A caverna, que fica na região noroeste do país, contém ferramentas de
pedra e ossos, contas e pingentes, pedaços de cerâmica e ossos de vários
animais /Foto: The New York Times
Explorando uma caverna da Namíbia, arqueólogos encontraram as
evidências mais antigas de animais domesticados na África subsaariana.
A caverna, que fica na região noroeste do país, contém ferramentas de
pedra e ossos, contas e pingentes, pedaços de cerâmica e ossos de vários
animais – galinha, avestruz, lagarto-monitor, tartaruga, impala,
damão-do-cabo e diversos roedores.
Os pesquisadores também descobriram dois dentes que podem ser de cabra
ou carneiro – eles estão gastos demais para permitir a diferenciação,
mas o formato condiz com dentes de cabras e carneiros domésticos
africanos da atualidade.
Atualmente, não existem carneiros ou cabras
selvagens na África subsaariana. Embora algumas espécies selvagens
talvez tenham sido extintas há aproximadamente 12 mil anos, não há
evidências de sua presença na região oeste do continente. Os
pesquisadores estão certos de que os restos mortais encontrados
pertencem a animais domésticos.
Os dentes têm 2.190 e 2.270 anos. Os restos mortais mais antigos até
agora, datados por radiocarbono, são de um carneiro de 2.105 anos
descoberto na África do sul.
O estudo é uma colaboração entre o Museu Nacional da Namíbia e o Museu
de História Natural de Paris e está publicado no periódico PLoS One.
Principal autor do estudo e professor adjunto do museu parisiense, David
Pleurdeau afirmou que a descoberta não significa necessariamente que a
população que morava próximo a esse sítio criava animais domésticos.
"Não há evidências na caverna de que os residentes eram pastores",
afirmou. "Não sabemos ainda se eles eram pastores que migraram para a
região ou um grupo local que introduziu alguns carneiros."
Fonte: UOL
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