Boby Peças quer reunir sua equipe para pesquisar casos de ufologia /FOTO: ALEX PIMENTEL
Uma equipe está sendo formada para trabalhar no Projeto Gênesis, o primeiro estudo de campo sobre Ovnis
Especialistas em ufologia vão iniciar pesquisas em torno do gênero na Área Q, como ficou conhecida a região de Quixadá e Quixeramobim, onde são comuns relatos de aparecimentos de Ovnis.
Especialistas em ufologia vão iniciar pesquisas em torno do gênero na Área Q, como ficou conhecida a região de Quixadá e Quixeramobim, onde são comuns relatos de aparecimentos de Ovnis.
Um aficionado estudioso do
tema no Estado, Robisson Alencar, mais conhecido como Boby Peças, é um
dos idealizadores da proposta.
De acordo com ele, trata-se do Projeto Gênesis, o primeiro estudo de campo do gênero no Ceará.
Uma
equipe está sendo formada para trabalhar em conjunto com a Associação
Gênesis, uma organização não governamental cujo objetivo é desenvolver e
executar projetos como simpósios, livros, vídeos, documentários e
excursões de visita a lugares considerados importantes para as
pesquisas. A rota terá início nas duas cidades do Sertão Central do
Ceará.
Credibilidade
A ideia principal do
projeto é dar mais credibilidade aos fenômenos de fato registrados na
região, mas desprezados ou escondidos pelos órgãos oficiais como as
Força Aéreas de muitos países e mais os institutos espaciais
internacionais, como a Nasa, explica o ufólogo.
Na avaliação de Boby Peças, dos casos apontados como relacionados aos Ovnis ou UFOs, somente 2% têm alguma fundamentação para pesquisas mais específicas sobre esses fenômenos. A maioria deles, os outros 88%, geralmente não tem veracidade.
O restante dos casos anunciados são de algum tipo de
objeto do universo cósmico cruzando o espaço tais como meteoros e
cometas, ou terráqueos, como satélites e até aeronaves de modelos não
convencionais como os aviões, utilizadas pelas forças armadas dos países
mais desenvolvidos como os Estados Unidos, Inglaterra e Rússia. Às
vezes também são brincadeiras, peças pregadas por descrentes de vida
além da Terra.
Não bastasse esses problemas, quem foi submetido a
algum tipo de experiência dificilmente quer se expor publicamente.
As
pessoas envolvidas nesses tipos de fenômeno geralmente não levam suas
experiências ao conhecimento público com medo de se expor e serem
consideradas malucas, segundo os estudiosos.
Por esses motivos, a
equipe de ufólogos fará preliminarmente o estudo do caso e somente
havendo confirmação e aceitação de quem presenciou ou foi submetido a
contato será dado conhecimento do fato por meio do portal eletrônico a
ser lançado, como também nos documentários e encontros promovidos pela
Associação ou dos quais forem convidados a participar.
Boby se
refere ao exemplo do recente aparecimento de Ovnis, há cerca de duas
semanas, no entorno do Açude do Cedro.
Um casal de namorados relatou ter
visto uma esfera luminosa de aproximadamente cinco metros de diâmetro
mergulhar nas águas do reservatório público e após alguns minutos
retornar ao espaço.
Com receio de serem repreendidos pelos pais e motivo
de chacota entre os vizinhos, os jovens pediram para não ter seus nomes
revelados.
Casos dessa natureza não serão expostos pela equipe
do Projeto Gênesis. Somente por meio das informações prestadas pelas
testemunhas será possível certificar a autenticidade do episódio. Casos
assim serão descartados até o surgimento de provas concretas, explicou o
ufólogo.
Discussão
Com o Projeto
Gênesis, a ufologia voltará a ganhar destaque na Área Q. A discussão
sobre a existência de vida extraterrestre voltará à tona.
Casos
clássicos como o do crânio do ET, famoso a partir da investigação feita
pela reportagem do Diário do Nordeste, voltarão às rodas de debate.
Embora profissionais especializados em paleontologia tenham apontado a
peça óssea como sendo de uma tartaruga marinha, os ufólogos de Quixadá
ainda não se deram por convencidos.
Boby ainda guarda o crânio,
encontrado em novembro de 2005, à margem da CE-060, nas proximidades da
Fazenda Pé de Serra, há pouco mais de 10Km do Centro de Quixadá.
Rejuvenescimento
Outro
registro muito famoso sobre ETs em Quixadá foi o Caso Barroso, de 1976.
Após ser atingido por um facho de luz disparado por uma espaçonave, o
comerciante Luis Barroso Fernandes morreu anos depois, de forma
misteriosa.
Ele entrou em processo de rejuvenescimento mental deixando
médicos impressionados. Mesmo após consultar 17 especialistas em várias
áreas da Medicina, seu caso continua sendo um dos mais emblemáticos
dessa área e objeto de estudo em vários países, destacou o ufólogo de
Quixadá.
Experiência se torna roteiro cinematográfico
O caso do comerciante Luis Barroso Fernandes é considerado um clássico da ufologia. Depois de ter "visto" um Ovni, ele se sentiu mal e, com o decorrer do tempo, foi voltando a ser criança, até falecer em 1993.
Com mais de 40 anos dedicados à ufologia, o professor Agobar Peixoto considera a proposta apresentada pelo amigo Robisson Alencar - prefere tratá-lo pelo nome - interessante e válida.
Entende ser importante o
acompanhamento de fatos reais. Ele reconhece o Caso Barroso como exemplo
e um dos mais clássicos no gênero.
A cena inclusive é reproduzida no longa-metragem Área Q, com exibição em circuito nacional há alguns meses. Conforme o ufólogo, quem iniciou as investigações foi o colega ufólogo Reginaldo de Athayde. Desde então, o fenômeno tem atraído o interesse de estudiosos mundo afora.
Na opinião de Agobar, o
comerciante Luis Barroso foi atingido por um facho de luz afetando seu
cérebro. Nunca mais a vida dele foi a mesma. "Mas quem explica melhor
esse fato é Athayde", pontua.
Em seu livro "ETs, santos e demônios na terra do Sol", o pesquisador Reginaldo de Athayde aborda o Caso Barroso. Era madrugada de 3 de abril de 1976.
Em seu livro "ETs, santos e demônios na terra do Sol", o pesquisador Reginaldo de Athayde aborda o Caso Barroso. Era madrugada de 3 de abril de 1976.
Luis Barroso seguia
para o seu sítio, situado alguns quilômetros da cidade quando ouviu um
zumbido semelhante ao de um enxame de abelhas. Olhou para trás, não viu
nada e resolveu continuar. Repentinamente, um objeto voador, de
aproximadamente três metros de diâmetro, posicionou-se acima dele.
Assustado, puxou as rédeas e parou para observar o estranho aparelho descer lentamente à sua frente, a uns 30 metros de distância.
O burro andou
para trás, aparentemente assustado com a presença do objeto.
Repentinamente, o aparelho emitiu um facho de luz atingindo Barroso e o
animal. Ficam paralisados.
Do aparelho abriu-se uma porta, por onde saíram dois pequenos seres. Um deles segurava um objeto semelhante a uma lanterna, com a qual apontou e disparou um facho de luz atingindo Luis Barroso no rosto. Com isso, imediatamente Barroso perdeu a consciência.
Ao voltar a si percebeu que estava distante do local onde
havia parado a charrete. Sentia-se tonto, trêmulo e um ardor no rosto.
Sentia também dificuldades respiratórias e intensa dor de cabeça.
O lado
esquerdo de seu corpo encontrava-se avermelhado, além de sentir
dificuldade em realizar movimentos para colocar a charrete em movimento.
Pouco depois, Barroso foi socorrido por um vaqueiro. Como não estava se sentindo bem pediu pata levá-lo até sua casa, onde narrou sua extraordinária experiência. Ainda sentindo mal, em decorrência do contato, ele pediu à esposa para levá-lo ao médico, Antônio Magalhães, um dos mais conceituados da cidade.
Ele ouviu atentamente o relato do
paciente e embora não acreditasse em discos voadores na época,
considerou que algo muito sério havia ocorrido. Barroso tinha elevada
credibilidade na cidade. Ele registrou todas as informações no
prontuário de atendimento e receitou-lhe um antialérgico, um calmante e
repouso absoluto.
Ao voltar para casa, Barroso continuou sentindo-se
mal, com dores constantes pelo corpo. Seus olhos ardiam muito e o lado
esquerdo do seu corpo continuava avermelhado.
Divulgação
Os relatos de Barroso se espalharam pela cidade. Suas narrativas sobre a aparição chegaram a Fortaleza, onde emissoras de rádio e jornais locais divulgaram o episódio.
O caso também chamou a atenção de Athayde. Foram
então 17 anos de visitas contínuas, de duas a três vezes ao mês, até a
morte dele. Luis Barroso faleceu em 1º de abril de 1993.
"Ele tinha a
pele suave como a de um bebê. Na melhor descrição possível, ele
demonstrava uma regressão mental, aparentemente irreversível. Com o
tempo passou a agir como uma criança. Ao fim da vida pronunciava apenas
três palavras: mamãe, dá e medo. Ele sempre falava quando alguém batia
uma fotografia com flash, evidenciando algum tipo de trauma com luz",
disse.
Reginaldo de Athayde, hoje com 76 anos, é uma das pessoas mais conhecidas e respeitadas na ufologia do Brasil. Além de presidente do Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), ele é jornalista, escritor, administrador de empresas e contador.
Foi presidente da Academia de
Letras e Artes do Ceará, e também vice-presidente da Academia
Municipalista de Letras do Estado do Ceará (Almece).
Fonte: Diário do Nordeste


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