Pesquisadores da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, rastrearam a história dos nossos antepassados primatas para tentar descobrir o que teria sido o início do que hoje conhecemos como fidelidade entre um casal.
Foi preciso voltar 4 milhões de anos para
encontrar traços desse princípio entre os hominídeos chamados
Ardiphitecus (antecessores do Australophitecus Afarensis).
Segundo
explica o artigo, publicado pela revista Proceedings, o primeiro passo
em relação a este comportamento partiu de uma espécie de “aliança
estratégica” entre as fêmeas – interessadas em garantir a sobrevivência
de seus filhos – e os machos menos favorecidos.
Naquela
época remota, foram elas que começaram a declinar da escolha dos machos
dominantes para a reprodução e a aliar-se com outros machos, de
hierarquias menores, mas que poderiam lhes garantir alimento e proteção
em troca de sua fidelidade.
Ao mesmo tempo, estes machos entenderam que
fazia pouco sentido investir energia em lutar com outros machos pela
atenção das fêmeas, quando elas poderiam ser conquistadas com
favorecimento de comida e segurança para seus descendentes.
Deste
modo, estes nossos antepassados distantes estabeleceram um
comportamento social que vem se mantendo por milhões de anos,
constituindo um dos pilares de nosso comportamento como espécie.
Fonte: The History Channel

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