A MACS0647-JD nasceu 420 milhões de anos depois do Big Bang
Astrônomos descobriram a galáxia mais distante já
identificada no Universo, cuja luz viajou 13,3 bilhões anos para chegar à
Terra, anunciou nesta sexta-feira o site do Telescópio Espacial Hubble.
Batizada de "MACS0647-JD", a decana das galáxias nasceu 420 milhões de
anos depois do Big Bang, a explosão que deu origem ao Universo, quando
nosso Universo tinha apenas 3% de sua idade atual (13,7 bilhões de
anos). Isto significa que a galáxia recém-descoberta teria nascido
quando nosso Universo tinha apenas 3% de sua atual idade (13,7 bilhões
de anos).
Esta descoberta só foi possível graças à combinação dos poderosos
telescópios Spitzer e Hubble, indicou o comunicado. Ainda assim, os
astrônomos teriam visto apenas fogo, se não tivessem recorrido ao zoom
mais poderoso disponível, um fenômeno chamado de "lente gravitacional",
proporcionado pelo espaço e que foi teorizado por Albert Einstein.
Há quase um século, Einstein previu em sua teoria da relatividade, que
objetos de grande massa, como um conjunto de galáxias, teriam um campo
gravitacional tão forte que conseguiram desviar os raios de luz. E, às
vezes, esta deformação funciona como uma lupa gigante, ampliando a
imagem percebida por um observador situado do outro lado.
Foi um telescópio cósmico deste tipo que permitiu detectar esta nova
galáxia, segundo o comunicado, indicando que a luz da galáxia apareceu
nos telescópios dos astrônomos com uma intensidade e brilho
consideravelmente superior ao original. Sem o efeito dessa lupa cósmica,
a MACS0647-JD, que é muito pequena, jamais teria sido detectada.
"Sem
essa amplificação, observar essa galáxia teria sido uma proeza
hercúlea", enfatizou Marc Postman, um dos chefes da pesquisa.
A galáxia parece tão pequena nas imagens captadas que os cientistas
acreditam que se trata das primeiras etapas de formação de uma galáxia.
Segundo as primeiras observações, seu diâmetro é de apenas 600 anos-luz,
o que não é quase nada comparado com o diâmetro da Via Láctea, que é de
150 mil anos-luz.
"Este objeto pode ser um dos muitos blocos de construção de uma
galáxia", explicou o cientista Dan Coe, do Space Telescope Science
Institute e autor principal do estudo sobre esta descoberta, que será
publicada em dezembro, no The Astrophysical Journal.
Fonte: Terra

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