Era apenas mais um domingo qualquer para o cientista Neil
Hammerschlag, navegando por recifes num arquipélago ao sul da Flórida,
nos Estados Unidos, enquanto caçava tubarões.
Mas a caçada tinha um
objetivo mais nobre do que capturar o animal como um troféu. Neil, na
verdade, realiza uma pesquisa para mantê-los vivos, longe dos
pescadores. Em muitos lugares, estes predadores estão simplesmente
desaparecendo.
Pesquisador da Universidade de Miami e diretor do
R.J.Dunlap Marine Conservation Program, Neil passa seus finais de semana
no sul da Flórida, com iscas em linhas seguras para tubarões esperando
que algum morda para ele poder examiná-lo. No último domingo, Neil teve
um encontro com um tubarão-touro de nada menos que 453 quilos.
"Assim
que o tubarão chegou à superfície, eu fiquei sem fôlego. Ele era muito
grande. Um dos maiores que eu já vi e, com certeza, o maior que eu já
examinei", disse Neil, que já examinou e classificou mais de mil
tubarões em sua carreira.
Acostumado a puxar os tubarões sozinhos pela linha, dessa vez Neil teve que pedir ajuda a um colega.
"Nós
não sabíamos se estávamos puxando um navio afundado, um monstro ou um
ônibus escolar. Não tínhamos ideia do que era", conta Neil.
O
tubarão media quase quatro metros e era uma fêmea. Após ser medido,
pesado, ter pequenos pedaços de músculo e barbatana retirados para
análise, o tubarão foi devolvido ao mar.
Fonte: Extra Online


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