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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Telescópio espacial Hubble descobriu uma nova lua na órbita de Netuno



Uma pequena nova lua circula Netuno, a 14ª conhecida a orbitar este distante planeta, informou a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) nesta segunda-feira (15).


A nova lua é a menor a já ter brilhado ao redor de Netuno, com apenas 19 quilômetros de diâmetro, de acordo com as informações coletadas pelo telescópio espacial Hubble. Acredita-se que essa lua orbite Netuno a cada 23 horas.


Netuno é o planeta mais distante do Sol. Segundo a Agência, a luminosidade da nova lua, batizada de S/2004 N 1, é cerca de 100 milhões de vezes mais fraca do que a mais fraca estrela que pode ser vista a olho nu.


Os astrônomos descobriram esse novo satélite de Netuno rastreando um ponto branco que apareceu repetidamente em mais de 150 fotos tiradas pelo Hubble entre 2004 e 2009.


O cientista Mark Showalter, do Instituto SETI, em Mountain View, na Califórnia (EUA), descobriu a lua em 1º de julho. De acordo com a Nasa, ele pesquisava os estreitos e fracos anéis ao redor de Netuno.


"As luas e os arcos orbitam muito rapidamente, então tivemos de inventar uma maneira de seguir seu movimento, para acentuar os detalhes do sistema", explicou o astrônomo. 


"É a mesma razão pela qual um fotógrafo esportivo rastreia um atleta correndo: o atleta fica no foco, e o fundo fica borrado".




Fonte: UOL

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Descoberta de Netuno faz 166 anos, pouco mais de 1 ano netuniano

Retratos do Hubble foram feitos na comemoração do primeiro ano netuniano de sua descoberta Foto: Nasa/ESA/Hubble Heritage Team (STScI/AURA)/Divulgação


Casos de cientistas brilhantes que são ignorados por suas ideias inovadores são comuns na história. Um desses exemplos é o francês Urbain Joseph Le Verrier. 


Quando se descobriu que o planeta Urano não orbitava da maneira que era previsto pelos cálculos astronômicos, esse matemático propôs que ele sofria a interferência de outro planeta - ele inclusive deu a localização e massa desse corpo desconhecido. 


Os astrônomos franceses ignoraram sua hipótese, mas ele insistiu na ideia e mandou suas predições para Johann Gottfried Galle, no Observatório de Berlim. Galle encontrou Netuno na primeira noite de observações, com menos de um grau de divergência do previsto por Le Verrier, em 23 de setembro de 1846.


O matemático francês não foi o único a prever a existência do planeta, o astrônomo inglês John Couch Adams também fez os cálculos - de maneira independente, pouco tempo antes -, mas nunca publicou sua hipótese. Dezessete dias depois de Netuno, Galle descobriu Tritão, sua maior lua.


Curiosamente, Netuno está tão longe do Sol (4,5 bilhões de km) que ele demora cerca de 165 anos terrestres para dar a volta ao redor da estrela - ou seja, somente em 2011 que completamos um ano netuniano de sua descoberta. De presente, ele ganhou uma série de retratos do Hubble.


Outra curiosidade, é que a órbita irregular do planeta-anão Plutão faz com que ele, de tempos em tempos, entre na órbita de Netuno e fique mais perto do Sol que este (durante um período de 20 anos a cada 248 anos). Contudo, não há risco dos dois colidirem.


Ao contrário do que muitos pensam, os planetas gigantes gasosos tem um núcleo sólido. O de Netuno é do tamanho aproximado da Terra. 


Existe muito metano na composição de sua atmosfera (o que o deixa azul) e até mesmo água. Contudo, o azul desse corpo é mais vívido que o de Urano - mas não se sabe qual componente na atmosfera deixa a cor mais viva.


Em 1989, a Voyager 2 registrou uma grande mancha escura na atmosfera de Netuno. Chamada de "Grande Ponto Escuro", a mancha é na verdade uma gigantesca tempestade (grande o suficiente para devorar a Terra) com ventos de 1,2 mil km/h. 


Décadas depois, o Hubble não conseguiu registrar o Grande Ponto, mas viu outras duas grandes tempestades ao longo dos anos de seu funcionamento. A Voyager 2 ainda fotografou nuvens que faziam sombra no planeta - o que permitiu calcular as distâncias entre suas camadas.


Netuno tem pelo menos (sempre pode se descobrir mais) seis anéis e 13 luas. Seu maior satélite, Tritão, orbita no sentido contrário dos demais, o que indica que ele foi capturado pela gravidade do planeta em um passado distante. 


A lua é extremamente fria (-235°C na superfície), mas tem gêiseres que expelem material congelado a até 8 km. Desde as primeiras medições pela Voyager 2, a atmosfera de Tritão está esquentando - mas não se sabe o motivo.

 
Mas o que aconteceu com Le Verrier? Galle queria dar o nome do francês ao planeta. A União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), contudo, negou e acabou dando o nome do deus romano dos mares. 


Mas ele ganhou diversas honrarias pelo feito, como a medalha Copley, em 1846 - o mais tradicional prêmio da Royal Society (a Real Sociedade Britânica), entregue desde 1731. 


Ele ainda assumiu o Observatório de Paris - mas suas medidas duras para restaurar a qualidade da instituição o levaram a ser odiado pelos astrônomos. 


O matemático foi afastado do cargo, mas deu a volta por cima e voltou três anos depois. Ele ainda é um das 72 pessoas que teve seu nome eternizado na torre Eiffel. Le Verrier morreu em 1877.



Fonte: Terra

terça-feira, 12 de julho de 2011

O aniversário de Netuno


Nesta terça-feira, dia 12 de julho, Netuno, o planeta mais distante do Sol após o "rebaixamento" de Plutão em 2006, completa seu primeiro "ano" desde que foi descoberto, em setembro de 1846.

Como Netuno demora quase 165 anos para dar uma volta em torno do Sol, só agora ele está na mesma posição orbital em que se encontrava quando da prova de sua existência no século XIX.

Com um diâmetro quase quatro vezes maior que o da Terra, Netuno é considerado um planeta intermediário entre os gigantes gasosos como Júpiter e Saturno e os pequenos rochosos como o nosso, sendo por vezes classificado como um "gigante de gelo" devido à presença de água, amônia e metano congelados na sua atmosfera.

É justamente essa concentração de metano nas partes altas de sua atmosfera que lhe conferem a cor azul característica que reforçam sua associação ao deus dos mares da mitologia romana que lhe empresta o nome.


Fonte: Só Ciência

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nasa divulga fotos inéditas da maior Lua de Netuno

Para comemorar os 20 anos de atividades da missão Voyager, Nasa divulgou imagens inéditas das planícies vulcânicas de Triton


A Nasa, agência espacial americana, divulgou imagens inéditas da superfície de Triton, maior das 12 luas de Netuno, para comemorar os 20 anos do lançamento das sondas espaciais Voyager.

A missão descobriu que Triton é um dos corpos celestes mais gelados do Sistema Solar, com temperaturas em torno de -235°C, além de abrigar gêiseres ativos.

Os cientistas detectaram que a grande lua tem baixa densidade e uma superfície lisa com planícies vulcânicas, montes e crateras arredondadas formadas por fluxos de lava gelada. Triton foi o último objeto sólido visitado pela Voyager 2.

Agora, a nave se dirige para as bordas do Sistema Solar, onde fará novas explorações. As sondas Voyager são os equipamentos feitos pelo homem que alcançaram a maior distância da Terra.

A Voyager 1 está a 16,6 bilhões de km enquanto a Voyager 2 encontra-se a 13,5 bilhões de km - respectivamente cerca de 111 e 90 unidades astronômicas do Sol.

De acordo com a Nasa, ambos os telescópios devem atingir o espaço interestelar dentro de 5 a 8 anos, entre 2014 e 2017.


Fonte: Terra

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