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sábado, 7 de julho de 2012

Cientista imagina forma de vida alienígena alternativa


 Alderin-Polock imaginou criatura alienígena que lembra uma água viva e se comunica com luz



Uma cientista britânica divulgou desenhos de como imagina seres alienígenas que poderiam ter se desenvolvido em um mundo com as características de Titã, uma das lua de Saturno.


As criaturas imaginadas por Maggie Alderin-Pocock lembram águas-vivas e poderiam, segundo ela, flutuar sobre nuvens de gás metano, recolhendo nutrientes químicos por fendas que servem de bocas.


Bolsas com formas de cebolas se moveriam para cima e para baixo para ajudar na movimentação, e feixes de luz seriam usados para a comunicação.


Assim como os seres humanos não sobreviveriam sob as condições da atmosfera de Titã, as águas-vivas alienígenas seriam corroídas na atmosfera de oxigênio terrestre.


Os alienígenas foram imaginados por Alderin-Polock como parte da promoção de um novo programa apresentado por ela no canal de documentários Eden, transmitido por cabo e satélite na Grã-Bretanha.


'Imaginação limitada'

 

"Nossas imaginações são naturalmente limitadas pelo que vemos no nosso entorno, e o senso comum é de que a vida precisa de água e é baseada em carbono. Mas alguns pesquisadores estão desenvolvendo trabalhos muito instigantes, jogando com ideias como formas de vida baseada em silício", observa Alderin-Pocock.


Ela observa que o silício está logo abaixo do carbono na tabela periódica e que os dois elementos têm muitas semelhanças químicas. Além disso, o elemento seria amplamente disponível no universo.


"Talvez podemos imaginar instruções semelhantes para a formação do DNA, mas com silício em vez de carbono. Ou então a vida alienígena poderia não seguir nada parecido com o DNA", diz.


Ela diz que as últimas descobertas sobre planetas orbitando em volta de outras estrelas na Via Láctea a levam a acreditar que até quatro civilizações extraterrestres desenvolvidas poderiam existir nesses locais.


Mas ela adverte que a longa distância entre elas e a Terra significa que é remota a capacidade dos humanos de encontrá-los ou mesmo de comprovar sua existência.


"A sonda Voyager 1, que leva gravações de saudações da Terra em diferentes línguas, vem viajando pelo Sistema Solar desde os anos 1970 e somente agora chegou ao espaço profundo", observa. "Para chegar à estrela mais próxima do sistema Solar, Proxima Centauri, poderia levar 76 mil anos", diz.





Fonte: BBC 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vamos contatar com extraterrestres nas próximas duas décadas, dizem especialistas norte-americanos

Especialistas acreditam que temos as melhores condições para detectar vida fora da Terra


Astrônomos e astrofísicos portugueses consideram a previsão exagerada.


Há ou não vida fora do nosso planeta? Ainda não se sabe. Mas atualmente temos as melhores condições para detectar esta possibilidade e também para contatar com extraterrestres, algo pode acontecer nas próximas duas décadas.


Isto é o que dizem os especialistas norte-americanos que se reuniram, durante o último fim-de-semana, na conferência SETICon 2, em Califórnia, EUA, avança o jornal espanhol ABC.


O encontro incidiu nas recentes conclusões do telescópio espacial KEPLER, da NASA, dedicado exclusivamente a procurar planetas semelhantes ao nosso e que desde 2009 ‘percorre’ sistematicamente milhares de estrelas ao nosso redor e que já descobriu 2 300 exoplanetas (muitos deles ainda aguardando confirmação) onde não se exclui a possibilidade de qualquer forma de vida.


Segundo alguns dos participantes, o KEPLER permite analisar um grande número de planetas com algumas das condições necessárias para existência de vida.


“Há cerca de 500.000 milhões de planetas lá fora e nós pensamos que há outros 100.000 milhões de galáxias”, afirmou Seth Shostak, astrónomo do projeto SETI, lê-se no referido diário.

“Pensar que a Terra é o único lugar onde aconteceu algo interessante é um ponto de vista, no mínimo, ousado”, acrescenta.


Ao Ciência Hoje, Sérgio Sousa, do Centro de Astrofísica, Universidade do Porto, afirma que “é demasiado sensacionalista” prever que em duas décadas entraremos em contacto com vida extraterrestre.

“Mas é interessante ver que as pessoas interessadas em contactar extraterrestres estão atentas ao que se passa com os projetos e missões de detecção de planetas extra-solares como o KEPLER”, comenta.



Neste momento, o SETI continua à procura de sinais de vida extraterrestre e a maneira como o faz é procurar “quase aleatoriamente no céu”, na esperança de detectar o tal sinal, refere o astrónomo português.




Sérgio Sousa é investigador do Centro de Astrofísica, Universidade do Porto



As missões de detecção de planetas, como o KEPLER, explica, têm ainda “um problema sério” que reside no fato da grande maioria das suas detecções serem ainda “apenas candidatos” a planetas.

Estes candidatos têm de ser confirmados por outros instrumentos, como o ESPRESSO, onde Portugal contribui “fortemente” para a sua construção e que “vai permitir encontrar novos planetas e confirmar muitos outros como os detectados pelo KEPLER”.


De acordo com o especialista, “é essencial para o SETI que se identifique os planetas que se encontram na zona habitável, para aumentar significativamente a probabilidade de encontrarem o tal sinal”.


Assim, “em vez de andarem à procura ‘às cegas’, logo que os novos planetas sejam encontrados em zonas habitáveis vão poder concentrar as suas buscas em torno destes planetas”.


José Manuel Afonso, do Centro de Astronomia e Astrofísica, Universidade de Lisboa, também considera “bastante exagerada” a previsão de que haverá um contato com vida extraterrestre em duas décadas.


“É verdade que os planetas descobertos fora do Sistema Solar são cada vez mais, e que progressivamente, à medida que a tecnologia e as técnicas de observação são melhoradas, somos sensíveis a planetas cada vez mais parecidos com a Terra”, isto é, com uma massa cada vez mais semelhante e a distâncias da sua estrela cada vez mais maiores, de tal forma que é esperado para breve a descoberta das primeiras ‘Terras’ a distâncias da respectiva estrela que permitam a existência de água líquida, explica ao Ciência Hoje.




Ilustração do sistema planetário Kepler-11 (Crédito: NASA/Tim Pyle)



“Aí passaremos a estar interessados em descobrir sinais de vida, o que de fato poderemos conseguir nos próximos 20 anos. Contudo, o salto para a descoberta de vida inteligente e capaz de comunicar connosco é enorme”, sublinha o investigador do Observatório Astronómico de Lisboa.


“Se os astrofísicos aceitam que a vida poderá ser comum no Universo, isso não nos diz nada sobre a existência de vida inteligente no Universo. E o tempo que demorará a descobrir isso será, quase certamente, muito maior”, conclui. 




sábado, 23 de junho de 2012

Cientistas acham vestígios de água em meteoritos que vieram de Marte

Ao analisar dois meteoritos vindos de Marte, cientistas encontraram indícios de água no planeta (Foto: ESA)



Fragmentos de rocha chegaram à Terra há cerca de 2,5 milhões de anos. Dados levantam hipótese de que planeta poderia abrigar vida sustentável.

A Terra pode deixar de ser o único planeta conhecido por concentrar grandes reservatórios de água em seu interior.

Segundo um novo estudo americano feito com dois meteoritos vindos de Marte, a quantidade de água no manto do planeta vermelho pode ser maior do que estimativas anteriores e até se comparar à da Terra.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Carnegie para a Ciência, e os resultados aparecem na atual edição da revista “Geology”.


Segundo o autor Francis McCubbin, atualmente na Universidade do Novo México, as evidências não impactam apenas o que se sabe sobre a história geológica de Marte, mas também têm implicações na forma como a água chegou à superfície do planeta. Os dados levantam, ainda, a hipótese de que Marte poderia abrigar vida sustentável.


Os cientistas analisaram os chamados meteoritos shergottite, bastante jovens e originados por um derretimento parcial do manto marciano, camada abaixo da crosta, que se cristalizou na superfície e abaixo dela.


Esses fragmentos de rocha vieram para a Terra há aproximadamente 2,5 milhões de anos e dizem muito sobre os processos geológicos enfrentados pelo planeta vermelho.


Segundo o pesquisador Erik Hauri, os dois meteoritos têm histórias muito diferentes, pois um deles foi submetido a uma considerável mistura de elementos em sua formação, enquanto o outro não.


Foram medidas as quantidades de água no mineral apatita e se achou pouca diferença entre as rochas, apesar dos elementos distintos.


Estima-se que a fonte do manto marciano de onde as rochas partiram continha entre 70 e 300 partes por milhão de água. A título de comparação, o manto superior na Terra contém de 50 a 300 partes por milhão de água.


Hauri diz que os vulcões podem ter sido o principal veículo para obtenção de água na superfície de Marte. McCubbin conclui: "Essa pesquisa não só explica como o planeta adquiriu água, mas também observa como age o mecanismo de armazenamento de hidrogênio que ocorre em todos os planetas terrestres no momento de sua formação”.




Fonte: G1

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Nova tentativa de encontrar alienígenas termina sem resultados


 
 
Cientistas testaram nova técnica tentando identificar sons emitidos por vida inteligente.
 
 
A primeira tentativa de encontrar vida inteligente fora da Terra por meio de novas ferramentas terminou em vão. 
 
 
Astrônomos australianos utilizaram uma "enorme quantidade de dados de interferometria" para examinar a estrela Gliese 518, que teria planetas em sua chamada zona habitável, mas não encontraram transmissões alienígenas, de acordo com o relatório publicado no Astronomical Journal.  


A busca por vida no espaço é fundamentalmente um jogo de tentativa e erro, e por isso os resultados não frustraram a equipe. Recentemente, o interesse nessas buscas direcionadas cresceu conforme se tornaram um método comum para procurar alienígenas.


Os astrônomos atualmente estimam que cada estrela hospeda, em média, 1,6 planeta, o que os leva a crer que ainda há bilhões de corpos celestes no espaço.


Alguns astros, porém, abrigam planetas em sua órbita a uma distância ideal para que a atmosfera não seja nem muito quente e nem muito fria para haver água, o que estabelece condições básicas para a vida.


A Gliese 581 é uma anã vermelha a cerca de 20 anos luz da Terra e é uma candidata interessante a servir de alvo para as o programa de Buscas por Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês). A estrela tem seis planetas, dois dos quais são "Superterras".


Por isso, os astrônomos do Centro Internacional de Pesquisas Astronômicas da Universidade de Curtin, Austrália, usam técnicas de ondas de rádio de alta resolução para buscar sons emitidos no espaço.


O método de interferometria usado pelos cientistas consiste no uso de vários telescópios, um distante do outro, combinando cuidadosamente seus sinais para que eles atuem como se fossem um único grande e poderoso aparelho, observando um ponto no espaço.


A equipe observou o Gliese 581 por oito horas, ouvindo os sons em várias frequências. O resultado, porém, foi o silêncio, mas a experiência ao menos serviu como atestado de que a técnica da interferometria é particularmente viável para esse tipo de busca focalizada.


"Considerando o fato de que poderíamos ter, por exemplo, olhado para a Terra por bilhões de anos, só teríamos achado vida inteligente se tivéssemos observado nos últimos 70 anos, e bem de perto. Isso porque é um planeta que está na zona habitável, tem oceanos líquidos, atmosfera", disse, concluindo ao dizer que o fato de não ter encontrado vida em um sistema solar não quer dizer que não haja alienígenas em outros.



Fonte: Estadão

sábado, 2 de junho de 2012

Paradoxo de Fermi: por que não encontraremos os ETs?

 Equipamentos de alta tecnologia ainda buscam formas de vida alienígena


Esqueça os Homens de Preto, dificilmente encontraremos vida inteligente fora da Terra algum dia.


Você já ouviu falar no Paradoxo de Fermi? Trata-se de uma possível explicação para o fato de não termos contato com outras civilizações, mesmo com o imenso número de corpos celestes que poderiam abrigar vida inteligente fora da Terra. 


Existem, em todo o universo, milhares de planetas que seriam capazes de abrigar vida – por condições climáticas, oferecimento de recursos e outros fatores.


Por outro lado, nunca foi evidenciada a presença de vida alienígena em local algum – assim como não existiu a tentativa clara de comunicação entre povos de outros planetas. 


Isso não vale apenas para os “discos voadores”, mas também para possíveis sinais de rádio ou outras ondas de comunicação, que nunca foram captadas por tecnologia terrestre. É por isso que o Discovery News afirma que não encontraremos vida extraterrestre.


Outras possibilidades

 

Embora o Paradoxo de Fermi nos diga que a falta de comunicação é uma prova de que não há vida fora da Terra, algumas teorias conspiratórias afirmam que isso não significa nada. 


Há quem diga que as civilizações extraterrestres possuem tecnologia suficiente para observar a vida na Terra sem serem notadas – sem falar nas que dizem que os ETs estão infiltrados em vários setores de relevância aqui no planeta.


Também é preciso dizer que existem algumas teorias dizendo que as civilizações alienígenas não fazem contato com a Terra por dois outros motivos. 


Algumas chegaram ao declínio e sucumbiram às condições dos planetas e outras ainda não chegaram ao ponto de possuir tecnologia para viagens planetárias.


Independente de qual seja a versão que realmente explica o fato de nunca termos realizado contato comprovado com alienígenas, é preciso admitir que o Paradoxo de Fermi consegue explicar algumas das razões pelas quais ainda nos consideramos os únicos deste vasto universo. Mas os humanos ainda estão procurando outras formas de vida.




Fonte: Tecmundo

terça-feira, 15 de maio de 2012

Superfície de Plutão talvez tenha moléculas orgânicas



O telescópio Hubble encontrou evidências de moléculas orgânicas complexas – os blocos de carbono que formam a vida como conhecemos – na superfície rígida de Plutão.


As observações revelaram que algumas substâncias na superfície de Plutão estão absorvendo mais luz ultravioleta do que o imaginado. De acordo com os pesquisadores, esses componentes podem ser complexos de hidrogênio e carbono ou moléculas com nitrogênio.


O planeta anão é conhecido por ter gelo de metano, monóxido de carbono e nitrogênio na superfície. Os químicos que absorvem a luz talvez sejam produzidos quando a luz solar ou partículas subatômicas muito rápidas (chamadas de raios cósmicos) interagem com esses compostos.


“É uma descoberta excitante porque os hidrocarbonetos complexos e outras moléculas de Plutão talvez sejam responsáveis pela cor avermelhada do planeta, entre outras coisas”, comenta o líder do estudo, Alan Stern.


Plutão circunda o sol em um anel distante de corpos gelados, conhecido como Cinturão de Kuiper. Vários objetos dessa região também são vermelhos, e astrônomos já haviam especulado que formas orgânicas fossem responsáveis por isso.


O grupo de pesquisadores também descobriu que o espectro ultravioleta do planeta mudou quando comparado com os dados dos anos 90. 


Essa diferença talvez esteja relacionada com mudanças no terreno de Plutão. Para os pesquisadores, é possível que um leve acréscimo na pressão atmosférica tenha causado isso.


Mas, acima de tudo, as observações do Hubble são importantes para antecipar informações, já que daqui a alguns anos a primeira nave espacial vai visitar o distante corpo.


“A descoberta que fizemos com o Hubble me lembra de que temos muito mais coisas interessantes da composição e da evolução de Plutão para descobrir, antes da nave New Horizons, da NASA, chegar em 2015”, comenta Stern.


A nave foi lançada em janeiro de 2006, para uma jornada de 6,4 bilhões de quilômetros. A ideia é que ela atinja o máximo de proximidade com o planeta anão em 14 de julho de 2015.
 
 
 
 

sábado, 12 de maio de 2012

Glóbulos são encontrados dentro de meteorito marciano



O meteorito Tissint, identificado como proveniente de Marte, caiu no deserto do Marrocos, a uns 48 quilômetros de Tissint, em junho de 2011.  


A rocha foi recuperada em outubro de 2011, e só recentemente esta sendo estudada e analisada.  Uma grossa crosta envolve o meteorito, o que fornece confiança para declarar que o material não foi contaminado.  


O meteorito, que provavelmente foi ejetado da superfície do planeta vermelho pela queda de algum asteróide, continha “bolsas” de atmosfera marciana.  Este fato ajuda na confirmação de sua origem.


Dentro do meteorito Tissint, foram encontrados glóbulos, como podem ser vistos nas fotos. Testes desempenhados pela equipe de pesquisa, que conta com o renomado professor Chandra Wickramasinghe, mostraram que os glóbulos são ricos em carbono e oxigênio, o que fez com que a equipe insistisse que isso só pode ocorrer quando são produzidos por organismos vivos.


O professor Chandra Wickramasinghe adicionou que os resultados não foram causados por contaminação na Terra e afirmou que “é impossível compreender como partículas ricas em carbono, de tamanhos e formas tão uniformes, possam ter entrado em uma matriz rochosa se não fossem relíquias de alguma espécie de alga“.
 
 
A rocha foi examinada no Centro Buckingham para Astrobiologia e na Universidade de Cardiff.
O doutorando Jamie Wallis, que trabalhou na pesquisa com o Dr. Wickramasinghe, disse: “Todas as indicações são de que as estruturas, tais como as que descobrimos, sejam evidência de vida em Marte. As esferas são provavelmente restos de células de algas…”.


O documento a respeito deste achado, intitulado “Discovery of Biological Structures in the Tissint Mars Meteorite” (A Descoberta de Estruturas Biológicas no Meteorito Marciano Tissint) publicado no Journal of Cosmology termina com a seguinte declaração:

“Parece irônico que a ponta da mudança de um paradigma que resiste por muito tempo dependa de uma observação trivial. Mas situações similares são bem documentadas na história da ciência. A evidência acumula contra o paradigma reinante sem efeito, até que uma única nova observação vira o jogo. Mais cedo, ou mais tarde, os fatos irão prevalecer contra o preconceito. No presente caso, nossos estudos do novo meteorito marciano Tissant podem finalmente declarar que Marte não é um planeta morto.“




Fonte: Ovni Hoje

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Hipóteses de existência de vida extraterrestre não passam de suposições



Todas as hipóteses de existência de vida extraterrestre fora do nosso sistema solar baseiam-se somente no otimismo de seus autores, afirma o professor Edwin Turner, astrofísico da Universidade de Princeton. 



“Considerando inicialmente que a possibilidade de existência de vida extraterrestre é alta, os pesquisadores apresentam seus resultados de forma a confirmar sua hipótese,” declara Turner.



O cientista acredita que há muito poucas provas da existência de civilizações extraterrestres e a maioria delas são apenas suposições que em outros planetas recém-descobertos, cujas caraterísticas são semelhantes às da Terra, ocorreram ou estão ocorrendo os processos de origem da vida.




Cientistas sugerem plano mundial para combater extraterrestres violentos

Assumindo de uma hora para outra as ideias de Hawking sobre os perigos do contato de terceiro grau, a revista Philosophical Transactions da Royal Society, publicou uma matéria na qual insta os governos de todo o mundo a tomar medidas defensivas para enfrentar uma invasão hostil que poderia ser iminente e inclusive a criação de um comité de Unificação Planetária. Subitamente passaram do ceticismo total ao posicionamento da inteligência extraterrestre como ameaça.

Curiosamente, aplica como hipótese do raciocínio, que se forem aplicáveis as mesmas leis da seleção natural e as teorias de Darwin em todos os planetas do Universo, isso implicaria que todos os seres inteligentes são predadores e portanto explorariam ao máximo e devastariam cada um dos planetas que encontrassem a sua frente, e acrescenta, tal e qual nós faríamos se conquistássemos outros planetas...

Difícil acreditar que uma revista conceituada escreva um artigo baseado em teses de manipulação da opinião pública mediante o medo, especialmente quando se trata de generalizações baseadas em julgamentos de valores axiomáticos, para o benefício dos poucos que controlam o poder de fato.

Não quero ser vulgar e nem criar uma teoria conspiranóica, a qual tanto critico, mas ao que parece estão tentando justificar a possível hostilidade de toda inteligência extraterrestre que por ventura chegue à Terra para constituir uma Comissão de assuntos Planetários, no seio da ONU, para perpetuar um sistema baseado na contínua exploração do débil, no engano e no abuso de poder. 

Este é um dos claros exemplos de por que a Ciência e a Consciência não devem andar separadas.



terça-feira, 17 de abril de 2012

A prova de que há vida em Marte?







Descoberta poderia ter sido feita há 36 anos, pela Nasa, segundo pesquisadores que analisaram novamente os resultados do Projeto Viking.

Nova análise de documentos impressos há 36 anos mostram que a Nasa pode ter descoberto vida em Marte, segundo um grupo de matemáticos e cientistas. 

A conclusão foi publicada na revista “International Journal of Aeronautical and Space Sciences” esta semana. 

E a agência espacial americana não precisa realizar uma expedição humana ao planeta vermelho para comprovar o achado, sustenta o grupo.

— A prova irrevogável é fazer um vídeo de uma bactéria marciana. Eles deveriam enviar um microscópio para vê-la se mexer — diz o neurofarmacologista e biólogo Joseph Miller, da Escola de Medicina Keck, da Universidade do Sul da Califórnia. — Com base no que fizemos até agora, eu diria que estou 99% certo de que há vida em Marte.

A segurança de Miller está baseada num estudo que analisou novamente os resultados de um experimento para detecção de vida em Marte conduzido por robôs da Nasa em 1976, o Projeto Viking.

Os pesquisadores se debruçaram sobre as informações brutas do experimento, que procurou sinais do metabolismo de micróbios em amostras de solo recolhidas no planeta e processadas por duas sondas Viking. 

O consenso geral dos cientistas na época foi de que os aparelhos registraram atividade geológica, e não biológica.

O novo estudo foi por um outro viés. Os pesquisadores dividiram as informações originais, fornecidas pelos pesquisadores que os analisaram na época, em conjuntos números e analisaram a complexidade dos resultados. 

Como os sistemas vivos são mais complicados do que processos não biológicos, a ideia foi observar os resultados a partir de uma perspectiva puramente numérica.

Miller e seus colegas encontraram um correlação muito próxima entre a complexidade dos resultados do Projeto Viking e os de dados biológicos terrestres. Eles dizem que um alto grau de ordem é mais característico de processos biológicos do que dos processos puramente físicos.

Os críticos argumentam que o método usado pelo grupo sequer se provou eficiente para diferenciar processos biológicos e não biológicos na Terra, e que, portanto, seria prematuro tirar qualquer conclusão.
— Idealmente, para usar uma técnica na avaliação de dados de Marte, seria necessário mostrar que ela está bem estabelecida na Terra. Esta necessidade é clara; em Marte, não temos meios de testar o método, mas, na Terra, temos — frisa o cientista Christopher McKay, especializado em ciência e astrobiologia, do Centro de Pesquisa Ames, pertencente à Nasa.

Miller sustenta, porém, que os achados se somam às muitas evidências que desafiam a crença estabelecida de que o Viking não encontrou vida em Marte.

No momento, ele analisa os dados mais uma vez, a fim de verificar se houve variações quando a luz do sol foi bloqueada por uma tempestade de areia em Marte durante semanas, acreditando que sistemas biológicos e geológicos reagiriam de forma diferente ao fenômeno. Os resultados da nova pesquisa deverão ser apresentados em agosto.




Cientista está propondo que dinossauros inteligentíssimos surgiram em outros mundos




Telescópio Kepler da NASA examina os céus para encontrar “mundos habitáveis” – mas um químico americano sugeriu que o projeto como um todo, é uma péssima ideia.


Ronald Breslow sugere que as formas de vida baseadas em aminoácidos e açúcares pode não ser a mesma, dando origem a dinossauros ferozes que evoluíram para possuir inteligência humana e tecnologia avançada.

“Seria melhor para nós que não os conhecêssemos”, disse Breslow, afirmando que foi um golpe de sorte o grande asteroide ter caído no planeta, deixando o campo livre para que mamíferos prosperassem, bem como nós, os humanos.

Em outros mundos, os dinossauros poderiam ter evoluído em enormes animais inteligentes com grande potencial de ataque, verdadeiros “guerreiros” armados com equipamentos tecnológicos – mas sem perder sua enorme fome de carne fresca.

“Mostrar como isso poderia ter acontecido não é tão simples. Uma implicação deste trabalho é que em outras partes do Universo possa haver formas de vidas baseadas em apenas D-aminoácidos e L-açúcares”, comenta o pesquisador.

E ele continua: “Essas formas de vida poderiam muito bem ser versões avançadas de dinossauros. Nós os mamíferos tivemos sorte pela queda do asteroide”.

Nos relatórios observados, Ronald Breslow que possui Ph.D., discute o mistério secular da razão pela qual os blocos de construção terrestres serem os aminoácidos (que formam as proteínas), açúcares e o DNA e RNA (materiais genéticos que existem principalmente em uma orientação ou forma definida).

Para existir a vida, proteínas, por exemplo, precisam conter apenas uma forma quiral de aminoácidos, para esquerda ou para direita.

Com exceção de algumas bactérias, os aminoácidos em toda a vida na Terra têm orientação para a esquerda. A maioria dos açúcares tem uma orientação para a direita. Como essa homoquiralidade predominante pode ocorrer?

Breslow descreve evidências que apoiam a ideia de que os ácidos aminados incomuns transportados para a Terra através de meteoritos há 4 bilhões de anos, estabeleceu o padrão da forma dos aminoácidos com a geometria levógira, o tipo de proteína terrestial, bem como os padrões dextrógiro dos açúcares no DNA.

Segundo o pesquisador, os aminoácidos poderiam ter formado uma conformação espacial diferente, dando origem a outros animais inimagináveis, com propriedades incríveis e jamais pensadas em outros locais nos confins do Universo.




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pioneiro em exoplanetas, astrônomo vai 'caçar' ETs


Depois de descobrir centenas de planetas fora do Sistema Solar, o astrônomo americano Geoffrey Marcy decidiu mudar o foco de suas pesquisas e ir atrás de seres extraterrestres.

"É hora de jogar os dados, tentar algo bem improvável. Cientistas mais jovens não podem colocar seus ovos nesta cesta, pois as chances de sucesso são baixas. Mas eu posso me dar ao luxo", afirmou o pesquisador à revista New Science sobre o sucesso de sua carreira. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Em sua nova função, Marcy está desenvolvendo duas grandes linhas de pesquisa. O pesquisador acredita que existe uma grande probabilidade de os ETs se comunicarem através de lasers. 

Por isso, ele pretende buscar junto com Andrew Howard, de Berkeley, alguns sinais deste meio de comunicação extraterrestre. 

Outra linha que Marcy pretende seguir é a busca de sinais de supercivilizações, na forma das chamadas esferas Dyson, que seriam estruturas construídas ao redor de estrelas para absorver o máximo de energia. Segundo ele, talvez seja possível notar variações no brilho das estrelas que denotem sua existência. 




Fonte: Terra

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Astrônomo quer encontrar ETs rastreando seus lasers



Moradores de exoplanetas


O astrônomo Geoff Marcy é um dos líderes das buscas por exoplanetas.

Ele ajudou a encontrar o primeiro sistema planetário semelhante ao nosso, chocou a própria comunidade astronômica ao descobrir dois planetas na mesma órbita e, entre outras peripécias, participou do anúncio de que o Universo está repleto de outras Terras.

Agora, depois de tanto sucesso, ele decidiu parar de procurar por planetas e decidiu procurar por moradores de exoplanetas - ETs, homenzinhos verdes, ou o nome que você preferir.

Marcy está migrando para um projeto que há muito poucos anos era ridicularizado em todas as reuniões das grandes sociedades astronômicas acadêmicas: o Projeto SETI (Search for ExtraTerrestrial Intelligence, ou busca por inteligência extraterrestre).


Comunicação por laser


Os cientistas do projeto SETI vêm tentando ouvir os ETs há anos, rastreando frequências de rádio em busca de transmissões alienígenas.

Marcy vai entrar no time com uma proposta um pouco diferente: segundo ele, os ETs mais adiantados do Universo não devem estar se comunicando por rádio, porque isso seria um desperdício de energia.

Para ele, os ETs se comunicam usando raios laser. E, com sorte, arrisca ele, poderemos capturar algumas dessas transmissões.

"Lasers são uma opção lógica porque você pode manter um nível de privacidade restringindo seu laser a um feixe estreito o suficiente para que ele alcance uma espaçonave ou uma civilização que esteja em uma estrela a três anos-luz de distância. Sem mencionar que você economiza energia. Para que disseminar energia para todos os lados como um transmissor de rádio?" comenta ele.


"Eles sabem que estamos aqui"


Para o astrônomo, se, assim como há mais planetas que estrelas na Via Láctea, esse lado do Universo estiver repleto de vida, deve haver lasers brilhando para todos os lados - e pode ser que consigamos detectar alguns deles.
 
"Além disso, alguns alienígenas podem estar tentando se comunicar conosco. Talvez eles estejam literalmente apontando seus lasers para nós, e nós simplesmente não estamos olhando," afirma Marcy.
 
"Em um ou dois séculos, nós humanos teremos telescópios caçadores de planetas com espelhos espalhados daqui até Júpiter, dando-nos uma resolução angular tal que nos permitirá [...] fotografar continentes em outros planetas. Nós não podemos fazer isto ainda, mas os alienígenas já podem fazer isso, ou seja, eles já sabem que nós estamos aqui," afirma.




Fonte: IT

terça-feira, 10 de abril de 2012

Nova teoria de vida alienígena postula que civilizações mais quietas provavelmente vivem mais



Por décadas, o paradoxo de Fermi estabelece que, a menos que a vida seja algo que só exista na Terra, ela deveria existir em toda a galáxia. 

E, no entanto, não descobrimos vida fora da Terra. Portanto, temos aí um paradoxo. Mas uma nova teoria, baseada na seleção natural, pode explicar o porquê desse paradoxo.


De acordo com Adrian Kent, pesquisador no Perimeter Institute (Canadá) e esmagador de paradoxos, se aliens existem (e são dotados de inteligência), eles provavelmente estão competindo por recursos (planetas onde se pode viver) em uma escala galáctica, assim como os terráqueos fazem quando disputam vagas de estacionamento no shopping, na época de Natal e Ano Novo.


Se essa teoria violenta for verdade, então a seleção natural iria favorecer a espécie mais quieta, diz Kent, já que os aliens que ficam mais quietos (ou que não têm ambição) iriam passar despercebidos.


Espécies mais ruidosas, como nós por exemplo, chamariam a atenção de espécies mais avançadas, que iriam chegar aqui para nos conquistar e dividir, entre eles, as conquistas da guerra.


Pessoalmente, acho que vou permanecer com a teoria da longa distância (ir de um planeta a outro é difííícil), combinada com o limite de velocidade cósmico – a velocidade da luz – e com a mania da radiação cósmica de fundo interferir nos sinais de comunicação interestelares – afinal, o E.T. não consegue ser ouvido em seu planeta aqui da Terra. Nessa teoria eu confio.
Fonte: Gizmodo

Extraterrestres podem estar enviando mensagens no estilo twitter

 
 
Alguns cientistas afirmam que os extraterrestres podem estar  utilizando uma versão cósmica do Twitter para nos contatar.


No entanto, salientam que estaríamos perdendo os seus "tweets".


Seriam mensagens curtas, enviadas através de sinais em todas as direções, dizem os especialistas.


"Esta abordagem indica que a comunicação é como um Twitter," disse o físico James Benford Califórnia, presidente da Microondas Sciences Inc., ao jornal Daily Mail.


Ele e o seu irmão gêmeo Gregory, um astrofísico da Universidade da Califórnia, Irvine, dedicam-se à Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI).


Até agora, a estratégia adotada foi a de ouvir picos incomuns ou toques direcionados a estrelas próximas.


Em 15 de agosto de 1977, a noite antes de Elvis Presley morrer, um telescópio em Ohio registrou um sinal notável. Durou 72 segundos e foi apelidado de "Wow".


O sinal veio de uma pequena parcela em branco do céu, proveniente de algum lugar na constelação de Sagitário e foi exatamente na frequência em que os engenheiros tinham a esperança de encontrar mensagens de extraterrestres.
 

 
 
 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Fidel lembra conversa sobre ETs com equipe de João Paulo II





O líder cubano Fidel Castro, que se reuniu com o Papa Bento XVI em sua visita a Cuba, comentou, em um artigo publicado na noite de quinta-feira, o diálogo que manteve há 14 anos com dois assessores de João Paulo II, entre eles seu porta-voz, Joaquín Navarro Valls, sobre as estrelas e a vida extraterrestre.

"Quando o Papa João Paulo II visitou nosso país em 1998, mais de uma vez antes de sua chegada conversei sobre variados temas com alguns de seus enviados", afirmou Fidel no artigo "A necessidade de enriquecer nossos conhecimentos", no qual comenta que a notícia veículada na quinta-feira por um observatório europeu a respeito da possibilidade de exitir bilhões de planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia. 

"Recordo particularmente a ocasião em que nos sentamos para jantar (...) Perguntei a Navarro Valls: o senhor acha que o imenso céu com milhões de estrelas foi feito apenas para o prazer dos habitantes da Terra quando nos dignamos a olhar para cima à noite? 'Com certeza', ele me respondeu. 

'É o único planeta habitado no Universo'". "Eu me dirigi então para um sacerdote (presente no jantar) e perguntei: 'O que acha disso, padre?' Ele me responde: 'A meu ver, há 99,9% de possibilidades de que exista vida inteligente em algum outro planeta'. A resposta não violava nenhum princípio religioso (...). Era o tipo de resposta que eu considerava correta e séria", afirmou Fidel em seu artigo, sem revelar o nome do sacerdote.



Um grupo internacional do HARPS, um espectrógrafo que equipa o telescópio do Observatório Europeu Austral (ESO) no Chile, descobreu nove "super Terras" em uma simples amostra de 102 estrelas do tipo "anã vermelhas", informou a instituição na quinta-feira, em Paris. Se estas "super Terras" estão situadas numa zona onde a temperatura propicia a existência de água líquida, teoricamente poderão ter alguma forma de vida, afirmou ESO.


Fonte: Terra

quarta-feira, 28 de março de 2012

Descobertos dois exoplanetas antiquíssimos


Foram descobertos dois planetas considerados os mais antigos de todos os conhecidos pela ciência, a 375 anos-luz da Terra. Ambos, têm a idade de 12,8 bilhões de anos.

Cientistas do Instituto de Astronomia Max-Planck descobriram esses planetas no sistema do astro HIP11952.

Segundo os cálculos, um deles tem quase a mesma massa que Júpiter. O período de sua rotação é de quase 7 dias.

O outro planeta, com o período de rotação de 9 meses e meio, tem uma massa de quase três vezes maior que Júpiter.

Esta descoberta prova que a formação de planetas no período inicial do surgimento do Universo era possível, embora nessa época as estrelas fossem pobres em metais.

Por exemplo, a estrela HIP11952 possui 100 vezes menos ferro que o Sol. O fato de os planetas poderem nascer em torno de tais estrelas contradiz a teoria geralmente reconhecida, pois, mesmo os gigantes de gás precisam de elementos pesados para seus núcleos, sem os quais eles não se podem formar.

Estes dados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.


Fonte: Voz da Rússia

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Astrônomos criam nova técnica para buscar vida fora da Terra


Com novo método, investigadores procuraram indícios de vida orgânica como combinações de gases na atmosfera terrestre.

Uma equipe internacional de astrônomos desenvolveu uma nova técnica para determinar indícios de vida em outros planetas por meio da qual analisa a luz terrestre refletida na lua, o que poderia superar dificuldades de métodos convencionais.

Os resultados do teste foram publicados na revista científica "Nature". O método estudou a Terra como se ela estivesse fora do sistema solar, e a observou não de forma direta, mas por meio do reflexo que o planeta projeta sobre seu satélite.

A equipe observou o fenômeno com o telescópio de longo alcance VLT (por sua sigla em inglês), situado no Deserto do Atacama, no Chile.

O sol brilha sobre a Terra e sua luz se reflete por sua vez sobre a superfície lunar; o satélite, portanto, atua como um grande espelho que devolve a luz terrestre de volta para nós, detalhou o pesquisador do Observatório Europeu Austral e principal autor do estudo, Michael Sterzik.

Os investigadores procuraram indicadores, como por exemplo certas combinações de gases na atmosfera terrestre, que são considerados indícios de vida orgânica, como a presença simultânea de metano, vapor de água e oxigênio.

Ao contrário de pesquisas anteriores, a nova técnica explora a polarização. Quando a luz se polariza seus campos magnético e elétrico têm uma orientação determinada (as ondas vibram numa direção concreta).

Precisamente, o que os investigadores mediram neste trabalho é como luz se polariza dependendo da superfície sobre a qual se reflete, explicou a Efe Enric Pallés, do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), que também faz parte do estudo.

Dependendo da superfície, gelo, nuvens, terra ou oceanos, a superfície se polariza num grau e cor determinado.

O grupo analisou a luz que refletia a Terra sobre a Lua como se fosse a primeira vez que vissem o planeta e essa luz indicou que a atmosfera terrestre é parcialmente nublada, que parte de sua superfície está coberta por oceanos e outro "dado crucial": existe vegetação.

Os cientistas puderam inclusive detectar mudanças que se produzem na cobertura das nuvens da Terra e na quantidade de vegetação em diferentes partes do planeta (tudo isso com o reflexo sobre a Lua).

Esta nova forma de buscar vida extraterrestre busca superar métodos convencionais: a luz de um planeta distante é muito difícil de se analisar porque é eclipsada pelo brilho da estrela que o ilumina.

Para Stefano Bagnulo, pesquisador do Observatório de Armagh, no Reino Unido, a tentativa "é comparável a observar um grão de pó junto a uma lâmpada potente".

No entanto, o reflexo do planeta sobre seu satélite está orientado numa direção, o que permite sua análise de forma simples mediante técnicas que separam a luz polarizada da não polarizada.

Na sede do Observatório Austral Europeu em Garching, na Alemanha, analistas disseram à Agência Efe que a descoberta pode contribuir para futuros descobrimentos em outros lugares do Universo.

"Se ela existe, encontrar vida fora do sistema solar depende exclusivamente de dispormos de técnicas adequadas", disse Palle, quem apontou que em dez ou doze anos o metódo poderia ser utilizado em telescópios.

A equipe do IAC admitiu que este novo "método não revelará dados sobre homenzinhos verdes ou vida inteligente, mas sua aplicação nas novas gerações de telescópios mais potentes poderia facilmente brindar a humanidade com a notícia de que há vida além de seu planeta".



Fonte: IG

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um oásis de vida sob o deserto de Atacama


Investigadores espanhóis e chilenos encontraram micróbios a dois metros de profundidade, o que reforça a esperança de se encontrar um dia vida em Marte.

Uma paisagem lunar, ou marciana, de uma extrema secura, onde predominam os tons castanhos, que se sucedem ao longo de quilômetros e mais quilômetros, é assim o deserto de Atacama, no norte do Chile.

Mas foi sob este terreno inóspito e infértil que um grupo de investigadores chilenos e espanhóis descobriu agora, a dois metros de profundidade, um verdadeiro oásis de vida, onde se misturam diferentes micro-organismos.

A descoberta, publicada na revista científica Astrobiology, vem reforçar a hipótese de que comunidades semelhantes de micróbios possam albergar-se no subsolo árido de Marte.

A equipe que fez a descoberta em Atacama, coordenada pelo investigador Victor Parro, do Centro de Astrobiologia espanhol (INTA-CSIC), encontrou as comunidades microbianas insuspeitas em habitats subterrâneos ricos em rochas salinas com grande capacidade de absorção de água.

A curiosa particularidade destes micróbios é que eles proliferam sem problemas num meio onde não existe oxigênio, nem luz. Ou seja, são muito "marcianos".

A descoberta foi feita graças a uma tecnologia capaz de detectar sinais ínfimos de vida, designada SOLID, e que foi desenvolvida para futuras missões em Marte. O SOLID é um biochip que inclui um total de 450 anticorpos para identificar material biológico, como açúcares, DNA (material genético) e proteínas.

As amostras podem ser recolhidas, incubadas e processadas automaticamente. E os resultados agora obtidos em terra são muito promissores.


Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Descoberta de lago pode ajudar a encontrar vida extraterrestre


A descoberta do lago Vostok, localizado na Antártida e que fica a 4 mil m sob o gelo, é o primeiro passo para encontrar vida em outros planetas, como Marte, onde as condições são parecidas com as do continente gelado, disse à Agência Efe o chefe da expedição antártica russa.

"Na estação russa de Vostok, a temperatura chega a 89,2 graus negativos, e em Marte é de 90 graus abaixo de zero", afirmou Valery Lukin, subdiretor do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas (IIAA).

O cientista russo destacou que "os equipamentos usados para perfurar o gelo que cobria o lago e desenhados com esse único fim pelo Instituto de Engenharia de Minas de São Petersburgo foram um sucesso, por isso essa tecnologia poderia ser utilizada agora para explorar outros planetas".

"O lago da vida", como foi batizado pela comunidade científica, e que tem cerca de 300 km de comprimento, 50 km de largura e quase mil m de profundidade em algumas regiões, pode ter a água mais pura do planeta, espécies desconhecidas ou muito antigas. (...) "Provavelmente é a água mais antiga e pura do planeta. Não temos provas concretas, mas sim informações de que a superfície é estéril, apesar de esperarmos encontrar formas de vida como termófilos e extremófilos (microorganismos que vivem em condições extremas) no fundo do lago", comentou.

Lukin revelou que a expedição russa, cujas perfurações demoraram mais de 20 anos para alcançar a superfície do lago, encontraram "rastros do DNA de termófilos" a 3,6 km de profundidade, por isso é provável que haja vida nessa massa de água líquida formada há 40 milhões de anos.

"Se não encontrarmos nada, isso também seria uma descoberta. Mas se acharmos algum organismo, poderemos estudar a evolução de espécies que não tiveram nenhum contato durante milhares de anos com a atmosfera terrestre", disse.

O cientista também está convencido de que o Vostok será um "polígono promissor" para estudar as zonas polares de Marte e o satélite de Júpiter, o Europa, que abriga uma camada de gelo e, possivelmente, água. "E se houver água, significa que também pode haver vida", disse, citado pelas agências russas.

De acordo com Lukin, os resultados da investigação no lago serão fundamentais também para o estudo da mudança climática na Terra durante os próximos séculos, pois o Vostok foi e continua sendo uma espécie de termostato isolado do resto da atmosfera e da superfície da biosfera.

Vários expedicionários russos vão hibernar na estação, mas ninguém tocará o lago até dezembro, quando a expedição será retomada.

"Se tudo correr bem, traremos amostras de água congelada à Rússia em maio de 2012. Aí saberemos se o Vostok é o lar de novos microorganismos, bactérias ou nada", disse.

O chefe da expedição antártica reconhece que alguns cientistas ocidentais se mostraram "céticos" com a descoberta e com o risco de que os russos infectem o lago, saturado de oxigênio com níveis de concentração 50 vezes superiores aos da água doce.

"Há muita disputa. Muitos países queriam ser os primeiros. Usamos equipamentos especiais de perfuração para não danificar o ecossistema do Vostok e respeitamos todos os protocolos internacionais da Antártida", garantiu Lukin.

Para a demonstração, o IIAA informou em seu relatório que 40 l de água do lago foram bombeados à superfície, porém congelaram no caminho.

Os russos desenharam uma máquina dragadora térmica que utiliza fluido de silicone não contaminante depois que a secretaria do Sistema do Tratado Antártico pôs impedimentos à expedição russa por temer a contaminação do lago com o querosene usado pela perfuradora.

"Nem tudo se faz com dinheiro. Sem conhecimento, entusiasmo e capacidade, é impossível. Tenho certeza de que nem a revista britânica Nature nem a americana Science publicarão nossas conquistas, mas isso não importa", declarou.

Lukin garante que a Rússia é, pela primeira vez, líder mundial em algum campo científico desde que Yuri Gagarin se tornou o primeiro astronauta da história, em abril de 1961.

"É preciso reconhecer que a casualidade jogou a nosso favor. Os soviéticos não sabiam quando abriram a estação em 1957, e que justo debaixo dela havia um lago", confessa.

De qualquer forma, não faltaram elogios aos cientistas russos, que chegaram ao lago às 18h25 (de Brasília) do dia 5 de fevereiro, em particular por parte do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin - que foi presenteado com uma amostra de água do Vostok em um frasco de vidro hermeticamente fechado -, e do departamento de Estado americano.

O Vostok tem uma superfície de 15,6 km², parecida com a do Baikal, a maior reserva de água doce do mundo, e é o maior lago subterrâneo entre os mais de 100 que se encontram sob o continente.


Fonte: Terra

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