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domingo, 4 de junho de 2017

Restos de primeiros humanos do Neolítico são encontrados na península ibérica



Uma pesquisa conjunta da Universidade de Barcelona e da Universidade Complutense de Madri descobriu os restos humanos de seis indivíduos pertencentes aos primeiros habitantes do Período Neolítico junto a objetos domésticos e animais em Cova Bonica, em Vallirana, na província de Barcelona, na Espanha. 


Além disso, os pesquisadores confirmaram informações que já conheciam de outras investigações, como a de que os indivíduos eram "intolerantes à lactose, tinham pele clara, olhos castanhos e cabelos escuros". 


Os primeiros pastores e agricultores - entre os quais estariam os restos descobertos - chegaram há 7.400 anos à península ibérica, informou a Universidade Complutense em comunicado sobre os trabalhos que foram desenvolvidos entre os anos 2008 e 2015, e cujos resultados foram divulgados através da publicação especializada "Journal of Field Archaeology". 


"A singularidade deste sítio arqueológico é que os restos humanos foram encontrados com seus objetos domésticos", afirmou a pesquisadora do departamento de Paleontologia da UCM e do Centro Misto UCM-ISCIII de Evolução e Comportamento Humano, Montserrat Sanz, que acrescentou que "isto permite relacionar a cultura material com as práticas de pastoreio desta população". 


Os arqueólogos identificaram 98 ossos humanos que correspondem a um mínimo de seis indivíduos de diferentes idades, de 3 a 35 anos, e de pelo menos duas mulheres, segundo o comunicado. 


Entre eles, os pesquisadores conseguiram identificar dois adultos (de 25 a 35 anos), um adolescente (de 12 a 13) e três meninos (de 9, 5 e inferior a 3 anos), através de restos de crânios, dentes, costelas, bacias e ossos de mãos e pés. 


"É relevante que tenhamos encontrado tanta quantidade de restos humanos em uma área inferior a dois metros quadrados", destacou Montserrat, apesar de nenhum esqueleto articulado ter sido descoberto. 


Junto aos restos humanos também foram encontrados vestígios de animais - sobretudo cabras e ovelhas - e ornamentos, bem como utensílios de pedra de sílex e cristal de rocha e fragmentos de cerâmica "dos mais antigos documentados na península ibérica". 


Esta descoberta "lança novos dados sobre como eram os ritos funerários dos cadáveres" e trata-se da "primeira evidência de inumações coletivas", segundo a nota da universidade. 


"Observamos que as práticas funerárias são muito heterogêneas", detalhou Montserrat. 


A arqueóloga qualificou a escavação como "muito complicada" até chegar aos restos neolíticos devido aos diferentes usos que a cova teve ao longo dos séculos, entre eles, como pedreira, mina de calcita e área de cultivo de cogumelos. 


O projeto esteve dirigido por Montserrat Sanz junto com Joan Daura, da Universidade de Lisboa, e os pesquisadores Xavier Oms, Mireia Pedro e Pablo Martínez. 





Fonte: Terra

Hominídeos primitivos e homem moderno podem ter coabitado na África



Hominídeos primitivos podem ter coexistido na África com os primeiros seres humanos modernos, anunciaram na terça-feira 09/05 pela primeira vez cientistas, um cenário que complica ainda mais a árvore genealógica da espécie humana.


De acordo com pesquisas, a datação de fósseis descobertos em 2013 em uma caverna no sítio arqueológico de Maropeng, perto de Johannesburgo, sugere que estes primos muito distantes viveram há entre 200.000 e 300.000 anos, no mesmo período que os primeiros Homo sapiens.


Estes antepassados ​são os Homo naledi, uma nova espécie cuja descoberta agitou a ciência.


Em 2015, o controverso paleontólogo americano Lee Berger ocupou as manchetes ao anunciar a descoberta em Maropeng de uma rica coleção de 1.500 ossos de quinze hominídeos de um tipo inédito.


A análise dessas ossadas revelou o retrato de um humanoide deslumbrante, dotado com características de espécies de vários milhões de anos, como um pequeno cérebro, e de outras mais recentes, como pés contemporâneos e mãos capazes de segurar ferramentas.


Lee Berger imediatamente ordenou seu achado no gênero Homo, a do homem moderno. Mas depois de não conseguir datar esses fósseis, atraiu a ira de muitos colegas que negaram qualquer novidade.


Na terça-feira 09/05, o professor da Universidade de Witwatersrand e sua equipe revelaram a idade dos ossos.


Seus resultados são surpreendentes. Os Homo naledi viveram entre 335.000 e 236.000 anos atrás, "no início do que nós consideramos como o começo da era dos humanos modernos", segundo Berger.


"Eles são surpreendentemente jovens", entusiasmou-se diante da imprensa. "Esta é uma espécie primitiva que sobreviveu por milhões de anos e que havia permanecido invisível".


"E é muito possível que o Homo naledi, esta espécie de hominídio de cérebro pequeno, tenha encontrado o Homo sapiens", ressaltou.


Casos de coabitação entre espécies já foram identificados. Na Europa, por exemplo, o homem de Neandertal cruzou seu caminho com o Homo sapiens antes de sua extinção há 30.000 anos.


Mas este cenário jamais havia sido traçado na África.


- Elo perdido -


"Humanos, parentes de humanos e parentes muito distantes dos humanos como o Homo naledi viveram aqui, no sul da Áfruca, durante os últimos 1,5 a 2 milhões de anos de nossa evolução", ressaltou outro membro da equipe, John Hawks, da Universidade de Wisconsin.



Esta realidade poderia colocar em questão as leituras lineares da evolução da Humanidade.


"Pensávamos que o Homem era invencível (...) e que havia apenas uma história ou uma linha reta cada vez mais humana com um cérebro maior e comportamentos mais complexos", acrescenta o pesquisador da universidade de Wisconsin.


"Não poderemos mais afirmar qual espécie fabricou quais ferramentas ou mesmo que os homens modernos estão na origem de certas inovações técnicas ou comportamentais", aventura-se Lee Berger.


"A árvore da nossa família tem vários ramos e foi só muito recentemente que um único se impôs", lembra Paul Dirks, da Universidade John Cook da Austrália. "A datação destes fósseis sugere muitas possibilidades de trocas (...) entre o Homo sapiens e o Homo naledi".


"Este pode ser um elo perdido crucial na história da nossa evolução", acrescentou o professor Berger.



- 'Neo' -


O paleontólogo também anunciou nesta terça-feira a descoberta de mais uma coleção de fósseis de Homo naledi em uma caverna próxima à de sua primeira descoberta.


Entre eles, um esqueleto bastante completo, incluindo um crânio muito bem preservado, apelidado de "neo", "presente" na língua local sesotho.


"Homo naledi (estrela em sesotho) é definitivamente uma nova espécie, este material bem preservado confirma a morfologia dos fósseis com a qual já estamos trabalhando", ressaltou Lee Berger a seus críticos.


O paleontólogo também voltou a falar sobre uma outra controvérsia relativa a sua descoberta inicial.


Em 2015, ele afirmou que a presença de ossos em uma caverna quase inacessível significava que ela era de fato um tumba e que o Homo naledi praticava ritos funerários, uma prática até então atribuída unicamente aos seres humanos modernos.


Sua hipótese suscitou muitas provocações de seus pares, mas Lee Berger persistiu nesta terça-feira, revelando que o caminho para o local de sua segunda descoberta era tão estreito quanto o primeiro.


"Isso reforça, creio eu, a ideia de que o Homo naledi utilizava essa caverna com um objetivo particular e potencialmente (...) que o Homo naledi enterrava seus mortos lá", insistiu.


As descobertas foram publicadas na revista científica eLife e, segundo Lee Berger, estão abertas a críticas.




Fonte: Yahoo!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Figura misteriosa vista na Indonésia pode ser membro de tribo perdida de pigmeus



Uma figura pequena e misteriosa, vista correndo numa estrada de terra na Indonésia, pode ser membro de uma tribo perdida, que não é vista há séculos.


O pequeno ser humano foi avistado perto de Banda Aceh, no norte da ilha de Sumatra, e filmado por motociclistas locais num vídeo que já foi visualizado mais de três milhões de vezes.


Lendas locais falam sobre uma tribo de pigmeus – com corpos menores do que os seres humanos “normais” – que supostamente habita a floresta.


Os motociclistas que o avistaram acreditam que pode se tratar de um membro da tribo Mante. Ao notar a presença dos locais, ele correu e desapareceu sem deixar rastros.


Um dos motociclistas, que estava usando uma câmera acoplada ao capacete, perseguiu o ser misterioso, que parecia estar carregando uma vara grande.


Ele desapareceu rapidamente em meio à grama alta e às árvores do local.


O vídeo no Youtube atraiu milhões de visualizações, e muitos locais associaram a figura às lendas urbanas da tribo Mante, um grupo étnico que supostamente está ligado ao povo moderno de Aceh.






Fonte: Yahoo!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Provas de canibalismo descobertas na Península Ibérica









Estudo da autoria da Universidade de Valência prova a existências de práticas antropofágicas.

Um estudo arqueológico publicado este mês no Journal of Anthropological Archaeology apresenta provas de que os habitantes da Península Ibérica recorreram ao canibalismo durante o período Mesolítico, há cerca de dez mil anos.


As conclusões, da autoria da Universidade de Valência, partem de vestígios encontrados em escavações nas Grutas de Santa Maira, no sul de Espanha.

O artigo descreve ossadas humanas com marcas que indiciam a existência de práticas antropofágicas, ou seja, de canibalismo. Foram provados, pelo menos, dois casos diferentes, embora se equacione também alguma espécie de ritual funerário.

De acordo com o artigo, há a possibilidade de serem encontrados mais casos no local.




sábado, 11 de março de 2017

Encontrado 1° indício de humanos modernos fora da África



Uma equipe internacional de arqueólogos encontrou no Irã as primeiras evidências culturais de humanos modernos fora da África, informou o Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (Iphes), que fez parte da coordenação da escavação. 


Os sinais são ferramentas de pedra associadas a restos de animais achadas na Caverna Kaldar. Conforme o teste de carbono 14, os elementos têm entre 36 mil e 54 mil anos. Os resultados situam o Irã entre os primeiros lugares habitados pelos humanos modernos que, juntamente com os grupos levantinos, conseguiram pela primeira vez ir da Ásia ocidental à Europa.  


A Caverna Kaldar proporciona um dos exemplos mais antigos da existência do homem moderno nesta parte do mundo e, por sua vez, dados sobre como estas populações sobreviveram ao clima e às situações ambientais Região Paleoártica. Desta forma, a caverna reforça a posição do Irã dentro do mundo da arqueologia paleolítica no âmbito mundial. 


Além disso, a sequência escavada recentemente contém níveis mais antigos com indústria musteriana, geralmente associada aos neandertais. Isto dá evidências de sua substituição pela indústria baradostiana similar à aurignaciana, exclusiva dos humanos anatomicamente modernos. 


Segundo o Iphes, este fato representa uma oportunidade única de estudar a transição do Paleolítico médio ao Paleolítico superior na Cordilheira de Zagros. 


A escavação foi feita por uma equipe iraniana, liderada por Behrouz Bazgir, e uma espanhola, liderada pelo investigador Andreu Ollé, do Iphes. 


A identificação das primeiras evidências culturais fora da África atribuídas aos humanos anatomicamente modernos foi publicada na revista científica "Scientific Reports". 




Fonte: Terra

sexta-feira, 10 de março de 2017

Cientistas encontram crânio parte humano, parte neandertal



 
 
Os pesquisadores acreditam se tratar de uma nova espécie, um tipo de ser humano "arcaico".
 
 
Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências de Beijing e da Universidade de Washington encontraram dois crânios fragmentados do que acreditam ser uma nova espécie, resultante da mistura genética entre o homem de neandertal e o Homo Sapiens (ou seja, nós).


As evidências foram achadas em Lingjing, na China, durante os anos de 2007 e 2014. Acredita-se que o sítio arqueológico tenha sido habitado pelas espécies entre 105 a 125 mil anos atrás, durante o Plistoceno. Os estudiosos relataram no estudo, publicado no periódico Science, que os crânios são como mosaicos de diferentes espécies.


Eles apresentam características dos primeiros humanos que viviam na Europa, misturado com alguns traços de habitantes orientais da mesma época. Seus canais auditivos semicirculares e a seção aumentada na parte de trás da cabeça, porém, indicam que os humanóides também eram parte neandertais.


Alguns cientistas especularam que, na verdade, os grupo havia encontrado novos exemplares dos chamados desinovanos. Esta espécie também era uma mistura de humanos com neandertais, e foi identificada a partir de um fragamento de osso de dedo, em 2010. Alguns dentes fossilizados foram descobertos no mesmo local, um deles inclusive do tamanho do de um urso.


O grupo, no entanto, não fez nenhuma afirmação neste sentido. Apenas acreditam que se trata de uma nova espécie de ser humano "arcaico". Segundo o artigo, não foi possível estabelecer uma correlação exata porque a tentativa de extrair DNA dos ossos não resultou em nenhum material genético aproveitável. Mesmo assim, outros arqueólogos permanecem otimistas, e esperam que uma análise laboratorial satisfatória ocorra em um futuro próximo.
 
 
 
 
Fonte: Galileu

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Cientistas reconstroem pela primeira vez o rosto de um homem que viveu há 9.500 anos

Reconstrução facial baseada nos restos encontrados dentro do Crânio de Jericó.
Usando um crânio impresso em 3D e o modelo de uma mandíbula inferior masculina de outro sítio arqueológico do Neolítico localizado próximo a Jericó, os especialistas forenses da RN-DS Partnership foram capazes de reconstruir a musculatura facial, usando a reconstrução digital dos restos do interior do ‘Crânio de Jericó’, criando as bochechas, orelhas e lábios de gesso até chegar ao crânio original de mais de 9 mil anos de idade.


Graças ao trabalho minucioso dos cientistas, o Crânio de Jericó, um dos objetos mais importantes do Museu Britânico, mostrou o rosto de um homem cujos restos foram decorados e venerados em rituais antigos há 9.500 anos.


O Crânio de Jericó é o objeto mais antigo do museu, e até pouco tempo atrás, o mais enigmático: um crânio humano incompleto, coberto de gesso deteriorado, com duas conchas nos buracos dos olhos que observam o exterior.


Agora, graças às imagens digitais, à impressão 3D e às técnicas de reconstrução forense, os especialistas recriaram o rosto da pessoa dona do Crânio de Jericó. Trata-se de um homem de pouco mais de 40 anos, com o nariz quebrado.


Uma descoberta sem precedentes


O Crânio de Jericó é um dos sete crânios engessados e ornamentados do Neolítico encontrados pela arqueóloga Kathleen Kenyon, em 1953, no sítio arqueológico de Tell es-Sultan, próximo à cidade moderna de Jericó. A descoberta arqueológica, que deu a Kenyon fama internacional, foi publicada pela primeira vez na National Geographic em dezembro daquele mesmo ano.


“Com a emoção da descoberta nos demos conta de que estávamos vendo o retrato de um homem que viveu e morreu há mais de 7 mil anos,” escreveu Kenyon, descrevendo aos leitores da Geographic o momento em que encontrou o primeiro crânio. “Nenhum arqueólogo havia imaginado que esta obra de arte poderia existir.”


Embora apresentem alguns detalhes diferentes entre si, os sete crânios haviam sido preenchidos com areia para sustentar os ossos mais delicados antes de aplicar o gesso úmido para acentuar os traços faciais individuais, como orelhas, bochechas e nariz. Foram utilizadas pequenas conchas para representar os olhos, e ainda havia restos de pintura em alguns dos crânios.


Desde a descoberta de Kenyon, foram encontrados mais de 50 crânios como este em sítios arqueológicos do Neolítico localizados entre o Oriente Médio e a Turquia. Embora os pesquisadores pareçam concordar que estes objetos representam uma forma primitiva de adoração aos antepassados, sabe-se muito pouco a respeito de quem foi escolhido, há milhares de anos, para ser imortalizado em gesso.


Outros crânios engessados do Neolítico também foram analisados, mas os restos do Crânio de Jericó foram os primeiros impressos em 3D e reconstruídos pelos especialistas.


Separando o gesso do osso 


O Crânio de Jericó chegou ao Museu Britânico de Londres em 1954, e o restante dos crânios do Neolítico de Kenyon foram enviados a museus de todo o mundo para que fossem estudados. No entanto, as tentativas para obter mais informações sobre estes objetos foram em vão.


O passar dos anos apagou muitos detalhes físicos da cobertura de gesso, e os scanners convencionais de raios X não conseguiram diferenciar o osso e o gesso, devido a sua densidade similar. O resultado era “uma mancha branca em uma chapa de raios X,” explica Alexandra Fletcher, responsável pela conservação do Antigo Oriente na Fundação Raymond e Beverly Sackler, e líder do projeto de reconstrução para o Museu Britânico.


Foi em 2009 quando, pela primeira vez, os pesquisadores conseguiram ver os restos humanos sob o gesso, quando o Crânio de Jericó passou por uma tomografia computadorizada. O scanner mostrou um crânio adulto (do qual a mandíbula inferior havia sido removida), que muito provavelmente pertencia a um homem. Ele tinha o septo nasal quebrado e lhe faltavam os molares da parte posterior. 


O crânio havia sido perfurado na parte traseira para que pudesse ser preenchido com o gesso, e os scanners revelaram inclusive impressões digitais, de 9.500 anos de idade, do responsável por fechar o buraco com argila fina.


O retrato mais antigo do Museu Britânico ganhou um novo rosto.


Em 2016 o Museu Britânico criou um modelo 3D do crânio, usando os dados da tomografia, o que lhes permitiu aprender mais sobre o homem do Neolítico dono do Crânio de Jericó. Por exemplo, enquanto os scanners sugeriam que ele poderia ter o nariz quebrado, o modelo 3D mostrou a gravidade dos danos.


A equipe de Fletcher decidiu ir mais além, e criou um modelo do crânio usando uma impressora 3D. Em seguida, eles contrataram a equipe da RN-DS Partnership, uma empresa especializada em reconstrução facial forense.


Usando o crânio que havia sido impresso e o modelo de uma mandíbula inferior masculina de outro sítio arqueológico do Neolítico localizado próximo a Jericó, os especialistas forenses foram capazes de reconstruir a musculatura facial usando a reconstrução digital dos restos do interior do Crânio de Jericó, criando as bochechas, orelhas e lábios de gesso, até chegar ao crânio original de mais de 9 mil anos de idade.


“É como se tivéssemos revertido o processo realizado no Neolítico,” explica Fletcher, orgulhosa por finalmente ter dado um rosto ao retrato mais antigo do Museu Britânico.




Fonte: Yahoo!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Humanos viveram nas grandes altitudes do Tibete muito antes que se pensava

 Rochas do planalto do Tibete




 Chusang


Uma nova análise de um sítio arqueológico nas altas montanhas do Tibete sugere que os primeiros moradores da região podem ter acampado no local cerca de 4 mil anos antes do se pensava. Novos estudos sugerem que ele foi habitado entre 7.400 mil e 12 mil anos.


Os primeiros seres humanos que se aventuraram a chegar ao planalto tibetano enfrentaram temperaturas congelantes e pouco oxigênio. O Tibete está localizado em uma região a 4,5 mil metros acima do nível do mar, o ponto mais elevado do planeta, por isso recebeu o apelido de "teto do mundo". O país abriga o monte Everest, com 8.850 metros de altura.


Análises anteriores estimaram que as primeiras pessoas que habitaram o local chegaram entre 3.600 anos e 5.200 anos, quando já existia agricultura. 


O estudo pode ajudar a entender a partir de quando a população do Tibete começou a se adaptar fisicamente para viver com baixos níveis de oxigênio sem problemas.


A grandes alturas

 

Ao deixar a África, os humanos efetivamente se espalharam pela maior parte da Terra, mas o momento de sua chegada nas mais altas escalas do Himalaia ainda não foi totalmente esclarecido.


Um dos melhores locais preservados para estudo é Chusang, uma vila situada no planalto central mais de 4.000 metros acima do nível do mar.


O local, descoberto em 1998, apresenta marcas de mãos humanas e pegadas ao longo da superfície de um travertino (rocha calcária) fóssil.


Na tentativa de chegar a uma data mais aproximada da época em que a aldeia foi habitada, os cientistas usaram três técnicas diferentes, examinando as plantas microscópicas no local, cristais e analisando a concentração de elementos químicos do ambiente.


De acordo com a pesquisa, divulgada pela revista Science, o novo intervalo estimado para assentamento em Chusang, entre 7.400 e 12.700 mil anos, está mais de acordo com os resultados de alguns estudos genéticos.


Além disso, eles destacam que as viagens a esse acampamento deveriam ser ainda mais difíceis, levavam muitos dias e por conta do clima, o caminho poderia ficar intransitável a maior parte do ano. Isso corrobora a ideia de que se trata de um local ocupado permanentemente.



Fonte: UOL

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Estudo confirma que neandertais praticavam canibalismo



Uma das práticas que mais causa repulsão à sociedade é o canibalismo. Pessoas devorando umas às outras acabam criando uma cena que choca qualquer um, certo? Não a toa, a prática é criminosa e completamente escorraçada do nosso convívio em sociedade.


Mas nossos ancestrais não pensavam assim.


Um novo estudo, conduzido pela Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, comprovou que os neandertais se alimentavam uns dos outros. Comprovada agora, a teoria já é antiga no meio científico.


A equipe liderada pela antropóloga francesa Hélène Rougier achou ossos de Neandertais com sinais de desmantelamento na Bélgica. Os resquícios encontrados pertenciam a seis indivíduos: um bebê, quatro adultos e uma criança.


De acordo com os pesquisadores, os ossos tinham marcas de fraturas e cortes muito parecidos aos vistos em ossadas de cavalos e renas. A técnica serve para facilitar a retirada da carne e extração da medula.


Os pesquisadores liderados por Rougier acreditam que os esqueletos encontrados estão no local há pelo menos 40 mil anos. A época coincide exatamente com a época em que os Neadertais estavam chegando ao fim enquanto o Homo sapiens, nossa espécie, já saía da África para colonizar o resto do mundo.


A única dúvida até o momento é sobre as motivações que levavam à antropofagia. As dúvidas giram em torno de duas possibilidades: se era alternativa à falta de alimento ou uma forma primitiva de ritual religioso, como ocorria, por exemplo, em tribos de índios no Brasil.




Fonte: Yahoo!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Pegada de humano antigo mostra que ele era mais alto do que imaginávamos










Existe um famoso sítio arqueológico chamado Laetoli, no norte da Tanzânia. O local chama a atenção de arqueólogos desde 1976, quando foram descobertas pegadas icônicas de três membros da espécie de Lucy (Australopithecus afarensis) há 3,66 milhões de anos. 


O achado é um colírio para os olhos de historiadores, primeiramente por serem as pegadas humanas mais antigas já encontradas e por estarem muito bem preservadas. O trio caminhou por cinzas vulcânicas úmidas instantes antes delas virarem rochas duras, então os pés deixaram marcas perfeitas.
 

Se três pegadas já eram boas, imagine cinco 


As autoridades da Tanzânia queriam construir um museu em Laetoli, para atrair turistas, e chamaram o pesquisador Fidelis Masao, da universidade local Dar es Salaam, para investigar o impacto que a construção teria sobre a valiosa geologia. Ao analisar o terreno, Masao e seus colegas encontraram novas pegadas de dois humanos antigos.


Até agora, os pesquisadores descobriram 13 impressões pertencentes a um grande indivíduo – carinhosamente apelidado de S1 – e uma única cópia pertencente a um australopithecus menor, provavelmente uma mulher, chamada de S2. 


Para Marco Cherin, da Universidade de Perugia, na Itália, o mais emocionante nas novas pegadas é notar o tamanho que o S1 teria. 


Como os pés do S1 tinham 26 centímetros de comprimento --3,5 cm maior que os outros pés encontrados em Laetoli-- estima-se que o S1 tenha alcançado 1,65 metros de altura, comparável com os humanos modernos. 


No entanto, para William Jungers, da Universidade Stony Brook , em Nova York (EUA), é preciso ter cautela antes de cravar seu tamanho. Não foram encontrados fósseis dos antigos humanos e não há como ter certeza se os australopithecus tinham pés e corpos nas mesmas proporções que nós. 
 

Descoberta pode mudar ordem social
 

As primeiras três pegadas de Australopithecus afarensis tinham sido interpretadas como uma família de dois adultos e um jovem. 


Com os dois novos achados, cientistas mudaram a teoria sobre a ordem social do grupo. 


"Ao ver que mais dois adultos estavam presentes, podemos supor que eles eram semelhantes aos gorilas: um único grande macho dominante, acompanhado por suas fêmeas e seus descendentes", diz Giorgio Manzi, da Universidade Sapienza, em Roma. 
 

Passo moderno? 


As novas pegadas também podem ajudar a determinar se os Australopithecus afarensis andavam como nós. 


Alguns pesquisadores, como Robin Crompton da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, dizem que os perfis de profundidade das pegadas mostram claramente que os humanos antigos caminharam de uma forma moderna, com um arco bem desenvolvido no pé e usando o dedão para empurrar o chão. 


Outros pesquisadores, incluindo Kevin Hatala, da Universidade de Chatham, na Pensilvânia (EUA), interpretaram as impressões de forma diferente. No início deste ano, Hatala concluiu que a marcha australóptica poderia parecer um pouco estranha aos olhos modernos, pois eles deviam curvar os joelhos quando cada pé atingia o chão.
 
 
 
 
Fonte: BOL
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