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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

As misteriosas montanhas flutuantes de gelo de Plutão que intrigam cientistas

Imagens mostram aparentes formações de gelo suspensas sobre oceano de nitrogênio congelado


Para os cientistas da Nasa, colinas se movem como os icebergs do oceano Ártico


As imagens fornecidas pela sonda New Horizons continuam a surpreender astrônomos

 
 
 
Fotos da Nasa capturam imagens de colinas que podem ser fragmentos de água congelada de montanhas do entorno, que "flutuam" sobre mar gelado de nitrogênio do planeta-anão.
 
 
No "coração" de Plutão, misteriosas colinas intrigam cientistas da agência espacial americana Nasa. Na última quinta-feira (4), a agência divulgou imagens de montanhas flutuantes na superfície do planeta-anão, aparentes formações de gelo de quilômetros de extensão, suspensas sobre um oceano de nitrogênio congelado. As imagens foram capturadas pela sonda New Horizons em sua missão histórica de 2015.


Para os pesquisadores da Nasa, trata-se de "outro exemplo da fascinante e abundante atividade geológica" de Plutão. A suspeita é que essas montanhas flutuantes misteriosas sejam fragmentos de água congelada que lembram os icebergs da Terra.


As colinas, localizadas na vasta planície de gelo batizada informalmente de Plano Sputnik, são como versões em miniatura das montanhas maiores e mais variadas da extremidade oeste dessa planície.


"Essas montanhas de água gelada flutuam em um mar de nitrogênio congelado e se movem da mesma forma como os blocos de gelo no oceano Ártico da Terra", informou a Nasa em nota. Seriam como fragmentos de planaltos acidentados que se separaram e estão sendo levados pelos glaciares de nitrogênio até o Plano Sputnik.


Essas cadeias de colinas em movimento são formadas na trilha dos glaciares. Quando entram no terreno em formato de células da região central do Plano Sputnik, passam a ser influenciadas pelos movimentos convectivos (movimento ascendente ou descendente de matéria em um fluido) do nitrogênio congelado, e são empurradas para a extremidade das células.




Hipótese da origem



Essas formações podem flutuar porque o gelo de nitrogênio é bem mais denso do que o gelo de água. Esses blocos congelados se juntam formando cadeias montanhosas de até 20 quilômetros de extensão.


Acredita-se que o Plano Sputnik tenha se formado após um grande impacto na superfície de Plutão, que foi preenchido com uma mistura de água congelada, nitrogênio e amoníaco.


Plutão surpreende cientistas a cada dia desde a revelação, após uma espera de nove anos, das imagens da New Horizons. A geografia dinâmica e variada revelada pelas imagens está mudando a perspectiva sobre esse corpo celeste descoberto há 85 anos. 


"Ficamos atordoados com o que vimos, e por toda a atividade nesses mundos (Plutão e suas luas). E ainda não temos ideia do que está acontecendo lá de fato", afirmou Nigel Henbest, astrônomo da Universidade de Leicester, na Inglaterra.


Os dados da New Horizons podem ajudar a esclarecer mecanismos da formação de planetas e até da origem de elementos que geram vida.





Fonte: IG

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Nasa publica "melhores fotos em close-up" de Plutão






A agência espacial americana Nasa publicou uma série de fotos em alta definição de Plutão, apresentando-as como as melhores fotos em close-up do planeta anão que poderão ser vistas em décadas.

 
Em 14 de julho, a sonda da Nasa New Horizons tornou-se o primeiro dispositivo a passar perto de Plutão, oferecendo aos cientistas imagens sem precedentes.

 
Fotografias de alta definição publicadas previamente revelaram as impressionantes variações geográficas do planeta anão, de altas montanhas a dunas de areia e icebergs.

 
"As novas imagens nos dão uma visão de super alta definição sobre a geologia de Plutão", disse o principal pesquisador da New Horizons, Alan Stern, em um comunicado.

 
A Nasa informou que os cientistas esperam mais fotos nos próximos dias, descrevendo as já recebidas como "os melhores close-ups de Plutão que os humanos poderão ver em décadas".





Fonte: UOL

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

NASA divulga colagem de fotos com a rotação completa de Plutão e sua lua Caronte

 Imagens do movimento de rotação de Caronte, a principal lua de Plutão. (Foto: Divulgação/NASA)

 Imagens do movimento de rotação de Plutão. (Foto: Divulgação/NASA)

A NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, divulgou na sexta-feira (20) uma colagem com imagens que mostra o movimento de rotação que Plutão, o principal planeta-anão do Sistema Solar, faz em torno de si mesmo.

Este processo leva 6,4 dias terrestres para ser concluído, ou seja, o dia plutoniano é 6,4 vezes maior do que o nosso dia aqui na Terra. Além disso, a NASA revelou imagens do movimento de rotação da maior lua de Plutão, a Caronte, que também leva 6,4 dias terrestres para terminar.

As fotos foram capturadas entre os dias 7 e 13 de julho deste ano pela sonda New Horizon, que passou pelo planeta. A distância de captura variam de cerca de 8 milhões de quilômetros de distância (dia 7 de julho) para 645 mil quilômetros de distância (em 13 de julho).

As fotografias ajudam a detalhar melhor o chamado “hemisfério de encontro”, sempre mais visível, e também o “lado distante” do planeta-anão e também de seu principal satélite.


As imagens também ajudam a exibir mais detalhes sobre a superfície de Caronte, como a presença de cânions e crateras, e também sobre a parte visível de Plutão, evidenciando as diferenças entre o hemisfério mais conhecido e a sua contraparte normalmente oculta. 



Fonte: Canaltech

sábado, 10 de outubro de 2015

Nasa encontra água congelada e céu azul em Plutão




Depois de ter anunciado evidências de água líquida encontradas em Marte, a Nasa (agência espacial americana) revelou na quinta-feira (8) a presença de céu azul e água congelada em Plutão. 


A sonda New Horizons registrou a primeira imagem colorida de neblina envolvendo o planeta com uma coloração azul. Essa é a consequência da forma como a luz solar é dispersa pelas partículas de neblina, segundo os cientistas. 


Além disso, a sonda detectou pequenas regiões de água congelada em Plutão, o que ainda está sendo estudado. "Grandes extensões de Plutão não mostram água congelada exposta diretamente na superfície", disse Jason Cook, especialista da Nasa. 


"Porque aparentemente ela está mascarada por outros tipos de gelo mais voláteis pelo planeta. Entender por que a água aparece dessa forma e por que ela não aparece em outros lugares é um desafio." 


"Céu azul" 

 

Assim como a Terra, Plutão tem uma atmosfera predominantemente de nitrogênio. Mas é a interação do nitrogênio com os raios ultravioletas do sol, na presença de metano, que também está na atmosfera, que faz com que seja possível criar as partículas grossas que formam a neblina. 


"Essa impressionante coloração azul nos fala muito sobre o tamanho e a composição dessas partículas", disse Carly Howett, integrante da missão New Horizons no Instituto de Pesquisa SwRI, no Colorado. 


"Um céu azul muitas vezes resulta da dispersão da luz solar em várias partículas minúsculas. Na Terra, essas partículas são moléculas de nitrogênio muito pequenas. Em Plutão, elas aparentemente são maiores – mas ainda relativamente pequenas. São partículas que chamamos 'tholins'". 


O principal pesquisador da missão, Alan Stern, havia atiçado os fãs de Plutão nos últimos dias dizendo para eles esperarem algo "especial" nas imagens semanais que seriam divulgadas na quinta-feira. 


"Quem poderia esperar que haveria um céu azul no Cinturão de Kuiper? Isso é maravilhoso", disse ele, em um comunicado divulgado pela Nasa. 


Mas se você estivesse na superfície de Plutão e olhasse para cima, o céu pareceria preto, na realidade, por causa da atmosfera rarefeita. 


"A neblina é bem fina, então você veria na maior parte a cor da névoa azul como amanheceres e entardeceres", disse Howett em entrevista à BBC. 



Água congelada 

 

Os pesquisadores da Nasa identificaram água congelada em várias regiões ao longo da superfície de Plutão.
"Nós já esperávamos que haveria água congelada lá, mas estávamos procurando sinais por décadas e não havíamos encontrado nada até agora", tuitou Alex Parker, também do Instituto de Pesquisa SwRI. 


Desde 14 de julho, a New Horizons já rondou mais de 100 milhões de quilômetros além de Plutão. E isso a coloca a 5 bilhões de quilômetros da Terra. 


Essa distância gigantesca faz com que demore mais para chegarem as informações da sonda. Demorará talvez mais um ano até que todas as informações estejam com a Nasa para serem estudadas. 




Fonte: Terra

sábado, 25 de julho de 2015

Plutão teria vapores na atmosfera e geleiras móveis









Após cadeias montanhosas e vastas planícies geladas, a sonda norte-americana New Horizons enviou novas imagens mostrando vapores na atmosfera de Plutão e sinais de movimentos de gelos de nitrogênio e metano em sua superfície.


"Dez dias após o sobrevoo de Plutão nós podemos dizer que nossas expectativas foram mais do que superadas", comemorou na sexta-feira John Grunsfeld, administrador da missão científica da Nasa.


"Com gelo em movimento, uma composição química original de sua superfície, suas cadeias montanhosas e suas brumas, Plutão revela uma diversidade geológica muito emocionante", afirmou o cientista em entrevista coletiva.


Sete horas após passar o mais perto de Plutão em 14 de julho, a New Horizons abriu um instrumento óptico sobre o planeta anão, o que permitiu captar os raios do sol passando por sua atmosfera.


As imagens mostram os vapores subindo até 130 km acima da superfície. Uma análise preliminar indica duas camadas distintas, uma a cerca de 80 km de altitude e a outra cerca de 50 km.


"Esses vapores são um elemento-chave para criar componentes de hidrocarbonetos complexos que dão à superfície de Plutão sua cor avermelhada", explicou Michael Summers, um astrônomo da missão.


As últimas imagens da New Horizons também revelam sinais de movimentos do gelo na superfície de Plutão, sinal de atividade geológica recente - algumas dezenas de milhões de anos - no planeta, o que surpreendeu os cientistas.


No norte de uma vasta planície chamada "Sputnik Planum", do tamanho do estado norte-americano do Texas, foram encontrados indícios muito claros de movimentos de uma placa de gelo de metano, nitrogênio ou de monóxido de carbono - muito presente nesta área. Estes movimentos podem ocorrer agora, de acordo com os pesquisadores.


"Esses fenômenos são semelhantes aos observados na Terra com as geleiras", observou Bill McKinnon, outro cientista da New Horizons.


"Na parte mais ao sul da porção em forma de coração, adjacente à zona equatorial que é escura e aparentemente mais antiga com muitas crateras, parece que os depósitos de gelo são muito mais recentes", observou McKinnon.


"Todas as atividades observadas em Plutão sugerem que este planeta tem um núcleo denso rodeado por uma espessa camada de gelo, o que aumenta a possibilidade da existência de um oceano líquido sob o gelo", disse Bill McKinnon.


A New Horizons vai continuar a transmitir dados coletados até o final de 2016. A sonda está atualmente a 12,2 milhões de quilômetros além de Plutão, mergulhando no Cinturão de Kuiper.





Fonte: UOL

sábado, 18 de julho de 2015

Polígonos encontrados em Plutão desafiam cientistas



Novas fotos transmitidas pela primeira espaçonave a visitar Plutão mostraram estranhas formas poligonais e colinas suaves em uma planície sem crateras, indicações de que esse mundo gelado é geologicamente ativo, disseram cientistas do projeto New Horizons na sexta-feira. 


"Não tínhamos ideia de que Plutão teria uma superfície geologicamente jovem", disse o chefe de pesquisas, Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudeste em Boulder, Colorado. "É uma surpresa maravilhosa."


A meta da missão New Horizons, que custou 720 milhões de dólares, é mapear as superfícies de Plutão e sua lua primária, Charon, avaliar quais materiais elas contêm e estudar a atmosfera do planeta.


Lançada em 2006, a espaçonave viajou quase 5 bilhões de quilômetros até passar pelo sistema de Plutão na terça-feira. Apenas 1 por cento dos 50 gigabytes de dados registrados nos 10 dias que levaram à passagem do equipamento pelo planeta-anão foram transmitidas de volta à Terra. 


Mesmo assim, os primeiros resultados mostram que Plutão, onde as temperaturas na superfície chegam a menos 240 graus Celsius, está desafiando teorias sobre como corpos gelados podem gerar calor para redesenhar sua aparência na superfície.


Por exemplo, uma região brilhante, em forma de coração, perto do equador de Plutão, não tem crateras de impacto, indicando que a superfície tem mais ou menos 100 milhões de anos de idade, um piscar de olhos no calendário geológico.


"Está provavelmente obtendo sua forma atualmente através de processos geológicos. Podem ter apenas uma semana de idade, até onde sabemos", disse o geólogo Jeffrey Moore, do Centro de Pesquisas Ames, da Nasa, em Moffett Field, Califórnia, a repórteres, durante teleconferência.


Uma seção plana está cortada em formas poligonais de 19 a 32 quilômetros de largura, delineadas por bordas rasas, algumas das quais possuem material escuro. Ainda mais enigmáticas são as cadeias de colinas ao redor dos polígonos.


"Suspeitamos que as colinas podem ter aparecido após serem pressionadas para cima junto às divisões", disse Moore.


Outra possibilidade é de que a planície esteja erodindo ao redor das colinas, deixando para trás montes compostos de um material mais resistente.


"Não sabemos quais dessas duas explicações são corretas", disse Moore.





Fonte: Yahoo!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Divulgadas as primeiras fotografias da superfície de Plutão



Apenas 24 horas após os cientistas receberem a confirmação de que a espaçonave New Horizons sobreviveu ao seu encontro com o sistema de Plutão, a NASA divulgou as primeiras imagens da superfície de Plutão.


A imagem de alta resolução é apenas um segmento de um mosaico maior da parte inferior esquerdo de Plutão, também conhecido como o “coração da região. “- agora oficialmente apelidado de região Tombaugh, em homenagem ao descobridor do planeta gelado – a região Tombaugh apresenta uma cordilheira semelhante às Montanhas Rochosas com picos tão altos de aproximadamente 3.500 metros acima da superfície e é composto de gelo.


As montanhas são jovens e não foram formados por mais de 100 milhões de anos atrás – o que os torna muito jovem quando comparada à idade do Sistema Solar. 


A descoberta de montanhas em um corpo pequeno isolado nos confins do Sistema Solar foi uma grande surpresa para os pesquisadores, e ainda é muito cedo para determinar como elas se formaram.



O que a equipe sabe é que eles não são o produto do aquecimento de marés. Plutão é acompanhada com sua maior lua, Charon, e como tal não existe um sistema de troca de calor grande entre os dois corpos celestes. 


Com base nisso, os cientistas prevêem que Plutão pode ter processos geológicos ativos acontecendo. Embora nenhum destes processos foram ainda observados, a equipe estará mantendo uma atenção especial para os próximos dados que vierem, a fim de estudar mais sobre o caso.


“Esta é uma das superfícies mais jovens que já vimos no sistema solar”, disse Jeff Moore, da equipe de Geologia, Geofísica e Equipe da imagem latente (GGI) no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia.


Durante o sobrevoo , a New Horizons também observou as luas menores de Plutão: Nix, Hydra, Styx e Kerberos. Até agora, só temos uma fotografia de Hydra (foto abaixo).




A imagem recém publicada confirma que Hydra é uma lua de forma irregular, e estima-se que ela abrange cerca de 43 quilômetros. 
 
 
A sua superfície reflete cerca de 45% da luz que a atinge, indicando que a superfície é mais provavelmente coberta de gelo. Futuras Imagens, juntamente com dados dos espectroscópicos do instrumento Ralph, poderão revelar maiores detalhes sobre Hydra e os outros pequenos satélites.
 
 

Fonte: Climatologia Geografica

Veja mais detalhes de Caronte, a lua de Plutão, em nova imagem da New Horizons



Divulgada na quarta-feira, essa imagem de Caronte foi feita no dia 13 de julho a uma distância de 466 mil km do satélite. 


Podemos ver uma série de colinas da esquerda para a direita, sugerindo que processos internos podem ter alterado o relevo da crosta. No topo direito, próximo da curva da lua, existe um cânion que deve ter de 7 a 9 km de profundidade.


Assim como em uma cordilheira de montanhas em Plutão, Caronte tem poucas crateras - o que surpreende cientistas e sugere uma superfície jovem, que mudou com a atividade geológica recente. 



Plutão e a maior de suas cinco luas, Caronte, vistos de perto pela sonda New Horizons (Foto: NASA)


Na região polar norte existe uma mancha mais escura, que pode se tratar de um depósito de algum material escuro - imagens em maior resolução da New Horizons devem ajudar os cientistas a compreender este enigma. 


Afinal, apesar de ter uma grande resolução para nossas telas, a imagem foi comprimida para ser transmitida para a Terra - as versões completas devem ser transmitidas em alguns dias e poderão ser analisadas com mais precisão pelos cientistas. 




Fonte: Galileu

A ‘conquista’ de Plutão inicia uma nova era na exploração espacial

 Imagem de Plutão tirada a 766.000 quilômetros de distância. / NASA


A sonda espacial New Horizons já chegou ao seu ponto de proximidade máxima com Plutão, a cerca de 12.500 quilômetros da superfície do planeta. 


O acontecimento histórico ocorreu às 8h50 (horário de Brasília) desta terça-feira e foi festejado com gritos e aplausos no Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, em Maryland (EUA), o lugar a partir do qual a NASA controla a missão.


“Completamos o reconhecimento inicial do Sistema Solar”, disse Alan Stern, pesquisador principal da New Horizons. Mas o público amplo que acompanhava o evento histórico em Maryland estava fazendo uma representação. 


Dada a distância entre Plutão e a Terra, os sinais que a sonda poderia estar transmitindo nesse momento levariam mais de quatro horas para chegar, viajando à velocidade da luz. De fato, como reconheceu o próprio Stern, será preciso esperar até as 22h (horário de Brasília) para saber como tudo transcorreu.


Para que a defasagem de horário não diluísse o momento épico real da missão, a NASA jogou com os horários e com a informação que ia liberando. 


Faltando poucos minutos para o encontro entre a nave e Plutão, a agência espacial norte-americana publicou a melhor foto que se tem até agora do planeta anão. Plutão mostra seu coração – visível ao sul do planeta – aos habitantes da Terra antes de receber uma sonda que viajou mais de nove anos para chegar até ele.


A imagem de alta resolução tinha sido feita 16 horas antes, por volta das 17h de segunda-feira em Brasília, a uma distância de 766.000 quilômetros da superfície de Plutão. As primeiras imagens do encontro que aconteceu na manhã desta terça-feira começaram a ser difundidas a conta-gotas à noite.


Plutão é o maior



Os responsáveis pela New Horizons determinaram que Plutão tem diâmetro de 2.370 quilômetros, um pouco maior do que o apontado por estimativas anteriores. Esse resultado desfaz as dúvidas que havia sobre qual é o maior objeto além da órbita de Plutão, na região conhecida como Cinturão de Kuiper, ocupada por pequenas rochas geladas. Pensava-se até hoje que Eris, outro planeta anão com mais massa era maior.




Fonte: El País

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Grandes pontos misteriosos em Plutão intrigam cientistas da NASA



A sonda americana New Horizons, que começou a explorar Plutão para desvendar os mistérios do distante planeta anão e suas luas, acaba de fazer mais uma descoberta: grandes pontos misteriosos foram capturados, em fotos coloridas, na superfície de Plutão.


Os pontos espaçados medem, cada um, 480 quilômetros de diâmetro – o equivalente ao tamanho do estado de Missouri, nos Estados Unidos. Por conta disso, os cientistas não conseguiram detectar suas origens, mas isso pode mudar com a aproximação da sonda ao planeta, que está prevista para o dia 14 deste mês.


Assim que a New Horizons se aproximar de Plutão, a NASA também planeja estudar se há nuvens no planeta. Caso haja, elas poderão ser usadas para rastrear a velocidade e a direção dos ventos do lugar.


Além disso, a NASA divulgou que seu observatório SOFIA e pesquisadores usando telescópios confirmaram que a atmosfera de Plutão não congelou – como muitos acreditavam que aconteceria um dia, impossibilitando uma exploração mais detalhada.


"A atmosfera de Plutão está viva e bem, e não congelou na superfície," de acordo com Leslie Young, cientista adjunta do projeto New Horizons. "Estamos muito satisfeitos!", disse ela no comunicado oficial postado pela NASA em seu site.




Fonte: Info

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Sonda da Nasa fotografa duas pequenas luas de Plutão


 
 
Nix e Hydra aparecem como duas manchas brancas na imagem.
 
 
Novas fotos enviadas para a Terra pela sonda da Nasa New Horizons mostram duas manchas brancas que aparecem ao lado de Plutão na escuridão do espaço. As imagens difusas são duas luas que aparecem como uma possibilidade de abertura para um vasto território que a humanidade não tinha visto claramente antes.
 
 
Viajando um milhão de quilômetros por dia, um dos veículos mais rápidos do espaço já feitos está estendendo a vista humana ao planeta anão. Mesmo a essa velocidade, foram necessários mais de nove anos para chegar perto. New Horizons foi lançada em Janeiro de 2006.


Para especialistas, os registros desta semana de Nix e Hydra são apenas um prelúdio. A partir de abril, pela primeira vez, vamos começar a levantar a cortina sobre a superfície de Plutão com cada vez maior detalhe.


A Nasa a comparou aos mitos dissipados quando a nave espacial Mariner 4 enviou primeiras imagens da superfície de Marte em 1965.


Até então, muitos cientistas pensavam que veriam água e vegetação em nosso vizinho. No entanto, encontraram um vasto deserto rochoso.


New Horizons, construída e operada pela Universidade John Hopkins, fará a sua passagem mais próxima em julho. O momento está sendo muito aguardado, já que a câmera tem a capacidade de reconhecer objetos do tamanho de prédios na superfície de Plutão.





Fonte: O Globo
 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Sonda da Nasa se aproxima de Plutão após 9 anos de voo


Representação da sonda New Horizons, que se aproxima de Plutão e fará fotos inéditas do planeta anão
 
 
Uma sonda da Nasa começará a fotografar Plutão após viajar 5 bilhões de quilômetros em nove anos para chegar ao planeta anão.
 
 
A missão é anunciada como o último grande encontro na exploração planetária e será uma das primeiras oportunidades de estudar o planeta anão de perto. 


Como a sonda ainda está a 200 milhões de quilômetros de distância, Plutão dificilmente será perceptível nas imagens - apenas um pontinho de luz contra as estrelas.


Mas as imagens são fundamentais para um posicionamento mais perto da sonda New Horizons, da Nasa, que fará um sobrevoo em 14 de julho, e a equipe da missão diz que essa visão é necessária para ajudar a alinhar a nave espacial corretamente para o seu sobrevoo.


Uma complicação é que os sete diferentes instrumentos a bordo da nave precisam trabalhar em diferentes distâncias para obter seus dados. Para tanto, a equipe construiu um elaborado programa de observação.


Isto significa que todo o tempo terá que ser bem preciso para garantir que o sobrevoo ocorra sem problemas. A abordagem mais próxima de Plutão será realizada em 14 de julho, a uma distância de cerca de 13.695 km da superfície.


Os planejadores de missão querem que os horários exatos sejam executados com uma tolerância de 100 segundos. A New Horizons saberá, então, para onde e quando apontar os instrumentos.



Diversos ângulos de Plutão capturados pelo telescópio Hubble


Para aqueles que cresceram com a ideia de que havia "nove planetas", este é o momento em que o conjunto ficará completo. Sondas já estiveram em todos os outros, até mesmo nos distantes Urano e Netuno. Plutão é o último entre os "clássicos nove" a receber uma visita.


Apesar de Plutão, uma rocha de 2,3 mil km coberta de gelo, ter sido rebaixado em 2006 para a condição de "planeta anão", cientistas dizem que o entusiasmo continua o mesmo.


Os anões são a classe planetária mais numerosa do Sistema Solar, e a sonda New Horizons é uma das primeiras oportunidades de estudar um deles de perto.


O primeiro conjunto de imagens de navegação não deverá ser nada especial. Mas ,em maio, a sonda estará enviando imagens melhores do que qualquer outra tomada pelo Hubble.




Fonte: Terra

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Plutão pode ter mares profundos e falhas tectônicas



Em julho de 2015, teremos o primeiro vislumbre do planeta anão Plutão e de sua lua, Caronte, o que gera inúmeras especulações entre os cientistas.

Segundo uma das teorias mais recentes, a colisão que teria formado Plutão e Caronte aqueceu o interior do planeta a ponto de criar um oceano subterrâneo de água líquida, engendrando um sistema de placas tectônicas de curta duração, como o da Terra.

“Quando a sonda New Horizons chegar lá, acreditamos que veremos evidências de tectonismo antigo”, declara Amy Barr, da Universidade de Brown, co-autora de um estudo com Geoffrey Collins, publicado na última edição da revista Icarus. Por “antigo”, Barr se refere aos primeiros bilhões de anos da história do sistema solar.

Plutão anticongelante

Barr e Collins criaram um modelo para o sistema Plutão-Caronte, baseado na ideia de que a colisão inicial entre os dois corpos gerou calor suficiente para derreter o interior de Plutão, formando um oceano de longa duração sob uma crosta de gelo.

“Quando um oceano se forma em um corpo de gelo, ele não se deteriora facilmente”, explica Barr. Isso acontece porque quando o oceano congela, a parte líquida remanescente é enriquecida por sais e amônia, que agem como anticongelante.

Em seguida, esse oceano interior teria criado placas tectônicas de gelo na superfície de Plutão. “Uma coisa que sabemos é que o momento angular se conserva à medida que o sistema evoluiu”, comenta Barr.

A partir desse fato, eles simularam diversos cenários baseados na órbita de Caronte logo depois da colisão (já que ninguém sabe exatamente onde a lua surgiu). Em seguida, em cada um dos cenários, eles constaram que  a órbita de Caronte se desloca gradualmente para fora – assim como a órbita da Lua ao redor da Terra.

Quando Plutão e Caronte estavam próximos e ainda quentes devido à colisão, eles se atraíam com mais força e tinham um formato mais oval. Mas quando Caronte se afastou, Plutão se tornou mais esférico. Para mudar de forma, a superfície gelada teria de rachar e criar falhas, que são indícios de tectonismo.

“Nos cenários que vemos, a pressão gerada é mais do que suficiente para criar todo tipo de vestígios tectônicos”, explica Barr.

Vestígios tectônicos

Mas será que a New Horizons conseguirá ver essas falhas? Provavelmente sim, acredita Jeffrey Moore, chefe da equipe de geologia e geração de imagens da sonda, do Centro de Pesquisa Ames da NASA. “Será uma surpresa de não virmos vestígios de tectonismo”, acrescenta.

Uma possível complicação é o clima de Plutão. Anos trás, telescópios descobriram que Plutão possui atmosfera quando está mais próximo do Sol, mas que ela se congela até a superfície quando o planeta está no ponto mais distante de sua órbita elíptica. Essa alteração contínua pode ser suficiente para erodir sua superfície a ponto de esconder os vestígios de tectonismo.

“Não é inconcebível que as placas tectônicas estejam erodidas e cobertas de sedimentos “, especula Moore. Mas ele duvida que este seja o caso, destacando exemplos de planetas com atmosferas que congelam até a superfície regularmente – como Calisto, a lua de Júpiter.

“A atmosfera de Calisto tem depósitos e passa pelo processo de sublimação, mas ainda se pode ver grandes traços de tectonismo”, explica Moore.

Além disso, a New Horizons observará Plutão com uma resolução superior a 100 metros por pixel em alguns lugares, diz Moore. Portanto, as chances são muito boas. E se as falhas tectônicas não forem observadas? ”Então teremos que voltar para revisitá-las quando chegarmos lá”, conclui.



Fonte: Discovery

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Quarta e quinta luas de Plutão passam a se chamar Kerberos e Styx


A quarta e a quinta lua de Plutão receberão oficialmente os nomes Kerberos e Styx, respectivamente, escolhidos por meio de votação popular online, informou nesta terça-feira a União Astronômica Internacional (IAU).


As luas, descobertas em 2011 e 2012, eram conhecidas como P4 e P5, mas o líder da equipe responsável pelo seu descobrimento, graças às observações do telescópio Hubble da Nasa, decidiu organizar um concurso para batizá-las.


A IAU costuma assessorar os pesquisadores no processo de nomenclatura de corpos celestiais, e se encarrega também de comprovar que as palavras escolhidas não causarão problemas e confusões de qualquer tipo relacionados aos diferentes idiomas e culturas.


Neste caso, para manter a coerência em relação aos nomes das outras luas de Plutão - Caronte, Nix e Hidra -, as opções disponíveis para voto tinham a ver com a mitologia clássica.


Entre os nomes Vulcano, Cerberus e Styx que faziam parte da lista de favoritos, a equipe da IAU resolver excluir Vulcano e Cerberus após uma análise. O primeiro já se refere a um "planeta hipotético" situado entre Mercúrio e o Sol, além de o termo "vulcanoide" estar associado a qualquer asteroide na órbita de Mercúrio.


Já o nome, Styx, cumpria todos os requisitos, por se referir ao rio do submundo na mitologia grega. A equipe da IAU também preferiu trocar Cerberus pela grafia grega Kerberos para evitar que fosse confundido com um asteroide chamado 1865 Cerberus.




Fonte: UOL

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Planeta-anão: conheça os menores planetas do Sistema Solar



Desde que Mike Brown, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, anunciou ter descoberto um corpo rochoso maior e mais distante do que Plutão, os astrônomos passaram a suspeitar do status do nono planeta do Sistema Solar. 


Mesmo ganhando do diâmetro de Plutão por apenas 20 quilômetros, Eris era menor do que a Lua para ser considerado um planeta, além de estar muito próximo do cinturão de Kuiper. 


Foi, então, que a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) acabou com o problema ao criar a nova categoria "planeta-anão" para descrever corpos celestes bastante massivos (o suficiente para que a própria gravidade possa "moldá-lo" em uma forma quase esférica), mas que são menores que Mercúrio e com muitos objetos próximos de sua órbita. 


Acima, concepção artística compara os tamanhos da Terra e da Lua com os primeiros planetas-anões descritos pela IAU: Ceres, Eris e Plutão. Nasa




Segundo a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês), o Sistema Solar tem apenas cinco corpos descritos como planetas-anões: Plutão, descoberto em 1930; Eris e Haumea, descobertos em 2003; Makemake, encontrado em 2005; e o asteroide Ceres, observado desde 1801. 

Mas a IAU afirma que mais outros 44 objetos no cinturão de Kuiper podem ser descritos como planeta-anão. 


Acima, gráfico mostra que a órbita dos planetas-anões são mais elípticas (linhas vermelhas) do que as dos oito planetas do Sistema Solar. Mike Brown/Caltech




O Eris, ou 2003 UB313, foi visto pela primeira vez pela equipe de Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) em 2003, mas só depois de novas observações, em 2005, que ele passou a ser chamado de Eris. 


Ele obrigou os astrônomos a criarem uma nova categoria de planetas, sendo que ele é o maior planeta-anão do Sistema Solar, com 2.326 quilômetros de diâmetro. 


Ele demora mais de 560 anos terrestres para dar a volta completa ao redor do Sol, já que tem uma órbita muito excêntrica - Eris pode ficar entre 38 e 97 vezes mais distante do que a Terra do astro. Nasa/JPL-Caltech/Reuters




Haumea tem alguns recordes exóticos entre os planetas-anões do Sistema Solar. Além de possuir o formato mais alongado entre o grupo, com 1.960 quilômetros de comprimento, ele também faz a rotação mais rápida: seu dia dura apenas 3,9 horas terrestres. 


Haumea leva cerca de 282 anos para completar sua órbita, já que sua distância para o Sol é 43 vezes maior do que a da Terra. 


Acima, composição mostra o planeta-anão cercado por suas duas luas, Hi'iaka e Namaka.  Jose Antonio Penas/Sinc/AFP


 
 
Sem luas nem satélites em sua órbita, os astrônomos demoraram para obter dados da composição do Makemake. 


Desde que foi descoberto em 2005, por exemplo, a comunidade científica pensava que o planeta-anão tinha uma atmosfera parecida com a de Plutão, mas, em 2012, pesquisadores anunciaram que ele não tem uma atmosfera significativa. 


Um dos corpos mais distantes do nosso Sistema Solar, Makemake demora 305 anos para completar a volta ao redor do Sol, podendo ficar até 45 vezes mais longe do astro do que a distância que a Terra mantém para a nossa estrela. ESO 




Em 1801, ele era um planeta, mas logo depois avisaram que Ceres era um asteroide gigante. Foi só em 2006 que os astrônomos decidiram classificá-lo como um planeta-anão, já que era muito "redondo" para um asteroide. 


Mesmo sendo um dos corpos mais próximos da Terra, a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) não sabe dizer muito bem como é este planeta-anão, além de que ele completa a órbita do Sol em menos de cinco anos terrestres. Nasa, Esa, and J. Parker (Southwest Research Institute)/Hubble




Muitos podem até pensar que Plutão saiu prejudicado quando a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) criou o termo planeta-anão em 2006, mas a verdade é que ele passou a ser um modelo para os pequenos corpos do Sistema Solar. 


Quando perdeu a faixa de "nono planeta", ele passou a liderar a categoria de "objetos que satisfazem a definição técnica de planeta (forma hidrostática e equilibrada na presença de autogravidade), mas que se distinguem dos planetas clássicos por residirem em uma órbita elíptica ao redor do Sol maior do que 200 anos", resume a IAU. A de Plutão é 248 anos. Nasa, ESA, and M. Buie (Southwest Research Institute)




Quaoar não é grande o suficiente para ser considerado um planeta, mas tem chances de ser descrito como um planeta-anão. 


Seus 1.287 quilômetros de diâmetro o colocam entre um dos maiores corpos celestes achados no cinturão de Kuiper. Como sua órbita chega a uma distância de 6 bilhões de quilômetros do Sol, ele demora cerca de 288 de anos terrestres para fazer a volta completa. STScI/Reuters 




Um dos candidatos a planeta-anão é o 90482 (ponto mais brilhante à direita), que foi descoberto no Cinturão de Kuiper, em 2004.


Apelidado de Orcus, ele parece ser um pouco menor do que Plutão, mas possui uma órbita elíptica bem parecida com a do seu colega. 


Os astrônomos ainda não conseguiram descobrir dados precisos para ele ser descrito como um planeta-anão, como massa e composição, mas seu diâmetro deve ser entre 200 e mil quilômetros, segundo dados da União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês). M. Brown (Caltech), C. Trujillo (Gemini), D. Rabinowitz (Yale), Samuel Oschin Telescope




Sedna fica três vezes mais distante do Sol do que Plutão e tem entre 1.200 e 1.800 quilômetros de diâmetro, mas ainda possui condições de ser descrito como um planeta-anão, segundo a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês). 


Mas como faltam dados importantes , como massa e diâmetros precisos, ele ainda está sob análise. Sedna foi encontrado em novembro de 2003 pela equipe de astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) .Nasa, ESA and M. Brown (Caltech)/Hubble  





Fonte: UOL

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Lua de Plutão pode ganhar nome de Vulcano, planeta do Sr. Spock

 Leonard Nimoy, o Sr. Spock dos anos clássicos de "Jornada nas Estrelas"


O ator William Shatner, o capitão James T. Kirk da série "Jornada nas Estrelas", e milhares de fãs estão fazendo uma campanha para que uma das novas luas de Plutão ganhe o nome de Vulcano, planeta onde nasceu o personagem alienígena Sr. Spock, interpretado por Leonard Nimoy. 


Shatner, estrela do programa lançado em 1966 e que deu origem a uma série de filmes, propôs o nome a cientistas no início do mês. 


Mais de 100 mil dos 330 mil votos são por Vulcano na eleição organizada pelo Instituto Seti, na Califórnia, responsável pela descoberta dos satélites. 


Além do nome do planeta do Sr. Spock, outros 20 nomes estão concorrendo. 


"Estamos nos aproximando de 120 mil votos por Vulcano no plutorocks.com ! Você já votou hoje?", postou Shatner em seu perfil no microblog Twitter. 


Até agora, as duas luas, cada uma com diâmetro de 20 km a 30 km, são conhecidas como P4, descoberta em 2011, e P5, em 2012. 


Imagem do telescópio Hubble mostra as cinco luas que orbitam Plutão; a mais nova, P5, está em destaque


Antes desses achados, os astrônomos identificaram e batizaram três satélites,Charon, Nix e Hydra. A votação para escolher os nomes das novas luas acaba no dia 25 de fevereiro. 


Os vencedores serão avaliados para a União Astronômica Internacional. "Vamos esperar que a IAU ache que Vulcano é um bom nome", escreveu Shatner em outro post na rede social. 



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Com o Hubble, astrônomos descobrem a quinta lua de Plutão

Imagem feita pelo Hubble mostra a recém-descoberta lua P5, ao lado das já conhecidas Nix, Hidra (Hydra), Caronte (Charon) e P4, que orbitam o planeta anão Plutão (Pluto) Foto: Nasa/ESA/Divulgação


As agências espaciais europeia (ESA) e americana (Nasa) divulgaram nesta quarta-feira a descoberta de uma nova lua em Plutão feita com o uso do telescópio Hubble. 


Segundo as agências, estima-se que ela tenha entre 10 e 25 km, formato irregular e uma órbita de aproximadamente 95 mil km ao redor do planeta anão.


A maior lua de Plutão, Caronte, foi descoberta em 1978. Somente em 2006, o Hubble foi achar mais dois corpos ao redor do planeta anão - Nix e Hidra. 


Em 2011, foi encontrado o quarto satélite natural, chamado por enquanto de P4. A nova lua é designada temporariamente como "S/2012 (134340) 1", ou apenas P5.


Mas por que Plutão, um corpo tão pequeno que nem é considerado planeta, tem tantos satélites naturais? Uma teoria afirma que isso seria resultado de um choque com outro objeto transneptuniano (aqueles que ficam além de Netuno, o último planeta do Sistema Solar). Os escombros dessa colisão teriam dado origem a P5 e suas "irmãs".


O time de astrônomos, liderados pelo Instituto Seti (sigla em inglês para "busca por inteligência extraterrestre"), utilizou nove conjuntos de imagens registrados pelo telescópio entre 26 de junho e 9 de julho deste ano.


A sonda New Horizons está a caminho de Plutão e deve fazer o primeiro sobrevoo em 2015 - o resultado, espera a Nasa, serão as primeiras imagens detalhadas já feitas do planeta anão e suas luas, que estão tão distantes que até mesmo o Hubble tem dificuldade em registrá-los.




Fonte: Terra

terça-feira, 15 de maio de 2012

Superfície de Plutão talvez tenha moléculas orgânicas



O telescópio Hubble encontrou evidências de moléculas orgânicas complexas – os blocos de carbono que formam a vida como conhecemos – na superfície rígida de Plutão.


As observações revelaram que algumas substâncias na superfície de Plutão estão absorvendo mais luz ultravioleta do que o imaginado. De acordo com os pesquisadores, esses componentes podem ser complexos de hidrogênio e carbono ou moléculas com nitrogênio.


O planeta anão é conhecido por ter gelo de metano, monóxido de carbono e nitrogênio na superfície. Os químicos que absorvem a luz talvez sejam produzidos quando a luz solar ou partículas subatômicas muito rápidas (chamadas de raios cósmicos) interagem com esses compostos.


“É uma descoberta excitante porque os hidrocarbonetos complexos e outras moléculas de Plutão talvez sejam responsáveis pela cor avermelhada do planeta, entre outras coisas”, comenta o líder do estudo, Alan Stern.


Plutão circunda o sol em um anel distante de corpos gelados, conhecido como Cinturão de Kuiper. Vários objetos dessa região também são vermelhos, e astrônomos já haviam especulado que formas orgânicas fossem responsáveis por isso.


O grupo de pesquisadores também descobriu que o espectro ultravioleta do planeta mudou quando comparado com os dados dos anos 90. 


Essa diferença talvez esteja relacionada com mudanças no terreno de Plutão. Para os pesquisadores, é possível que um leve acréscimo na pressão atmosférica tenha causado isso.


Mas, acima de tudo, as observações do Hubble são importantes para antecipar informações, já que daqui a alguns anos a primeira nave espacial vai visitar o distante corpo.


“A descoberta que fizemos com o Hubble me lembra de que temos muito mais coisas interessantes da composição e da evolução de Plutão para descobrir, antes da nave New Horizons, da NASA, chegar em 2015”, comenta Stern.


A nave foi lançada em janeiro de 2006, para uma jornada de 6,4 bilhões de quilômetros. A ideia é que ela atinja o máximo de proximidade com o planeta anão em 14 de julho de 2015.
 
 
 
 
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