quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Novos dados sobre a criança escrava possivelmente assassinada pelo Império Romano há 1.800 anos



Uma criança que foi assassinada em um dos mais importantes sítios arqueológicos do Império Romano na Grã-Bretanha está revelando novos dados.


Os especialistas descobriram a criança perto de uma parede chamada de Muralha de Adriano (uma fortificação construída com pedras e madeira no norte da Inglaterra, próximo da fronteira com a Escócia.

Recebeu este nome em homenagem ao imperador romano Públio Élio Trajano Adriano) que foi criada originalmente no Mediterrâneo antes de ser levada para o Reino Unido.


A criança – ainda não identificada se masculino ou feminino – teria sido uma escrava infantil, mas foi morta com as mãos amarradas.


Uma explicação alternativa, devido à localização, é de que criança pode ter sido filha ou filho de um soldado que serviu na Muralha de Adriano, dando mais peso à teoria de que os soldados trouxeram suas famílias para as florestas em Northumberland.


O esqueleto foi encontrado há dois anos em uma cova rasa, mas poucos estudos foram realizados com os restos mortais.


Como o enterro de humanos em áreas construídas era proibido pelos romanos – o morto tinha de ser enterrado ou cremado longe dos assentamentos – especialistas acreditam que o corpo da criança foi escondido, burlando a lei.


O Dr. Trudi Buck da Universidade de Durham, antropólogo e biólogo, estima que a criança tenha morrido com 10 anos de idade. Ele deu o nome de Georgie à criança para não ter que chamá-la de “restos mortais”.


Dr. Buck disse: “Eu acho que este é definitivamente um assassinato. Isso é muito circunstancial, mas possivelmente ela foi atingida na cabeça por alguma coisa. Infelizmente temos ótima preservação dos ossos do pulso, mas não da cabeça”, comentou de acordo com o britânico DailyMail.



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