sábado, 7 de julho de 2012
Cientista imagina forma de vida alienígena alternativa
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Vamos contatar com extraterrestres nas próximas duas décadas, dizem especialistas norte-americanos
Astrônomos e astrofísicos portugueses consideram a previsão exagerada.
Há ou não vida fora do nosso planeta? Ainda não se sabe. Mas atualmente temos as melhores condições para detectar esta possibilidade e também para contatar com extraterrestres, algo pode acontecer nas próximas duas décadas.
Neste momento, o SETI continua à procura de sinais de vida extraterrestre e a maneira como o faz é procurar “quase aleatoriamente no céu”, na esperança de detectar o tal sinal, refere o astrónomo português.
As missões de detecção de planetas, como o KEPLER, explica, têm ainda “um problema sério” que reside no fato da grande maioria das suas detecções serem ainda “apenas candidatos” a planetas.
De acordo com o especialista, “é essencial para o SETI que se identifique os planetas que se encontram na zona habitável, para aumentar significativamente a probabilidade de encontrarem o tal sinal”.
José Manuel Afonso, do Centro de Astronomia e Astrofísica, Universidade de Lisboa, também considera “bastante exagerada” a previsão de que haverá um contato com vida extraterrestre em duas décadas.
“Aí passaremos a estar interessados em descobrir sinais de vida, o que de fato poderemos conseguir nos próximos 20 anos. Contudo, o salto para a descoberta de vida inteligente e capaz de comunicar connosco é enorme”, sublinha o investigador do Observatório Astronómico de Lisboa.
“Se os astrofísicos aceitam que a vida poderá ser comum no Universo, isso não nos diz nada sobre a existência de vida inteligente no Universo. E o tempo que demorará a descobrir isso será, quase certamente, muito maior”, conclui.
sábado, 23 de junho de 2012
Cientistas acham vestígios de água em meteoritos que vieram de Marte
Segundo o autor Francis McCubbin, atualmente na Universidade do Novo México, as evidências não impactam apenas o que se sabe sobre a história geológica de Marte, mas também têm implicações na forma como a água chegou à superfície do planeta. Os dados levantam, ainda, a hipótese de que Marte poderia abrigar vida sustentável.
Os cientistas analisaram os chamados meteoritos shergottite, bastante jovens e originados por um derretimento parcial do manto marciano, camada abaixo da crosta, que se cristalizou na superfície e abaixo dela.
Esses fragmentos de rocha vieram para a Terra há aproximadamente 2,5 milhões de anos e dizem muito sobre os processos geológicos enfrentados pelo planeta vermelho.
Segundo o pesquisador Erik Hauri, os dois meteoritos têm histórias muito diferentes, pois um deles foi submetido a uma considerável mistura de elementos em sua formação, enquanto o outro não.
Foram medidas as quantidades de água no mineral apatita e se achou pouca diferença entre as rochas, apesar dos elementos distintos.
Estima-se que a fonte do manto marciano de onde as rochas partiram continha entre 70 e 300 partes por milhão de água. A título de comparação, o manto superior na Terra contém de 50 a 300 partes por milhão de água.
Hauri diz que os vulcões podem ter sido o principal veículo para obtenção de água na superfície de Marte. McCubbin conclui: "Essa pesquisa não só explica como o planeta adquiriu água, mas também observa como age o mecanismo de armazenamento de hidrogênio que ocorre em todos os planetas terrestres no momento de sua formação”.
Fonte: G1
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Nova tentativa de encontrar alienígenas termina sem resultados
A busca por vida no espaço é fundamentalmente um jogo de tentativa e erro, e por isso os resultados não frustraram a equipe. Recentemente, o interesse nessas buscas direcionadas cresceu conforme se tornaram um método comum para procurar alienígenas.
Os astrônomos atualmente estimam que cada estrela hospeda, em média, 1,6 planeta, o que os leva a crer que ainda há bilhões de corpos celestes no espaço.
Alguns astros, porém, abrigam planetas em sua órbita a uma distância ideal para que a atmosfera não seja nem muito quente e nem muito fria para haver água, o que estabelece condições básicas para a vida.
A Gliese 581 é uma anã vermelha a cerca de 20 anos luz da Terra e é uma candidata interessante a servir de alvo para as o programa de Buscas por Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês). A estrela tem seis planetas, dois dos quais são "Superterras".
Por isso, os astrônomos do Centro Internacional de Pesquisas Astronômicas da Universidade de Curtin, Austrália, usam técnicas de ondas de rádio de alta resolução para buscar sons emitidos no espaço.
O método de interferometria usado pelos cientistas consiste no uso de vários telescópios, um distante do outro, combinando cuidadosamente seus sinais para que eles atuem como se fossem um único grande e poderoso aparelho, observando um ponto no espaço.
A equipe observou o Gliese 581 por oito horas, ouvindo os sons em várias frequências. O resultado, porém, foi o silêncio, mas a experiência ao menos serviu como atestado de que a técnica da interferometria é particularmente viável para esse tipo de busca focalizada.
"Considerando o fato de que poderíamos ter, por exemplo, olhado para a Terra por bilhões de anos, só teríamos achado vida inteligente se tivéssemos observado nos últimos 70 anos, e bem de perto. Isso porque é um planeta que está na zona habitável, tem oceanos líquidos, atmosfera", disse, concluindo ao dizer que o fato de não ter encontrado vida em um sistema solar não quer dizer que não haja alienígenas em outros.
Fonte: Estadão
sábado, 2 de junho de 2012
Paradoxo de Fermi: por que não encontraremos os ETs?
Outras possibilidades
terça-feira, 15 de maio de 2012
Superfície de Plutão talvez tenha moléculas orgânicas
sábado, 12 de maio de 2012
Glóbulos são encontrados dentro de meteorito marciano
O professor Chandra Wickramasinghe adicionou que os resultados não foram causados por contaminação na Terra e afirmou que “é impossível compreender como partículas ricas em carbono, de tamanhos e formas tão uniformes, possam ter entrado em uma matriz rochosa se não fossem relíquias de alguma espécie de alga“.
“Parece irônico que a ponta da mudança de um paradigma que resiste por muito tempo dependa de uma observação trivial. Mas situações similares são bem documentadas na história da ciência. A evidência acumula contra o paradigma reinante sem efeito, até que uma única nova observação vira o jogo. Mais cedo, ou mais tarde, os fatos irão prevalecer contra o preconceito. No presente caso, nossos estudos do novo meteorito marciano Tissant podem finalmente declarar que Marte não é um planeta morto.“
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Hipóteses de existência de vida extraterrestre não passam de suposições
Todas as hipóteses de existência de vida extraterrestre fora do nosso sistema solar baseiam-se somente no otimismo de seus autores, afirma o professor Edwin Turner, astrofísico da Universidade de Princeton.
Cientistas sugerem plano mundial para combater extraterrestres violentos
terça-feira, 17 de abril de 2012
A prova de que há vida em Marte?
Cientista está propondo que dinossauros inteligentíssimos surgiram em outros mundos
Telescópio Kepler da NASA examina os céus para encontrar “mundos habitáveis” – mas um químico americano sugeriu que o projeto como um todo, é uma péssima ideia.
Ronald Breslow sugere que as formas de vida baseadas em aminoácidos e açúcares pode não ser a mesma, dando origem a dinossauros ferozes que evoluíram para possuir inteligência humana e tecnologia avançada.
“Seria melhor para nós que não os conhecêssemos”, disse Breslow, afirmando que foi um golpe de sorte o grande asteroide ter caído no planeta, deixando o campo livre para que mamíferos prosperassem, bem como nós, os humanos.
Em outros mundos, os dinossauros poderiam ter evoluído em enormes animais inteligentes com grande potencial de ataque, verdadeiros “guerreiros” armados com equipamentos tecnológicos – mas sem perder sua enorme fome de carne fresca.
“Mostrar como isso poderia ter acontecido não é tão simples. Uma implicação deste trabalho é que em outras partes do Universo possa haver formas de vidas baseadas em apenas D-aminoácidos e L-açúcares”, comenta o pesquisador.
E ele continua: “Essas formas de vida poderiam muito bem ser versões avançadas de dinossauros. Nós os mamíferos tivemos sorte pela queda do asteroide”.
Nos relatórios observados, Ronald Breslow que possui Ph.D., discute o mistério secular da razão pela qual os blocos de construção terrestres serem os aminoácidos (que formam as proteínas), açúcares e o DNA e RNA (materiais genéticos que existem principalmente em uma orientação ou forma definida).
Para existir a vida, proteínas, por exemplo, precisam conter apenas uma forma quiral de aminoácidos, para esquerda ou para direita.
Com exceção de algumas bactérias, os aminoácidos em toda a vida na Terra têm orientação para a esquerda. A maioria dos açúcares tem uma orientação para a direita. Como essa homoquiralidade predominante pode ocorrer?
Breslow descreve evidências que apoiam a ideia de que os ácidos aminados incomuns transportados para a Terra através de meteoritos há 4 bilhões de anos, estabeleceu o padrão da forma dos aminoácidos com a geometria levógira, o tipo de proteína terrestial, bem como os padrões dextrógiro dos açúcares no DNA.
Segundo o pesquisador, os aminoácidos poderiam ter formado uma conformação espacial diferente, dando origem a outros animais inimagináveis, com propriedades incríveis e jamais pensadas em outros locais nos confins do Universo.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Pioneiro em exoplanetas, astrônomo vai 'caçar' ETs
Depois de descobrir centenas de planetas fora do Sistema Solar, o astrônomo americano Geoffrey Marcy decidiu mudar o foco de suas pesquisas e ir atrás de seres extraterrestres.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Astrônomo quer encontrar ETs rastreando seus lasers
terça-feira, 10 de abril de 2012
Nova teoria de vida alienígena postula que civilizações mais quietas provavelmente vivem mais
Extraterrestres podem estar enviando mensagens no estilo twitter
No entanto, salientam que estaríamos perdendo os seus "tweets".
Seriam mensagens curtas, enviadas através de sinais em todas as direções, dizem os especialistas.
"Esta abordagem indica que a comunicação é como um Twitter," disse o físico James Benford Califórnia, presidente da Microondas Sciences Inc., ao jornal Daily Mail.
Ele e o seu irmão gêmeo Gregory, um astrofísico da Universidade da Califórnia, Irvine, dedicam-se à Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI).
Até agora, a estratégia adotada foi a de ouvir picos incomuns ou toques direcionados a estrelas próximas.
Em 15 de agosto de 1977, a noite antes de Elvis Presley morrer, um telescópio em Ohio registrou um sinal notável. Durou 72 segundos e foi apelidado de "Wow".
O sinal veio de uma pequena parcela em branco do céu, proveniente de algum lugar na constelação de Sagitário e foi exatamente na frequência em que os engenheiros tinham a esperança de encontrar mensagens de extraterrestres.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Fidel lembra conversa sobre ETs com equipe de João Paulo II
quarta-feira, 28 de março de 2012
Descobertos dois exoplanetas antiquíssimos

Foram descobertos dois planetas considerados os mais antigos de todos os conhecidos pela ciência, a 375 anos-luz da Terra. Ambos, têm a idade de 12,8 bilhões de anos.
Cientistas do Instituto de Astronomia Max-Planck descobriram esses planetas no sistema do astro HIP11952.
Segundo os cálculos, um deles tem quase a mesma massa que Júpiter. O período de sua rotação é de quase 7 dias.
O outro planeta, com o período de rotação de 9 meses e meio, tem uma massa de quase três vezes maior que Júpiter.
Esta descoberta prova que a formação de planetas no período inicial do surgimento do Universo era possível, embora nessa época as estrelas fossem pobres em metais.
Por exemplo, a estrela HIP11952 possui 100 vezes menos ferro que o Sol. O fato de os planetas poderem nascer em torno de tais estrelas contradiz a teoria geralmente reconhecida, pois, mesmo os gigantes de gás precisam de elementos pesados para seus núcleos, sem os quais eles não se podem formar.
Estes dados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.
Fonte: Voz da Rússia
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Astrônomos criam nova técnica para buscar vida fora da Terra

Com novo método, investigadores procuraram indícios de vida orgânica como combinações de gases na atmosfera terrestre.
Uma equipe internacional de astrônomos desenvolveu uma nova técnica para determinar indícios de vida em outros planetas por meio da qual analisa a luz terrestre refletida na lua, o que poderia superar dificuldades de métodos convencionais.
Os resultados do teste foram publicados na revista científica "Nature". O método estudou a Terra como se ela estivesse fora do sistema solar, e a observou não de forma direta, mas por meio do reflexo que o planeta projeta sobre seu satélite.
A equipe observou o fenômeno com o telescópio de longo alcance VLT (por sua sigla em inglês), situado no Deserto do Atacama, no Chile.
O sol brilha sobre a Terra e sua luz se reflete por sua vez sobre a superfície lunar; o satélite, portanto, atua como um grande espelho que devolve a luz terrestre de volta para nós, detalhou o pesquisador do Observatório Europeu Austral e principal autor do estudo, Michael Sterzik.
Ao contrário de pesquisas anteriores, a nova técnica explora a polarização. Quando a luz se polariza seus campos magnético e elétrico têm uma orientação determinada (as ondas vibram numa direção concreta).
Precisamente, o que os investigadores mediram neste trabalho é como luz se polariza dependendo da superfície sobre a qual se reflete, explicou a Efe Enric Pallés, do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), que também faz parte do estudo.
Dependendo da superfície, gelo, nuvens, terra ou oceanos, a superfície se polariza num grau e cor determinado.
O grupo analisou a luz que refletia a Terra sobre a Lua como se fosse a primeira vez que vissem o planeta e essa luz indicou que a atmosfera terrestre é parcialmente nublada, que parte de sua superfície está coberta por oceanos e outro "dado crucial": existe vegetação.
Os cientistas puderam inclusive detectar mudanças que se produzem na cobertura das nuvens da Terra e na quantidade de vegetação em diferentes partes do planeta (tudo isso com o reflexo sobre a Lua).
Esta nova forma de buscar vida extraterrestre busca superar métodos convencionais: a luz de um planeta distante é muito difícil de se analisar porque é eclipsada pelo brilho da estrela que o ilumina.
Para Stefano Bagnulo, pesquisador do Observatório de Armagh, no Reino Unido, a tentativa "é comparável a observar um grão de pó junto a uma lâmpada potente".
No entanto, o reflexo do planeta sobre seu satélite está orientado numa direção, o que permite sua análise de forma simples mediante técnicas que separam a luz polarizada da não polarizada.
Na sede do Observatório Austral Europeu em Garching, na Alemanha, analistas disseram à Agência Efe que a descoberta pode contribuir para futuros descobrimentos em outros lugares do Universo.
"Se ela existe, encontrar vida fora do sistema solar depende exclusivamente de dispormos de técnicas adequadas", disse Palle, quem apontou que em dez ou doze anos o metódo poderia ser utilizado em telescópios.
A equipe do IAC admitiu que este novo "método não revelará dados sobre homenzinhos verdes ou vida inteligente, mas sua aplicação nas novas gerações de telescópios mais potentes poderia facilmente brindar a humanidade com a notícia de que há vida além de seu planeta".
Fonte: IG
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Um oásis de vida sob o deserto de Atacama

Investigadores espanhóis e chilenos encontraram micróbios a dois metros de profundidade, o que reforça a esperança de se encontrar um dia vida em Marte.
Uma paisagem lunar, ou marciana, de uma extrema secura, onde predominam os tons castanhos, que se sucedem ao longo de quilômetros e mais quilômetros, é assim o deserto de Atacama, no norte do Chile.
Mas foi sob este terreno inóspito e infértil que um grupo de investigadores chilenos e espanhóis descobriu agora, a dois metros de profundidade, um verdadeiro oásis de vida, onde se misturam diferentes micro-organismos.
A descoberta, publicada na revista científica Astrobiology, vem reforçar a hipótese de que comunidades semelhantes de micróbios possam albergar-se no subsolo árido de Marte.
A equipe que fez a descoberta em Atacama, coordenada pelo investigador Victor Parro, do Centro de Astrobiologia espanhol (INTA-CSIC), encontrou as comunidades microbianas insuspeitas em habitats subterrâneos ricos em rochas salinas com grande capacidade de absorção de água.
A curiosa particularidade destes micróbios é que eles proliferam sem problemas num meio onde não existe oxigênio, nem luz. Ou seja, são muito "marcianos".
A descoberta foi feita graças a uma tecnologia capaz de detectar sinais ínfimos de vida, designada SOLID, e que foi desenvolvida para futuras missões em Marte. O SOLID é um biochip que inclui um total de 450 anticorpos para identificar material biológico, como açúcares, DNA (material genético) e proteínas.
As amostras podem ser recolhidas, incubadas e processadas automaticamente. E os resultados agora obtidos em terra são muito promissores.
Fonte: Diário de Notícias
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Descoberta de lago pode ajudar a encontrar vida extraterrestre

A descoberta do lago Vostok, localizado na Antártida e que fica a 4 mil m sob o gelo, é o primeiro passo para encontrar vida em outros planetas, como Marte, onde as condições são parecidas com as do continente gelado, disse à Agência Efe o chefe da expedição antártica russa.
"Na estação russa de Vostok, a temperatura chega a 89,2 graus negativos, e em Marte é de 90 graus abaixo de zero", afirmou Valery Lukin, subdiretor do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas (IIAA).
O cientista russo destacou que "os equipamentos usados para perfurar o gelo que cobria o lago e desenhados com esse único fim pelo Instituto de Engenharia de Minas de São Petersburgo foram um sucesso, por isso essa tecnologia poderia ser utilizada agora para explorar outros planetas".
"O lago da vida", como foi batizado pela comunidade científica, e que tem cerca de 300 km de comprimento, 50 km de largura e quase mil m de profundidade em algumas regiões, pode ter a água mais pura do planeta, espécies desconhecidas ou muito antigas. (...) "Provavelmente é a água mais antiga e pura do planeta. Não temos provas concretas, mas sim informações de que a superfície é estéril, apesar de esperarmos encontrar formas de vida como termófilos e extremófilos (microorganismos que vivem em condições extremas) no fundo do lago", comentou.
Lukin revelou que a expedição russa, cujas perfurações demoraram mais de 20 anos para alcançar a superfície do lago, encontraram "rastros do DNA de termófilos" a 3,6 km de profundidade, por isso é provável que haja vida nessa massa de água líquida formada há 40 milhões de anos.
"Se não encontrarmos nada, isso também seria uma descoberta. Mas se acharmos algum organismo, poderemos estudar a evolução de espécies que não tiveram nenhum contato durante milhares de anos com a atmosfera terrestre", disse.
O cientista também está convencido de que o Vostok será um "polígono promissor" para estudar as zonas polares de Marte e o satélite de Júpiter, o Europa, que abriga uma camada de gelo e, possivelmente, água. "E se houver água, significa que também pode haver vida", disse, citado pelas agências russas.
De acordo com Lukin, os resultados da investigação no lago serão fundamentais também para o estudo da mudança climática na Terra durante os próximos séculos, pois o Vostok foi e continua sendo uma espécie de termostato isolado do resto da atmosfera e da superfície da biosfera.
Vários expedicionários russos vão hibernar na estação, mas ninguém tocará o lago até dezembro, quando a expedição será retomada.
"Se tudo correr bem, traremos amostras de água congelada à Rússia em maio de 2012. Aí saberemos se o Vostok é o lar de novos microorganismos, bactérias ou nada", disse.
O chefe da expedição antártica reconhece que alguns cientistas ocidentais se mostraram "céticos" com a descoberta e com o risco de que os russos infectem o lago, saturado de oxigênio com níveis de concentração 50 vezes superiores aos da água doce.
"Há muita disputa. Muitos países queriam ser os primeiros. Usamos equipamentos especiais de perfuração para não danificar o ecossistema do Vostok e respeitamos todos os protocolos internacionais da Antártida", garantiu Lukin.
Para a demonstração, o IIAA informou em seu relatório que 40 l de água do lago foram bombeados à superfície, porém congelaram no caminho.
Os russos desenharam uma máquina dragadora térmica que utiliza fluido de silicone não contaminante depois que a secretaria do Sistema do Tratado Antártico pôs impedimentos à expedição russa por temer a contaminação do lago com o querosene usado pela perfuradora.
"Nem tudo se faz com dinheiro. Sem conhecimento, entusiasmo e capacidade, é impossível. Tenho certeza de que nem a revista britânica Nature nem a americana Science publicarão nossas conquistas, mas isso não importa", declarou.
Lukin garante que a Rússia é, pela primeira vez, líder mundial em algum campo científico desde que Yuri Gagarin se tornou o primeiro astronauta da história, em abril de 1961.
"É preciso reconhecer que a casualidade jogou a nosso favor. Os soviéticos não sabiam quando abriram a estação em 1957, e que justo debaixo dela havia um lago", confessa.
De qualquer forma, não faltaram elogios aos cientistas russos, que chegaram ao lago às 18h25 (de Brasília) do dia 5 de fevereiro, em particular por parte do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin - que foi presenteado com uma amostra de água do Vostok em um frasco de vidro hermeticamente fechado -, e do departamento de Estado americano.
O Vostok tem uma superfície de 15,6 km², parecida com a do Baikal, a maior reserva de água doce do mundo, e é o maior lago subterrâneo entre os mais de 100 que se encontram sob o continente.
Fonte: Terra



















