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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Você sabe o que há de real por trás do mito dos Illuminati?


 Os Illuminati são associados com uma iconografia parecida com a dos maçons


 O famoso 'olho que tudo vê' está na nota de dólar e já foi vinculado aos Illuminati


A Ordem dos Illuminati foi fundada em 1776 na Baviera, Alemanha, pelo jurista Adam Weishaupt


O rapper Jay-Z é apontado como um artista que já fez pequenas referências aos Illuminati em aparições em público


 Alguns associam os Illuminati com o grupo Bilderberg
 
 
Historiadores tentam explicar profusão de teorias na internet sobre grupo que teria influência sobre acontecimentos globais.
 
 
O homem realmente chegou à Lua? Quem assassinou o presidente americano John F. Kennedy? Como começou a pandemia global de HIV? O verdadeiro poder mundial está nas mãos de uma sociedade secreta fundada no século 18?


Alguns acreditam que as respostas para estas perguntas não estão nos livros de história e dão crédito a teorias conspiratórias que surgiram nas últimas décadas ligadas a estes e outros eventos importantes.


Com a entrada do novo século e a popularização da internet, uma destas teorias ganhou muita popularidade: a suposta existência da Ordem dos Illuminati, cuja origem remonta a uma sociedade secreta de mesmo nome criada na Alemanha no fim do século 18 e que estaria integrada aos poderes políticos e econômicos, cujo objetivo final seria estabelecer uma nova ordem mundial através de um governo global.


Em fóruns de discussão na web é comum ver internautas citarem os Illuminati para explicar muitos dos problemas atuais do planeta.


Políticos como George W. Bush ou Barack Obama, ou magnatas como George Soros, foram acusados de fazer parte desta organização. Até o papa Francisco e a rainha Elizabeth 2ª já foram apontados como membros da ordem.


Outros acreditam ser possível ver a simbologia ligada aos Illuminati em vídeos de artistas como Beyoncé, Jay-Z, Lady Gaga e Katy Perry: pentagramas, pirâmides e o famoso "olho que tudo vê" que aparece nas cédulas de dólar.


Mas, de onde veio este mito dos Illuminati e por que ainda existem pessoas que acreditam na existência de um grupo que desapareceu há mais de dois séculos?



A ordem real



A Ordem dos Illuminati foi fundada em 1776 na Baviera, Alemanha, pelo jurista Adam Weishaupt.


O objetivo desta sociedade secreta inspirada nos ideais do iluminismo e na estrutura da maçonaria, era acabar com o obscurantismo e com a forte influência que, na época, a igreja exercia sobre a esfera política.
Depois que o príncipe Karl Theodor chegou ao poder, a Ordem dos Iluminati, assim como outras sociedades secretas, foi declarada ilegal e dissolvida, em 1785.


Mas, alguns acreditam que ela continua operando na clandestinidade.


Autores como o francês Agustín Barruel (1741-1820), a britânica Nesta Helen Webster (1876-1960) ou o canadense William Guy Carr (1895-1959) vincularam a ordem com eventos como a Revolução Francesa de 1789, as Revoluções em vários países europeus de 1848, a Primeira Guerra Mundial ou a Revolução Bolchevique, de 1917.


Há até quem diga que os fundadores dos Estados Unidos eram membros da ordem e que o Federal Reserve, o banco central americano, foi criado para ajudar a cumprir os objetivos de dominação global da organização.


Nas últimas décadas, apareceram referências aos Illuminati em obras como a trilogia satírica de ficção científica The Illuminatus (1975), de Robert Shea e Robert Anton Wilson, ou Anjos e Demônios (2000), de Dan Brown, assim como nas letras de alguns artistas da cena hip hop.


Tudo isso fez com que os Illuminati se transformassem em protagonistas de várias teorias conspiratórias que se alastraram pela internet, onde é possível encontrar milhares de páginas dedicadas à ordem.



'Loucura'



"É uma loucura que hoje em dia existam pessoas que acreditem na existências dos Illuminati", disse o escritor e historiador americano Mitch Horowitz.


"Os cidadãos têm preocupações legítimas sobre como funcionam os poderes políticos e econômicos, mas, em vez de canalizar estas preocupações de forma eficaz para que haja mais transparência, alguns preferem acreditar em histórias de fantasia sobre uma organização que deixou de existir há mais de 200 anos", disse ele à BBC Mundo.


De acordo com Horowitz, "há escritores e jornalistas que contribuem com a paranoia em torno dos Illuminati e as pessoas se deixam convencer porque é interessante pensar que existe um grupo secreto que domina o mundo".


"Se estudarem o que realmente eram os Illuminati, perceberiam que se tratava de uma organização política cujos ideais estavam baseados em uma sociedade mais justa e que gostavam da iconografia relacionada com o mundo do oculto", afirmou.


Para Horowitz, devido ao mistério que tem para o público, muitos artistas gostam de usar um pouco desta iconografia em seus clipes. 


"Os músicos entendem a atração e usam símbolos como o pentagrama, o obelisco ou o olho que tudo vê, mas isto não os converte em membros de uma sociedade secreta."



'Sociedades interconectadas'


Entre os que acreditam na existência dos Illuminati está o escritor americano Mark Dice, autor de um livro sobre a suposta ordem.


"Com certeza os Illuminati estão cercados de fantasias, mas quando se separa a realidade da ficção, acredito que há provas que demonstram que é um grupo real que continua existindo hoje em dia", disse o escritor à BBC Mundo.


Dice disse que, depois da dissolução em 1785, "os Illuminati continuaram operando através de várias sociedades secretas interconectadas como o Grupo de Bilderberg (conferência anual privada que reúne cerca de cem líderes políticos dos EUA e Europa) ou o Conselho de Relações Exteriores (centro de estudos baseado nos Estados Unidos)".


"Estas organizações compartilham os objetivos dos Illuminati, seus métodos de funcionamento, seus símbolos e terminologia", afirmou.


Segundo Dice eles não precisam usar o nome Illuminati pois "eles sabem quem são e o que estão fazendo".
"Nos últimos anos, o Grupo de Bilderberg foi exposto, já que com a internet não é fácil ser um grupo secreto."


Para Dice, os meios de comunicação podem ser culpados por este segredo ter ficado tanto tempo escondido.


"Como não é de interesse público que a cada ano cem das pessoas mais poderosas do planeta se reúnam em um hotel, cercados de guardas armados, para conversar sem microfones sobre como querem influir no futuro do planeta?"


O escritor garante que os Illuminati querem "criar um governo global de inspiração socialista" e "usam artistas de fama global para promover sua causa".


Dice tem centenas de milhares de seguidores no Facebook e YouTube.



Culpa da internet?



Jesse Walker, autor do livro The United States of Paranoia ("Os Estados Unidos da Paranoia", em tradução livre), afirma que a "internet foi fundamental para potencializar e propagar o fenômeno dos Illuminati".


"Hoje são vinculados com todo tipo de teorias, tanto por grupos de extrema-direita como de extrema-esquerda, que os usam segundo a própria conveniência", explicou Walker em entrevista à BBC Mundo.


O escritor disse ainda que, nos últimos anos, alguns artistas como o rapper Jay-Z incluíram pequenas referências aos Illuminati em suas aparições públicas para se divertir, alimentando ainda mais as teorias de conspiração que vinculam a ordem também à industria do entretenimento.


"Teorias de conspiração são uma parte intrínseca da psique humana. Somos criaturas que buscam padrões para dar um sentido ao mundo que nos cerca. Se há lacunas em uma história, temos que buscar explicações."


Walker lembra que há "motivos reais para medo ou ansiedade, já que, algumas vezes, algumas teorias conspiratórias se mostram certas, como no caso do escândalo das escutas da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA), ou quando é revelado que algum político está recebendo subornos".


"Mas quando se combina o medo com a busca de padrões, surgem teorias como a dos Illuminati".


Mas, para o escritor, o problema é que "muitos não têm conhecimento suficiente para diferenciar o que é real do que não é".




 Fonte: IG

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Inscrições enigmáticas em caverna podem ter ligação com os Cavaleiros Templários



A misteriosa origem da caverna de Royston, no Reino Unido, descoberta acidentalmente em 1972, assim como as inscrições insólitas e talhas sobre seus muros, é um enigma para os arqueólogos há mais de 250 anos. Até hoje, não é possível saber quem a ocupou nem o seu objetivo.


As talhas têm forte apelo religioso e representam diversos santos, entre os quais se destacam Santa Catarina e também a Sagrada Família e a Crucificação. Apesar de a análise científica ter sido bastante difícil por causa do estado de conservação, suspeita-se que as talhas tenham até 800 anos de antiguidade. 


Entre as principais hipóteses, considera-se a possibilidade de a caverna ter sido utilizada pelos Cavaleiros Templários – uma das inscrições mostra dois cavaleiros montados, o que poderia ter ligação com o símbolo dos Templários. 


Outra versão, e de grande popularidade, indica que a caverna teria servido de armazém para os monges da Ordem de Santo Agostinho. Entre as teorias menos prováveis, embora possíveis, há uma que diz que a caverna já existia no período neolítico e teria sido uma mina sílex, um tipo de rocha, há 5 mil anos.





Fonte: History

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Poro: descubra alguns mistérios desta rigorosa sociedade secreta africana





Poro é uma sociedade secreta masculina — pense em uma espécie de maçonaria africana — cuja influência é muito forte em países como a Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim e Guiné. Sua origem está associada com a cultura dos povos mandê, que chegaram à África Ocidental há mais de mil anos.


Atualmente, a Poro é responsável por governar a população nativa e regulamentar as atividades políticas, sociais e culturais de seus membros. 
A organização conta com poder suficiente para impor suas leis e códigos mesmo contra a vontade dos integrantes com menos poder de decisão e dos governantes tradicionais, e são seus chefes quem decidem sobre questões relacionadas com a fertilidade na agricultura e o treinamento militar.


Contudo, seu principal papel é religioso, e um dos objetivos da Poro é o de controlar os espíritos e garantir que sua intervenção nos assuntos dos homens seja benéfica. 
Depois de aceitos pela sociedade, os novos membros são introduzidos a segredos religiosos e aos poderes da bruxaria. Os integrantes são proibidos de revelar o conhecimento que recebem durante as reuniões e rituais. Quem não obedecer às regras pode ser condenado à morte. 

Reuniões


Devido ao voto de segredo que os membros devem fazer ao serem aceitos na Poro, não existem muitos detalhes sobre o que acontece durante as reuniões, mas sabe-se que essa sociedade é estruturada em hierarquias e conta com dialetos, rituais, marcas e símbolos próprios. 
Além disso, os encontros geralmente ocorrem durante a estação seca — entre outubro e maio — em locais sagrados das florestas próximas aos vilarejos.


Durante as reuniões que ocorrem nos lugares sagrados, os membros costumam discutir assuntos relacionados com a comunidade, e tais encontros são proibidos para quem não é membro. As cerimônias são presididas por um chefe — uma espécie de Grão Mestre — trajando roupas e acessórios ritualísticos.


O traje cerimonial costuma ser composto por uma grande máscara ou adorno para a cabeça feito de madeira e um cajado, e essas peças frequentemente são enfeitadas com crânios e outros ossos humanos, pertencentes a antigos líderes do grupo. 
Além disso, o chefe se dirige ao grupo falando através de um longo tubo de madeira que distorce sua voz. Em algumas regiões, mulheres e crianças podem comparecer às reuniões, mas, nessas ocasiões, o chefe não aparece com os apetrechos ritualísticos. 

Estrutura e ritual de passagem


Existem três níveis de hierarquia na organização, sendo que o primeiro deles corresponde aos chefes, o segundo aos sacerdotes ou feiticeiros e o terceiro aos demais membros do grupo. 
Os integrantes da Poro são responsáveis por organizar o ritual de passagem que prepara meninos e adolescentes para a vida adulta, e esse rito envolve passar alguns dias em isolamento em um acampamento na floresta.


Durante esse período, os meninos recebem ensinamentos morais através de canções tradicionais e histórias que enfatizam valores como solidariedade e respeito pelos mais velhos. 
Além disso, os meninos que ainda não forem circuncisados passam por esse procedimento no início da reclusão e recebem um nome Poro. Ao final do ritual de passagem, os participantes são submetidos a uma série de testes e experiências para provar sua masculinidade.


Antigamente, os meninos também recebiam o sinal da sociedade secreta nas costas e ombros através de cortes ritualísticos que deixavam cicatrizes, mas essa prática está caindo em desuso. 
Já para que um integrante se torne mestre, é necessário pagar uma taxa, assim como passar por um período de treinamento no uso de poções medicinais e passar por um ritual de iniciação realizado por alguém que já ocupe a posição de chefe. 

Só para mulheres também

Assim como a Poro, em Serra Leoa também existem as sociedades secretas Yassi e Bundu, que são reservadas apenas para mulheres. Para fazer parte da Yassi — que permite a presença de membros da Poro em algumas cerimônias —, as integrantes precisam necessariamente fazer parte da Bundu primeiro, que é exclusivamente feminina. Na Libéria, essa sociedade secreta estritamente feminina recebe o nome de Sande.


Em alguns países, a Bundu e a Sande tiveram que reformular algumas de suas práticas para acomodar as exigências da sociedade atual, mas, mesmo assim, elas continuam exercendo forte influência nas áreas onde se encontram e suas proibições são estritamente respeitadas. 


Com respeito aos rituais de passagem envolvendo as sociedades secretas femininas, durante o período de reclusão, as meninas aprendem sobre rituais religiosos e podem passar por algum tipo de mutilação genital, mas essa prática — por sorte — está deixando de ser seguida em algumas regiões.



sexta-feira, 21 de março de 2014

10 Estranhas e obscuras sociedades secretas



As sociedades secretas, como os Illuminati e os maçons sempre parecem ter o centro das atenções.


No entanto, um bom número de grupos menos conhecidos têm as suas próprias histórias estranhas para contar que os tornam tão interessantes quanto os seus colegas mais famosos.


Conheça aqui outras 10 sociedades secretas estranhas e obscuras que não são tão conhecidas, mas que são igualmente, ou ainda mais, bizarras.



10. A Ordem de Chaeronea 




A batalha de Chaeronea em 338 AC viu a derrota do Batalhão Sagrado de Tebas, uma antiga unidade de combate grego de elite composta por 150 soldados e pelos seus amantes masculinos.


Anos mais tarde, em 1899, Chaeronea emprestou o seu nome a um relacionado, mas muito diferente grupo da Ordem dos Chaeronea, uma organização política inglesa para homens gays.


Cecil Ives fundou o grupo como um meio para comunicar-se sem medo de perseguição. Ele modelou a ordem como uma verdadeira sociedade secreta, com a elaboração de cerimônias e senhas para os seus membros.


Muitos intelectuais gays proeminentes juntaram-se - Oscar Wilde teria sido um membro. A organização espalhou-se por todo o mundo, permitindo a Ives promover os direitos dos homossexuais por meio de livros e inúmeras palestras.


A ordem tornou-se um precursor moderno para as organizações de direitos do século 20. Depois da morte de Ives, o movimento perdeu fôlego, ganhando força novamente durante a década de 1990, especialmente nos EUA, e inspirando várias ramificações.



9. Os Cavaleiros do Apocalipse





Este grupo foi formado em 1693 para proteger a Igreja Católica contra a suposta vinda do Anticristo. Membros eram conhecidos pelos seus hábitos peculiares, como levar espadas para o trabalho e vestir roupas com uma estrela elaboradamente desenhada no peito.


O estranho comportamento da sociedade poderia ter sido fomentado pelo próprio fundador, o filho de um comerciante de nome Agostino Gabrino. Um homem comprovadamente insano, Gabrino era conhecido por ter interrompido duas massas da igreja agitando uma espada e proclamar que ele era o "Rei da Glória".


Na fundação de seu grupo, ele se declarou um "Monarca da Santa Trindade" e concebeu um conjunto bizarro de regras para os seus cavaleiros, que incluíam a prática da poligamia e casamento exclusivo com virgens.


Um ano depois do grupo começar, um cavaleiro traiu a sua existência à Inquisição. A ordem foi dissolvida, e seus cavaleiros foram lançados à prisão.



8. A Ordem da Mão Oculta





Este grupo teve apenas um objetivo. Os seus membros inseriram uma particular frase "era como se uma mão oculta tivesse feito", em jornais e outras publicações. O grupo teve o seu início quando Joseph Flandres, um repórter do Charlotte News, inocentemente usou a frase num relatório.


Os seus amigos gostaram tanto do texto que conspiraram copiá-lo o mais rápido possível. Em breve, outros repórteres e jornalistas de todo o mundo começaram a usar a frase em suas próprias histórias. A conspiração foi desfeita em 2004, quando James Fanega, repórter do Chicago Tribune, conseguiu rastrear os autores e listar as publicações onde se tinham infiltrado.


No entanto, o grupo recuperou em 2006, quando o líder Paul Greenberg e os principais membros anunciaram que tinham escolhido uma nova frase para continuar a tradição. Até agora, ninguém conseguiu descobrir a nova frase, que afirma Greenberg já apareceu em muitos dos principais pontos de venda.



7. Clube da Cabeça do Bezerro





Logo após a execução do rei Charles I em 1649, os seus adversários formaram o Clube da Cabeça do Bezerro para zombar a sua memória. Os membros reuniam uma vez por ano, a 30 de janeiro, aniversário da execução e celebravam um jantar muito bizarro, com um machado simbólico pendurado por cima da sala de jantar.


O próprio menu inclui cabeças de bezerros (que representava o escritório e os apoiantes do rei), uma cabeça de bacalhau (que representava o próprio rei), e um grande pique e a cabeça de javali recheado com um pique menor e uma maçã, respectivamente (que representava a tirania do rei).


Os membros tinham o seu próprio hino, que elogiava a morte do rei, e brindavam com vinho em copos feitos de crânios da panturrilha. Eles também queimaram uma cópia da autobiografia do rei. Após a restauração da monarquia em 1660, o clube teve que atender secretamente.


O clube finalmente chegou ao fim em fevereiro de 1735, quando uma multidão invadiu uma reunião e quase linchou vários membros.



6. Os Arioi





Os Arioi eram uma sociedade secreta que existiu no Tahiti bem antes dos europeus encontrarem o caminho para a ilha. O grupo era dedicado ao culto do seu patrono Oro, e viajou extensivamente em busca de novos recrutas. Para atrair novos candidatos, os membros fizeram elaboradas danças rituais.


Qualquer um poderia pedir para entrar, mas apenas o mais bonito e belo acabara a ser selecionado, uma vez que a sociedade ligava beleza à proeza espiritual. Os membros tinham que memorizar os seus rituais perfeitamente para serem reconhecidos, caso contrário, eles eram ridicularizados sem piedade.


Além disso, a sociedade pregava um estilo de vida muito livre, como evidenciado por alguns dos seus rituais que enfatizava relações intimas. O seu comportamento evidentemente enojou os missionários cristãos designados para o local.


Entre os seus hábitos os Ariori não permitiam o nascimento de crianças, uma vez que isso interferiria com os deveres dos membros. Eles rotineiramente abortavam os bebês. Os pais cujos filhos sobreviviam eram rebaixados no seio da sociedade. O proselitismo cristão, eventualmente, pôs fim aos Arioi por volta do século 19.



5. O Gado Escocês





Em resposta a condições de trabalho injustas, os mineiros galeses na década de 1820 formaram uma união secreta chamada de Gado Escocês, em honra da raça temível de gado das montanhas. Cada cidade mineira na região teve a sua próprio facção, liderado por um líder chamado de "O Touro".


Juntos, os membros intimidaram e atacaram quem se opunha à sua causa. Os seus alvos não eram limitados a patrões opressores. O grupo normalmente enviava primeiro uma carta de advertência para o ofensor. Se fosse ignorado, os membros com rostos enegrecidos e vestidos com peles de vaca invadiam a casa do homem à meia-noite e destruíam a sua propriedade.


Às vezes, os membros também espancavam o homem, antes de sair. O grupo pintava sempre a cabeça de um touro vermelho na porta da frente do vitima. O grupo secreto continuou as suas operações até à década de 1840, quando os sindicatos mais organizados tomaram o seu lugar.



4. A Ordem do anjo pavão





Essa sociedade secreta inicialmente formada na Grã-Bretanha na década de 1960, baseia-se nas antigas crenças religiosas dos Yezidis - um grupo que tem enfrentado acusações de adoração ao diabo de muçulmanos e cristãos.


O grupo realmente adorava Melek Taus, o Anjo Pavão, representado por qualquer uma estátua de pedra de um pavão ou por um pássaro de verdade. Os membros acreditam que o anjo pavão tem o poder de responder às orações e reverenciam-no em conformidade.


A sua sala de reunião é normalmente preenchida com imagens sagradas do Anjo Pavão, o próprio altar está colocado no meio e contém o principal símbolo de veneração. Os membros muitas vezes fazem uma dança ritual lenta ao redor do altar, enquanto eles silenciosamente expressam os seus desejos.


A dança leva gradualmente a um ritmo frenético enquanto aumenta o fervor religioso. Ele termina em total êxtase, com os membros satisfeitos já estão preenchidos com o poder divino do Anjo Pavão, acreditam os membros.



3. A Sociedade do Leopardo





Embora tivesse adeptos na África Oriental, a sanguinária Sociedade do Leopardo prosperou principalmente nos países do Oeste Africano como a Nigéria e Serra Leoa. Os membros deste culto envolviam-se em rituais de sacrifício humano e canibalismo.


Vestidos com uma pele de leopardo e armado com garras de metal afiadas e dentes, os membros emboscavam e espancavam uma vítima incauta até à morte. Depois disso, o homem leopardo recolhia o sangue da vítima e usava-o para fazer uma poção que ele acreditava que dar-lhe poderes sobrenaturais.


Depois de uma onda de assassinatos após a I Guerra Mundial, as autoridades coloniais na Serra Leoa e Nigéria erradamente pensaram que tinham suprimido com sucesso o culto. A Sociedade do Leopardo voltou a emergir depois da Segunda Guerra Mundial, matando mais de 40 pessoas.


Os moradores recusaram fornecer qualquer informação sobre o culto, porque acreditavam na invulnerabilidade dos homens-leopardo. Só depois das autoridades conseguirem matar um membro em 1948 em frente a várias testemunhas as pessoas expressaram a sua vontade de ajudar.


Essa descoberta permitiu às autoridades encontrar o esconderijo do culto, prender 34 membros e enforcar outro 39. Para espalhar a história de que os membros eram apenas humanos, as autoridades permitiram a vários chefes locais ver as execuções.



2. Os Bald Knobbers





Este grupo de vigilantes secreto surgiu em resposta à criminalidade desenfreada e ilegalidade que assolou o sudoeste do Missouri após a Guerra Civil. Liderados pelo seu fundador, um veterano desmedido chamado Nat Kinney, os Bald Knobbers de Taney Count passou a tomar a lei nas suas próprias mãos.


Vestindo casacos ao contrário e ostentando estranhas máscaras com chifres, os Bald Knobbers empregaram táticas de mão pesada como chicotadas, espancamento e até assassinando suspeitos de crimes. Eventualmente, alguns Bald Knobbers começaram a usar os seus membros para proteger as suas próprias atividades criminosas.


A notoriedade do grupo atingiu o pico em 1887, quando eles mataram dois críticos e feriram as suas famílias. As autoridades prenderam 20 membros e executado outros quatro. Um ano depois, Kinney - que já havia deixado o grupo antes dos tiroteios - foi morto por um adversário da organização.


Apesar de pequenos conflitos continuarem a existir depois disso, os Bald Knobbers haviam efetivamente chegado ao seu final por volta de 1889.



1. O Secte Rouge





De acordo com Zora Neale Hurston, um autor Africano-Americano que viajou para o Haiti em 1930, o Secte Rouge - também conhecido como Cochon Gris ou Vinbrindingue - era uma sociedade secreta que praticava o canibalismo ritual e o roubo de túmulos.


Embora ela tivesse nenhuma experiência em primeira mão com a sociedade, ela teve três encontros indiretos com o culto. O primeiro ocorreu em 1936, quando ouviu uma batida ímpar de tambores tarde na noite. Ela queria sair para investigar, mas a sua governanta avisou para ficar dentro de casa, ou arriscava a ira do culto.


A segunda vez aconteceu quando ela questionou um homem queimando pneus perto da casa dela. O homem explicou que a fumaça de pneu era para deter os membros da seita de sequestrar o seu filho. Finalmente, ela viu milicianos numa operação secreta para reprimir um grupo desconhecido numa área remota da ilha.


Tudo isso, além de relatos de moradores locais que juraram a existência do grupo, pintou o retrato de um culto sanguinário que se reuniu à noite num cemitério e envolveu-se em rituais macabros, incluindo sequestrar viajantes para sacrifícios humanos.



Bonus: Os Skoptsy





Em linha com alguns dos rituais mais loucos jamais realizados em nome da religião, os Skoptsy da Rússia castravam-se a si mesmos na crença de que isso os levaria à salvação.


Fundada em meados do século 18 por dois camponeses de nome Andrei Ivanov e Kondratii Selivanov, o Skoptsy acreditavam que os órgãos genitais e os seios só apareceram depois de Adão e Eva comerem o fruto proibido e, por conseguinte , estes órgãos devem ser removidos para se viver uma vida perfeita.


Pouco tempo após a fundação do grupo, as autoridades prenderam os dois líderes e exilado para a Sibéria. Selivanov conseguiu escapar e viajou para São Petersburgo, onde se intitulou o Messias e disse ser a reencarnação do czar Pedro III. A sua pregação atraiu muitos seguidores.


Ele também atraiu atenção renovada por parte das autoridades, que o prenderam várias vezes e, finalmente, enviaram para um mosteiro. A prisão de Selivanov e posterior morte não fez nada para diminuir o crescimento da seita.


No seu auge, os Skoptsy incluíram mais de 100 mil membros, chegando mesmo a ter membros da elite russa. Após a revolução comunista, os números da seita diminuíram drasticamente. Hoje, estima-se que existam pouco mais de 100 membros, a maioria localizada no berço da seita. 




terça-feira, 30 de julho de 2013

Polêmico acampamento secreto reúne poderosos nos EUA

 Reunião com ex-presidente Ronald Reagan (dir.) e Richard Nixon (esq.), sentados


Como em todos os meses de julho há mais de um século, alguns dos homens mais ricos e influentes dos Estados Unidos estão reunidos no acampamento Bohemian Grove, perto da cidade de Monte Rio, no norte da Califórnia.


O encontro, que é fechado à imprensa, dura duas semanas e é o ponto alto do ano para os integrantes do Bohemian Club, uma instituição privada para homens fundada em São Francisco, em 1872.


Entre os integrantes há intelectuais, vários ex-presidentes dos Estados Unidos e influentes senadores, deputados, acadêmicos e altos executivos das maiores empresas e instituições financeiras do país.


Acredita-se que o Projeto Manhattan, que levou à criação da bomba atômica, tomou forma no Bohemian Grove, durante uma reunião em 1942.


De acordo com o porta-voz do clube, Alex Singer, o evento é apenas uma reunião em que os sócios e seus convidados – entre os quais, como em todos os anos, figuras de destaque internacional – desfrutam da natureza e de uma série de atividades culturais que incluem concertos, peças de teatro, recitais e palestras sobre assuntos da atualidade.


Peter Phillips estuda confraria há mais de 20 anos e já teve acesso ao acampamento secreto nos EUA

Mas o forte esquema de segurança e sigilo vêm tornando o encontro alvo de protestos de muitos grupos de ativistas, que questionam a legitimidade do Bohemian Grove por reunir funcionários do governo e representantes do mundo corporativo a portas fechadas.


O acampamento também tem gerado uma série de teorias da conspiração (algumas mais prováveis do que as outras) que asseguram que os "bohos", como são chamados os sócios do clube, trabalham para estabelecer uma nova ordem mundial e celebram rituais pagãos com conotações satânicas.


Origens e características

 

Peter Phillips, professor de sociologia política da Universidade de Sonoma, na Califórnia, pesquisa as atividades do Bohemian Club há mais de 20 anos. Para sua tese de doutorado entrevistou muitos de seus membros, e acabou convidado a passar vários dias no acampamento de verão do grupo.


Em meio à floresta, local onde membros da confraria se reúnem é cercado de segurança e sigilo


Ele explica que a confraria tem entre 2.500 e 3 mil sócios (embora o número exato e os nomes dos integrantes do clube nunca tenham sido divulgados). A lista de espera pode durar entre 15 e 20 anos, e não é de se surpreender que tornar-se um "boho" tenha seu preço: entrar no seleto grupo custa nada mais nada menos do que US$ 25 mil (R$ 56 mil).


Fundado por um grupo de jornalistas, artistas e músicos, o Bohemian Club começou a aceitar empresários e homens de negócios com o passar do tempo para financiar suas atividades culturais.


  
Símbolo de sabedoria, a coruja é usada também como talismã dos membros do Bohemian Club


O especialista diz que atualmente o clube conta com os 200 maiores doadores do Partido Republicano e diretores das cem maiores empresas americanas.


Figuras de destaque já passaram pela confraria, entre eles os escritores Mark Twain e Jack London, os multimilionários William Randolph Hearst e David Rockefeller e políticos conservadores de reputação nacional, como Dwight Eisenhower, Ronald Reagan, Henry Kissinger, George Bush e seu filho George W. Bush, Dick Cheney e Donald Rumsfeld.


Neste ano, a lista inclui nomes como o ex-general do Exército americano Stanley McChristal, o famoso comediante Conan O'Brien, o presidente da Universidade de Stanford, John Hennessey, o ex-presidente da Intel, Paul Otellini, e o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga.


Curiosidades e polêmicas

 

Phillips diz que os participantes dividem-se em cerca de 120 acampamentos, que vão desde chalés com bastante conforto até alojamentos mais simples, com banheiros e chuveiros compartilhados.


Em meio à floresta, as instalações contam ainda com três teatros ao ar livre, um restaurante, um pequeno museu de história natural e mais de cem pianos.


O clima é de festa e há muita bebida o tempo todo, conta o estudioso, relembrando outro aspecto essencial do evento: a preferência de seus sócios por urinar ao air livre, nas árvores, constantemente.


Há polêmica em torno de uma das tradições do grupo, chamada "Queima das Preocupações". O ritual ocorre no primeiro fim de semana do acampamento, quando um grupo de homens segurando tochas e vestidos com togas e com as cabeças cobertas coloca fogo em uma efígie coberta por um manto diante de uma estátua de uma coruja com mais de 12 metros de altura.


O ritual foi gravado pelo jornalista americano Alex Jones, um dos principais críticos do evento.


Relatos de funcionários do acampamento apontam ainda que muitos de seus participantes, a maioria homens de meia idade, brancos e de classe média alta, gostam de se disfarçar de mulher – sobretudo para representar papéis femininos nos espetáculos, já que só homens podem participar da confraria.

Decisões

 

A ativista californiana Mary Moore vem liderando protestos contra o evento há mais de 30 anos. Para ela, o problema mais grave é que algumas das ideias que circulam durante o acampamento acabam convertendo-se em políticas reais.


A ativista Mary Moore organiza protestos anuais diante do acampamento há mais de 30 anos


"Em 1981, ao analisar a lista de sócios e convidados, nos demos conta de que os principais membros da indústria militar estavam lá (...) E foi neste ano que o secretário da Defesa do presidente Ronald Reagan, Caspar Weinberger, deu a palestra intitulada 'Rearmando os EUA' (...) Pouco depois o governo Reagan lançou a Iniciativa de Defesa Estratégica que desencadeou uma carreira armamentista", diz.


"O que se faz no Grove é se embebedar, mas é óbvio que também são feitos negócios e política. Estamos usando o Grove como um exemplo. O que queremos é que as pessoas se deem conta de como funciona o mundo da política e das altas finanças. Que vejam como o que é discutido a portas fechadas afeta a todos", acrescenta Moore.



Fonte: BBC

sábado, 22 de junho de 2013

As reuniões fechadas do Clube de Bilderberg




No começo deste mês, aconteceu a reunião anual do clube de Bilderberg, um grupo internacional que reúne as pessoas mais poderosas e influentes do mundo, vinculadas à política, economia e mercado financeiro. 


O encontro, apontado por opositores como uma reunião onde ocorrem pactos secretos para o "domínio mundial", teve a participação de aproximadamente 140 pessoas e aconteceu em um luxuoso hotel, em Hertfordshire, no Reino Unido.



O encontro é realizado anualmente em localidades variadas. Não são feitos registros em ata e tampouco se sabe o que é discutido e quais decisões são tomadas. Todo esse silêncio acaba, obviamente, provocando teorias da conspiração. 



De acordo com o jornalista David Ike, que há anos investiga este clube, na agenda de discussões estão temas como um acordo político para tratar do tema da vida extraterrestre e viagens espaciais. Ike também tem se encarregado de divulgar assuntos como a "carta dos Anunakis" - grupo de divindades a quem os sumérios creditavam o seu conhecimento - e também a seita Iluminati. 



A ligação dos integrantes do Bilderberg com estas especulações ganha ainda mais força diante de reuniões tão sigilosas entre pessoas de tanta influência no nosso mundo atual.



O nome Bilderberg é geralmente reconhecido como o local em que ocorreu a primeira reunião oficial em 1954 - o Hotel de Bilderberg em Oosterbeek, na Holanda.




Fonte: The History Channel
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