O Globo, 07 de Abril de 1959
Mostrando postagens com marcador BIOLOGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BIOLOGIA. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 21 de abril de 2017
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Extraterrestres na Terra: será que DNA de polvo é de origem alienígena?
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Chicago, nos EUA, concluiu que polvos têm natureza alienígena – eis o que aponta um estudo publicado na revista científica Nature.
Foi descoberto que o genoma do polvo é muito diferente do de outros
animais que habitam o nosso planeta. Assim, os cefalópodes possuem mais
de 33 mil genes codificadores de proteínas, muito mais que o genoma
humano tem.
Segundo um dos autores da pesquisa,
Clifton Ragsdale, o sistema nervoso de polvo é o maior entre todos os
invertebrados. O seu cérebro é muito bem desenvolvido, até lhe
permitindo memorizar e aprender.
Ragsdale conta que "o zoólogo britânico Martin Wells dizia que polvo é de raça alienígena".
"Neste sentido, o nosso trabalho descreve o primeiro genoma sequenciado de um extraterrestre", afirma o cientista.
Ragsdale conta que "o zoólogo britânico Martin Wells dizia que polvo é de raça alienígena".
"Neste sentido, o nosso trabalho descreve o primeiro genoma sequenciado de um extraterrestre", afirma o cientista.
Os biólogos especializados em vida marinha apontam que o genoma de
polvo pode ter sido transformado por uma força externa. Os genes do
polvo são capazes de se reorganizar, embora sua função seja
desconhecida.
Os pesquisadores dos EUA pretendem usar os resultados do estudo para as próximas pesquisas a fim de desvendar mais fatos sobre o funcionamento dos mecanismos genéticos nos cefalópodos.
Fonte: Sputnik
Os pesquisadores dos EUA pretendem usar os resultados do estudo para as próximas pesquisas a fim de desvendar mais fatos sobre o funcionamento dos mecanismos genéticos nos cefalópodos.
Fonte: Sputnik
Espécie de lagarto pode 'despir' sua pele para fugir de predadores
Uma
espécie de gecko (família de lagartos) recém-descoberta possui uma
aptidão surpreendente: para fugir de seus predadores, o animal pode
abandonar suas escamas e sua pele, que voltarão a crescer dentro de
poucas semanas, revelaram cientistas na quarta-feira.
Muitos
lagartos podem se separar da sua cauda se esta for agarrada por um
predador, mas esta espécie recém-descoberta (Geckolepis megalepis), de
Madagascar, vai além para sobreviver.
Esses
pequenos lagartos possuem longas e duras escamas, que se desprendem com
uma "facilidade excepcional", o que lhes permite escapar da mandíbula
de um predador, e conseguem se separar até mesmo da sua pele se for
necessário, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira na
revista científica PeerJ.
Enquanto
outras espécies de geckos podem perder sua pele quando são agarrados
com muita força por um predador, os Geckolepis megalepis são capazes de
fazer isso ao menor contato.
E,
diferentemente das outras espécies de lagartos, que têm de esperar
muito tempo para que suas escamas se regenerem, nos Geckolepis megalepis
esse processo leva apenas algumas semanas.
Os
cientistas acreditam que esse mecanismo de regeneração, ainda pouco
compreendido, poderia ser aplicado na medicina regenerativa - por
exemplo, para fazer membros amputados voltarem a crescer - e estão
fazendo pesquisas nesse campo.
Fonte: Yahoo!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Após descoberta sobre genes, mamutes “podem voltar a fazer parte do planeta em dois anos”
Após
milhares de anos de extinção, os mamutes podem voltar a andar sobre a
Terra, agora que cientistas dizem ser capazes de criar um embrião da
espécie, dentro de dois anos.
O
geneticista George Church e uma equipe da Universidade de Harvard estão
tentando recriar os animais extintos usando o DNA encontrado em uma
camada de gelo no Ártico.
A
equipe de Church examinou o DNA preservado em busca dos genes que
separam os mamutes dos elefantes, como aqueles responsáveis pela grande
quantidade de pelo dos mamutes.
Agora, eles esperam juntar esses genes no embrião de um elefante, criando um híbrido que terá as características de um mamute.
A tecnologia, caso seja bem sucedida, pode ajudar a salvar outras espécies à beira da extinção, dizem os pesquisadores.
A
equipe está trabalhando nas 45 “variáveis” dos genes dos mamutes,
combinando-as com o DNA de um elefante. O próximo passo é usar um útero
“artificial” para gerar o embrião.
O
Professor George Church, que dirige a equipe de Harvard nessa
experiência, disse: “Estamos trabalhando nas maneiras de avaliar o
impacto de todas as variáveis e tentando estabelecer uma embriogênese em
laboratório”.
“A
lista de variáveis envolve várias características que garantiam a
sobrevivência dos mamutes em ambientes frios. Elas incluem orelhas
pequenas, gordura subcutânea e pelos, mas há outras seleções ainda a
serem feitas”.
“Nosso
objetivo é produzir um híbrido entre mamute e elefante. Na verdade
seria mais como um elefante com vários traços de mamute. Ainda não
chegamos lá, mas isso pode acontecer dentro de poucos anos”.
Várias
equipes ao redor do mundo estão tentando produzir um clone de um mamute
usando células de restos congelados e um óvulo de elefante, mas é
difícil encontrar material genético de qualidade para tanto.
Os mamutes se tornaram extintos há cerca de 10.000 anos.
O aquecimento global está derretendo o gelo no leste da Rússia, levando a descobertas de um bom número de mamutes congelados.
Fonte: Yahoo!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Espécie de morcego começa a se alimentar de sangue humano no Brasil, diz pesquisa
Uma espécie de morcegos encontrada no Brasil, até então conhecida por
consumir exclusivamente sangue de aves, está se alimentando agora de
sangue humano.
A revelação está em uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros e publicada em novembro na revista científica
Acta Chiropterologica
, a mais importante publicação do mundo voltada à pesquisa de morcegos.
O estudo analisou 70 amostras de fezes da espécie
Diphylla ecaudata
, popularmente conhecida como morcego-vampiro-de-pernas-peludas.
Os cientistas conseguiram extrair o DNA de 15 delas - e em três
descobriram vestígios de sangue humano, explica Enrico Bernard,
professor do Departamento de Zoologia da UFPE (Universidade Federal de
Pernambuco) e responsável pela pesquisa.
O estudo foi conduzido no Parque Nacional do Catimbau, na região de caatinga de Pernambuco, a cerca de 300 km do Recife.
"Das três espécies de morcegos-vampiros que conhecemos, sabíamos que
apenas uma delas se alimentava de sangue humano", conta Bernard, em
entrevista à BBC Brasil.
"Mas nosso estudo mostrou agora que outra espécie, o
morcego-vampiro-de-pernas-peludas, que só se alimentava do sangue de
aves, também passou a consumir sangue humano", acrescenta o
especialista.
Bernard explica que, diferentemente do sangue de aves, rico em gordura, o dos mamíferos é mais espesso e rico em proteína.
"Sabíamos que essa espécie (morcego-vampiro-de-pernas-peludas) tinha
uma adaptação fisiológica para digerir apenas o sangue de aves. Mas isso
parece estar mudando, já que ela passou a se alimentar de sangue
humano", afirma.
Causas
Na avaliação de Bernard, considerando que o
morcego-vampiro-de-pernas-peludas tem fisiologicamente menos tolerância
ao sangue de mamíferos, os novos hábitos alimentares da espécie
"reforçam um cenário de escassez de presas".
"Sendo assim, ou o comportamento alimentar desse bicho é muito mais
variável do que imaginávamos até hoje, ou há uma restrição significativa
de suas presas nativas", diz o especialista.
Bernard afirma que os resultados do estudo parecem validar a segunda hipótese.
"Essa porção da caatinga vem sendo bastante alterada pela presença
humana. As presas nativas desse tipo de morcego - aves maiores, em sua
maioria - estão desaparecendo e seu habitat sendo ocupado por seres
humanos e seus animais domésticos", afirma.
"Nosso estudo mostrou, por exemplo, a presença de sangue de galinha em algumas das amostras que coletamos."
Impacto
Além da defaunação (diminuição acelerada e drástica de espécies
animais), a mudança dos hábitos alimentares do
morcego-vampiro-de-pernas-peludas também pode evidenciar um impacto na
saúde pública humana.
"Morcegos transmitem uma série de doenças. Se essa espécie está agora
se alimentando de sangue humano, precisaremos lidar com um problema de
saúde pública potencial", destaca.
Relatos de morcegos atacando pessoas, especialmente como resultado de
transformações ecológicas provocadas pela presença humana, não são
inéditos no Brasil.
Em 2005, o Maranhão registrou o maior surto de raiva humana transmitida por morcegos da história do país.
Na ocasião, mais de 20 pessoas morreram vítimas da doença, transmitida por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue).
Causada por vírus, a raiva humana tem sintomas como febre, fotofobia e dificuldades para se alimentar.
Fonte: Terra
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Aves são ‘tão inteligentes’ quanto primatas, diz pesquisa
Tradicionalmente considerados as criaturas mais inteligentes da vida
selvagem, os primatas agora terão que dividir esse crédito com as aves.
Pelo menos é o que diz um estudo publicado na edição de ontem do
periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
De acordo
com a pesquisa da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, corvos, araras
e papagaios, apesar de terem cérebros significativamente menores que os
de muitos primatas, contam com uma impressionante densidade de
neurônios povoando esse espaço ‘compacto’.
— O cérebro dos pássaros é pequeno, mas vemos ali uma grande
concentração de neurônios, superior à conhecida em muitos mamíferos —
destaca Suzana, que apresentaria o estudo no Congresso Mundial sobre o
Cérebro, em Buenos Aires, mas teve seu voo cancelado e não pôde
participar do evento.
— As aves desenvolveram comportamentos cognitivos
complexos: têm discernimento para resolver problemas, reconhecem-se em
um espelho e se planejam para necessidades futuras, entre outros papéis
que considerávamos exclusivos dos primatas.
O estudo de Suzana confirma outro realizado com pombos há dois anos,
que demonstrou que a ligação de neurônios — e, portanto, o funcionamento
de todo o cérebro — nas aves era semelhante à de mamíferos.
Agora, a neurocientista pretende estudar a relação entre o número de
neurônios das aves e o custo metabólico para que as espécies realizem
suas atividades. Estima-se que a quantidade de energia demandada pelo
cérebro para a realização de atividades seja maior entre as aves do que
aquela observada entre os mamíferos.
Este é o primeiro estudo publicado por Suzana desde que ela trocou a
UFRJ pela Universidade Vanderbilt, em Nashville, nos EUA (o trabalho já
estava pronto quando ela deixou o Brasil). A neurocientista saiu do país
criticando abertamente a falta de recursos públicos para a ciência e a
inovação, o que motiva a “fuga de cérebros” para o exterior.
— Meu novo laboratório é de três a quatro vezes maior. A verba também
nem se compara — garante a cientista. — Em breve, duas estudantes do
pós-doutorado que trabalhavam comigo no Rio virão para cá.
Fonte: O Globo
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Após morte nos EUA, moradores temem ataques de jacarés no Rio
Especialista diz que espécie encontrada no Rio é diferente da americana. Jacarés proliferam em canal de comunidade da Zona Oeste da cidade.
Após a notícia do jacaré que arrastou uma criança, de dois anos, para
dentro de uma lagoa, em um dos hotéis da Disney, na Flórida, nos Estados
Unidos, uma comunidade da Zona Oeste do Rio teme um ataque semelhante.
No entanto, uma especialista ouvido pelo RJTV explica que a espécie
americana é diferente do jacaré-do-papo-amarelo que vive nas lagoas da
Zona Oeste.
Os jacarés são comuns na região do canal das Tachas, perto da comunidade do Terceirão, no Recreio dos Bandeirantes, como mostrou reportagem nesta quarta-feira (15). Os jacarés se reproduzem sem predadores no canal e chamam à atenção das pessoas que passam no local.
É possível até contar vários deles, de diferentes tamanhos, dentro da água. E não são raras as aparições foram da água. Recentemente um deles foi encontrado no estacionamento de um restaurante da região.
Há um ano e meio, um bicho que resolveu cruzar a Avenida das Américas e acabou sendo atropelado.Também já houve registro de um jacaré dentro da piscina de um morador do bairro.
O pesquisador Ricardo Freitas Filho, do Instituto Jacaré, lembra que uma das regras básicas é não alimentar os animais.
" A nossa espécie é menor então ela não vê o ser humano como uma presa. A coexistência é possível sim, e como ela é possível, respeitando os limites do animal, o comportamento do animal , no ambiente dele. Respeitando seus limites, obviamente, as chances de um animal desse repetir o que nós vimos nos Estados Unidos acontecer aqui com os nossos jacarés é basicamente improvável", explicou o pesquisador.
Os jacarés são comuns na região do canal das Tachas, perto da comunidade do Terceirão, no Recreio dos Bandeirantes, como mostrou reportagem nesta quarta-feira (15). Os jacarés se reproduzem sem predadores no canal e chamam à atenção das pessoas que passam no local.
É possível até contar vários deles, de diferentes tamanhos, dentro da água. E não são raras as aparições foram da água. Recentemente um deles foi encontrado no estacionamento de um restaurante da região.
Há um ano e meio, um bicho que resolveu cruzar a Avenida das Américas e acabou sendo atropelado.Também já houve registro de um jacaré dentro da piscina de um morador do bairro.
O pesquisador Ricardo Freitas Filho, do Instituto Jacaré, lembra que uma das regras básicas é não alimentar os animais.
" A nossa espécie é menor então ela não vê o ser humano como uma presa. A coexistência é possível sim, e como ela é possível, respeitando os limites do animal, o comportamento do animal , no ambiente dele. Respeitando seus limites, obviamente, as chances de um animal desse repetir o que nós vimos nos Estados Unidos acontecer aqui com os nossos jacarés é basicamente improvável", explicou o pesquisador.
Fonte: G1
Descobertos os primeiros tubarões híbridos do mundo
Tubarão híbrido, resultado do encontro de tubarões-de-ponta-negra comuns
com as versões australianas da espécie (Pascal Geraghty/NSWDP/AFP/VEJA)
Cientistas comprovam cruzamento entre o tubarão-de-ponta-negra australiano com espécies de tubarões-de-ponta-negra comuns.
Cientistas anunciaram a descoberta dos primeiros tubarões híbridos
(resultado do cruzamento entre duas diferentes espécies) do mundo, em
águas australianas. É um provável sinal, segundo eles, de que estes
peixes se adaptam à mudança climática.
“A reprodução cruzada do tubarão-de-ponta-negra australiano, que é encontrado no litoral desse país, com a do tubarão-de-ponta-negra de outros lugares do mundo, tem implicação para a vida marinha”, afirma o pesquisador Jess Morgan, da Universidade de Queensland.
“Ao reproduzir-se com a espécie comum, o tubarão australiano aumenta seu habitat natural”, explica o cientista. “Isso permite a espécies limitadas às águas tropicais viver em águas mais temperadas.”
Se o resultado do cruzamento for um tubarão mais robusto, o tipo híbrido pode aos poucos substituir seus ancestrais.
Esses tubarões híbridos já representam, em certos lugares, até 20% da população total de tubarões-de-ponta-negra das águas perto do litoral australiano. Mas, no momento, não parece causar a diminuição da população das espécies originais, segundo Morgan.
Teste genéticos – Os pesquisadores realizavam pesquisas frente à costa oriental da Austrália, para fazer um levantamento da fauna, quando, conseguiram constatar que alguns tubarões pertenciam a uma espécie, conforme análises genéticas, mas tinham as características da outra.
O tubarão-de-ponta-negra australiano é menor do que a espécie mais comum em outros lugares e só pode viver em águas tropicais. Ao contrário, seus descendentes híbridos foram localizados a 2.000 km mais ao sul, em águas muito mais frias.
Fonte: Veja
“A reprodução cruzada do tubarão-de-ponta-negra australiano, que é encontrado no litoral desse país, com a do tubarão-de-ponta-negra de outros lugares do mundo, tem implicação para a vida marinha”, afirma o pesquisador Jess Morgan, da Universidade de Queensland.
“Ao reproduzir-se com a espécie comum, o tubarão australiano aumenta seu habitat natural”, explica o cientista. “Isso permite a espécies limitadas às águas tropicais viver em águas mais temperadas.”
Se o resultado do cruzamento for um tubarão mais robusto, o tipo híbrido pode aos poucos substituir seus ancestrais.
Esses tubarões híbridos já representam, em certos lugares, até 20% da população total de tubarões-de-ponta-negra das águas perto do litoral australiano. Mas, no momento, não parece causar a diminuição da população das espécies originais, segundo Morgan.
Teste genéticos – Os pesquisadores realizavam pesquisas frente à costa oriental da Austrália, para fazer um levantamento da fauna, quando, conseguiram constatar que alguns tubarões pertenciam a uma espécie, conforme análises genéticas, mas tinham as características da outra.
O tubarão-de-ponta-negra australiano é menor do que a espécie mais comum em outros lugares e só pode viver em águas tropicais. Ao contrário, seus descendentes híbridos foram localizados a 2.000 km mais ao sul, em águas muito mais frias.
Fonte: Veja
terça-feira, 10 de maio de 2016
Inseto mais comprido do mundo é descoberto na China
Um museu do sul da China determinou que um bicho-pau de uma nova espécie
descoberta em 2014 e que mede 62,4 centímetros de comprimento é o
inseto mais longo do mundo até agora conhecido, informou na
sexta-feira a agência oficial "Xinhua".
O inseto, quase 10 centímetros mais comprido em relação ao até agora conhecido, é exposto no Museu de Insetos da China Ocidental da cidade de Chengdu (sudoeste do país) e foi descoberto em um trabalho de campo na região de Guangxi, perto da fronteira chinesa com Vietnã e Laos.
Até agora, o recorde era de um bicho-pau de outra espécie similar, com 56,7 centímetros, achado na Malásia em 2008 e que é exibido no Museu de História Natural de Londres.
O bicho-pau da China foi achado por Zhao Li, um pesquisador do Museu de Chengdu que estava há mais de 15 anos procurando bichos-pau gigantes em Guangxi, desde que em 1998 moradores locais lhe contaram que na região havia exemplares dessa espécie de mais de meio metro de comprimento e com um corpo tão largo como um dedo humano.
"Estava colhendo insetos em uma montanha de 1.200 metros perto da cidade de Liuzhou, na noite do dia 16 de agosto de 2014, quando uma sombra escura, que parecia um galho de árvore, apareceu", contou à "Xinhua" o especialista.
"Ao me aproximar fiquei estupefato ao ver que as pernas do inseto eram tão longas como seu corpo", acrescentou Zhao.
O inseto de tamanho recorde recebeu o nome de Phryganistria chinensis zhao, em homenagem a seu descobridor, que está preparando uma tese sobre esta nova espécie.
Há mais de 800 mil espécies de insetos, das quais cerca de 3.000 pertencem a diferentes tipos de bichos-pau, um animal que apesar de seu grande tamanho é às vezes difícil de identificar devido a que com seu aspecto pode se camuflar facilmente em florestas e selvas.
Fonte: UOL
quinta-feira, 31 de março de 2016
Diferenças genéticas entre gorilas e humanos são de apenas 1,6%
Uma gorila chamada Susie está ajudando a proporcionar novos conhecimentos sobre as similaridades e diferenças genéticas entre pessoas e esses ameaçados primatas que estão entre os nossos parentes existentes mais próximos.
Cientistas nesta quinta-feira revelaram uma versão atualizada do genoma do gorila que tem como base o DNA de Susie, uma gorila de 11 anos do Zoológico e Aquário de Columbus em Ohio, nos Estados Unidos, que completa muitas lacunas presentes no primeiro mapa genético de gorila, publicado em 2012.
A nova pesquisa mostra que gorilas e humanos são ligeiramente mais próximos geneticamente do que antes se reconhecia, com genomas divergindo por apenas 1,6%. Somente chimpanzés e bonobos têm relação mais próxima com os humanos.
O nova genoma mostra que algumas áreas de diferenças genéticas são os sistemas reprodutivo e imunológico, a percepção sensorial, a produção de queratina (uma proteína chave para a estrutura de cabelo, unhas e pele) e a regulagem de insulina, o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue.
"As diferenças entre as espécies podem ajudar os pesquisadores a identificar regiões do genoma humano que são associadas com melhor cognição, linguagem complexa, comportamento e doenças neurológicas" disse o pesquisador Christopher Hill, da Universidade de Washington, um dos autores do estudo publicado no periódico Science.
"Ter genomas de referência completos e precisos para comparações permite que os pesquisadores descubram essas diferenças", acrescentou ele.
Catálogo de diferenças
O laboratório da Universidade de Washington que conduz a pesquisa trabalha para criar um catálogo das diferenças genéticas entre humanos e grandes macacos como gorilas, orangotangos, chimpanzés e bonobos.
Estudos recentes estimam que as linhas evolutivas dos gorilas e dos humanos se separaram entre 12 milhões e 8,5 milhões de anos atrás, segundo Hill.
Os gorilas, que costumam ser encontrados nas florestas da África central, são os maiores primatas do mundo. Um adulto macho pode alcançar 200 quilos.
As populações de gorilas estão ameaçadas por atividades humanas como a destruição do seu habitat e a caça.
Fonte: UOL
sábado, 5 de março de 2016
Pesquisadora divulga hipótese de que chimpanzés podem ter religião
Uma pesquisadora que estuda chimpanzés na República da Guiné publicou
uma ousada teoria onde conclui que os primatas podem ter algum tipo de
religião e até, quem sabe, acreditar em Deus.
Intrigada com uma árvore cheia de marcas que encontrou, a estudante da
Universidade de Humboldt, em Berlim (Alemanha), Laura Kehoe, montou uma
câmera no local para descobrir o que estava acontecendo.
O que ela viu foi
um grupo de chimpanzés jogando pedras na árvore e se comportamento de
uma maneira incomum ao redor dela. Alguns deles até amontoavam as pedras
ao redor do tronco.
Existe a possibilidade de que os símios joguem pedras na árvore para
se comunicaram com outros grupos através do som das rochas batendo na
casca da árvore. Mas então por que eles agrupavam pedras ao redor dela?
"Talvez nós tenhamos encontrado a primeira evidência de chimpanzés criando uma
espécie de altar que poderia indicar algo como 'árvores sagradas'".
O
fato de que seres humanos compartilham mais de 98% de seu material
genético com os símios, e a quantidade de coisas que temos em comun - uso
de ferramentas, habilidades de comunicação, etc - mostra que a teoria
não é tão fantasiosa como se imagina.
Fonte: Rede TV
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Tubarão fêmea virgem dará a luz à filhotes
Nascimento milagroso: tubarão
fêmea que permaneceu sem contato com machos por mais de 2 anos dará a
luz a dois filhotes. Fonte: dailymail.co.uk.com
Ela permaneceu sem contato com machos por mais de dois anos.
Um tubarão fêmea que permaneceu sem contato com machos por mais de 2 anos dará a luz a dois filhotes.O espécime de Chiloscyllium plagiosum chegou ao Great Yarmouth Sea Life Centre em 2013, evacuada do centro de Hunstanton (ambos na Inglaterra).
Ela foi o único membro de sua espécie no centro durante esse período de tempo, e não teve contato com machos.
Entretanto, especialistas do centro afirmam que ela produziu dois ovos férteis que devem chocar em um período de 9 meses.
Se o nascimento suceder, os filhotes serão exemplo de um maravilhoso fenômeno de reprodução assexuada de tubarões, a qual só foi observada nesses animais recentemente.
A descoberta dos dois ovos contendo embriões saudáveis ocorreu alguns dias após um anúncio feito na Alemanha de reprodução assexuada feita pela segunda geração seguida de Chiloscyllium plagiosum, a qual ocorreu no centro de pesquisa de Munique.
Até recentemente, só tínhamos conhecimento de tal processo reprodutivo ter ocorrido em galinhas domésticas e em alguns répteis, enquanto nos tubarões este só foi observado em 2008. Acreditava-se que os filhotes gerados por esse processo eram inférteis e um "beco sem saída evolutivo", mas o ocorrido na Alemanha provou o contrário.
Se o nascimento suceder, os filhotes serão exemplo de um maravilhoso fenômeno de reprodução assexuada de tubarões, a qual só foi observada nesses animais recentemente.
A descoberta dos dois ovos contendo embriões saudáveis ocorreu alguns dias após um anúncio feito na Alemanha de reprodução assexuada feita pela segunda geração seguida de Chiloscyllium plagiosum, a qual ocorreu no centro de pesquisa de Munique.
Até recentemente, só tínhamos conhecimento de tal processo reprodutivo ter ocorrido em galinhas domésticas e em alguns répteis, enquanto nos tubarões este só foi observado em 2008. Acreditava-se que os filhotes gerados por esse processo eram inférteis e um "beco sem saída evolutivo", mas o ocorrido na Alemanha provou o contrário.
Fonte: TN Online
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Cavalos já foram listrados um dia, afirmam cientistas
Estudo mostra que os homens tiveram impacto direto na evolução da espécie.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, mostra que antes da domesticação a maioria dos cavalos e pôneis tinha listras como as zebras.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, mostra que antes da domesticação a maioria dos cavalos e pôneis tinha listras como as zebras.
A pesquisa foi divulgada na publicação científica Nature Genetics e sugere que os homens tiveram um impacto direto nessas mutações. De acordo com o The Telegraph, as mudanças começaram a partir do momento que os cavalos passaram a ser utilizados para corridas e trabalho.
As listras ajudavam os cavalos a se camuflarem. Com a domesticação, a pigmentação dos animais ficou distribuída de maneira uniforme.
O estudo mostra que os cavalos que não possuem pelagem gateada parda possuem mutações em um gene chamado TBX3, que expressa menores níveis na pele. Já nos cavalos de pelagem gateada parda a proteína se expressa por meio da pelagem, onde a produção de pigmento é bloqueada.
"Ao contrário da pelagem dos mamíferos mais conhecidos, os pelos diluídos dos gateados pardos não são inteiramente pigmentados", explica Freyja Imsland, autora do estudo, em entrevista à Nature World News.
Ao comparar o DNA de cavalos atuais e antigos (de até 40 mil anos atrás), os cientistas perceberam que as mutações já estavam presentes, o que os levou a acreditar que elas foram desenvolvidas pelos humanos durante a domesticação.
Fonte: Galileu
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Domesticação dos cães aumentou quantidade de mutações genéticas
Corrida de cães da raça saluki nos Emirados Árabes: influência humana para perpetuar certos traços foi danosa - KARIM SAHIB/AFP/19-12-2015
Transformações prejudiciais do DNA influenciaram formações das raças, diz estudo.
Para se tornar nosso melhor amigo, o cachorro passou por maus
bocados. De acordo com pesquisadores americanos, a domesticação de lobos
na pré-História, que deu origem aos cães, aparentemente levou a um
acréscimo de mudanças prejudiciais no genoma destes últimos.
Num estudo
publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, a
equipe de cientistas explica de que maneira o homem interferiu na
seleção natural dos cães, favorecendo a formação de diferentes raças e
isolando umas das outras.
Sem esse contato, cada população se reproduziu
perpetuando mutações que aumentam a vulnerabilidade a determinados
problemas, como cegueira, doenças cardíacas e coronarianas. Essas
alterações também levaram a uma capacidade reprodutiva menos eficaz da
espécie hoje.
Os Canis lupus familiaris (nome científico do cachorro) são uma subespécie do Canis lupus
(nome científico do lobo). Autor principal do estudo, o cientista Kirk
Lohmueller, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos EUA,
rastreou a trajetória genética de cães e lobos para entender como essa
seleção artificial, induzida pelo homem, teria levado à mudança de
características dos caninos.
— A domesticação do lobo, que aconteceu há cerca de 15 mil anos na
Eurásia, provocou um gargalo populacional entre os cães, uma redução do
tamanho da população — explica Lohmuller, professor do Departamento de
Ecologia e Biologia Evolucionária da universidade americana. — Se a
população é diminuída, então aumentam as chances de que mutações
prejudiciais se manifestem.
CRIAÇÃO DAS RAÇAS
Nos últimos séculos, os cães
passaram ainda por outro gargalo populacional — a formação das raças.
Geneticista da Universidade de Washington, Joshua Akey ressalta como
estas transformações ocorreram ao sabor das vontades do homem.
— A maneira como foram criadas certas raças levou não apenas a
características consideradas desejáveis pelos humanos, como também a
mais mutações genéticas prejudiciais. Estas transformações poderiam ter
sido evitadas em outras circunstâncias — avalia Akey, que comentou o
estudo em entrevista à revista “The Scientist”.
O homem influenciou na evolução dos cães ao procurar traços
particulares, como docilidade e cor da pelagem. As mutações em
determinadas raças por conta disso foram comparadas através de análises
genéticas.
A equipe de Lohmuller averiguou as variações genéticas presentes em
19 lobos cinzentos, 25 cães vira-latas de dez países e 46 cães de
diferentes raças. No laboratório, eles procuraram alelos — segmentos do
DNA — que fossem prejudiciais. Seria um sinal de que a evolução daquela
espécie resultou no favorecimento inadvertido de determinados
aminoácidos, o que pode provocar algum tipo de falha no organismo.
Muitas dessas mudanças do DNA, destaca Lohmuller, reduzem a própria capacidade de reprodução da espécie.
Em média, os cães tinham 115 alelos danosos a mais do que os lobos.
Isto dá uma ideia de que eles sofreram com a seleção artificial
promovida pelo homem. Os lobos, por sua vez, puderam evoluir com menos
intervenções.
Nos poodles, por exemplo, as variações genéticas ligadas à cor da
pelagem estão associadas a outras que elevam o risco de carcinoma. Se a
raça não tivesse passado por tantas intervenções humanas, a incidência
de carcinoma não teria sido amplificada, dizem os cientistas.
De acordo com Lohumuller, o acúmulo de mutações prejudiciais nos cães
deve ser monitorado. No estudo, ele afirma que “a forte seleção para
(obter) características específicas de uma raça (...) pode favorecer o
que é uma moda, em vez de levar a algo necessariamente funcional ou
saudável”.
— É difícil prever o futuro da espécie. Mas alguns efeitos que
encontramos podem piorar ao longo do tempo — alerta o geneticista.
VARIEDADE APRIMORA ESPÉCIE
Pesquisador de
Genética e Doenças Infecciosas da Fiocruz, Milton Moraes assinala como a
domesticação dos cães e a formação das raças pode influenciar em cada
população:
— Quando a população é reduzida, os cães que apresentam as mesmas
características são cruzados entre si, e, com isso, aumenta a
concentração de determinados alelos — ressalta o cientista. — Isso não é
necessariamente ruim. A população pode ficar mais resistente a uma
determinada doença. No entanto, pode também ocorrer aumento de alelos
prejudiciais, que favoreceriam debilidades, como a cegueira. Estas
mutações poderiam ser eliminadas se não houvesse uma pressão artificial,
exercida pelo homem.
Moraes defende uma maior miscigenação das populações de cães.
— Quanto mais variações genéticas, maior é a possibilidade de
conservação de uma espécie — afirma. — Se a composição do DNA for
semelhante em toda a população, ela pode ser dizimada por uma mesma
doença.
Muitos outros seres vivos tiveram seus genomas modificados pela
domesticação promovida pelo homem. É o caso de culturas agrícolas, como
milho e arroz, “aprimoradas” para satisfazer nossas necessidades.
EVOLUÇÃO HUMANA
Lohumuller acredita que seu estudo pode ser adaptado para explicar a evolução do próprio Homo sapiens.
Assim como os cães, nós passamos por gargalos ao longo dos milênios,
como, por exemplo, o isolamento de cada população que deixou a África em
direção a diferentes locais do planeta na pré-História.
— Ainda não há consenso sobre como este movimento resultou em
mutações genéticas — comenta ele. — O aumento das transformações no DNA
pode ter sido igual àquele observado nos cães, quando estes tiveram sua
população diminuída.
Fonte: O Globo
sábado, 12 de dezembro de 2015
Chitas africanas são originárias da América do norte
A chita, o animal terrestre mais veloz do mundo, é originária da
América do Norte, de onde migrou para África e aí ficou isolado, revela
um estudo publicado na revista científica Genome Biology.
A chita, o animal terrestre mais veloz do mundo, é originária da
América do Norte, de onde migrou para África e aí ficou isolado, revela
um estudo publicado na revista científica Genome Biology.
Da
família dos felídeos e que pode atingir velocidades superiores a 100 quilômetros por hora, a chita é um predador associado às planícies
africanas mas é originária da América, tendo migrado para África há
100 mil anos, durante a última idade do gelo, e acabado por ficar
isolada neste continente.
O estudo foi conduzido por uma equipe de 35 cientistas de 10
países, um deles o investigador Agostinho Antunes, do Centro
Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, da Universidade do
Porto. A equipe sequenciou, montou e comparou o genoma de um macho
chita da Namíbia e de outras seis chitas selvagens da Tanzânia e
Namíbia.
Segundo Agostinho Antunes a chita (zona oriental e
austral de África) é uma espécie ameaçada e com populações reduzidas,
tendo o estudo do genoma revelado que o “empobrecimento genômico” do
mamífero é responsável por uma “elevada mortalidade juvenil, anomalias
extremas no desenvolvimento do esperma e aumento da vulnerabilidade a
surtos de doenças infecciosas”.
O investigador português explica,
num comunicado, que a chita é próxima do puma norte-americano e que terá
viajado para a Ásia e daí para o sul de África.
“A migração levou a uma
elevada diminuição das populações de chita, causando uma redução
drástica da sua herança genética devido a cruzamentos consanguíneos”,
diz, acrescentando que há cerca de 10 a 12 mil anos a chita sofreu um
segundo estrangulamento populacional.
Agostinho Antunes é licenciado em biologia e especialista em genética animal, genética molecular e evolução.
Fonte: Observador
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Híbrido de coiote, lobo e cão avança nos EUA
O ‘coywolf’ se adapta a florestas, campos abertos e centros urbanos
‘Coywolf’ reúne características das três espécies e já supera marca de um milhão de animais.
O cruzamento entre espécies não é um fenômeno raro, mas, na maioria
das vezes, a cria resultante é menos vigorosa que os pais. Um animal vem
se mostrando uma exceção. Resultado da combinação entre coiote, lobo e
cão, o “coywolf” demonstra facilidade de adaptação a diferentes
ambientes e avança em cada vez mais territórios na costa Leste
americana.
De acordo com o pesquisador Roland Kays, da Universidade do
Estado da Carolina do Norte, o número de espécimes já superou a marca de
um milhão.
Os “coywolves” surgiram há cerca de dois séculos, na região Sul da
província canadense de Ontário, por uma necessidade reprodutiva. O
desmatamento provocado pelo homem, somado à caça desenfreada, reduziu
drasticamente a quantidade lupina, enquanto abria espaço para o aumento
no número de coiotes.
Os cães domésticos foram introduzidos pelos fazendeiros. Com poucos parceiros disponíveis, os lobos se viram obrigados a cruzar com as outras duas espécies.
Em matéria publicada na revista “The Economist”, Kay explica que a herança genética dos lobos e cães, em especial de grande porte, como doberman e pastor alemão, deram vantagens aos “coywolves”.
Pensando cerca de 25 quilos, eles são duas vezes maiores que os coiotes puros. Com mandíbulas maiores, mais músculos e mais rápido, um indivíduo pode derrubar um cervo. Uma matilha é capaz de abater um alce adulto.
E o híbrido reúne características das partes. Os lobos preferem caçar em florestas, os coiotes, em campos abertos. O cruzamento resultou num animal adaptado a perseguir suas presas tanto em áreas desmatadas como em matas fechadas.
Até mesmo a vocalização reúne características das duas espécies, com a primeira parte parecida com o uivo, que em seguida se torna mais agudo, típico do coiote.
Javier Monzón, pesquisador da Universidade Pepperdine, na Califórnia, realizou um estudo com 437 animais, em dez estados do nordeste americano, além de Ontário.
Os resultados mostraram que apesar de o DNA do coiote ser dominante no “coywolf”, um quarto do material genético vem dos lobos e, um décimo, de cães domésticos.
A distribuição da espécie já abrange todo o nordeste americano, e
avança para o sudeste, incluindo áreas urbanas. O que surpreende é que
os coiotes nunca conseguiram se estabelecer além das pradarias, e os
lobos foram dizimados das florestas.
Mas combinando seu DNA, eles criaram um animal capaz de se alastrar por territórios antes inacessíveis para espécimes selvagens, até mesmo grandes cidades como Boston e Washington. Segundo Chris Nagy, do projeto Gotham Coyote, já existem ao menos vinte “coywolves” em Nova York.
Alguns especulam que a mistura com os cães humanos permitiu a adaptação do “coywolf” às cidades, por ampliar a sua dieta. Eles comem abóboras, melancias e outros produtos agrícolas, assim como alimentos descartados.
Caçam ratos, esquilos e até mesmo gatos. Eles aproveitam as estradas de ferro para se alastrar pelos territórios, e se tornaram noturnos para se ajustar à vida nas cidades.
— É uma história contemporânea fantástica de evolução que está acontecendo bem debaixo dos nossos narizes — disse Kay.
Os cães domésticos foram introduzidos pelos fazendeiros. Com poucos parceiros disponíveis, os lobos se viram obrigados a cruzar com as outras duas espécies.
Em matéria publicada na revista “The Economist”, Kay explica que a herança genética dos lobos e cães, em especial de grande porte, como doberman e pastor alemão, deram vantagens aos “coywolves”.
Pensando cerca de 25 quilos, eles são duas vezes maiores que os coiotes puros. Com mandíbulas maiores, mais músculos e mais rápido, um indivíduo pode derrubar um cervo. Uma matilha é capaz de abater um alce adulto.
E o híbrido reúne características das partes. Os lobos preferem caçar em florestas, os coiotes, em campos abertos. O cruzamento resultou num animal adaptado a perseguir suas presas tanto em áreas desmatadas como em matas fechadas.
Até mesmo a vocalização reúne características das duas espécies, com a primeira parte parecida com o uivo, que em seguida se torna mais agudo, típico do coiote.
Javier Monzón, pesquisador da Universidade Pepperdine, na Califórnia, realizou um estudo com 437 animais, em dez estados do nordeste americano, além de Ontário.
Os resultados mostraram que apesar de o DNA do coiote ser dominante no “coywolf”, um quarto do material genético vem dos lobos e, um décimo, de cães domésticos.
Mas combinando seu DNA, eles criaram um animal capaz de se alastrar por territórios antes inacessíveis para espécimes selvagens, até mesmo grandes cidades como Boston e Washington. Segundo Chris Nagy, do projeto Gotham Coyote, já existem ao menos vinte “coywolves” em Nova York.
Alguns especulam que a mistura com os cães humanos permitiu a adaptação do “coywolf” às cidades, por ampliar a sua dieta. Eles comem abóboras, melancias e outros produtos agrícolas, assim como alimentos descartados.
Caçam ratos, esquilos e até mesmo gatos. Eles aproveitam as estradas de ferro para se alastrar pelos territórios, e se tornaram noturnos para se ajustar à vida nas cidades.
— É uma história contemporânea fantástica de evolução que está acontecendo bem debaixo dos nossos narizes — disse Kay.
Fonte: O Globo
Assinar:
Postagens (Atom)





























