terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Conheça o anti-Papai Noel que está virando moda na Alemanha e nos EUA



O Krampus não é exatamente uma entidade dos sonhos de Natal de todo mundo, a exemplo do Papai Noel. Ele possuí chifres, cabelo escuro e presas. 


Além da aparência, o Krampus traz uma corrente de sinos que serve como chicote e um pacote de varas de galhos de árvore destinadas a crianças desobedientes: quem não se comportar é levado para o submundo.


Esta figura que representa o espírito do mau do Natal tem um nome que deriva da palavra alemã Krampen, que significa garra, e que seria o filho de Hel na mitologia nórdica. O animal lendário também compartilha características com outras criaturas demoníacas assustadoras na mitologia grega, incluindo sátiros e faunos.


A lenda faz parte de uma tradição de Natal de séculos na Alemanha, onde as celebrações de Natal começam no início de dezembro. De acordo com o folclore, Krampus aparece nas cidades na noite do dia 6 de dezembro, data conhecida como Krampusnacht, ou Krampus Night. 


Este é o dia em que as crianças na Alemanha vão olhar se há algo na porta de casa para elas. Geralmente, um sapato ou bota é deixado para fora na noite anterior na esperança que, no dia seguinte, algum presente apareça como recompensa por bom comportamento. Quem não se comportar bem receberá uma vareta como “presente”.




A presença assustadora do Krampus foi suprimida por muitos anos - a Igreja Católica proibiu as comemorações e, depois, fascistas na Segunda Guerra Mundial o desprezaram por ser considerado uma criação dos sociais-democratas.


Agora, o que se vê, é uma retomada do Krampus graças, em parte, à cultura pop, com pessoas que procuram maneiras de celebrar o Natal de forma não tradicional. A nova “moda” já está sendo adotada nos EUA, em que está crescendo as festividades anti-Natal. 


Na Áustria, há uma tentativa em comercializar o Krampus com a venda de chocolates, estatuetas e chifres colecionáveis. Agora a queixa é que esse anti-Papai Noel já está se tornando muito comercial, assim como o seu “rival”. Será que essa moda pegaria no Brasil?





Fonte: History

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