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sexta-feira, 21 de março de 2014

Pesquisa identifica sinais de encolhimento de Mercúrio



O planeta Mercúrio está hoje cerca de 7 km menor do que quando sua crosta se solidificou há mais de 4 bilhões de anos, segundo uma pesquisa feita pela Nasa (Agência Espacial Americana).


O menor planeta do Sistema Solar - e o mais próximo ao Sol - se esfriou ao longo do tempo provocando um enrugamento da superfície.


Cientistas perceberam pela primeira vez o fenômeno quando a sonda Mariner 10 passou próximo ao planeta nos anos 1970.


No entanto, imagens recentes do satélite da Nasa Messenger permitiram que os pesquisadores aperfeiçoassem suas estimativas a respeito do tamanho da retração do planeta.


E, conforme artigo divulgado na publicação científica Nature Geoscience, o encolhimento é significativamente maior do que se pensava anteriormente.


Resultados diferentes


O Mariner fez duas passagens por Mercúrio, em 1974 e 1975, e fotografou cerca de 45% da superfície do planeta.


Nessas imagens foram evidenciadas longas marcas que demonstravam que rochas haviam sido deslocadas para cima, enquanto o planeta encolhia.


A partir dessas evidências, pesquisadores calcularam que Mercúrio deve ter diminuído o seu raio por cerca de 1 a 3 km ao longo de sua história.


Mas esse resultado entrava em conflito com estudos de modelagem do planeta realizados na época que sugeriam uma contração muito maior, ocorrida nos 4 bilhões de anos.


O satélite Messenger ajudou a resolver essa inconsistência. Desde que ele entrou na órbita de Mercúrio, em 2011, já fotografou 100% do planeta.


Isso permitiu um estudo mais amplo das características de Mercúrio. A nova avaliação calculou que a retração chega a 7 km do raio do planeta - estimativa mais próxima dos estudos de modelagem.


Paul Byrne, principal autor do estudo e cientista do Carnegie Institution for Science, em Washington, também ficou maravilhado com as características da superfície do planeta apontadas no monitoramento.


"Algumas dessas crateras são enormes", ele disse à BBC. "Há uma estrutura geográfica chamada Enterprise Rupes, localizada no hemisfério sul, que tem 1 mil km de comprimento e 3 km de relevo. É uma versão de cadeias montanhosas em Mercúrio. Trata-se de algo surpreendente, dado o reduzido tamanho do planeta. Imagina ficar diante delas?".


Relevância


O interior de Mercúrio é bem diferente do da Terra, que tem uma extensa crosta e um manto envolvendo seu núcleo de metal.


Com mais de 4.000 km de diâmetro, o núcleo de metal do planeta é bem mais dominante. Ele é coberto apenas por um verniz rochoso fino com pouco mais que 400 km de espessura.


Embora parte do núcleo ainda esteja em forma líquida, uma parte terá esfriado e solidificado, resultando na perda de volume.


A Europa e o Japão planejam lançar uma missão conjunta à Mercúrio para acompanhar as observações feitas pelo Messenger.


A sonda Bepi Colombo deve ser lançada em 2016. Um de seus principais pesquisadores será Dave Rothery da Open University na Grã-Bretanha.


"As pessoas costumavam pensar que a Terra estava encolhendo - que de fato está um pouco, mas não podemos ver por causa da maneira como as placas tectônicas são criadas e destruídas na Terra", explicou.


"Antes de entendermos as placas tectônicas, as pessoas pensavam que as cadeias de montanhas da Terra eram formadas porque o planeta estava encolhendo e forçando o material para cima, e as áreas de acumulação de sedimentos aconteciam onde a crosta era forçada para baixo pela contração. Sabemos agora que, de modo geral, essa ideia é errada, mas este é o processo em Mercúrio, porque é um planeta com uma única placa."


O estudo é relevante para cientistas que tentam entender planetas fora do nosso Sistema Solar. Muitos deles podem também ter apenas uma única placa e apresentar características na superfície muito semelhantes às observadas em Mercúrio.



Fonte UOL

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mercúrio encolhe mais rapidamente do que pensado



Um estudo divulgado no dia 9 em um encontro de geologia nos Estados Unidos indica que o planeta Mercúrio, o mais próximo do Sol, está encolhendo a um ritmo mais rápido do que estimado anteriormente. 


Segundo a pesquisa, a primeira pedra do Sistema Solar está 11 quilômetros menor desde que se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos. Anteriormente o número estimado ficava entre dois e três quilômetros.


As estimativa anterior era feita com dados da sonda Mariner 10, que passou pelo planeta em 1974 e 75. O estudo atual usou registros da Messenger, que cobriu um quinto de Mercúrio.


Mercúrio encolhe porque, mesmo próximo do Sol, esfria. Composto basicamente de um grande núcleo coberto de uma fina crosta, ao resfriar faz com que mais crosta se forma e fique "enrugada", assim como uma maçã que está apodrecendo. 


Os novos dados indicam que essa crosta é mais enrugada do que se pensava. Além disso, foram descobertas novos tipos de montanhas, com grandes quedas verticais. Esses dois dados indicam que Mercúrio encolhe a um ritmo maior do que estimado.



Fonte: Terra

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Alinhamento planetário promete show celestial no fim de semana




Vênus e Júpiter, os dois planetas mais brilhantes do céu neste mês, receberão a companhia do pequeno Mercúrio para um espetáculo celestial raro neste fim de semana. 


Normalmente, Vênus, o segundo planeta mais próximo do Sol, e Júpiter, que orbita após Marte, estão a dezenas de milhões de quilômetros de distância. 


Mas, para quem vê da Terra, eles têm orbitado juntos, enquanto se movem cada vez mais perto um do outro neste mês, junto a Mercúrio.


O auge do show celestial será no domingo, quando o trio irá aparecer como um triângulo de luz brilhante no céu do Ocidente cerca de 30 minutos depois do pôr do sol.


Conjunções triplas são relativamente raras, segundo a Nasa. A última foi em maio de 2011 e a próxima não ocorrerá antes de outubro de 2015. 


"Essa (conjunção) tripla é especialmente boa porque envolve os três planetas mais brilhantes do céu escuro em maio", afirmou a agência espacial dos Estados Unidos em sua página na Internet.


A formação deve ser visível mesmo em locais com cidades bastante iluminadas. Astrônomos sugerem aos observadores do céu que deixem Vênus e Júpiter serem o seu guia. Quando o céu escurecer, os planetas serão visíveis a olho nu.


"Eles realmente brilham tão intensamente que você pode confundi-los com um ou dois aviões se aproximando com as suas luzes de pouso ligadas", escreveu a revista StarDate, da Universidade do Texas, em seu site.


No domingo, Mercúrio formará o topo do triângulo. Na segunda-feira, Vênus e Júpiter vão estar lado a lado, a menos de 1 grau de distância. 


"Depois disso, Vênus e Mercúrio vão continuar subindo mais alto no céu escuro, enquanto Júpiter cai em direção ao sol", disse a StarDate.




Fonte: Terra

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pela primeira vez, meteorito do planeta Mercúrio foi encontrado na Terra



Fragmentos da Lua e de Marte já foram encontrados na Terra antes, mas essa é primeira vez que um meteorito de Mercúrio foi achado por aqui.


Com base em dados fornecidos pela sonda Messenger da NASA, o meteorito esverdeado apresenta uma composição semelhante ao que é encontrado no planeta mais próximo do Sol, Mercúrio. 
 
 
Pautado nestes dados, os cientistas acreditam que o material encontrado no sul do Marrocos, no ano passado, pode ter vindo de lá. 
 


Segundo o cientista Anthony Irving, a rocha pesa cerca de 325 gramas, e possui grandes quantidades de magnésio, alumínio e silicatos de cálcio. Elementos estes também encontrados na superfície de Mercúrio.


“Pode ser uma amostra de Mercúrio, ou uma amostra de um corpo menor que Mercúrio, mas que é de Mercúrio”, disse Irving, pesquisador da Universidade de Washington, durante a 44 ª Conferência Anual de Ciência Lunar e Planetária realizada no Texas.


Embora tenha sido encontrada uma proporção elevada de silicato de cálcio, maior do que há atualmente em Mercúrio, segundo Irving, o NWA 7325 poderia ter vindo de uma parte profunda da crosta de Mercúrio, e foi resultado de um impacto há 4,56 bilhões anos, e lançado ao espaço, viajando por muito tempo até encontrar a Terra.


A NWA 7325 é um grupo de 35 amostras de meteoritos que são diferentes de tudo o que já foi visto ou pesquisado, segundo o cientista. 
 
 
Além disso, o meteorito quase não tem composição de ferro, assim como Mercúrio, o que reforça a ideia de que esse material veio de fato daquele planeta.


Se a pesquisa for prorrogada por mais dois anos, como deseja Irving, será possível obter mais informações e uma conclusão definitiva.
 
 
 
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nasa divulga foto de cratera em Mercúrio

O planeta não é conhecido por ter uma superfície colorida, mas algumas regiões apresentam fortes contrastes de cor / Nasa/AFP


O planeta é o menor do Sistema solar, além de ser o mais próximo do Sol.


A imagem divulgada pela Nasa na quarta-feira mostra o interior de uma cratera de Mercúrio. O planeta não é conhecido por ter uma superfície colorida, mas algumas regiões apresentam fortes contrastes de cor.


Outras crateras conhecidas no planeta, com a Caloris, são mais escuras e mais azuis do que as planícies tipicamente castanhas.


Mercúrio é o menor planeta do Sistema solar, além de ser o mais próximo do Sol. Quando observado da Terra, sua aparência é brilhante, mas acaba seu brilho sendo ofuscado pela intensa luz do sol. O melhor horário para observá-lo a olho nu é pela manhã ou durante o crepúsculo.


Cientistas coletam dados do planeta através da sonda Messenger, que já conseguiu detectar água no estado sólido no astro. Os depósitos de gelo estão localizados no "Polo Norte", uma zona que não recebe a luz solar.



Fonte: Band

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sonda da Nasa encontra gelo no polo Norte de Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol

A sonda Messenger identificou novas evidências de água congelada em Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, divulgou a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) na quinta-feira (29). Desta vez, os depósitos foram encontrados tanto nas crateras (pontos amarelos da imagem à esquerda) do polo Norte - região permanentemente escura, pois nunca recebe as radiações do Sol -, quanto "enterrado" em um material escuro, exatamente nas regiões mais quentes onde a água não poderia se manter congelada (pontos vermelhos da imagem à direita)



A sonda Messenger, que orbita Mercúrio desde 2011, encontrou novas evidências de água e outros materiais voláteis congelados nas crateras polares permanentemente sombreadas do menor planeta do Sistema Solar. 


As informações fazem parte de três estudos publicados na quinta-feira (29) no site da revista Science Express.


Dada a sua proximidade com o Sol, Mercúrio parece ser o lugar mais improvável para se ter gelo. De acordo com a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), a explicação está na posição do planeta: como a inclinação é quase zero – menos de um grau –, o eixo de rotação é praticamente perpendicular aos seus polos. Por conta disso, a radiação do Sol nunca atinge essas regiões, mantendo a temperatura muito baixa há bilhões de anos.


As novas observações da sonda da Nasa indicam que a água congelada faz parte da composição principal do polo Norte. 


O gelo está tanto nas crateras mais geladas, visível na superfície do planeta , quanto “enterrado” debaixo de um material rico em componentes orgânicos, exatamente nas regiões mais "quentes" do polo Norte onde a água não poderia se manter congelada.


A sonda Messenger, que pesa 485 quilogramas, foi lançada em 2004 para o estudo de Mercúrio. Ela chegou às proximidades do planeta em 2008 e se posicionou em sua órbita em março de 2011. 


A missão formal de coleta de fundos do aparelho começou um mês mais tarde e desde então o aparelho tirou mais de cem mil fotos.



Fonte: UOL

terça-feira, 19 de junho de 2012

Nasa encontra cratera que lembra o Mickey em Mercúrio




Na primeira missão da Agência Espacial Norte-americana (Nasa) no planeta Mercúrio, os americanos encontraram uma primeira semelhança: Uma cratera tinha formas parecidas com o personagem Mickey Mouse, dos desenhos de Walt Disney.


As crateras na superfície do planeta ficam na área mais próxima do sol, cujas temperaturas chegam à 400ºC durante o dia.


Em março do ano passado, uma sonda da agência lançada em agosto de 2004 fez uma visão inesperada do planeta ao se posicionar em uma órbita altamente elíptica. Antes, o módulo já havia feio três passagens pelas proximidades de Mercúrio.


Segundo os pesquisadores, a característica mais proeminente na metade norte de Mercúrio é uma extensa região de terras baixas que inclui uma planície vulcânica.





Fonte: O Dia Online

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sonda da Nasa fornece visão inesperada de Mercúrio



Mercúrio parece ser menos montanhoso que Marte e a Lua, e suas entranhas são muito diferentes das de outros planetas do Sistema Solar, segundo um artigo publicado na quarta-feira pela revista "Science".

A publicação inclui dois estudos realizados a partir das informações enviadas pela sonda espacial Messenger, que há um ano se tornou o primeiro satélite artificial de Mercúrio e vem fazendo observações da topografia e do campo gravitacional no hemisfério norte do planeta, que possui reservas profundas de sulfureto de ferro.

A sonda, de quase meia tonelada, foi lançada ao espaço por um foguete Delta II em agosto de 2004 e, após três passagens pelas proximidades do planeta, em março de 2011 se posicionou em uma órbita altamente elíptica, entre 200 e 15 mil quilômetros da superfície de Mercúrio.

Os técnicos da Nasa - agência espacial americana - indicam que essa órbita busca proteger o aparelho do calor propagado pelas áreas mais quentes da superfície de Mercúrio.

Um dos instrumentos na cápsula robótica é um altímetro de laser que estudou a superfície no hemisfério norte de Mercúrio, onde se verificou que a variedade de elevações é consideravelmente menor que as da Lua e de Marte.

A equipe liderada por Maria T. Zuber, do Departamento de Ciências da Terra, Atmosfera e Planetas do Instituto Tecnológico de Massachusetts, usou o altímetro que cobre áreas de 15 a 100 metros de diâmetro, a 400 metros de distância uma da outra, ao longo das regiões sob a órbita.

"A precisão radial das medições individuais é de mais de um metro e a precisão em relação ao centro de massa de Mercúrio é de menos de 20 metros", destaca o artigo, que teve a colaboração de cientistas dos Estados Unidos, Canadá e Alemanha.

Segundo os pesquisadores, a característica mais proeminente na metade norte de Mercúrio é uma extensa região de terras baixas que inclui uma planície vulcânica.

Maria e seus colegas também puderam examinar a cratera Caloris, de 1,5 mil quilômetros de diâmetro. Eles determinaram que uma parte do fundo da cratera tem uma elevação maior que sua circunferência.

Já uma equipe liderada por David Smith, da qual Maria também faz parte, usou o rastreamento por rádio da cápsula Messenger para determinar o campo de gravidade do planeta. Com os dados obtidos, observou-se que a crosta de Mercúrio é mais grossa em latitudes baixas e mais espessa em direção à região polar norte.

Essas conclusões descrevem o interior do planeta e indicam que a camada externa de Mercúrio é mais densa do que os cientistas acreditavam até agora.

"A estrutura interna de um planeta preserva informações substanciais dos processos que influíram na evolução térmica e tectônica", ressalta o artigo. "A medição do campo de gravidade de um planeta proporciona informações fundamentais para compreender a distribuição da massa interna desse corpo".

Durante as primeiras semanas em órbita, a sonda foi rastreada constantemente pelas estações de banda X (8 gigahertz) da Rede de Espaço Profundo da Nasa. Após esse período, a cobertura foi menos frequente.

Os pesquisadores explicam que processaram os dados coletados entre 18 de março e 23 de agosto de 2011 e mediram as anomalias causadas pela gravidade no hemisfério norte do planeta.

Para surpresa dos cientistas, os dados apontam uma grande densidade de massa nas mantas superiores de Mercúrio, embora seja baixa a presença de ferro nas rochas da superfície.

"Portanto, deve existir uma reserva profunda de material altamente denso que explique a grande densidade do manto sólido e o momento de inércia", acrescenta o artigo, concluindo que a composição mais provável dessa reserva seja de sulfureto de ferro.





Fonte:
Yahoo!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Internautas confundem imagem "fantasma" da Nasa com nave alienígena


Vídeo de tempestade solar atingindo Mercúrio exibe imagem brilhante ao lado do planeta por alguns segundos. Nasa diz que é defeito de edição.

Um defeito na composição de uma imagem gerada pelas missões solares da Nasa provocou uma onda de rumores na internet.

Sites como o americano Gizmodo levantaram a hipótese de se tratar de uma nave alienígena visitando o nosso sistema solar.

A agencia espacial americana, porém, acabou com a alegria dos que pensavam se tratar de extraterrestres: o brilho que aparece ao lado do de Mercúrio é uma sombra fantasma do planeta, causada pelo tipo de edição usada para compor a imagem.

O vídeo divulgado na internet, que mostra a suposta nave alienígena, foi criado a partir de várias imagens das sondas STEREO. Elas orbitam o Sol e ajudam a Nasa a prever tempestades solares fortes, que podem danificar satélites da Terra.

A onda que atinge Mercúrio nas imagens, obtidas em 1º de dezembro, é uma dessas tempestades. As ejeções de massa coronal (CMEs, na sigla em inglês) criam o fenômeno das auroras boreais, quando passam pelo nosso planeta.

Como Mercúrio está muito próximo do Sol, é atingido com mais força pelas tempestades solares. "Para conseguirmos ver as emissões de CMEs, o que é difícil, temos que remover quase todo o brilho do fundo da imagem, causado por poeira interplanetária, galáxias e estrelas", disse ao site de VEJA Russell Howard, cientista chefe da missão solar.

"O brilho próximo a Mercúrio ocorre porque o planeta estava ali no dia anterior e se move relativamente rápido. Portanto houve menos remoção de brilho da parte de trás do espaço em relação ao resto da imagem", complementa Nathan Rich, que participa da missão. "Nessas imagens, uma média diária de cada pixel é usada como o melhor 'quase tempo real' para o acompanhamento das CMEs. Isso resulta no 'buraco' de Mercúrio", afirma ainda.

Ou seja, apesar do vídeo, as imagens são feitas com grandes intervalos entre elas. O vídeo reúne um dia inteiro de imagens.

As sondas STEREO, lançadas em 2006, tiram fotos do Sol e de suas proximidades e as enviam para a Nasa, que compõem os vídeos sobrepondo essas fotos.

"Nota-se, que o brilho some da imagem em seguida. E isso ocorre porque um fundo diferente foi usado na concepção das imagens seguintes. Não há nada de anormal", conclui Rich.

A polêmica foi iniciada por um usuário do You Tube que se identifica como siniXter. No dia 3 de dezembro ele postou um vídeo no site usando as imagens geradas pelas sondas da Nasa e afirmando que se trata de uma nave espacial. O vídeo (narrado em inglês) já foi visto por mais de 150 mil usuários.




Fonte:
Veja


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As estranhas cavidades de Mercúrio


O planeta Mercúrio é um dos planetas do Sistema Solar menos estudados até hoje. O motivo é simples: sua proximidade com o Sol.

Mandar uma sonda que consiga chegar e entrar em órbita estável em um planeta tão pequeno e tão próximo do Sol é um desafio e tanto para a astronáutica.

Para você ter uma ideia, até janeiro de 2008, as únicas imagens da superfície de Mercúrio haviam sido obtidas pela sonda Mariner 10, que fez três sobrevoos em 1975.

Esses três rasantes nem foram suficientes para mapear todo o planeta, e por 33 anos tínhamos de conviver com um mapa da superfície de Mercúrio em que uma boa parte dela simplesmente não existia.

Em agosto de 2004, foi lançada a sonda Messenger da Nasa. Ela seguiu rumo a Mercúrio depois de algumas manobras complicadas no espaço, que incluíam dois voos rasantes, um na Terra e outro em Vênus.

Mesmo na trajetória correta, a Messenger precisou fazer três sobrevoos em Mercúrio para que pudesse estabelecer uma órbita estável. A partir de janeiro de 2008, novas fotos começaram a chegar e muita coisa nova começou a surgir.

A última delas, veio nesta semana. A Messenger encontrou uma série de buracos e depressões na superfície de Mercúrio, totalmente desconhecidas anteriormente.

Essas depressões variam de tamanho, desde uns 20 metros até mais de 1,5 km de comprimento, com profundidade variando entre 20 e 40 metros. Ninguém sabe como elas foram criadas.


David Blewett, membro da equipe científica da Universidade Johns Hopkins considera essa descoberta uma “surpresa gigantesca”.

Mercúrio é considerado uma relíquia dos tempos iniciais do Sistema Solar que não deveria ter mudado muito, a não ser pelas crateras produzidas pelos impactos de asteroides ao longo dos milênios.

O problema é que essas cavidades, ou buracos, parecem ser mais jovens que as crateras, sugerindo que o planeta ainda está mudando, evoluindo de forma surpreendente.

Formações parecidas foram encontradas no gelo das calotas polares de Marte, onde foram apelidadas de queijo suíço, mas nunca haviam sido encontradas em rochas.

Além disso, o interior dessas cavidades é mais claro, dando a impressão de que brilha, e ainda por cima possuem halos em sua volta.

Um fato importante é que essas cavidades estão associadas aos picos centrais de crateras, criados quando um meteoro cai sobre a superfície.

A ideia é que esse material mais claro tenha vindo de camadas mais profundas, contendo materiais voláteis que acabam se vaporizando posteriormente.

Com isso, esse material que aflora se torna mais “esponjoso”, ou seja, mais frágil e mais fácil de ser removido pela própria ação do Sol ou pelo impacto de outros micrometeoritos, formando, assim, essas depressões no terreno.

Tudo isso não passa de uma teoria, bem fundamentada, mas o mais importante é que a Messenger já mudou completamente a ideia que os astrônomos tinham sobre a origem e a evolução de Mercúrio.

Saber como ele se formou trará implicações importantes nas teorias de formação de todos os outros planetas do Sistema Solar, e a Messenger ainda vai mexer profundamente com o que se acredita até agora.


Fonte: G1-Observatório

sábado, 1 de outubro de 2011

Rios de lava formaram planícies de Mercúrio, revela Nasa

Esta imagem obtida pela Messenger mostra a Bacia do Goethe no Pólo Norte de Mercúrio. A imagem foi uma das primeiras enviadas pela sonda


Fendas vulcânicas se abriram há bilhões de anos em Mercúrio, o planeta mais próximo do sol, e liberaram a lava que formou suas planícies suaves, informou um estudo publicado na edição da quinta-feira da revista Science e que descreve as descobertas de uma sonda da Nasa que orbita o astro desde março.

Entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás, fendas vulcânicas se abriram na crosta de Mercúrio e expeliram lava, formando as planícies que ocupam 6% do planeta pequeno e quente e que cobrem uma superfície equivalente a 60% dos Estados Unidos, segundo o estudo publicado na revista Science.

Uma série de informes divulgados na revista descrevem as descobertas da sonda Messenger, da agência espacial americana (a Nasa), desde que começou a orbitar Mercúrio, em meados de março.

As fendas que derramaram lava não eram como os vulcões de montanha, que se formam gradualmente ao longo do tempo, como os do Havaí, por exemplo, mas profundos cortes que expulsaram rios de lava incandescente que em alguns lugares fluíam a até dois quilômetros de profundidade.

"Estes enormes respiradores, de até 25 km de comprimento, parecem ser a fonte de enormes volumes de lava muito quente que saíram para a superfície de Mercúrio", disse um dos autores do estudo, James Head, professor de Ciências Geológicas da Universidade Brown, na costa leste dos Estados Unidos.

Os fluxos de lava foram para a superfície, "talhando vales e criando crostas em forma de lágrima no terreno subjacente", disse Head.

"Um destes depósitos é tão enorme que o vulcanismo tem que ser importante em outros lugares", explicou.

Os vulcões contribuíram para a formação dos planetas, inclusive Marte, e ajudam estes corpos celestes a liberar seu calor interno.

Na Terra, erupções vulcânicas similares formaram o terreno ao longo do rio Columbia nos estados de Washington e Oregon, no noroeste dos Estados Unidos, de 12 a 17 milhões de anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).


Messenger


Os cientistas vislumbraram algo na superfície de Mercúrio a partir de um trio de sobrevoos do Messenger.

A sonda foi lançada em 2004 e entrou na órbita de Mercúrio em 18 de março. A sonda Mariner 10 foi a primeira a se aproximar de Mercúrio em 1974 e em 1975 e fazer um mapa de 45% da superfície do planeta.


Fotografia de cratera em Mercúrio mostra abertura na superfície por onde a lava (em laranja) teria sido liberada (Foto: Science/AAAS)


A Nasa espera que a Messenger lance mais luz sobre a composição da superfície de Mercúrio enquanto orbita o planeta a cada 12 horas a uma altura mínima de 200 km. Os instrumentos da sonda Messenger também mostraram que Mercúrio é varrido por ventos solares.


Mercúrio


Mercúrio não tem atmosfera, o que significa que pode chegar a temperaturas de 430ºC, mas também perder todo o calor quando se distancia do Sol, atingindo os -170º C.

O pequeno planeta é o único, além da Terra, que tem um campo magnético ao seu redor, mas Mercúrio não gera o mesmo escudo resistente contra a radiação solar.

"Nossos resultados indicam que a frágil magnetosfera de Mercúrio oferece muito pouca proteção do planeta frente aos ventos solares", disse outro dos autores do estudo, Thomas Zurbuchen, professor da Universidade de Michigan (norte).

Mercúrio, cujo nome provém do deus romano mensageiro, tem muitas crateras que fazem com que sua superfície se assemelhe à lua.

O menor dos oito planetas do Sistema Solar é cerca de um terço do tamanho da Terra, quase tão denso e orbita ao redor do sol aproximadamente a cada 88 dias terrestres.



Fonte: Terra

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nasa diz que superfície de Mercúrio pode conter gelo





Um estudo prévio das primeiras imagens tiradas da superfície de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, parece indicar a existência de gelo, apesar da proximidade com o Sol.

A sonda Messenger, a primeira a orbitar Mercúrio depois de uma viagem de seis anos até chegar a seu destino, enviou um lote inicial com 20 mil imagens para a Terra.

O planeta já foi fotografado anteriormente, mas esta é a primeira vez que as imagens são obtidas com exatidão.

A Messenger também realizou análises da composição química do solo e reuniu dados sobre o campo magnético de Mercúrio.

"É quase um planeta novo. Nunca tivemos este tipo de dado antes", disse o pesquisador-chefe Sean Solomon, do Instituto Carnegie, de Washington.

A coleta indica que há ricos depósitos de enxofre no solo e provavelmente foram os vulcões que desempenharam um papel importante na formação de Mercúrio.

A descoberta faz com que os cientistas repensem as teorias sobre como o planeta se formou e o que aconteceu a ele nos últimos 4 bilhões de anos.

A origem do planeta, especulam os cientistas, pode ter sido com materiais diferentes dos de Vênus, Terra e Marte.


Fonte: Folha.com

quarta-feira, 30 de março de 2011

Nasa divulga 1ª imagem da sonda Messenger na órbita de Mercúrio

A agência espacial americana divulgou a primeira imagem feita pela sonda Messenger do planeta mais próximo do Sol


A agência espacial americana (Nasa) divulgou na terça-feira uma imagem feita pela sonda Messenger após entrar na órbita de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar e também o mais próximo do Sol.

"Esta é a primeira imagem obtida a partir de uma nave espacial em órbita em torno do planeta", explicaram os cientistas em um comunicado.

A primeira fotografia mostra uma paisagem cinzenta, coberta por crateras. Segundo a Nasa, outras 363 imagens foram feitas pela sonda Messenger durante seis horas de observação em torno do planeta.

Os coordenadores da missão disseram que a nave fez uma pausa em seu trabalho de reconhecimento fotográfico apenas o tempo suficiente para transmitir as novas imagens à Terra.

Enviada ao espaço em 2004, a sonda Messenger entrou na órbita de Mercúrio no dia 17 de março de 2011 e deve permanecer na missão por pelo menos um ano.

A fase principal terá início no dia 4 de abril, quando a sonda vai começar o mapeamento de toda a superfície de Mercúrio, um processo que deve resultar em cerca de 75 mil imagens.

Os cientistas acreditam que, ao conhecer Mercúrio mais detalhadamente, será possível compreender melhor como a Terra e os outros planetas do Sistema Solar se formaram.


Fonte: Terra

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pela 1ª vez, sonda da Nasa vai orbitar Mercúrio durante um ano


Considerado um dos planetas mais estranhos e complexos do Sistema Solar pelas suas características peculiares, Mercúrio receberá uma sonda da Nasa que vai orbitá-lo pela primeira vez durante um longo período de tempo. A missão, que será realizada pela Messenger, está prevista para o próximo dia 17.

Houve outras quatro missões para Mercúrio, mas esta é um acontecimento para os cientistas, porque a Messenger pretende entrar na órbita do planeta e lá ficar por pelo menos um ano.

Mercúrio é particular por sua temperatura ir de extremos de frio e de calor. Leva 59 dias terrestres para que gire em seu próprio eixo, o que torna um dia solar equivalente a 176 dias da Terra ou o mesmo que dois anos em termos de calendário de Mercúrio.

Outro ponto é que, apesar de estar perto do Sol, acredita-se que pode armazenar toneladas de gelo em suas crateras escuras já que os seus polos não recebem luz solar.

O design da Messenger também é um capítulo à parte. Partes dela devem derreter quando a sonda estiver passando pelo lado ensolarado de Mercúrio, extremamente quente.

A medida está prevista pelos idealizadores do projeto e será adotada para proteger os equipamentos mais sensíveis da nave sem que coloque em risco seu funcionamento. Depois, o que foi derretido deve ser recongelado ao entrar na zona fria do planeta.

Embora seja um pouco maior do que a Lua, mas a uma distância maior, Mercúrio não é exatamente fácil de ser observado por telescópio. Mas, noticia a Nasa (agência espacial americana), a partir deste domingo ele será visualizado com mais clareza.


Fonte: Folha.com

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sonda da Nasa se aproxima da órbita de Mercúrio

Sonda deve trazer oportunidades inéditas de estudo de Mercúrio


Nas próximas semanas, a sonda Messenger, enviada ao espaço pela Nasa em 2004, deve entrar na órbita de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar e também o mais próximo do Sol.

Como as temperaturas em Mercúrio chegam a 400ºC, um dos maiores desafios para a Nasa foi construir um isolamento térmico capaz de evitar que a sonda derreta ao chegar a seu destino.

"Fizemos uma espécie de sombrinha extremamente fina, como um biscoito. Ela mantém a temperatura exterior a mais de 315ºC, enquanto atrás da barreira, onde estão os equipamentos, ela fica por volta de 20ºC", afirmou à BBC o engenheiro Eric Finnegan, da universidade Johns Hopkins.

O centro de controle, em Washington, está enviando os últimos comandos para reduzir a velocidade da nave.

Qualquer erro nesta fase pode levar a sonda a se despedaçar na superfície de Mercúrio ou a se perder no espaço.

O próximo passo vai ser a ignição dos retrofoguetes para a entrada em órbita. Só então a sonda começará a observar Mercúrio de perto - embora já tenha enviado à Terra fotos nítidas da superfície do planeta.

Cientistas acreditam que, ao conhecer Mercúrio mais a fundo, será possível compreender melhor como a Terra e os outros planetas do sistema solar se formaram.


Fonte: BBC

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nave Messenger transmite imagens da superfície de Mercúrio



A agência especial americana, Nasa, divulgou imagens da superfície de Mercúrio feitas pela nave espacial Messenger em sua mais recente passagem pelo planeta.

Segundo a agência, esta região parece ter experimentado um elevado nível de atividade vulcânica.

A imagem, de cores aprimoradas, foi criada com uma técnica que realça variações sutis de cores vista nos 11 filtros de câmera da nave.

Segundo a agência, as imagens mostram, pela primeira vez, uma visão quase completa da superfície do planeta.

De acordo com os cientistas, na imagem, a área amarela (parte superior) mostra forte atividade vulcânica explosiva.

No centro, a bacia de 29 km de diâmetro tem um interior liso que pode ser o resultado de vulcanismo efusivo. Planícies suaves, que podem ser resultados de episódios anteriores de atividade vulcânica, cobrem grande parte da área.

Segundo um comunicado da instituição, a nave passou menos de 142 milhas acima da superfície rochosa do planeta, que lhe permita entrar em órbita em 2011.

A Messenger tem o objetivo de se tornar a primeira nave espacial a entrar na órbita do planeta. Se isso acontecer, ela deve ajudar os cientistas a compreender a composição da superfície de Mercúrio recolhendo informações sobre o meio ambiente e a geoquímica do planeta.


Fonte: Jornal do Brasil



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Pane de sonda em rasante por Mercúrio prejudica captura de imagens


Nasa/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/Carnegie Institution, Washington


Mas manobra para Messenger entrar em órbita em 2011 foi bem-sucedida. Veja duas das primeiras fotos enviadas pela sonda nesta quarta-feira.

A Nasa divulgou nesta quarta-feira (30) imagens obtidas pela Messenger durante o sobrevoo de Mercúrio , realizado ontem no final da tarde (horário de Brasília).

A sonda fotografou 5% da superfície do planeta que nunca tinha sido visualizada antes. Como mais de 90% já haviam sido mapeados antes do rasante de ontem (três da Mariner 10, em 1974 e 1975, e duas da própria Messenger, ano passado) a conclusão é que a ciência ainda vai ficar sem saber qual é a aparência de quase 5% do corpo celeste que fica mais encostado no Sol.

Nota da coordenação da missão lamenta que uma “perda de sinal inesperada antes do ponto mais próximo de abordagem prejudicou os planos”.

Além de clicar Mercúrio, o objetivo da manobra foi dar impulso à Messenger, de modo que em março de 2011 ela possa finalmente entrar na órbita do planeta.

Uma parte da complicada manobra foi executada em eclipse, explica a nota, quando a nave passou pela sombra de Mercúrio e, sem energia solar, precisou operar com suas baterias internas por 18 minutos.


Foto tirada a 16,2 mil km de Mercúrio. Resolução: 410 metros por pixel (NASA/JHU APL/CI)


Dez minutos depois de entrar no eclipse e quatro minutos antes do ponto mais próximo da superfície do planeta, o sinal da nave foi perdido.


Fonte: G1


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sonda Messenger fotografa Mercúrio nesta terça

Concepção artística da sonda Messenger, que fotografa Mercúrio durante esta terça-feira



Os cientistas da Nasa estão com as atenções voltadas ao planeta Mercúrio, para o qual missão da sonda Messenger vai ao terceiro sobrevoo rasante nesta terça-feira (29), às 18h55 de Brasília, a fim de término de um trabalho composto de 1.500 imagens.

Segundo o jornal norte-americano "The New York Times", a sonda viaja em uma distância de 228 km em relação à superfície de Mercúrio, uma velocidade média superior a 19 mil km/h.

A câmera da sonda vai fotografar uma sucessão de crateras e outras características geológicas observadas pelos cientistas no planeta, a partir de um voo anterior.

"Um voo planetário é muito parecido a uma manhã de Natal para a ciência", disse Sean C. Solomon, líder da pesquisa e cientista do Instituto Carnegie, em Washington. "E sabemos que há presentes debaixo da árvore."

Um dos "presentes" é uma antiga cratera cuja profundidade é 144 km. Há outra mais jovem, de 20 km, que tem uma coloração iluminada em torno.

Uma terceira cratera tem matéria de cores incomuns --moldadas, talvez, a partir de erupções vulcânicas violentas.

A sonda Messenger vai observar os átomos, incluindo cálcio e sódio, que compõem a tênue atmosfera do planeta (os cientistas chegam a compará-la com a cauda de um cometa).

O mais importante objetivo do voo, entretanto, é o uso da gravidade de Mercúrio como freio, descendo a uma velocidade de 9,6 mil km/h. "A manobra é absolutamente crítica para o restante da missão", afirma Solomon.

Lançada em 2004, a Messenger (o nome é uma contração do que, em inglês, significa ambiente espacial, geoquímica e abrangência da superfície de Mercúrio) já percorreu 7,8 bilhões de quilômetros em volta do Sistema Solar.

Ela já passou pela Terra uma vez, duas em Vênus e agora três vezes em Mercúrio. A Messenger usa a força gravitacional dos planetas na espiral que "puxa" em direção ao Sol para entrar em órbita. Em março de 2011, ela entra na órbita de Mercúrio para um ano de observações.


Fonte: Folha Online


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Hemingway, Calvino, Kalil Gibran, viram crateras de Mercúrio


Dezesseis crateras recém-descobertas no planeta Mercúrio receberam nomes oficias da União Astronômica Internacional (IAU).

Seguindo o padrão adotado para esse planeta, as crateras, encontradas pela sonda Messenger, da Nasa, foram batizadas com nomes de artistas e escritores mortos.

Entre os homenageados estão o italiano Italo Calvino, o americano Ernest Hemingway e o libanês Kalil Gibran.

Outros artistas que emprestam os nomes às novas crateras são Zainul Abedin, pintor bengalês; Rigaud Benoit, artista haitiano; Sabri Berkel, pintor turco; Joe Coleman De Graft, escritor e dramaturgo ganês; Andre Derain, pintor francês; Charles A. Eastman, escritor americano; Frances Hodgkins, pintora neozelandesa; María Izquierdo, pintora mexicana; Utagawa Kunisada, impressor de xilogravura japonês; Dorothea Lange, fotógrafa americana; Iwasa Matabei, pintor e ilustrador japonês; Mihály Munkácsy, pintor húngaro; Ngoc Van, pintor vietnamita.

Segundo a equipe da Messenger, alguns dos nomes adotados pela IAU já haviam sido sugeridos pelos cientistas envolvidos nas descobertas, alguns foram sugestões do público e outros já constavam de uma lista de nomes pré-aprovados pela IAU.


Fonte: Estadão

sábado, 2 de maio de 2009

Sonda revela segredos da superfície vulcânica de Mercúrio

Imagem colorizada artificialmente realça detalhes de Mercúrio (Foto: Nasa)


Espaçonave Messenger, da Nasa, fez segundo sobrevoo do planeta. Resultados trazem dados de composição e campo magnético do astro.

O segundo sobrevoo da sonda Messenger, da Nasa, sobre Mercúrio se mostrou revelador para os cientistas. Uma série de resultados sobre essa fase da missão, ocorrida em outubro de 2008, acabam de ser divulgados numa série de artigos no periódico científico americano "Science".

Um dos estudos revela detalhes da interação do campo magnético do pequenino planeta Mercúrio -- o menor do Sistema Solar -- com o campo magnético solar. Como ele é o planeta mais próximo do Sol, essa dinâmica é bastante intensa.

Outros dois estudos revelam detalhes sobre a superfície de Mercúrio -- planeta que só recebeu visita de uma outra sonda antes, a americana Mariner 10, nos anos 1970.

Segundo os resultados obtidos pela equipe da Nasa, a superfície do astro é majoritariamente constituída por material vulcânico -- erupções violentas e constantes que devem ter ocorrido durante longos períodos de tempo.

A Messenger deve fazer mais um sobrevoo de Mercúrio, antes de entrar definitivamente numa órbita ao redor do planeta, quando os cientistas terão acesso a uma quantidade de dados muito maior para decifrar os mistérios do astro.


Fonte: G1

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