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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Conheça Cruithne 3753, a outra lua da Terra

 
A lua não é o único satélite natural da Terra. Aqui está o que você precisa saber sobre Cruithne 3753, a outra lua da Terra
 
 

Todos conhecemos e amamos a lua e estamos tão certos de que apenas tema uma que nem sequer lhe demos um nome específico. Chamamos-lhe apenas Lua.
 
Mas na verdade a Lua não é o único satélite natural do nosso planeta. Em 1997, astrónomos descobriram que um outro corpo, Cruithne 3753, é um satélite quase-orbital da Terra.
 
Isto significa simplesmente que Cruithne não gira em torno da Terra numa bela elipse, da mesma forma que a lua, ou mesmo os satélites artificiais que colocamos em órbita. Em vez disso, Cruithne vagueia ao redor do sistema solar interno numa órbita chamada "ferradura".
 

Orbita estranha de Cruithne 3753

 

Para ajudar a entender por que ele é chamada uma órbita ferradura, vamos imaginar que estamos a olhar para o sistema solar, a girar ao mesmo ritmo que a Terra gira em torno do sol. Do nosso ponto de vista, a Terra parece parada. Um corpo numa órbita ferradura simples ao redor da Terra move-se em direção a ela, e então vira-se e afasta-se.
 
Assim que se move para longe começa a aproximar-se da Terra a partir do outro lado, e então vira-se e afasta-se novamente. De facto, as órbitas ferradura são realmente muito comuns para luas do sistema solar. Por exemplo Saturno tem um par de luas nesta configuração. Veja em seguida um video que demonstra como funciona essa órbita.
 
 
 
O que é único sobre Cruithne é a forma como ele oscila ao longo da sua ferradura. Se você olhar para o movimento de Cruithne no sistema solar, faz um anel estranho em torno da órbita da Terra, balançando de forma tão elevada que entra nas órbitas de Vénus e Marte. Cruithne orbita o Sol uma vez por ano, mas leva cerca de 800 anos a completar esta forma de anel estranho em torno da órbita da Terra. Veja em seguida outro vídeo.
 
  

Assim Cruithne é a nossa segunda lua. Mas como poderá isso ser? Bem, na realidade não sabemos. Tem apenas cerca de cinco quilómetros de diâmetro, não sendo muito diferente das dimensões do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que atualmente é palco da sonda Rosetta e do lander Philae.
 
A gravidade superficial de 67P é muito fraca - andar num ritmo animado é provavelmente o suficiente para colocá-lo no espaço mais amplo. É por isso que foi tão crucial à Philae ser capaz de usar os seus arpões para se prender à superfície, e o seu fracasso fez com que o lander saltasse para longe de seu local de aterragem.
 
Apesar de pequena, se Cruthin atingisse a Terra, daria origem a um evento de extinção, semelhante ao que se se acredita ter ocorrido no final do período Cretáceo. Felizmente não nos vai atingir em breve - a sua órbita está inclinada para fora do plano do sistema solar, e os astrofísicos têm demonstrado através de simulações que, embora possa chegar perto, é extremamente improvável que nos atinja.
 
O ponto em que está previsto chegar mais próximo fica a cerca de 2.750 anos de distância. Cruithne deverá submeter-se a um encontro bastante próximo com Vénus daqui a cerca de 8.000 anos. Ainda assim há uma boa chance que isso acabe com a nossa segunda lua, lançando-a para fora do caminho da família Terráquea.
 

Cruithne não é a única

 

A história não termina aí. Como um bom lar adotivo, a Terra é mãe para muitos caroços rebeldes de rocha à procura de um poço gravitacional para ficar por perto. Os astrônomos têm realmente detectado vários outros satélites quase-orbitais que pertencem à Terra, todos aqui por algum tempo antes de rumarem a novas pastagens.
 
Então o que podemos aprender sobre o sistema solar com Cruithne? Bastante. Como muitos outros asteróides e cometas, contém provas periciais sobre como os planetas se formam. A sua órbita excêntrica é um campo de testes ideal para a nossa compreensão de como o sistema solar evolui sob gravidade.
 
 
 
 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Pesquisa revela núcleo desconhecido da Terra com cristais de ferro


 
 
O núcleo do planeta, começou a se solidificar há um bilhão de anos e continua crescendo cerca de 0,5 milímetro por ano.
 
 
Cientistas afirmam que descobriram novas informações sobre o interior do núcleo do planeta Terra. Uma pesquisa realizada em conjunto pela China e Estados Unidos, publicada na revista Nature Geoscience, sugere que o núcleo central do planeta tem outro núcleo interior, de composição diferente.


A equipe de cientistas acredita que a estrutura de cristais de ferro nesta região mais central é diferente das camadas exteriores do núcleo da Terra. A composição do núcleo sempre foi um grande mistério, pois não há tecnologia que permita que se perfure a crosta até chegar a esta região para coletar materiais.


A saída foi analisar ecos gerados por terremotos para estudar o núcleo da Terra, observando suas mudanças enquanto viajam pelas diferentes camadas do planeta. "As ondas estão indo e voltando de um lado para outro da Terra", disse Xiaodong Song, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.



Duas partes



De acordo com Song e outros cientistas na China, estes dados sugerem que o núcleo interno da Terra, uma região sólida aproximadamente do tamanho da Lua, é feito de duas partes.


Os dados da onda sísmica sugerem que os cristais no interior do núcleo interno estão alinhados na direção leste para oeste, se o observador estiver olhando para baixo, a partir do Polo Norte.


Os cristais que estão no "exterior do núcleo interno" estão alinhados de norte a sul; na vertical se o observador estiver olhando do Polo Norte.


"O fato de estarmos descobrindo estruturas diferentes em regiões diferentes do núcleo interno pode nos esclarecer algo a respeito da longa história da Terra", afirmou Song.


O núcleo do planeta, que está a mais de 5 mil quilômetros abaixo da superfície, começou a se solidificar cerca de um bilhão de anos atrás e continua crescendo cerca de 0,5 milímetro por ano.



Condições diferentes



A descoberta de que o núcleo interno da Terra tem cristais com alinhamentos diferentes sugere que eles se formaram em condições diferentes e que o nosso planeta pode ter passado por uma mudança dramática durante este período.


Comentando op estudo, Simon Redfern, professor da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha., disse que "a sondagem profunda no núcleo interno e sólido é como examinar o passado, o início de sua formação".


"As pessoas já notaram antes as diferenças na forma como as ondas sísmicas viajam pelas partes externas do núcleo interno e suas partes mais profundas, mas nunca antes elas sugeriram que o alinhamento do ferro cristalino que forma esta região é completamente torto comparado com as partes mais externas."


"Se isto for verdade, implicaria que algo muito importante aconteceu para mudar a orientação do núcleo, para mudar o alinhamento dos cristais", acrescentou.


Segundo Redfern, outros estudos sugerem que o campo magnético da Terra possa ter passado por uma mudança há cerca de meio bilhão de anos, mudando entre os eixos equatoriais e polares.


"Pode ser que o estranho alinhamento que o professor Song viu no núcleo mais profundo explique as estranhas assinaturas paleomagnéticas de rochas antigas que podiam estar presentes perto do equador há cerca de meio bilhão de anos."


"Mas, no momento, o modelo proposto nesta pesquisa precisa ser testado e comparado a outras formas de analisar as propriedades sísmicas do núcleo mais profundo da Terra, já que nenhum outro pesquisador pensou nestas provas para chegar a essas conclusões em seus estudos", afirmou.

 
 
 
Fonte: IG

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Estudo sugere outra maneira de produzir oxigênio e pode mudar nossa percepção na busca por vida extraterrestre



A atmosfera da Terra nem sempre foi repleta de oxigênio como nos nossos tempos. Em eras remotos, ela já foi uma mistura sufocante de dióxido de carbono e outros gases que lembraria mais a atmosfera de Marte ou Vênus. 


Até então, a ciência sempre acreditou que, com a difusão de plantas pela superfície terrestre, o dióxido de carbono foi transformado em oxigênio através das reações químicas da fotossíntese, num período conhecido como "evento da grande oxigenação". 


Porém, um novo estudo sugere que pode haver outra maneira de produzir oxigênio a partir do dióxido de carbono, a partir de uma fonte não biológica. usando luz ultravioleta.


Caso esta hipótese se confirme, as implicações seriam enormes. Em primeiro lugar, mudaria a nossa percepção em torno da busca de vida extraterrestre, pois significaria que uma mera detecção de oxigênio na atmosfera de outro planeta não é suficiente para indicar a presença de vida. Além disso, seria possível utilizar esta técnica para produzir oxigênio no espaço ou em outros planetas.


Apesar de os cientistas suspeitarem que a maior parte do oxigênio existente na Terra é proveniente das plantas, eles não descartam que uma pequena parte do oxigênio pode ter sido originado antes da existência dos organismos fotossintéticos. 


Pelo menos isso é o que defende Cheuk-Yiu Ng, físico-químico da Universidade da Califórnia, em Davis, e co-autor do estudo publicado recentemente na revista Science.


De acordo com ele, pensava-se que o oxigênio do planeta (O2) era formado por dois átomos de oxigênio que colidem e combinam em alguma superfície, e não porque as moléculas de oxigênio são divididas a partir de dióxido de carbono (CO2).


Quando a luz “quebra” a molécula de CO2, ela normalmente é dividida em monóxido de carbono (CO) e um átomo de oxigênio (O). 


Uma teoria sugere que o dióxido de carbono poderia, em vez disso, ser "desmontado" em oxigênio molecular (O2) e carbono (C), mas "ninguém nunca havia detectado" esse processo, de acordo com Ng.


Para comprovar esta teoria, ele e seus colegas construíram um instrumento capaz de dividir o dióxido de carbono usando luz ultravioleta no vácuo. O dispositivo é composto por dois lasers - um para dividir o CO2 e outro para detectar os fragmentos produzidos.


Quando os investigadores apontaram o primeiro laser no dióxido de carbono, o segundo laser detectou moléculas de O2 e dos átomos de carbono, sugerindo que uma pequena quantidade de dióxido de carbono (cerca de 5%) foi transformada em oxigênio. 


Apesar da pequena percentagem, isso indica que seria possível produzir o oxigênio do CO2 por um processo não-biológico, de acordo com investigações conduzidas pela equipe de Ng. Contudo, mais estudos necessitam ser realizados para identificar corretamente todos os fundamentos que levam a esta reação, defendem os cientistas.


Esta experiência ainda não havia sido realizada pela dificuldade até então de se criar uma luz intensa de radiação ultravioleta de vácuo. 


Uma maneira de ser fazer isso é pelo uso de um acelerador de partículas chamado synchrotron, mas o laser no laboratório de Ng é de 10 mil a 1 milhão de vezes mais brilhante do que os produzidos por synchrotrons existentes, disse o pesquisador.




Fonte: History

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Helicópteros encontram misteriosa cratera na Rússia






Especula-se que o buraco tenha se formado a partir da queda de um OVNI.
 
 
Um buraco de até 80 metros de largura foi avistado por helicópteros na Península de Yamal, na Rússia, informou o jornal Siberian Times.


Um grupo de cientistas foi enviado ao local para recolher amostras do solo e da água do local e analisar a depressão.


A causa do surgimento do buraco em Yamal - que significa "Fim do Mundo" no extremo norte da Sibéria -  ainda é desconhecida, mas há suspeitas de que o aquecimento global tenha sido o responsável.


Anna Kurchatova, do Centro de Pesquisa Científica do Sub Ártico, acredita que a cratera foi formada por água, sal e gás provenientes de uma explosão subterrânea, que teria sido resultado do aquecimento global.


Ela aponta que gás se acumulou no gelo, misturado com areia e sal embaixo da superfície. O aquecimento global teria provocado o derretimento desse gelo, liberando gás e causando assim um efeito similar ao do estouro de uma tampa de garrafa de champagne.


Especula-se também que um objeto espacial, possivelmente um meteorito, tenha provocado a rachadura do solo, localizada a cerca de 30 quilômetros do maior campo de gás de Yamal, o Bovanenkovo.


Especialistas estão confiantes de que, em breve, surgirá, uma explicação científica para o fato, minando os rumores de que o buraco seria a evidência da chegada de um OVNI, um objeto voador não identificado, na Terra.


 
 
Fonte: Terra

sexta-feira, 28 de março de 2014

Época dos dinossauros tinha 5 vezes mais CO2 do que hoje


 
 
Os dinossauros que habitaram a Terra há 250 milhões de anos conheceram um mundo com cinco vezes mais dióxido de carbono do que temos atualmente na Terra, dizem os pesquisadores.


Novas técnicas para estimar a quantidade de dióxido de carbono na Terra pré-histórica podem ajudar os cientistas a prever como o clima da Terra poderá mudar no futuro.


Os resultados são detalhados em um artigo recente publicado na revista Proceedings da Academia Nacional de Ciências Americana.


Durante o Período Jurássico, os dinossauros governaram o mundo. Durante este tempo, o interior da Terra não estava parado, mas o supercontinente Pangaea tinham começado a dividir-se em duas massas de terra menores, chamadas Laurásia e Gondwana.


Esses movimentos tectônicos fez os oceanos aproximarem-se e as placas tectônicas afundarem. Esse processo, chamado de subducção, levou ao vulcanismo na superfície, com pedras constantemente a derreter e emitir CO2 para a atmosfera.


Enormes quantidades deste gás de efeito estufa tornaram extremamente úmido e quente o clima durante o Período Jurássico, afirma o geocientista Douwe van der Meer, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Utrecht, na Holanda.


Observando atentamente


A equipe de Van der Meer usou uma técnica de imagem de última geração chamada tomografia sísmica para reconstruir 250 milhões anos de emissões vulcânicas de CO2. Para isso, os pesquisadores analisaram as ondas sísmicas que viajam através da Terra, para visualizar a estrutura do interior da Terra.


"Este método é comparável à tomografia computadorizada utilizada em hospitais para ver dentro de corpos", disse van der Meer. "Com o tempo de viagem das ondas suficientes, pode-se criar um modelo de velocidade da Terra. Regiões mais rápidas são mais densas, as placas de materiais mais frios que afundaram na Terra".


O objetivo foi demonstrar como as variações de placas tectônicas levaram a variações nas emissões de CO2 dos vulcões há 250 milhões de anos. E quanto mais profundamente o equipamentos de imagem vai, mais para trás no tempo os cientistas podem ver.


Por outras palavras, os exames mostram o interior da Terra, permitindo aos pesquisadores "ver" as placas tectónicas que se afundaram no planeta nos últimos 250 milhões de anos. Os pesquisadores então quantificaram as placas que têm-se afundado nas profundezas da Terra, e os seus cálculos mostraram que a Terra produziu duas vezes mais CO2 que existe hoje.


Em seguida, os cientistas inseriram esse número num modelo de paleoclima comumente usado, para calcular todas as emissões de CO2 vulcânicas na época. Uma vez que houve também menos CO2 a ser removido da atmosfera pela vegetação e rochas do que hoje, os níveis de CO2 atmosféricos foram, provavelmente, cinco vezes maiores do que no presente.


Os resultados sugerem níveis muito mais elevados de CO2 do que havia sido estimado em estudos anteriores realizados nos anos de 1980 e 1990. Essa pesquisa foi baseada em dados indiretos das variações do nível do mar. Desde então, a compreensão dos cientistas da Terra melhorou significativamente, e os pesquisadores já haviam começado a suspeitar que as estimativas de idade eram imperfeitas.


Mudanças climáticas futuras


"As novas estimativas de emissões de CO2 são cruciais para determinar a relação entre CO2 e clima", Appy Sluijs, pesquisador do clima também da Universidade de Utrecht e co-autor do estudo. "A nossa nova informação do interior da Terra é independente, e confirma os dados existentes sobre os níveis de CO2 na atmosfera, conforme determinado a partir de fósseis".


Um dos objetivos dos pesquisadores é entender a forte ligação entre o clima e as emissões de CO2 vulcânicas, e aplicá-lo a futuras previsões de mudança climática. "Como este estudo pesquisou o quanto CO2 foi emitido através do tempo, estamos agora em condições para aumentar em intervalos de tempo mais interessantes", disse Sluijs.


"Isso vai levar a previsões a longo prazo da futura mudança climática. Estamos produzindo mais CO2 do que todos os vulcões da Terra", acrescentou van der Meer. "Vamos afetar o clima de formas que são têm precedentes e não são naturais. A questão é o quanto o clima vai mudar. Agora podemos responder a isso", concluiu. 
 
 
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Vida «extraterrestre» descoberta na atmosfera



Micro-organismos provenientes do Espaço
 
 
Cientistas britânicos acreditam ter descoberto partículas vivas vindas do Espaço.
 
 
Uma equipe de cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, acredita ter encontrado partículas vivas provenientes do Espaço depois de ter enviado um balão de pesquisas para a estratosfera. Uma experiência, que de acordo com a mesma equipe de cientistas, demonstra a chegada à Terra de vida extraterrestre.


De acordo com a Sky News, o balão de pesquisas, especialmente desenhado para o efeito, percorreu 27 quilômetros até chegar à estratosfera (a segunda camada da atmosfera) durante a chuva de meteoros de 12 de agosto de 2013. 
 
 
O balão conseguiu recolher pequenos organismos que a equipe de investigadores conclui terem chegado do Espaço.


«A maioria das pessoas dirá que estas partículas biológicas chegaram à estratosfera a partir da Terra, mas sabe-se que uma partícula desse tamanho não pode alcançar alturas de, por exemplo, 27 quilômetros. Isso só seria possível com uma única exceção: teria de ter havido uma erupção vulcânica violenta e isso não aconteceu nos últimos três anos», refere Milton Wainwright, professor do departamento de Biologia Molecular da Universidade de Sheffield e responsável pela experiência.


Na sequência desse raciocínio, a equipe de Wainwright concluiu que «há vida que chega continuamente do Espaço para a Terra, pelo que a vida não é algo exclusivo do nosso planeta e é muito possível que nem sequer tenha sido aqui originada».


Os resultados da experiência foram publicados no portal Journal of Cosmology. Aguarda-se agora um estudo mais detalhado, depois de os cientistas recolherem mais amostras durante uma nova chuva de meteoros em outubro, que se prevê tenha uma elevada densidade de poeira cósmica.


«Se continuar a chegar vida do Espaço, teremos de alterar por completo a nossa visão da biologia e da evolução», afirma Milton Wainwright.



Fonte: TVI24

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Nova teoria garante que terráqueos seriam, na verdade, marcianos

 


A vida na Terra teve início graças a um mineral-chave, depositado em um meteorito vindo de Marte, garante uma nova teoria divulgada nesta quinta-feira.


O ingrediente vital foi uma forma mineral oxidada do elemento molibdênio, que ajudou a evitar que as moléculas de carbono - a base da vida - se degradassem até virarem uma gosma.


O homem por trás desta ideia é Steven Benner, professor do Instituto Westheimer de Ciência e Tecnologia em Gainesville, Flórida, que deve apresentá-la em uma conferência internacional de geoquímicos em Florença, Itália.


"Só quando o molibdênio ficou altamente oxidado é que ele foi capaz de influenciar a formação da vida primitiva", explicou Benner em um comunicado de imprensa.


"Esta forma de molibdênio não poderia ter estado disponível na Terra na época em que a vida começou porque três bilhões de anos atrás a superfície terrestre tinha muito pouco oxigênio, ao contrário de Marte", acrescentou.


Nesta época violenta do Sistema Solar, a Terra, ainda um planeta infantil, era bombardeada por cometas e asteroides.


Marte também teria sofrido bombardeios e os impactos teriam feito os destroços marcianos saltar no espaço, onde eles teriam permanecido até, eventualmente, serem capturados pela gravidade terrestre.


Análises recentes de um meteorito marciano mostraram a presença de molibdênio, assim como de baro, um elemento químico que também pode ter impulsionado a criação da vida, ajudando a proteger o RNA - primo primitivo do DNA - dos efeitos corrosivos da água.


"A evidência parece indicar que, na verdade, todos nós somos marcianos, que a vida começou em Marte e veio para a Terra em uma rocha", disse Benner.


"Foi sorte, contudo, que nós tenhamos acabado aqui, pois, certamente, a Terra era o melhor dos dois planetas para abrigar a vida. Se nossos hipotéticos ancestrais marcianos tivessem permanecido em Marte, poderia não haver história para contar", acrescentou.


Outras teorias sobre a origem da vida na Terra sugerem que a água, um ingrediente-chave, foi trazida por cometas, conhecidos como "bolas de neve sujas", que contêm gelo e poeira da época da construção do Sistema Solar.


Uma outra hipótese, chamada panspermia, sugere que bactérias pegaram carona em rochas espaciais e mergulharam nos mares quentes e acolhedores da Terra.



Fonte: EM

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Planeta terra pode ter tido duas luas



Uma nova teoria sugere que um dia, há bilhões de anos, a Terra teve duas luas, de acordo com um artigo publicado na revista Nature. 
 
 
A hipótese foi desenvolvida numa tentativa de se explicar por que nosso satélite possui duas faces tão diferentes entre si, sendo uma mais acidentada (o lado "obscuro" do ponto de vista de quem está olhando a Lua daqui do nosso planeta) do que a outra.


Segundo Erik Asphaug, cientista da Universidade da Califórnia em Santa Cruz e coautor do estudo, há 4,4 bilhões de anos, um satélite menor teria colidido com o maior e, desta maneira, restou apenas um deles com formato assimétrico. 
 
 
 
Eles haviam se formado aproximadamente 100 milhões de anos antes, quando um planeta gigante se chocou com a Terra. Assim, as luas teriam começado a orbitar a Terra, com a menor no rastro da maior.


A lua maior acabou gerando um campo gravitacional que atraiu a menor e, então, ocorreu o impacto a uma velocidade relativamente baixa em termos de colisões planetárias, no caso 8.000 km/h. 
 
 
Como o choque foi "lento", as rochas nem teriam se fundido. Simulações gráficas ajudaram os pesquisadores a chegar à conclusão dos motivos pelos quais um lado da lua é mais montanhoso do que a face iluminada do nosso atual satélite.



Especialistas que não participaram da pesquisa observaram que a ideia faz sentido, mas ainda não estão totalmente convencidos. 
 
 
 
A teoria foi apresentada em uma conferência da Nasa, em Woods Hole, Massachusetts, mas nem todos concordaram com ela. Ao mesmo tempo, porém, não é fácil aplicar testes para comprovar a veracidade da teoria.
 
 
 
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Planeta Terra ameaçado pelo disparo de raios gama mortais





Sabemos que a vida em nosso planeta está constantemente ameaçada por asteroides e cometas rasantes, que inquietam o mundo científico quando se aproximam de nossas latitudes espaciais. 


Como se isso não bastasse, junta-se agora a esses perigos cósmicos o alerta gerado pela descoberta da estrela WR104, que poderia disparar uma dose letal de raios gama diretamente sobre o globo terrestre.


Embora a estrela seja conhecida desde 1998, foi revelado recentemente que a Terra, situada a uma distância de 8 mil anos-luz, encontra-se localizada exatamente dentro do raio de alcance de uma provável explosão. 


Nesse caso, a emissão de raios gama, capazes de afetar a estrutura molecular do DNA, poderia exterminar todas as formas de vida do planeta.


Dependendo da rotação que realiza em sua órbita, a descarga também seria poderosa o suficiente para destruir um quarto da camada de ozônio. 


No entanto, é possível que a explosão aconteça de forma isotrópica, isto é, como uma esfera. Nesse caso a radiação gama mortífera seria praticamente inofensiva para a atmosfera.


Os especialistas afirmam que essas ameaças não são novas e convivem com o planeta Terra desde suas origens, a tal ponto que desencadearam o ciclo de vida ou morte repetidamente ao longo do tempo.




quinta-feira, 16 de maio de 2013

Água com 1,5 bilhão de anos descoberta no Canadá pode ter vida




Cientistas do Canadá e do Reino Unido encontraram em uma mina a 2,4 quilômetros de profundidade em Ontário bolsões de água que estavam isolados havia pelo menos 1,5 bilhão de anos. 


Segundo os pesquisadores, o local pode abrigar vida e tem rochas similares àquelas descobertas em Marte, o que pode nos ajudar a entender como seriam as formas de vida caso elas tenham existido - ou ainda existam - no planeta vermelho.


O estudo, divulgado na quarta-feira na revista especializada Nature, descobriu que essa água é abundante em substâncias químicas necessárias à vida e pode ser uma das mais antigas do nosso planeta. Além disso, a descoberta pode levar a entendermos melhor como micro-organismos isolados evoluem.


Os cientistas afirmam que a água é rica em gases dissolvidos, como hidrogênio, metano e gases nobres - como hélio, neônio, argônio e xenônio. 


A grande quantidade de hidrogênio é similar à encontrada em chaminés hidrotermais - regiões profundas do oceano com grande quantidade de vida, principalmente microscópica, que tira sua energia do calor das profundezas da Terra. 


Segundo os cientistas, mesmo sem receber a energia do Sol, os seres vivos da mina canadense conseguiriam energia dos gases.


As rochas do local têm cerca de 2,7 bilhões de anos, mas ninguém imaginava que a água também era tão velha. Agora, os pesquisadores usaram novas técnicas para mostrar que o líquido tem pelo menos 1,5 bilhão de anos, mas pode ser muito mais velho.


"Encontramos um sistema fluido interconectado na profundeza do embasamento cristalino canadense que tem bilhões de anos e é capaz de suportar vida. Nossas descobertas são de grande interesse para pesquisadores que tentam entender como micróbios evoluem em isolamento, e é central para a questão da origem da vida, a manutenção da vida, e a vida em ambientes extremos e outros planetas", diz Chris Ballentine, professor da Universidade de Manchester (Reino Unido).




 Fonte: Terra

terça-feira, 14 de maio de 2013

Núcleo da Terra gira em velocidade diferente e sem sincronia com o planeta



O núcleo da Terra gira a diferentes velocidades, acelerando e desacelerando com frequência, e este movimento não é sincronizado com a da massa restante do planeta, segundo um estudo divulgado na segunda-feira (13) na Austrália.


A pesquisa liderada por Hrvoje Tkalcic, da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês), revelou que não só a taxa de rotação do núcleo é diferente da do manto - a camada que fica abaixo da crosta terrestre -, mas, além disso, sua velocidade é variável.


"É a primeira evidência experimental que o núcleo roda a diferentes velocidades", disse Tkalcic em comunicado da ANU.


Os pesquisadores descobriram que em comparação com o manto, o núcleo girou mais velozmente na década de 1970 e 1990, mas desacelerou na de 1980.


"A aceleração mais dramática provavelmente ocorreu nos últimos anos, embora precisemos fazer mais testes para confirmar esta observação", comentou Tkalcic, ao lembrar que Edmund Halley tenha especulado que as camadas internas da Terra rodavam em uma velocidade diferente, em 1692.


Para efeitos do estudo, o especialista em física e matemática analisou, através de um método inovador, os registros dos terremotos duplos dos últimos 50 anos para medir a velocidade da rotação do núcleo terrestre.


Os terremotos duplos são dois tremores de magnitude quase idêntica que podem ser registrados em um período que varia entre duas semanas a 40 anos, e que se diferenciam das réplicas.


Tkalcic comentou que lhe pareceu emocionante ver que "inclusive com uma diferença de 10, 20 ou 30 anos, estes terremotos se assemelham. Cada par tem uma leve diferença, e esta [diferença] corresponde ao núcleo. Pudemos usar essa diferença para reconstruir a história de como o núcleo girou nos últimos 50 anos".


Tkalcic diz acreditar que seu novo método ajudará no entendimento do papel do núcleo terrestre na criação do campo magnético que permitiu a evolução da vida no planeta, ao agir como um escudo contra a radiação cósmica, segundo comunicado da ANU.




Fonte: UOL

quinta-feira, 28 de março de 2013

O colossal Olho do Saara



A Estrutura Richat é um local no deserto do Saara (Mauritânia), semelhante a um gigantesco alvo, com um diâmetro de aproximadamente 50 km. É também conhecido como “O Olho de África”.


Seria um aeroporto de espaçonaves alienígenas ou uma estrutura natural?


Por ser parecida com uma cratera, a formação desta estrutura foi inicialmente atribuída a um impacto de meteorito. 


Geólogos teorizam que o “olho” é um resultado de distintos tipos de rochas degradando a diferentes taxas de erosão. 


É uma teoria “aguada”, como rochas ígneas dentro da estrutura são mais resistentes à erosão do que as rochas sedimentares das camadas inferiores.


A idade das rochas sedimentares que circundam em Richat tem a idade do fim período Proterozóico (2,5 bilhões de anos) para Ordoviciano (480 milhões de anos).


Segundo a NASA, a Estrutura de Richat era usada como um marco para as tripulações de ônibus espaciais. 
 
 
 
 
 
Fonte: Hypescience
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