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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Rússia libera imagens secretas de 30 anos do planeta Vênus



O doutor em ciências físicas e matemáticas do Instituto de Investigação Espacial (Rússia), Leonid Ksanfomaliti, explicou que as fotos tiradas há 30 anos pelas sondas espaciais russas revelam a existência de alguns objetos que se movem e têm a aparência de seres vivos, informou a imprensa russa.


Os objetos foram acidentalmente capturados pelas câmeras instaladas nas sondas soviéticas Venera, que foram até Vênus em 1975 e 1982, relembrou o cientista.


Como prova de sua hipótese, Ksanfomaliti tornou públicas as fotos tiradas pela sonda espacial Venera-13, recebidas em março de 1982.  O investigador descobriu vários objetos que aparecem e desaparecem numa série de imagens consecutivas, e que se assemelham a “um disco, um retalho negro e um escorpião”.


Alguns destes objetos estão presentes nas primeiras imagens, mas desaparecem posteriormente.  Segundo o cientista, isso se deve ao forte ruído da sonda ao pousar.  Outros objetos, como o suposto “escorpião”, provavelmente ficaram enterrados no solo que se levantou quando a nave pousou, e depois de algum tempo surgiram novamente na superfície.


Ksanfomaliti explicou que havia a intenção de tornar público seu descobrimento muito antes, mas decidiu atrasá-lo por falta de apoio.


O investigador afirma ter tomado a decisão de voltar a estudar a possível existência de vida em Vênus, por causa do importante número de novos resultados nas investigações de exoplanetas, alguns deles com condições físicas parecidas às de Vênus.




 Fonte: Registro Ovni

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Como (e por que) a Nasa quer criar uma colônia em Vênus











Responda rápido: qual é o planeta mais próximo da Terra? Se você pensou Vênus, acertou. Por esse e outros motivos, cientistas da NASA defendem a criação de uma colônia humana baseada em espaçonaves na atmosfera do astro. 


Com temperaturas de 500°C, a superfície de Vênus não pode ser explorada. Já a atmosfera do planeta apresenta níveis de gravidade, radiação e temperatura parecidos com os da Terra. A ideia é levar até lá veículos movidos a energia solar que vão poder abrigar humanos.


"Dado que a atmosfera de Vênus é um destino bastante hospitaleiro, nós acreditamos que ela poderá ter um papel importante no futuro da humanidade no espaço", afirmou o pesquisador da NASA Dale Arney em entrevista ao site IEEE Spectrum sobre o tema.



Projeto



A ideia é que o projeto para ocupação da atmosfera de Vênus seja desenvolvido em etapas. Primeiro, um robô será enviado para sondar as condições da região.


Depois, uma missão tripulada seguirá para a órbita do planeta. Lá, os astronautas devem passar 30 dias. Posteriormente, naves com humanos serão enviadas para a atmosfera de Vênus até que se estabeleça no local uma ocupação permanente.


Para abrigar pessoas no planeta vizinho, os americanos pretendem desenvolver uma espécie de dirigível com 34 metros de altura e 130 metros de comprimento. Pesando 95 toneladas, o veículo deve contar com mil metros quadrados de painéis solares e um espaço destinado a tripulantes de 21 metros cúbicos. 


Um foguete levará esse veículo até Vênus. Lá, ele vai se desacoplar - sendo inflado automaticamente. Já os humanos serão levados ao planeta com a ajuda de espaçonaves capazes de se acoplar ao veículo inflado.



Vênus x Marte



O projeto de colonizar Vênus anima os cientistas. Eles defendem que a ocupação do planeta é mais viável que a de Marte, que tem níveis de radiação 40 vezes maiores que a Terra e fica bem mais distante de nós. 


Para se ter uma ideia, uma viagem de ida e volta a Vênus incluindo uma estada de 30 dias terrestres na atmosfera do planeta demoraria 440 dias terrestres. Um passeio do mesmo tipo que tivesse Marte como destino demoraria de 500 a 900 dias terretres.


Na opinião dos pesquisadores, uma colônia em Vênus poderia servir de preparação para a exploração de Marte. Além disso, essa colônia funcionaria como um centro de pesquisa sobre Vênus e suas características.





Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Sonda Venus Express conclui sua missão


A Venus Express está terminando sua missão de 8 anos, tendo consumido o combustível para fazer manobras na órbita do planeta Vênus, informa uma fonte da Agência Espacial Europeia (ESA).


A sonda havia sido lançada em 9 de novembro de 2005 mediante um foguetão Souyz-FG a partir do cosmódromo de Baikonur com o objetivo de examinar a superfície do planeta e da atmosfera de Vênus.


Em abril de 2008, o engenho espacial terá entrado em órbita de Vênus e, antes de ultrapassar o prazo de funcionamento, transmitiu para a Terra milhares de fotos e informações interessantes sobre o segundo planeta do Sistema Solar. A sonda conseguiu fotografar o polo sul de Vênus.


Nos últimos meses, a Venus Express estava realizando manobras aerobraking nas camadas atmosféricas, o que levou à sua descida devido à falta de combustível. Segundo uma fonte da ESA, a comunicação com a sonda teria sido interrompida em 28 de novembro.
 
 
 

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Alinhamento de Júpiter e Vênus é confundido com aparição de OVNIs




Vênus (à esq.) e Júpiter (dir.) parecem muito próximos nesta rara conjunção dos planetas, que são vistos aqui sobre as pontes Hell Gate e Robert F. Kennedy na manhã desta segunda-feira (18) em Nova York



A conjunção mais próxima entre Vênus e Júpiter desde 2000, na noite desta segunda-feira (18), confundiu muita gente. Visível a olho nu, os dois pontos brilhantes no céu fizeram com que muitos relatassem a aparição de objetos voadores não identificados, os OVNIs.


A visão da chamada "estrela dupla" foi criada pelo alinhamento quase completo dos dois planetas. A conjunção está entre os destaque do calendário de astronomia deste ano.


"Eles parecem tão próximos que proporcionam uma visão incrível", afirmou Robin Scagell, vice-presidente da Sociedade para Astronomia Popular.


"Com certeza, muita gente pode confundir a conjunção com uma aparição de OVNIs, especialmente porque eles aparecem muito baixos no nosso campo de visão", explicou o especialista. Segundo ele, esse efeito é causado pela distorção da atmosfera.


Embora os dois planetas pareçam muito próximos, na verdade estão a milhares de milhões de quilômetros um do outro.


Vênus e Júpiter emparelham uma vez ao ano, em media, mas suas conjunções variam em separação e visibilidade. Algumas vezes só é possível vê-las com equipamento especial em observatórios –especialmente quando ocorrem durante a luz do dia.


A próxima conjunção entre os dois planetas deve ocorrer em 30 de junho de 2015, mas não com essa proximidade enxergada na segunda-feira.


Durante a conjunção de Agosto, Vênus aparece seis vezes mais brilhante do que Júpiter, mesmo que seu diâmetro seja menor do que um décimo do outro planeta, que tem 86.881 milhas.


Isso acontece porque Vênus está muito mais próximo da Terra e também do Sol, o que faz com que suas nuvens brilhem com maior intensidade.



Fonte: UOL

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Projeto europeu estudará diferenças de Vênus em comparação com a Terra

 Vênus é seco, rico em gás carbônico e com temperaturas superiores a 450ºC / Ted Aljibe / AFP


Planetas são considerados falsos gêmeos, mas tiveram uma evolução muito diferente.


Como e por que Vênus e a Terra, planetas vizinhos e falsos gêmeos, tiveram uma evolução tão diferente? Uma equipe de astrônomos do projeto EuroVenus vai estudar a atmosfera e os ventos do planeta conhecido como 'Estrela D'alva'.


"Provavelmente, Vênus ainda tem muitos segredos para revelar", diz Thomas Widemann, do Observatório de Paris, que coordena este projeto, financiado pela Comissão Europeia com 2,2 milhões de euros.


Os seis laboratórios envolvidos, em França, Bélgica, Alemanha, Portugal e Reino Unido pretendem prolongar a missão Venus Express, da ESA (Agência Espacial Europeia, na sigla em inglês), que coletou uma imensa quantidade de dados e faz observações com telescópios terrestres, como o ALMA, no Chile.


Lançado em novembro de 2005, o Venus Express é o único satélite na órbita de Vênus, que proporcionou uma imensa quantidade de informação que ainda precisa de análise. Em junho passado, sua missão foi prorrogada até 2015.


O projeto EuroVenus permitirá à Europa afirmar sua "liderança" no estudo deste planeta, diz Thomas Widemann. Uma sonda japonesa poderia ser colocada na órbita de Vênus em 2015, disse Colin Wilson, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.


Identificada equivocadamente com uma estrela, Vênus se formou na mesma época e na mesma região da Terra, provavelmente a partir de materiais similares. Tem um tamanho similar ao do nosso planeta, com 95% de seu diâmetro e 80% de sua massa.


Super-rotação


No entanto, enquanto a Terra tem vida, Vênus atualmente é um planeta inóspito. É seco como uma pedra e sua atmosfera, composta majoritariamente por gás carbônico, apresenta um intenso efeito estufa que eleva sua temperatura a mais de 450º C.


Para os astrônomos, a compreensão da evolução a longo prazo destes planetas irmãos constitui uma "grande chave" para os novos planetas que serão descobertos fora do nosso sistema solar, estas "exoterras" potencialmente favoráveis ao desenvolvimento de alguma forma de vida. Seriam possíveis novas Terras ou, ao contrário, novos Vênus?


O EuroVenus tentará compreender melhor a atmosfera venusiana, que apresenta variações "que não correspondem às leis físicas" estabelecidas pelos cientistas.


O programa estudará em particular um fenômeno que continua intrigando a comunidade científica: os ventos de Vênus. Enquanto o planeta faz um giro sobre si mesmo em 243 dias, a atmosfera gira ao seu redor a uma velocidade 50 vezes mais rápida, fazendo uma volta completa no planeta em apenas 4 a 5 dias.


Conhecido como "super-rotação", este fenômeno, cujos mecanismos continuam um mistério, "também poderia ser similar ao das atmosferas de exoplanetas de tipo terrestre em rotação muito lenta", segundo o Observatório de Paris.


O EuroVenus reúne pesquisadores do Observatório de Paris, do Observatório da Costa Azul (sul da França), do Instituto de Astronomia Espacial da Bélgica, da Universidade Alemã de Colônia, da Universidade de Lisboa e da Universidade de Oxford.
 


Fonte: Band

quarta-feira, 19 de junho de 2013

As montanhas de neve metálica de Vênus

Manipulação fotográfica da imagem obtida pelo radar da sonda Magellan em Maat Mons (NASA / JPL)


Uma das características majestosas da Terra são suas imponentes montanhas cobertas de neve, tão altas que esculpem os sistemas climáticos do nosso planeta. Mas elas nada têm de incomum, muito menos a neve.


Já grande parte da neve dos picos de Vênus é composta de metais pesados. Em uma atmosfera tão hostil, não é de se estranhar que sejam tão exóticos. 


Com as altas temperaturas da superfície do planeta, é impossível a água se transformar em gelo (não que haja muita água em Vênus). Ela é composta por sulfeto de chumbo e sulfeto de bismuto, mais conhecidos como os minerais galena e bismutinita.


Tivemos os primeiros vislumbres da superfície escaldante desse planeta no final do século passado. Envolto em densas camadas de nuvens corrosivas, de cerca de 50 quilômetros de espessura, Vênus só pode ser observado de duas maneiras: um pouso sobre sua superfície hostil, como fizeram as sondas soviéticas Venera, ou a exploração por radares.


Mas os radares das sondas espaciais em órbita, como Pioneer Venus e Magellan, detectaram algo incomum: os planaltos de Vênus pareciam estranhamente reflexivos, bem mais brilhantes do que suas planícies de lava.


Foi uma descoberta tão intrigante que os cientistas planetários levaram algum tempo para compreendê-la e aventar algumas hipóteses. 


Uma textura diferente na superfície dos topos montanhosos, provavelmente terra solta, ou uma alteração do clima e da composição do solo em altitudes elevadas explicariam a estranha aparência metálica dos picos nevados.


Quando a sonda Magellan chegou à órbita de Vênus na década de 1990, realizou medições mais detalhadas. Tudo apontava para alguma forma de sedimentação química diferenciada em altitudes elevadas.


Como sabemos hoje, a neve sobre a superfície de Vênus é provavelmente mais parecida com a geada. Nas planícies venusianas mais baixas, as temperaturas chegam a 480 ° C. 


O calor escaldante é suficiente para vaporizar os minérios de ferro reflexivos, que chegam à atmosfera como um tipo de névoa metálica, deixando apenas as rochas vulcânicas escuras, como o basalto, nas terras baixas venusianas.


Em altitudes mais elevadas, essa névoa se condensa, formando uma geada brilhante e metálica no topo das montanhas – e picos enormes não faltam ao planeta irmão da Terra. Maxwell Montes, o pico mais alto de Vênus, tem 11 km de altitude, 3km mais alto que o Monte Everest.


Se cai neve de verdade em Vênus, ainda não se sabe, mas é possível, já que abundantes chuvas de ácido sulfúrico foram observadas. No entanto, elas evaporam antes de atingir o solo, assim como nas florestas tropicais da Terra.


Violentas nevascas metálicas podem ser observadas a 2,6 quilômetros do solo, em qualquer ponto da superfície. Não pode ser uma coincidência que abaixo desta altitude, a atmosfera de Vênus tecnicamente não seja mais gasosa. 


Mais de 96% é composta por dióxido de carbono, com 100 vezes mais gás atmosférico que a Terra. É a origem da enorme pressão na superfície do planeta, que tem um efeito estranho sobre os gases.



Com as pressões e temperaturas próximas à superfície de Vênus, o dióxido de carbono se torna um “fluido supercrítico” – um estado anormal da matéria, a meio caminho entre um líquido e um gás. 


Usado com frequência na Terra como solvente industrial, este dióxido de carbono supercrítico provavelmente existe em Vênus, em altitudes inferiores a 2-3 km.


Dificilmente olhos humanos poderão explorar a superfície de Vênus, mas uma coisa é bem provável: os sulfetos de chumbo e bismuto que compõem sua neve têm coloração acinzentada e reflexos metálicos brilhantes, conferindo a beleza cintilante de suas montanhas. Quem sabe em algumas centenas de anos, os picos venusianos não serão uma atração turística?




Por Markus Hammonds


 

Fonte: Discovery

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Alinhamento planetário promete show celestial no fim de semana




Vênus e Júpiter, os dois planetas mais brilhantes do céu neste mês, receberão a companhia do pequeno Mercúrio para um espetáculo celestial raro neste fim de semana. 


Normalmente, Vênus, o segundo planeta mais próximo do Sol, e Júpiter, que orbita após Marte, estão a dezenas de milhões de quilômetros de distância. 


Mas, para quem vê da Terra, eles têm orbitado juntos, enquanto se movem cada vez mais perto um do outro neste mês, junto a Mercúrio.


O auge do show celestial será no domingo, quando o trio irá aparecer como um triângulo de luz brilhante no céu do Ocidente cerca de 30 minutos depois do pôr do sol.


Conjunções triplas são relativamente raras, segundo a Nasa. A última foi em maio de 2011 e a próxima não ocorrerá antes de outubro de 2015. 


"Essa (conjunção) tripla é especialmente boa porque envolve os três planetas mais brilhantes do céu escuro em maio", afirmou a agência espacial dos Estados Unidos em sua página na Internet.


A formação deve ser visível mesmo em locais com cidades bastante iluminadas. Astrônomos sugerem aos observadores do céu que deixem Vênus e Júpiter serem o seu guia. Quando o céu escurecer, os planetas serão visíveis a olho nu.


"Eles realmente brilham tão intensamente que você pode confundi-los com um ou dois aviões se aproximando com as suas luzes de pouso ligadas", escreveu a revista StarDate, da Universidade do Texas, em seu site.


No domingo, Mercúrio formará o topo do triângulo. Na segunda-feira, Vênus e Júpiter vão estar lado a lado, a menos de 1 grau de distância. 


"Depois disso, Vênus e Mercúrio vão continuar subindo mais alto no céu escuro, enquanto Júpiter cai em direção ao sol", disse a StarDate.




Fonte: Terra

terça-feira, 16 de abril de 2013

Velocidade do vento em Vênus cresce continuamente há sete anos


 
 
A velocidade do vento nas latitudes baixas de Vênus, por razões desconhecidas, está crescendo continuamente.
 
 
De 2006 a 2013, a velocidade média subiu para 25 m/s, anunciaram os cientistas russos após terem analisado os dados da sonda europeia Venus Express.


"Examinamos uma faixa de 10 graus de largura com o centro a 20 graus de latitude sul. Nesta área, monitoramos a velocidade do vento praticamente todos os dias desde o início de funcionamento da sonda, em 2006. Aqui, a velocidade, dirigida ao longo dos paralelos, por razões desconhecidas, está crescendo. Não sabemos as razões da ocorrência de tal fenômeno", disse Marina Patsaeva, do Instituto de Pesquisa Espacial da Rússia.





quarta-feira, 27 de março de 2013

Megatempestade caótica e imprevisível em Vênus surpreende astrônomos



Uma megatempestade de longa duração na atmosfera do polo sul de Vênus provou ser um fenômeno mais caótico e imprevisível do que se pensava anteriormente. 


Esta é a conclusão de um novo estudo que analisou detalhadamente a atmosfera polar do planeta e que foi publicado no final da última semana na revista Nature Geoscience.


Com o uso do satélite Venus Express, da Agência Europeia Espacial, os astrônomos puderam observar o vórtice polar no sul de Vênus detalhadamente. 


O ciclone permanente tem uma altura de 20 quilômetros, mais de duas vezes a do Monte Everest, o pico mais alto do planeta Terra. 


Os cientistas mapearam dois centros distintos de rotação da tempestade, cada um a uma altitude diferente, que se moviam independentemente um do outro, sem um padrão específico. Isso está em contraste com vórtices polares em outros planetas, como a Terra, que são muito mais estáveis.


Vênus tem uma atmosfera densa, formada por dióxido de carbono, que cria uma pressão na superfície 90 vezes mais forte que a da Terra ao nível do mar, além de temperaturas superiores a 450 graus Celsius, quente o suficiente para derreter chumbo. 


Embora o planeta gire muito lentamente - um dia em Vênus dura 243 dias terrestres - a sua atmosfera viaja a velocidades de 360 km/h, girando em torno do planeta em apenas quatro dias da Terra. 


Um vórtice polar é uma gigantesca e persistente tempestade com ciclone que paira alto na atmosfera do planeta. 


Quase todo planeta ou lua com uma substancial atmosfera pode apresentar um fenômeno como esse, incluindo a Terra. 


Eles interagem com isso e influenciam os padrões climatológicos no longo prazo de uma atmosfera e, pelo menos em nosso planeta, são importantes para definir mudanças climáticas e a destruição do ozônio.




quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Vento solar deixa Vênus com cauda de cometa

Imagem mostra cauda de cometa em Vênus após o planeta ser atingido por ventos solares / Divulgação/Agência Espacial Europeia


Sem campo magnético para sua proteção, planeta tem partículas arrastadas de sua ionosfera por ventos de tempestades solares.


De acordo com estudos da Agência Espacial Europeia (ESA), divulgados na terça-feira, 29, a pressão exercida pelos ventos solares deixa o planeta Vênus com a cauda de um cometa.


Os efeitos dos raios solares podem ser vistos na animação.


Cientistas da ESA explicam que Vênus não tem um forte campo magnético que protege o planeta dos ventos solares. Com isso, partículas são carregadas e formam “a cauda do cometa” no lado noturno.


As partículas são de gás eletricamente carregadas. Elas ficam na ionosfera, campo que fica acima da atmosfera de um planeta. Sem a proteção de um campo magnético, as partículas são moldadas pelas atividades solares.


Assim como Vênus, Marte não conta com um forte campo magnético e registra uma atividade semelhante de partículas devido ao vento solar.


As imagens foram coletadas pela nave Venus Express da ESA.




Fonte: Band

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Pesquisa: vulcões de Vênus estão em atividade

A ESA (Agência Espacial Europeia) revelou que o planeta possui alta concentração de dióxido de enxofre, o que explicaria a atividade.

 Reprodução artística mostra vulcões em Vênus / Divulgação/ESA


Um estudo divulgado pela ESA (Agência Espacial Europeia) neste domingo revela que Vênus pode ter vulcões ativos em sua superfície. Dados da atmosfera do planeta apontaram indícios da atividade – entre eles a concentração de dióxido de enxofre.


Segundo a agência, na Terra quase toda a substância está relacionada às erupções vulcânicas. A atmosfera de Vênus possui, segundo as análises, um volume deste gás mais de um milhão de vezes acima do que é encontrado aqui.


Desde 2006 uma sonda registra grandes variações na quantidade do gás. A variação seria explicada pelas erupções.


Além disso, evidências geológicas também teriam sido encontradas – como a formação de rochas de formação geologicamente recente (menos de um milhão de anos).




Fonte: Band

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Há regiões geladas na atmosfera de Vênus

Vênus tem região “surpreendentemente fria”

Apesar da proximidade do Sol, temperaturas podem ser de 175 graus negativos.

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou descobriu uma região “surpreendentemente fria” nas camadas mais altas da atmosfera de Vênus. A temperatura é suficientemente baixa para congelar dióxido de carbono, formando gelo ou neve carbônica.


O estudo baseia-se nos dados recolhidos pela sonda europeia Vênus Express durante cinco anos de observações. Os investigadores descobriram que, a aproximadamente 125 quilômetros da superfície deste planeta, as temperaturas podem descer aos -175 graus centígrados.

Segundo refere a ESA, Vênus é famoso pela sua densa atmosfera de dióxido de carbono e pelas altas temperaturas que esta provoca sobre a superfície. Mas essa camada, apesar do planeta se encontrar mais próximo do Sol do que a Terra, é muito mais fria do que qualquer região da atmosfera terrestre.


A descoberta deu-se durante a análise de como a luz do Sol era filtrada pela atmosfera de Vênus. Queria determinar-se a concentração de moléculas de dióxido de carbono a várias altitudes ao longo da linha de separação entre a parte iluminada do planeta e a parte que se encontra na sombra.


Arnaud Mahieux, autor principal do estudo publicado agora na «Journal of Geophysical Research», refere que os perfis de temperatura na zona quente iluminada e na fria que se encontra na sombra são extremamente diferentes a partir dos 120 quilômetros de altitude.

O achado tem “contornos especiais”, admitem os investigadores, pois não existem situações semelhantes nem na Terra nem em Marte.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vênus transita em frente ao Sol em junho pela última vez até 2117



O planeta Vênus poderá ser visto em junho durante o trânsito em frente ao Sol, um fenômeno que não ocorrerá novamente até 2117 e ajudará na busca de exoplanetas, informou na quarta-feira a revista britânica "Nature".


Vênus, o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância do Sol e o terceiro menor, transitará diante do "astro rei" entre 5 e 6 de junho, disse o astrônomo Jay Pasachoff, da Williams College (EUA), em um artigo publicado pela revista.


"Esperamos que o trânsito de Vênus nos proporcione uma visualização de exoplanetas", explicou o astrônomo. Apesar de Vênus ser visível a partir da Terra em poucas ocasiões, Pasachoff confia que neste ano a visualização seja melhor que a de 2004, já que a atividade solar é mais intensa agora.


Os pesquisadores aproveitam estes fenômenos para testar novas técnicas e métodos de visualização de planetas distantes da Terra. 


"Os cientistas de hoje enviam sondas espaciais a outros planetas para uma apuração mais detalhada, mas a observação desses fenômenos a partir do nosso planeta nos proporciona uma informação única e nos dá a oportunidade de melhorar nossos métodos de busca a exoplanetas", explicou Pasachoff.


O fenômeno será registrado pelo satélite da Nasa "ACRIMSAT", que oferecerá uma imagem similar à obtida a partir de outros satélites e telescópios como o Kepler, especificou o cientista. 


A equipe de Pasachoff se concentrará no estudo da atmosfera de Vênus, visível graças aos raios que atravessarão durante o percurso pela frente do Sol. Os dados recopilados serão comparados com os obtidos na observação das atmosferas de exoplanetas, destacou o astrônomo.


Desde o século XVII, quando foram inventados os primeiros telescópios, Vênus se deslocou pela frente do Sol em seis ocasiões (1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e 2004). 


Em todos eles, os cientistas realizaram centenas de estudos e medições com o objetivo de resolver um dos maiores mistérios da astronomia da época: calcular a distância entre a Terra e o Sol.


Pasachoff reconheceu que é cedo para saber como ajudará no estudo dos trânsitos no Sistema Solar na observação dos exoplanetas distantes, mas ressaltou que esses deslocamentos são raros e não devem ser desperdiçados.


"Devemos isso aos futuros astrônomos, especialmente para aqueles que observarão o fenômeno em 2117", disse Pasachoff.
 
 
 
 
Fonte: Yahoo!

terça-feira, 13 de março de 2012

Convergência de Vênus e Júpiter pode ser observada hoje


Habitantes do hemisfério norte poderão assistir hoje à noite o fenômeno celestial da beleza extraordinária – a convergência de Vênus e Júpiter. Os dois planetas mais brilhantes do nosso sistema solar aproximaram-se tanto, que têm criado um par radiante.

O par planetário será localizado a 40 graus acima do horizonte, enquanto Vénus será localizado no lado direito, ligeiramente acima. É mais brilhante do que Júpiter.

Os astrólogos propõem a sua interpretação da convergência de Vênus e Júpiter. Na sua opinião, a fusão celestial do Amor e do Poder promete estabilidade e tranquilidade ao mundo nas próximas semanas.



Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vênus pisa no freio e gira mais devagar

Ilustração mostra a sonda Venus Express em órbita do planeta: fricção com atmosfera densa estaria deixando dias mais longos / ESA

Período de rotação do planeta está menor do que o medido antes, mostra sonda europeia.

O período de rotação de Vênus está diminuindo, ou seja, o planeta está pisando no freio e gira em torno de seu eixo cada vez mais devagar.

Novos dados da sonda Venus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), mostram que seus dias estão 6,5 minutos mais longos do que as medições anteriores indicavam.

Nos anos 90, a sonda Magellan, em uma missão de quatro anos, usou um radar para penetrar a grossa camada de nuvens do planeta para produzir os então mais detalhados mapas de sua superfície.

Ao observar as periódicas passagens de formações nela, foi possível determinar que o dia em Vênus durava o equivalente a 243,0185 dias na Terra.

Dezesseis anos depois, no entanto, a Venus Express, também usando um radar, verificou que algumas formações estavam até 20 quilômetros afastadas do local onde deveriam estar neste período de tempo, indicando uma desaceleração da rotação.

As novas medições estão ajudando os cientistas a determinar se Vênus tem um núcleo sólido ou líquido, o que ajudaria na compreensão de como o planeta foi criado e evoluiu.

“Planeta irmão” da Terra e no limite da chamada “zona habitável” de nosso Sistema Solar, Vênus é um exemplo de como a capacidade de abrigar vida depende de variáveis sutis.

Com uma atmosfera densa e rica em dióxido de carbono, com mais de 90 vezes a pressão da atmosfera terrestre, ele é vítima de um efeito estufa de proporções infernais, que fazem com que temperatura média na sua superfície passe dos 400 graus Celsius, o suficiente para derreter chumbo.

Se Vênus tiver um núcleo sólido, sua massa estaria mais concentrada no centro. Neste caso, a rotação do planeta seria menos afetada por forças externas.

E a principal delas é justamente a fricção com sua densa atmosfera e seus ventos de alta velocidade.

A Terra enfrenta efeito similar, mas o duração do dia varia aproximadamente apenas um milissegundo e depende sazonalmente dos padrões de vento e temperaturas ao longo do ano.


Fonte: O Globo Online

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cientista teria encontrado seres vivos nas fotos do planeta Vênus


Nas fotografias, feitas em Vênus nos anos 1980 pelos aparelhos espaciais soviéticos, estão presentes imagens de objetos que se movem e, provavelmente, têm caraterísticas dos seres vivos, resumiu o empregado do Instituto de Investigações Cósmicas da Academia de Ciências da Rússia Leonid Ksanfomaliti, ao ter analisado panoramas fotografados pela sonda Venera 13.

A busca de planetas, nos quais é possível encontrar a vida, está sendo feita a partir do postulado sobre as condições físicas normais na zona de vida, quer dizer da pressão, da temperatura, dos componentes da atmosfera iguais aos da Terra.

Mais não seria este método considerado um tipo de nacionalismo terrestre? Será que pode ser excluída a possibilidade de a vida existir em condições completamente diferentes? Conforme Leonid Ksanfomaliti, esta possibilidade não deve ser excluída.

“Sem discutir as convicções atuais sobre a não existência da vida nas condições de Vênus, vamos fazer uma suposição inovadora, que as caraterísticas morfológicas permitem supor que uma parte dos objetos encontrados tem caraterísticas dos seres vivos”, escreve o cientista em um artigo, publicado pela revista Astronomicheski Vestnik.



Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sonda mostra que Vênus também tem uma camada de ozônio na atmosfera


Sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriu que Vênus também possui uma camada de ozônio na atmosfera.

Analisar suas propriedades e compará-las às camadas encontradas na Terra e em Marte deve ajudar os astrônomos a refinar as buscar por vida em outros planetas.

A informação foi obtida graças a instrumento da sonda Venus Express, que analisa a luz das estrelas em busca de impressões digitais características de gases na atmosfera. O ozônio foi detectado porque absorve parte da luz ultravioleta emitida pelas estrelas.

O ozônio é uma molécula que contém três átomos de oxigênio. De acordo com modelos científicos, o ozônio em Vênus é formado pela quebra das moléculas de dióxido de carbono pela luz solar, que lança átomos de oxigênio.

Esses átomos são carregados por ventos na atmosfera, combinando-se para formar moléculas com dois átomos de oxigênio ou com três átomos de ozônio.

Segundo o pesquisador Franck Montmessin, da ESA, a detecção traz uma compreensão maior sobre a química da atmosfera de Vênus e também pode ser útil para procurar vida em outras partes do Universo.

Na Terra, o ozônio é fundamental porque absorve grande parte dos raios ultravioletas nocivos do Sol. Além disso, os cientistas acreditam que o ozônio foi gerado por formas de vida.

A formação de oxigênio e, consequentemente, a de ozônio, na atmosfera da Terra começou há 2,4 bilhões de anos.

Embora as razões ainda não sejam totalmente conhecidas, a emissão de oxigênio por micróbios como gás residual pode ter desempenhado um papel importante.

Astrobiólogos têm sugerido que a presença simultânea de dióxido de carbono, oxigênio e ozônio em uma atmosfera pode ser um indício de que há vida no planeta. No entanto, como demonstra essa nova descoberta, a quantidade de ozônio pode ser determinante.

A pequena quantidade de ozônio na atmosfera de Marte não foi gerada por formas de vida. Lá, é resultado da quebra das moléculas de dióxido de carbono pela luz solar.

Os cientistas também acreditam que em Vênus a formação modesta de ozônio também não envolve meios biológicos.

Sua camada de ozônio fica a uma altitude de 100 quilômetros, cerca de quatro vezes maior que a da Terra. Além disso, é de cem a mil vezes menos densa.

Os astrobiólogos sugerem que a concentração de ozônio em um planeta deve ser de pelo menos 20% à encontrada na Terra para se considerar formas de vida como causa. Os novos resultados mostram que Vênus está bem abaixo desse limiar.

De qualquer forma, a descoberta mostra mais uma semelhança entre Vênus, Marte e a Terra.



Fonte: UOL

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fracasso da missão a Vênus causa novo revés ao Japão


O fracasso de sua primeira missão a Vênus representou nesta quarta-feira um forte revés para o Japão, que com sua tecnologia de ponta procurava preencher um vazio entre as potências mundiais em pesquisa espacial.

A Agência de Prospecção Aeroespacial do Japão (Jaxa) admitiu nesta quarta-feira que um problema técnico impediu que a sonda "Akatsuki" entrasse nesta terça-feira na órbita de Vênus, considerado o planeta "gêmeo" da Terra.

Um problema no motor, que não desacelerou a tempo, fez com que a sonda deixasse para trás Vênus, o que representou um banho de água fria para ambiciosa missão na qual Jaxa trabalhava há 11 anos.

Construída com um investimento de 25,2 bilhões de ienes (230 milhões de euros), a sonda "Akatsuki" (Aurora) havia partido 200 dias antes do centro espacial de Tanegashima, no sul do Japão, e tinha como alvo mostrar a composição da atmosfera venusiana e a origem de seus fenômenos meteorológicos.

O "pai" da missão, o cientista Masato Nakamura, reconheceu nesta quarta-feira, visivelmente triste, o fracasso, embora tenha garantido que mantém esperanças no longo prazo porque prevê que a sonda passe de novo perto de Vênus dentro de seis anos e terá então uma "alta probabilidade" de entrar em sua órbita.

Com "Akatsuki", Japão pretendia se transformar no primeiro país a realizar um mapa tridimensional das espessas nuvens sulfúricas que envolvem Vênus, além de estudar de perto seus fenômenos meteorológicos e vulcânicos.

De tivesse alcançado sucesso, teria se transformado na primeira nação asiática a chegar à órbita venusiana, onde está há quatro anos a sonda Vênus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA).

A Jaxa já havia tentado colocar em duas ocasiões anteriores, em 1998 e 2003, uma sonda na órbita de Marte, a "Nozomi", que acabou sendo abandonada no espaço em vista dos sucessivos fracassos.

O recente fracasso representa um novo baque para o programa espacial japonês que, baseado em sua tecnologia de ponta, está centrado principalmente na prospecção planetária e de asteroides, ao contrário dos programas das outras duas potências espaciais asiáticas, China e a Índia.

Estas revelam suas próprias corridas espaciais com destaque nas missões tripuladas e a investigação sobre a Lua, e recentemente o Governo de Pequim anunciou que construirá sua própria estação espacial com o objetivo de colocá-la em órbita no ano 2020.

A Coreia do Sul, sede de gigantes tecnológicos como Samsung, luta por tornar-se a quarta potência espacial da Ásia, embora, por enquanto, suas tentativas de enviar ao espaço foguetes de fabricação nacional acabaram fracassadas.

Nesse sentido, Japão, que colabora estreitamente com a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA), está atrás dos vizinhos em vários campos de pesquisa, como o dos asteroides.

Uma das maiores conquistas da Jaxa nos últimos anos foi ter conseguido neste ano trazer outra vez a sonda "Hayabusa", que havia sido lançada sete anos antes para recolher partículas do asteroide "Itokawa", que orbita na Terra.

As mostras, que estão sendo examinadas pelos analistas da Jaxa, foram as primeiras de um asteroide recolhidas no espaço a chegar a nosso planeta.

O programa de pesquisa espacial japonês começou a ser desenvolvido a pleno motor em 2003, quando Japão decidiu unir a Agência Nacional de Desenvolvimento espacial e outros dois centros de pesquisa para criar a Jaxa.


Fonte: UOL

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Descoberta em Vênus dá alerta à Terra, diz agência espacial

Imagem mostra a estrutura das nuvens de dióxido sulfúrico em Vênus

Uma misteriosa camada de dióxido sulfúrico de grande altitude descoberta pelo satélite Venus Express, da ESA - a agência espacial européia -, em Vênus, foi finalmente explicada, após dois anos de sua descoberta. Segunda a ESA, a descoberta serve como um aviso contra a ejeção de gases na nossa atmosfera.

Vênus é coberto por ácido sulfúrico que bloqueia a visão de sua superfície. As nuvens são formadas entre 50 e 70 km de altura, quando o dióxido sulfúrico dos vulcões se junta ao vapor de água, formando o ácido sulfúrico.

O dióxido que sobra do processo deveria ser destruído pela intensa radiação solar. Portanto, quando, em 2008, o satélite Venus Express detectou a existência dessa camada, criou-se um mistério.

De onde esse dióxido sulfúrico sai para formara a camada que fica entre 90 km e 110 km da superfície do planeta?

Simulações de computador feitas por Xi Zhang, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Estados Unidos, e outros cientistas do país, da França e de Taiwan, mostram que gotas de ácido sulfúrico podem evaporar em grandes altitudes, liberando gases de ácido que se quebram na luz do Sol e que se transformam em dióxido sulfúrico.

Com essa nova descoberta, a preocupação sobre as mudanças climáticas da Terra aumentam. As experiências para a diminuição das mudanças, segundo os cientistas, podem não estar funcionando, como pensado originalmente.

"As novas descobertas também significam que o ciclo atmosférico do enxofre é mais complicado do que pensávamos", diz Håkan Svedhem, cientista do projeto Venus Express.

O vencedor do prêmio Nobel, Paul Crutzen, defendeu recentemente que ejetar artificialmente grandes quantidades de dióxido sulfúrico na atmosfera da Terra a 20 km de altura para conter o aquecimento global resulta no aumento de gases que causam o efeito estufa.

Esse gás forma pequenas gotas de ácido sulfúrico, iguais aos encontrados em Vênus. Essas gotas formam uma camada que reflete os raios do Sol, gelando o planeta em aproximadamente 0,5 °C.

Contudo, o estudo indica que a evaporação de ácido sulfúrico em Vênus sugere que esse projeto pode não dar certo, já que não sabemos quanto tempo essa camada protetora levará para se transformar em dióxido sulfúrico.

E o pior, uma camada desse gás pioraria o efeito estufa, já que permite a passagem de todos os raios solares.

"Nós precisamos estudar detalhadamente as potenciais consequências de uma camada artificial de enxofre na atmosfera da Terra", diz Jean-Loup Bertaux, da Universidade de Versailles-Saint-Quentin, na França, que também participa do projeto.

Para esse estudo, o satélite venus Express passa a ser de fundamental importância, pois como a natureza causa, também, a existência da camada de gases, os cientistas ainda não precisam realizar experimentos mais detalhados, podem apenas examinar os efeitos pelo satélite.


Fonte: Terra

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sonda europeia encontra sinais de passado úmido em Vênus

Ilustração de uma cena possível na atmosfera de Vênus, seca mas com relâmpagos. ESA


Vênus e Terra são muito parecidos sob vários aspectos. São quase idênticos em tamanho e composição.

A sonda europeia Venus Express confirmou a hipótese de que o árido planeta Vênus já teve grandes quantidades de água, que se perderam para o espaço.

Medições feitas pela sonda mostram que a taxa de átomos de hidrogênio que atmosfera venusiana perde para o vácuo espacial é o dobro da de átomos de oxigênio.

Isso reforça a ideia de que a radiação ultravioleta do Sol vem desintegrando moléculas de água, a fonte provável dos átomos que deixam o planeta, de acordo com nota da Agência Espacial Europeia (ESA).

"Tudo indica que Vênus teve grandes quantidades de água no passado", disse o pesquisador Colin Wilson, da Universidade Oxford.

A sonda também mostrou que deutério, uma forma mais pesada de hidrogênio, existe de forma desproporcionalmente grande no alto da atmosfera do planeta. Isso ocorre porque o átomo mais pesado tem mais dificuldade em escapar da gravidade do planeta.

Vênus e Terra são muito parecidos sob vários aspectos. São quase idênticos em tamanho e composição, e parece possível que Vênus tenha tido oceanos no passado.

Atualmente, se todo o vapor de água existente na atmosfera do planeta fosse liquefeito, o resultado seria uma camada de água de 3 centímetros de profundidade recobrindo o planeta todo.

No caso da Terra, se os oceanos fossem espalhados igualmente pela superfície, o resultado seria uma camada com 3 km de profundidade.

No entanto, nem todos os cientistas estão convencidos de que a água do passado de Vênus existiu sob a forma de oceanos.

O pesquisador Eric Chassefière, da Université Paris-Sud, da França, desenvolveu um modelo de computador que sugere que a maior parte da água mantinha-se na atmosfera e que existiu apenas num período muito curto do passado remoto, quando a superfície do planeta estava totalmente derretida.

À medida que as moléculas eram destruídas pela radiação solar e escapavam para o espaço, a queda na temperatura provavelmente levou à solidificação da superfície. O resultado seria um planeta que nunca teve a oportunidade de desenvolver oceanos.

Embora seja difícil de testar, essa hipótese traz uma questão fundamental. Se vênus já teve uma água na superfície, o planeta pode ter sido habitável por um período de sua história.

O modelo de Chassefière não proíbe, por exemplo, que Vênus tenha recebido água do espaço - talvez pela colisão de um cometa - já em sua fase sólida.


Fonte: Estadão

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