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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Múmias egípcias tinham relação de parentesco com povos do Oriente Médio






Ao contrário do que se pensava, os corpos não possuíam traços genéticos de ascendência negra, mas tinham relações com povos que habitavam territórios como Palestina, Mesopotâmia e Arábia Saudita.


Pesquisadores da Universidade de Tubinga e do Instituto Max Planck para Ciência da História Humana, na Alemanha, conseguiram identificar a origem étnica de parte dos egípcios antigos. 
De acordo com umaanálise realizada com mais de 90 DNAs de múmias, a maioria dos egípcios era parente de povos que viveram na região do Oriente Médio, como a Palestina, Mesopotâmia e Arábia Saudita. Foi a primeria vez que uma extração de genoma utilizando os últimos recursos tecnológicos foi realizada com sucesso em múmias de mais de 2.000 anos de idade.


Acreditava-se que a maioria dos habitantes do Egito Antigo descendia de populações negras da África, que habitavam os território ao sul do deserto do Saara. 
A análise de DNA dos egípcios da atualidade revela, no entanto, que o aumento da influência genética de outros povos africanos só começou a ocorrer recentemente — a hipótese é de que o contato entre egípcios e outras populações da África ocorreu durante o período da escravidão no continente. 


Os corpos analisados foram retirados de Abusir el-Meleq, no Médio Egito. O local era considerado um santuário a Osíris, rei do mundo dos mortos segundo a mitologia egípcia. As múmias datam de um perído conhecido como Novo Império, que se inicia em 1400 a.C. e se estende até 400 d.C, data que marca o término do domínio do Império Romano na região. 


Na maioria das múmias, os cientistas utilizaram o DNA mitocondrial — aquele presente nas mitocôndrias das células — para a análise, já que essa estrutura tende a ser preservada por mais tempo. No caso de um dos corpos, no entanto, os pesquisadores conseguiram mapear carcterísticas específicas como a pele clara, os olhos escuros e uma possível intolerânica à lactose.


Desde 1980 os especialistas tentam retirar o código genético das múmias encontradas, mas só há pouco tempo atrás a tecnologia necessária para isso começou a aparecer. 
Os cientistas pretendem, no futuro, analisar melhor as múmias enterradas mais ao sul do país, próximos à fronteira do Sudão. Os arqueólogos acreditam que nessas áreas existiram habitantes com descendência comum a de outros povos africanos.


Fonte: Galileu

domingo, 4 de junho de 2017

Restos de primeiros humanos do Neolítico são encontrados na península ibérica



Uma pesquisa conjunta da Universidade de Barcelona e da Universidade Complutense de Madri descobriu os restos humanos de seis indivíduos pertencentes aos primeiros habitantes do Período Neolítico junto a objetos domésticos e animais em Cova Bonica, em Vallirana, na província de Barcelona, na Espanha. 


Além disso, os pesquisadores confirmaram informações que já conheciam de outras investigações, como a de que os indivíduos eram "intolerantes à lactose, tinham pele clara, olhos castanhos e cabelos escuros". 


Os primeiros pastores e agricultores - entre os quais estariam os restos descobertos - chegaram há 7.400 anos à península ibérica, informou a Universidade Complutense em comunicado sobre os trabalhos que foram desenvolvidos entre os anos 2008 e 2015, e cujos resultados foram divulgados através da publicação especializada "Journal of Field Archaeology". 


"A singularidade deste sítio arqueológico é que os restos humanos foram encontrados com seus objetos domésticos", afirmou a pesquisadora do departamento de Paleontologia da UCM e do Centro Misto UCM-ISCIII de Evolução e Comportamento Humano, Montserrat Sanz, que acrescentou que "isto permite relacionar a cultura material com as práticas de pastoreio desta população". 


Os arqueólogos identificaram 98 ossos humanos que correspondem a um mínimo de seis indivíduos de diferentes idades, de 3 a 35 anos, e de pelo menos duas mulheres, segundo o comunicado. 


Entre eles, os pesquisadores conseguiram identificar dois adultos (de 25 a 35 anos), um adolescente (de 12 a 13) e três meninos (de 9, 5 e inferior a 3 anos), através de restos de crânios, dentes, costelas, bacias e ossos de mãos e pés. 


"É relevante que tenhamos encontrado tanta quantidade de restos humanos em uma área inferior a dois metros quadrados", destacou Montserrat, apesar de nenhum esqueleto articulado ter sido descoberto. 


Junto aos restos humanos também foram encontrados vestígios de animais - sobretudo cabras e ovelhas - e ornamentos, bem como utensílios de pedra de sílex e cristal de rocha e fragmentos de cerâmica "dos mais antigos documentados na península ibérica". 


Esta descoberta "lança novos dados sobre como eram os ritos funerários dos cadáveres" e trata-se da "primeira evidência de inumações coletivas", segundo a nota da universidade. 


"Observamos que as práticas funerárias são muito heterogêneas", detalhou Montserrat. 


A arqueóloga qualificou a escavação como "muito complicada" até chegar aos restos neolíticos devido aos diferentes usos que a cova teve ao longo dos séculos, entre eles, como pedreira, mina de calcita e área de cultivo de cogumelos. 


O projeto esteve dirigido por Montserrat Sanz junto com Joan Daura, da Universidade de Lisboa, e os pesquisadores Xavier Oms, Mireia Pedro e Pablo Martínez. 





Fonte: Terra

Hominídeos primitivos e homem moderno podem ter coabitado na África



Hominídeos primitivos podem ter coexistido na África com os primeiros seres humanos modernos, anunciaram na terça-feira 09/05 pela primeira vez cientistas, um cenário que complica ainda mais a árvore genealógica da espécie humana.


De acordo com pesquisas, a datação de fósseis descobertos em 2013 em uma caverna no sítio arqueológico de Maropeng, perto de Johannesburgo, sugere que estes primos muito distantes viveram há entre 200.000 e 300.000 anos, no mesmo período que os primeiros Homo sapiens.


Estes antepassados ​são os Homo naledi, uma nova espécie cuja descoberta agitou a ciência.


Em 2015, o controverso paleontólogo americano Lee Berger ocupou as manchetes ao anunciar a descoberta em Maropeng de uma rica coleção de 1.500 ossos de quinze hominídeos de um tipo inédito.


A análise dessas ossadas revelou o retrato de um humanoide deslumbrante, dotado com características de espécies de vários milhões de anos, como um pequeno cérebro, e de outras mais recentes, como pés contemporâneos e mãos capazes de segurar ferramentas.


Lee Berger imediatamente ordenou seu achado no gênero Homo, a do homem moderno. Mas depois de não conseguir datar esses fósseis, atraiu a ira de muitos colegas que negaram qualquer novidade.


Na terça-feira 09/05, o professor da Universidade de Witwatersrand e sua equipe revelaram a idade dos ossos.


Seus resultados são surpreendentes. Os Homo naledi viveram entre 335.000 e 236.000 anos atrás, "no início do que nós consideramos como o começo da era dos humanos modernos", segundo Berger.


"Eles são surpreendentemente jovens", entusiasmou-se diante da imprensa. "Esta é uma espécie primitiva que sobreviveu por milhões de anos e que havia permanecido invisível".


"E é muito possível que o Homo naledi, esta espécie de hominídio de cérebro pequeno, tenha encontrado o Homo sapiens", ressaltou.


Casos de coabitação entre espécies já foram identificados. Na Europa, por exemplo, o homem de Neandertal cruzou seu caminho com o Homo sapiens antes de sua extinção há 30.000 anos.


Mas este cenário jamais havia sido traçado na África.


- Elo perdido -


"Humanos, parentes de humanos e parentes muito distantes dos humanos como o Homo naledi viveram aqui, no sul da Áfruca, durante os últimos 1,5 a 2 milhões de anos de nossa evolução", ressaltou outro membro da equipe, John Hawks, da Universidade de Wisconsin.



Esta realidade poderia colocar em questão as leituras lineares da evolução da Humanidade.


"Pensávamos que o Homem era invencível (...) e que havia apenas uma história ou uma linha reta cada vez mais humana com um cérebro maior e comportamentos mais complexos", acrescenta o pesquisador da universidade de Wisconsin.


"Não poderemos mais afirmar qual espécie fabricou quais ferramentas ou mesmo que os homens modernos estão na origem de certas inovações técnicas ou comportamentais", aventura-se Lee Berger.


"A árvore da nossa família tem vários ramos e foi só muito recentemente que um único se impôs", lembra Paul Dirks, da Universidade John Cook da Austrália. "A datação destes fósseis sugere muitas possibilidades de trocas (...) entre o Homo sapiens e o Homo naledi".


"Este pode ser um elo perdido crucial na história da nossa evolução", acrescentou o professor Berger.



- 'Neo' -


O paleontólogo também anunciou nesta terça-feira a descoberta de mais uma coleção de fósseis de Homo naledi em uma caverna próxima à de sua primeira descoberta.


Entre eles, um esqueleto bastante completo, incluindo um crânio muito bem preservado, apelidado de "neo", "presente" na língua local sesotho.


"Homo naledi (estrela em sesotho) é definitivamente uma nova espécie, este material bem preservado confirma a morfologia dos fósseis com a qual já estamos trabalhando", ressaltou Lee Berger a seus críticos.


O paleontólogo também voltou a falar sobre uma outra controvérsia relativa a sua descoberta inicial.


Em 2015, ele afirmou que a presença de ossos em uma caverna quase inacessível significava que ela era de fato um tumba e que o Homo naledi praticava ritos funerários, uma prática até então atribuída unicamente aos seres humanos modernos.


Sua hipótese suscitou muitas provocações de seus pares, mas Lee Berger persistiu nesta terça-feira, revelando que o caminho para o local de sua segunda descoberta era tão estreito quanto o primeiro.


"Isso reforça, creio eu, a ideia de que o Homo naledi utilizava essa caverna com um objetivo particular e potencialmente (...) que o Homo naledi enterrava seus mortos lá", insistiu.


As descobertas foram publicadas na revista científica eLife e, segundo Lee Berger, estão abertas a críticas.




Fonte: Yahoo!

Jardim funerário de 4.000 anos é descoberto perto da cidade egípcia de Luxor



Os vestígios de um "jardim funerário" de mais de 4.000 anos de antiguidade foram encontrados na superfície de um túmulo da época faraônica perto de Luxor, no sul do Egito, anunciou na quarta-feira 03/05 o Ministério de Antiguidades.


Os arqueólogos conheciam a existência destes pequenos jardins, situados na entrada de hipogeus faraônicos, por sua representação em esculturas e pinturas murais nos túmulos.


No entanto, é a primeira vez que um jardim desse tipo foi descoberto na antiga cidade de Tebas, hoje chamada Luxor, indicou o ministério em um comunicado.


"Provavelmente o jardim devia ter um significado simbólico e desempenhava um papel importante nos rituais funerários", indicou José Galán, chefe da missão arqueológica espanhola que fez a descoberta no setor de Draa Abul Naga, perto de Luxor, afirma o comunicado.


Os restos do pequeno jardim funerário, de três por dois metros, divididos em pequenos quadrados, foram exumados na superfície de um túmulo e datam do Médio Império (2030-1640 a.C)


Os arqueólogos encontraram "as raízes e o tronco de uma pequena árvore de cerca de 4.000 anos, de uma altura de 30 centímetros", disse o comunicado.


Também descobriram "uma tigela que continha tâmaras e outras frutas" secas, "que serviram provavelmente como oferenda", segundo o texto.


O jardim continha "certamente diversas variedades de plantas e flores", indicou Mahmud Afifi, que dirige o departamento de egiptologia do ministério, citado no comunicado.


"Trata-se de um jardim único em sua espécie, nunca antes tinha sido feita uma descoberta similar na antiga cidade de Tebas", acrescentou Afifi. "Os arqueólogos conheciam estes jardins funerários graças unicamente às esculturas e pinturas murais".


Na entrada do túmulo, os arqueólogos também encontraram, em um pequeno nicho que fazia as vezes de capela, três estelas funerárias decoradas com cenas faraônicas. Uma delas conserva as cores ainda muito vivas - ocre, vermelho, amarelo, azul e preto, segundo as fotografias do ministério. Estes vestígios datam das 13º dinastia, detalhou o comunicado.


Em meados de abril, o ministério anunciou a descoberta, também em Draa Abul Naga, de três múmias, sarcófagos de madeira com cores vivas e cerca de mil pequenas figuras funerárias no túmulo de um magistrado da 18º dinastia (1550-1295 a.C)




Fonte: Yahoo!

domingo, 30 de abril de 2017

Cientistas acham DNA de humanos pré-históricos em cavernas sem ossos






Cada pá de terra que os arqueólogos removem das cavernas que estão estudando pode estar repleta de pedacinhos de DNA de criaturas extintas –inclusive de ancestrais da humanidade. Um estudo internacional mostrou que é possível "ler" essa montanha de fragmentos genéticos e ter um vislumbre dos seres vivos do passado mesmo quando nenhum osso deles foi preservado. 


"A nossa metodologia foi desenvolvida originalmente para tentar identificar fragmentos de ossos que não conseguíamos atribuir a nenhuma espécie", explicou à Folha a coordenadora da pesquisa, Viviane Slon, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha). "Percebemos que também poderia ser uma boa ideia usar a técnica para procurar DNA em sedimentos." Viviane e seus colegas estão publicando os resultados da tentativa em artigo na edição desta semana da revista especializada "Science".


A equipe do Max Planck lidera os estudos sobre DNA antigo (ou seja, obtido a partir de amostras de seres vivos que morreram há centenas ou milhares de anos) desde que a área surgiu. Foram eles os principais responsáveis por reconstruir a totalidade do genoma dos neandertais, primos extintos da humanidade que dominaram a Europa até uns 40 mil anos atrás, e dos denisovanos, outra espécie de humanos primitivos que viveu na Sibéria durante a Era do Gelo e que, aliás, só foi descoberta graças às análises genéticas, porque pouquíssimos fragmentos ósseos deles foram achados até hoje. 


Para realizar façanhas desse tipo, os pesquisadores normalmente extraem cuidadosamente pedaços da parte interna de ossos bem preservados, com o objetivo de minimizar riscos de contaminação. Mas o DNA é uma molécula promíscua: pequenos pedaços de pele, pelos, fezes, saliva e muitas outras formas de matéria corporal costumam contaminar com nosso material genético tudo o que tocamos, de forma que fazia sentido procurar DNA nos sedimentos do chão das cavernas. 


O problema, claro, era como separar o joio do trigo: com o passar dos milênios, os pedacinhos do genoma dos seres humanos e dos bichos que passavam pelas cavernas iam se fragmentando cada vez mais e se misturando, inclusive ao DNA de bactérias que também cresciam por ali. 


PESCANDO GENES 
 

Para contornar essa dificuldade, explica Viviane, foi importante desenvolver um método capaz de "pescar" fragmentos específicos de DNA em meio à bagunça. Os pesquisadores decidiram usar como "isca" trechos de mtDNA (DNA mitocondrial, presente apenas nas mitocôndrias, as usinas de energia das células complexas). O mtDNA está presente em muitas cópias em cada célula, sendo, portanto, muito abundante, e apresenta ainda a vantagem de ser bastante distinto de uma espécie para a outra, o que facilita a identificação. 


Como o DNA é formado por quatro letras químicas que são complementares entre si segundo um esquema rígido –a letra C só se liga à letra G, enquanto a T só se conecta com a A, formando uma sequência de pares de letras–, as "iscas" se basearam nesse princípio, fazendo com que o DNA antigo se hibridizasse (ou seja, se conectasse) com elas.

Com base nesse princípio, o estudo de sete sítios arqueológicos na Europa e na Sibéria permitiu a recuperação de mtDNA de 12 famílias diferentes de mamíferos, entre eles os famigerados neandertais e denisovanos. 


"Mas o principal avanço tecnológico que permitiu este estudo de larga escala foi a automatização dos procedimentos de laboratório", diz Viviane. "Com isso, conseguimos examinar múltiplas amostras em paralelo e recuperar esses pequenos traços do DNA de hominídeos." 


O método foi suficientemente sensível para sugerir a presença de dois indivíduos diferentes da mesma espécie (no caso, dois neandertais) no sítio espanhol de El Sidrón –por causa da troca de uma única letra de mtDNA. E, por incrível que pareça, as contas feitas pelos pesquisadores sugerem que a quantidade de material genético que sobra nos sedimentos é mais ou menos a mesma que é possível extrair de ossos. 


"Em tese, nosso método poderia permitir a identificação de grupos de hominídeos a respeito dos quais ainda não temos nenhuma informação genética", afirma a pesquisadora. Isso significa –mais uma vez, teoricamente, por enquanto– que identificar fragmentos de DNA de parentes ainda mais remotos do ser humano, como o Homo erectus ou o misterioso H. floresiensis, apelidado de "hobbit" por sua estatura diminuta, não seria pura ficção científica. Ambas as espécies, afinal, só desapareceram de vez há algumas dezenas de milhares de anos, pelo que sabemos –a Indonésia foi seu derradeiro reduto. 
 

"O desafio, no que diz respeito à Indonésia, também envolve a preservação do DNA por longos períodos de tempo num clima muito quente", assinala Viviane.




Fonte: Folha de São Paulo

Veja desde quando o homem habita os distintos continentes



Apesar de os pesquisadores datarem nesta quarta-feira a presença do homem na América em 130.000 anos, e não há 15.000 como se pensava até então, o "Novo Mundo" continua sendo um continente povoado há relativamente pouco tempo.


O hominídeo Toumai (Sahelanthropus tchadensis), considerado por alguns paleontólogos como o "decano da Humanidade", tem sete milhões de anos e foi descoberto em 2001 no Chade.


A célebre australopiteco "Lucy" tem 3,2 milhões de anos e foi descoberta na Etiópia em 1974. Mas outros restos de australopitecos, menos conhecidos, têm ao menos 3,9 milhões de anos.


Os restos mais antigos do gênero homo, ao qual pertence o homo sapiens, nossa espécie, remontam a 2,8 milhões de anos. Trata-se de uma mandíbula achada na Etiópia, em 2013.


Os primeiros humanos não-africanos foram achados na Geórgia e datam de 1,8 milhão de anos.


Na Ásia, o menino fóssil de Mojokerto, descoberto em 1936 na ilha de Java (Indonésia), tem entre 1,3 e 1,8 milhão de anos.


O mais antigo fóssil na Europa ocidental tem 1,2 milhão de anos. Foi descoberta nos anos 2000 em Atapuerca, no norte da Espanha. Pode corresponder à espécie batizada como homo antecessor.


Mas alguns objetos fabricados pelo homem achados no sul da França testemunhariam uma presença humana na Europa ocidental de ao menos 1,57 milhão de anos.


O homem mais antigo conhecido na Austrália é um homo sapiens chamado "Homem de Mungo", de 45.000 anos.


O Homo sapiens apareceu na África há 200.000 anos e teria saído pela primeira vez desse continente há 100.000 anos.




Fonte: Yahoo!

Homem chegou à América 115.000 anos antes do que se acreditava














A presença humana no continente americano data de 130.000 anos atrás, e não de 15.000, como se acreditava até agora, segundo um estudo que deve revolucionar a História das populações no Novo Mundo.


A exploração de um sítio arqueológico perto de San Diego (Califórnia) revelou que uma "espécie de hominídeo viveu na América do Norte 115.000 anos antes do que pensávamos", explica Judy Gradwohl, presidente do Museu de História Natural de San Diego, à frente deste estudo.


A equipe encontrou o esqueleto de um mastodonte - ancestral do elefante - e utensílios de pedra com marcas de intervenção humana de cerca de 130.000 anos de idade, derrubando todas as teorias cogitadas até agora.


Embora a questão de quando, como e onde os primeiros homens chegaram à América divida antropólogos e arqueólogos há anos, a hipótese dominante é que eles chegaram há cerca de 14.500 e vieram da Ásia.


Segundo esta teoria, os primeiros homo sapiens percorreram a pé cerca de 1.500 km por um percurso ligando a Sibéria e o Novo Mundo, hoje parcialmente afundado sob o Estreito de Bering.


Outros cientistas defendem, no entanto, que a colonização se deu pelo Pacífico, a partir do Alasca, a pé ou de barco.


Mas o estudo divulgado nesta quarta-feira pela revista científica britânica Nature afirma que "vários ossos e dentes" de mastodonte "mostram claramente que foram quebrados voluntariamente por seres humanos, demonstrando habilidade e experiência" para comê-los, explica Steve Holen, coautor do estudo, em um comunicado do Museu de História Natural.



Quem eram e como chegaram


Os pesquisadores aplicaram o método de datação de urânio-tório para analisar os vestígios arqueológicos encontrados no sítio Cerutti Mastodon, descoberto em 1992 durante a construção de uma via férrea.


Mas o fato de que não foram encontrados restos humanos no sítio arqueológico impossibilita determinar com certeza de que espécie de hominídeo se trata.


Quem seriam e como chegaram? De acordo com especialistas, não pode se tratar de homos sapiens - o homem moderno -, pois acredita-se que este deixou a África pela primeira vez há entre 80.000 e 100.000 anos.


Em vez disso, poderia se tratar de um de seus primos: o homo erectus, cujos primeiros restos descobertos datam de quase dois milhões de anos atrás; o neandertal, que conviveu com os humanos modernos na Europa antes de se extinguir há cerca de 40.000 anos; ou o enigmático denisovan, cujo DNA ainda sobrevive em aborígenes australianos.


Em uma análise de acompanhamento, os pesquisadores argumentaram que, apesar do aumento do nível do mar há cerca de 130.000 anos, devido a um período de aquecimento interglacial, o homem pode ter sido capaz de viajar grandes distâncias até a América.


Este achado pode estar relacionado com estudos recentes que revelaram uma ligação genética entre as populações atuais nativas da Amazônia e alguns povos asiáticos e australianos.


"As populações fundadoras dos americanos podem ter sido muito diversas", estima em um comentário sobre o estudo Erella Paira, da Universidade Hebraica de Jerusalém.


O representante mais antigo da raça humana conhecido até agora tem sete milhões anos, chama-se Toumai e foi descoberto em 2001 no Chade.


Estima-se que os primeiros membros do gênero Homo que deixaram a África o fizeram há mais de dois milhões de anos.




Fonte: Yahoo!
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