sexta-feira, 24 de março de 2017

Arquivos Insólitos 99



O Globo, 07 de Agosto de 1953

Pesquisadores descobrem primeira espécie de rã que brilha no escuro




O estudo de coautoria brasileira identificou a característica que não ocorre em nenhuma das 7600 espécies de anfíbio.
Os herpetólogos argentinos Julian Faivovich e Carlos Taboada, da Universidade de Buenos Aires, queriam estudar um tipo de anfíbio muito específico, com a pele transparente e os ossos azuis, quando fizeram uma descoberta que surpreendeu toda a comunidade científica.


Ao procurar pelas rãs da espécie Hypsiboas punctatus, que ocorrem em toda a América do Sul, Taboada usou luzes ultravioleta para fazer uma melhor leitura no campo e percebeu que, além das características peculiares, o animal também brilhava no escuro — uma característica que não ocorre em nenhuma das 7600 espécies de anfíbio.


“É surpreendente por que, dentro das teorias evolutivas, esta característica teria ficado mais com animais que vivem em água, insetos e, possivelmente, em algumas aves, como mostrou um estudo não finalizado”, explica à GALILEU o químico Norberto Peporine Lopes, da USP, que assinou ao lado dos argentinos o artigo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.


Ao contrário do futebol, a parceria entre Argentina e Brasil na ciência não é novidade. A tarefa de Peporine foi descobrir o composto responsável pelo brilho. Isso porque, ao contrário dos vaga-lumes que são bioluminescentes, as rãs precisam primeiro absorver luz para depois emiti-la.


A questão é: por que estas rãs brilham no escuro? “A primeira hipótese que pensamos logo de cara é que poderia ser uma forma de comunicação”, explica Peporine. Seria uma terceira forma de manter contato com outros seres da espécie, além do canto e da química, através do cheiro.


“O que nós descobrimos é que quando essa substância devolve a luz, ela é emitida em um comprimento de onda que é exatamente no comprimento máximo de absorção do fotorreceptor do olho da rã”, diz Peporine. Ou seja, qualquer rã da mesma espécie vai enxergar o par mesmo estando longe, um dom que só conseguiríamos com a ajuda de luz ultravioleta.


Assim, os pesquisadores mostram que a terceira forma de comunicação da espécie é visual. Peporine usa o caso da reprodução como exemplo: “Quando a rã está num lugar escuro, se orienta pelo som e o cheiro, mas isso não dá a posição correta. Com a fluorescência, ela consegue enxergar exatamente onde está o par, melhorando a interação".


Provavelmente, trata-se de um pulo evolutivo, uma vantagem, já que com isso as rãs conseguem se reproduzir de forma mais efetiva e evitam os predadores, que não possuem a habilidade de enxergá-las.


Peporine comemora as possibilidades de pesquisa que se abrem com a descoberta. “Você pode ter vários usos para essa nova classe, ela precisa ser estudada”, diz. “Cinco minutos antes de você me ligar, eu estava falando com um colega da bioquímica que me perguntou se poderia usar essa substância para ligar em algumas proteína, para monitorar um processo biológico através do fenômeno da emissão da luz. Eu falei: ‘Calma, rapaz, deixa a ficha cair primeiro, precisamos entender.”



Fonte: Galileu

Incrível achado arqueológico foi encontrado durante construção da ponte da Crimeia



Uma surpreendente descoberta arqueológica foi feita durante uma escavação subaquática na baía de Kerch, no lugar onde a ponte da Crimeia está sendo construída.


Os especialistas acreditam que a peça de cerâmica encontrada, uma 'cabeça' masculina, poderia ser o fragmento de uma estátua de uma antiga divindade grega. O achado é considerado único na costa norte do mar Negro, já que peças análogas nunca apareceram anteriormente na região.


Agora serão realizados estudos para determinar a composição da argila do objeto arqueológico. Também será analisado por especialistas em arte grega antiga, com o objetivo de determinar sua função, origem e datação. 


"Acreditamos que a cabeça de terracota vem da Ásia Menor e data do século V antes de Cristo", afirmou Sergei Olkhovsky, chefe da unidade subaquática do Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências. 


A pesquisa arqueológica subaquática na baía de Kerch começou já na etapa de projeto da ponte da Crimeia. Ao longo dos últimos dois anos, as escavações em grande escala realizadas na região levaram a que aparecessem mais de 60.000 peças. Os achados são, em sua maioria, fragmentos de potes de cerâmica criados no Mediterrâneo e da Ásia Menor, entre os séculos V e III a.C.


As explorações arqueológicas na baía de Kerch, estão sendo realizadas manualmente para reduzir o risco de danos aos achados mais antigos, valiosos e frágeis. Só depois de concluir as escavações arqueológicas será autorizada a construção e instalação das partes da ponte da Crimeia.





Fonte: Sputnik

Descobertas arqueológicas lançam luz sobre vida na época de Jesus






Dezenas de objetos que datam do século I, apresentados no domingo pela Autoridade de Antiguidades de Israel, permitem que os historiadores compreendam melhor a vida na época de Jesus Cristo, segundo um responsável.


Entre as dezenas de objetos descobertos recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, segundo a tradição, e apresentados neste domingo, figuram vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossários com inscrições em hebraico e pregos das crucificações.


"Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários", explicou a AFP Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da Autoridade de Antiguidades.


"Nestes últimos 20 anos avançamos na compreensão do modo de vida de Jesus e de seus contemporâneos", indicou. "A cada semana são descobertos novos elementos que permitem conhecer melhor este período".


"Encontramos em alguns ossários nomes de personalidades conhecidas graças aos textos desta época", declarou o professor Avni.


A Autoridade conserva mais de um milhão de objetos descobertos em escavações e todos os anos recebe mais de 40.000 novos provenientes de 300 lugares, segundo Avni.


"O essencial para nós é poder compreender muito especificamente o modo de vida da época de Jesus, do nascimento até a morte", explicou o arqueólogo.


A Autoridade de Antiguidades também apresentou neste domingo moedas da época bizantina descobertas há pouco tempo durante escavações nos vestígios de um edifício utilizado pelos peregrinos cristãos, perto de Jerusalém.


Estas moedas que datam dos séculos IV e VII foram encontradas em uma parede, como se seu proprietário tivesse tentado escondê-las, segundo a arqueóloga Annette Landes-Nagar.


"Esta descoberta constitui uma prova da invasão persa no fim do período bizantino, que levou ao abandono deste local cristão", explica.




Fonte: Yahoo!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Provas de canibalismo descobertas na Península Ibérica









Estudo da autoria da Universidade de Valência prova a existências de práticas antropofágicas.

Um estudo arqueológico publicado este mês no Journal of Anthropological Archaeology apresenta provas de que os habitantes da Península Ibérica recorreram ao canibalismo durante o período Mesolítico, há cerca de dez mil anos.


As conclusões, da autoria da Universidade de Valência, partem de vestígios encontrados em escavações nas Grutas de Santa Maira, no sul de Espanha.

O artigo descreve ossadas humanas com marcas que indiciam a existência de práticas antropofágicas, ou seja, de canibalismo. Foram provados, pelo menos, dois casos diferentes, embora se equacione também alguma espécie de ritual funerário.

De acordo com o artigo, há a possibilidade de serem encontrados mais casos no local.




Estudo propõe reorganização radical de árvore genealógica dos dinossauros

Dinossauro brasileiro Pampadromaeus barberenai


Um estudo revolucionário publicado na quarta-feira ameaça derrubar a teoria predominante há 130 anos sobre a história evolutiva dos dinossauros, propondo uma reorganização radical de sua árvore genealógica.


Segundo a primeira e mais importante divisão feita no tronco de uma intrincada árvore genealógica, os dinossauros são classificados em dois grupos - os com quadril de lagarto e os com quadril de pássaro.


"Nosso estudo anula 130 anos de dogma", disse o coautor da pesquisa, Paul Barrett, do Museu de História Natural.


Uma nova árvore evolutiva dos dinossauros, publicada na revista Nature, propõe dois novos grupos de base, nos quais os lagartos e pássaros estão misturados.


Ela também sugere que os dinossauros surgiram cerca de 247 milhões de anos atrás - 10 milhões de anos antes do que se pensava - e no hemisfério norte, em vez do sul.


Barrett e sua equipe examinaram uma grande amostra de características de fósseis de dinossauros primitivos para aprender mais sobre o antepassado original e comum e seus primeiros ramos.


O primeiro dinossauro, concluíram, foi provavelmente um onívoro pequeno que andava sobre as patas traseiras e tinha mãos agarradas. Esses aspectos têm sido objeto de muito debate científico.


Mas a descoberta mais controversa diz respeito ao que aconteceu em seguida.


Os dinossauros se dividiram em dois grupos principais, mas muito diferentes dos conhecidos até agora, disse a equipe.



Conclusões "revolucionárias"


Desde a era vitoriana, os dinossauros foram divididos em duas categorias: os com quadril de pássaro (Ornitísquios) e os com quadril de réptil (Saurísquios).


Os Sauríquios foram subdivididos em dois grupos: os carnívoros bípedes chamados de terópodes, que incluíam o Tiranossauro Rex e o Velociraptor; e os grandes saurópodes de pescoço longo, como o Brontossauro.


"Nossa análise sugere que animais como o T. rex eram na verdade mais estreitamente relacionados com os Estegossauros" - dinossauros considerados descendentes dos Ornitísquios.


Sob a nova classificação, os dinossauros com quadril de ave como o Tricerátopo, de três chifres, e o Estegossauros, que tinham "armaduras" ósseas nas costas, não constituem mais uma das duas categorias basais.


Em vez disso, eles foram subdivididos em uma categoria completamente nova, chamada Ornithoscelida, junto com terópodes que foram retirados do grupo dos Saurísquios (os com quadris de réptil).


"Nós retiramos os terópodes, mas o velho Saurísquio continua" como uma das duas categorias fundamentais, disse à AFP o autor principal do estudo, Matthew Baron, da Universidade de Cambridge.


A nova categoria Ornithoscelida, ele propôs, pode ser descrita como "membros de pássaro". Seus integrantes compartilham membros posteriores e características do crânio comuns.


"Propomos que a árvore genealógica dos dinossauros na verdade parece muito diferente da versão que foi aceita pelos cientistas nos últimos 130 anos", disse Baron.


Pela primeira vez, os ancestrais dos pássaros modernos, os terópodes de quadril de réptil, são agrupados com os dinossauros com quadril de pássaro em uma única categoria.


Se as conclusões estiverem corretas, disse o colega de Baron, David Norman, "todos os principais livros que cobrem o tema da evolução dos vertebrados precisarão ser reescritos".


Em um comentário sobre o estudo, também publicado pela Nature, Kevin Padian, da Universidade da Califórnia, descreveu as conclusões como "revolucionárias".


"Será interessante ver como os paleontólogos recebem essa reavaliação original e provocativa das origens e relações dos dinossauros", escreveu.


Baron disse que aguarda ansiosamente o debate.


"Esperamos que as pessoas no nosso campo testem e voltem a testar nossa hipótese e procurem novos espécimes e novos dados que podem provar ou refutar o que estamos propondo", disse Baron por e-mail.


"Esta não é, de modo algum, a última palavra sobre o assunto".




Fonte: Yahoo!

Suposto Lobisomem é visto em Lebon Régis, SC

 Fonte/Autor: Rádio Caçanjurê com informações Lebon Régis OnlineFoto: Lebon Régis Online
 Foto foi tirada no início da madrugada de terça-feira.


Um suposto Lobisomem foi visto no início da madrugada de terça-feira, 21, por volta de meia noite, próximo ao Bar do Cali, em Lebon Régis, no Bairro Santa Terezinha. 


Segundo informação de um morador da rua, que fotografou o suposto lobisomem, contou que um barulho de uivado, "atiçou" os cachorros da região.


"O latido dos cachorros, misturado com o uivado era ensurdecedor", conta. Ele ainda diz que conseguiu fazer uma foto pela janela da sua casa. 


"Abri a cortina e visualizei o bicho, então peguei o celular e tirei uma foto, que mesmo não ficando nítida da pra visualizar o suposto lobisomem", diz.


"Se era ou não, eu não posso afirmar, mas que era estranho e assustador, isso não tenho duvidas, ainda mais em época de Quaresma", finaliza.




Arqueólogos encontram estátua de alabastro da avó de Tutancâmon



Uma missão arqueológica euro-egípcia encontrou em Luxor, no sul do Egito, uma estátua de alabastro da rainha Tiye, esposa do faraó Amenhotep III, e avó do faraó menino, Tutancâmon. 


A estátua da rainha foi qualificada pelo ministro de Antiguidades egípcio, Khaled al Anani, como "grande, formosa e única", segundo um comunicado ministerial. 


A obra foi achada em um templo funerário de Amenhotep III na região de Kom al Hitan, situada na margem oeste do rio Nilo em sua passagem por Luxor. 


Essa estátua está esculpida na parte inferior da perna direita de uma estátua de dimensões colossais de seu marido, que foi o nono governante da XVIII dinastia faraônica e cujo reinado se prolongou durante 38 anos. 


Segundo Al Anani, é a primeira vez que se descobre uma estátua de alabastro da rainha Tiye no interior do templo funerário de seu marido, já que as demais reproduções encontradas são de rocha. 


A arqueóloga armênia Hourig Sourouzian, chefe da missão, explicou que a descoberta da escultura ocorreu de maneira "fortuita", quando se levantava a parte inferior do colosso de Amenhotep III. 


Sourouzian destacou o bom estado de conservação da obra e ressaltou que ainda conserva as antigos cores com as quais foi pintada. Neste sentido, indicou que a escultura necessitará de um delicado trabalho de consolidação e de restauração.




Fonte: Terra

Geólogos tentam entender fenômeno que jorra água e vapor quentes no CE


 
 
Nas redes sociais, fenômeno é chamado de 'minivulcão de Maranguape'. Equipe de geólogos vai visitar local para analisar o fenômeno nesta quinta.
 
 
Uma fonte de água fervente na Serra de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, chamou atenção dos moradores e autoridades. A causa do fenômeno ainda é desconhecida, mas já ficou conhecido nas redes sociais como o "minivulcão de Maranguape". Uma equipe de geólogos vai estudar o caso nesta quinta-feira (23).
 
 
De acordo com Sílvio Nunes, coordenador da Defesa Civil em Maranguape, foi constatada a existência de uma fonte jorrando água com temperatura elevada, fumaça e "odor alterado". Ainda não há informações se a água e fumaça exaladas são nocivas ou inócuas.


No vídeo que viralizou nas redes sociais, as pessoas especulam que o calor da vapor "é suficiente para cozinhar o ovo".


Na tarde desta quinta, geólogos da Universidade Federal do Ceará vão visitar a região, em um sítio da Fundação Mata Atlântica, uma área de proteção ambiental, para identificar o fenômeno.


"Por enquanto, é difícil até especular do que se trata, porque apenas vimos alguns vídeos do caso. Se é um fenômeno natural ou antrópico [causados por intervenções humanas], só saberemos depois das análises no local", explica o professor de geologia Afonso Almeida, que fará parte da expedição de análise do "minivulcão".


video


 
 
 
Fonte: G1

Misteriosas linhas geométricas aparecem na superfície de lago congelado na Islândia




As linhas inexplicáveis, que se estendem por mais de dois mil metros na superfície do lago congelado, foram notadas pelos habitantes locais, provocando inúmeras teorias quanto à sua origem, informa o portal Lonely Planet.


As marcas estranhas no lago Thingvallavatn, no Parque Nacional de Thingvellir, foram publicadas na página do Facebook do parque. Foi informado que o fenômeno nunca fora visto na zona antes.

Na sequência da publicação, os fãs do paranormal começaram a especular sobre atividade alienígena, monstros desconhecidos e teorias da conspiração. No entanto, especialistas ofereceram uma explicação científica.

Segundo eles, as marcas são resultado de um fenômeno extremamente raro chamado "rafting dos dedos” que ocorre quando duas finas camadas de gelo que flutuam na água colidem e se empurram alternadamente.

O fenômeno ocorre apenas quando ambas as camadas de gelo têm aproximadamente a mesma espessura.




Fonte: Sputnik
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...