Mostrando postagens com marcador CRIPTOBIOLOGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CRIPTOBIOLOGIA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de junho de 2016

As 10 novas espécies mais surpreendentes do ano

O Instituto Internacional para a Exploração de Espécies publica, como todos os anos, seu Top 10 de espécies mais surpreendentes entre as descobertas durante os últimos 12 meses. Os cientistas do centro, vinculado à Universidade Estadual de Nova York (EUA), escolheram estas dez entre as 18.000 espécies descritas no ano passado. Esta libélula do Gabão é uma das 60 novas espécies descobertas no ano passado pelo mesmo grupo de pesquisa na África. Seu nome em latim, ‘Umma gumma’, é uma homenagem ao quarto álbum de estúdio da banda britânica Pink Floyd, ‘Ummagumma’, que também é um termo usado por estudantes da Universidade de Cambridge para se referir ao sexo. 



Este peixe feio de apenas cinco centímetros foi descoberto no Golfo do México em uma expedição para verificar os danos provocados pela catástrofe da plataforma de petróleo Deepwater Horizon. O peixe ‘Lasiognathus dinema’ pertence à ordem dos Lophiiformes, à qual também pertence o tamboril. Destaca-se o apêndice sobre a cabeça, que funciona como isca para engolir suas presas. Ele possui, literalmente, uma vara de pescar.  



Esta é a recriação artística de Laia, uma símia de quatro a cinco quilos que subia nas árvores das densas florestas que cobriam o que hoje é a Catalunha há 11,6 milhões de anos. Seus restos fósseis foram encontrados em um lixão de Els Hostalets de Pierola (Barcelona) por pesquisadores do Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont. O nome científico da nova espécie é ‘Pliobates catalonia’. 



A Ilha de Santa Cruz, no arquipélago de Galápagos (Equador), tem duas populações de tartarugas gigantes. Historicamente, pensava-se que pertenciam à mesma espécie, mas uma nova análise da pesquisadora Gisella Caccone, da Universidade de Yale (EUA), mostrou que os exemplares do lado leste da ilha pertencem a uma nova. A espécie foi batizada de ‘Chelonoidis donfaustoi’ em homenagem a Don Fausto, um guarda florestal que trabalhou na ilha durante 43 anos. Na foto, Don Fausto com uma das tartarugas gigantes.  



O Instituto Internacional para a Exploração de Espécies salienta que esta planta carnívora do Brasil pode ser a primeira espécie vegetal descoberta por fotos postadas na rede social Facebook. A espécie ‘Drosera magnifica’ é considerada ameaçada de extinção, pois se acredita que habite apenas o cume de uma única montanha no sudeste do Brasil, a 1.550 metros de altitude. Mede até 123 centímetros, a mais alta do gênero ‘Drosera’ na América, conhecido como “orvalhada”. 


Setembro de 2015 chegou com uma surpresa: a descoberta, na África, de uma grande cavidade com ossos de uma nova espécie humana. O ‘Homo naledi’, desenterrado na caverna Rising Star, a cerca de 50 quilômetros de Johanesburgo (África do Sul), poderia ser responsável por um dos primeiros rituais funerários conhecidos, de acordo com seus descobridores, liderados por Lee Berger, paleoantropólogo da Universidade de Witwatersrand. Por sua morfologia, a equipe de cientistas coloca o ‘Homo naledi’ na origem do gênero Homo, há cerca de dois milhões de anos.  



Esta criatura anfíbia é um arquiteto. Com apenas nove milímetros de comprimento, constrói abrigos de lama na única caverna do Brasil em que foi encontrado. A nova espécie, batizada de ‘Iuiuniscus iuiuensis’, pertence aos isópodes, uma ordem de crustáceos que vive na água e em terra. 



Este dragão do mar de 24 centímetros e uma marcante cor vermelha é, segundo afirma o Instituto Internacional para a Exploração de Espécies, um lembrete do desconhecimento que o ser humano tem acerca de seu próprio planeta. O peixe, batizado de ‘Phyllopteryx dewysea’, é parente dos cavalos marinhos e foi descoberto na costa ocidental da Austrália. “Se não tínhamos visto um dragão vermelho de quase um pé de comprimento em águas pouco profundas, quanto mais ainda não conhecemos?”, perguntam os cientistas. Na imagem, o esqueleto de um exemplar visto por meio de uma técnica especial.  



Este besouro peruano deve seu nome científico (‘Phytotelmatrichis osopaddington’) ao urso Paddington, um personagem da literatura infantil do Reino Unido. O urso de ficção vem do Peru, de acordo com a história, e aparece em uma estação de trem de Londres com um cartaz que diz: “Por favor, cuide deste urso”. Os cientistas batizaram assim o escaravelho para tentar alertar sobre a situação do urso-de-óculos, uma espécie ameaçada dos Andes. 



Esta espécie desconhecida de árvore florida foi descoberta a poucos metros da estrada principal do Parque Nacional das Montanhas de Cristal, no Gabão. Os cientistas acreditam que tinha passado despercebida pelo pequeno tamanho – apenas seis metros de comprimento e uma copa de 10 metros de diâmetro.  





Fonte: El País

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Novo vírus gigante é descoberto no solo gelado da Sibéria




Ele foi batizado "Mollivirus sibericum" porque ele é todo mole e foi encontrado na Sibéria. é um novo tipo de vírus gigante, com mais de 30.000 anos, encontrado nos solos gelados em permanência nesta região do mundo e que os pesquisadores foram capazes de acordar. 


Esta descoberta feita por uma equipe franco-russa mostra que os vírus gigantes "não são incomuns e são muito diversificados", disse à AFP Jean-Michel Claverie, um dos coordenadores do estudo sobre este novo vírus publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (PNAS).


Com o Mollivirus, vai para quatro o número de famílias de vírus gigantes identificados desde 2003, incluindo dois já encontrados no permafrost, disse Claverie, professor de medicina na Universidade de Aix- Marseille e diretor do Laboratório de Genômica e informações estruturais de Marselha.


Segundo ele, isso deve levantar questões sobre o risco potencial que alguns desses vírus gigantes têm de acordar um dia, caso o ser humano comece a agitar porões muito profundas do Ártico em busca de minerais valiosos ou óleo.


Os vírus gigantes, que têm um diâmetro maior do que 0,5 mícron (0,5 milésimo de um milímetro) são facilmente visíveis com um microscópio óptico simples, ao contrário dos outros vírus. Eles podem ser facilmente confundidos com bactérias.


Os investigadores ressuscitam o vírus em laboratório usando amebas (organismos unicelulares) como as células hospedeiras. Eles verificam antes que não são patogênicos para o homem ou um rato.


No ano passado, a equipe, que também inclui Chantal Abergel do CNRS, já havia conseguido reavivar um outro tipo de vírus gigante mantido na mesma amostra de permafrost e o batizou de Pithovirus.


O mundo científico, que durante muito tempo pensou que os vírus eram necessariamente muito pequenos e compostos apenas por um punhado de genes, descobriu em 2003 com surpresa os primeiros vírus gigantes, com mais de mil genes que receberam o nome de "Mimivírus" (família de megavírus).


Uma outra família de vírus gigantes, os Pandoravírus, com 2.500 genes, foi descrita na revista Science em 2013.


"Precauções" a tomar


O "Mollivirus sibericum", descoberto no permafrost recolhido por equipes russas no extremo nordeste siberiano, possui mais de 500 genes. Ele parece um escudo de 0,6 mícrons de comprimento.


Para se multiplicar, ele precisa do núcleo da célula-hóspede, o que não acontece com o Mimivírus ou o Pithovírus, que se contentam apenas com o citoplasma da célula. 


A análise do DNA contido na amostra de pergelisol permitiu confirmar a presença do genoma intacto do Mollivírus, embora numa concentração extremamente fraca. 


"Algumas partículas virais ainda infectadas podem ser suficientes, na presença do hospedeiro sensível, ao ressurgimento de vírus potencialmente patogênicos nas regiões árticas cada vez mais exploradas por seus recursos minerais e petrolíferos, cuja acessibilidade e exploração industrial são facilitadas pelas mudanças climáticas", explicou o CNRS em comunicado. 


O aquecimento global libera cada vez mais gelo polar no mar, o que permite chegar à Sibéria oriental e do norte por caminhos marítimos que não existiam antes. 


"Se não tomarmos cuidado e industrializarmos estes lugares sem tomarmos precauções, corremos o risco de acordar um vírus como o da varíola, que pensávamos ter erradicado", ressaltou Claverie.




Fonte: Yahoo!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Biólogos encontram planta carnívora de 1,5 m em Minas Gerais




Uma nova espécie de planta carnívora gigante foi descoberta no leste de Minas Gerais. É a maior do gênero já descoberta nas Américas. O ineditismo também se aplica à forma como ela foi encontrada: por meio de uma foto publicada no Facebook. 


Reginaldo Vasconcelos, orquidófilo e entusiasta da flora nativa, tirou uma foto da planta durante suas andanças nas montanhas próximas à sua cidade natal, Governador Valadares (MG). 


Especialistas em plantas carnívoras, Paulo Gonella e Fernando Rivadavia viram a publicação no Facebook, a identificaram como uma nova espécie e fizeram uma expedição para estudá-la. 



O artigo que relata a descoberta foi publicado no renomado periódico científico "Phytotaxa", por um grupo de botânicos do Brasil, Estados Unidos e Alemanha. 


"É a primeira planta descoberta por meio do Facebook", diz Andreas Fleischmann, do Jardim Botânico de Munique (Alemanha), um dos autores do trabalho. 


ARMADILHA MORTAL

 
Conhecida como "orvalhinha" (gênero drosera, família droseraceae), a agora nomeada Drosera magnifica atinge quase um metro e meio de comprimento. 


Ela produz folhas longas e finas, cobertas por glândulas ou "tentáculos", que secretam gotículas de uma mucilagem viscosa e pegajosa. Esses tentáculos vermelhos e reluzentes são visualmente atrativos, armadilha mortal especialmente para pequenos insetos voadores. 


"Mesmo sob condições de alta umidade, neblina e chuva observadas no topo da montanha onde essa espécie cresce, as longas e finas folhas da Drosera magnifica estavam, surpreendentemente, cobertas com inúmeros insetos", conta Rivadavia, que estudou a nova espécie em 2013, logo após sua descoberta no Facebook. 


Na maioria das espécies de drosera, os tentáculos e até mesmo as folhas são capazes de se movimentar. Eles se dobram sobre a presa capturada, aprisionando-a com mais mucilagem adesiva e aderindo-a em mais tentáculos. 


Os insetos, então, morrem sufocados e são lentamente digeridos por enzimas secretadas pela planta. Essa "dieta carnívora" garante uma fonte extra de nutrientes, como o nitrogênio e o fósforo, uma vez que essas plantas costumam habitar solos pobres em nutrientes. 


O gênero drosera é o maior grupo de plantas carnívoras, com cerca de 250 espécies distribuídas pelo mundo, principalmente em áreas tropicais da Austrália, África do Sul e Brasil.


EXTINÇÃO

 
Para o botânico Paulo Gonella, outro autor do trabalho e aluno de doutorado no Laboratório de Sistemática Vegetal da USP, a descoberta dessa nova espécie mostra o quanto ainda é preciso estudar a flora brasileira.


"Se uma planta desse tamanho passou despercebida tanto tempo, imagine quantas outras espécies, menores e menos chamativas, estão esperando para serem encontradas", diz o botânico Paulo Gonella, aluno da USP e que faz parte do doutorado em Munique, na Alemanha. 


O risco de extinção da nova espécie é grande, segundo ele. "A Drosera magnifica mal foi descrita para a ciência e já se encontra criticamente ameaçada de extinção", explica Gonella.


A nova espécie foi encontrada apenas em uma montanha, cercada de pequenas fazendas com criações de gado e plantações de café e eucalipto. A montanha foi quase totalmente desmatada e não é protegida por nenhuma área de preservação ou parque nacional. 


"Temos esperança de que a descoberta dessa espécie tão extraordinária chame a atenção para a necessidade de se preservar esse frágil ecossistema", diz o botânico. 


FACEBOOK

 
O Facebook já se tornou uma das ferramentas mais importantes para a descoberta de novas espécies, segundo os autores do artigo. Um dos grupos, o DetWeb, reúne mais de 5.000 botânicos e entusiastas do Brasil. 


"Diariamente, são postadas fotos de plantas observadas no Brasil todo e não é raro que, por meio delas, sejam descobertos novos registros, novas populações de plantas raras e, agora, até novas espécies", diz Gonella.





sexta-feira, 29 de maio de 2015

As 10 espécies mais espetaculares do ano

Jonathan Brecko

O Instituto Internacional para a Exploração de Espécies publica mais ou menos a cada ano sua lista das Top 10 espécies mais relevantes entre as que foram descobertas nos 12 meses anteriores. Os especialistas do centro, vinculado à Universidade Estadual de Nova York (EUA), selecionaram estas dez entre as 18.000 novas espécies descritas no ano anterior. A espécie da foto é um bicho-pau gigante que foi batizado de 'Phryganistria tamdaeoensis'. O inseto mede cerca de 23 centímetros e foi descoberto no Parque Nacional de Tam Dao (Vietnã). O inseto mais comprido do mundo é outro bicho-pau gigante, o 'Phobaeticus chani', original da ilha de Bornéu, no sudeste asiático. Mede quase 57 centímetros. 


 Robert Bolland

Esta lesma marinha do arquipélago japonês surpreende por suas cores azul, vermelho e ouro vivas. Batizada de 'Phyllodesmium acanthorhinum', o Instituto Internacional para a Exploração de Espécies a considera um “elo perdido” entre as lesmas do mar que se alimentam de corais e as que dependem de hidroides, uma etapa da vida de várias espécies marinhas.  



Yoji Okata

Nos últimos 20 anos os cientistas tentaram descobrir a origem destas estranhas formações circulares, de dois metros de diâmetro e recheadas de formas geométricas, que apareciam no fundo do mar ao largo da ilha japonesa de Amami Oshima. O 'arquiteto' mostrou ser o macho de uma nova espécie de peixe-balão, 'Torquigener albomaculosus', que constrói esses ninhos para atrair as fêmeas.




O macho da espécie 'Torquigener albomaculosus' ocupado em construir um ninho circular e geométrico com o qual atrair fêmeas. Os ninhos, que só são usados uma vez, protegem os ovos das correntes marinhas e dos predadores.



Um macho e uma fêmea de 'Torquigener albomaculosus' durante o cortejo.  



Ingo Rechenberg, Universidad Técnica de Berlín

Esta aranha de Erg Chebbi, região desértica do sudeste do Marrocos, move-se rapidamente dando cambalhotas quando pressente uma ameaça. O aracnídeo, cujo nome científico é 'Cebrennus rechenbergi', dobra sua velocidade quando opta por esta técnica de fuga com ginástica. 



A. Espejo

Quando se diz que foi descoberta uma nova espécie, costuma-se afirmar que era desconhecida para a ciência, não para os habitantes de sua região. É esse o caso da planta 'Tillandsia religiosa', usada nos vilarejos mexicanos de Tlayacapan e Tepoztlán no Natal para enfeitar os presépios. A planta, que alcança 1,5 metro de altura, cresce nos habitats montanhosos do Estado de Morelos.  



Mark A. Klingler, Museo Carnegie de Historia Natural

Este dinossauro é conhecido informalmente como “frango do inferno”, embora medisse um metro e meio de altura e pesasse cerca de 300 quilos. Seus restos fósseis, encontrados nos Estados norte-americanos de Dakota do Norte e do Sul, sugerem um misto de características de ave e de dinossauro. Batizada de 'Anzu wyliei', a espécie tinha penas, ossos ocos e um focinho semelhante a um bico de papagaio. Viveu há cerca de 66 milhões de anos, na mesma época que os tiranossauros e os triceratopes. 




Recriação artística do dinossauro conhecido como “frango do inferno”, o 'Anzu wyliei'.  



P.B. Pelser & J.F. Barcelona

Conhecem-se apenas 50 exemplares da espécie 'Balanophora coralliformis', planta parasita que não tem clorofila e, por isso, é incapaz de fazer a fotossíntese. Sua alimentação depende de ela parasitar outras plantas. A espécie, que vive a 1.500 metros de profundidade nas águas do arquipélago das Filipinas, se assemelha a um coral. Considera-se que ela corre perigo crítico de extinção. 



Jørgen Olesen

Como indica seu nome científico, a 'Dendrogramma enigmatica' é uma espécie misteriosa. Embora pareça um cogumelo, é um animal, com uma boca em uma ponta e a outra extremidade em forma de disco aplainado. Os pesquisadores o relacionam com os cnidários, grupo que abrange as águas-vivas e os corais, mas não se descarta que ele constitua uma nova categoria animal ou um fóssil vivo, já que se assemelha a restos da era pré-cambriana, de mais de 540 milhões de anos atrás. A 'D. enigmatica' possui um talo de cerca de oito milímetros e foi descoberta a 1.000 metros de profundidade na costa de Point Hicks, na região de Victoria (Austrália).


Michael Staab

A vespa 'Deuteragenia ossarium' é surpreendente. Constrói seus ninhos em buracos de caules com vários compartimentos. O inseto mata várias aranhas e coloca uma em cada ‘quarto’, para alimentar sua prole. Mas na porta do ninho ela coloca até 13 formigas mortas, criando uma barreira química de defesa. Os cadáveres das formigas secretam produtos voláteis que confundem os inimigos que se alimentam das larvas das vespas. A espécie foi descoberta na Reserva Natural de Gutianshan, no leste da China. 



Merten Ehmig
Ninho da vespa 'Deuteragenia ossarium', com uma barreira de formigas mortas atuando como defesa contra os predadores de larvas. 

Detalhe da barreira de formigas mortas na porta do ninho da vespa 'Deuteragenia ossarium'.  




Existem 6.455 espécies conhecidas de rãs no planeta, e praticamente todas se reproduzem por fecundação externa: o macho fertiliza os ovos liberados pela fêmea. A rã indonésia 'Limnonectes larvaepartus', de quatro centímetros de comprimento e original da ilha de Sulawesi, apresenta uma forma de reprodução única no mundo: uma fertilização interna, depois da qual a fêmea dá à luz a girinos. 



Um macho da rã 'Limonecetes larvaepartus' ao lado de girinos (no círculo). 





Fonte: El País

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Misteriosa criatura vermelha é achada em praia da Austrália






Uma misteriosa criatura de cor avermelhada e parecida com água-viva foi encontrada por uma mulher em na praia de Mudjimba (Austrália).


Aparentemente, a criatura não apresenta membros, boca e olhos.


Debbie Higgs enrolou o achado de 25 centímetros em uma toalha e o levou para casa, onde o colocou em ambiente com água salgada, de acordo com reportagem do "Daily Mirror".


A australiana planeja entregar a criatura a um aquário local para finalmente descobrir do que se trata.


Fonte: Page Not Found

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Misteriosos animais azuis são vistos em praias da Califórnia



 
 
Velella velella são animais invertebrados marinhos, de coloração azul, que possuem de 4 a 8 centímetros de comprimento, quando adultos.
 
 
Uma série de estranhas criaturas brilhantes e azuis tem sido encontradas em praias da Califórnia, nos Estados Unidos. As informações são do US & World.


Segundo a publicação, os pesquisadores estão chamando os animais de "Velella velella". "Alguns acham que são água-vivas, mas eles são bem diferentes", disse um pesquisador da Academia de Ciências da Califórnia. 


Os Velella velella são animais invertebrados marinhos azuis que possuem de 40 a 80 milímetros de comprimento, quando adultos. Eles se alimentam de zooplâncton e servem como alimentos de peixes.


Ninguém sabe ao certo porque esses animais começaram a aparecer nas areias da Califórnia. Além disso, apesar de inofensivas, não recomenda-se que os humanos se alimentem dessas criaturas.



Fonte: Terra

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Três novas espécies de fungo são descobertas na Mata Atlântica em SC

Phylloporia-nodostipitata (Foto: Valéria Ferreira Lopes/Arquivo pessoal)
 
 
Phylloporia elegans deve seu nome a seu aspecto delgado (Foto: Valéria Ferreira Lopes/Arquivo pessoal)
 
 
Phylloporia-clariceae (Foto: Valéria Ferreira Lopes/Arquivo pessoal)
 
 
Estudante de pós-graduação da UFSC desenvolveu projeto e pesquisa. Fungos foram encontrados no bairro João Paulo, em Florianópolis.
 
 
Três novas espécies de fungos foram descobertas por uma estudante de mestrado da Universidade Federal de Santa Catarina. 
 
 
Foram dois anos e três meses de pesquisa que resultou na proposição de três novas espécies, que foram localizadas no bairro João Paulo, em Florianópolis.


Em sua dissertação de mestrado, a estudante Valéria Ferreira Lopes propõe três novas espécies de fungos.


“Um dos destaques deste trabalho é a inclusão de mais espécies, o que ajuda a contar a história evolutiva do grupo, bem como amplia as informações sobre a distribuição geográfica das espécies”, avalia o orientador e professor de botânica Elisandro Ricardo Drechsler-Santos.


Um dos objetivos foi realizar um estudo aprofundado de diversos exemplares classificados no gênero Phylloporia, que até o momento continha vinte e quatro espécies catalogadas.


O objetivo era assegurar se realmente eram uma das espécies já catalogadas ou novidades científicas. “Não sabia o que ia encontrar, mas havia uma hipótese de que poderia ser algo inédito”, explica Valéria.


Elas  receberam o nome de Phylloporia clariceae, Phylloporia elegans e Phylloporia nodostipitata. A primeira pode ser encontrada em cipós vivos.


O nome é uma homenagem à professora da UFSC e criadora do Laboratório de Micologia, Clarice Loguércio Leite. Já a espécie Phylloporia elegans recebeu este nome pela sua forma mais delgada e elegante.


É encontrada nas raízes de vegetação de restinga. E finalmente, a Phylloporia nodostipitata tem um formato de um caule com nós, daí o seu nome de origem latina (nodos = nós + stipitata = estipes). A espécie foi localizada junto a uma espécie de araçá (Psidium sp.), em restinga.


“O problema ocorre na hora de reconhecer as espécies, uma vez que o pesquisador que coletou tinha à disposição somente um modelo de taxonomia, que é genérico demais. Não é um erro proposital, mas não se pode pegar a literatura disponível e achar que o trabalho terminou ali. Com a biodiversidade tão grande do nosso país, é de se pressupor uma diversidade de espécies de fungos maior que a conhecida”, afirma Valéria.


Para ir além da taxonomia disponível, o primeiro passo da metodologia de Valéria foi fazer uma análise detalhada da morfologia desses três novos fungos, adicionando outras características taxonômicas para descrevê-los.


Foi a partir daí que ela descobriu que os fungos eram na verdade completamente diferentes de outras espécies. Para fazer a comparação, Valéria teve acesso a fungos depositados em herbários do Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Noruega, França, Ucrânia e Peru.



Fonte: G1

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Descobertas na Antártida novas espécies de vermes necrófagos

'Osedax antarcticus' em imagem real e por microscopia (Foto: Proceedings of the Royal Society B/Divulgação)


Enquanto a madeira submersa na Antártida permanece intacta, na falta de microorganismos capazes de degradá-la em suas águas geladas, ossadas de baleia encontradas são rapidamente devoradas, revelou um estudo, que identificou duas novas espécies de vermes necrófagos no Polo sul.


A Antártida é completamente desprovida de árvores há pelo menos 30 milhões de anos, o que significa que, à exceção dos destroços de navios encalhados recentemente, nenhum elemento de madeira foi introduzido no ecossistema marinho. 


Ao contrário, esta região do mundo tem uma das maiores concentrações sazonais de cetáceos do mundo, particularmente de espécies diversas de baleias que vão ali para se alimentar.


Diferentes estudos demonstraram que, na maior parte dos oceanos, os restos de madeira e as ossadas de baleia sofrem o ataque de uma variedade de microorganismos marinhos que se alimentam deles, moluscos xilófagos que atacam os cascos dos navios e vermes necrófagos da família Osedax, que fazem buracos nos ossos dos vertebrados.


Uma equipe de biólogos europeus e americanos quis descobrir o que as águas da Antártida tinham de diferente. 


Então, eles submergiram durante mais de um ano, em três lugares distintos, pranchas de pinho e de carvalho e ossos de baleia, e depois os recuperaram para analisá-los.


As amostras de madeira, que ficaram a mais de 500 metros de profundidade, foram recuperadas quase intactas, sem qualquer sinal de maceração ou degradação causada pelo molusco xilófago.


Ao contrário, os ossos de baleia ficaram "seriamente infestados" de vermes comedores de ossos, identificados como pertencentes a uma nova espécie, denominada 'Osedax antarcicus'. 


"Cada osso de baleia estava coberto por uma grossa 'pele' rosada, composta de Osedax. De um lado, uma densidade de 202 espécimes por 100 cm2 foi observada", ressaltou o estudo, publicado na revista britânica Proceedings of the Royal Society B.


Uma vértebra de baleia submersa em um terceiro local, mais próximo da costa antártica e situada a apenas vinte metros de profundidade, não demonstrava inicialmente tais sinais. 


"Mas depois de vários dias passados em um aquário, um pequeno tubo de muco foi observado no fundo de um buraco no osso e se confirmou ser um espécime extremamente pequeno de Osedax", uma outra espécie de verme até agora desconhecida ('Osedax deceptionensis').


Antes disso, os cientistas só conheciam cinco espécies de Osedax, sendo que a primeira foi identificada muito recentemente, em 1996. E todas viviam em águas muito mais quentes e a grande profundidade.


Estas descobertas confirmam que "as larvas de Osedax conseguiram colonizar os ossos no espaço de menos de um ano, enquanto as larvas de Xilófagos, não", escreveram Adrian Glover, do Museu Nacional de História Natural de Londres, e sua equipe.


"É possível que nossos experimentos não tenham sido deixados por um período longo o suficiente ou que o tamanho dos lotes de madeira ou a presença de ossos de baleia tenham inibido o desenvolvimento das larvas" de xilófagos, revelaram os cientistas. 


Mas experiências similares realizadas em outras latitudes demonstram que espécies de xilófagos "infestaram a madeira em período de três meses e que em alguns casos, bastou um ano para destruí-la completamente", ressaltaram.


Ao contrário, a colonização rápida e maciça dos vermes necrófagos é particularmente impressionante. Uma vez que baleias e outros cetáceos abundam nas águas da Antártica, os cientistas suspeitam que a população de Osedax ali seja muito mais importante e diversificada que o considerado até agora.



Fonte: Terra /G1

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Descobertos dois novos tipos de vírus gigantes




Dois vírus descobertos recentemente são duas vezes maiores do que os que detinham esse "recorde" até agora e podem representar uma nova forma de vida, revelou um estudo francês publicado na revista americana "Science" na quinta-feira.


Os pesquisadores disseram estar "muito surpresos" com a descoberta do que chamaram de Pandoravírus, que não estão relacionados com os que deixam seres humanos doentes.


Esses Pandoravírus são notáveis, devido ao grande tamanho de seu genoma, que contém entre 1.900 e 2.500 genes, e o vírus da gripe, apenas dez. Os seres humanos, por exemplo, têm cerca de 24 mil genes.


O recorde anterior em um vírus era de 1.200 genes.


Em geral, os vírus não são considerados formas de vida. Para alguns cientistas, porém, esses vírus gigantes poderiam ser classificados como organismos vivos.


Um desses dois vírus, o Pandoravirus salinus, foi encontrado em uma cepa sedimentar da costa chilena. O outro, o Pandoravirus dulcis, estava no barro no fundo de um reservatório em Melbourne, na Austrália.


Observados com um microscópio, esses novos vírus se parecem muito mais com células vivas do que com outros vírus conhecidos.


Isso se explica porque os Pandoravírus vêm de uma família diferente dos vírus conhecidos até agora, afirma professor da Faculdade de Medicina de Aix-Marseille Jean Michel Claverie e a diretora de Pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) Chantal Abergel.


A forma e a quantidade de genes que contêm "nos faz pensar na caixa de Pandora: abrir a caixa vai romper verdadeiramente os fundamentos do que sabemos de vírus até o momento", acrescentaram os dois pesquisadores em um e-mail à AFP.


"A ausência de similaridades da maior parte de seus genes com outras formas de vida poderia indicar que provêm de uma linha de células primitivas totalmente diferente", acrescentaram.


Para Gustavo Caetano-Anolles, professor de bioinformática da Universidade de Illinois e estudioso dos vírus gigantes, que não integra esse grupo de pesquisa, os Pandoravírus "fazem parte de algo que não compreendemos muito bem e que tem a mesma complexidade que uma célula".


Os cientistas franceses esperam que essa descoberta permita financiar outras investigações sobre como funcionam os Pandoravírus, o que poderá levar a importantes inovações em matéria biomédica e de biotecnologia.


"Nosso conhecimento global da Biologia e da origem da vida ainda é muito incompleto", acrescenta.



Fonte: Yahoo!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Classe desconhecida de organismos foi encontrada no lago Vostok


 
 
Um estudo das amostras de água tomadas, em maio de 2012, no lago Vostok, na Antártida, provou a existência de bactérias que não podem ser atribuídas a nenhum dos sub-reinos conhecidos destes microorganismos.


Em maio próximo, o navio Akademik Fiodorov trará as amostras da água recém-congelada do lago, cujo estudo permitirá aos cientistas comprovar suas conclusões.


Vostok é o maior lago da Antártida. Este sistema aquático, escondido sob uma camada de gelo de 4 km de espessura, esteve isolado durante milhões de anos da atmosfera terrestre. Graças às amostas obtidas, os cientistas poderão saber como tem mudado o clima nos últimos milênios.
 
 
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cientistas descobrem bactérias vivendo em condições extremas na Antártida


Área de pesquisa em lago na Antártida / Desert Research Institute, Reno NV


Colônia de bactérias vive na ausência de luz e oxigênio em um lago com altas concentrações de de amoníaco, nitrogênio, hidrogênio, enxofre e óxido nitroso.
 
 
Pesquisadores americanos anunciaram na segunda-feira (26) a descoberta de bactérias que vivem em um lago salgado da Antártida sem luz ou oxigênio, um ambiente extremo que pode existir em outras partes do nosso sistema solar.


Este lago, chamado Vida, tem concentrações muito elevadas de amoníaco, nitrogênio, hidrogênio, enxofre e óxido nitroso, mas também abriga microorganismos sob 20 metros de gelo, taxa de salinidade superior a 20% e temperatura inferior a 13 graus centígrados.


"A descoberta deste ecossistema nos dá pistas não apenas sobre outros ambientes gelados e isolados da Terra, mas também sobre um modelo de vida em outros planetas cobertos de gelo que podem abrigar depósitos de sal e oceanos, como 'Europa', uma das luas de Júpiter", disse Nathaniel Ostrom, da Univerisdade de Michigan e coautor do trabalho publicado nos Anais da Academia Americana de Ciências (Pnas). 


As altas concentrações de hidrogênio e óxido de nitrogênio em forma gasosa provavelmente proporcionam a fonte de energia química para a existência deste ecossistema isolado, estimam os cientistas. Estes gases se formam a partir de reações químicas da água muito salgada com rochas ricas em ferro.


"Não conhecíamos até agora quase nada sobre estes processos geoquímicos e da vida microbiana nestes ambientes gelados, especialmente em temperaturas abaixo de zero", disse Alison Murray, do Instituto de Pesquisas do Deserto da Universidade de Nevada.


Apesar das temperaturas baixas, da ausência de luz e da forte salinidade, este ambiente abriga uma fauna abundante de bactérias capazes de sobreviver sem a energia solar.


Estudos prévios no lago Vida revelam que estes ecossistemas bacterianos estiveram isolados de qualquer influência externa durante quase 3 mil anos, ao contrário de outros ecossistemas extremos que vivem sem luz próximos a fontes hidrotermais no fundo dos oceanos.




Fonte: IG

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A caverna mais isolada do mundo tem “superbactérias” de 4 milhões de anos



A caverna Lechuguilla, localizada no estado do Novo México, Estados Unidos, ficou isolada do mundo por mais de 4 milhões de anos.


Isso fez dela um dos mais primitivos ecossistemas da Terra. A boa notícia é que ela está cheia de bactérias resistentes aos antibióticos modernos, chamadas de “superbactérias”.


A caverna foi isolada do resto do mundo devido a uma espessa camada de pedra que se formou à sua volta. 
 
 
Só a água conseguiu penetrar através das rochas, mas o caminho é tão minúsculo e sinuoso que levou dez mil anos para se alcançar a caverna. 
 
 
O que significa que nenhuma nova forma de vida conseguiu chegar lá até que uma entrada fosse escavada em 1984.


É por isso que a descoberta das bactérias resistentes é tão intrigante. Não apenas pelo fato destas bactérias terem evoluído sem contato com a medicina moderna, mas também porque elas têm vinte vezes a idade dos humanos. 
 
 
Mas isso não significa que a caverna seja uma bomba relógio bacteriana. Afinal, nenhum dos tipos encontrados poderia causar doenças nos humanos. Elas são como “superinsetos” no que diz respeito à sua resistência aos antibióticos, e não ao seu perigo para nós.


E por que isso é uma boa notícia? Bom, algum motivo existe para que essa resistência tenha surgido, e a explicação mais óbvia é que os organismos tenham encontrado antibióticos naturais – possivelmente produzidos por elas mesmas ao se defrontarem com micróbios próximos que competiam pelo espaço. 
 
 
Quando surgiram os antibióticos, elas tiveram que brigar com eles, como observa o pesquisador Gerry Wright, da Universidade McMaster:


“O nosso estudo mostra que a resistência a antibióticos é algo instintivo da bactéria, ela poderia ter bilhões de anos, mas nós só estivemos tentando entendê-la nos últimos 70 anos. Isso tem implicações clínicas importantes. Isso sugere que há muito mais antibióticos no meio ambiente, que poderiam ser encontrados e usados para curar infecções atualmente incuráveis”.


Os pesquisadores dizem ainda que, entre todos os diferentes tipos de bactérias encontrados na caverna, eles puderam identificar praticamente todas as formas de resistência antibiótica conhecida pela ciência médica. Um deles ainda mostrou uma forma de resistência ainda não conhecida em um ambiente clínico. 
 
 
É um tipo levemente ligado às bactérias do antraz, é bom ter um aviso precoce desta ameaça em potencial. A descoberta dá aos cientistas uma chance para que sejam preparados remédios para isso.


Outro feito da descoberta é mostrar o quão disseminada é a resistência a antibióticos nas bactérias, e que o surgimento deste tipo de resistência se deve a outros fatores além de uma má administração das drogas por parte de humanos. 
 
 
Os pesquisadores encontraram bactérias resistentes a pelo menos um antibiótico, e algumas que resistiam a dúzias deles.


A descoberta ajuda a explicar porque essas “superbactérias” conseguiram surgir tão rápido em hospitais e fazendas, os lugares onde mais se usa os antibióticos. Os estudos mostram que “superbactérias” causadoras de doenças levariam milhares, talvez milhões de anos para surgirem sem alguma ajuda.


E a ajuda, no caso, vem das bactérias inofensivas do ambiente. Elas não causam doenças, mas são diferentemente resistentes a antibióticos, e a resistência pode ter evoluído há milhões ou bilhões de anos atrás. 
 
 
Essas bactérias mortais trocam genes com as resistentes e pegam tudo o que precisam para ganhar a imunidade aos antibióticos que as ameaçavam.


Como dito acima, a descoberta é um grande passo para a medicina, mas que ainda não se concretizou completamente: nós ainda precisamos encontrar esses antibióticos naturais.


Talvez eles estejam na própria caverna ou então no DNA das bactérias. Pelo menos até lá temos a consciência de que a resistência a antibióticos é um problema muito mais antigo do que acreditávamos.
 
 
 
 

Pesquisador amazonense detecta nova espécie de planta


Nome da pradosia lahoziana terra-araújo é homenagem a pesquisador da Universidade de Londrina, informou o biólogo Mário Henrique Terra (Foto: Divulgação)



Parte do estudo de Mário Henrique Terra, publicado em meados de 2011 (Foto: Arquivo Pessoal/Mário Henrique Terra)


Planta já existia desde os anos 70, mas só foi estudada em 2011.  Espécie está no herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
 
 
Uma viagem a Nova York rendeu ao biólogo Mário Henrique Terra a descoberta de uma nova espécie de planta.


A pradosia lahoziana terra-araújo, como ficou conhecida, foi detectada pelo pesquisador no Jardim Botânico da cidade norte-americana, para onde viajou com o intuito de fazer uma parte de seu doutorado - ele é aluno do Programa de Botânica do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).


Segundo Terra, a amostra existente em Nova York datava de 1973. No entanto, nunca havia sido catalogada.


"Um dos maiores problemas que temos é a deficiência no número de taxonomistas (especialistas em classificação de seres vivos). É uma lacuna não só no Brasil como em outros lugares do mundo. Por isso demorou tanto tempo até que a planta fosse descoberta, porque, até então, apenas um especialista havia feito a revisão dessa espécie nos anos 90. Entretanto, ele não se aprofundou no estudo", conta o biólogo.


Uma das maneiras de detectar uma espécie nova, de acordo com o pesquisador, é verificar as suas características. No caso da pradosia lahoziana terra-araújo, as árvores podem chegar a até 12 metros de altura.


"Além disso, ela possui estrutura reprodutiva no tronco e pequenas estruturas no pecíolo (ligação entre o caule ou o ramo e o limbo da folha)", destaca.


O processo para registrar a planta durou seis meses. O pesquisador explica que, para um estudo sobre determinada espécie ser válido, deve-se redigir um artigo científico com descrição da morfologia e uma ilustração, além de outras informações, como local onde ocorre a distribuição, status de conservação e se está em risco de extinção.


"O passo seguinte é publicar em um meio de comunicação científico com tiragem. Não pode ser em qualquer revista", afirma.


Homenagem e reconhecimento


O nome da planta é uma homenagem a José Eduardo Lahoz, um pesquisador de renome da Universidade de Londrina que, segundo Terra, "contribuiu muito para o conhecimento e estudo da flora amazônica".


Em 2011, o resultado do trabalho do doutorando teve a distinção de ser a 240 espécie catalogada no herbário do Inpa.


Sobre o risco de extinção da espécie, o biólogo destacou que ela ainda existe, mas que precisa de cuidados para não desaparecer. 
 
 
 
No Brasil, a planta pode ser encontrada na Amazônia Central. "Ela existe na Escola Agrotécnica, do outro lado do Rio Negro", revela o pesquisador.


 
 
 Fonte: G1

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cientistas dão nome de Lady Gaga a samambaia recém-descoberta



Três cientistas americanos que descobriram uma nova espécie de samambaia na Costa Rica decidiram batizá-la como Gaga Germanotta em homenagem à cantora Lady Gaga, informou na quinta-feira o jornal costarriquenho La Nación. 


"Queremos homenagear uma artista que desfraldou a bandeira da igualdade, do respeito à diversidade e à liberdade pessoal", disse Kathleen M. Pryer, cientista que junto com Fay-Wei Li e Michael D. Windham descobriu este novo tipo de samambaia.
 
Na montagem acima, o grupo compara uma das roupas usadas pela cantora durante o Grammy 2010 com o gametófito da planta, a fase de reprodução sexuada Duke University/Divulgação


"Não a conhecemos (a artista), mas queremos conectar a botânica com o mundo através de uma cantora como ela", acrescentou Kathleen, diretora do herbário da Universidade de Duke, na Carolina do Norte (Estados Unidos). 


Kathleen contou que ela e os outros dois cientistas pediram permissão ao empresário de Lady Gaga, cujo nome real é Stefani Joanne Angelina Germanotta, para usar seu nome na samambaia e em outras 18 espécies novas encontradas em outros países da América. 



Fonte: Terra
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...