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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Eris: O planeta anão gêmeo de Plutão


Eris é um planeta anão do sistema solar que tem quase o mesmo tamanho de Plutão. Saiba aqui tudo sobre o planeta anão Eris.


Além de oito planetas de tamanho completo, o sistema solar é o lar de uma série de pequenos planetas anões.


Um deles, Eris, tem quase exatamente o mesmo tamanho do membro mais conhecido da coleção, o planeta anão Plutão.


Descoberta


Quando Eris foi descoberto pela primeira vez, em 2005, pensava-se que ele era significativamente maior do que Plutão. Originalmente, foi apresentado como o décimo planeta do sistema solar. Em última análise, no entanto, a descoberta de Eris foi a grande razão do rebaixamento de Plutão a planeta anão.


Como quase todos os planetas anões (com a exceção de Ceres), Eris está no Cinturão de Kuiper, que corresponde ao sistema solar exterior. Mas Eris está ainda mais longe do que Plutão, circulando a nossa estrela a cerca de três vezes mais longe.


Assim, leva 561 anos para o planeta anão distante fazer uma única viagem ao redor do sol, embora gire uma vez a cada 25 horas, fazendo com que o comprimento do seu dia seja muito semelhante a um dia na Terra.


Observando Eris


A distância de Eris permitiu aos astrónomos fazer medições precisas quando passou em frente a uma estrela fraca em 2010, um evento conhecido como uma ocultação. Além de medir o seu tamanho, os pesquisadores também foram capazes de concluir a sua forma, tamanho e massa.


As observações ajudaram os cientistas a determinar que o diâmetro de Eris é de 2326 quilômetros, com um erro de mais ou menos 12 km. Isso faz com que o tamanho de Eris seja conhecido com mais precisão do que o de Plutão, que se pensa ter entre 2300 e 2,400 km.


Isso também significa que Plutão e Eris são, para todos os efeitos, quase do mesmo tamanho. Os pesquisadores concluíram que Eris é um corpo esférico e cerca de 27 por cento mais pesado que Plutão, o que significa que é consideravelmente mais denso do que Plutão.


Esta densidade significa que Eris é provavelmente um grande corpo rochoso coberto por um manto relativamente fino de gelo. A superfície de Eris também parece ser extremamente reflexiva, afastando 96 por cento da luz que o atinge.


Isso faz de Eris um dos corpos mais reflexivos no sistema solar, aproximadamente a par com Enceladus, a lua gelada de Saturno. Os investigadores acreditam que a superfície de Eris provavelmente é composta por gelo rico em azoto misturado com metano congelado.


Essa camada deverá ter espessura inferior a 1 milímetro. Esta camada de gelo poderia resultar da atmosfera do planeta anão que provoca a condensação da geada sobre a sua superfície, periodicamente, uma vez que se afasta do sol.


As observações também permitir aos investigadores fazer uma outra estimativa relativamente à temperatura da superfície de Eris. O lado do planeta anão virado para o sol provavelmente não fica mais quente do que menos 238ºC, enquanto as temperaturas do lado da noite são ainda menores.


Alguns fatos



Semi-eixo maior de sua órbita em torno do Sol: 10,2 bilhões km
Periélio (maior aproximação ao sol): 5,8 bilhões km
Afélio (maior distância a partir do sol): 14,6 bilhões km
Período orbital (comprimento do ano): 561,37 anos terrestres
Excentricidade da órbita: 0,434
Inclinação da órbita: 46.87
Período de rotação sideral (comprimento do dia): 25,9 horas, ou 1,08 dias terrestres




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Planeta-anão: conheça os menores planetas do Sistema Solar



Desde que Mike Brown, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, anunciou ter descoberto um corpo rochoso maior e mais distante do que Plutão, os astrônomos passaram a suspeitar do status do nono planeta do Sistema Solar. 


Mesmo ganhando do diâmetro de Plutão por apenas 20 quilômetros, Eris era menor do que a Lua para ser considerado um planeta, além de estar muito próximo do cinturão de Kuiper. 


Foi, então, que a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) acabou com o problema ao criar a nova categoria "planeta-anão" para descrever corpos celestes bastante massivos (o suficiente para que a própria gravidade possa "moldá-lo" em uma forma quase esférica), mas que são menores que Mercúrio e com muitos objetos próximos de sua órbita. 


Acima, concepção artística compara os tamanhos da Terra e da Lua com os primeiros planetas-anões descritos pela IAU: Ceres, Eris e Plutão. Nasa




Segundo a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês), o Sistema Solar tem apenas cinco corpos descritos como planetas-anões: Plutão, descoberto em 1930; Eris e Haumea, descobertos em 2003; Makemake, encontrado em 2005; e o asteroide Ceres, observado desde 1801. 

Mas a IAU afirma que mais outros 44 objetos no cinturão de Kuiper podem ser descritos como planeta-anão. 


Acima, gráfico mostra que a órbita dos planetas-anões são mais elípticas (linhas vermelhas) do que as dos oito planetas do Sistema Solar. Mike Brown/Caltech




O Eris, ou 2003 UB313, foi visto pela primeira vez pela equipe de Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) em 2003, mas só depois de novas observações, em 2005, que ele passou a ser chamado de Eris. 


Ele obrigou os astrônomos a criarem uma nova categoria de planetas, sendo que ele é o maior planeta-anão do Sistema Solar, com 2.326 quilômetros de diâmetro. 


Ele demora mais de 560 anos terrestres para dar a volta completa ao redor do Sol, já que tem uma órbita muito excêntrica - Eris pode ficar entre 38 e 97 vezes mais distante do que a Terra do astro. Nasa/JPL-Caltech/Reuters




Haumea tem alguns recordes exóticos entre os planetas-anões do Sistema Solar. Além de possuir o formato mais alongado entre o grupo, com 1.960 quilômetros de comprimento, ele também faz a rotação mais rápida: seu dia dura apenas 3,9 horas terrestres. 


Haumea leva cerca de 282 anos para completar sua órbita, já que sua distância para o Sol é 43 vezes maior do que a da Terra. 


Acima, composição mostra o planeta-anão cercado por suas duas luas, Hi'iaka e Namaka.  Jose Antonio Penas/Sinc/AFP


 
 
Sem luas nem satélites em sua órbita, os astrônomos demoraram para obter dados da composição do Makemake. 


Desde que foi descoberto em 2005, por exemplo, a comunidade científica pensava que o planeta-anão tinha uma atmosfera parecida com a de Plutão, mas, em 2012, pesquisadores anunciaram que ele não tem uma atmosfera significativa. 


Um dos corpos mais distantes do nosso Sistema Solar, Makemake demora 305 anos para completar a volta ao redor do Sol, podendo ficar até 45 vezes mais longe do astro do que a distância que a Terra mantém para a nossa estrela. ESO 




Em 1801, ele era um planeta, mas logo depois avisaram que Ceres era um asteroide gigante. Foi só em 2006 que os astrônomos decidiram classificá-lo como um planeta-anão, já que era muito "redondo" para um asteroide. 


Mesmo sendo um dos corpos mais próximos da Terra, a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) não sabe dizer muito bem como é este planeta-anão, além de que ele completa a órbita do Sol em menos de cinco anos terrestres. Nasa, Esa, and J. Parker (Southwest Research Institute)/Hubble




Muitos podem até pensar que Plutão saiu prejudicado quando a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) criou o termo planeta-anão em 2006, mas a verdade é que ele passou a ser um modelo para os pequenos corpos do Sistema Solar. 


Quando perdeu a faixa de "nono planeta", ele passou a liderar a categoria de "objetos que satisfazem a definição técnica de planeta (forma hidrostática e equilibrada na presença de autogravidade), mas que se distinguem dos planetas clássicos por residirem em uma órbita elíptica ao redor do Sol maior do que 200 anos", resume a IAU. A de Plutão é 248 anos. Nasa, ESA, and M. Buie (Southwest Research Institute)




Quaoar não é grande o suficiente para ser considerado um planeta, mas tem chances de ser descrito como um planeta-anão. 


Seus 1.287 quilômetros de diâmetro o colocam entre um dos maiores corpos celestes achados no cinturão de Kuiper. Como sua órbita chega a uma distância de 6 bilhões de quilômetros do Sol, ele demora cerca de 288 de anos terrestres para fazer a volta completa. STScI/Reuters 




Um dos candidatos a planeta-anão é o 90482 (ponto mais brilhante à direita), que foi descoberto no Cinturão de Kuiper, em 2004.


Apelidado de Orcus, ele parece ser um pouco menor do que Plutão, mas possui uma órbita elíptica bem parecida com a do seu colega. 


Os astrônomos ainda não conseguiram descobrir dados precisos para ele ser descrito como um planeta-anão, como massa e composição, mas seu diâmetro deve ser entre 200 e mil quilômetros, segundo dados da União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês). M. Brown (Caltech), C. Trujillo (Gemini), D. Rabinowitz (Yale), Samuel Oschin Telescope




Sedna fica três vezes mais distante do Sol do que Plutão e tem entre 1.200 e 1.800 quilômetros de diâmetro, mas ainda possui condições de ser descrito como um planeta-anão, segundo a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês). 


Mas como faltam dados importantes , como massa e diâmetros precisos, ele ainda está sob análise. Sedna foi encontrado em novembro de 2003 pela equipe de astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) .Nasa, ESA and M. Brown (Caltech)/Hubble  





Fonte: UOL

sábado, 29 de outubro de 2011

Cientistas revelam detalhes de Eris, planeta mais frio que Plutão

Recriação artística de Eris e seu pequeno satélite Disnomia


Cientistas anunciaram na quarta-feira que um pequeno planeta, localizado nas profundezas do espaço, e que provocou uma das maiores controvérsias da astronomia moderna, parece ser um "gêmeo" mais frio de Plutão.

O estudo, publicado na revista científica Nature, é a maior pesquisa sobre o enigmático planeta conhecido como Eris, cuja descoberta em 2005 suscitou questionamentos a respeito do Cinturão de Kuiper, uma região de corpos celestes gelados situada além da órbita de Netuno.

Eris assombrou os astrônomos. Inicialmente, estimava-se que fosse tão grande quanto Plutão, que foi rotulado como o menor e mais longínquo planeta do Sistema Solar após sua descoberta, em 1930.

A existência de Eris significa que um grande número, talvez centenas de outros planetas, só estejam esperando para ser descobertos no Cinturão de Kuiper.

Mas será que estes corpos celestes - inclusive o próprio Plutão - seriam grandes o suficiente para serem considerados verdadeiros planetas?

A resposta veio em 2006, quando Plutão foi rebaixado pela União Astronômica Internacional (UAI) para a nova categoria de "planeta-anão", na qual está na companhia de Eris, o grande asteroide Ceres e outros dois grandes corpos do cinturão de Kuiper, Makemake e Haumea.

O rebaixamento de Plutão foi impopular para o público e fortemente contestada até hoje por muitos astrônomos, tornando assim o nome de Eris - em alusão à deusa grega da discórdia - muito apropriado.

A nova pesquisa usou dois telescópios gigantes no deserto chileno do Atacama, que observaram Eris em sua passagem em frente a uma estrela em novembro de 2010, dando pistas sobre seu tamanho e superfície a partir da distorção da luz estelar.

Foi uma proeza técnica, já que Eris estava cerca de 100 vezes tão distante da Terra do que a Terra está do sol, o que faz dele o corpo celeste mais distante do Sistema Solar a ser observado com sucesso desta forma.

O retrato de Eris que emerge é o de um objeto em forma de esfera com diâmetro de 2.326 km, mais ou menos 12 km, que é uma fração menor do que medições feitas anteriormente.

Em termos de tamanho, é singularmente quase o dobro de Plutão, cujo diâmetro é calculado entre 2.300 a 2.400 km.

A superfície de Eris é anormalmente brilhante, o que sugere que tem uma cobertura gelada, que de alguma forma é refrigerada. Se fosse permanentemente assim, a superfície seria escurecida por raios cósmicos e impactos de micrometeoritos ao longo do tempo.

A teoria é a de que Eris tem uma atmosfera rica em metano que, nas profundezas do espaço, congela até a superfície, mas de tempos em tempos revive e depois volta a se congelar.

Quando o minúsculo planeta alcança a parte mais próxima de sua órbita elíptica em torno do sol - "meras" 30 unidades astronômicas (UAs) ou 30 vezes a distância entre a Terra e o sol - sua superfície congelada se aquece o suficiente para ficar gasosa e criar uma atmosfera tênue, porém temporária.

Segundo este cenário, quando volta a se afastar do sol, a atmosfera novamente congela, "aderindo" à superfície.

"Neste caso, Eris seria um gêmeo adormecido de Plutão, com uma superfície gelada e brilhante, criada por uma atmosfera em colapso", sugeriu o estudo, chefiado por Bruno Sicardy, da Universidade Pierre e Marie Curie e do Observatório de Paris.

Eris tem um satélite, Disnomia, nome da filha da deusa, que em grego significa desordem.

Mãe e filha levam meio milênio - precisamente 557 anos - para dar a volta ao sol. Plutão e suas luas completam a jornada em 248 anos.



Fonte: UOL

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