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sábado, 12 de dezembro de 2015

A lua com gêiseres de vapor que pode ter a melhor condição para vida depois da Terra



A sonda Cassini, um projeto conjunto da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla inglesa) e da Agência Espacial americana (Nasa), fez descobertas incríveis em Saturno, mas nenhuma supera as revelações extraordinárias sobre Enceladus.


O que esse satélite movido a plutônio já viu nessa lua congelada de 500 km de diâmetro é surpreendente. A Cassini detectou grandes jatos de vapor d'água e outros materiais jorrando de rachaduras no polo sul da lua de Saturno. 


É um espetáculo único no Sistema Solar, afirma Carolyn Porco, que coordena o sistema de câmeras da espaçonave.


"Brincamos entre a nossa equipe que encontramos o 'parque interplanetário de gêiseres de Enceladus', e que gerações futuras poderão ir para lá em férias", afirmou.


Mas pesquisadores não estão brincando ao afirmar que esse pequeno mundo está entre os melhores locais para se buscar vida fora da Terra.


O "encanamento" dos jatos de vapor leva a um amplo reservatório de água que pode atingir até 40 km de profundidade.


Os instrumentos da Cassini puderam mostrar, sobrevoando e analisando as emissões de materiais, que as condições e a química desse oceano subterrâneo podem dar suporte à vida microbial.


Há fortes indícios de que a água esteja interagindo com rochas no leito do oceano, para produzir o tipo de coquetel de nutrientes que poderia alimentar pequenos organismos.


"Eu me interesso há décadas pela busca por vida no Sistema Solar e ainda estou espantado com o que estamos vendo em Enceladus. É um pequeno mundo tão distante da Terra, expelindo uma riqueza de material orgânico, água e indícios de habitabilidade. É surpreendente, e as amostras estão bem ali, livres para coleta", disse Chris McKay, astrobiólogo da Nasa.


Mas mesmo com toda sua capacidade, a Cassini, com sua tecnologia dos anos 1980 e 1990, não pode comprovar em definitivo a presença de micróbios sob a superfície gelada de Enceladus. A sonda foi lançada em outubro de 1997 e chegou a Saturno em julho de 2004.


Para isso, seria preciso um outro tipo de satélite, com sensores especiais.


A Cassini irá fazer uma última manobra de aproximação da lua na próxima semana para coletar uma leva final de imagens detalhadas da superfície.


Depois irá se deslocar pelo sistema de Saturno em preparação para observações finais do planeta dos anéis.
Então estamos quase dando adeus a Enceladus, e -- claro -- isso já motiva conversas sobre como podermos voltar um dia com equipamentos mais potentes.


Jonathan Lunine é um cientista interdisciplinar na missão Cassini na Universidade Cornell, nos EUA. Ele desenvolveu um conceito para uma espaçonave que chamou de ELF (Enceladus Life Finder, ou localizador de vida de Enceladus, em tradução livre).


Seria uma sonda menor do que o satélite gigante que hoje orbita Saturno, mas a perda em tamanho (e custo) seria compensada pela sofisticação.


Seus instrumentos seriam voltados à análise do conteúdo dos jatos de vapor para verificar qualquer componente químico associado a processos biológicos.


"Com espectrômetros de massa potentes, poderíamos detectar e identificar aminoácidos (matéria-prima das proteínas)", afirma.


"Teríamos capacidade de detectar ácidos graxos presentes em membranas de células de bactérias; e seus 'primos', os chamados isoprenóides, que estão na membrana das arqueobactérias, esses micróbios que habitam ambientes extremos da Terra.


"Também poderíamos contar o número de carbono dos jatos para verificar se seguem o padrão de vida. E finalmente mediríamos os isótopos (espécies do mesmo elemento químico, de mesmo número atômico e diferentes números de massa) de todo o carbono, nitrogênio e oxigênio, para ver se a química é parecida com a que ocorre na Terra, onde organismos preferem os isótopos mais leves ao processar esse material em seus sistemas."


Desafios futuros

 

O ELF foi submetido a uma competição recente da Nasa para selecionar missões planetárias futuras, mas não foi escolhido. Um dos problemas em empreitadas desse tipo é a disponibilidade de energia em um ponto tão longe do Sol (1,4 bilhão de km).


A sonda Cassini utiliza uma "bateria nuclear", movida a plutônio-238, para todas as suas demandas de energia. Essa fonte é cara e hoje praticamente não existe mais -- o isótopo não existe naturalmente e parou de ser fabricado após o fim da corrida nuclear no mundo.


Painéis solares são uma opção, porém o desafio é grande: a intensidade da luz do Sol em Enceladus é um centésimo da que atinge a Terra.


Apesar disso, a possibilidade de voltar a essa lua branca e brilhante de Saturno é tão instigante que um caminho certamente será descoberto. Não só porque Enceladus é um dos melhores lugares para a busca de vida extraterrestre -- é também o mais fácil.


Diferentemente de Marte ou de Europa (lua de Júpiter), em Enceladus não há necessidade de pouso e perfuração do solo para coleta e análise de amostras. As amostras são permanentemente lançadas no espaço pelos jatos do polo sul.


Peter Tsou, do laboratório de propulsão de foguetes do Instituto de Tecnologia da Califórnia, tem um projeto para trazer essas amostras de volta à Terra para avaliação mais detalhada em laboratórios de ponta.
Sua missão se baseia no modelo da sonda Stardust da Nasa, que em 2006 coletou amostras de poeira de estrelas e cometas.


Naquela ocasião, Tsou usou um arranjo de espuma de dióxido de silício, chamado aerogel, para coletar as amostras enquanto a sonda Stardust voava por nuvens de gás e poeira dos objetos.


"Na Stardust, eu lancei aerogel em cubos de 2x4x3 cm. Tinha 132 deles. E descobri que um ou dois cubos já davam conta do recado", recorda.


"Então não precisamos de muitos (cubos de aerogel). Contudo, o desafio é a dimensão reduzida das amostras, e que estamos tratando de vida. Qualquer contaminação da Terra pode arruiná-las, porque poderíamos descobrir (após a análise) 'É a minha saliva!'", afirma.


Tsou calcula que uma missão de coleta de amostras de Enceladus poderia levar 14 anos, do lançamento à presença de material lunar em um laboratório na Terra.


Origem da vida

 

"Se descobrirmos vida em um lugar como Enceladus obviamente será algo simples, como vida microbiana", afirma Carolyn Porco.


"Claro que seria fascinante se descobríssemos lagostas; quem sabe? Talvez", afirma a pesquisadora. "Mas estamos mirando em algo simples, apenas provas de vida microbiana."


"Seria uma mudança de paradigma. Qual o tipo de vida que existe ali? É como a vida na Terra ou não? É baseada no DNA ou não? Seria uma descoberta enorme, provavelmente a maior descoberta científica que possamos fazer. Temos que voltar."


Para Jonathan Lunine, se Enceladus revelar sinais de vida, isso trará a certeza de que "a vida teve uma segunda origem".


"Mas isso também nos permitirá, acredito, mover nossa atenção para a galáxia, e perceber que se a vida pode começar duas, três ou quatro vezes em nosso próprio Sistema Solar, quantos planetas habitáveis na galáxia devem ter vida hoje?"





Fonte: UOL

Nasa mostra de perto Prometeu, a lua ‘batatuda’ de Saturno


 
 
Satélite gravita perto do anel F do planeta e nele provoca oscilações.
 
 
A sonda Cassini da NASA capturou no domingo, 6 de dezembro, uma rara imagem da pequena lua irregular de Saturno Prometeu, em que ela aparece com formato que lembra o de uma batata.


De acordo com a “CNET”, Saturno tem mais de 60 luas, que vão desde o satélite branco gelado Encélado ao fascinante gigante Titã. Prometeu é um satélite de estranha aparência, medindo 86km em sua dimensão mais longa, que orbita internamente em relação ao anel F de Saturno, o mais estreito e distante do planeta.


A agência espacial divulgou a imagem resultante na terça-feira, chamando-o de “uma das fotos em mais alta resolução da Cassini da lua Prometeu”. O nome interno da Nasa para a imagem é PIA 17207. Outras duas imagens de Prometeu obtidas pela Cassini são PIA18186 e PIA12593.


A imagem mostra a face de Prometeu que não está voltada para Saturno. Na foto, o norte de Prometeu está para cima. A imagem foi obtida no espectro de luz visível com a câmera de ângulo fechado da nave.


No momento da foto, Cassini estava a 37.000km de Prometeu. A escala da imagem é de 220m por pixel.



SATÉLITE PASTOR



Segundo a “Wikipédia”, a lua Prometeu foi descoberta por S. Collins em 1980, em fotos enviadas pela sonda espacial Voyager 1. Prometeu é um “satélite pastor” do limite interior do anel F. 


Um satélite pastor é uma pequena lua que tem sua órbita próxima a anéis planetários e confinam estes anéis através de interações gravitacionais. Pandora é outro satélite saturnal que “pastoreia” o Anel F.



Apesar de seu pequeno tamanho, Prometeu provoca oscilações na estrutura do Anel F, que é mantido pela gravidade de Saturno. O satélite recebeu a designação provisória S/1980 S 27, e também é chamado de Saturno XVI. 


A origem do nome vem da Mitologia Grega, na história do personagem Prometeu, que roubou o fogo dos deuses para entregá-lo aos homens e por isso foi condenado por Zeus a ficar aprisionado no Cáucaso. Enquanto estava acorrentado, uma águia vinha lhe bicar o fígado, como castigo por roubar um privilégio exclusivo dos deuses e entregá-lo aos mortais.



SERVIÇO


O centro de operações da coleta de imagens da Cassini e a líder da equipe, Drª Carolyn Porco, estão baseados no Space Science Institute, na cidade de Boulder, no estado americano do Colorado. O centro se chama CICLOPS (Cassini Imaging Central Laboratory for OPerationS). E qualquer pessoa que queira se filiar gratuitamente à Cyclops Alliance, que divulga as mais recentes imagens da missão, basta se registrar neste site.




Fonte: O Globo

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Cientistas afirmam que pode haver vida na lua de Saturno



Cientistas dos EUA e da Alemanha afirmaram que podem existir micro-organismos enormes e antiquíssimos em Titã, o maior dos satélites de Saturno. Segundo o artigo publicado pela revista Life, esses organismos apresentariam um sistema especial para a sobrevivência em condições extremas. 


Os pesquisadores estão examinando as formas físicas e químicas de vida possível em lugares de características diferentes da Terra. 


Nesse contexto, foram analisadas as diversas possibilidades de composição de um ser vivo e eles chegaram à conclusão que os organismos que poderiam existir em Marte teriam peróxido de hidrogênio como líquido intracelular, enquanto em Titã seriam baseados quase unicamente na química dos hidrocarbonetos. 


Os seres vivos de Titã seriam muito diferentes dos da Terra e dos supostos habitantes de Marte, já que sua temperatura de superfície é de, em média, -180ºC e não há água em estado líquido nem dióxido de carbono. 


Em Titã, o metano e o etano líquidos cumprem a função da água. As condições frias do satélite fariam com que o metabolismo dos possíveis organismos fosse muito lento, sendo suas células extremamente grandes e seu envelhecimento muito mais lento que na Terra. 


Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, afirmou que “somente a descoberta de vida extraterrestre e de uma segunda biosfera nos permitirá testar essas hipóteses”, o que seria “uma das maiores conquistas da nossa espécie”.




Fonte: History

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Riscos misteriosos são encontrados em lua de Saturno



Cientistas querem desvendar um mistério recém-descoberto em uma das luas de Saturno. Imagens captadas em Tétis pela sonda Cassini, da Nasa, deixaram os pesquisadores intrigados. 


Os riscos em forma de arcos vermelhos que apareceram na superfície do satélite foram descritos pelo comunicado da agência espacial norte-americana como semelhantes a um “grafite feito por um artista desconhecido”. 


A origem dos riscos ainda é desconhecida. De acordo com os cientistas, uma das possibilidades é que seja gelo exposto misturado a impurezas químicas. Outra teoria é que seria o resultado de vazamento de gás de Tétis. 


Segundo Paul Helfenstein, um dos cientistas que analisam as imagens, os arcos vermelhos podem ser geologicamente recentes, devido a suas características. A equipe deve explorar ainda mais de perto os arcos em novembro. A sonda Cassini está em órbita há 11 anos e ainda é capaz de fazer descobertas surpreendentes.





Fonte: History

sábado, 28 de fevereiro de 2015

NASA quer mandar submarino para uma das luas de Saturno




Por volta de 2040, a Nasa pretende enviar um submarino para explorar um dos mares de Titã. O astro é uma das 62 luas de Saturno, segundo maior planeta do Sistema Solar (menor apenas que Júpiter).


Um estudo sobre o veículo foi divulgado pela agência espacial americana na internet. Nele, o órgão informa que o submarino está sendo desenvolvido para circular pelo Kraken Mare.


Um dos maiores mares de Titã, o Kraken Mare conta com cerca de mil quilômetros de extensão e é composto de etano e metano. Entretanto, a Nasa ainda terá de superar desafios para tornar o projeto realidade. Um deles envolve o envio de informações a partir de Titã. 


"A transmissão de dados por uma distância de mais de um bilhão de quilômetros requer uma antena grande", explicou a agência no estudo sobre o submarino.


O projeto prevê que uma espaçonave leve o submarino até Titã. A ideia é que o veículo percorra uma distância de cerca de 2 mil quilômetros durante 90 dias no Kraken Mare. Nesse período, o submarino irá realizar experimentos científicos.


"O veículo contará com uma câmera para observar o estado do mar e a paisagem do litoral e fará observações meteorológicas", afirma a Nasa.




Fonte: MSN

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mistério de 'ilha mágica' em lua de Saturno intriga astrônomos





 
 
Cientistas tentam entender fenômeno em Titã, satélite que teria características parecidas com a Terra; região pode ter tido gelo.
 
 
Há algum tempo os cientistas estão intrigados com um fenômeno - que vem sendo chamado de "ilha mágica" - observado em julho do ano passado pela sonda Cassini, da Nasa, em Titã, maior lua de Saturno.
 
 
A sonda observou a "ilha" - na realidade, uma mancha brilhante - durante um sobrevôo por Ligeia Mare, um lago de metano e etano do polo norte de Titã. Mas em suas passagens seguintes ela havia desaparecido.


Agora, um estudo publicado na revista Nature Geoscience defende que a mancha pode ter sido causada tanto pela presença de icebergs na região, quanto pelo reflexo de ondas do lago ou gases que teriam emanado de suas profundezas.


"Ilha mágica é o termo coloquial que estamos usando para nos referir a esse fenômeno, mas na realidade não achamos que se trata de uma ilha", explicou à BBC Jason Hofgartner, da Cornell University, em Nova York, um dos autores do estudo.


Ele diz que, como a luminosidade apareceu e desapareceu muito rapidamente, é improvável que tenha sido causada por uma ilhota vulcânica.


"Temos quatro hipóteses diferentes para explicar as causas desse fenômeno: ondas, bolhas de gás, sólidos flutuantes e sólidos em suspensão".



Importância científica


A maior lua de Saturno chama a atenção de cientistas por ter características semelhantes às da Terra. Ela tem, por exemplo, uma atmosfera espessa, além de uma superfície moldada por ventos e chuvas, com rios, mares e dunas.


As montanhas e dunas de Titã, porém, são feitas de gelo, não de rochas ou areia. E em vez de água, seus lagos são formados por hidrocarbonetos líquidos.


Os mares e lagos de sua região polar, por exemplo, são repletos de metano e etano, substâncias gasosas na Terra, mas que nas temperaturas típicas de Titã - de 180ºC negativos - existem em estado líquido.


Titã também tem algo semelhante às estações do ano da Terra, embora seu ciclo sazonal seja de 30 anos. Com a aproximação do solstício de verão em Titã, que será em maio de 2017, o nível de atividade atmosférica no norte dessa lua tende a crescer.


"À medida em que o verão se aproxima, mais energia do sol é depositada no hemisfério norte de Titã", diz Hofgartner.


Os ventos da região também tendem a ficar mais fortes, causando ondas na superfície de seus lagos e mares. São essas ondas a primeira das possíveis explicações para a "ilha mágica" - até porque os cientistas já detectaram evidências de ondas em outro lago da lua, conhecido como Punga Mare.


Hipóteses


A segunda explicação possível é que a mancha de luz ( ou "ilha mágica") poderia ter sido causada por sólidos flutuantes - os icebergs. Esses icebergs não poderiam ser formados por gelo de água, porque afundariam no mar de hidrocarboneto líquido. Seriam, portanto, de uma mistura congelada de metano e etano.


Já os sólidos em suspensão - a terceira possível causa da mancha de luz - poderiam ser poliacetileno, um composto orgânico de baixa densidade que os cientistas acreditam fazer parte da atmosfera de Titã. A última hipótese é que a luminosidade que a Cassini observou foi provocada por gases emergindo de fissuras vulcânicas submarinas para a superfície de seu lago.


Mais observações e estudos são necessários, porém, para que se determine quais dessas hipóteses são mais prováveis.


"Parece que algo está acontecendo em Ligeia Mare. Titã não para de nos surpreender", diz John Zarnecki, professor emérito da Open University de Milton Keynes, co-autor de um estudo sobre a altura das ondas em Titã.


"Essa é mais uma evidência de que precisamos voltar para lá com uma missão, preferivelmente para pousar em um de seus mares. Só então entenderemos o que está acontecendo nesse lugar incrível."

 
 
Fonte: IG

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Lua de Saturno tem um oceano gigante oculto a 39 km da superfície



Não é de hoje que os cientistas tem procurado planetas que tenham condições de sustentar a vida.


Agora cientistas confirmaram que um oceano, que poderia suportar a vida, foi encontrado em altas profundidades sob a superfície congelada de Enceladus, uma das luas de Saturno.


O oceano está enterrado abaixo de 39 km de camadas de gelo e pode ser bem maior do que o Lago Superior – considerado o maior dos lagos da América do Norte.


A descoberta foi feita após cientistas medirem anomalias gravitacionais captadas pela sonda Cassini, da Nasa, que passou 10 anos estudando Saturno e suas luas.


Em 2005, a Cassini enviou imagens surpreendentes de vapor de água que jorravam da superfície dessa lua. Os jatos eram tão fortes e tão altos que ultrapassavam 483 km de largura, um fenômeno conhecido como “linhas de tigre”. Então, nesta época, os pesquisadores previram que existia um grande reservatório de água subterrânea.


Agora, os novos dados publicados na revista Science, confirmam que um grande oceano com aproximadamente 10 km de profundidade encontra-se sob a região polar, no sul da lua.


Outra famosa lua de Saturno, Europa, também é famosa por conter água líquida em sua superfície. Os cientistas acreditam que seria possível a existência de micróbios como bactérias e protozoários nestas águas.


O oceano de Enceladus fica em cima de rochas de silicato, o que pode gerar reações químicas complexas que poderiam criar condições semelhantes àquelas encontradas na Terra.


A sonda Cassini já passou por Enceladus 19 vezes entre os anos de 2010 e 2012. Os dados mostraram que o campo gravitacional da lua era mais forte no hemisfério sul do que deveria ser, o que levou os pesquisadores a descobriram o oceano oculto.
 
 
 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cassini registra imagens dos lagos de Titã

Imagens revelam os lagos do polo norte de Titã / NASA/JPL-Caltech/University of Arizona/University of Idaho


A Nasa revelou novas imagens obtidas com a sonda Cassini, que está em missão em Saturno. As fotos mostram os lagos de metano liquido de Titã, uma das luas do planeta. Os mares e lagos também contém etano e estão localizados próximos ao polo norte da lua.


As imagens devem ajudar os cientistas a entender melhor a formação de Titã e seu ciclo “hidrológico”, que é parecido com o da Terra e envolve hidrocarbonetos em vez de água.


O tempo bom, sem nuvens, e o sol brilhando no polo norte de Titã também colaboraram para as boas imagens, já que até agora só haviam fotos distantes e parciais dessa área.


Os dados sugerem que parte dos mares e lagos de Titã evaporaram, e que com a espessa neblina da lua se dissolveram em metano liquido. 


"Acontece que o polo norte de Titã é ainda mais interessante do que pensávamos, com uma complexa interação de líquidos em lagos e mares e depósitos deixados pela evaporação de lagos e mares do passado", disse Jason Barnes, cientista do projeto Cassini.



Fonte: Band

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Céus de Júpiter e Saturno estão salpicados de diamantes gigantes



As camadas inferiores dos gigantes gasosos Júpiter e Saturno podem conter diamantes gigantes, enquanto que nas camadas superiores pode haver "chuvas de diamantes", consideram astrônomos estadunidenses.
As frequentes tempestades nas atmosferas desses planetas são capazes de fazer com que, sob a influência de certas combinações de temperaturas e pressões, os hidrocarbonetos se transformam em micro-diamantes que caem em forma de "chuva" em direção aos núcleos dos planetas gigantes. 



Ali, entram no estado líquido e em parte voltam à atmosfera, onde se transformam em diamantes que podem "crescer" graças à substância emanada pelos núcleos dos planetas.


É possível que no futuro a humanidade possa explorar diamantes em Júpiter e Saturno, utilizando sondas-robôs.



sábado, 5 de outubro de 2013

Sonda da Nasa acha elemento plástico em lua de Saturno






Nasa descobriu, pela primeira vez na história da exploração espacial, a presença indiscutível de um elemento da composição do plástico de origem extraterrestre. O achado foi feito pela sonda Cassini, que faz pesquisas em Titã, a maior das luas de Saturno. 


O estudo foi publicado no periódico Astrophysical Journal Letters. O composto foi detectado na atmosfera deste satélite por um espectrômetro infravermelho (CIRS, na sigla em inglês) da Cassini, que identificou uma pequena quantidade de propileno, um hidrocarboneto inodoro e incolor, que é uma das maiores matérias-primas da indústria petroquímica. 


Esta substância é empregada na fabricação de recipientes para armazenamentos, para-choques de veículos, entre outros produtos. 


A identificação do material pelo equipamento CIRS comprova uma forte suspeita que existe desde as primeiras observações de Titã na década de 80, quando surgiram indícios de que haveria uma grande quantidade de hidrocarbonetos na atmosfera deste satélite de Saturno. 


O vice-presidente de pesquisas do projeto Cassini explicou que "esta é uma nova peça do quebra-cabeça que fornecerá uma prova a mais de até que ponto entendemos o universo químico que compõe a atmosfera de Titã." 



Fonte: History

sábado, 10 de agosto de 2013

Tempestuoso hexágono em Saturno intriga pesquisadores da Nasa





Uma enorme tempestade em forma geométrica exata de hexágono atingiu Saturno em um fenômeno nunca antes visto por pesquisadores. O estranho evento, registrado pela equipe da Sonda Cassini, da Nasa, aconteceu na atmosfera do polo norte do planeta, com um tamanho quatro vezes maior do que o da Terra.


“É algo muito estranho, mostra uma forma geométrica exata, com seus lados igualmente retos. Nunca vimos nada como isto em nenhum outro planeta. Na verdade, a espessa atmosfera de Saturno, onde prevalecem as tempestades circulares e as células convectivas, seria o último lugar onde alguém esperaria ver uma figura geométrica, mas assim está...”, disse Kevin Baines, um especialista em atmosfera da equipe da Cassini.


A incrível tempestade tem cor vermelha, o que é um indicador do nível de radiação produzida no interior de Saturno. Segundo outras observações, este fenômeno ocorreu mais abaixo da atmosfera do planeta do que se esperava, a aproximadamente, 100 quilômetros sob as nuvens.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Nasa divulga imagem da Terra vista de Saturno

  
Seta aponta a Terra na imensidão espacial / HO / NASA/JPL-CALTECH/SSI / AFP


Devido a distância entre o planeta e a Terra, imagem demorou um dia para chegar.


A Nasa divulgou, nesta segunda-feira, uma imagem feita pela Missão Cassini no dia 19 de julho, que mostra a Terra vista da órbita de Saturno.


A Terra está apontada com uma seta e é o ponto mais brilhante no espaço. A câmera estava a 1,445,854,740  quilômetros de distância da Terra, o que fez com que a imagem demorasse um dia para chegar à Nasa.


Fonte: Band

terça-feira, 30 de abril de 2013

Nasa divulga imagens de furacão gigantesco que atinge Saturno










Novas imagens divulgadas por uma nave espacial da Nasa (agência espacial americana) na órbita de Saturno revelam detalhes de um enorme furacão atingindo o polo norte do planeta. 


As fotos da sonda Cassini mostram o olho do furacão, com cerca de 2 mil quilômetros de largura - aproximadamente 20 vezes maior que um fenômeno típico na Terra. 


O turbilhão no planeta dos célebres anéis também é mais forte que na Terra, com ventos em sua borda exterior chegando aos 530 quilômetros por hora.


"Checamos duas vezes quando vimos o vórtice porque se parece muito com um furacão na Terra", afirmou em um comunicado o cientista Andrew Ingersoll, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos. 


"Mas ali está, em Saturno, em uma escala muito maior, e de alguma forma está permanecendo ativo mesmo com a pequena quantidade de vapor de água na atmosfera."


Nuvens finas e brilhantes viajam a 150 metros por segundo no limite externo do furacão, que se move dentro de um vórtice imenso e misterioso em formato de hexágono. 


Cientistas vão estudar o furacão para obter mais conhecimento sobre esse tipo de fenômeno na Terra, onde se alimenta da água quente dos oceanos. 


Apesar de não haver extensão de água nas proximidades dessas nuvens no topo da atmosfera de Saturno, aprender como o vapor de água é utilizado na formação de tempestades naquele planeta pode ajudar a entender melhor a geração e permanência de furacões terrestres.


Tanto o furacão na Terra quanto o vórtice saturniano possuem um olho central sem nuvens - ou com muito poucas delas. Outras características similares incluem a formação de nuvens altas e a rotação em sentido antihorário.




Fonte: Terra
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