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domingo, 4 de junho de 2017

Descoberto um dos últimos dinossauros que viveu na África


 
 
Um dos últimos dinossauros que viveu na África antes da extinção da espécie, há 66 milhões de anos, foi descoberto numa mina de fosfato no norte de Marrocos.
 

O estudo do fóssil, dirigido pela Universidade de Bath, Reino Unido, sugere que após a separação do supercontinente Gondwana (que há milhões de anos incluía a maior parte dos continentes atuais do hemisfério sul) uma fauna distinta de dinossauros evoluiu na áfrica.


A nova espécie, o `Chenanisaurus Barbaricus`, foi um dos últimos tipos de dinossauros na terra até à extinção da espécie e era contemporâneo do norte-americano `Tyranossaurus Rex`, refere o estudo, publicado na revista especializada Cretaceous Research.


Como pouco se sabe sobre os dinossauros que viveram na África até ao fim do período Cretáceo, há 66 milhões de anos, a descoberta é considerada importante pelos responsáveis da Universidade, que explicam que os depósitos de fosfato (usados em fertilizantes ou em bebidas de cola) são restos de um antigo fundo marinho.


No ano passado, Nick Longrich, da Universidade de Bath, estudou um fragmento raro de um osso da mandíbula que foi descoberto nas minas de Sidi Chennane, em Oulad Abdoun Basin (perto da cidade de Khouribga e que corresponde a quase metade das reservas de fosfato de Marrocos).


Em colaboração com outros especialistas de Marrocos, França e Espanha, Longrich identificou o fragmento como pertencendo a um Abelissauro. Os Abelissauros (em homenagem a Roberto Abel, do Museu Argentino de Ciências Naturais) eram carnívoros bípedes como o T.Rex e outros tiranossauros mas com um focinho mais curto e mais fraco e braços mais pequenos. Dominavam o território que é hoje essencialmente o hemisfério sul.


"Não temos praticamente nenhum fóssil de dinossauros deste período de tempo no Marrocos, pode até ser o primeiro dinossauro do fim do Cretáceo na África", disse Nick Longrich.
 
 
 
 
 Fonte: RTP

Nova espécie de dinossauro de 150 milhões de anos é descoberta nos EUA


 
 
O Galeamopus pabst tinha pernas fortes e pescoço alto.
 
Fósseis datados de 150 milhões de anos encontrados nos Estados Unidos levaram à descrição, na terça-feira, de uma nova espécie de dinossauro, o Galeamopus pabsti. Os resultados, revelados por cientistas da Itália e de Portugal, foram publicados no periódico "PeerJ". 
 

A nova espécie pertence ao grupo dos Saurópodes, e à famosa família dos Diplocodus. Esta família vem intrigando cientistas por sua diversidade, e o Galeamopus pabsti acrescenta a suas ramificações mais uma espécie. A nova espécie é também a segunda do gênero Galeamopus, reconhecido como um novo género em 2015 pelos mesmos cientistas que agora revelam o Galeamopus pabsti.


A nova espécie é semelhante a dinossauros famosos como os Diplodocus e os Brontosaurus, mas tem pernas mais maciças, além de um pescoço particularmente alto e triangular perto da cabeça.


Os primeiros fósseis da espécie foram encontrados no estado de Wyoming, em 1995, por pesquisadores suíços do museu Sauriermuseum Aathal. Foram feitas escavações em três etapas, até 2003. O espécime encontrado tem um esqueleto quase completo, e está exposto no museu suíço como uma das principais atrações do acervo permanente.


A descrição do Galeamopus pabsti é dedicada a Ben Pabst, um dos pesquisadores que encontrou os fósseis. Os paleontólogos envolvidos na pesquisa publicada na "Peer J" nesta terça-feira são oriundos da Universidade de Turim, na Itália, e da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal.


Os Diplodocus são dinossauros icônicos, caracterizados por pescoços e caudas muito alongados. Espécies deste grupo já foram encontradas na África, América do Sul e Europa, mas são os EUA o local em que parecem ter ocorrido com maior incidência. No país, há 15 espécies conhecidas destes gigantes.



DESCOBERTA TAMBÉM NA FRANÇA




Pesquisadores ingleses do Imperial College London revelaram também, na terça-feira, a descoberta de uma nova espécie do grupo do Saurópodes, da família dos titanossauros. O espécime que deu origem ao herbívoro Vouivria damparisensis tem cerca de 160 milhões de anos de idade.


O fóssil foi descoberto nos anos 1930 na França, mas só agora teve a sua "identidade" revelada. O próximo passo dos pesquisadores será analisar as relações evolutivas entre espécies de titanossauros, além de buscar evidências sobre como os Saurópodes se espalharam pelos continentes.




Fonte: O Globo

França apresenta um raro fóssil de réptil marinho




O fóssil de um grande réptil marinho de 90 milhões de anos, encontrado em uma caverna no centro da França, foi apresentado como uma "rara descoberta" na quinta-feira (04/05) no Museu de Ciências Naturais de Angers.


Os ossos fossilizados desse predador pertencem à família dos plesiossauros, grandes répteis que viveram na época dos dinossauros nos mares e oceanos, e foram descobertos em 2013, conta Benoît Mellier, responsável pelo acervo do museu de Angers.


Os fósseis foram extraídos e levados para o museu em fevereiro, e serão submetidos a um estudo paleontológico aprofundado antes de serem expostos ao público.


Foram encontrados um fêmur de 51 cm de extensão, "peças de um punho ou de um pé", uma série de "pequenos ossos da mão", e uma mandíbula completa de um metro de comprimento.


A descoberta desse exemplar, que provavelmente media de cinco a seis metros de comprimento, representa algo "excepcional, e será interessante para todos os pesquisadores que trabalham com répteis marinhos no mundo", disse Peggy Vincent, paleontóloga do Museu de História Natural de Paris.


"Esse animal foi achado em níveis que datam de quase 90 milhões de anos atrás. Não sabíamos nada sobre o grupo dos plesiossauros dessa idade em território europeu, a não ser pequenos elementos isolados, mas nada tão significativo e completo", complementou.


Fósseis de répteis marinhos dessa idade já tinham sido encontrados no norte da África e nos Estados Unidos. "Saber que existiam na Europa muda muitas coisas. (...) Não é certo, mas é provável que seja uma nova espécie. Se for uma espécie que já existe, significa que houve imigrações", concluiu Vincent.




Fonte: Yahoo!

Pesquisadores descobrem o maior fóssil de dinossauro do Japão


 
O fóssil foi encontrado a partir de uma camada de solo da era Cretáceo Superior, ou há cerca de 72 milhões de anos (Reprodução/NHK)
 
 
O fóssil de dinossauro foi encontrado em uma província no norte do Japão. Veja mais. 
 
 
Pesquisadores japoneses descobriram um fóssil de dinossauro da família Hadrossauridae no norte do Japão, em Hokkaido. Esse é o maior esqueleto inteiro de um dinossauro já encontrado no Japão. 


Yoshitsugu Kobayashi, um professor associado na Universidade de Hokkaido, e outros pesquisadores, vêm escavando o fóssil de dinossauro na cidade de Mukawa desde 2013. 


O fóssil foi encontrado a partir de uma camada de solo da era Cretáceo Superior, ou há cerca de 72 milhões de anos. A fonte de alimento dos dinossauros Hadrossauridae eram plantas. 


Na quinta-feira (27/04), o grupo de pesquisadores mostrou o esqueleto aos repórteres. O fóssil mede 8 metros de comprimento, da cabeça à cauda, e a altura da cintura é de cerca de 3.5 metros. 


Segundo os cientistas, a descoberta de tal esqueleto completo da era Cretáceo Superior é a primeira para o Japão. Eles salientam que esse é também o primeiro esqueleto inteiro de um dinossauro herbívoro no país. 


Segundo Kobayashi, o fóssil oferecerá importância significante no estudo sobre as vidas desses animais, assim como o meio ambiente do período quando os dinossauros prosperaram. 
 
 
 
 
Fonte: Portal Mie

sábado, 3 de junho de 2017

Descoberto fóssil de nova espécie de dinossauro com penas



Cientistas da China descobriram uma nova espécie de dinossauro do período Cretáceo inferior que tinha penas assimétricas, segundo um estudo publicado na terça-feira 02/05 pela revista "Nature".

A pesquisa, liderada por especialistas da Academia Chinesa de Ciências de Pequim e da Universidade de Alberta, no Canadá, apresenta o fóssil de Troodontidae com plumas assimétricas, o mais antigo conhecido até agora.

Este grupo de dinossauros está estreitamente relacionado com as aves tal como as conhecemos hoje e suas características plumas assimétricas representaram um avanço em seu processo evolutivo para poder voar.

Os cientistas estimam que o citado fóssil, um esqueleto quase completo encontrado no nordeste da China, tem entre 100 e 145 milhões de anos de idade.

"As plumas assimétricas estão relacionadas com a capacidade de voar, mas também são encontradas em espécies que não voam, e seu aparecimento foi um grande acontecimento na evolução das penas", explicaram os autores no texto do estudo.

Por isso, segundo os cientistas, não está claro se esta nova espécie de Troodontidae, denominada "Jianianhualong tengi", era capaz de voar, apesar de apresentar "propriedades aerodinâmicas melhoradas".

A pesquisa sugere que estas novas caraterísticas aerodinâmicas já estavam presentes nos parentes mais antigos das aves modernas.

Além disso, segundo os cientistas, a análise deste fóssil oferece pistas sobre os períodos na evolução das plumas assimétricas.




Fonte: Terra

Minerador encontra fóssil de dinossauro tão perfeito que parece estátua










Exemplar tem 110 milhões de anos se assemelha a um filhote de lagarto com leão, coberto por um casco.

Um fóssil de Nodossauro foi encontrado tão bem preservado que até parece uma estátua. Pelo menos é isso que a National Geographic conta em sua reportagem sobre o animal.


O espécime foi encontrado no Canadá, em 2011, mas será exposto só agora no Museu Real de Paleontologia Tyrrel do Canadá.


Outro fato curioso é que o fóssil foi achado pelo minerador Shawn Funk enquanto escavava a Mina Millenium de Alberta: “[Bati em algo] muito mais duro que a rocha que o circundava”, afirma ele na reportagem. O objeto pesava mais de uma tonelada e logo foi levado para o museu de Alberta para ser estudado.


Segundo o Science Alert, o Nodossauro se assemelha a um filhote de lagarto com leão, coberto com um casco. O dinossauro viveu há cerca de 110 milhões de anos. O animal encontrado, em particular, media 5,4 metros e pesava 1.360 quilos.


Segundo os especialistas, o fato de o animal ter afundado no mar ajudou na preservação. Logo após imergir, seu corpo foi coberto por minerais, que se infiltraram no fóssil e garantiram sua aparência "jovial". Como afinal Michael Grenshko, da Narional Geographic, encontrar um fóssil desse tipo “é tão raro quanto ganhar na loteria”.


Fonte: Galileu

Descoberta na China espécie de dino gigante parecido com ave






Com cerca de oito metros de comprimento e até 3.000 quilos, o Beibeilong sinensis ("dragão bebê da China") - viveu cerca de 90 milhões de anos atrás e é apenas a segunda espécie conhecida de oviraptorossauro gigante no mundo.


Pesquisadores descobriram uma nova espécie de dinossauro gigante, semelhante a um pássaro, que colocava ovos de 45 centímetros de comprimento, onde fica hoje a China central, segundo um estudo.
Com cerca de oito metros de comprimento e até 3.000 quilos, o Beibeilong sinensis ("dragão bebê da China") - viveu cerca de 90 milhões de anos atrás e é apenas a segunda espécie conhecida de oviraptorossauro gigante no mundo.

A paleontologista canadense Darla Zelenitsky, coautora do estudo, disse à AFP que o Beibeilong teria se parecido com um "overgrown cassowary", um pássaro que não voa semelhante a um emu.

Provavelmente coberto de penas, os oviraptorossauros tinham bicos robustos e sem dentes e muitas vezes exibiam uma crista no topo de suas cabeças.

"Houve um grande mistério por muitos anos sobre qual espécie colocou os maiores ovos de dinossauro conhecidos", disse Zelenitsky.

"A identificação do esqueleto de bebê neste estudo revelou que estes ovos foram colocados por oviraptorossauros gigantes, um grupo de dinossauros que são muito mal conhecidos a partir de ossos fósseis", acrescentou.

A descoberta, detalhada na revista científica Nature Communications na terça-feira, foi feita a partir de um esqueleto de dinossauro e um fóssil de ovo conhecido como "Baby Louie".

Baby Louie estava entre os milhares de ovos de dinossauro escavados e coletados de rochas do Cretáceo por fazendeiros locais na província central de Henan no final dos anos 1980 e início dos 1990.

O espécime foi então ilegalmente vendido e contrabandeado para os Estados Unidos, onde foi destaque na revista National Geographic e exibido publicamente no Indianapolis Children's Museum.
Embora o museu sempre tenha tido a intenção de repatriar o fóssil chinês, observou o estudo, um acordo para o seu retorno só foi atingido em 2013, quando Baby Louie encontrou seu lugar final de descanso no Museu Geológico de Henan.

Devido a preocupações legais, somente depois que Baby Louie voltou para casa uma equipe de cientistas chineses e canadenses pôde começar a pesquisar o espécime, que consistia em ossos de um embrião que morreu durante a incubação e ovos de 45 centímetros de comprimento encontrados em uma ninhada em forma de anel.




Fonte: Yahoo!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Réptil antigo recém-descoberto semelhante a um crocodilo pode lançar luz sobre a evolução dos dinossauros






Um “primo” dos dinossauros, bastante parecido com um crocodilo, pode ser o “elo perdido” na caça de novas informações sobre a teoria da evolução.


A nova espécie de réptil, conhecida como Teleocrater rhadinus, tinha cerca de 3 metros de comprimento, uma cauda e um pescoço longos. Ele tinha 4 pernas, parecidas com as de um crocodilo.
O animal andou pela Terra há cerca de 245 milhões de anos, durante o período Triássico, antecedendo os primeiros dinossauros verdadeiros em cerca de 10 milhões de anos.


Ele aparece no registro fóssil após um grande grupo de répteis, conhecidos como arcossauros, que acabaram se dividindo em várias ramificações e finalmente chegaram à forma inicial dos jacarés e crocodilos atuais.


Embora o teleocrater não seja um ancestral direto dos dinossauros, os pesquisadores dizem que ele anula algumas indicações de que as criaturas anteriores a eles eram muito semelhantes aos seus predecessores.


O Dr. Richard Butler, da Universidade de Birmingham, disse: “O teleocrater desafia fundamentalmente nossos modelos sobre a aparência dos parentes próximos dos dinossauros”.


“Os dinossauros foram animais incrivelmente bem-sucedidos. É natural querermos saber de onde eles vieram e como se tornaram tão dominantes”.


“O teleocrater é extremamente emocionante, pois aponta vários erros nas ideias mais conservadoras sobre as origens dos dinossauros”.


Os primeiros exemplares do teleocrater foram descobertos na Tanzânia em 1933. Eles foram estudados por Alan J.Charig, no Museu de História Natural, na década de 50.


Mas Charig morreu antes que pudesse completar seus estudos. Foi Butler quem finalmente reexaminou os espécimes de uma forma mais conclusiva.


Ele disse: “É surpreendente pensar que levou mais de 80 anos para a verdadeira importância científica desses fósseis ser compreendida e publicada”.


O coautor, Professor Paul Barrett, do Museu de História Natural, acrescentou: “Meu colega Alan Charig teria ficado feliz em ver que um dos “seus” animais finalmente se tornou um achado tão interessante, com uma posição tão privilegiada na árvore da vida”.


“Nossa descoberta mostra o valor da manutenção e da reavaliação de coleções históricas: muitas novas descobertas como esta podem ser feitas ao se enxergar as coleções dos museus com novos olhos”.





Fonte: Yahoo!

Descobertas pegadas de réptil antecessor dos dinossauros nos Pirineus





Pesquisadores de centros espanhóis descobriram nos Pirineus um grande número de pegadas de uma espécie desconhecida de réptil que viveu há 247 milhões de anos, antecessor dos crocodilos e dos dinossauros. 



Segundo os especialistas, que publicaram sua descoberta na revista "Plos One", as pegadas são de répteis arcossauromorfos, entre elas de uma nova espécie, Prorotodactylus mesaxonichnus, correspondente a um réptil que viveu nos Pirineus entre 247 e 248 milhões de anos, mas que não seria parente dos dinossauros. 


A descoberta aconteceu dentro das campanhas de campo realizadas desde o ano de 2012 por geólogos, biólogos e paleontólogos da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e do Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont (ICP), em colaboração com geólogos locais. 


Nestas campanhas foram encontradas perto do Porto do Cantou e de Soriguera (Lérida), mostras dos períodos Permiano e Triássico, com idades compreendidas entre 300 e 200 milhões de anos. 


A descoberta permitiu fazer novos estudos sobre a fauna de vertebrados que viveu durante o Triássico inferior e médio. 


Segundo o pesquisador da UAB Eudald Mujal, este período de tempo foi crucial para a recuperação dos ecossistemas depois da extinção do final do Permiano (há 252 milhões de anos), a mais mortífera da história da Terra, onde se estima que foram extintas cerca de 90% das espécies, superando amplamente a que causou a extinção dos dinossauros. 


Durante o Triássico, a Terra tinha uma configuração muito diferente da atual: todos os continentes estavam unidos em um só, chamado Pangea. 


Neste período geológico, os Pireneus, situados na região equatorial do planeta, eram formados por um conjunto de pequenas bacias onde se acumulavam sedimentos de origem fluvial que deram lugar a rochas de uma coloração tipicamente avermelhada, muito abundante em diversos lugares dos atuais Pirineus e da Europa. 


O estudo se baseia na análise de pegadas fósseis (icnitas) que vários grupos de répteis deixaram sobre estes sedimentos, bem como dos ecossistemas onde viveram. 


"As icnitas são fósseis muito efêmeros e de difícil conservação, mas graças à técnica fotogramétrica para obter modelos 3D e aos moldes de silicone pudemos identificar e preservar seu registro", detalhou Mujal. 


O estudo das pegadas demonstrou que os arcossauromorfos de tamanhos menores eram dominantes, mas, embora menos abundantes, também havia exemplares de mais de três metros de comprimento. 


Dentre as icnitas descobertas destaca-se a presença de uma forma não descrita até agora, que gerou o estabelecimento de uma nova espécie: a Prorotodactylus mesaxonichnus. 


As icnoespécies são como os pesquisadores classificam as pegadas fósseis (já que se desconhece que animal as produziu) e é equivalente a uma espécie biológica. 


Até agora, o icnogênero (gênero de pegada fóssil) Prorotodactylus só era conhecida na bacia centro-europeia (Polônia e Alemanha). 


Segundo o pesquisador do ICP Josep Fortuny, "as novas pegadas pirenaicas indicam que estes animais, de aproximadamente meio metro de comprimento, usavam as quatro patas para caminhar, e frequentemente deixavam marcas da fila". 


"De toda forma, algumas pegadas evidenciam uma possível locomoção bípede em momentos pontuais para ir mais rápido. Todas estas características indicam que os autores das pegadas poderiam ser euparkerios, um grupo de arcossauromorfos conhecidos por restos ósseos da mesma idade em Polônia, Rússia, China e África do Sul", detalhou Fortuny.




Fonte: Terra

quinta-feira, 30 de março de 2017

Tiranossauros tinham face sem lábios e com escamas, similar ao crocodilo



Os tiranossauros tinham a face coberta por uma camada escamosa, similar à dos crocodilos, sem lábios e com um focinho dotado de grande sensibilidade tátil, segundo um grupo de cientistas que analisou a textura e ossos faciais de uma nova espécie denominada "Daspletosaurus hornery". 


O novo membro da família dos tiranossauros viveu no final do Cretácico (entre cem e 66 milhões de anos), foi localizado em Montana (EUA) e media cerca de nove metros de comprimento e 2,2 metros de altura, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pelo site "Scientific Reports". 


A equipe de especialistas, liderada por Thomas Carr, do departamento de Biologia do Carthage College nos Estados Unidos, examinou a topografia dos ossos faciais para tentar descobrir o tipo de tecido que cobria a cabeça do Daspletsaurus. 


Para isso, compararam o tecido que era produzido por esse tipo de superfície com o de crocodilos e cinco tipos de pássaros, o que sugere que o tiranossauro tinha a face coberta de escamas planas. 


Os tiranossauros "são idênticos à espécie dos crocodilos em que os ossos de seus focinhos e mandíbulas são rugosos, com a exceção de uma estreita faixa de osso suave ao longo da fileira de dentes", afirma um comunicado. 


Além disso, os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência da existência de lábios no tiranossauro, pois o tecido rugoso coberto de escamas "se estende por toda a fila de dentes sem deixar espaço" para eles. 


No entanto, encontraram evidências de outros tipos de pele, incluídas as áreas de osso muito grosso que suportava uma pele tipo armadura no focinho e em ambos os lados da mandíbula inferior, que devia proteger o animal durante a caça e a alimentação. 


Tanto na família dos crocodilos como nos tiranossauros, o focinho e as mandíbulas apresentavam vários buracos pelos quais penetrava o nervo trigêmeo, o que dotava a pele de alta sensibilidade, semelhante a dos dedos humanos. 


Este tipo de sistema tátil facial altamente sensível poderia ter ajudado essa família de dinossauros na captura de suas presas e em tarefas de identificação e manipulação. 


Os ossos do Daspletosaurus "são fundamentais" para estudar a evolução dos dinossauros, explicou cientistas David Varrichio da Universidade Estadual de Montana. 


O especialista afirmou que nessa região existem espécimes de "alta qualidade" em bom estado de conservação que "revelam detalhes de como viveram esses gigantes carnívoros" e oferecem detalhes sobre a evolução do grupo dos tiranossauros. 


O Daspletosaurus hornery foi "o mais jovem e o último de sua estirpe", que viveu pouco depois do Daspletosaurus torosus, encontrado em Alberta (Canadá), e ambas as espécies tiveram uma estreita relação evolutiva, o que sugere que ambos representam uma linhagem única, explicou Carr. 




Fonte: Terra

quinta-feira, 23 de março de 2017

Estudo propõe reorganização radical de árvore genealógica dos dinossauros

Dinossauro brasileiro Pampadromaeus barberenai


Um estudo revolucionário publicado na quarta-feira ameaça derrubar a teoria predominante há 130 anos sobre a história evolutiva dos dinossauros, propondo uma reorganização radical de sua árvore genealógica.


Segundo a primeira e mais importante divisão feita no tronco de uma intrincada árvore genealógica, os dinossauros são classificados em dois grupos - os com quadril de lagarto e os com quadril de pássaro.


"Nosso estudo anula 130 anos de dogma", disse o coautor da pesquisa, Paul Barrett, do Museu de História Natural.


Uma nova árvore evolutiva dos dinossauros, publicada na revista Nature, propõe dois novos grupos de base, nos quais os lagartos e pássaros estão misturados.


Ela também sugere que os dinossauros surgiram cerca de 247 milhões de anos atrás - 10 milhões de anos antes do que se pensava - e no hemisfério norte, em vez do sul.


Barrett e sua equipe examinaram uma grande amostra de características de fósseis de dinossauros primitivos para aprender mais sobre o antepassado original e comum e seus primeiros ramos.


O primeiro dinossauro, concluíram, foi provavelmente um onívoro pequeno que andava sobre as patas traseiras e tinha mãos agarradas. Esses aspectos têm sido objeto de muito debate científico.


Mas a descoberta mais controversa diz respeito ao que aconteceu em seguida.


Os dinossauros se dividiram em dois grupos principais, mas muito diferentes dos conhecidos até agora, disse a equipe.



Conclusões "revolucionárias"


Desde a era vitoriana, os dinossauros foram divididos em duas categorias: os com quadril de pássaro (Ornitísquios) e os com quadril de réptil (Saurísquios).


Os Sauríquios foram subdivididos em dois grupos: os carnívoros bípedes chamados de terópodes, que incluíam o Tiranossauro Rex e o Velociraptor; e os grandes saurópodes de pescoço longo, como o Brontossauro.


"Nossa análise sugere que animais como o T. rex eram na verdade mais estreitamente relacionados com os Estegossauros" - dinossauros considerados descendentes dos Ornitísquios.


Sob a nova classificação, os dinossauros com quadril de ave como o Tricerátopo, de três chifres, e o Estegossauros, que tinham "armaduras" ósseas nas costas, não constituem mais uma das duas categorias basais.


Em vez disso, eles foram subdivididos em uma categoria completamente nova, chamada Ornithoscelida, junto com terópodes que foram retirados do grupo dos Saurísquios (os com quadris de réptil).


"Nós retiramos os terópodes, mas o velho Saurísquio continua" como uma das duas categorias fundamentais, disse à AFP o autor principal do estudo, Matthew Baron, da Universidade de Cambridge.


A nova categoria Ornithoscelida, ele propôs, pode ser descrita como "membros de pássaro". Seus integrantes compartilham membros posteriores e características do crânio comuns.


"Propomos que a árvore genealógica dos dinossauros na verdade parece muito diferente da versão que foi aceita pelos cientistas nos últimos 130 anos", disse Baron.


Pela primeira vez, os ancestrais dos pássaros modernos, os terópodes de quadril de réptil, são agrupados com os dinossauros com quadril de pássaro em uma única categoria.


Se as conclusões estiverem corretas, disse o colega de Baron, David Norman, "todos os principais livros que cobrem o tema da evolução dos vertebrados precisarão ser reescritos".


Em um comentário sobre o estudo, também publicado pela Nature, Kevin Padian, da Universidade da Califórnia, descreveu as conclusões como "revolucionárias".


"Será interessante ver como os paleontólogos recebem essa reavaliação original e provocativa das origens e relações dos dinossauros", escreveu.


Baron disse que aguarda ansiosamente o debate.


"Esperamos que as pessoas no nosso campo testem e voltem a testar nossa hipótese e procurem novos espécimes e novos dados que podem provar ou refutar o que estamos propondo", disse Baron por e-mail.


"Esta não é, de modo algum, a última palavra sobre o assunto".




Fonte: Yahoo!
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