sábado, 29 de agosto de 2009

Truque inusitado faz sapo resistir à secura do sertão

Rhinella granulosa


O sertanejo é antes de tudo um forte. Principalmente se ele for um anfíbio tentando sobreviver na caatinga, como mostra o trabalho de um pesquisador da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

As pesquisas com um sapo e uma perereca habituados à secura do sertão estão revelando truques fisiológicos e comportamentais inusitados, que permitem aos bichos aguentar a falta d'água.

José Eduardo de Carvalho, da Unifesp de Diadema (Grande São Paulo), apresentou resultados recentes de seus estudos sobre o tema na reunião anual da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), que terminou sábado em Águas de Lindoia (SP).

Não é preciso quebrar muito a cabeça para entender por que a caatinga exige um esforço de sobrevivência extra dos anfíbios.

A maior parte desses bichos depende da disponibilidade de água para se reproduzir, já que suas larvas, os girinos, só sobrevivem no líquido. Além disso, a pele desses vertebrados tende a permitir a troca direta de substâncias com o ar.


Nó na lógica


Contudo, as observações de Carvalho com o sapo sertanejo Rhinella granulosa subvertem essa lógica. "Os juvenis da espécie, depois de concluírem a metamorfose [de girino para sapo], passam toda a estação seca ativos.

São sapos pequenininhos pulando num solo com 50ºC de temperatura", contou o pesquisador à Folha.

O que acontece, ao que tudo indica, é que as enzimas (proteínas aceleradoras de reações químicas) que regem o ciclo respiratório dos sapinhos são capazes de resistir intactas a essas temperaturas, que derrotariam qualquer ser humano.

"A gente ainda não sabe como ele consegue isso", afirma Carvalho. A hipótese do pesquisador é que outras substâncias, as chamadas chaperonas, formam um invólucro que impede as enzimas de simplesmente derreter.

O interessante é que o sapo adulto, de porte mais avantajado, perde o gosto pela vida no limite e adota hábitos noturnos.

A situação da perereca Pleurodema diplolistris é ainda mais inusitada. Em ambientes secos, muitos animais adotam a chamada estivação, que pode ser considerada a "irmã gêmea" da hibernação em ambientes onde o calor intenso, e não o frio, é o inimigo.

Animais que estivam também podem ficar numa espécie de animação suspensa até o calor amainar.

Mas não a P. diplolistris. "Considera-se que o bicho estiva, mas na verdade nós vimos que ele, ao se enterrar, fica se movendo o tempo todo, buscando as áreas do solo arenoso onde há mais umidade", diz Carvalho. Seria um tipo de estivação com "insônia".

Carvalho faz parte do recém-criado Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Fisiologia Comparada, iniciativa que reúne diferentes centros do Brasil. As pesquisas que o grupo conduz vai muito além da curiosidade pelo inusitado.

"Os animais que estudamos podem ser modelos interessantes de diversas situações fisiológicas", diz outro membro do instituto, Luciano Rivaroli, da Universidade Federal de São João del Rey (MG).


Fonte: Folha Online

Suíça investiga caso das vacas que "cometeram suicídio"


Os moradores da pequena vila de Lauterbrunnen, nos alpes suíços, tentam resolver o mistério das vacas que "cometem suicídio", se jogando de cima de montanhas rochosas.

Em um intervalo de três dias, 28 animais morreram misteriosamente após se atirarem de uma altura de centenas de metros, informou o Mail Online.

Em cada caso, os serviços de resgate tiveram de usar um helicóptero para remover o corpo dos animais, devido ao risco de contaminação da água subterrânea.

"Não há grande quantidade de carnívoros nos Alpes, então os corpos precisam ser removidos", disse um porta-voz da polícia local.


Montanhas e vales de Lauterbrunnen


De acordo com relatos dos habitantes, fortes tempestades podem ter assustado os animais. "Estamos investigando os casos, pois uma vaca criada nas montanhas geralmente consegue perceber este tipo de perigo", afirmou um policial.

Outra hipótese é de que as vacas caiam por seguir umas às outras em busca de mais pasto. A maioria dos cientistas acredita que os animais são incapazes de cometer suicídio.


Fonte: Terra

‘Pedra lunar’ de museu holandês era na verdade madeira petrificada



Seguro do artefato era superior a R$ 130 mil. Peça foi doada ao primeiro-ministro holandês há 40 anos.

O Museu Nacional da Holanda descobriu que uma de suas peças, uma pedra que, imaginava-se, foi trazida da Lua em 1969, não é nada mais nada menos que um pedaço de madeira petrificada. O desconcertante anúncio foi feito nesta sexta-feira (28).

O museu, abrigo da obra de mestres da pintura como Rembrandt e Vermeer, herdou a peça em 1991, depois da morte do primeiro-ministro holandês Willem Drees, que a recebeu de presente das mãos do embaixador dos EUA na Holanda, William Middendorf.

A gentileza fez parte de uma “turnê mundial” dos três astronautas americanos que integraram a missão Apollo 11.

“Quando a recebemos, fizemos um seguro no valor de 50 mil euros em valores atuais (cerca de R$ 153 mil)”, informou Xandra van Gelder, da área de comunicação do Rijksmuseum de Amsterdã.

Feitos os cálculos, agora que se sabe que aquilo ali é madeira e nada mais, até que o artefato não é assim tão desprezível: vale 50 euros.

Quem deu o toque de que a pedra lunar era na realidade um tremendo mico foi um especialista em questões espaciais.

O bom senso do homem o fazia duvidar que a Nasa, a agência espacial americana, teria um desprendimento assim tão grande de abrir mão de uma raríssima amostra de material lunar só para agradar o primeiro-ministro holandês.

Geólogos e outros especialistas da Universidade de Amsterdã determinaram que a pedra, afinal, não procedia da Lua.

O resultado foi confirmado depois por uma análise microscópica do artefato, que só foi exibido ao público em duas ocasiões. O embaixador Middendorf, octogenário, não lembra de nada.


Fonte: G1

Técnica evita defeitos de DNA da mãe com transferência do núcleo do óvulo




Procedimento gera filhotes com DNA de duas fêmeas distintas. Testes em humanos podem ser viabilizados em dois anos, diz cientista.

Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (26) um procedimento experimental que previne que o feto herde de sua mãe enfermidades originadas em falhas no DNA das mitocôndrias, as “baterias” das células.

A prova do sucesso foi o nascimento de quatro macacos-resos (Macaca mulatta), saudáveis. Dois deles, batizados Mito e Tracker, aparecem na foto acima.


A tecnologia consiste em transferir material genético do núcleo de um óvulo para outro (cujo núcleo foi previamente removido) deixando para trás o DNA mitocondrial da célula de origem – e com ele todas as mutações que desembocam em doenças como diabetes tipo 2. O “óvulo oco”, evidentemente, tem mitocôndrias saudáveis.

(Ao menos 1 em cada 200 nascimentos apresentam uma mutação mitocondrial potencialmente patogênica.)

Os óvulos foram então fertilizados com esperma (pais não passam mitocôndrias adiante) e implantados em macacas que produziram 4 crias.

Detalhe: as crias ficaram com DNA distintos, o do núcleo e o da mitocôndria, um de cada mamãe.

Por isso mesmo, e como não poderia deixar de ser, o procedimento suscita debates éticos. Além de importantes pendências de segurança que precisa superar (os DNA’s do núcleo e o mitocondrial, sendo de origens distintas, podem não ser compatíveis), a técnica altera o DNA herdado pelas futuras gerações, o que certamente dá pano para manga de infindáveis polêmicas.

O autor do estudo, Shoukhrat Mitalipov, do Oregon National Primate Research Center, nos EUA, avalia que o procedimento poderá ser testado em humanos, se tudo correr bem, em dois anos.

No anúncio do experimento, o site da revista especializada “Nature” qualifica o feito como “um aprimoramento crucial das técnicas de transferência de DNA existentes”.



Fonte: G1

Cientistas fotografam estrutura de molécula



Cientistas conseguiram obter, pela primeira vez, imagens detalhadas das estruturas químicas de uma molécula, em um estudo que pode auxiliar no desenvolvimento de produtos eletrônicos e até mesmo de remédios em escala molecular.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da empresa de computadores IBM em Zurique, na Suíça, e publicada na edição desta sexta-feira da revista científica Science.

O novo método desenvolvido permite que eles observem a “anatomia” da molécula, ou seja, as ligações químicas em seu interior.

Há cerca de dois meses, os mesmo pesquisadores utilizaram uma técnica similar para medir a carga de um único átomo.

Nas duas pesquisas foi utilizado um aparelho chamado de microscópio de força atômica, conhecido pela sigla inglesa AFM.

“Para fazer uma comparação não muito exata, se um médico usa um aparelho de raios-X para visualizar os ossos e os órgãos dentro do corpo humano, estamos usando o microscópio de energia atômica para visualizar as estruturas atômicas que são as ‘espinhas dorsais’ das moléculas individualmente”, diz Gerhard Meyer, um dos autores do estudo.


Tecnologia


O aparelho usado na pesquisa funciona como um minúsculo diapasão. Durante o experimento, um dos ‘‘dentes’’ do diapasão passa a uma distância mínima da amostra de molécula estudada, enquanto o outro “dente” passa um pouco mais longe.

Quando o “diapasão” vibra, o “dente” que está mais próximo da amostra vai sofrer uma minúscula alteração em sua frequência, simplesmente porque está se aproximando da molécula.

Comparando a freqüência dos dois ‘dentes’, os cientistas conseguem mapear a estrutura da molécula.

Para realizar este tipo de medição é necessária uma precisão extrema. Para evitar que moléculas de gás desgarradas interfiram, assim como outros fatores, o experimento precisa ser realizado no vácuo e sob temperaturas extremamente frias.

O problema encontrado em pesquisas similares anteriores, no entanto, é que a ponta do ‘dente’ do AFM não é fina o necessário em escala atômica, e acabava interagindo com a amostra e comprometendo a obtenção da imagem.

Para resolver a questão, os pesquisadores colocaram uma pequena molécula formada por átomos de carbono e oxigênio na ponta do microscópio, tornando-a o mais fina possível.

A amostra usada para ser “fotografada” foi de uma molécula orgânica chamada pentaceno, formada por 22 átomos de carbono, 14 de hidrogênio e que mede 1,4 nanômetros ( 10-9 m) de comprimento.

As informações sobre as interações entre os átomos são então ‘interpretadas’ pelo microscópio, que desenvolve a “imagem” da “anatomia da molécula”.


Ponta do iceberg


O líder da pesquisa, Leo Gross, afirmou à BBC que os cientistas pretendem agora combinar o método para mensurar as cargas individuais dos átomos desenvolvido por eles com a nova técnica, o que pode permitir que eles descrevam moléculas em um grau de detalhamento sem precedentes.

Estas pesquisas devem ajudar particularmente no campo da “eletrônica molecular”, auxiliando, no futuro, na criação de estruturas formadas por moléculas individuais que possam funcionar como interruptores e transistores.

Embora a técnica possa traçar as ligações que conectam os átomos, ela não é capaz de distinguir átomos de diferentes tipos.

A equipe de pesquisadores pretende agora testar a nova técnica com uma similar chamada de STM (Scanning Tunneling Microscope) para determinar se a combinação dos dois métodos pode descobrir a natureza de cada átomo nas imagens do ATM.

Isto poderia ajudar ramos inteiros da química, em particular, a química sintética, usada para a produção de remédios.


Fonte: BBC

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Rato dos EUA consegue mudar cor dos pelos sem ter genes ancestrais

Rato veadeiro passa por mutação genética sem tê-la no gene ancestral, diz estudo da Universidade Harvard


O rato veadeiro (Peromyscus maniculatus) tem passado pela situação da famosa mariposa salpicada (Biston betularia, espécie que se "camufla" em troncos de árvores), devido ao desenvolvimento de pelos mais claros que os disfarçam diante de predadores. A diferença aqui é que os ancestrais do mamífero não têm genes para pelos claros.

A maioria dos ratos veadeiros possui pelagem escura, que se distingue vividamente contra a coloração pálida das colinas de Sand Hills, no Estado de Nebraska (EUA).

O terreno sinuoso da região se formou há 10 mil anos, mas análises genéticas na espécie, conduzidas pela equipe de Catherine Lenn, da Universidade de Harvard, apontaram que os ancestrais do rato veadeiro não continham os genes para pelos claros.

Isso significa que as características que apareceram são provenientes de uma nova mutação, que rapidamente se propagou entre a população local de ratos veadeiros.

A mutação está em um gene chamado Agouti, que ajuda no controle das cores do pelo em muitos mamíferos.

"Encontramos uma associação muito forte entre uma única anulação de aminoácido, parte funcional e importante do gene, e a cor do fenótipo", disse Linnen.

Ron Woodruff, um biólogo evolucionista da Universidade Estadual Bowling Green, em Ohio, disse que os resultados são impressionantes.

"Quaisquer casos onde você pode encontrar seleções positivas para uma mutação são interessantes", diz ele.

O total de variação genética na nova versão do Agouti sugere que a mutação ocorreu há menos de 10 mil anos, diz Linnen --depois da formação sinuosa das colinas em Sand Hills.


Urgente


Normalmente, para obter uma evolução tão rápida desta maneira, uma espécie precisa ter uma versão alternativa de um gene já em circulação.

Uma mudança nas condições --da maneira como árvores se tornam mais escuras quando são cobertas de fuligem-- pode, então, estabelecer a seleção urgente --que causa a mudança do gene, assim como a sua propagação.

Mas, no caso do rato veadeiro, a nova versão do Agouti se espalhou rapidamente desde o começo.

Woodruff diz que esta mutação --que ocorre depois que espécies se deparam com uma situação da qual se beneficiarão, e terão condições melhores do que antes-- pode ser mais importante para a evolução do que os biólogos pensam.

Woodruff aponta que as mutações podem ocorrer enquanto o animal ainda está no útero. Caso isso ocorra suficientemente cedo, a mutação pode estar presente em muitos dos seus espermatozoides ou óvulos.

Ou seja, em seguida, o animal pode ter vários filhos com a mutação, tornando mais fácil a sua propagação.


Fonte: Folha Online

Cientistas descobrem padrão de mutação genética em humanos


Um grupo de 16 cientistas da China e do Reino Unido descobriram que cada ser humano tem de 100 a 200 mutações acumuladas em seu código genético, sendo que a maioria não tem efeitos evidentes na aparência ou na saúde.

Estes são os resultados da primeira pesquisa direta sobre o padrão de mutação em DNA humano em nível individual, cujos resultados foram publicados nesta quinta-feira pela revista Current Biology.

O estudo demonstra que a maioria destas mutações é inofensiva. Entretanto, conhecer quais são e como se produzem pode ser muito útil, já que "as mutações novas causam todo tipo de doença genética", explica o coordenador do estudo, Chris Tyler-Smith, membro do Wellcome Trust Sanger Institute.

Para chegar a estas conclusões, os cientistas recrutaram uma família chinesa que vive no mesmo povoado há séculos.

A equipe analisou dois familiares de sexo masculino separados por 13 gerações e com um antepassado comum que viveu há 200 anos.

Para averiguar a sequência de mutação, examinaram o cromossomo "E" dos dois homens, já que este passa intacto de pai para filho, salvo em casos raros nos quais há uma mutação.

Apesar das muitas gerações que os separavam, o DNA era praticamente idêntico, exceto por 12 alterações, das quais apenas quatro eram mutações que ocorreram de maneira natural.

"Essas quatro mutações nos proporcionaram o padrão exato de mutação, um em cada 30 milhões de nucleotídeos em cada geração, que é o que esperávamos", explicou Tyler-Smith.

Mutações ocorrem ocasionalmente em cada indivíduo, mas agora, graças aos avanços tecnológicos, é possível averiguar exatamente sua regularidade.

"A quantidade de dados gerada seria inimaginável há poucos anos", explicou um dos líderes do projeto, o médico Yali Xue.


Fonte: Terra

Tesouro viking "mais importante" será exposto na Inglaterra

O tesouro de mil anos teria sido enterrado às pressas por um nobre viking durante a invasão dos anglo-saxões em Northumbria


O "maior e mais importante" tesouro viking encontrado na Grã-Bretanha desde 1840 será exibido em exposições em Londres e York após cuidadosos trabalhos de reparação.

O tesouro de mil anos, provavelmente enterrado às pressas por um nobre viking em Northumbria durante a invasão dos anglo-saxões, poderia indicar segredos históricos que estavam perdidos, afirmou um especialista do Museu Britânico. As informações são do jornal The Independent.



Os especialistas acreditam que as peças poderiam redesenhar as linhas históricas da conquista anglo-saxônica sobre os vikings durante o século X.

O achado inclui objetos do Afeganistão, Irlanda, Rússia e Escandinávia, sublinhando a disseminação global dos contatos culturais durante a época medieval.



O Museu Britânico e o Museu York Trust, em Yorkshire, adquiriram as peças raras em conjunto por um milhão de libras.

O tesouro foi descoberto com detector de metais em um campo de Harrogate, no norte de Yorkshire.


Fonte: Terra

Mulungu: susto, histórias e precaução

José Miguel e Carlos Eudes presenciaram o fenômeno


As histórias sobre objetos não-identificados se multiplicam em Mulungu. A população, assustada, repassa histórias de gente que teria sido ferida após o fenômeno inexplicável na cidade.

Em Mulungu, no Maciço de Baturité, as histórias sobre objetos não-identificados que têm aparecido no local variam.

Muita gente jura (de pé junto) ter visto luzes estranhas se movendo no céu, em locais e dias diferentes.

Depois do fenômeno, ainda inexplicável, que destruiu bananeiras no Sítio Guritiba, os relatos ganharam força e fama. A população está assustada.

Há a história de que um homem tenha adquirido um ferimento na testa depois que foi ao local onde ocorreu o fenômeno com as bananeiras, na madrugada do sábado dia 8.

Na cidade, contam que outra mulher tenha contraído alergia depois de ter ido ao local onde estão as bananeiras. Teve manchas vermelhas.

E, no meio dos bananais, basta uma coceira mais frequente no braço da repórter para começar o alarde. Trazem o álcool. “Olha aí, deve ter sido alguma radiação”, grita um.

A referência é por causa de uma mancha prata achada em folhas da bananeira e cachos de banana.

O professor Luiz de França Leitão Arruda, 50, acredita na chance de ser algo extraterrestre. “Isso pode ser uma evidência de que não estamos sozinhos no Universo”, teoriza.

Luiz compara o fato com o ocorrido no filme “Sinais”, uma história de suspense e ficção científica em que seres extraterrestres atormentam a vida de uma família.

Muitos dos casos são encenados em plantações de milho. “A diferença é que lá é pé de milho. Aqui, é bananeira”, cita.

José Miguel Filho, morador da casa, estava lá no sítio quando houve o fenômeno com as bananeiras: “Ouvi um chiado que nem TV quando sai do ar, mas era mais forte”.

O barulho foi seguido de duas pancadas fortes. Garante que não teve medo, mas preferiu não sair de casa para verificar o que era.

A mulher dele, de 58 anos, não quer mais conversa com a imprensa. Com pressão alta, já passou mal com tanta multidão em casa, querendo conferir a história.

O filho, Carlos Eudes de Sousa Miguel, registrou fotos da luz se movendo na última segunda-feira.

Depois que ele percebeu o clarão, entrou e pegou a câmera. Saiu pelas plantações acompanhando o objeto, que seguia lá no alto - as imagens não ficaram lá grande coisa.

Mas o que mais o chateia são os comentários de que estaria mentindo. Reafirma que não ganharia nada com isso.

Carlos assegurou não ter medo. Mas, por cautela, está pedindo por tranquilidade nos próximos dias. “Tomara que a gente fique bem, fique em paz”, saúda, na despedida.


Fonte: O Povo

Alemanha descobre estátua do Império Romano de 2.000 anos




Após derrotar os romanos em 9 d.C., tribos alemãs destruíram a estátua e enterraram a cabeça do cavalo.

Arqueólogos alemães revelaram nesta quinta-feira uma cabeça de cavalo de bronze e ouro que acreditam ser um vestígio de uma estátua romana de 2.000 anos.

Uma equipe de escavações em uma antiga cidade romana perto de Waldgirmes, no centro da Alemanha, encontrou a cabeça junto ao pé de um cavaleiro no dia 12 de agosto.

"Esta escultura de bronze está entre as melhores peças já encontradas na área do antigo Império Romano", disse Eva Kuehne-Hoermann, ministra de Estado para Ciência em Hesse, durante o anúncio em Frankfurt.

Especialistas dizem que a estátua data de 3 ou 4 a.C. quando o posto romano perto de Waldgirmes foi estabelecido, e provavelmente representa o imperador Augustus.


Imperador Augustus


Após derrotar os romanos na batalha de Teutoburg em 9 d.C., tribos alemãs destruíram a estátua e enterraram a cabeça, afirmaram arqueólogos.

"Em nenhum outro lugar há uma descoberta desta forma ou qualidade", disse Kuehne-Hoermann.

A rédea do cavalo é ornamentada com imagens de Marte, Deus da guerra, e Victoria, que personifica vitória.


Fonte: Estadão

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cientistas desvendam mistério do carbono perdido

Reações químicas entre partículas de carbono e oxigênio podem explicar por que a Terra tem muito menos carbono em suas rochas do que seria esperado



Misteriosamente, a Terra tem muito menos carbono em suas rochas do que seria esperado, considerando as quantidades disponíveis do elemento nas regiões de formação de planetas de nossa galáxia.

Mas um novo modelo sugere que reações químicas entre partículas de carbono e oxigênio podem ser a explicação.

Planetas surgem dos discos de gás e poeira que se unem ao redor de estrelas. O gás e a poeira nesses discos constituem o meio interestelar que forma o espaço entre estrelas em galáxias, com a poeira contendo partículas ricas em carbono e silicato.

Apesar da superfície verde e rica em carbono de nosso planeta, o manto da Terra é muito pobre em carbono se comparado à quantidade encontrada no meio interestelar.

Meteoritos, considerados os blocos de construção de nosso planeta, também apresentam pouco carbono, ao contrário de cometas, formados a uma distância maior do Sol.

Inversamente, o silício parece conseguir passar do meio interestelar, do qual os planetas se formam, para o corpo do planeta.

Astrônomos se esforçavam para compreender completamente a falta de carbono no manto terrestre e em meteoritos.

Agora, Ted Bergin, da Universidade de Michigan, Ann Arbor, desenvolveu um modelo que pode explicar o que aconteceu com o carbono.

Ele apresentou suas ideias no recente congresso da União Internacional de Química Pura e Aplicada, em Glasgow, Reino Unido.


Dreno de partículas


A evaporação das partículas primordiais ricas em carbono do disco era uma das teorias anteriores para explicar por que todo o carbono do meio interestelar não havia chegado ao material que formou a Terra.

Mas, para esse modelo funcionar, as temperaturas deveriam estar a pelo menos mil graus Kelvin, uma temperatura inalcançável na Terra considerando sua distância do Sol.

Bergin, com Jeong-Eun Lee, da Universidade de Sejong, na Coreia do Sul, e seus colegas desenvolveram um modelo dos processos químicos que poderiam estar ocorrendo no disco para determinar a temperatura do oxigênio e o local em que essas reações estariam acontecendo.

Bergin afirma que a superfície do disco já foi quente, embora nem de perto tão quente quanto os 1,2 mil graus Kelvin necessários para evaporar carbono.

Neste cenário, existem átomos de oxigênio que reagem com as minúsculas partículas de carbono, mas não com os silicatos.

Essas partículas têm cerca de um décimo de micrômetro de diâmetro. Por causa dessa reação, a parte intermediária do disco, onde os planetas são formados, teria se esvaziado de carbono.

"A reação é oxigênio se chocando com partículas de carbono e ejetando carbono", diz Bergin. E isso pode ocorrer a cerca de 500 Kelvin, explica ele.

Distante de uma fonte de calor, a reação entre oxigênio e carbono seria bem mais lenta, o que explica a razão de planetas como Marte não apresentarem déficit de carbono.


Salva-vidas


Mike Jura, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, considera o modelo muito plausível. "Em amostras aleatórias de matéria interestelar, espera-se encontrar muito carbono", afirma ele.

Jura concorda que o modelo que sugere a evaporação de carbono é falho: "Não estamos nem perto de 1,2 mil Kelvin. E isso exige muito calor." O modelo químico de Bergin ajuda a descartar a necessidade de calor, diz ele.

Se o novo modelo estiver correto, espera-se constatar carbono em abundância na parte gasosa do disco do qual os planetas são formados.

Ele trabalha agora em uma forma de detectar esse carbono astronomicamente e espera no futuro testar a teoria.

E todo o carbono extra na parte gasosa do disco liberado no modelo pode ter ajudado a formar a vida, sugere Jura.

"Está muito claro que se a Terra ficasse com todo o carbono disponível, creio que isso representaria um certo problema para a formação da vida", afirma Bergin. "Nós teríamos um excesso de efeito estufa e a água teria evaporado."


Fonte: Terra

Morcegos cantam para atrair fêmeas, diz pesquisa

Morcegos da espécie Tadarida brasiliensis habitam as Américas, do sul do Brasil ao centro dos EUA



Cientistas americanos acreditam ter desvendado "gramática" dos morcegos.

Pesquisadores americanos da Universidade do Texas A&M e da Universidade do Texas em Austin acreditam ter decodificado os sons utilizados por morcegos para atrair as fêmeas e encontrado um tipo especial de música.

O resultado da pesquisa foi publicado na última edição do periódico científico online PloS One, depois de três anos analisando gravações de sons produzidos pelo Tadarida brasiliensis, uma espécie de morcego encontrada desde o sul do Brasil até o meio-oeste dos EUA, que vive em cavernas, barracões e cantos de prédios ou qualquer outro canto escuro.

Tentando entender o significado das gravações, os cientistas determinaram que morcegos machos formam frases e músicas para atrair fêmeas, ou para avisar outros machos para ficarem longe.

"Os sons que eles produzem não são captados pelo ouvido humano", disse Kirsten Bohn, professor do Departamento de Biologia da Texas A&M e líder do projeto.

Segundo a pesquisadora, a equipe descobriu diversos tipos de sílabas, formadas por sons individuais, que, combinadas, formam três tipos de frases: um gorjeio, um zumbido ou um trinado. Diferentes combinações dessas frases são usadas pelos machos no processo de acasalamento.

Gravações de morcegos de diferentes regiões revelaram que os animais usam as mesmas "palavras" para se comunicar independentemente da localização geográfica.

"Os sons são feitos em um padrão específico, organizado para formar uma canção, e há sequências organizadas dentro de cada frase", afirma Bohn.

A cientista também afirma que, com exceção das baleias, não é normal encontrar esse tipo de técnica de comunicação entre mamíferos.


Fonte: Época

OVNI no municipio de Zapata, México




Fotografado durante a medição de um terreno.

O Sr. Mario Castañeda Márquez enviou uma imagem capturada no município de Emiliano Zapata, em Morelos, México para o blog da ufóloga mexicana Ana Luisa Cid.

Se observa um objeto largo, de três cores, que não foi observado pelo autor no momento do disparo da câmera.

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Testemunho


“No dia 14 de Agosto de 2009 fui a Colonia 3 de Mayo, em Morelos, para realizar um trabalho de localização e medição de um prédio (para fins cadastrais). Tirei fotografias para comprovar o trabalho para o meu cliente. Não vi nada diferente, até que revisei o material”.


Fonte: analuisacid.com

Britânicos acreditam ver monstro do Lago Ness em imagem de satélite




Nessie é descrito como um plesiossauro, réptil marinho extinto. Reprodução do Google Earth foi publicada em jornais da Inglaterra.

Um dos maiores mistérios da Escócia voltou a ser notícia nesta quarta-feira (26) nos jornais britânicos depois que um internauta disse ter visto o monstro do Lago Ness em uma imagem de satélite disponível no Google Earth.

O monstro Nessie é descrito como um plesiossauro, um réptil marinho com quatro nadadeiras e uma cauda longa, extinto há milhões de anos.

A reprodução que mostra uma mancha branca com o mesmo formato da criatura na água foi divulgada em veículos como "The Sun" e "Daily Mail".

"Eu não acreditei. Ele é justamente como nas descrições do Nessie", disse o segurança Jason Cooke, que fez a reprodução da imagem.

Adrian Shine, um pesquisador do projeto Lago Ness, disse que a imagem é "realmente intrigante" e que merece estudo.

Para ver a imagem do "monstro do lago", basta colocar no Google Earth as coordenadas 57°12'52.13"N (latitude) e 4°34'14.16"W (longitude).


Fonte: G1/Daily Mail

Raposa-voadora pode ser extinta até 2015 na Malásia, diz estudo



Cientistas estão pedindo ao governo da Malásia para proibir a caça de um dos maiores morcegos do mundo, o Pteropus vampyrus, conhecido como raposa-voadora.

Os pesquisadores dizem que a espécie vai desaparecer da península malaia se o atual nível de caça continuar. Segundo eles, cerca de 22 mil animais são caçados legalmente a cada ano e muitos outros são mortos na clandestinidade.

Em artigo na publicação científica Journal of Applied Ecology, Jonathan Epstein, da organização ambientalista internacional Wildlife Trust, e seus colegas dizem que a espécie pode estar extinta na região já em 2015.

O Pteropus vampyrus pode ter asas com até 1,5 metro de envergadura e são cruciais para os ecossistemas da floresta tropical nessa parte da Ásia.

"Eles comem frutas e néctar e, ao fazer isso, derrubam sementes no solo e polinizam as árvores. Então eles são cruciais para a propagação das plantas da floresta tropical", disse Epstein à BBC.

As estimativas mais otimistas indicam que a população de morcegos da espécie Pteropus vampyrus na península malaia gira em torno de 500 mil animais.


Caçada


As raposas-voadoras são caçadas no país para alimentação, remédios e esporte. Os caçadores começam a busca pelos animais ao anoitecer, enquanto os morcegos saem para sua própria caçada noturna.

Os pesquisadores fizeram cálculos e chegaram à conclusão que, se as atuais taxas de caçada continuarem inalteradas, serão necessários entre seis e 81 anos para que os morcegos sejam caçados até a extinção.

Os cientistas pesquisaram e coletaram informações do governo da Malásia a respeito das licenças de caça e usaram um programa de computador para prever o destino dos animais de acordo com as variações das taxas de morte e uma série de estimativas da população atual.

Esta foi a primeira vez que a técnica de monitoramento por satélite foi usada para rastrear morcegos na Ásia. O método é geralmente usado para rastrear aves - seu uso para estudar mamíferos é mais raro.

Os pesquisadores capturaram morcegos e colocaram colares em seus pescoços antes de libertá-los. Cada colar enviava um sinal de satélite que permitia que os cientistas rastreassem o animal com ajuda de computadores.

A equipe descobriu que os animais viajavam até 60 km por noite em busca de alimentos.


Revisão da lei


As raposas-voadoras são protegidas na Tailândia, país vizinho da Malásia, e partes da Indonésia.

"Acreditamos que isto mostra a necessidade de um gerenciamento coordenado para a proteção nos países onde estes morcegos vivem.

Está claro agora que eles não são apenas morcegos malaios, eles passam parte do tempo na ilha de Sumatra (Indonésia), na Tailândia e na Malásia", afirmou Epstein.

Os departamentos de proteção à vida selvagem da Malásia foram parceiros do estudo e estão analisando uma revisão nas leis de caça devido aos resultados mostrados pelos cientistas.

Epstein e sua equipe recomendaram a implantação de pelo menos uma proibição temporária à caça para permitir que a população de morcegos se recupere e dê aos cientistas mais tempo para uma análise mais ampla das ameaças à sobrevivência dos animais na península malaia.


Fonte: BBC

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Antigo mapa é chave da história de povos mesoamericanos

Mapa de Cuauhtinchán 2


Um antigo mapa, pintado por índios mexicanos no século XVI, se transformou em uma peça-chave para conhecer as viagens dos povos mesoamericanos da América do Norte para a Central, segundo o doutor David Carrasco, da Universidade de Harvard.

"Cinco anos de pesquisas e o trabalho de 15 especialistas em história mesoamericana demonstram que este documento, o Mapa de Cuauhtinchán 2 (MC2), com mais de 700 imagens coloridas, revela algo assim como a Odisséia e a Ilíada Mesoamericana", disse à Carrasco em uma conversa telefônica.

"Este mapa revela as histórias sagradas, as peregrinações, as guerras, a medicina, as plantas, os casamentos, os rituais e os heróis da comunidade de Cuauhtinchán, ou seja, o Lugar do Ninho da Águia (hoje no estado de Puebla, México)", acrescentou.

O Mapa de Cuauhtinchán mede 109 por 204 centímetros e se pintou sobre papel amate provavelmente por volta do ano 1540, só duas décadas depois da conquista espanhola ao México.

A origem do documento parece ser uma disputa entre os nativos e os conquistadores sobre a propriedade das terras em Cuauhtinchán e em zonas divisórias, como resultado do processo de evangelização que começou a partir de 1527 e que se intensificou em 1530 com o início da construção do primeiro convento nessa localidade, que aparentemente levou ao desmantelamento do templo indígena.

"A história começa em uma cidade sagrada sob ataque e segue com o povo de Aztlán que vem resgatar a cidade e que, como recompensa, recebe sabedoria divina para viajar uma grande distância até encontrar sua própria cidade na terra prometida", explicou Carrasco.

Essa cidade sagrada e a terra originária de Aztlán estariam no que hoje é o sudoeste dos Estados Unidos.

O doutor Ramón del Castillo, poeta e diretor do Centro de Estudos Chicanos na Universidade Metropolitana de Denver (MSCD) afirma que "o Mapa de Cuauhtinchán revitalizou o conceito de Aztlán (como terra original dos antepassados dos mexicanos) e essa idéia já não é um mito mas uma realidade".

A equipe continua estudando os objetos sagrados e as numerosas plantas que aparecem no mapa. "Este mapa é um tesouro para os acadêmicos porque revela com esplendor artístico e em detalhe a maneira de viver de uma comunidade indígena que expressou sua própria narrativa no meio de um sério conflito social", concluiu.


Fonte: Terra

Jornal noticia suposto aparecimento de óvnis na China



Várias pessoas disseram ter visto objetos voadores não identificados (óvnis) nos céus da província de Shandong, no leste da China, informou nesta terça o jornal China Daily.



Os objetos, luminosos e com a forma de um prato, foram vistos nas localidades de Binzhou e Shouguang, situadas a aproximadamente cem quilômetros uma da outra.



Esta foi uma das poucas vezes em que a imprensa oficial publicou notícias e fotos sobre supostos óvnis, embora, em maio, o Diário do Povo, porta-voz do Partido Comunista da China (PCCh), também tenha relatado um fato similar.

Pesquisas publicadas em 2003 pela não governamental Sociedade de Ufologia da China revelaram que um em cada cinco casos de contato visual com óvnis no mundo acontece em território chinês, onde metade da população acredita na existência de discos voadores.


Fonte: Terra/China Daily

Guerreiro enterrado há 2 mil anos é descoberto no Peru

Escavação da tumba do nobre em Huaca Rajada

Arqueólogos anunciaram nesta terça-feira a descoberta dos restos de um guerreiro que teria sido enterrado há cerca de 2 mil anos no norte do Peru, no que seria a origem da dinastia dos poderosos senhores de Sipán.

O personagem, enterrado a cerca de 11 m de profundidade com o crânio voltado para o nascente, ajudaria a comprovar que Sipán, um centro administrativo e religioso, foi parte de um conjunto de santuários que marcam a etapa inicial da cultura mochica, que se desenvolveu entre os séculos I e VI da era cristã.


Cabeça encontrada na tumba 14


"É o mais antigo, dá origem provavelmente a toda a dinastia dos poderosos senhores de Sipán que se assentaram aqui em Lambayeque", disse por telefone Luis Chero, diretor do Museu de Tumbas Reais.

Entre os descobrimentos de Sipán figura uma majestosa tumba construída para um governante pré-inca, exibida em outro museu de Lambayeque, cerca de 750 km ao norte de Lima.

Chero acrescentou que já foi possível examinar partes das extremidades superiores e inferiores e da coluna do guerreiro, mas que ainda não foi possível definir seu crânio "porque justamente é ali onde tem a coroa, (o que) significa que é um personagem de status."

"Estamos nos primeiros níveis, ainda nos falta continuar escavando, não sei que surpresa encontraremos", acrescentou.

O Peru é rico em tesouros arqueológicos, como a famosa cidadela inca de Machu Picchu, na região andina de Cusco.


Fonte: Terra

'Planeta suicida' parece prestes a mergulhar em estrela

Ilustração de um planeta do tipo 'Júpiter quente', o mesmo do novo mundo descoberto




Seu tamanho - dez vezes do de Júpiter, que é 11 vezes maior que a Terra - torna sua morte provável.

Astrônomos descobriram o que parece ser um gigantesco planeta suicida. O mundo está tão próximo de sua estrela que produz gigantescas mates no gás superaquecido do astro. Essas marés, por sua vez, estão afetando a órbita do planeta.

O resultado é uma dança da morte, na qual o planeta descreve uma espiral que o levará, finalmente, a mergulhar na estrela.

É uma morte lenta, ao menos em termos humanos. O planeta, Wasp-18b, pode ter ainda um milhão de anos pela frente, disse o descobridor do novo mundo, Coel Hellier, astrofísico da Universidade Keele, na Inglaterra. A descrição do planeta suicida está na edição desta semana da revista Nature.

"Ele está causando a própria destruição, ao provocar essas marés", disse Hellier.

A estrela é chamada Wasp-18 e o planeta, Wasp-18b, porque foram ambos descobertos pelo programa Wide Angle Search for Planets (Busca de Ângulo Amplo por Planetas).

O planeta orbita a estrela na constelação da Fênix e está a cerca de 325 anos-luz da Terra, o que significa que está na vizinhança galáctica.

O planeta está a 3 milhões de quilômetros de sua estrela, ou 2% da distância que separa a Terra do Sol. Por conta disso, sua temperatura é de 2.100º C.

Seu tamanho - dez vezes do de Júpiter, que é 11 vezes maior que a Terra - torna sua morte provável, disse Helier.

A descoberta de um planeta suicida é algo tão raro que o astrônomo Douglas Hamilton, da Universidade de Maryland, questiona se não haveria outra explicação para a presença de Wasp-18b.

Hamilton diz que é possível que os resultados de alguns cálculos que os astrônomos se acostumaram a usar estejam errados, e que esse planeta seja a prova.

A resposta será conhecida dentro de uma década, quando estará claro se o planeta realmente está mergulhando numa espiral suicida.


Fonte: Estadão


Criatura marinha pode ser fóssil vivo mais antigo, diz estudo

Marca deixada nas profundezas do Atlântico pelo Paleodictyon nodosum, que acreditava-se ter sido extinto há 50 milhões de anos



Durante 33 anos, Peter A. Rona perseguiu um animal antigo e esquivo repetidas vezes mergulhando mais de 3 km no lamacento fundo do mar do Atlântico Norte para procurar e, se possível, libertar sua presa.

Como Ahab, ele falhou diversas vezes. Apesar de ter acesso ao melhor equipamento do mundo para a exploração no fundo do oceano, ele sempre voltava de mãos vazias, com a criatura fugindo do seu alcance.

O animal não é nenhuma baleia branca. E Rona não é um capitão Ahab enlouquecido, mas sim um renomado oceanógrafo da Universidade Rutgers.

E, enfim, ele obteve sucesso, atraindo atenção com seu novo relatório de pesquisa, escrito com mais doze colegas.

Eles reuniram evidência suficiente para provar que sua presa científica - um organismo pouco maior do que uma ficha de pôquer - representa um dos fósseis vivos mais antigos do mundo, podendo ser talvez o mais velho de todos.

Os ancestrais da criatura, Paleodictyon nodosum, remontam ao alvorecer da vida complexa. E acreditava-se que a criatura em si, conhecida através de fósseis, havia sido extinta há cerca de 50 milhões de anos.

Será que a longa busca o frustrou? "Não", Rona respondeu enquanto mostrava traços do animal em rochas sedimentares de 50 milhões de anos. "Isso é ciência. É trabalho de detetive. Envolve a coleta de uma pista atrás da outra."

Mesmo assim, durante a entrevista na Rutgers, Rona disse que estava ansioso para capturar viva uma das criaturas. "Acho que é possível", ele disse, "se conseguirmos realizar os mergulhos."

Não há nada que Rona, uma autoridade em águas profundas, goste mais do que se enfiar em um pequeno submarino e descer às profundezas do oceano.

Leva mais de duas horas para chegar até o habitat da criatura, que fica a mais de 3 km abaixo do nível do mar.

A estabilidade ambiental desse mundo - incluindo suas pressões esmagadoras e escuridão gélida - significa que alguns de seus famosos habitantes sobrevivem por eras, resistindo à evolução, com seus corpos tendo sofrido poucas mudanças.

Por exemplo, os crinóides, animais marinhos com membros emplumados, se originaram há mais de 400 milhões de anos.

Rona descobriu que o P. nodosum perdura em áreas restritas do fundo do Atlântico. Suas únicas características visíveis são pequenos orifícios arranjados em padrões de seis lados, que parecem curiosamente com o centro do tabuleiro de damas chinesas. Ele fotografou milhares de hexágonos e descobriu que os maiores têm cerca de 200 a 300 orifícios.

O fato de Rona não ter capturado a criatura em si significa que, embora os cientistas tenham dado à mesma o nome do fóssil, eles ainda debatem com vigor sobre o que ela é.

A principal pergunta é se os padrões hexagonais são tocas ou partes do corpo, residências vazias ou vestígios animais.

Outros detetives do fundo do mar que partilham a fascinação de Rona pelo P. nodosum podem ser encontrados em Yale, na Instituição Oceanográfica Woods Hole de Cape Cod, bem como em instituições na França, Canadá e Reino Unido.

"Ele é movido pela curiosidade", disse Adolf Seilacher, paleontólogo de Yale e coautor do novo artigo, que entrou em contato com Rona pela primeira vez há três décadas para discutir sobre a criatura. "Cientistas de verdade, naturalistas, são extremamente curiosos."

Seilacher acrescentou que o P. nodosum é um animal extremamente fora do comum, especialmente porque os diversos orifícios na superfície de sua morada se ligam em um labirinto inferior de túneis.

"Não se trata de qualquer fóssil, mas de uma amostra de uma forma de vida muito complexa", ele disse em entrevista. "É um plano estrutural, um comportamento que faz o animal erguer esse sistema de galeria. É um estilo de vida realmente muito antigo."

Seilacher disse que as primeiras formas do Paleodictyon datam da explosão de vida complexa no período cambriano, há cerca de 500 milhões de anos.

Os animais começaram sua existência em águas rasas e gradualmente se expandiram para os habitats escuros do fundo do mar.

Rona ficou fascinado pelo abismo de forma indireta. Seu primeiro amor foram as rochas e montanhas. Em 1957, ele obteve em Yale seu diploma de mestrado em geologia e foi trabalhar para a Standard Oil, explorando o sudoeste americano atrás de petróleo.

Mas em 1958, em visita à sua família em Manhattan no feriado de Natal, ele se deparou com grupos de oceanógrafos e navios de pesquisa, atracados nos portos de West Side.

Os famosos cientistas, que estavam em Nova York para um encontro, falaram de um vasto novo mundo. No início dos anos 1970, munido de um doutorado em geologia e geofísica marinha de Yale, Rona já estava explorando as profundezas do Atlântico para a agência atmosférica e oceanográfica dos EUA.

Ele usou escavadeiras, câmeras e sondas que mapearam o fundo do mar. Em 1976, ele encontrou o fóssil vivo.

Rona e seus colegas rebocavam uma câmera gigante, com as luzes do estroboscópio disparando a cada poucos segundos, iluminando o fundo do mar e gravando imagens em grandes rolos de filme de 35 mm. Semanas depois, de volta ao seu escritório na Flórida, Rona examinou o filme recém-revelado. Sua cabeça começou a girar.

O que eram todos aqueles orifícios? E o que constituía os padrões? Inicialmente, Rona supôs que os responsáveis pela revelação do filme haviam lhe pregado uma peça.

Então, quando uma lente de aumento provou que os orifícios eram reais, ele ficou paranóico e considerou a possibilidade dos padrões representarem rastros de criaturas alienígenas que estavam colonizando o fundo do mar.

Felizmente, ele deixou a ideia de lado e começou a entrevistar os melhores biólogos marinhos que conseguiu encontrar, primeiro na Flórida, então em Washington, no Smithsonian.

Mas ninguém tinha ideia do que se tratava. Em 1978, Rona e um colega, George F. Merrill, publicaram um artigo que excluía muitas possibilidades e chamava os animais misteriosos de "invertebrados de identidade incerta".

A descoberta aconteceu logo depois. Seilacher, então do Instituto de Geologia e Paleontologia da Universidade de Tübingen, Alemanha, escreveu para Rona dizendo que a identidade do organismo coincidia perfeitamente com a do fóssil P. nodosum. Ele disse que a associação entre as criaturas estava "além de qualquer dúvida".

Em sua carta, Seilacher sugeriu que os dois cientistas colaborassem no estudo da criatura. "Adoraria participar dessa aventura", ele escreveu. Nada aconteceu. O local de estudo no Atlântico era remoto e despendioso demais para escrutínios.

Em 1985, tudo isso mudou. Próximo do local de estudo, Rona e seus colegas descobriram uma profusão de vulcões submersos e vida bizarra, incluindo milhões de camarões.

De repente, governos ao redor do mundo encontraram recursos para enviar oceanógrafos rapidamente ao meio do Atlântico Norte para explorar os abundantes vulcões.

As criaturas de Rona estavam a menos de 1,6 km de distância. Na rabeira de missões de alta prioridade, ele conseguiu visitar o local lamacento repetidas vezes, fazendo mergulhos de submarino em 1990, 1991, 1993, 2001 e 2003.

No último mergulho, ele e Seilacher foram juntos. Sua colaboração fez deles improváveis estrelas de cinema. Em 2003, a IMAX lançou o documentário "Volcanoes of the Deep Sea" (Vulcões do fundo do mar, em tradução livre), mostrando sua perseguição ao fóssil vivo.

Rona tentou capturar os espécimes vivos repetidas vezes. Ele descia um tubo plástico vazio sobre um ponto hexagonal e recolhia uma amostra grossa de lama do fundo do mar.

Mas inspeções detalhadas do composto nunca revelavam nada significativo - nenhuma parte de corpo, fibra biológica ou DNA.

No entanto, o mergulho de 2003 de Rona e Seilacher produziu evidências sólidas que finalmente associaram o animal ao P. nodosum.

O braço robótico do submarino Alvin direcionou uma mangueira à criatura, jogando água no arranjo hexagonal de orifícios e lentamente removendo camadas de lama.

A delicada operação rapidamente revelou sob a superfície um arranjo hexagonal de túneis idêntico ao do fóssil. "Para mim", Rona se recorda, "foi um momento eureca".

Em maio, o novo artigo da equipe apareceu na versão online do Deep-Sea Research, Part II, um periódico oceanográfico publicado quinzenalmente.

O artigo impresso deve sair em setembro. O artigo - mais de doze páginas recheadas de texto denso, números e fotos - analisa a evidência de mais de três décadas e conclui que as formas hexagonais "são idênticas" às do P. nodosum, dando suporte à conclusão a que Seilacher já havia chegado há tempos.

O artigo não busca consenso sobre se os orifícios e as redes subterrâneas representam tocas ou partes do corpo.

Seilacher, que apoia a ideia das tocas, vê os túneis como uma fazenda, onde um tipo desconhecido de larva ou outro organismo cultiva micro-organismos como alimento. Rona vê os buracos como partes do corpo, talvez de um tipo de esponja comprimida.

A falta de pistas biológicas, explicou em entrevista, pode se dever ao fato dos predadores microbiais comerem os restos da criatura após a sua morte.

O motivo da equipe não ter conseguido capturar espécimes vivos, ele acrescentou, pode se dever à sua avançada idade e grande número de tocas vazias, ou corpos.

Rona disse que a sedimentação leve na área significa que orifícios de aparência nova "podem persistir no leito do mar por milhares de anos."

Nenhum dos pesquisadores vai abrir mão de suas hipóteses sobre o que os orifícios representam - apesar de sua colaboração de mais de três décadas.

"A discordância é necessária na ciência", Seilacher disse. "Ela é boa porque força você a encontrar novos argumentos e mais argumentos."

Rona parece estar ávido por encontrar evidência e argumentos novos. Ele fala com entusiasmo sobre novos mergulhos ao mundo escuro do Paleodictyon bem como sobre a possibilidade de instalar uma câmera remota no fundo do mar que tentaria obter um vislumbre do sobrevivente antigo à medida que o mesmo cresce e interage com seu ambiente escuro.

"É uma janela excepcional para o passado", ele disse sobre a criatura. "Agora precisamos resolver o mistério do que ela é. Precisamos recuperar um espécime."


Fonte: Terra

Nasa divulga fotos inéditas da maior Lua de Netuno

Para comemorar os 20 anos de atividades da missão Voyager, Nasa divulgou imagens inéditas das planícies vulcânicas de Triton


A Nasa, agência espacial americana, divulgou imagens inéditas da superfície de Triton, maior das 12 luas de Netuno, para comemorar os 20 anos do lançamento das sondas espaciais Voyager.

A missão descobriu que Triton é um dos corpos celestes mais gelados do Sistema Solar, com temperaturas em torno de -235°C, além de abrigar gêiseres ativos.

Os cientistas detectaram que a grande lua tem baixa densidade e uma superfície lisa com planícies vulcânicas, montes e crateras arredondadas formadas por fluxos de lava gelada. Triton foi o último objeto sólido visitado pela Voyager 2.

Agora, a nave se dirige para as bordas do Sistema Solar, onde fará novas explorações. As sondas Voyager são os equipamentos feitos pelo homem que alcançaram a maior distância da Terra.

A Voyager 1 está a 16,6 bilhões de km enquanto a Voyager 2 encontra-se a 13,5 bilhões de km - respectivamente cerca de 111 e 90 unidades astronômicas do Sol.

De acordo com a Nasa, ambos os telescópios devem atingir o espaço interestelar dentro de 5 a 8 anos, entre 2014 e 2017.


Fonte: Terra

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