sábado, 28 de novembro de 2009

Argentina: OVNI teria deixado sem luz um povoado de Salta


O objeto luminoso sulcou o céu de um povoado saltenho. Quando ele desapareceu, o local ficou às escuras e as linhas telefônicas foram cortadas. Tudo funcionou novamente depois de nove horas.

Ontem, às 2 da manhã, a cidade de Joaquin V. González com cerca de 20.000 habitantes em Salta, ficou sem luz, e os moradores dizem que tudo foi causado por um objeto voador não identificado.

Naquela hora, nesse território longinquo de Salta, um OVNI brilhante e alongado cruzou o céu na direção sudeste, onde se encontra Tunal, "com luzes intermitentes como flashes e outra fixa de cor vermelha."E logo a escuridão tomou o lugar.

"O calor era terrível, havia pessoas tomando sorvete e outros levando as mesas dos bares para o ar livre por toda a cidade, (quando), de repente todos viram como um estranho aparelho sulcou o céu iluminado e um minuto depois, veio o colapso elétrico e com ele também as torneiras secas e o desligamento das linhas telefonicas ", disse uma testemunha.

Luis Burgos, especialista em OVNIs, disse ao Diario Popular que "o apagão ocorreu depois de 15 ou 20 minutos após o avistamento do artefato em Joaquín V. González e quando ficou acima da usina geradora de Tunal.

Por sua vez, explicou que o objeto é "o que chamamos de uma nave mãe, uma espécie de porta-aviões do espaço, com 200 ou 300 metros de comprimento, que normalmente carrega pequenos OVNIS de 8 ou 10 metros que são liberados para depois regressarem".


Tradução: Carlos de Castro



Fonte: Infobae





Meteoro ilumina a noite sul africana

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O meteoro foi visto por dezenas de pessoas que passavam em Joanesburgo e Pretória, na província de Gauteng no sábado.

O Planetário de Joanesburgo em seguida apelou para todas as testemunhas que conseguiram registrar a queda do meteoro.

Este clipe foi postado no YouTube, mostrando um breve vislumbre do meteoro que se tornou visível através das nuvens, antes de iluminar os céus por milhas ao redor.

"Nós vimos essa grande bola de fogo verde". Isto saiu do céu, inesperadamente", houve um flash súbito, e vimos um rastro laranja no céu, seguido de uma explosão muito brilhante, o céu ficou iluminado como se fosse dia. "disse um local ao jornal Eyewitness News.


O meteoro ainda não foi encontrado, apesar de todos os residentes procurarem com a esperança de ganhar algum dinheiro.

Mas de acordo com as leis sul africanas a rocha é de propriedade do estado, mesmo que esteja em uma propriedade particular.

Milhões de meteoros ou meteoritos entram na atmosfera da Terra todos os dias, embora a maioria seja muito pequena para ser visível. Suas caudas de luz são produzidas quando queimam em alta velocidade na atmosfera.



Tradução: Carlos de Castro



Fonte: Telegraph




Peru: OVNIs em Lima?

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Milhares de limenhos fugiram de suas casas, escritórios e locais de trabalho no Centro Histórico de Lima para testemunhar algumas luzes estranhas no céu.

Foi um fenômeno incomum: a observação de um grupo de luzes misteriosas que foram vistas no céu claro de Lima.
Tudo aconteceu aproximadamente as 2 horas da tarde.


Um leitor gravou com seu telefone celular de um dos pátios do Compuplaza, o estranho fenômeno que levou os transeuntes do Palácio de Justiça, para a Plaza Mayor, a ficarem paralisados ao tentar ver quatro ou cinco luzes brilhando através das nuvens.

"As luzes se juntavam e separavam com velocidade incomum, se aproximavam e separavam", disse uma das milhares de testemunhas que viram o fenômeno.

Ovnis? Balões comemorando o Dia da Não Violência Contra a Mulher? Observe as imagens e tire suas conclusões.


Tradução: Carlos de Castro



Fonte: La República Peru




Nova Iorque: Suposto fantasma do poeta Dylan Thomas assusta turista no Hotel Chelsea

Dylan Thomas


Uma turista aterrorizada relatou ter visto o fantasma de Dylan Thomas - no assombrado hotel de Nova York, onde o poeta galês entrou em um coma fatal.


A hóspede horrorizada do mundialmente famoso Hotel Chelsea, cenário dos últimos dias do poeta alcoólatra, afirmou que viu a cabeça de Dylan com olhos esbugalhados flutuando na frente do espelho do banheiro do seu quarto.

O Hotel Chelsea foi a "residência" final do autor galês de "Death Shall Have No Dominion" e "Do Not Gentle Into That Good Night", e ganhou uma aura infâme quando o ex-baixista da banda Sex Pistols, Sid Vicious, esfaqueou até a morte em um quarto a namorada Nancy Spungen em 1978.

A hóspede diz no Hotel Chelsea Blog, um site dedicado aos 125 anos do hotel, que passou a noite sem dormir ouvindo os passos do fantasma e com uma sensação arrepiante de medo.

"De repente, olhei para cima e à direita em frente ao espelho do banheiro do quarto, e vi uma cabeça no ar", disse a mulher, identificada apenas como "Anna".

"A cabeça parecia fazer uma careta para mim, e eu nunca vou esquecer os olhos olhando pra baixo, quase esbugalhados".

"O rosto parecia pintado com algum tipo de maquiagem de teatro, lábios vermelhos brilhantes e desenhados com muito cuidado, a cara pintada de branco, e o cabelo preto bem enrolado até o comprimento das orelhas.

"Eu tive uma idéia de quem era esse homem depois de olhar para as imagens dos famosos que ali viviam e partiram para o além".

"A foto que eu vi embrulhou o meu estômago ... Era a mesma cara, até mesmo a careta, e os mesmos olhos tristes e grandes. Parecia o rosto de Dylan Thomas. "

Não é a primeira vez que seu espectro foi relatado no hotel, que há muito tem sido associado com o seu fantasma nas últimas cinco décadas.
Thomas ficou no hotel durante a sua fatídica turnê literária de 1953.

Segundo a lenda, bebeu 18 whiskies em um bar nas proximidades, antes de entrar em coma, no seu regresso ao Hotel Chelsea. Ele morreu na cidade, no Hospital St. Vincent em 9 de novembro.

A morte do icônico escritor não é a única conexão do hotel com celebridades.




Mark Twain esteve entre os primeiros de muitos autores bem conhecidos, que alugaram quartos no hotel, que rapidamente começou a ganhar reputação como ponto de encontro de artistas.

Em um quarto do Chelsea, Leonard Cohen fã de Dylan Thomas conheceu Janis Joplin em uma cama desfeita.

Foi lá que Robert Zimmerman, que mudou o nome para Bob Dylan, em homenagem a Dylan Thomas, se escondeu por dias na década de 1960, escrevendo canções de paz e amor. Andy Warhol "o pai da arte pop" morou lá e filmou "Chelsea Girls" em 1966, e o escritor Quentin Crisp foi um morador por mais de 30 anos.

Joni Mitchell escreveu seu hit Chelsea Morning lá, e teria sido inspiração para os Clintons batizarem sua filha após se hospedarem no hotel. Em uma sala, Arthur C. Clarke encerrou 2001: Uma Odisséia no Espaço.

No possivel incidente mais obscuro do hotel, o ex-baixista do Sex Pistols, Sid Vicious, esfaqueou até a morte a namorada Nancy Spungen no banheiro do seu quarto.

A verdadeira identidade da aparição no hotel pode permanecer um mistério, de acordo com os proprietários.

Um porta-voz disse: "Eu não acho provável que seja Dylan, ele estava vivendo na sala 206 no momento da sua morte, enquanto isto aconteceu no quarto 114."

Tradução: Carlos de Castro


Fonte: Wales Online






Stonehenge tropical

Um círculo de pedras no norte do Amapá guarda uma história intrigante sobre povos antigos da Amazônia.



Por Mariana Petry Cabral e João Darcy de Moura Saldanha
Foto de Maurício de Paiva




A madrugada é uma bênção. Essa é uma das poucas horas nessa região do Amapá, logo acima da linha do equador, em que o forte calor não impera.

Nas redes espalhadas pela casa da fazenda que serve de abrigo aos pesquisadores, reina um conforto preguiçoso.

A noite chuvosa, contudo, deixa a equipe apreensiva. Afinal, a viagem até o sítio arqueológico Rego Grande só tem um objetivo: observar os caminhos do Sol no céu durante o solstício de dezembro no lugar que, não à toa, ficou conhecido como o "Stonehenge brasileiro". A chuva, portanto, não era bem-vinda.

O sítio Rego Grande, que recebeu o nome do igarapé que o margeia, é formado por mais de uma centena de blocos de granito.

Assim como o Stonehenge britânico, um dos mais intrigantes sítios neolíticos do mundo, ele também deve ter sido especial em seu tempo, quando foi palco de cerimônias repletas de oferendas, algumas de caráter astronômico.

Os raios de sol atravessam a pedra do Furo e inundam de luz o círculo cerimonial. Para os arqueólogos, o lugar era usado em datas astronômicas especiais - assim como o famoso sítio britânico de Stonehenge.



Lá e cá, ambos os lugares foram usados em festas e cultos, e são obra da vontade de seus construtores em marcar a paisagem de maneira concreta. O Rego Grande, contudo, data de mil anos, enquanto o Stonehenge remonta a cerca de 4,5 mil anos.

A presença de megálitos em várias regiões do planeta, e ao longo de muitos períodos da história, reforça a curiosidade sobre a semelhança entre os dois sítios.

"O megalitismo dispersou-se em épocas diferentes. Foi um fenômeno global", diz o português Manuel Calado, da Universidade de Lisboa, especialista nessa área da arqueologia que estuda os monumentos de pedra.

Com mais de 30 metros de diâmetro, a estrutura quase circular do Rego Grande foi idealizada no topo de uma colina, em um trecho que fica no limite entre os campos alagados do litoral e áreas de savana.

"Assim como a paraense ilha de Marajó, o Amapá era um dos maiores centros de inovação cultural da Amazônia", diz Stéphen Rostain, arqueólogo francês que estuda sítios na Guiana Francesa há quase 20 anos.


O Amapá é considerado o estado brasileiro cujo ambiente natural foi o menos alterado desde o início da colonização: 98% das florestas estão em pé, e mais de 70% de seu território é área de conservação. Igarapés e rios são os caminhos para muitos moradores, assim como foram para os engenheiros do Stonehenge - os blocos de rocha, contam os arqueólogos, vinham de pedreiras distantes do sítio.


De fato, nos dois lados da foz do maior rio do mundo, a exuberância e a diversidade dos estilos cerâmicos demonstram que, no passado, múltiplas culturas interagiram na região, deixando ali um imenso patrimônio arqueológico.

A proximidade entre a costa amapaense e o arquipélago de Marajó, usufruída pela população atual, também serviu de elo entre os povos indígenas pré-coloniais.

A margem esquerda da foz do Amazonas e o sistema insular do Marajó, com sua grande diversidade de ambientes e enorme rede fluvial, talvez tenham incentivado amplas redes de troca, criando contextos de desenvolvimento cultural que ainda hoje desafiam nossa compreensão.

Na varanda da casa de madeira, onde passamos apreensivos aquela noite chuvosa, o clima agora é de euforia. O céu claro promete sol, mas a data marca a chegada da estação das chuvas - que ali se inicia em dezembro e se estende até julho.

O solstício era também uma ocasião má-gica escolhida para diversas celebrações por índios que viviam no âmbito da foz do Amazonas entre os séculos 1 e 18, muitos dos quais habitantes da costa norte do Amapá e parte do litoral do território da atual Guiana Francesa.

Nessa região, o Projeto de Investigação Arqueológica na Bacia do Rio Calçoene, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), estuda o que sobrou da vida desse povo. E o sítio Rego Grande é parte importante da história.

Os monumentos de pedra dispersos ao longo do litoral amapaense, entre os rios Araguari e Oiapoque, foram observados pela primeira vez no fim do século 19.

Depois, Curt Nimuendajú, etnólogo alemão que percorreu o Amapá na década de 1920, também registrou mais de uma dezena deles.

Na década de 50, Betty Meggers e Clifford Evans, americanos que marcaram a arqueologia amazônica ao propor um quadro histórico da ocupação indígena na foz do rio Amazonas, sugeriram que esses locais deviam ser centros cerimoniais, construídos por índios originários da região circuncaribenha.

Ao longo de todo esse litoral, até Caiena, capital da Guiana Francesa, se espalham sítios arqueológicos com um elemento comum: uma cerâmica elaborada, ora pintada com delicados desenhos vermelhos sobre um fundo branco, ora gravada com incisões feitas na argila ainda úmida. Betty Meggers e Clifford Evans chamaram esse estilo cerâmico de aristé.

Em escavação recente em uma antiga aldeia indígena 50 quilômetros ao sul do Rego Grande, no Retiro do Padre, alguns fragmentos dessa cerâmica foram recolhidos.

A urna funerária achada no sítio Rego Grande é de um estilo comum em todo o litoral do Amapá até a Guiana Francesa.

Nenhum deles tinha o vigor da decoração das peças clássicas aristés, mas as técnicas de manufatura, a seleção da argila e as formas dos vasos eram do mesmo tipo.

O Retiro do Padre era uma aldeia pequena, com duas ou três casas identificadas pela observação de manchas no solo que marcam os lugares em que os esteios das moradias estavam fincados.

Nas lixeiras, além dos fragmentos miúdos de panelas quebradas, restam caroços queimados de palmeiras frutíferas, como o açaí e o tucumã, abundantes por toda a região - um lixo recolhido ao redor de fogueiras e descartado na periferia da aldeia.

No entorno do sítio, sobre outras colinas, há mais vestígios de povoações. "Tem muita coisa perdida nesses morros", conta Alzira Souza, esposa do capataz da fazenda, quando lhe mostramos uma lâmina de machado de pedra encontrada na escavação.

Ao mesmo tempo que exploravam seu território, os índios constituíam mitos para explicá-lo. Figuras de animais representados nas cerâmicas apontam cosmologias cheias de relações entre seres humanos e animais, em uma interação que ainda hoje caracteriza o ideário indígena amazônico.

Diferente do pensamento moderno ocidental, que separa homens e animais, o chamado "perspectivismo ameríndio" aponta para uma fluidez das formas humanas e não humanas que não se encaixa na distinção entre cultura e natureza. A mistura dos motivos animais e humanos sugere, em vários potes, personagens híbridos.

Cobras, sapos e lagartos, aves e macacos, além de corpos e rostos humanos, são figuras recorrentes nos potes cerâmicos, funerários ou não.

Do sítio Retiro do Padre, uma antiga aldeia na margem do rio Amapá Grande, brotam vestígios de uma das quatro culturas que habitavam a região desde o século 10 até a chegada dos europeus.
No Rego Grande, os vasos com desenhos de répteis foram colocados em meio a blocos de granito, enquanto aqueles com aves estavam no interior do monumento, afastados das pedras.

Mais que uma mimese do hábitat animal, essas práticas organizam e manipulam um jeito próprio de dar sentido ao mundo, construindo lugares em que a memória do grupo fica inscrita.

A construção dos megálitos é também parte dessa apropriação da paisagem, ou seja, da transformação de conhecimentos abstratos, de histórias orais, em estruturas concretas.

Mil anos depois, nós caminhamos de novo sobre o chão que os índios pisaram, à espera do alvorecer do dia do solstício.

Na noite escura, percorremos os 300 metros que separam a casa de madeira do sítio Rego Grande, sentindo a umidade do capim molhado da chuva entrando nos sapatos. A colina onde está o sítio se destaca no relevo.

É uma caminhada tranquila até o alto e, ao longo dos quase quatro anos de pesquisa no local, são incontáveis as vezes em que subimos para alcançar o topo onde as pedras foram colocadas.

Mesmo assim, a cada vez a sensação se repete: a expectativa dos blocos ganhando dimensão, e o círculo aparecendo, impõe reverência. Sempre uma emoção nova toma conta de nós.

O trabalho na construção dos monumentos de pedra exigiu não apenas força bruta mas também organização e controle político.

Foi necessária a coesão de muitas pessoas, além de liderança forte para reuni-las e convencê-las de que o esforço valia a pena.

Encontrar os blocos não devia ser tarefa fácil. Muitos certamente já estavam soltos sobre os afloramentos, mas as cicatrizes encontradas em alguns lajedos mostram que vários blocos tiveram de ser extraídos.

As ferramentas e as técnicas empregadas são desconhecidas, mas detalhes nos megálitos sugerem que os índios aproveitaram falhas na base das pedras para retirá-las.

Uma vez soltos, os blocos eram carregados até o topo das colinas - alguns podem pesar mais de 4 toneladas -, onde um esforço de engenharia acontecia. A presença de jazidas de pedra com cicatrizes, além de outras dispostas na beira de rios, indica que parte do transporte dos blocos era feita em embarcações.

As pedras não eram apenas fincadas no chão. O cuidado na fixação delas, com uso de outras menores para calçar os megálitos em posições definidas, exigiu planejamento e sabedoria.

Os megálitos foram idealizados por volta do ano 1000, quando alguma coisa aconteceu na vida daquele povo.

Em algum momento houve o ímpeto de construir essas estruturas que transformariam para sempre a composição das paisagens.

Diferentemente das aldeias, os monumentos de pedra não perecem - e seus arquitetos bem sabiam disso.

Uma vez concebidos, eles passam a ser alvo do interesse de muitas gerações posteriores, que talvez os ampliem e modifiquem, repetindo práticas que, como em todas as culturas, reforçam e constroem identidades.

As escavações no Rego Grande, iniciadas em 2006, mostram isso: um local muito visitado e alterado. Centenas de potes cerâmicos foram levados até lá.

Alguns eram de fato urnas funerárias, onde os ossos, em certos casos cremados, eram guardados. Mas a maior parte é de bacias, vasos, pratos e tigelas que serviram como oferendas, talvez aos mortos.

Alguns potes eram deixados sobre os blocos, onde acabaram partidos ao rigor do clima. Outros foram quebrados de propósito mesmo - jogados dentro dos poços funerários.

Mas há também potes inteiros, enterrados em pequenas valas ou arranjados em volta de urnas funerárias, dentro dos poços.

A maior parte das vasilhas não tem sequer marcas de uso, como se tivessem sido produzidas com um único fim: servirem de oferta ao monumento.

Havia com certeza um controle do uso daquele espaço, regras a serem seguidas e datas para celebrações.

Em uma caverna ao sul de Macapá, um morador segura uma urna funerária. A exposição das peças a qualquer visitante torna os sítios vulneráveis, uma ameaça a um patrimônio ainda pouco estudado.

As urnas funerárias encontradas mostram que nem todas as pessoas recebiam o mesmo tratamento após a morte.

"O número limitado de urnas pode indicar que esses funerais eram reservados a pessoas de alto status, como chefes tribais ou de clãs", sustenta o arqueólogo francês Rostain, que pesquisou intensamente a margem esquerda do rio Oiapoque.

Para ele, esses grupos estavam organizados em "uma confederação com um chefe soberano", indicando núcleos sociais hierarquizados que diferem das sociedades indígenas atuais na região.

É possível que as hierarquias desses grupos não fossem permanentes, ficando fortalecidas em tempos de guerra ou em datas importantes, como antropólogos já sugeriram ao explicar a história de grupos indígenas atuais, entre eles os palikurs, que vivem hoje na região do Baixo Oiapoque.

É crepúsculo, e Lailson da Silva, zelador da fazenda onde fica o Stonehenge brasileiro, segue para casa. Entre a população local, este é um dos lugares conhecidos como "cemitérios de índios", que costumam assombrar as pessoas com visões inexplicáveis. "No meio da noite, uma luz vermelha sai das pedras", conta Silva. A arqueologia, agora, pode interpretar melhor esse misterioso local.
De acordo com essa teoria, pequenas aldeias independentes acabariam reunidas, em momentos específicos, sob a liderança de figuras eminentes no cenário regional, juntando esforços para construir, por exemplo, monumentos como o Rego Grande. O mesmo lugar em que nós estávamos, naquela manhã após a chuva.

O Sol desponta no horizonte, exatamente no ponto mais austral de sua rota cíclica anual entre os dois hemisférios.

O solstício se anuncia. Então, uma viagem no tempo, uma volta ao mundo dos povos que sedimentaram o sítio se materializa sobre os blocos de rocha inclinados a nosso redor.

De novo, surgem as questões que tanto nos motivam: quem foram eles? Como viviam? Como experienciavam o solstício?

Os antigos nos legaram os megálitos. E, naquele instante, a presença das rochas causa em nós uma estranha sensação de companhia.



Fonte: National Geographic



As cidades perdidas da Amazônia

Kuhikugu, conhecida pelos arqueólogos como sítio X11, é a maior cidade pré-colombiana já descoberta na região do Xingu na Amazônia. Abrigava mil pessoas ou mais e servia como o eixo central de uma rede de aldeias menores.


por Michael J. Heckenberger


A floresta tropical amazônica não é tão selvagem quanto parece.

Quando o Brasil criou o Parque Indígena do Xingu em 1961, a reserva estava longe da civilização moderna, aninhada bem no limite ao sul da enorme floresta amazônica.

Em 1992, na primeira vez em que fui morar com os cuicuro, uma das principais tribos indígenas da reserva, as fronteiras do parque ainda ficavam dentro da mata densa, pouco mais que linhas sobre um mapa.

Hoje o parque está cercado de retalhos de terras cultivadas, com as fronteiras frequentemente delimitadas por um muro de árvores.

Para muitos forasteiros, essa barreira de torres verdes é um portal como os enormes portões do Parque Jurássico, separando o presente: o dinâmico mundo moderno de áreas cultivadas com soja, sistemas de irrigação e enormes caminhões de carga; do passado: um mundo atemporal da Natureza e de sociedade primordiais.


Muito antes de se tornar o palco central na crise mundial do meio ambiente como a gigantesca joia verde da ecologia global, a Amazônia mantinha um lugar especial no imaginário ocidental.

A mera menção de seu nome evoca imagens de selva repleta de vegetação respingando água, de vida silvestre misteriosa, colorida e com frequência perigosa, de um entremeado de rios com infinitos meandros e de tribos da Idade da Pedra.

Para os ocidentais, os povos da Amazônia são sociedades extremamente simples, pequenas tribos que mal sobrevivem com o que a Natureza lhes oferece.

Têm conhecimento complexo sobre o mundo natural, mas lhes faltam os atributos da civilização: o governo centralizado, os agrupamentos urbanos e a produção econômica além da subsistência.

Em 1690, John Locke proclamou as famosas palavras: “No início todo o mundo era a América”. Mais de três séculos depois, a Amazônia ainda arrebata o imaginário popular como a Natureza em sua forma mais pura, e como lar de povos aborígines que, nas palavras de Sean Woods, editor da revista Rolling Stone, em outubro de 2007, preservam “um estilo de vida inalterado desde o primórdio dos tempos”.


A aparência pode ser enganosa. Escondidos sob as copas das árvores da floresta estão os resquícios de uma complexa sociedade pré-colombiana.

Trabalhando com os cuicuro, escavei uma rede de cidades, aldeias e estradas ancestrais que já sustentou uma população talvez 20 vezes maior em tamanho que a atual.

Áreas enormes de floresta cobriam os povoados antigos, seus jardins, campos cultivados e pomares que caíram em desuso quando as epidemias trazidas pelos exploradores e colonizadores europeus dizimaram as populações nativas.

A rica biodiversidade da região refl ete a intervenção humana do passado. Ao desenvolverem uma variedade de técnicas de uso da terra, de enriquecimento do solo e de longos ciclos de rotatividade de culturas, os ancestrais dos cuicuro proliferaram na Amazônia, apesar de seu solo natural infértil.

Suas conquistas poderiam atestar esforços para reconciliar as metas ambientais e de desenvolvimento dessa região e de outras partes da Amazônia.


A pesquisa arqueológica em várias áreas ao longo do rio Amazonas, como a ilha do Marajó na foz do rio e sítios próximos às modernas cidades de Santarém e Manaus, confirma esses relatos.

Essas tribos interagiam em sistemas de comércio que se espalhavam até localidades remotas. Sabe se menos das localidades mais próximas dos limites ao sul da Amazônia, mas um trabalho recente em Llanos de Mojos nas várzeas da Bolívia e no estado do Acre sugere que eles também apresentaram sociedades complexas.

Em 1720, o guarda de fronteira Antonio Pires de Campos descreveu uma paisagem densamente habitada na cabeceira do rio Tapajós, pouco a oeste de Xingu:




Esses povos existem em um número tão enorme que não é possível contar seus povoados ou aldeias, [e] muitas vezes em um dia de marcha passa-se por 10 a 12 aldeias, e em cada uma há de 10 a 30 habitações, e dentre essas casas há algumas que medem 30 ou 40 passos de largura... até mesmo suas ruas, que eles fazem bem retas e largas são mantidas tão limpas que não se encontra nenhuma folha caída...


Uma Antiga Cidade Murada


Quando me aventurei no Brasil, no início da década de 90, para estudar a profunda história do Xingu, as cidades perdidas nem sequer passavam pela minha mente.

Eu lera Steinen, mas mal ouvira falar de Fawcett. Embora muito da vasta bacia amazônica fosse terra arqueológica desconhecida, não era provável que os etnógrafos, muito menos os xinguanos, tivessem ignorado um enorme centro monolítico se erguendo sobre as florestas tropicais.


No entanto, resquícios de algo mais elaborado que as aldeias ainda hoje existentes estavam em toda a parte.

Robert Carneiro, do American Museum of Natural History, de Nova York, que morou com os cuicuro na década de 50, sugeriu que o estilo de vida organizado e a economia produtiva agrícola e pesqueira poderiam suprir comunidades muito mais substanciais, mil a 2 mil vezes maiores – várias vezes a população contemporânea de algumas centenas.

Ele também registrou evidências de que, na realidade, a área já teve um sítio pré-histórico (designado X11 em nossa pesquisa arqueológica) cercado de imensos fossos.

Os irmãos Villas Boas – indianistas brasileiros indicados para o Prêmio Nobel da Paz pela sua participação na criação do Parque do Xingu – já tinham relatado esses trabalhos no solo perto de muitas aldeias.


Em janeiro de 1993, logo após eu ter chegado à aldeia dos cuicuro, o principal chefe hereditário, Afukaka, me levou a uma das valas no sítio (X6) por eles denominada Nokugu, que recebeu o nome do espírito de onça que se pensa lá habitar.

Passamos por moradores locais que construíam um enorme açude de peixes ao longo do rio Angahuku, já cheio devido às chuvas sazonais.

O fosso, que corre por mais de 2 km, tinha 2 a 3 metros de profundidade e mais de 10 metros de largura.

Embora eu tivesse a expectativa de encontrar uma paisagem arqueológica diferente da atual, a escala dessas comunidades antigas e de suas construções me surpreendeu.

Os assistentes de pesquisa cuicuro e eu passamos os meses seguintes mapeando esse e outros trabalhos no solo no sítio de 45 hectares.


Desde essa época, nossa equipe estudou vários outros sítios na área, analisando mais de 30 km em linha reta em transectos através da floresta, mapeando, examinando e escavando os sítios.

No final de 1993, Afukaka e eu voltamos para Nokugu, para que eu relatasse o que aprendi. Seguimos os contornos do fosso externo do sítio e paramos ao lado de uma ponte de terra, por onde costumava passar uma estrada enorme que tínhamos desenterrado.

Apontei para uma antiga estrada de terra, totalmente reta, com largura de 10 a 20 metros, que levava para outro sítio antigo, Heulugihïtï (X13), a cerca de 5 km de distância. Atravessamos a ponte e entramos em Nokugu.


A estrada, margeada por meios-fios baixos de terra, abriu-se até 40 metros – largura das autoestradas modernas de quatro pistas.

Percorridas algumas centenas de metros, passamos por cima do fosso interno e paramos para observar o interior da trincheira escavada recentemente, onde tínhamos encontrado uma base em forma de funil, para uma paliçada de tronco de árvore. Afukaka contou-me uma história a respeito de aldeias construídas sobre paliçadas e ataques-surpresa em um passado remoto.


Caminhamos por trechos de floresta, arbustos e áreas desmatadas que agora cobrem o sítio, marcas de atividades variadas no passado.

Saímos em meio a uma clareira gramada cercada de enormes palmeiras que marcavam uma antiga praça.

Girei devagar e apontei a borda perfeitamente circular da praça, marcada por uma elevação de um metro de altura. Expliquei a Afukaka que as altas palmeiras lá se instalaram séculos atrás, a partir de jardins de compostagem em áreas domésticas.


Deixando a praça para explorar as redondezas, nos deparamos com altos sambaquis, depósitos de restos, que muito se assemelhavam aos de trás da casa do próprio Afukaka.

Estavam repletos de recipientes quebrados, exatamente iguais, nos mínimos detalhes, aos utilizados pelas esposas da tribo para processar e cozinhar a mandioca.

Em uma visita posterior, quando escavávamos uma casa pré-colombiana, o chefe curvou-se dentro da área central da cozinha e retirou um enorme fragmento de cerâmica.

Disse que concordava com minha impressão de que o cotidiano da sociedade antiga era muito semelhante ao atual. “Você está certo!”, Afukaka exclamou. “Veja, um apoio de panela” – um undagi, como os cuicuro o chamam, usado para o cozimento da mandioca.


Essas ligações fazem dos sítios dos xinguanos locais muito fascinantes, que se encontram entre os poucos assentamentos pré-colombianos na Amazônia onde a evidência arqueológica pode ser conectada diretamente com os costumes atuais.

Em outros locais, a cultura indígena foi totalmente dizimada ou o registro arqueológico está disperso. A antiga cidade murada que mostrei a Afukaka era muito parecida com a aldeia atual, com sua praça central e estradas radiais, apenas eram dez vezes maiores.



Da Oca à Organização Política


“Suntuosa” não é uma palavra que, em geral, venha à mente para descrever uma casa com um tronco central e sapé. Ocidentais pensam em uma “cabana”.

Mas a casa que os cuicuro erguiam para o chefe em 1993 era enorme: bem mais de 1 mil m2. É difícil imaginar que uma casa construída como um cesto gigante virado para baixo, sem uso de pedras, cimento ou pregos pudesse ficar tão grande.

Mesmo a casa comum de um xinguano com 250 m2 é tão grande quanto uma casa média americana.


O que faz a casa do chefe sobressair não é apenas o tamanho, mas também a sua posição, localizada no ponto mais ao sul da praça central circular.

Quando se entra na aldeia pela estrada de acesso formal, as famílias de boa posição moram à direita (sul) e à esquerda (norte).

O arranjo reproduz, em escala maior, a planta de uma casa individual, cujo ocupante de posição destacada pendura a sua rede à direita, ao longo do comprido eixo da casa.

A estrada de acesso corre aproximadamente de este a oeste; na casa do chefe, sua rede fica posicionada na mesma direção. Quando um chefe morre, ele também é deixado em uma rede com a cabeça voltada para o oeste.


Este cálculo corpóreo básico é aplicado em todas as escalas, de ocas a toda a bacia do Alto Xingu. As aldeias antigas são distribuídas pela região e interconectadas por uma rede de estradas alinhadas com precisão.

Quando cheguei pela primeira vez à área, levei semanas para mapear valas, praças e estradas usando as técnicas padrões de arqueologia.

No início de 2002, começamos a usar o GPS, que nos permitiu mapear a maior parte dos trabalhos no solo em questão de dias.

Descobrimos um grau impressionante de integração regional. O planejamento parece quase determinado, com um lugar específi co para tudo.

No entanto, fundamentava-se nos mesmos princípios básicos das aldeias atuais. As estradas principais correm do leste para o oeste, as secundárias se irradiam para fora do norte e do sul e as menores proliferam em outras direções.






Mapeamos dois agrupamentos hierárquicos de povoados e aldeias em nossa área de estudo. Cada um consistia em um centro principal cerimonial e várias aldeias satélites grandes em posições precisas em relação ao centro.

Essas cidades provavelmente tinham mil ou mais habitantes. As aldeias menores estavam localizadas mais longe do centro.

O agrupamento do norte está centrado no X13, que não é uma cidade, e sim um centro de rituais, semelhante a um terreno para festividades.

Dois grandes povoados murados estão distribuídos de forma equidistante ao norte e ao sul do X13, e dois povoados murados, de tamanho médio, estão em posições equidistantes ao nordeste e sudoeste.

O agrupamento do sul é ligeiramente diferente. Está centrado no X11, que é ao mesmo tempo uma aldeia e um centro de rituais, ao redor do qual estão povoados de tamanho médio e pequeno.


Na área de terra, cada núcleo populacional ocupava mais de 250 km2, dos quais cerca de um quinto consistia em área central construída o que, grosso modo, é equivalente a uma pequena cidade moderna.

Nos dias de hoje, a maior parte da paisagem antiga está coberta por vegetação, mas a floresta nas áreas centrais tem uma concentração distinta de certas plantas, animais, solos e objetos arqueológicos, como muita cerâmica.

O uso do solo foi mais intenso no passado, mas os vestígios sugerem que muitas práticas antigas eram semelhantes às dos cuicuro: pequenas áreas de plantio de mandioca, pomares com árvores de pequi e campos de sapé – o material preferido para coberturas de choupanas.

O campo era uma paisagem de retalhos, intercalada por áreas de floresta secundária que invadiram as áreas agrícolas não cultivadas.

Zonas úmidas, agora infestadas de buritis, a mais importante cultura industrial, preservam diversas evidências de piscicultura, como lagos artificiais, calçadas elevadas e fundações de açudes.

Fora das áreas centrais, existia um cinturão verde menos povoado e até uma densa faixa florestal entre as diversas aldeias.

A floresta também tinha seu valor como fonte de animais, plantas medicinais e de certas árvores, além de ser considerada a morada de vários espíritos da floresta.


As áreas dentro e ao redor de sítios residenciais estão marcadas por terra escura, egepe segundo os cuicuro, um solo extremamente fértil, enriquecido por lixo domiciliar e atividades especializadas de manejo de solo, como queimadas controladas da cobertura vegetal.

Em todo o planeta o solo foi alterado, tornando-o mais escuro, mais argiloso e rico em certos minerais. Na Amazônia, essas mudanças foram especialmente importantes para a agricultura de muitas áreas, já que o solo natural é bem pobre.

No Xingu, a terra escura é menos abundante em certas áreas, já que a população nativa depende principalmente do cultivo da mandioca e dos pomares, que não necessitam de solo muito fértil.


A identificação de grandes núcleos populacionais murados, espalhados numa área comparável à de Sergipe, sugere que havia, no mínimo, 15 agrupamentos espalhados pelo Alto Xingu.

Entretanto, como a maior parte da região não foi estudada, a quantidade correta pode ter sido muito superior.

A datação por radio-carbono dos sítios já escavados sugere que os ancestrais dos xinguanos chegaram à região, vindos do oeste, e começaram a modificar as florestas e a zona úmida a seu critério cerca de 1.500 anos atrás ou até antes disso.

Nos séculos que antecederam a descoberta da América pelos europeus, os sítios foram reformados, passando a compor uma estrutura hierárquica.

Os registros existentes chegam apenas até 1884, portanto os padrões de povoação acabam sendo a única forma de estimar a população pré-colombiana; a escala dos povoamentos sugere uma população muito superior à atual, chegando de 30 a 50 mil indivíduos.


Cidades-Jardins da Amazônia


Há um século, o livro Garden cities of tomorrow (Cidades-jardins do futuro), de Ebenezer Howard, propôs um modelo para um crescimento urbano sustentável de baixa densidade populacional.

Um precursor do movimento ecológico atual, Howard idealizou cidades interligadas como uma alternativa para um mundo industrial, repleto de cidades com arranha-céus.

Sugeria dez cidades com dezenas de milhares de habitantes, que teriam a mesma capacidade funcional e administrativa que uma só megacidade.


Os antigos xinguanos parecem ter construído esse sistema, um tipo de urbanismo de estilo verde ou protourbanismo – uma incipiente cidade-jardim.

Talvez Percy Fawcett estivesse no lugar certo, mas com o foco equivocado: cidades de pedra. O que faltava aos centros em termos de pequena escala e elaboração estrutural, os xinguanos conseguiam alcançar pela quantidade de cidades e por sua integração.

Se Howard tivesse conhecimento de sua existência, poderia ter-lhes devotado um trecho no Garden cities of yesterday (Cidades-jardins do passado).

O conceito comum de cidade como uma densa rede de prédios de alvenaria remonta à época das antigas civilizações dos oásis nos desertos, como na Mesopotâmia, mas que não possuíam as mesmas características ambientais.

Não só as florestas tropicais amazônicas, como também as paisagens das florestas temperadas da maior parte da Europa medieval, eram pontilhadas por cidades e vilarejos de tamanhos similares a essas no Xingu.


Essas visões são especialmente importantes na atualidade por causa da retomada do desenvolvimento do sul da Amazônia, desta vez pelas mãos da civilização ocidental.

A floresta do sul amazônico, em transição, está se convertendo rapidamente em áreas cultivadas e de pastagens.

Seguindo o ritmo atual, no decorrer da próxima década a floresta se reduzirá a 20% de sua área original.

Muito do que resta fi cará restrito a reservas, como as do Xingu, onde os povos indígenas são os comandantes da biodiversidade restante.

Nessas áreas, sob muitos aspectos, a salvação das florestas tropicais e a proteção da herança cultural indígena são partes de um só todo.



Michael J. Heckenberger vem fazendo pesquisas arqueológicas na região do Xingu e em outras partes da Amazônia brasileira desde 1992, mais recentemente como professor da University of Florida



Fonte: Scientific American





Imobiliária acha ossos humanos em porão de casa


Agente ia vender a casa, mas, na hora de mostrar o porão, achou uma pilha de ossos.

Um agente imobiliário da cidade de Gibson, Louisiana (EUA), estava mostrando uma casa para possíveis moradores quando descobriu, num canto do porão, uma pilha de ossos humanos.

Segundo o médico legista James Kenny, que foi chamado para responder que diabos era aquilo, os ossos eram tão velhos que havia terra onde deveria haver medula.

Por causa disso, ele foi levado a acreditar que eram ossos de nativos norte-americanos que já estavam ali antes da casa ter sido construída.

Sabe aquele velho pesadelo de filme, o de ter sua casa construída em cima de um antigo cemitério indígena? Foi justamente o caso.

Segundo Kenny, os antigos moradores da casa provavelmente encontravam os ossos ao fazer o trabalho de jardinagem no quintal e, sem saber o que fazer com eles, escondiam tudo no porão.


Fonte: R7



Austríacos apresentam braço artificial controlado pelo cérebro


Implante sob comando do cérebro permitirá ações como dirigir um carro (Heinz-Peter Bader/Reuters)


Protótipo do implante permite também ao usuário distinguir diferentes sensações através de sensores.

A empresa austríaca Otto Bock apresentou nesta sexta-feira, 27, em Viena, o protótipo de um braço artificial que é controlado pelo cérebro e que permite ao usuário distinguir diferentes sensações através de sensores instalados nos dedos artificiais.

Na apresentação, o chefe de desenvolvimento da empresa de implantes, Hubert Egger, explicou sobre a criação e funcionamento da novidade cibernética com a ajuda do de Christian Kandlbauer, jovem de 21 anos que perdeu ambos os braços em um acidente em 2005.

Utilizando o protótipo, Kandlbauer demonstrou à imprensa diversos movimentos, comandados por seu cérebro, como um simples aperto de mão até a simulação da direção de um carro.


Fonte: Estadão



Britânico volta a enxergar com uso de 'olho biônico' pioneiro

Receptor eletrônico foi implantado no olho do paciente (Foto: Manchester Royal Eye Hospital/Divulgação)


Um homem britânico que havia perdido a visão na juventude se tornou uma das primeiras pessoas do mundo a voltar a enxergar com o uso de um "olho biônico" desenvolvido nos Estados Unidos.

Peter Lane, de 51 anos, da cidade de Manchester, é uma das 32 pessoas que estão sendo submetidas a uma experiência internacional com o equipamento.

Ele recebeu um implante de um receptor eletrônico, instalado dentro do globo ocular e ligado ao nervo óptico e a óculos especiais.


Peter Lane


Uma câmera colocada nesses óculos capta a imagem e a envia a um processador portátil, que transforma a imagem em sinais eletrônicos enviados ao receptor. Este, por sua vez, envia impulsos até a retina e o nervo óptico, fazendo a pessoa finalmente enxergar.


'Pequenas palavras'


Lane, por enquanto, consegue apenas ler palavras pequenas em uma tela especial.

"É um começo", disse ele. "Os médicos vão me dar uma dessas telas para eu ler em casa, e espero um dia poder voltar a ler cartas sozinho."

"Além disso, quando saio, o equipamento me dá mais segurança e mais independência."

Lane começou a perder a visão por volta dos 20 anos por causa de uma retinite pigmentosa, uma doença degenerativa da retina com origem genética.

O "olho biônico" foi desenvolvido pela empresa americana Second Sight e está sendo testado por apenas 11 médicos de todo o mundo.

Os especialistas, no entanto, acreditam que inicialmente o aparelho será útil apenas para as pessoas vítimas da retinite pigmentosa.


O tripulante cego da Enterprise Geordi La Forge, da série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, utilizava um equipamento semelhante


Em março, outro paciente que ficou cego por causa de rinite pigmentosa, um britânico de 73 anos identificado apenas como Ron, disse ter começado a ver "flashes de luz" depois de ter sido submetido a um implante de um olho da Second Sight em um hospital em Londres.

"Durante 30 anos eu não vi nada. Tudo era preto. Mas agora a luz começa a aparecer. Poder ver a luz de novo é algo maravilhoso", disse Ron, que não revelou seu sobrenome, em entrevista à BBC.

"Eu posso ver a diferença entre as meias brancas, cinzas e pretas. E minha ambição agora é sair em uma noite de céu limpo e poder ver a lua", disse.


Fonte: BBC



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Revolução dos Bichos

Na África do Sul babuínos invadem veículos na Cidade do Cabo e bagunçam, estragam e até 'roubam' os objetos que encontram, apavorando os turistas.




No Território do Norte da Austrália mais de 6.000 camelos selvagens invadiram a cidadezinha de Docker River com 350 habitantes, a 500 quilometros a sudoeste de Alice Springs, em busca de água, destruindo pelo caminho toda a infra-estrutura da pequena comunidade, como encanamentos de água e ar-condicionado e a pista de pouso.







Fonte: G1/ABC News



Buracos negros gigantes nasceram em 'casulos estelares', diz estudo


Um estudo feito nos Estados Unidos propõe uma nova teoria para a formação de buracos negros “supermassivos” – com massas milhões ou até bilhões de vezes maiores que a do Sol –, sugerindo que eles se formaram em “casulos” de gás dentro de estrelas.

O estudo, da Universidade do Colorado, na cidade de Boulder, apresenta uma alternativa à teoria mais aceita hoje em dia sobre a formação desses eventos cósmicos, a de que eles surgiram a partir da união de um grande número de buracos negros pequenos.

O astrônomo que liderou o estudo, Mitchell Begelman, analisou os buracos negros surgidos a partir de estrelas supermassivas surgidas nos primórdios do universo.

Segundo ele, em alguns casos, o núcleo dessas estrelas entra em colapso, formando buracos negros – que, devido ao tamanho dessas estrelas, já nascem maiores que buracos negros comuns.

Em um segundo estágio de formação, esses buracos negros passam a engolir a matéria ao redor, dentro da estrela, formando um “casulo” e inchando até engolir o que restou do material que formava a estrela.

"O que é novo aqui é que acreditamos ter encontrado um novo mecanismo relativamente rápido de formação desses gigantes", disse Begelman.

Os buracos negros são objetos cósmicos extremamente densos formados, acredita-se, pelo colapso de estrelas, e com um campo gravitacional tão forte que nada, nem mesmo a luz, é capaz de escapar da sua atração.

Esses eventos não podem ser detectados diretamente pelos astrônomos, mas sim por sinais como movimento de matéria estelar girando em torno deles.


Fonte: BBC



Scanner especial permite necropsia sem cortes


Uma equipe de médicos suíços está realizando cerca de 100 necropsias por ano sem realizar nenhum corte nos cadáveres.

A técnica é possível graças a equipamentos especiais como um scanner óptico 3D que detecta até 80% das causas da morte.


Michael Tali, responsável pelo projeto chamado "Virtopsy" e professor da Universidade de Berna, na Suíça, afirma que o sistema tem sido usado desde 2006 para examinar cadáveres e determinar casos de mortes súbitas ou de causas não naturais na capital suíça.

"Sem abrir o corpo, nós conseguimos detectar entre 60% e 80% das lesões e causas da morte", explica o médico.



Segundo Thali, uma das principais vantagens das necropsias virtuais é o fato que registros digitais permanentes são criados e podem ser compartilhados através da internet.

Durante uma necropsia, que leva em torno de 30 minutos, o cadáver é colocado em uma mesa examinadora e a superfície do scanner, um pouco maior que uma caixa de sapatos e suspensa por um braço mecânico, registra os contornos do corpo. Dois técnicos avaliam então os resultados através do computador.

"Hoje este é o único lugar do mundo que combina o scanner de superfície com o exame de ressonância magnética, a biópsia e a angiografia pós-morte", afirma Thali, citando também que o custo total para a instalação do equipamento é de quase US$ 2 milhões.

O scanner registra imagens de lesões ósseas e danos no cérebro, enquanto a ressonância magnética produz imagens mais precisas dos tecidos moles e a angiografia visualiza o interior dos vasos sanguíneos.

"Esta é a grande vantagem, porque não precisamos destruir o corpo, podemos visualizar as imagens em 3D e fazer os exames pelo computador", disse Thali.

No entanto, apesar das vantagens do método digital, Thali afirma que é pouco provável que a nova técnica substitua a necropsia regular em um curto período de tempo.

"Por enquanto, a necropsia regular, que é um método muito antigo, ainda é o procedimento padrão".

"Podemos usar esse nosso sistema para uma vítima de um acidente de carro, mas não para uma vítima da gripe suína, por exemplo", explicou.


Fonte: Terra



Mensagens de homem "em coma" que ficou consciente por 23 anos são farsa, diz especialista

Rom Houben com Josephine Nicolaas Houben, sua mãe, que diz acreditar nas mensagens escritas pelo filho com ajuda de terapeuta


Ajudado por um terapeuta, o dedo esticado de Rom Houben digita com surpreendente rapidez em um computador de tela sensível ao toque, relatando sobre como se sentia "sozinho, solitário e frustrado" nos 23 anos em que ficou preso em um corpo paralisado.

Após um médico perceber que ele havia sido diagnosticado erroneamente em estado vegetativo e desenvolver um método para sua comunicação, Houben afirma que se sente "renascido".

"E, igual a um bebê, acontecem muitos tombos", escreveu o belga de 46 anos, digitando as palavras em holandês para a emissora de notícias da Associated Press na terça-feira, com uma auxiliar guiando sua mão.

Um especialista em bioética, no entanto, expressa ceticismo sobre a comunicação real de Houben, afirmando que as respostas parecem artificiais para alguém com danos tão profundos e que passou décadas inábil para se comunicar.

A equipe médica que cuida de Houben afirma que realizou testes especiais para comprovar que a comunicação de fato está acontecendo.

Vítima de um acidente de carro em 1983 aos 20 anos, Houben foi diagnosticado em estado vegetativo.

Um especialista, usando um tomógrafo que não estava disponível nos anos 80, afirma finalmente ter notado que ele sofria de uma forma de "síndrome de prisão", em que a pessoa não consegue falar ou se mover, mas pode pensar. O médico então disponibilizou um equipamento para Houben se comunicar.

Mas Arthur Caplan, professor de bioética da Universidade da Pensilvânia que não tem contato direto com Houben ou conhecimento pessoal do caso, vê com descrença o caso após assistir a um vídeo com a mão do homem sendo movida sobre o teclado.

"Isso se chama comunicação induzida", diz Caplan. "É 'mesa branca', algo que foi desacreditado diversas vezes.

Normalmente quem está 'ajudando' é quem está também compondo a mensagem, não a pessoa que supostamente está sendo ajudada."

A terapeuta Linda Wouters afirmou à Associated Press que pode senti-lo guiar sua mão com uma pressão sutil vinda de seus dedos, e que inclusive percebe sua negativa quando digita uma letra errada.

Audren Vandaudenhuyse, da equipe de Steven Laureys, do Coma Science Group, da Bélgica --que descobriu o erro de diagnóstico--, afirma que tudo foi checado e confirmado.

Em determinada ocasião, um objeto foi mostrado a Houben enquanto sua auxiliar não estava na sala.

Depois, ela voltou e o auxiliou a descrever o objeto, diz Vandaudenhuyse. "Temos certeza de que é ele quem está se comunicando", afirma.

A mãe de Houben, Josephine, diz acreditar que ninguém está guiando seu filho. "Aos poucos, ele foi se desenvolvendo usando o computador e agora se comunica com a terapeuta segurando sua mão", descreve Fina.

Perguntado como se sente agora, Houben escreve: "Sinto-me muito aliviado. Finalmente posso mostrar que estou realmente aqui".


Fonte: Folha Online



Nasa vai construir avião-foguete para explorar Marte

Empresas privadas e profissionais podem fazer parceria com a Nasa para construir o avião-foguete que pesquisará superfície de Marte


Agência espacial quer que aparelho estude superfície do planeta por mais de uma hora.

A Nasa (agência espacial americana) anunciou nesta quarta-feira (25) que trabalha em um projeto para desenvolver com ajuda de empresas e profissionais um avião-foguete especialmente destinado à exploração do planeta Marte.

A primeira aeronave a sobrevoar outro planeta se chamará Ares e tem o mesmo tamanho de um avião de pequeno porte.

O equipamento vai ao ar dentro de uma cápsula e ao ser solto, abrirá suas asas, uma cauda e um pára-quedas para depois ligar automaticamente seu motor de foguete até sobrevoar por 1 hora e 15 minutos a uma altura de 1.600 m a superfície de Marte.

A ideia da Nasa é que empresas privadas e profissionais como designers participem do desenvolvimento do avião-foguete, que estava nos planos da agência desde 2006, mas sem um projeto claramente definido.


Fonte: R7



Aliens? Eles já vivem entre nós, afirmam cientistas do governo búlgaro



Os aliens já estão entre nós, dizem cientistas do governo búlgaro, que afirmam estar em contato com eles.

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Espaciais do país, disseram que estão trabalhando atualmente em decifrar um complexo conjunto de símbolos que lhes foi enviado.

Eles alegam que os alienígenas estão em processo de responder a 30 perguntas feitas a eles pelos búlgaros.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Casa mal assombrada de Gilberto Freyre é aberta à visitação


Além de uma obra fundamental sobre o Brasil, 'Casagrande' e 'Senzala', Gilberto Freyre escreveu também sobre as casas mal assombradas do Recife.

Isso mesmo: casas mal assombradas, aparições, que os turistas podem conhecer agora na Casa Museu Magdalena e Gilberto Freyre.

O cenário é a Vivenda de Santo Antônio e a visita começa nos jardins.

Para cada visitante uma vela. Todos com muita tensão, quase em silêncio olham para tudo, desconfiados.

Eles são guiados pelo velho Zuavo, acendedor de lamparinas, sabedor de coisas. Nesses encontros dos curiosos com as coisas do além, são os monitores da casa Museu Madalena e Gilberto Freyre que fazem a recepção.



A história dessa noite no museu começou faz tempo em 1929. Gilberto Freyre era o diretor do jornal 'A Província', do Recife.

Um dia foi procurado por um homem com um pedido inusitado. Queria que ele, Freyre, falasse com o chefe da polícia para acabar de vez com as assombrações que andavam atormentando a vida do sujeito.

Gilberto Freyre decidiu escalar um repórter para investigar os malassombros do Recife velho, que viraram livro, publicado somente em 1955, onde foi incluído um inventário de 12 prédios habitados por forças sobrenaturais.

"O desafio é transferir o imaginário dos anos 40, 50 para as novas gerações e mostrar como foi importante para Gilberto Freire fazer esse registro", afirma o coordenador do projeto, João Freire Neto.

O casarão onde o sociólogo Gilberto Freire morou por 40 anos com Dona Madalena e criou os dois filhos tem todos os móveis e objetos preservados. É como se ele ainda vivesse aqui.

Viver as descobertas de Freyre nesse assustador Recife assombrado somente uma noite por mês. É pegar ou largar.

"Eu achei fantástico transpor o universo literário de Gilberto Freyre para dentro da casa onde ele viveu", afirma o advogado, Daniel Barreira.



A censura é livre e não há como não sair daqui com histórias para alimentar muita conversa por aí.

"Eu vou contar que eu fiquei com medo porque no início eu ouvi um barulho, como se tivesse quebrando as coisas.

Aí apareceu o papa-figo, as outras pessoas, aí dava um pouco de medo", conta Maria Luiza Leitão, de 11 anos.


Fonte: G1



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