doenças, no entanto, acreditam que não era um meteorito, já que eles caem em um par de segundos, mas este objeto estava à altura das nuvens, que não haviam no momento

Tudo aconteceu às 22:15 horas de quinta-feira e as fotos de um dos moradores foi enviada a redação e publicada aqui para que todos tirem as suas conclusões sobre o que foi aquilo.


Fonte: El Sol de Cuernavaca

Cientistas temem que máquinas superem humanos em inteligência

Exterminador: A realidade imitará a ficção?


Um dos receios é a exploração criminosa da inteligência artificial. Grupo debate imposição de limites às pesquisas.

Um robô capaz de abrir portas e encontrar sozinho tomadas elétricas para se carregar. Vírus de computador implacáveis. Pequenas aeronaves que, apesar de ainda controladas por seres humanos, chegam perto de uma máquina com autonomia para matar.

Aeronave militar não tripulada empregada na guerra do Afeganistão ainda precisa de controles humanos. (Foto: New York Times)

Impressionado e alarmado pelos avanços na área de inteligência artificial, um grupo de cientistas da computação está debatendo se deve haver limites nas pesquisas que possam levar à perda do controle humano sobre sistemas computacionais cada vez mais usados na sociedade de hoje – de guerras a conversas por telefone com clientes.

A preocupação é que avanços maiores possam criar perturbações sociais profundas, com perigosas consequências.

Como exemplos, os cientistas apontaram uma série de tecnologias bastante diversas – de sistemas médicos experimentais que interagem com pacientes simulando empatia, até vírus de computador implacáveis que poderiam representar o estado "primitivo" da inteligência mecânica.


Robô se liga, sozinho, na tomada, quando precisa de recarga. (Foto: New York Times)


Os cientistas da computação concordam que há ainda um longo caminho a percorrer até que se chegue a algo parecido com Hal, o hipercomputador que assume a espaçonave no filme "2001: Uma Odisseia no Espaço".


Hal 9000 de "2001: Uma Odisseia no Espaço"


No entanto, eles afirmam haver preocupações legítimas de que o progresso tecnológico possa transformar o mercado de trabalho, ao destruir uma ampla variedade de empregos, assim como forçar os homens a aprender a conviver com máquinas que imitam o comportamento humano.

Os pesquisadores – importantes cientistas da computação e pesquisadores sobre inteligência artificial e robótica que se reuniram em Asilomar, em Monterey Bay, Califórnia – descartaram a possibilidade de superinteligências altamente centralizadas e a ideia de que alguma inteligência possa “brotar espontaneamente” da internet.

No entanto, eles concordam que robôs com autonomia para matar já existem, ou chegarão num futuro bem próximo.

Eles dedicam atenção especial ao receio de que criminosos possam explorar sistemas de inteligência artificial assim que esses forem desenvolvidos.

O que um criminoso faria com um sistema de síntese de voz capaz de imitar uma voz humana? O que acontece se uma tecnologia de inteligência artificial é usada para extrair informações pessoais de smart phones?


Concorrência desleal


Os pesquisadores também discutiram sobre possíveis ameaças a trabalhos humanos, como carros que dirigem sozinhos, assistentes pessoais baseados em software e robôs para executar tarefas domésticas.

No mês passado, um robô desenvolvido por Willow Garage, no Vale do Silício, mostrou ser capaz de navegar no mundo real.

Um relatório da conferência, realizada a portas fechadas no dia 25 de fevereiro, será lançado até o final deste ano. Alguns participantes discutiram sobre o encontro pela primeira vez com outros cientistas este mês, em entrevistas.

A conferência foi organizada pela Associação para o Avanço da Inteligência Artificial. Ao escolher Asilomar como o local do encontro, o grupo evocou, propositadamente, um evento marcante na história da ciência.

Em 1975, os principais biólogos do mundo também se reuniram em Asilomar para discutir a nova capacidade de remodelar a vida, ao intercambiar material genético entre organismos. Preocupados com ameaças biológicas e questões éticas, os cientistas tinham interrompido certos experimentos.

A conferência gerou diretrizes para a pesquisa de DNA recombinante, permitindo a continuação de experimentos.

O encontro sobre o futuro da inteligência artificial foi organizado por Eric Horvitz, pesquisador da Microsoft e hoje presidente da associação.

Horvitz acredita que cientistas da computação devem responder às ideias frenéticas de máquinas superinteligentes e sistemas de inteligência artificial.


A ideia de uma "explosão de inteligência", na qual máquinas inteligentes projetariam máquinas ainda mais inteligentes, foi proposta pelo matemático I. J. Good, em 1965.

Mais tarde, em palestras e livros sobre ficção científica, o cientista da computação Vernor Vinge popularizou a ideia de um momento em que os humanos criariam máquinas mais inteligentes que os homens, causando uma mudança tão rápida que a "era humana acabaria". Ele chamou essa mudança de Singularidade.


Fim da era humana


Essa visão, adotada em filmes e na literatura, é considerada plausível e preocupante por alguns cientistas, como William Joy, co-fundador da Sun Microsystems.

Outros especialistas em tecnologia, com destaque para Raymond Kurzweil, enaltecem a chegada de máquinas ultra-inteligentes, afirmando que elas trarão grandes avanços no prolongamento da vida e na geração de riquezas.

"Algo novo tem ocorrido nos últimos cinco a oito anos", diz Horvitz. "Os especialistas em tecnologia estão substituindo a religião."

A versão de Kurzweil da utopia tecnológica tem capturado mentes no Vale do Silício. Este verão, uma organização chamada de Universidade da Singularidade começou a oferecer cursos para preparar uma equipe capaz de moldar os avanços tecnológicos e ajudar a sociedade a lidar com as consequências.

"Achei que, mais cedo ou mais tarde, teríamos de fazer algum tipo de afirmação ou avaliação, dadas as preocupações das pessoas com o surgimento das máquinas inteligentes", afirma Horvitz.


Perda de controle


O relatório busca avaliar a possibilidade da "perda do controle humano sobre inteligências com base em computadores".

O documento também abordará questões socioeconômicas, legais e éticas, assim como prováveis mudanças nas relações homem-máquina.

Como seria, por exemplo, se relacionar com uma máquina tão inteligente quanto seu parceiro?

Horvitz diz que o grupo de especialistas busca formas de orientar pesquisas, para que a tecnologia melhore a sociedade, em vez de levá-la a uma catástrofe. Algumas pesquisas podem, por exemplo, ser conduzidas em laboratório de alta segurança.

O encontro sobre inteligência artificial pode ser fundamental para o futuro desse campo científico. Paul Berg, organizador do encontro de Asilomar de 1975 e ganhador de um prêmio Nobel de química, em 1980, acredita ser importante que as comunidades científicas envolvam o grande público antes que as preocupações e a oposição se solidifiquem.

"Se esperarmos muito, os pontos de vista se fortificam, como ocorreu com os alimentos geneticamente modificados. Depois, fica difícil. É um assunto muito complexo."

Tom Mitchell, professor de inteligência artificial e ensino por meio de máquinas da Carnegie Mellon University, afirma que o encontro de fevereiro mudou sua forma de pensar. "Cheguei lá bastante otimista quanto ao futuro da IA.

Achava que Bill Joy e Ray Kurzweil tinham ido longe demais em suas previsões", diz. Porém, acrescenta, "o encontro me fez ser mais sincero sobre esses assuntos, especialmente em relação à grande quantidade de dados coletados sobre nossa vida pessoal".

Apesar de suas preocupações, Horvitz diz estar esperançoso de que as pesquisas sobre inteligência artificial venham a beneficiar os seres humanos, e até compensar nossas falhas.

Ele demonstrou, recentemente, um sistema de voz projetado por ele. O sistema perguntava a pacientes sobre seus sintomas e respondia com empatia. Quando uma mãe dizia que seu filho estava com diarreia, o rosto na tela dizia: "Ah, que pena!"

Um médico lhe disse, mais tarde, que era maravilhoso o fato de ter um sistema capaz de responder a emoções humanas. Segundo Horvitz, o médico disse: "É uma ideia brilhante. Eu não tenho tempo para fazer isso."


Fonte: G1

Bolívia: Homem bebe, adormece, e morre picado por formigas


Um agricultor de 42 anos morreu depois de beber demais, e dormir encostado numa árvore onde estava escondido um formigueiro na floresta do leste da Bolívia. Os insetos o picaram até a morte.

Santiago Ortiz Durán, deitou debaixo de uma árvore de Palo Santo, que os locais também chamam de Palo Diablo, que serve como ninho para uma espécie de formiga peçonhenta.


Um formigueiro na selva


"Milhões de picadas de insetos causaram a sua morte", disse à AP por telefone, o Coronel Rolando Ramos, chefe da polícia de Beni.

O incidente ocorreu no sábado, em Loma Rica, uma comunidade rural a 70 quilômetros ao sul de Trinidad, capital do departamento amazônico de Beni no nordeste da Bolívia.

"Quando chegamos no local sábado à noite com o médico legista, o homem já estava morto, mas o corpo ainda tinha milhões de formigas que o continuavam picando", disse Ramos.

O Palo Santo é típico das regiões tropicais, crescendo de seis a 20 metros, secreta uma resina e um cheiro característico.


Fonte: Terra Argentina

Aquecimento global 'beneficiou Império Inca', diz estudo


Um estudo de sedimentos encontrados na região de Cuzco, no Peru, sugere que o antigo Império Inca se beneficiou de um período de aquecimento global que durou cerca de 500 anos - exatamente na época em que aquela civilização conheceu seu maior apogeu.

O estudo, coordenado pelo pesquisador Alex Chepstow-Lusty, do Instituto Francês de Estudos Andinos em Lima, capital peruana, analisou como a evolução social e econômica verificada durante os anos incas se relacionam às mudanças climáticas nos Andes no mesmo período.

A conclusão é que séculos de temperaturas elevadas melhoraram as condições agrícolas e permitiram o cultivo de alimentos para sustentar uma população crescente e um exército poderoso.

O estudo analisou uma seqüência de sedimentos do lago Marcacocha, localizado 12 km ao norte de Ollantaytambo, um dos grandes assentamentos incas, contendo evidências das mudanças climáticas ao longo de milênios.

A pesquisa foi publicada no número atual na revista científica Climates of the Past.


Evidências


Durante a maior parte do primeiro milênio depois da era cristã, os sedimentos indicaram pouca presença de agricultura sustentada no lago, o que corresponderia a um período relativamente frio na região.

A partir do ano 880, entretanto, os sedimentos passam a indicar um período de seca, que teria ocasionado a redução do volume do lago e eliminado duas culturas rivais andinas, os Wari e os Tiwanaku.

A elevação da temperatura nos Andes a partir de 1100 foi, na visão dos pesquisadores, literalmente o divisor de águas na evolução da civilização inca.

O derretimento das geleiras coincide com o advento de técnicas de irrigação que permitiram aos incas elevar sua produtividade agrícola e alcançar altitudes mais elevadas.

"Essa condição de aquecimento teria permitido aos Incas explorar as atitudes mais elevadas (após o ano 1150), construindo terraços agrícolas que empregavam irrigação alimentada por geleiras, em combinação com técnicas agroflorestais deliberadas", escreveram os pesquisadores.

Os pesquisadores relataram diversas evidências de pastos para llamas ao redor do lago entre 1100 e 1400, assim como de plantações de batatas nas áreas mais elevadas e de milho nos locais mais baixos.

Além disso, eles verificaram níveis altos de pólen da Alnus acuminata, uma árvore andina cuja ocorrência está ligada ao reaproveitamento de solos agrícolas degradados.

Isto tendeu a desaparecer a partir do século 16, coincidindo com a chegada dos colonizadores espanhóis, em 1532.

"No contexto de doenças e de uma população decrescente, as comunidades foram forçadas a migrar ou a trabalhar sob o sistema de encomienda (escravidão por dívidas)", afirmaram os pesquisadores.

"A paisagem anteriormente cultivada rapidamente cresceu de forma descontrolada e os canais de irrigação e os terraços não mais foram mantidos, caindo em desuso."

Quando a ocupação agrícola da área voltou a ocorrer, após 1600, a ocupação se deu de forma bastante diferente, com os europeus trazendo seus próprios animais e técnicas agrícolas para a zona.


Conclusões


Para os pesquisadores, as evidências permitem estabelecer uma relação entre o desenvolvimento da civilização inca e as mudanças climáticas ocorridas nos Andes, sobretudo nos 400 anos mais significativos do império.

"Embora este crescimento meteórico tenha sido em parte devido à adoção de estratégias sociais inovadoras, apoiadas por uma grande força de trabalho e um exército poderoso, sustentamos que isto não teria sido possível sem o aumento da produtividade das colheitas, que está ligada a condições climáticas mais favoráveis", eles escreveram.

Eles chamaram atenção para o fato de que o aquecimento na região do lago Marcacocha é apoiado por evidências semelhantes em outras regiões dos Andes.

É cada vez maior a atenção dada por pesquisadores a um período de temperaturas globais maiores entre os séculos 9º e 14º da Idade Média em relação aos tempos modernos.

"A visão prevalente desse intervalo é a de que temperaturas elevadas foram experimentadas com certa intermitência e que, em certas regiões, se caracterizou por anomalias climáticas como secas prolongadas, aumento do nível de chuva e ventos de monções mais fortes", afirmaram.

Para eles, as evidências colhidas no lago Marcacocha não só reforçam os estudos sobre este fenômeno - que ainda é objeto de discussões no meio acadêmico - como apontam para um efeito positivo dele.

Para os cientistas as conclusões de quase mil anos atrás podem ser úteis no mundo de hoje. "Pode haver lições importantes para gerar desenvolvimento rural sustentado nos Andes à luz da futura incerteza climática", eles disseram.


Fonte: BBC

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...