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quarta-feira, 5 de abril de 2017

O mais antigo e raro cachorro do mundo foi redescoberto na natureza






O mais antigo e primitivo cachorro do mundo finalmente foi visto em seu habitat natural, acabando com nossos temores de que tivesse desaparecido totalmente. 


Os pesquisadores confirmaram a existência de uma população saudável e viável, escondida em uma das regiões mais remotas e inóspitas da Terra, as montanhas centrais da Nova Guiné.


Incrível 
 

De acordo com a análise de DNA, estes são os mais antigos canídeos existentes. 


Uma recente expedição à área resultou em mais de 100 fotografias de pelo menos 15 indivíduos selvagens, incluindo machos, fêmeas e filhotes, florescendo em isolamento e longe do contato humano.


“A descoberta e confirmação deste cão selvagem pela primeira vez em mais de meio século não é apenas empolgante, mas uma oportunidade incrível para a ciência”, disse em um comunicado o grupo por trás da descoberta, o New Guinea Highland Wild Dog Foundation (NGHWDF).



A pegada 
 

Se você não está familiarizado com essas criaturas, esses cães selvagens só eram estimados a partir de duas fotografias promissoras, mas não confirmadas, feitas em 2005 e 2012.


Eles não tinham sido documentados com certeza em seu ambiente nativo há mais de meio século, e os especialistas temiam que tivessem sido extintos.


Conduzida pelo zoólogo James K McIntyre, a expedição se reuniu com pesquisadores locais da Universidade de Papua, que também estavam na trilha dos cães. 


Uma cópia enlameada de uma pata em setembro de 2016 finalmente iluminou o caminho de todos, oferecendo evidências de que os animais ainda vagavam as florestas densas das montanhas, 3.460 a 4.400 metros acima do nível do mar.


Bingo! 
 

Câmeras foram implantadas por toda a área da pegada, finalmente capturando mais de 140 imagens dos cães em apenas dois dias no pico de Puncak Jaya, o mais alto do Monte Carstensz e da ilha.



A equipe também foi capaz de observar e documentar os cães em primeira mão, e análise de DNA de amostras fecais confirmaram a sua relação com dingos australianos e cães-cantores-da-nova-guiné, variantes criadas em cativeiro desse cão selvagem. 


Devido à falta de evidências da espécie, não está claro exatamente se as três espécies realmente são relacionadas, mas os cientistas esperam responder essa questão em breve. 


O registro fóssil indica que o raro cão se estabeleceu na ilha pelo menos 6 mil anos atrás, chegando junto com imigrantes humanos. No entanto, novas evidências sugerem que eles podem ter migrado independentemente dos seres humanos. A importância científica e histórica da espécie continua a ser crítica para a compreensão da evolução dos canídeos.


Mais informações 
 

Esses animais são mais comumente dourados, mas também existem em tons mais escuros e amarelados. Suas caudas são altas e em forma de gancho, como as de um Shiba Inu. Em todos os indivíduos observados até agora, as orelhas são eretas e triangulares.



Embora isso ainda não tenha sido confirmado, os cães selvagens da região montanhosa devem poder fazer as mesmas vocalizações únicas de seus parentes nascidos em cativeiro, os cães-cantores-da-nova-guiné:
 
 


A pesquisa sobre esses animais ainda está em andamento, e um artigo científico sobre a descoberta será lançado nos próximos meses.


A boa notícia é que os pesquisadores estão otimistas sobre suas chances de sobrevivência. Empresas de mineração locais precisaram tomar medidas especiais de proteção ambiental para preservar o ecossistema em torno de suas instalações, o que significa que inadvertidamente criaram um santuário no qual os cães selvagens puderam prosperar.





 Fonte: Hypescience

terça-feira, 31 de maio de 2016

Morcegos invadem região na Austrália



O aumento da população da espécie, que triplicou nos últimos anos, causa transtornos, espanta turistas e provoca a desvalorização dos imóveis na região de Nova Gales do Sul.






Fonte: Rede TV

Vespas assassinas gigantes são vistas no Reino Unido





Vespas asiáticas mortais capazes de “derreter a carne humana” podem ter chegado ao Reino Unido bem a tempo de arruinar o verão no hemisfério norte.


As criaturas foram as responsáveis por cinco mortes na França no ano passado, e uma série de aparições no sul da Inglaterra sugere que elas conseguiram cruzar o Canal da Mancha.


A última destas aparições ocorreu no condado de Devon, onde Beverley Palfreman encontrou um exemplar do inseto em sua janela.


A mãe de três filhos da cidade de Sampford Chapple disse: “Eu fiquei aterrorizada. Eu detesto insetos. "Eu estava na sala e nós temos uma lareira, e achei que ouvi um barulho vindo dela. "Não dei atenção mas depois ouvi outro barulho e vi algo rastejando na janela.


"Eu pensei ‘é enorme, deve ser uma barata’, mas ele tinha asas. "Filmei o inseto e quase falei um palavrão.”



Beverley, uma terapeuta ocupacional aposentada, foi pesquisar na internet para tentar identificar a misteriosa ameaça, que tinha uma cabeça amarela e um corpo marrom com uma faixa mais clara, também amarela.


O mesmo tipo de vespa foi visto em Kent, Surrey e Sussex, no Reino Unido, nas últimas semanas.


Apesar das aparições, a presença das vespas asiáticas no Reino Unido ainda não foi oficialmente confirmada. 


No entanto, a expansão da população não-nativa no sudoeste da França é uma ameaça. Os insetos são originalmente do leste da Ásia, mas acredita-se que eles tenham sido acidentalmente importados para a França em um carregamento de cerâmica em 2004.


As mandíbulas destes insetos são fortes o suficiente para mastigar camadas de roupas que protegem contra abelhas, e uma única picada pode ser mortal, já que contém neurotoxinas.




Fonte: Yahoo!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Autoridades dos EUA encontram crocodilos 'comedores de gente' na Flórida



Autoridades dos Estados Unidos informaram que encontraram crocodilos-do-nilo "comedores de gente" nos pântanos da Flórida.


Foram necessários testes de DNA para confirmar que os três animais eram crocodilos de uma espécie invasora.


Diferente dos jacarés comuns na Flórida, esta espécie pode atacar humanos e acredita-se que seja responsável por até 200 mortes por ano em seu habitat na África subsaariana.


Especialistas afirmam que é possível que mais destes crocodilos estejam soltos pelos pântanos do Estado americano.


Ainda não se sabe com certeza como eles chegaram aos Estados Unidos.


"Eles não nadaram da África (até aqui)", disse Kenneth Krysko, especialista em répteis e anfíbios da Universidade da Flórida.


Krysko disse à agência de notícias Associated Press que é possível que eles tenham sido trazidos de forma ilegal ao país, e a pessoa que trouxe não conseguiu manter os crocodilos em um lugar seguro ou pode até ter libertado os animais de forma intencional.



Gigantes

 

 

Os crocodilos foram encontrados na Flórida nos anos de 2009, 2011 e 2014. Os testes de DNA para confirmar que eram crocodilos-do-nilo foram feitos apenas recentemente.


Esta espécie pode chegar até aos seis metros de comprimento, maior do que os jacarés locais que, geralmente, chegam aos quatro metros de comprimento.


Estes crocodilos geralmente se alimentam de peixes, aves e mamíferos incluindo humanos. Eles também são conhecidos por atacar rebanhos.


Especialistas em vida selvagem da Flórida temem que espécies de outros países como este crocodilo possam ameaçar o ecossistema do Estado se começarem a se reproduzir nos pântanos do Parque Nacional de Everglades.


Um exemplo foi o da píton birmanesa que foi vista pela primeira vez em Everglades na década de 1980 agora já é uma população estabelecida na Flórida.


"Tenho duas palavras para você: píton birmanesa. Se você me falasse 15 anos atrás que teríamos uma população destas estabelecida em Everglades, eu não teria acreditado", disse o biólogo Joe Wasilewski.


Espécies de outros países podem causar muitos danos em um ecossistema que não está pronto para recebê-las.


Quando as primeiras pítons birmanesas apareceram na Flórida, elas começaram a se reproduzir muito rápido e mantiveram sua população alta se alimentando da vida selvagem local, que é formada por espécies ameaçadas.


Entre suas presas estavam até os jacarés locais.


Agora acredita-se que existam cerca de 30 mil estas cobras na região. E o governo da Flórida até chegou a permitir a caça da píton birmanesa.




Fonte: UOL

sábado, 5 de março de 2016

Mais de 23 golfinhos aparecem mortos na Argentina








Investigações determinarão se mortes foram causadas por motivos naturais ou se houve interferência humana.


Em pouco menos de uma semana, ao menos 23 golfinhos apareceram mortos nas praias de La Costa, na Argentina. Autoridades locais deram início a investigações para determinar se as mortes foram causadas por motivos naturais ou se houve alguma interferência humana.


O biólogo Sérgio Morón, da Fundación Mundo Marino, explicou, em entrevista ao jornal local La Nación, que muitos dos animais "apresentavam marcas na pele que podem ter sido causadas por redes de pesca". Quando ficam presos nas redes, eles não conseguem sair à superfície para respirar e, como são mamíferos, acabam morrendo.


A espécie do golfinho, chamado popularmente de toninha, é a mesma daquele filhote que foi morto em uma praia de Santa Teresita recentemente após ser tirado do mar por banhistas e usado em selfies. O caso chamou a atenção de jornais de todo o mundo.


Muito frágil, a espécie corre risco de extinção.





Fonte: Band

Vespões asiáticos que ’mataram 5 pessoas’ podem invadir o Reino Unido neste verão



Uma especialista em vida selvagem afirmou que é “apenas uma questão de tempo” até que o Reino Unido seja invadido por enormes vespões asiáticos associados a mortes ocorridas na França.


Os insetos podem ter o tamanho do dedão e estão prosperando na França, onde vivem ocupando colmeias de abelhas e comendo todo o seu mel.


Estima-se que os vespões tenham sido responsáveis pela morte de cinco pessoas no país, já que suas picadas podem matar pessoas alérgicas.


Supõe-se que os vespões asiáticos tenham ganho terreno na Europa após chegarem ao continente em plantas importadas da China há muitos anos.


Camilla Keane, responsável pela área de espécies invasoras do órgão Wildlife and Countryside Link, no Reino Unido, disse: “Como todas as espécies invasoras não nativas, uma vez estabelecido, o vespão asiático seria incrivelmente difícil e caro de combater.”


Ela acrescentou: “Infelizmente muitas outras espécies invasoras já causam estragos no campo, e com novas espécies não nativas chegando ao país a cada ano, a solução para o problema não parece estar próxima.”





Fonte: Yahoo!

terça-feira, 1 de março de 2016

Menor tamanduá do mundo é encontrado em novo habitat no Brasil








Solitário, notívago e calado, o tamanduaí é um bolinho de pelo alaranjado que, enrolado como costuma ficar, cabe nas mãos. 


Também conhecido como tamanduá-anão, ele vive no dossel das árvores e é a menor entre as quatro espécies de tamanduá. O corpo de um indivíduo adulto tem cerca de 40 centímetros, sendo que quase metade disso é cauda, e ele não chega a pesar 400 gramas. 


O tamanho diminuto e os hábitos eremitas contribuem para que seja a espécie menos estudada da superordem Xenarthra, que inclui ainda tatus e preguiças, mas a descoberta de uma pequena população do animal em um habitat inesperado pode ajudar os cientistas a obterem mais dados sobre ele. 


Sua distribuição original abrange as florestas tropicais da América Central e do Sul, porém a baixa temperatura corporal (em torno de 33ºC) e pouca capacidade termoregulatória limitam sua ocorrência a altitudes abaixo dos 1.500 metros do nível do mar. 


No Brasil, sabia-se que essa espécie podia ser encontrada na Amazônia e na Mata Atlântica nordestina mas, recentemente, um grupo de pesquisadores encontrou uma pequena população de tamanduaís vivendo em manguezais do Delta do Parnaíba. 


"É um achado muito importante já que só se tinha informação desse animal vivendo em áreas de mata mais fechadas", conta a bióloga Mariana Catapani. 


Localizado entre o Piauí e o Maranhão, o Delta do Parnaíba é o terceiro maior delta do mundo e o único do continente a desaguar diretamente no oceano. De geografia complexa, ele é um mosaico de ecossistemas entrecortado por baías e estuários e ramificado em um arquipélago de cerca de 70 pequenas ilhas separadas por canais fluviais labirínticos. 


Ecossistema de transição entre cerrado, caatinga, restingas e mangues, é considerado um dos mais produtivos do planeta por conta de sua biodiversidade. 


Seu ambiente quente e úmido oferece condições ideias para a reprodução de diversas espécies e biólogos acreditam que ele possa servir de banco genético para a recuperação de áreas degradadas. 


Estima-se que 25% dos manguezais brasileiros tenham sido destruídos no começo do século 20 e os que ainda restam, como o do Delta do Parnaíba, estão sob constante ameaça por conta da caça predatória e do desmatamento. 


Por isso, a descoberta causou empolgação e preocupação com esses bichos tão frágeis. Foi um guia turístico que encontrou os tamanduaís e avisou os pesquisadores. Hoje ele integra o único grupo de pesquisa dedicado à espécie no mundo, coordenado por Flávia Miranda, pesquisadora da área de zoologia da Universidade Federal de Minas Gerais. 


Conhecido como Projeto Tamanduá, o Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil reúne nove pesquisadores da USP, UFMG e do Museu Paraense Emílio Goeldi. São seis biólogos, dois veterinários e um técnico empenhados no estudo e conservação dos bichos no país. 


Financiado por agências de fomento como Capes, Fapesp e Fapemig, o projeto tem sede na UFMG e recentemente montou uma base em Ilha Grande, no Piauí. 


Não se sabe se o tamanduaí é uma espécie ameaçada. Os estudos sobre sua população são tão incipientes que os pesquisadores não têm uma estimativa de quantos indivíduos existem no Brasil. 


"Supomos que a população da Amazônia seja maior que a da Mata Atlântica, que já sofreu mais depredação. No Parnaíba, encontramos tamanduaís em Ilha Grande e na Ilha das Canárias", diz Miranda. Até agora, foram encontrados cerca de dez animais no Parnaíba. 


Os pesquisadores acreditam que as populações de tamanduaí da Mata Atlântica e da Amazônia tenham sido separadas durante o Pleistoceno (entre 2.588 milhões e 11.5 mil anos atrás), quando as florestas da Amazônia se retraíram, dando origem à caatinga. A população do Delta do Parnaíba seria a ligação entre os grupos desses dois grandes biomas. 


"Nossa expectativa é poder contar a história evolutiva dessa espécie. Saber como e por que eles se separaram, quais as diferenças entre essas populações. A partir da avaliação genética dos indivíduos que coletamos no Parnaíba já podemos dizer, por exemplo, que são mais próximos dos tamanduaís do nordeste do que dos da Amazônia. De algum modo, esses grupos têm mantido um fluxo genético entre eles, ainda que baixo", explica Miranda. 


Os próximos passos do projeto são estudar os hábitos reprodutivos e alimentares do tamanduaí e averiguar se há incidência da espécie em outras ilhas do arquipélago. "Em um ano, queremos ter um inventário dos hábitos dessa população para conseguirmos protegê-la", finaliza Miranda. 


TAMANDUAÍ

(C. didactylus)

ONDE PODE SER ENCONTRADO

O animal habita desde o sul do México, passando pela América Central (exceto El Salvador) e América do Sul, chegando até o sul da Bolívia




No Brasil, a espécie pode ser vista na floresta amazônica e na mata atlântica, nos Estados do Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco e Alagoas 





GARRA AFIADA


Possuem dois “dedos” em cada membro anterior, com garras curvadas que funcionam como ferramenta para abrir formigueiros, subir em árvores e se proteger
Diferentemente de outras espécies de tamanduá, o macho ajuda a cuidar dos filhotes e o animal não vocaliza
  • Habitat
Florestas úmidas, áreas de capoeira, manguezais e florestas decíduas (cujas folhas caem no outono)
  • Alimentação
Formigas que vivem em árvores
  • Ameaças
Desmatamento, incêndios florestais, captura para utilização como bicho de estimação (comum na região amazônica)
  • Gestação
Cerca de 120 dias




domingo, 24 de janeiro de 2016

Cobras invadem costas e causam fechamento de praias na Argentina






Uma invasão de cobras que viajam sobre camalotes (plantas flutuantes que descem os rios), consequência das cheias e inundações no nordeste da Argentina, levou ao fechamento de praias do rio Paraná e da Prata em pleno verão - informaram na segunda-feira das autoridades. 


O fenômeno chegou na segunda-feira às costas do rio da Prata, na orla de Buenos Aires, e em Quilmes, no sul da capital. 


Répteis, lontras e lagartos se deslocam sobre camalotes, uma planta aquática típica da região, que forma espécies de ilhas flutuantes e descem pelas águas do nordeste do país. 


"Nós aumentamos a conscientização sobre o risco e o perigo que existe. Há lontras e yararás e espécies de serpentes que são venenosas", disse Matthias Leis, chefe da área costeira de Quilmes.


De acordo com Leyes, "as praias de Quilmes foram fechadas para a prevenção. Durante a semana limpamos os bancos e por isso avistamos as serpentes sobre a vegetação subaquática, os camalotes de água".


Desde meados de dezembro, o nordeste da Argentina, assim como áreas do Paraguai, do Uruguai e do Brasil, sofreram uma das piores inundações da história, pelas cheias dos rios devido a intensas chuvas e tempestades provocadas pelo fenômeno El Niño.


"Eu acredito que a cheia se explica pela quantidade de aterros ilegais que foram construídos, a agricultura industrial em zonas não aptas e as represas", disse à AFP Mariana Mina, dona do ecocamping 'Los Benitos' e integrante da ONG ambientalista "El Paraná no se toca".




Fonte: UOL

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mais de 330 baleias são encontradas mortas na Patagônia chilena






Mais de 330 baleias mortas foram encontradas desde abril deste ano em uma baía afastada da Patagônia chilena, no caso de encalhamento de cetáceos mais numeroso já registrado - revelou à AFP um dos cientistas que participaram da descoberta.


"Parecia uma imagem apocalíptica. Nunca havia visto algo parecido", disse à AFP Vreni Häussermann, diretora do Centro Científico Huinay, que participou da expedição.


Em abril passado, mais de 20 baleias da espécie Sei - de aproximadamente 10 metros de comprimento - foram dadas como mortas depois de encalharem no norte do Golfo de Penas, na Patagônia chilena, a mais ou menos 1.950 quilômetros ao sul de Santiago.


Mas um posterior sobrevoo na área, realizado em junho por uma equipe de cientistas encabeçada por Häussermann, constatou que o número de espécies mortas era muito mais elevado.


"Pudemos contabilizar 337 baleias mortas, incluindo cadáveres e esqueletos", disse a cientista à AFP. Mas "ainda há muitas áreas em que não pudemos chegar, é provável que haja mais baleias mortas", acrescentou.


A causa do encalhamento massivo, um dos maiores já registrados, será revelada pela revista National Geographic - que financiou o sobrevoo - em sua próxima edição.




Fonte: UOL

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Descobriram um novo mamífero em Portugal, o rato-das-neves


 
 
Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro anunciaram a descoberta de uma nova espécie de mamífero em Portugal. O rato-das-neves que vive nas montanhas do Parque Natural de Montesinho, em Bragança. 


A espécie cientificamente chamada ‘Chionomys nivalis’ acaba de dar entrada no registro de mamíferos em Portugal, graças à colaboração do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) e do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO) da UTAD, como divulgou hoje a universidade. 


Trata-se de um roedor com “longos bigodes (vibrissas) brancos, patas posteriores muito desenvolvidas e cauda comprida, é pardo, com tons que variam entre o cinzento e o branco e concentra-se exclusivamente em regiões montanhosas“. 


“Esta espécie não é uma praga: concentra-se exclusivamente em regiões montanhosas e é bastante sensível a alterações do habitat. Além disso, como todos os roedores, tem um papel importante na disseminação de sementes“, explicou Hélia Vale Gonçalves, especialista em micromamíferos, do CITAB. 


Outra investigadora, Joana Paupério revelou que “o rato-das-neves tem uma distribuição fragmentada na Europa, pois encontra-se restrito a zonas montanhosas, e as suas populações apresentam uma diferenciação genética considerável ao nível mitocondrial“. 
 
 
A investigadora sublinhou que “as populações espanholas estão classificadas como quase ameaçadas, pelo que a descoberta desta população em Portugal tem elevada relevância para a conservação deste roedor“. 


Os investigadores defendem ainda que “deverão ser conduzidos censos regionais rigorosos da distribuição dos micromamíferos para a efetiva conservação desta espécie“.
 
 
 
 
 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Mudança climática poderá marcar retorno de animais pré-históricos



Entre as várias e alarmantes consequências da mudança climática na Terra está a extinção de diversas espécies de plantas e animais. Mas poderá esse mesmo fenômeno produzir um efeito exatamente contrário? 


De acordo com alguns estudos científicos, em pouco tempo, nosso planeta terá um clima propício para a reaparição de terríveis predadores, extintos há milhões de anos. 


Uma pesquisa publicada na Nature Communications analisou um caso particular: a linhagem dos répteis pseudosuchias, à qual pertencem os atuais crocodilos. Depois de sua aparição, há 250 milhões de anos, as diferentes espécies de pseudosuchias se espalharam rapidamente pela Terra. 


Em um tempo em que a umidade e a temperatura eram altas, esse grupo de répteis teve um crescimento significativo. 


Sobre o seu desaparecimento, o estudo (realizado pelos pesquisadores Philip D. Mannion e Roger B.J. Benson, entre outros) mostra como esses predadores foram se extinguindo aos poucos, à medida que nosso planeta se tornava cada vez mais frio e seco. 


Os únicos sobreviventes do grupo foram os crocodilos, cujos habitats se restringem às zonas tropicais da Terra, pelo menos até momento. 


Da análise desses dados, podemos deduzir uma tendência nítida: se as emissões de gases que produzem o efeito estufa continuarem e a temperatura permanecer subindo, em pouco tempo nosso planeta estará em condições de abrigar esses terríveis répteis pré-históricos novamente. 




Fonte: History

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Felino em perigo de extinção é achado pela primeira vez em 12 anos no Camboja



Três exemplares de gato-pescador, uma espécie de felino em perigo de extinção, foram fotografados no Camboja por um grupo conservacionista 12 anos depois das últimas provas oficiais da existência do mamífero, informaram nesta sexta-feira fontes conservacionistas. 


Um grupo de pesquisadores captaram com uma armadilha fotográfica o trio de animais nas reservas naturais Peam Krosaop, na província de Koh Kong, e no parque Ream, na sulina província de Sihanoukville, indicou o Centro Cambojano para a Conservação da Biodiversidade em comunicado. 


As fotos são a segunda prova da existência do felino no país asiático desde 2003, sem incluir os confiscos de contrabando de fauna cuja origem é difícil de determinar. 


O líder do projeto, Ret Thaung, indicou que o grupo começará um plano de conservação da espécie nos lugares onde foi documentada sua existência, assim como de outros espécies protegidas autóctones. 


"Acreditamos que o gato-pescador tenha sido extinto no Vietnã, no Laos não há registros oficiais, e na Tailândia e Camboja há poucas informações sobre a espécie", advertiu Thaung. 


O felino habita zonas pantanosas do Sul da Ásia e está ameaçado pelo contrabando de espécies protegidas, a destruição de seu entorno pela intrusão do ser humano e a sobrepesca, segundo a Associação para a Defesa da Natureza (WWF, em sua sigla em inglês). 




Fonte: Terra

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Puma Cougar é oficialmente declarado extinto

Bruce Wright, um biólogo de Nova Brunswick , com o que se pensa ser o último puma oriental.


O animal foi visto pela última vez há quase 77 anos, o Puma Cougar (Puma concolor) oriental era vítima incessante de caçadores e foi completamente eliminado, de acordo com o US Fish and Wildlife Service. 


Após uma revisão de 4 anos, o Wildlife Service vai remover o animal no mês que vem da sua lista de espécies ameaçadas, já que ele estava nos últimos 43 anos. 


Com a medida, o felino, que já habitou a América do Norte, do Canadá à Carolina do Sul, nos EUA, não mais será considerado uma espécie em perigo. 


Junto com suas primas panteras, o puma concolor já foi um dos mamíferos terrestres melhor distribuídos no ocidente, mas, de acordo com biólogos, acabou restrito a um terço do território que já ocupou por conta das invasões humanas e desmatamentos.


O último registro confirmado de um puma cougar do Leste foi em 1938, o animal em questão estava morto. Antes, um deles foi visto em Nova Brunswick, no Canadá, em 1932. 
O animal foi exterminado por imigrantes europeus, que o eliminavam sob a alegação de autoproteção. Além disso, seu desaparecimento tem a ver com o desflorestamento ocorrido na região, que também levou a sua principal presa, o veado-de-cauda-branca, à extinção.



sábado, 20 de junho de 2015

Crustáceos invadem praias da Califórnia e formam "tapete"





O balneário americano de San Diego, no Estado da Califórnia (EUA), foi "invadido" por milhões de espécimes de um tipo de lagostim.


Levados pela maré, os crustáceos de cor avermelhada formaram em algumas localidades um "tapete" com até 40cm de espessura.


O mais surpreendente é que a espécie em questão, o Pleuroncodes planipes, normalmente vive longe das praias e em grandes profundidades.


Biólogos marinhos suspeitam que os lagostins tenham sido carregados para as areias por conta do aquecimento das águas do Oceano Pacífico pelo fenômeno meteorológico conhecido como El Niño.


Muitos estão morrendo e de acordo com relatos de banhistas há um cheiro insuportável nas praias.


Especialistas alertaram o público para não comer os lagostins, depois de vários relatos de que banhistas estariam coletando os animais. 


Embora não seja venenoso por si só, o Pleuroncodes planipes pode ter se alimentado de uma proliferação de algas tóxicas detectada na costa da Califórnia.





Fonte: UOL

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Peixes que vivem até seis dias fora da água podem ‘invadir’ a Austrália



Um peixe que pode viver por até seis dias fora da água está sendo considerado uma ameaça a outras espécies da Austrália. 


Cientistas da James Cook University estão monitorando a espécie que usa as guelras para andar em terra e já atingiu as ilhas de Boigu e Saibai (territórios australianos), a 5km da Papua Nova Guiné, de onde os peixes são originais.


Segundo o pesquisador Nathan Waltham, os “peixes escaladores” são extremamente resistentes e podem sobreviver em terra seca por seis dias e na lama por seis meses. 


A universidade divulgou um comunicado sobre a ameaça, afirmando que está em vigilância para que a espécie não chegue até a Austrália. 


Os responsáveis pelo estudo também afirmaram, na nota, que será muito difícil erradicar o peixe das duas ilhas, apesar do primeiro exemplar da espécie só ter sido registrado oficialmente no local no fim de 2005.




Fonte: Extra

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Doença mata mais de 120 mil antílopes e preocupa autoridades do Cazaquistão; animal pode entrar em extinção




Uma causa misteriosa já matou mais de 120 mil antílopes Saiga desde o início deste mês no Cazaquistão. O número representa quase que a metade da população global da espécie, e está intrigando a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.


Segundo o ministro de Agricultura do país, Erlan Nysynbaev, "90% da população da espécie está no nosso país". "Nós estabelecemos um grupo de trabalho que inclui todos os especialistas, incluindo internacionais, para identificar as causas e empreender todos os esforços para impedir que isso volte a ocorrer", contou.


Testes preliminares acusaram que as mortes foram causadas por uma combinação de fatores biológicos e ambientais. A maior parte dos animais mortos eram fêmeas e filhotes. Os casos começaram a ocorrer no dia 10 de maio. 


Em questão de dias, o número chegou a 27 mil, o que fez com que o governo pedisse por ajuda internacional. Um estudo aéreo feito antes do início dos casos, estimou que o tamanho do rebanho do país seja de 250 mil animais da espécie.




Fonte: Rede TV

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Sangue quente está por trás do sucesso do peixe opah nos oceanos





O peixe opah, que atende também por peixe-sol, peixe-lua e peixe-imperador, é o primeiro peixe de sangue quente conhecido pela ciência e essa característica incomum lhe confere uma vantagem competitiva nas profundezas frias do oceano - afirmaram pesquisadores na quinta-feira. 


A criatura tem o tamanho de um pneu e pode aquecer-se muito da mesma maneira que um radiador do carro, explicaram os pesquisadores à revista Science. 


O peixe tem vasos sanguíneos nas brânquias, que transportam o sangue quente do núcleo do corpo. Estes vasos sanguíneos envolvem outros vasos perto das brânquias, por onde o peixe respira, trazendo de volta sangue frio, oxigenado. 


O resultado é um sistema de aquecimento autônomo que mantém o cérebro do peixe afiado e seus músculos ativos para que ele possa nadar rápido e pegar suas presas. 


Anexando monitores de temperatura ao peixe opah que vive ao largo da costa oeste dos Estados Unidos, os pesquisadores descobriram que ele tinha uma temperatura média muscular "cerca de cinco graus acima da água circundante ao nadar cerca de 45-300 metros abaixo da superfície", explicou o estudo. 


A maioria dos peixes têm sangue frio, de modo que a descoberta de um peixe que pode aquecer seu corpo da mesma maneira que mamíferos e aves foi uma surpresa para os cientistas. 


"Antes desta descoberta eu tinha a impressão de que ele era um peixe lento, como a maioria dos outros peixes em ambientes frios", contou Nicholas Wegner, da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), um dos autores do estudo. 


"Mas como ele pode aquecer seu corpo, acaba por ser um predador muito ativo que persegue suas presas de maneira ágil e pode migrar para longas distâncias". 


Peixes opah vivem no fundo do oceano, onde os predadores tendem a emboscar suas presas em vez de persegui-las. 


Alguns outros peixes, como o atum e alguns tubarões, podem aquecer algumas certas partes de seus corpos e músculos para impulsionar o desempenho nadando nas profundezas frias, mas seus órgãos internos rapidamente ficam frios, forçando-os a subir para águas pouco profundas, a fim de se aquecer. 


Com barbatanas vermelhas que estão constantemente batendo, o peixe opah permanece quente mesmo quando a água fica mais fria, acelerando o seu metabolismo e mantendo um reflexo rápido. 


Além da rede de aquecimento dos vasos sanguíneos, os peixes opah têm tecido adiposo em torno da brânquias, coração e músculo para isolar-se e manter-se aquecido. 



"É a primeira vez que vemos isso nas brânquias de um peixe", afirmou Wegner. "Esta é uma inovação legal, que confere a esses animais uma vantagem competitiva". 





Fonte: Terra

quinta-feira, 26 de março de 2015

Coelho que inspirou o Pikachu é visto pela primeira vez em 20 anos





O coelho Ili Pika, uma das criaturas mais raras do mundo, foi visto pela primeira vez em 20 anos, em montanhas chinesas.  O pesquisador Li Weidong foi o responsável por ter descoberto a espécie e, agora, por ter achado e clicado o pequeno animal, que inspirou o personagem Pikachu.


Weidong caminhava por montanhas chinesas quando viu o animal, em 1983. Ele não sabia de que espécie se tratava, até ver outro animal e confirmar que se tratava de uma espécie ainda não descoberta. Ele devotou seus estudos ao pequeno coelho. Em 2002 e 2003, Weidong percorreu as montanhas durante 37 dias, com a ajuda de voluntários, para fazer um censo do animal. Nenhum foi visto. 


Posteriormente, em julho de 2014, ele deu mais sorte. Avistou o bichinho e tirou as imagens que ilustram esta matéria. A população do Ili Pika é estimada em menos de mil animais na China. O coelho foi descoberto em 1983, nas montanhas Tianshian, no Noroeste da China. A população do animal caiu 70%, segundo cientistas que estudam a espécie, chamada de Ochotona iliensis.


Em entrevista à CNN, Weidong disse que se a espécie se tornar extinta enquanto ele viver, ele se sentirá muito culpado. Ele suspeita que o desaparecimento do animal tem a ver com o aquecimento global.




Fonte: UOL
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