O salmão do Alasca está se transformando, ao que tudo indica, para se adaptar às mudanças climáticas.
Pesquisadores suspeitavam que mudanças nos comportamentos migratório e
reprodutivo, que ocorreram em diversas espécies, ocasionadas pela
mudança na temperatura, podem ser indícios de ação da seleção natural.
Evidências genéticas agora confirmam essa hipótese.
Para o estudo, publicado na semana retrasada no periódico Proceedings of the Royal Society B,
os cientistas estudaram o salmão rosa do Alasca de um riacho próximo de
Juneau, capital do Alasca, onde desde 1971 são realizadas contagens
diárias completas de peixes adultos.
O salmão migrou em duas populações distintas: uma aparecia no final de
agosto e a outra começava a aparecer em setembro.
Em 1979, os cientistas
introduziram um marcador genético neutro na população que migrava por
último, para que fosse identificada e rastreada sem que sua forma física
fosse afetada.
Nos anos 1980, os migrantes marcados geneticamente formavam
aproximadamente um terço da população. Contudo, com o aquecimento dos
rios nos primeiros meses do ano, essa porcentagem começou a diminuir,
para apenas 5 por cento em 2011, embora sem alteração na concentração
populacional de modo geral.
Essas alterações foram rápidas, diferentes de mudanças evolutivas
graduais. Os peixes que migravam por último praticamente desapareceram
em alguns anos.
"É tranquilizador, de certa forma, pensar que os seres têm potencial
para se adaptar às mudanças realmente grandes que vêm ocorrendo",
afirmou Ryan P. Kovach, principal autor do estudo e estudante de
doutorado da Universidade do Alasca, em Fairbanks.
"O fato de a
alteração do clima já estar causando modificações evolutivas deve
advertir gestores de recursos e o público em geral."
Fonte: UOL

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