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sábado, 25 de fevereiro de 2017

NASA encontra misterioso rastro de material orgânico em nosso maior asteroide



A NASA anunciou que sinais de material orgânico foram detectados na superfície do maior asteroide do Sistema Solar, o planeta-anão Ceres.



O material foi manchado dentro e ao redor da cratera Ernutet no hemisfério norte de Ceres, usando a nave espacial Dawn da NASA. Encontrar evidências de moléculas orgânicas em um asteroide maior que uma nave orbital é um primeiro passo para a exploração espacial. “Esta é a primeira detecção clara de moléculas orgânicas de órbita em um corpo de correia principal“, disse a pesquisadora Maria Cristina De Sanctis do Instituto Nacional de Astrofísica em Roma.



No entanto, existem duas características que precisam de atenção: a natureza relativamente frágil das moléculas orgânicas eo fato de que não foram vistas espalhadas por toda a superfície do asteroide. Pesquisas anteriores já haviam mostrado que Ceres possuía os ingredientes elementares certos para moléculas orgânicas, enquanto que sinais de minerais hidratados, carbonatos e amoníaco forneceram evidências de que a água estava ativa sobre e sob a superfície do planeta-anão.



No entanto, os materiais manchados pelo espectrômetro de mapeamento visível e infravermelho da órbita espacial (VIR) estavam, na sua maioria, limitados a uma área de aproximadamente 1.000 quilômetros quadrados, com alguns remendos espalhados apenas fora da cratera.A questão imediata é se o material realmente pertence a Ceres.



A equipe de pesquisadores descreveu o material orgânico como alifático, o que poderia ajudar a excluir uma das possibilidades.O carbono tende a formar duas grandes famílias de material orgânico: uma na forma de anéis chamados aromáticos eoutra com cadeias descritas como alifáticas.



Os anéis aromáticos tendem a ser mais robustos do que as cadeias alifáticas, que se desintegram mais facilmente sob altas temperaturas, sugerindo que tal material não sobreviveria ao impacto de grande energia de um meteorito formador de crateras. Isso se reflete na abundância de aromáticos em meteoritos rochosos de tipo “condrito”, onde as cadeias de carbono são relativamente raras.



Além disso, um impacto teria misturado qualquer material estranho na superfície de Ceres, tornando ainda mais improvável que ele seria visto com a distintiva propagação de moléculas orgânicas. Com todos os sinais apontando para a origem nativa dos produtos químicos, a próxima questão é como eles foram espalhados em torno Ernutet. Um indício poderia ser a abundância de carbonatos e argilas na área. Assim como as fontes termais borbulham água para a superfície da Terra, Ceres tem atividade hidrotérmica dentro de sua casca externa fria, salpicando sua superfície com água fortemente saturada com sais e argilas contendo nitrogênio.



De fato, um dos primeiros grandes mistérios do planeta-anão era um número de remendos brilhantes vistos em sua superfície. As manchas foram inicialmente assumidas como gelo de água, mas depois foram identificadas como sais de carbonato de sódio depositados na superfície como salmoura esguichada de um oceano subterrâneo.



“Esta descoberta acrescenta à nossa compreensão das possíveis origens da água e orgânicos na Terra“, disse Julie Castillo-Rogez, cientista do Projeto Dawn no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia.
 
 
 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Estudo desvenda origem de luzes misteriosas de planeta-anão Ceres


 
 
Pontos de luz captados por câmera de sonda da Nasa intrigavam cientistas. Sonda Dawn orbita planeta-anão desde março deste ano. 
 
 
A presença de pontos luminosos no planeta-anão Ceres vinha intrigando cientistas desde que a sonda Dawn, da Nasa, começou a se aproximar do corpo celeste e a fazer imagens de sua superfície em março. Na quarta-feira (9), um estudo publicado na revista "Nature" revelou o que está por trás das luzes misteriosas. 


Segundo a Nasa, Ceres tem mais de 130 pontos luminosos. Análises das imagens revelaram que essas regiões são compostas muito provavelmente por um tipo de sal: sulfato de magnésio. 


Os pesquisadores acreditam que essas áreas ricas em sal foram formadas quando, no passado, impactos de asteroides revelaram uma mistura de gelo e sal que estava em uma camada inferior do solo. A sublimação desse gelo deixou apenas o sulfato de magnésio no local. 


Os resultados da análise indicam que Ceres é o primeiro corpo celeste grande no cinturão de asteroides a apresentar atividade de sublimação como a de cometas. 



A sonda Dawn, uma missão de US$ 473 milhões da Nasa, está orbitando ao redor de Ceres desde março. O planeta-anão, que tem 940 km de diâmetro, orbita ao redor do Sol entre Marte e Júpiter.





Fonte: G1

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Planeta anão Ceres fica ainda mais estranho com mais pontos brilhantes e inexplicável “pirâmide”









Se você já achava que as manchinhas do planeta anão Ceres eram estranhas, precisa ver essa inexplicável “pirâmide” que brotou em sua superfície.


Na verdade, Ceres tem intrigado os cientistas da NASA e os fanáticos por Objetos Voadores Não Identificados – popularmente conhecidos como OVNIs – há muito tempo.


Agora, depois de a sonda espacial Dawn dar uma visão aproximada de sua superfície, o entusiasmo em torno do planeta está ainda maior. 
 

O que as imagens mostraram


As imagens da Dawn capturaram aglomerados de pontos brilhantes em uma cratera e uma novidade surpreendente: uma espécie de pirâmide saltada na paisagem plana do planeta.


Pirâmide?


Essa formação é a mais recente aquisição da lista de “esquisitices” do planeta Ceres. Os cientistas, que já o pesquisam há muito tempo, têm muitas perguntas a respeito de suas características – mas será que vamos obter algumas respostas (finalmente)? Talvez. 
 

Esquisitices espaciais


A sonda espacial da NASA está em sua segunda fase em órbita a cerca de 5 mil km acima de Ceres, o que nos proporciona uma visão mais aproximada dos já famosos pontos brilhantes. Sabemos agora que há ainda mais pontos do que inicialmente havíamos visto em imagens do planeta anão.


Os cientistas acreditam que uma substância altamente reflexiva – gelo ou sal – é a responsável pelas manchas, mas ainda estão considerando outras opções. Felizmente, Dawn está equipada com um espectrômetro de mapeamento infravermelho que pode identificar minerais com base na maneira como eles refletem a luz. Conforme os cientistas conseguirem mais imagens e dados da sonda, saberão mais sobre a composição desses pontos. 
 

Mas o que é essa tal pirâmide?


Com base nas evidências visuais proporcionadas pela sonda, o acidente geográfico em forma de pirâmide se eleva a cerca de 5 km para cima do céu, e é uma ovelha negra no meio de uma área relativamente plana na superfície de Ceres.


Isto, contudo, não deve ser visto como uma grande uma surpresa: Ceres tem sinais reveladores de atividade geológica antiga, e até mesmo recente. O planeta anão tem cicatrizes em sua superfície que fazem alusão a fluxos de lava antigos, deslizamentos de terra e estruturas colapsadas.



A história de Ceres fica cada vez mais interessante. 
 


Para sanar mais dúvidas dos astrônomos, a sonda Dawn deve continuar a analisar o planeta anão até 30 de junho. Em seguida, vai refinar sua análise e chegar ainda mais perto, entrando em órbita a uma altitude de aproximadamente 1.500 km em algum momento de agosto. A expectativa é de que, quando esse momento chegar, a gente possa tirar muitas outras dúvidas a respeito de Ceres.
 



Fonte: Hypescience

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Misteriosos pontos de luz reaparecem no planeta anão Ceres

Imagem divulgada pela Nasa (agência espacial americana) registra pontos luminosos no planeta anão Ceres, em fotos feitas pela sonda Dawn


Os misteriosos pontos brilhantes no planeta anão Ceres estão de volta.


A sonda Dawn, da Nasa, chegou a este pequeno mundo em 6 de março e, agora, está se instalando em sua primeira órbita, a cerca de 13,5 mil quilômetros de sua superfície.


A aproximação da sonda foi feita pela parte de trás de Ceres, por seu lado "noturno", o que ocultou os pontos luminosos de seu sistema de câmeras e de instrumentos de detecção remota.


Mas, a cada dia que passa, uma porção cada vez maior do solo iluminado pelo Sol pode ser vista por Dawn, o que inclui um de seus aspectos mais enigmáticos.


Uma nova sequência de imagens foi feita há uma semana, quando a sonda ainda estava a 22 mil quilômetros da superfície.


E ela mostra claramente um ponto mais brilhante em meio à paisagem escura.


Hipóteses

 

A equipe científica da missão da agência espacial americana se refere a ele como região cinco ou ponto cinco.


Não se sabe ao certo por que estes pontos refletem a luz solar desta maneira, em comparação com seu entorno.


Acredita-se que pode ser por causa da presença de gelo, mas o gelo não seria estável em planeta sem atmosfera.


Outra hipótese é que seja sal, talvez deixado para trás depois que o gelo na superfície se evaporou.



Natureza distinta

 

O mais intrigante é que nem todos os pontos brilhantes de Ceres são da mesma natureza.


Outro ponto, conhecido como região um, é muito mais frio que o terreno que o rodeia, algo que não ocorre com o região cinco.


Chris Russell, pesquisador da missão, disse à BBC que o segredo pode estar na composição da superfície.

"Um material diferente neste ponto conduz calor de forma diferente em comparação com a outra área", afirmou.

A sonda fará uma intensa observação a partir desta semana. Os resultados estarão disponíveis a partir de maio.


Só então os cientistas poderão dizer com mais precisão o que de fato ocorre em Ceres e com seus pontos luminosos.




Fonte: UOL

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mistério do planeta anão: pontos de luz têm origens diversas


 
Apelidadas como “luzes alienígenas” na superfície, ou Feature 1 e Feature 5, mostram raios brilhantes em relação ao resto de Ceres.
 
 
Dois pontos de luz diferentes na superfície do planeta Ceres (ou Anão) revelam informações importantes sobre sua formação. 
 
 
Os cientistas descobriram que as luzes têm diferentes origens, mostrando a presença de materiais diversos no corpo celeste de acordo com novas imagens divulgadas pela Nasa. As informações são do Daily Mail.  


As fotos foram capturadas a 45 mil quilômetros de distância e mostram que o par de brilhos têm propriedades diferentes de temperaturas – após terem sido capturadas em infravermelho. 
 
 
As imagens fazem parte do primeiro mapa colorido de Ceres, mostrando variações de materiais da superfície, e revelando os diversos processos que ajudaram a moldá-la. 
 
 
“O planeta anão não é somente uma pedra inerte. É ativo, tendo sofrido processos que resultaram em diferentes materiais em diferentes regiões”, explicou Chris Russel, da Universidade da Califórnia.


Apelidadas como “luzes alienígenas” na superfície, ou Feature 1 e Feature 5, mostram raios brilhantes em relação ao resto de Ceres, mas na região 1 faz-se mais frio que toda a superfície (já a cinco tem temperatura similar). 


No mês passado, cientistas disseram que este par de pontos brilhantes misteriosas poderia ser altaneiro 'vulcões de água’, quando os flashes cativaram a atenção de cientistas. 


Apesar das novas descobertas desta semana, a origem ainda permanece desconhecido. “Os pontos brilhantes continuam a fascinar a equipe de cientistas, mas vamos ter que esperar até que nos aproximamos e formos capazes de determinar a sua origem”, disse Chris Russell. 


Imagens recentes da sonda ‘Amanhecer’ revelam a feature 5 em vários ângulos como a rotação de asteroides. 


Os raios de luz são visíveis mesmo quando eles estão perto da borda de Ceres, o que sugere que eles devem estar muito acima da superfície e não no fundo de uma cratera de impacto, como se acreditava anteriormente.
 
 
 
 
 
Fonte: Terra

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Astrônomos encontram pontos brilhantes misteriosos em Ceres


 
 
Sonda Dawn capta pontos brilhantes que podem ter origem vulcânica.
 
 
Ceres, o planeta anão presente no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, continua intrigando os cientistas da NASA.


Imagens divulgadas pela agência espacial revelaram pontos brilhantes na superfície do pequeno planeta. As fotos foram feitas pela sonda espacial Dawn a uma distância de cerca de 46 mil quilômetros de Ceres.


Os pontos brilhantes não são raros, mas permanecem um mistério. Antigamente, acreditava-se que eram apenas crateras com gelo exposto, por existir água no interior do planeta.


Porém, outra possibilidade surgiu a partir das novas imagens: os pontos brilhantes podem ter origem vulcânica - não com magma, como os vulcões terráqueos, e sim com água (criovulcanismo).


Mais de um ponto brilhante foi flagrado em Ceres, o que contribui para a teoria. "A proximidade dos pontos pode estar apontando para uma origem vulcânica, mas vamos ter de esperar para uma melhor resolução, antes de podermos fazer essas interpretações geológicas ", disse Chris Russell, principal pesquisador da missão Dawn. A missão Dawn entrará na orbita de Ceres no próximo dia 6. A expectativa é de novidades.


Ceres tem 950 km de diâmetro e é um dos maiores corpos celestes do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.


O planeta se destaca por seus recursos hídricos. Em uma era de colonização do espaço, o pequeno planeta é um dos favoritos dos astrônomos.




Fonte: Galileu

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

NASA detecta misterioso ponto branco em Ceres: O que será?


 
 
Uma estranha mancha trêmula branca encontrado no planeta anão Ceres por uma nave espacial da NASA tem intrigado os cientistas.


A mancha branca em Ceres foi detectada numa série de novas fotos tiradas a 13 de janeiro pela sonda Dawn da NASA, que se aproxima rapidamente do planeta anão Ceres.

Ceres fica entre as órbitas de Marte e Júpiter, na cintura de asteróides. Os cientistas ainda não sabem ao certo o que será esse ponto branco.


"Sim, nós podemos confirmar que detectamos algo em Ceres, que reflete mais luz do sol, mas o que é continua a ser um mistério", disse Marc Rayman, diretor da missão e engenheiro-chefe da missão Dawn em entrevista ao Space.com.


As novas imagens mostram áreas de luz e sombra sobre a face da Ceres, que indicam características de superfície como crateras. Mas neste momento, nenhuma das características específicas podem ser explicadas, incluindo o ponto branco.


"Nós não sabemos o que a mancha branca é, mas certamente é intrigante", disse Rayman. "Na verdade, ela faz com que você queira enviar uma nave espacial para descobrir, e é claro que é exatamente o que estamos fazendo!".


Ceres é um objeto único no nosso sistema solar. É o maior objeto na cintura de asteróides e é classificado como um asteróide. É simultaneamente classificado como um planeta anão, tendo 950 quilômetros de diâmetro. Ceres é o menor planeta anão conhecido no sistema solar.


A sonda Dawn está programada para entrar na órbita de Ceres a 6 de março Dawn deixou a Terra em 2007 e no verão de 2011, ele fez uma paragem de um ano no asteróide Vesta, o segundo maior objeto no cinturão de asteróides.



A mancha branca misteriosa capturada pela sonda Dawn é mais uma característica curiosa desse objeto intrigante. 
 
 




Fonte: Ciência Online

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Planeta anão Ceres é candidato a abrigar vida extraterrestre

Concepção artística da chegada da nave Dawn ao planeta anão Ceres, que deverá ocorrer em março de 2015


Nave Dawn, da NASA, que investigará o astro a partir de março próximo, ajudará a determinar se Ceres pode ter condições de habitabilidade.


A missão Dawn da NASA é carregada de pioneirismo, pois a partir de março de 2015 se tornará a primeira nave a orbitar um corpo celeste após sair da orbita de um mundo anterior. 


Entre julho de 2011 e setembro de 2012 ela se manteve na órbita do enorme asteroide Vesta, fotografando e estudando o astro de 525 km de extensão com detalhes inéditos. Depois, utilizando seu sistema de propulsão iônica, a Dawn deixou Vesta e partiu para o também histórico encontro com Ceres.


Ceres, com 950 km de diâmetro, é também um astro no Cinturão de Asteroides situado entre Marte e Júpiter. Primeiro asteroide a ser descoberto, em 01 de janeiro de 1801 pelo astrônomo Giuseppe Piazzi, foi em 2006, na reunião da União Astronômica Internacional, classificado como planeta anão, tal qual Plutão. 


O que tem chamado a atenção da comunidade astronômica é que esse pequeno mundo, assim como Europa, satélite de Júpiter, e Encelado, lua de Saturno, pode ser um forte candidato a abrigar vida extraterrestre. 


A vida como a conhecemos necessita de energia, água líquida, e componentes químicos que são abundantes no Universo, a saber, carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. A água já foi detectada em Ceres que, com uma densidade de 20,9 gramas por centímetro cúbico (a da Terra é de 5,5), deve ser composto por um núcleo rochoso e um manto formado na maior parte por gelo. Além disso, minerais contendo água já foram detectados em sua superfície. 


O astrônomo do Instituto de Ciência Planetária de Tucson, Arizona, Jian-Yang Li, afirmou: “Ceres é na verdade o maior reservatório de água do Sistema Solar interior, além da Terra”. Evidentemente ainda não se sabe qual a porcentagem dessa água que é líquida.


VIDA ALIENÍGENA EM UM MUNDO PRÓXIMO


Europa e Encelado recebem calor graças às forças de maré, quando se aproximam e se afastam de seus planetas, Júpiter e Saturno respectivamente. Ceres, por sua vez, recebe muito mais energia solar que os dois, estando situado a somente 2,8 Unidades Astronômicas (AU) do Sol (1 AU é a distância entre a Terra e o Sol, 150 milhões de km). 


Gêiseres já foram fotografados e analisados em Encelado pela nave Cassini, e neles foram encontrados compostos orgânicos. O telescópio espacial Hubble, em dezembro de 2012, detectou emissões de vapor de água na superfície de Europa, indicando que ali também podem existir gêiseres. E no começo de 2014 foi anunciada a detecção de emissões de vapor de água em Ceres, que também pode possuir um oceano de água líquida subterrâneo. 


Não se sabe se tais emissões se devem ao calor interno de Ceres, ou ao gelo próximo de sua superfície sendo aquecido pelo calor solar e sublimando para o espaço. Espera-se que as informações colhidas pela Dawn após sua chegada ao planeta anão, em março de 2015, ajudem a elucidar esses mistérios. 


Além disso, como apoio à missão, observações serão feitas a partir da Terra, utilizando o Grande Arranjo Milimétrico e Submilimétrico do Atacama (ALMA), radiotelescópio situado no Chile. Esse enorme instrumento pode penetrar na superfície de Ceres mais profundamente que os sensores da Dawn, sendo um importante complemento à missão da nave. 


As próximas descobertas, aliadas à relativa proximidade de Ceres com a Terra, farão desse mundo um atrativo alvo da exploração espacial para futuras missões.




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Planeta-anão: conheça os menores planetas do Sistema Solar



Desde que Mike Brown, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, anunciou ter descoberto um corpo rochoso maior e mais distante do que Plutão, os astrônomos passaram a suspeitar do status do nono planeta do Sistema Solar. 


Mesmo ganhando do diâmetro de Plutão por apenas 20 quilômetros, Eris era menor do que a Lua para ser considerado um planeta, além de estar muito próximo do cinturão de Kuiper. 


Foi, então, que a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) acabou com o problema ao criar a nova categoria "planeta-anão" para descrever corpos celestes bastante massivos (o suficiente para que a própria gravidade possa "moldá-lo" em uma forma quase esférica), mas que são menores que Mercúrio e com muitos objetos próximos de sua órbita. 


Acima, concepção artística compara os tamanhos da Terra e da Lua com os primeiros planetas-anões descritos pela IAU: Ceres, Eris e Plutão. Nasa




Segundo a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês), o Sistema Solar tem apenas cinco corpos descritos como planetas-anões: Plutão, descoberto em 1930; Eris e Haumea, descobertos em 2003; Makemake, encontrado em 2005; e o asteroide Ceres, observado desde 1801. 

Mas a IAU afirma que mais outros 44 objetos no cinturão de Kuiper podem ser descritos como planeta-anão. 


Acima, gráfico mostra que a órbita dos planetas-anões são mais elípticas (linhas vermelhas) do que as dos oito planetas do Sistema Solar. Mike Brown/Caltech




O Eris, ou 2003 UB313, foi visto pela primeira vez pela equipe de Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) em 2003, mas só depois de novas observações, em 2005, que ele passou a ser chamado de Eris. 


Ele obrigou os astrônomos a criarem uma nova categoria de planetas, sendo que ele é o maior planeta-anão do Sistema Solar, com 2.326 quilômetros de diâmetro. 


Ele demora mais de 560 anos terrestres para dar a volta completa ao redor do Sol, já que tem uma órbita muito excêntrica - Eris pode ficar entre 38 e 97 vezes mais distante do que a Terra do astro. Nasa/JPL-Caltech/Reuters




Haumea tem alguns recordes exóticos entre os planetas-anões do Sistema Solar. Além de possuir o formato mais alongado entre o grupo, com 1.960 quilômetros de comprimento, ele também faz a rotação mais rápida: seu dia dura apenas 3,9 horas terrestres. 


Haumea leva cerca de 282 anos para completar sua órbita, já que sua distância para o Sol é 43 vezes maior do que a da Terra. 


Acima, composição mostra o planeta-anão cercado por suas duas luas, Hi'iaka e Namaka.  Jose Antonio Penas/Sinc/AFP


 
 
Sem luas nem satélites em sua órbita, os astrônomos demoraram para obter dados da composição do Makemake. 


Desde que foi descoberto em 2005, por exemplo, a comunidade científica pensava que o planeta-anão tinha uma atmosfera parecida com a de Plutão, mas, em 2012, pesquisadores anunciaram que ele não tem uma atmosfera significativa. 


Um dos corpos mais distantes do nosso Sistema Solar, Makemake demora 305 anos para completar a volta ao redor do Sol, podendo ficar até 45 vezes mais longe do astro do que a distância que a Terra mantém para a nossa estrela. ESO 




Em 1801, ele era um planeta, mas logo depois avisaram que Ceres era um asteroide gigante. Foi só em 2006 que os astrônomos decidiram classificá-lo como um planeta-anão, já que era muito "redondo" para um asteroide. 


Mesmo sendo um dos corpos mais próximos da Terra, a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) não sabe dizer muito bem como é este planeta-anão, além de que ele completa a órbita do Sol em menos de cinco anos terrestres. Nasa, Esa, and J. Parker (Southwest Research Institute)/Hubble




Muitos podem até pensar que Plutão saiu prejudicado quando a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) criou o termo planeta-anão em 2006, mas a verdade é que ele passou a ser um modelo para os pequenos corpos do Sistema Solar. 


Quando perdeu a faixa de "nono planeta", ele passou a liderar a categoria de "objetos que satisfazem a definição técnica de planeta (forma hidrostática e equilibrada na presença de autogravidade), mas que se distinguem dos planetas clássicos por residirem em uma órbita elíptica ao redor do Sol maior do que 200 anos", resume a IAU. A de Plutão é 248 anos. Nasa, ESA, and M. Buie (Southwest Research Institute)




Quaoar não é grande o suficiente para ser considerado um planeta, mas tem chances de ser descrito como um planeta-anão. 


Seus 1.287 quilômetros de diâmetro o colocam entre um dos maiores corpos celestes achados no cinturão de Kuiper. Como sua órbita chega a uma distância de 6 bilhões de quilômetros do Sol, ele demora cerca de 288 de anos terrestres para fazer a volta completa. STScI/Reuters 




Um dos candidatos a planeta-anão é o 90482 (ponto mais brilhante à direita), que foi descoberto no Cinturão de Kuiper, em 2004.


Apelidado de Orcus, ele parece ser um pouco menor do que Plutão, mas possui uma órbita elíptica bem parecida com a do seu colega. 


Os astrônomos ainda não conseguiram descobrir dados precisos para ele ser descrito como um planeta-anão, como massa e composição, mas seu diâmetro deve ser entre 200 e mil quilômetros, segundo dados da União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês). M. Brown (Caltech), C. Trujillo (Gemini), D. Rabinowitz (Yale), Samuel Oschin Telescope




Sedna fica três vezes mais distante do Sol do que Plutão e tem entre 1.200 e 1.800 quilômetros de diâmetro, mas ainda possui condições de ser descrito como um planeta-anão, segundo a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês). 


Mas como faltam dados importantes , como massa e diâmetros precisos, ele ainda está sob análise. Sedna foi encontrado em novembro de 2003 pela equipe de astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) .Nasa, ESA and M. Brown (Caltech)/Hubble  





Fonte: UOL
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