quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CIA libera 13 milhões de documentos secretos que incluem relatos sobre ovnis e experiências psíquicas









A CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, liberou para o acesso público cerca de 13 milhões de documentos secretos.

Os documentos foram liberados na internet nesta quarta-feira depois de muita pressão de defensores das leis de liberdade de informação e de um processo contra a agência.

Entre os documentos estão comunicados internos, pesquisas, relatos de avistamentos de óvnis e até mesmo experiências psíquicas.

Trata-se de quase 800 mil arquivos, que totalizam 13 milhões de páginas - eles podem ser acessados aqui.
Entre os documentos estão registros de Henry Kissinger, secretário de Estado americano durante os mandatos dos presidentes Richard Nixon e Gerald Ford, além de centenas de milhares de páginas de análises de informações secretas e pesquisas científicas.

Stargate

 

Entre os registros considerados mais "exóticos" estão os documentos do chamado programa Stargate, que analisava poderes psíquicos e percepções extrassensoriais.

Nesses documentos estão incluídos os testes feitos para analisar as habilidades psíquicas de Uri Geller em 1973, quando ele já era famoso por apresentações demonstrando seus "poderes".

Os memorandos detalham como Geller conseguiu reproduzir em parte figuras que foram desenhadas por outras pessoas em uma sala separada de onde ele estava.

Ele reproduziu os desenhos com graus variáveis de precisão - em algumas vezes, replicando o que estava sendo criado por outras pessoas.


Isso levou os pesquisadores a escrever que Geller "demonstrou sua habilidade perceptiva paranormal de uma forma convincente e sem ambiguidade".

Os documentos também incluem uma série de relatos de avistamento de discos voadores e os recibos de compra de tinta invisível.

Acesso difícil

 

Boa parte das informações liberadas já podia ser acessada pelo público desde o meio da década de 1990, mas de uma forma muito difícil.

Os documentos só estavam disponíveis a partir de computadores localizados nos fundos de uma biblioteca nos Arquivos Nacionais, em Maryland. E a consulta só podia entre as 9h e as 16h30.

O grupo sem fins lucrativos MuckRock, defensor da liberdade de informação, processou a CIA para obrigar o serviço secreto a disponibilizar a coleção de documentos online, um procedimento que demorou mais de dois anos.

Ao mesmo tempo, o jornalista Mike Best usou outra estratégia para pressionar a agência.

Por meio de crowdfunding ("vaquinha virtual"), Best conseguiu US$ 15 mil (mais de R$ 48 mil) para visitar o local, imprimir esses arquivos e então divulgá-los para o público, um por um.

Em sua página de crowdfunding, Best explica que o orçamento para o projeto foi relativamente pequeno porque a "CIA está reembolsando os Arquivos Nacionais pelo custo do papel e da tinta - a impressão dos documentos é de graça".

"Ao escanear e imprimir os arquivos às custas da CIA, consegui começar a torná-los disponíveis para o público e dar à agência um incentivo financeiro para simplesmente colocar o banco de dados online", escreveu o jornalista em um blog.





Fonte: BBC

Jacaré enorme é chamado de dinossauro após aparecer em reserva



 
 
Gigante apareceu em um campo e não se importou nem um pouco com os humanos que faziam vídeos e passou de um pântano a outro.
 
 
Um vídeo que mostra um enorme jacaré publicado na rede social Facebook neste domingo fez muita gente brincar: "E pensávamos que os dinossauros estavam extintos!" O gigante surgiu em um campo em uma reserva no condado de Polk, na Florida, Estados Unidos e atraiu todos os olhares. Apesar disso, não se importou nem um pouco com a presença dos humanos, que faziam vídeos e fotos, e lentamente passou de um pântano a outro.
 
 
Segundo Kim Joiner, que gravou o animal e compartilhou as imagens, ele deve ter cerca de quatro metros. Ela contou às emissoras locais que a experiência foi marcante e "emocionante de ver". "É a natureza no seu melhor", publicou ele no Facebook.
 
 
 
 
Fonte: O Dia

Cientistas reconstroem pela primeira vez o rosto de um homem que viveu há 9.500 anos

Reconstrução facial baseada nos restos encontrados dentro do Crânio de Jericó.
Usando um crânio impresso em 3D e o modelo de uma mandíbula inferior masculina de outro sítio arqueológico do Neolítico localizado próximo a Jericó, os especialistas forenses da RN-DS Partnership foram capazes de reconstruir a musculatura facial, usando a reconstrução digital dos restos do interior do ‘Crânio de Jericó’, criando as bochechas, orelhas e lábios de gesso até chegar ao crânio original de mais de 9 mil anos de idade.


Graças ao trabalho minucioso dos cientistas, o Crânio de Jericó, um dos objetos mais importantes do Museu Britânico, mostrou o rosto de um homem cujos restos foram decorados e venerados em rituais antigos há 9.500 anos.


O Crânio de Jericó é o objeto mais antigo do museu, e até pouco tempo atrás, o mais enigmático: um crânio humano incompleto, coberto de gesso deteriorado, com duas conchas nos buracos dos olhos que observam o exterior.


Agora, graças às imagens digitais, à impressão 3D e às técnicas de reconstrução forense, os especialistas recriaram o rosto da pessoa dona do Crânio de Jericó. Trata-se de um homem de pouco mais de 40 anos, com o nariz quebrado.


Uma descoberta sem precedentes


O Crânio de Jericó é um dos sete crânios engessados e ornamentados do Neolítico encontrados pela arqueóloga Kathleen Kenyon, em 1953, no sítio arqueológico de Tell es-Sultan, próximo à cidade moderna de Jericó. A descoberta arqueológica, que deu a Kenyon fama internacional, foi publicada pela primeira vez na National Geographic em dezembro daquele mesmo ano.


“Com a emoção da descoberta nos demos conta de que estávamos vendo o retrato de um homem que viveu e morreu há mais de 7 mil anos,” escreveu Kenyon, descrevendo aos leitores da Geographic o momento em que encontrou o primeiro crânio. “Nenhum arqueólogo havia imaginado que esta obra de arte poderia existir.”


Embora apresentem alguns detalhes diferentes entre si, os sete crânios haviam sido preenchidos com areia para sustentar os ossos mais delicados antes de aplicar o gesso úmido para acentuar os traços faciais individuais, como orelhas, bochechas e nariz. Foram utilizadas pequenas conchas para representar os olhos, e ainda havia restos de pintura em alguns dos crânios.


Desde a descoberta de Kenyon, foram encontrados mais de 50 crânios como este em sítios arqueológicos do Neolítico localizados entre o Oriente Médio e a Turquia. Embora os pesquisadores pareçam concordar que estes objetos representam uma forma primitiva de adoração aos antepassados, sabe-se muito pouco a respeito de quem foi escolhido, há milhares de anos, para ser imortalizado em gesso.


Outros crânios engessados do Neolítico também foram analisados, mas os restos do Crânio de Jericó foram os primeiros impressos em 3D e reconstruídos pelos especialistas.


Separando o gesso do osso 


O Crânio de Jericó chegou ao Museu Britânico de Londres em 1954, e o restante dos crânios do Neolítico de Kenyon foram enviados a museus de todo o mundo para que fossem estudados. No entanto, as tentativas para obter mais informações sobre estes objetos foram em vão.


O passar dos anos apagou muitos detalhes físicos da cobertura de gesso, e os scanners convencionais de raios X não conseguiram diferenciar o osso e o gesso, devido a sua densidade similar. O resultado era “uma mancha branca em uma chapa de raios X,” explica Alexandra Fletcher, responsável pela conservação do Antigo Oriente na Fundação Raymond e Beverly Sackler, e líder do projeto de reconstrução para o Museu Britânico.


Foi em 2009 quando, pela primeira vez, os pesquisadores conseguiram ver os restos humanos sob o gesso, quando o Crânio de Jericó passou por uma tomografia computadorizada. O scanner mostrou um crânio adulto (do qual a mandíbula inferior havia sido removida), que muito provavelmente pertencia a um homem. Ele tinha o septo nasal quebrado e lhe faltavam os molares da parte posterior. 


O crânio havia sido perfurado na parte traseira para que pudesse ser preenchido com o gesso, e os scanners revelaram inclusive impressões digitais, de 9.500 anos de idade, do responsável por fechar o buraco com argila fina.


O retrato mais antigo do Museu Britânico ganhou um novo rosto.


Em 2016 o Museu Britânico criou um modelo 3D do crânio, usando os dados da tomografia, o que lhes permitiu aprender mais sobre o homem do Neolítico dono do Crânio de Jericó. Por exemplo, enquanto os scanners sugeriam que ele poderia ter o nariz quebrado, o modelo 3D mostrou a gravidade dos danos.


A equipe de Fletcher decidiu ir mais além, e criou um modelo do crânio usando uma impressora 3D. Em seguida, eles contrataram a equipe da RN-DS Partnership, uma empresa especializada em reconstrução facial forense.


Usando o crânio que havia sido impresso e o modelo de uma mandíbula inferior masculina de outro sítio arqueológico do Neolítico localizado próximo a Jericó, os especialistas forenses foram capazes de reconstruir a musculatura facial usando a reconstrução digital dos restos do interior do Crânio de Jericó, criando as bochechas, orelhas e lábios de gesso, até chegar ao crânio original de mais de 9 mil anos de idade.


“É como se tivéssemos revertido o processo realizado no Neolítico,” explica Fletcher, orgulhosa por finalmente ter dado um rosto ao retrato mais antigo do Museu Britânico.




Fonte: Yahoo!

Descoberta arma única de 2.300 anos na China

 



A descoberta supostamente data do período dos Estados Combatentes, que durou de 475 ano a.C. até 221 ano d.C.
 
Arqueólogos chineses descobriram uma espada com 2.300 anos. Em uma das sepulturas na província chinesa de Henan foi descoberta a espada perfeitamente conservada.

A respectiva informação foi divulgada na segunda-feira (2) pela Rádio Internacional da China (CRI). Foi também especificado que a descoberta única foi feita em uma sepultura antiga na cidade de Xinyang.



Fonte: Sputnik

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Arquivos Insólitos 96


O Globo, 09 de Junho de 1991

Humanos viveram nas grandes altitudes do Tibete muito antes que se pensava

 Rochas do planalto do Tibete




 Chusang


Uma nova análise de um sítio arqueológico nas altas montanhas do Tibete sugere que os primeiros moradores da região podem ter acampado no local cerca de 4 mil anos antes do se pensava. Novos estudos sugerem que ele foi habitado entre 7.400 mil e 12 mil anos.


Os primeiros seres humanos que se aventuraram a chegar ao planalto tibetano enfrentaram temperaturas congelantes e pouco oxigênio. O Tibete está localizado em uma região a 4,5 mil metros acima do nível do mar, o ponto mais elevado do planeta, por isso recebeu o apelido de "teto do mundo". O país abriga o monte Everest, com 8.850 metros de altura.


Análises anteriores estimaram que as primeiras pessoas que habitaram o local chegaram entre 3.600 anos e 5.200 anos, quando já existia agricultura. 


O estudo pode ajudar a entender a partir de quando a população do Tibete começou a se adaptar fisicamente para viver com baixos níveis de oxigênio sem problemas.


A grandes alturas

 

Ao deixar a África, os humanos efetivamente se espalharam pela maior parte da Terra, mas o momento de sua chegada nas mais altas escalas do Himalaia ainda não foi totalmente esclarecido.


Um dos melhores locais preservados para estudo é Chusang, uma vila situada no planalto central mais de 4.000 metros acima do nível do mar.


O local, descoberto em 1998, apresenta marcas de mãos humanas e pegadas ao longo da superfície de um travertino (rocha calcária) fóssil.


Na tentativa de chegar a uma data mais aproximada da época em que a aldeia foi habitada, os cientistas usaram três técnicas diferentes, examinando as plantas microscópicas no local, cristais e analisando a concentração de elementos químicos do ambiente.


De acordo com a pesquisa, divulgada pela revista Science, o novo intervalo estimado para assentamento em Chusang, entre 7.400 e 12.700 mil anos, está mais de acordo com os resultados de alguns estudos genéticos.


Além disso, eles destacam que as viagens a esse acampamento deveriam ser ainda mais difíceis, levavam muitos dias e por conta do clima, o caminho poderia ficar intransitável a maior parte do ano. Isso corrobora a ideia de que se trata de um local ocupado permanentemente.



Fonte: UOL

Arqueólogos suecos descobrem 12 cemitérios antigos no Egito






Arqueólogos suecos descobriram uma dúzia de cemitérios antigos perto da cidade de Aswan, sul do Egito, que datam de quase 3.500 anos e remetem à época do Novo Império, informou na quarta-feira o Ministério de Antiguidades. 


Restos humanos e animais foram descobertos nos cemitérios, descobertos na cadeia de montanhas Gabal al-Silsila, a 65 quilômetros ao norte de Aswan. Os locais teriam sido usados durante os reinados dos faraós Tutmés III e Amenhotep II.


Espera-se que os cemitérios ajudem historiadores a compreender melhor a saúde do Egito antigo e a impulsionar a indústria de turismo local, que tem sofrido em meio a tumultos políticos e ataques de militantes desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em 2011.


Alguns dos cemitérios eram destinados para animais e continham uma ou duas câmaras tanto com caixões de pedra quanto de barro, ou feitos de cartonagem, disse em comunicado Mahmoud Afify, chefe do ministério. Totens e escorpiões também foram encontrados.


A expedição da Universidade de Lund, na Suécia, começou em 2012. Ela descobriu os restos de um antigo templo também em Gabal al-Silsila.


Exames iniciais revelaram diversos cadáveres completos, assim como evidências de desnutrição e ossos fraturados resultado de trabalho pesado, segundo o ministério.




Fonte: Yahoo!

Frio e escuridão podem ter extinguido os dinossauros, indica estudo



Embora existam estudos que defendam que os dinossauros sofreram um declínio gradual, a maior parte dos cientistas acreditam que eles se extinguiram devido ao impacto de um grande asteroide sobre a Terra há 66 milhões de anos. Para ajudar a esclarecer essa discussão, especialistas em eventos climáticos reconstruíram o que teria acontecido no planeta após o impacto. 


Para investigar o fenômeno, pesquisadores do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático utilizaram pela primeira vez um tipo específico de simulação computacional. O modelo foi baseado em pesquisas que mostram que os gases sulfurosos que evaporaram do violento impacto de asteroides na superfície da Terra foram o principal fator para bloquear a luz solar e esfriar o planeta. 


As simulações mostram que gotículas de ácido sulfúrico formadas na parte superior da atmosfera após o impacto do asteroide bloquearam a luz solar por vários anos, provocando a morte das plantas e um resfriamento duradouro, um provável fator importante para a morte de dinossauros terrestres.


De acordo com a pesquisa, publicada na revista Geophysical Research Letters, nos trópicos, a temperatura média anual caiu de 27°C para 5°C. 


A circulação oceânica também teria sido afetada. As águas superficiais esfriaram, ficando mais densas e, portanto, mais pesadas. Enquanto essas massas de água mais frias afundavam nas profundezas, a água mais quente das camadas oceânicas subiu para a superfície, levando nutrientes que provavelmente levaram a florescimento maciço de algas. 


O resfriamento também abalou os ecossistemas marinhos, o que teria contribuído para a extinção de espécies nos oceanos, como as amonites (moluscos que surgiram há cerca de 400 milhões de anos, e foram extintos junto com os dinossauros). Segundo o estudo, o clima levou cerca de 30 anos para se recuperar. 


Para os cientistas, a pesquisa mostra como extinções em massa mostram que a vida na Terra é vulnerável e como o clima é importante para todas as formas de vida do planeta. Os especialistas ressaltam que atualmente a ameaça mais imediata não é a do resfriamento natural, mas do aquecimento global causado pelo homem. 


De acordo com os especialistas do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático, responsáveis pelo estudo, esses dados podem ajudar na determinação da causa real da morte dos dinossauros no final da era do Cretáceo. 
 
 
 
 
Fonte: UOL

Espécie rara de serpente é descoberta em Estação Ecológica no Acre


Espécie de serpente rara foi achada pela primeira vez na Estação Ecológica Rio Acre, em Assis Brasil (Foto: Marco Freitas/Arquivo Pessoal)
 
 
Animal vive entre folhas secas que caem no chão da floresta, diz pesquisador. Serpente foi achada em fevereiro de 2016 e ICMBio divulgou na sexta (13).
 
 
Uma rara serpente de cor preta, cabeça branca e com cerca de 40 a 50 centímetros foi descoberta na Estação Ecológica Rio Acre, a 70 quilômetros de Assis Brasil, interior do estado. O animal foi achado por pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Apesar da descoberta ter ocorrido em fevereiro de 2016, ela foi divulgada apenas na sexta-feira (13).


Essa foi a primeira vez que a espécie, de nome científico Ninia hudsoni, foi encontrada em solo acreano e a sétima vez no país, segundo o ICMBio. De acordo com o analista ambiental Marco Antônio Freitas, um dos pesquisadores da equipe, a serpente é um animal noturno e terrestre que vive entre as folhas secas que caem no chão da floresta.


"É uma serpente rara por natureza, pouco conhecida pela ciência e não é ameaçada de extinção. Inteiramente negra no dorso, com a cabeça e barriga branca. As escamas são acarenadas, que dá o aspecto áspero ao toque. É completamente inofensiva, não morde, não tem peçonha e se alimenta de pequenos animais que vivem no folhedo da floresta", detalhou o pesquisador e especialista em répteis e anfíbios.


A pesquisa teve início em abril de 2015 e, segundo o pesquisador, inicialmente foram 22 dias de campo e em fevereiro de 2016 foram mais 15 dias no local. Em seguida, vieram as análises em laboratório. A descoberta foi transformada em um artigo científico que foi publicado no final do ano passado.


"Ela foi coletada e fixada com a devida licença do próprio órgão. Está tombada na coleção científica da Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde sou estudante e doutorado. A gente tem que ter um animal tombado do registro, quando ele é raro ou quando precisa fazer um inventário, como foi o caso", explicou Freitas.


Estação Ecológica Rio Acre

 
A unidade de conservação Estação Ecológica Rio Acre fica, de acordo com o pesquisador, a 35 quilômetros de uma aldeia indígena. Em linha reta, o local fica a cerca de 70 quilômetros da cidade de Assis Brasil, distante 342 quilômetros da capital acreana, Rio Branco.


Dependendo da situação do rio, se estiver cheio ou seco, a viagem até a Estação Ecológica, que tem 77 mil hectares, pode levar até uma semana. Ao menos 110 espécieis de anfíbios e répteis foram achadas na unidade de conservação, além de mais de 400 espécieis de aves e 28 espécieis de roedores e marsupiais.


"A Estação Ecológica Rio Acre é uma das regiões mais isoladas do planeta. É uma região muito pouco conhecida, faz fronteira direta com o Peru e é uma região importante, porque está sendo utilizada como refúgio dos índios isolados da Amazônia. Então, toda e qualquer pesquisa é de extrema importância para o conhecimento da biota local, seja de fauna ou flora", finalizou Freitas.

 
 
 
Fonte: G1

O mistério dos corpos de mais de 2 mil anos achados em pântanos da Dinamarca

O Homem de Tollund foi enforcado e depositado na lama há 2.400 anos, mas de tão preservado apresenta até com vestígios de barba de bigode





A linha férrea entre a alemã Hamburgo e Copenhague, capital da Dinamarca, tem uma paisagem repleta de brejos. E a exemplo do que vem acontecendo em outras localidades do norte europeu, da Irlanda à Polônia, esses pântanos têm se revelado misteriosas tumbas.


Corpos de 2 mil anos de idade vêm sendo descobertos, e muitos arqueólogos acreditam que se tratam de vítimas de sacrifícios religiosos da Idade do Ferro (período iniciado em 1.200 a.C. em regiões da Ásia e da Europa), mortas e delicadamente depositadas nos pântanos como uma oferenda aos deuses.


Outros acadêmicos, porém, especulam que podem ser criminosos, imigrantes ou viajantes.


A Dinamarca tem uma das maiores concentrações de brejos - e de corpos encontrados - do mundo. Boa parte está perfeitamente preservada por causa de ácidos produzidos pelo musgo que é tão presente nesse ecossistema.


Muitos corpos foram acidentalmente descobertos por coletores de turfa, substância gerada pela decomposição de vegetais de áreas alagadas que os dinamarqueses ainda usavam como combustível entre 1800 e 1960.


Autópsias modernas revelaram que quase todas as vítimas - homens ou mulheres - sofreram mortes violentas. Algumas tinham marcas de forca ou cordas ao redor dos pescoços. Outras, as gargantas cortadas.


Pouco se sabe sobre a Dinamarca na Idade do Ferro, já que, por exemplo, não havia uma língua escrita local e poucos documentos escritos por gregos e romanos sobreviveram. Podemos apenas especular sobre o que aconteceu.


Mas há um detalhe importante: nessa época, a maioria das pessoas era cremada. Sendo assim, por que os chamados "corpos do pântano" tiveram um destino diferente? Foi o que quis descobrir.


Choque

 

Minha primeira parada foi Vejle, uma cidade de 100 mil habitantes a 240 km de Copenhague.


Lá, encontrei Mads Ravn arqueólogo-chefe do Vejle Museum, que tem uma fascinante coleção de artefatos, incluindo moedas romanas e broches com a suástica, símbolo que existiu milhares de anos antes dos nazistas.


Todos encontrados em pântanos e considerados oferendas a deuses, possivelmente da Idade do Ferro. Em um sarcófago de vidro disposto em um salão escuro nos fundos do museu está o corpo da Mulher Haraldskaer, que tem uma expressão de choque em sua face.


Seu rosto não era tão pacífico como o de outros "corpos do pântano" que tinha visto em livros. Era algo estranho, que me fez sentir que estava invadindo sua privacidade.


"Quando ela foi descoberta por extrativistas, em 1835, pensaram que era a rainha viking Gunhildd, que, de acordo com lendas nórdicas, teria sido afogada pelo marido, Harald Bluetooth", explica Ravn.


"Mas isso não é verdade, pois testes de carbono mostraram que ela tem cerca 2,2 mil anos de idade".


A Mulher Haraldskaer foi encontrada nua, ao lado de um manto, e tinha sido presa ao fundo por galhos de árvores possivelmente depois de morta.


Sulcos em seu pescoço sugerem estrangulamento, e análises forenses adicionais revelaram o conteúdo de seu estômago na hora da morte, incluindo milho-painço e amoras - uma refeição estranha em uma sociedade orientada para o consumo de carne.


"Estamos fazendo análises de isótopos em seu cabelo e trabalhando com uma nova técnica de DNA que extrai material de seu ouvido interno para descobrirmos mais sobre ela", conta o arqueólogo.


Mágico e sobrenatural

 

Ravn e eu dirigimos 10 km para o oeste até o Pântano Haraldskaer, onde a mulher foi descoberta.


Assim como os pântanos que vi do trem, estava coberto por algas verdes brilhantes e cercado por uma camada densa de árvores com cogumelos roxos. Há algo mágico e até sobrenatural, e é fácil ver o porquê de terem sido escolhidos como locais de sacrifício, e porque ainda exercem magnetismo nos dias de hoje.


A próxima parada era Aarhus, a segunda maior cidade dinamarquesa, para visitar o Moesgaard Museum, que abriga uma das melhores coleções sobre a Idade do Ferro na Europa.


A estrela da companhia aqui é o Homem de Grabaulle. Encontrado em 1952, esse corpo extremamente bem preservado encontra-se em posição deitada, pés e pele praticamente intactos, bem como a face, que tem uma expressão serena.


"Assim como a maioria dos corpos encontrados em pântanos, seu cabelo e pele ficaram avermelhados por causa de um processo químico conhecido como reação de Maillard", explica Pauline Asingh, diretora de exibições do museu. "Ele é realmente um homem bonito."


Mas o olhar tranquilo do Homem de Grabaulle contrasta com a evidência de seu fim violento.


"Ele foi forçado a se ajoelhar, e sua garganta foi cortada de orelha a orelha por alguém de pé por trás dele. Mas ele foi colocado com delicadeza no pântano. Pode parecer violento para nós, mas sacrifícios eram uma parte importante da vida cultural desse período", diz Asingh.


O museu também tem em seu acervo evidências de que os sacrifícios não eram limitados a humanos: em 2015, 13 cães do ano 250 a.C. foram encontrados no Pântano de Skodstrup, perto de Aarhus.


A parada final foi Silkeborg, a 44km a oeste de Aarhus.


O Museum Silkeborg exibe "corpos do pântano" e um deles é considerado um dos mais bem-preservados espécimes do mundo. O Homem de Tollund, de cerca de 2,4 mil anos de idade, está tão bem conservado que autoridades dinamarquesas pensaram que ele era um menino desaparecido quando foi encontrado, em 1950.


Assim como outras vítimas, ele foi enforcado. A corda que ajudou a matá-lo ainda estava enrolada em torno de seu pescoço, e seu rosto estava perfeitamente intacto.


Na sala ao lado estava a Mulher de Elling, achada a apenas 40 metros do Homem de Tollund e que deve ter morrido na mesma época. Também se acredita que ela tenha sido enforcada, e é uma atração popular por causa de seu cabelo vermelho, amarrado em uma longa trança de 90 cm de comprimento, com um elaborado nó.


Ole Nielsen, o arqueólogo do museu, me levou para visitar Bjaeldskovdal, um pântano 15 km distante de onde os corpos foram encontrados.


Ao pararmos para observá-lo, pensei em quais outros segredos suas profundezas turbas poderiam esconder.



Fonte: UOL
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