sábado, 20 de agosto de 2016

Arquivos Insólitos 86

O Globo, 05 de Abril de 1969

Objeto voador não identificado sobrevoa parque memorial norte-americano


O vídeo foi filmado por uma câmara de vigilância do Malcolm W. Martin Memorial Park, na cidade de St. Louis, onde algo extraordinário foi registrado pelas câmeras em plena luz do dia, há três semanas.
 
 
Em comentário, no vídeo, escrito por um funcionário do Malcolm W. Memorial Park, ele disse: "Nós garantimos que você vai se surpreender ao assistir todos os 5 minutos destas imagens da câmera de segurança!".
 
 
Na rede social Facebook, já há muitas explicações sobre este fenômeno: poderia ser um veículo aéreo não tripulado (drone) com uma luz unidirecional. Mesmo assim, muitos questionam a capacidade de um drone em produzir uma quantidade deste porte de luz. 
 
 
Outros especulam que poderia ser um balão meteorológico, embora a velocidade do objeto esteja maior do que a de um balão. Afinal, poderiam simplesmente ser insetos iluminados com tamanho maior que o normal.
 
 No entanto, esta não é a primeira vez que um OVNI foi visto perto do arco St. Louis. A mesma câmera do Malcolm W. Martin Memorial Park capturou um objeto, que apareceu em plena luz do dia em 14 de Julho de 2016.


Uma coisa é certa, o Malcolm W. Martin Memorial Park pode chegar a ganhar muito dinheiro já que multidões de OVNI-adoradores irão à cidade para presenciar de perto a aparição de objetos voadores.




 
 
Fonte: Sputnik

Últimos mamutes do Alasca morreram de sede há 5.600 anos, aponta estudo

 

Os mamutes-lanosos (Mammuthus primigenius) do Alasca, pertencentes a um dos últimos grupos sobreviventes da espécie, provavelmente morreram de sede quando o nível das águas salgadas do mar aumentou em torno da ilha onde viviam, 5.600 anos atrás.


A pesquisa, divulgada na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences", também adverte que um cenário semelhante poderia pôr em perigo pessoas e animais que vivem em ilhas nos próximos anos devido ao aquecimento global e à subida do nível dos mares, dificultando o acesso à água doce. O estudo foi publicado na segunda (1°). 


A pesquisa foi realizada na Ilha Saint-Paul, uma área remota do Alasca que já foi parte da Beríngia, uma porção de terra no estreito de Bering que ligava o continente americano com a Ásia. A ilha ficou isolada entre 14,7 mil e 13,5 anos atrás devido à subida do nível do mar durante o último degelo, e a área de terra diminuiu significativamente. Seu tamanho atual é de 110 quilômetros quadrados. 


Não havia seres humanos vivendo nessa região naquele momento, segundo os cientistas, que coletaram sedimentos do leito de um dos poucos lagos de água doce da ilha para descobrir o que aconteceu com os mamutes. 


Analisando os sedimentos em busca de sinais de fungos que crescem em fezes de animais e usando o método de datação por radiocarbono, os pesquisadores foram capazes de dizer quando os mamutes desapareceram. 


O DNA encontrado nesses sedimentos "mostrou a presença de DNA de mamute até 5.650 anos atrás, com uma margem de mais ou menos 80 anos", disse o estudo, que descreveu a descoberta como a datação mais precisa até o momento de um grande evento de extinção. "Após esse tempo, não há mais DNA de mamute, e por isso não há mais mamutes na ilha", acrescentou. 


Os pesquisadores acreditam que esses grandes animais, parecidos com os elefantes de hoje, de alguma forma conseguiram sobreviver por cerca de 5.000 anos a mais que as populações continentais - que desapareceram provavelmente devido a uma combinação de caça e mudanças climáticas -, mas acabaram morrendo por causa da escassez de água doce. 


Muito parecidos com os elefantes, que bebem cerca de 200 litros de água por dia, os mamutes-lanosos teriam lutado para sobreviver durante um período prolongado de condições secas e de diminuição da qualidade da água. Ao longo de 2.000 anos, a área foi ficando cada vez menor e mais seca. 


Quando os cientistas analisaram ossos e dentes de mamutes, assim como restos de outros animais aquáticos, eles encontraram sinais de condições progressivamente mais secas que antecederam o evento de extinção. 


"É um quadro calamitoso para estes mamutes", disse Matthew Wooller, da Universidade do Alaska Fairbanks e coautor do estudo. "O nível dos recursos de água doce os empurrou para uma situação insustentável", acrescentou Wooller. 

 
Apenas uma população de mamutes, na ilha de Wrangel, ao norte da Sibéria, viveu mais tempo que os mamutes do Alasca - até cerca de 4.700 anos atrás. "Este estudo reforça as preocupações do século 21 sobre a vulnerabilidade das populações insulares, incluindo humanos, ante o aquecimento, a disponibilidade de água doce e a elevação do nível do mar", concluem os pesquisadores. 
 
 
 
 

Cadela sobrevive a queda de 45 metros de altura na Alemanha




Uma cadela sobreviveu a uma queda de 45 metros de altura na região alemã conhecida como Suíça Saxônica (leste), quando sua dona fazia uma excursão com familiares na Elbsandsteingebirge, uma cadeia montanhosa caracterizada por solo de arenito, informaram neste sábado os bombeiros.


A cadela, que não usava coleira, saltou de um mirante quando a família desfrutava da vista e caiu num precipício. 


As taças das árvores e arbustos amorteceram a queda da cadela, que responde ao nome de Jule e que já havia caído por 25 metros em queda livre. 


A dona, de 75 anos, alertou as equipes de resgate, que desceram com cordas desde o mirante e, guiando-se pelos choros da cadela, acharam o animal na rachadura de uma rocha. 


Os soldados colocaram a cadela em um saco e, com a ajuda de outros excursionistas, conseguiram subir a mesma até o mirante, indicaram os bombeiros. 


Após o resgate, que se prolongou durante duas horas e meia, o animal foi levado a uma clínica veterinária, onde passou a noite. 




Fonte: Terra /Bild

É assim que as pessoas da Era do Bronze eram há 3700 anos



 
 
Arqueólogos divulgam reconstituição facial de mulher que morreu em território escocês na Idade do Bronze.


A mulher acima parece alguém que você poderia encontrar na rua em pleno século 21? Ledo engano. Perto dela, Júlio César é uma criança e Átila, o Huno, está na barriga da mãe. Essa é, na verdade, a reconstrução facial de uma jovem com algo entre 19 e 22 anos que morreu no território da Escócia há 3700 anos, no auge da Idade do Bronze. 
 
 
Seu nome é Ava, uma referência a Achavanich, local em que o esqueleto foi encontrado. A ilustração, baseada em um detalhado estudo das características de seu crânio, foi feita por arqueólogos e artistas forenses sob o comando da pesquisadora Maya Hoole.


Sua altura, baseada no comprimento da tíbia, foi calculada em algo como 1,67 m. Os olhos azuis e o cabelo ruivo eram traços predominantes da população da região. O esqueleto não possuía mandíbula, o que dificultou o trabalho de reconstituição. 
 
 
O tamanho dos lábios foi estimado com base nos resquícios de esmalte nos dentes, que também ajudam a calcular, por meio do desgaste na superfície de contato, a idade com que Ava morreu. O responsável por trazer Ava de volta à vida foi Hew Morrison, estudante de pós-graduação da Universidade de Dundee.


O mais curioso, porém, foi o esmero com que seu corpo foi sepultado. Ao contrário da maior parte dos esqueletos da época, seus ossos foram encontrados em uma cova com sólidas paredes de pedra – um sinal de que ela era importante de alguma maneira do ponto de vista social ou de que já se sabia de sua morte com alguma antecedência.


Ela pertencia à Cultura Beaker, conhecida, em português, como Cultura do Vaso Campaniforme, que, ao que tudo indica, foi um fenômeno e se disseminou por quase todo o território europeu no século 3 a.C.


Além dos vasos de cerâmica de formato característico ao povo, encontrados quase sempre em situações funerárias, eles já dominavam completamente utensílios de metal. Estudos genéticos indicam que boa parte da população de países como a Irlanda descende de populações que migraram para lá nessa época. 


O grupo de pesquisa possuí uma página no Facebook em que publica as descobertas mais recentes.


Com informações de IFL Science.




Fonte: Galileu

Ancestrais do homem já tinham câncer há quase 2 milhões de anos, diz estudo

Um tumor achado no pé do fóssil de um hominídeo é o caso mais antigo de câncer potencialmente fatal na árvore genealógica humana


Um tumor foi encontrado no fóssil de um hominídeo que viveu quase 2 milhões de anos na África do Sul e é considerado o câncer mais antigo de que se tem notícia. A descoberta foi publicada no South African Journal of Science por uma equipe de antropólogos da Universidade de Witwatersrand, em Johannesburgo, na África do Sul.


Técnicas avançadas de raio-X permitiram a identificação do câncer no pé do fóssil de um hominídeo da espécie Paranthropus, encontrado na caverna de Swartkrans, na África do Sul. 


Antes dele, o tumor considerado mais antigo era o de um hominídeo africano da espécie Homo erectus, encontrado no fragmento da mandíbula de um fóssil que data de 1,5 milhão de anos. Há especialistas, no entanto, que afirmam que a estrutura encontrada no rosto no dele, na verdade é resultado de uma fratura e não de um tumor.


Um segundo estudo, também publicado no South African Journal of Science, identificou um tumor bastante antigo, mas benigno, na coluna vertebral de uma criança Australopithecus sediba. O esqueleto foi encontrado junto ao de outro adulto da mesma espécie em uma caverna subterrânea em Malapa, também na África do Sul.


Apesar de não ser uma ameaça à vida, o tumor benigno pode ter prejudicado a capacidade da criança de andar e correr, afirmam os pesquisadores no estudo. 


Segundo eles, esse tipo de crescimento anormal ósseo na coluna vertebral é raro nos dias de hoje, especialmente em crianças. "Esta é a primeira evidência da doença em um indivíduo jovem", diz Randolph-Quinney, antropólogo-biólogo, da Universidade do Centro de Lancashire, na Inglaterra, que liderou o estudo, em entrevista à "Science News".



Não é só a sociedade moderna

 

As duas descobertas contribuem para derrubar a premissa de alguns especialistas de que cânceres são produtos exclusivos das sociedades modernas. Claro que o uso de pesticidas, a maior expectativa de vida e outras características do mundo industrializado aumentaram a incidência de cânceres e tumores.

Mesmo usando técnicas sofisticadas de imagem, outros pesquisadores afirmam que os estudos oferecem uma "uma janela muito pequena" na detecção de cânceres e tumores em fósseis, defende a paleontologista Janet Monge, da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia (EUA), em entrevista ao portal "Science News".

Segundo ela, são as análises microscópicas de células de tecidos moles que confirmam o diagnóstico de câncer em pessoas atualmente, e essas células são ausentes em fósseis. Monge afirma que sem essas informações adicionais não é possível tirar qualquer conclusão sobre o que causou  crescimento anormal do tecido ósseo do fóssil. 



Fonte: UOL

Pirâmide desconhecida é encontrada no México






A “Pirâmide do Sol”, que mede 63,5 metros de altura, era a maior de Teotihuacan – um dos mais impressionantes sítios arqueológicos do mundo localizado no estado de Chiapas, México.


Há cerca de um ano a estrutura foi superada por outra, até então desconhecida. A nova maior pirâmide do país foi examinanda por especialistas do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), que informaram que ela possui 75 metros de altura e quase 1.700 anos.


Mas por que a pirâmide não havia sido descoberta anteriormente? O local era coberto por vegetação e com isso passou despercebido por um longo tempo. Acreditava-se que quase tudo lá era uma colina ou um pequeno monte.


Porém, uma evidência recente revelou que a área foi quase inteiramente construída por povos indígenas, de acordo com Emiliano Gallaga, diretor do sítio arqueológico.




Fonte: Gadoo

Mulher de 90 anos morre após ser atacada por jacaré nos EUA





O legista do condado de Charleston confirmou que uma mulher de 90 anos encontrada morta em uma lagoa após sumir de uma causa de repouso foi atacada por um aligátor (também conhecido como jacaré-americano).


Os múltiplos cortes e ferimentos de golpes com força no corpo de Bonnie Walker são compatíveis com um ataque do animal, de acordo com o relatório do legista Rae Wooten, citado pela agência AP.


O Departamento de Recursos Naturais da Carolina do Sul diz que esta é a primeira morte registrada no estado por um ataque do tipo.Walker desapareceu na quarta-feira (27) e seu corpo foi encontrado horas depois em uma lagoa que fica perto do Brookdale Senior Living Center, a casa de repouso em que ela morava.


Investigadores continuam buscando pistas sobre o que aconteceu, mas a hipótese mais provável, afirmam, é que a idosa tenha tropeçado ou escorregado e caído na água, atraindo a atenção do animal.


A AP diz que um aligátor foi retirado da lagoa na sexta de manhã por funcionários do Departamento de Recursos Naturais.




Fonte: Yahoo!

Estudo indica que primeiros homens não chegaram às Américas por terra




As primeiras pessoas a chegar às Américas não poderiam ter passado pelo corredor de camada de gelo que se pensava que tinha sido o ponto de entrada de humanos para os continentes, de acordo com um estudo publicado quarta-feira 10.


Mais provavelmente, os pioneiros humanos do Novo Mundo - provavelmente cerca de 15.000 anos atrás - avançaram ao longo de uma costa do Pacífico, suficientemente livre de gelo para suportar a flora e a fauna necessárias para sustentar a vida.


A rota e o período exatos desta migração inaugural permanecem sendo conjecturas, disseram os pesquisadores.


Mas o que é certo, de acordo com as descobertas relatadas na revista científica Nature, é que a versão clássica sobre aquela passagem está errada.


Durante décadas, os cientistas trabalharam com a seguinte teoria.


Cerca de 14.500 anos atrás, um corredor norte-sul de 1.500 km se abriu entre a camada de gelo Cordilleran - que cobria aproximadamente o que é hoje a província canadense de British Colombia - e a muito maior camada de gelo Laurentide, que ocupava o resto do Canadá.


A era do gelo foi lentamente desaparecendo e dando lugar a uma ponte de terra entre a Eurásia e o Alasca.


Cerca de mil anos mais tarde, de acordo com esta teoria, os primeiros seres humanos da era do gelo se moveram através desta passagem interior para fundar novas culturas no sul.


Uma nova história

 

Entre eles estava o povo de Clóvis, que apareceu pela primeira vez nos registros arqueológicos mais de 13.000 anos atrás. Este enredo pressupõe, naturalmente, que estes primeiros povos encontraram alimentos ao longo do caminho.


E é aí que a teoria cai por terra, de acordo com Mikkel Pedersen, pesquisador do Centro de GeoGenetics da Universidade de Copenhague e autor principal do estudo.


"O primeiro momento em que o corredor se abre para a migração humana é 12.600 anos atrás", disse à AFP.


Embora a passagem possa ter estado livre, "não havia absolutamente nada antes desta data no ambiente em volta - nem plantas, nem animais".


Nada, em outras palavras, que teria permitido aos seres humanos se alimentarem durante um longo e árduo caminho entre penhascos de gelo.


Outras pesquisas que mostraram que os seres humanos poderiam ter chegado às Américas pelo menos 14.500 anos atrás - e talvez alguns milhares de anos antes disso - já tinha começado a enfraquecer a hipótese do corredor de camada de gelo, forçando especialistas a olharem mais de perto a possibilidade de uma rota costeira.


Pedersen e colegas agora parecem ter fechado definitivamente a porta para a teoria da rota pelo interior.


Os métodos inovadores que eles utilizaram para reconstruir o ecossistema no final da idade do gelo foram cruciais para a descoberta.


Em vez de procurar vestígios de DNA de plantas ou animais específicos enterrados em sedimentos - a abordagem padrão - a equipe de Pedersen usou o que é chamado de método de "shotgun" (espingarda), catalogando todas as formas de vida em uma determinada amostra.


"Tradicionalmente, estivemos procurando genes específicos de uma ou de várias espécies", explicou.


"Mas a abordagem 'shotgun' realmente nos deu uma visão fantástica sobre todas as diferentes" cadeias alimentares. "Camadas, desde bactérias e fungos até plantas superiores e mamíferos".


Janela para mundos antigos

 

Os pesquisadores escolheram extrair núcleos de sedimentos do que teria sido uma passagem estreita no corredor interior, uma área parcialmente coberta hoje pelo Charlie Lake, na província canadense de British Columbia.


A equipe fez datação por radiocarbono e recolheu amostras enquanto estava na superfície do lago congelado no inverno.


Até 12.600 anos atrás, o ambiente era quase inteiramente desprovido de vida, descobriram os cientistas.


Mas o ecossistema evoluiu rapidamente, dando lugar dentro de algumas centenas de anos a uma paisagem de grama e sálvia, logo povoada por bisões, mamutes, coelhos e ratazanas.


Mil anos depois, o ecossistema teve uma nova transição, esta vez para um ambiente com árvores, alces e águias.


As descobertas abrem "uma janela para os mundos antigos" e são uma pedra angular em uma "grande reavaliação" de como os seres humanos chegaram à América, disse Suzanne McGowan, da Universidade de Nottingham, comentando o estudo na Nature.


Elas também tornaram a teoria da passagem costeira muito mais provável, acrescentou.


Outros estudiosos concordam.


"Se já houve um corredor livre de gelo durante o Último Máximo Glacial, não era nas regiões do interior do norte da América do Norte, mas ao longo da costa noroeste", escreveu James Dixon, da Universidade do Novo México, em um estudo recente.


Uma passagem "biologicamente viável" começou a se formar ao longo dessa costa, da Ponte Terrestre de Bering para as regiões ao sul das geleiras, cerca de 16.000 anos atrás, afirmou Dixon na revista Quaternary International.




Fonte: UOL

Descoberta arqueológica mostra que gregos podem ter cometido sacrifícios humanos


 
Esqueleto pode mudar algumas crenças sobre a cultura da Grécia.


O Ministro da Cultura da Grécia anunciou esta semana a descoberta do esqueleto de cerca de 3 mil anos de um adolescente. Os resquícios do jovem foram encontrados perto do Monte Lykaion, região conhecida por lendas sobre sacrifícios de animais feitos em homenagem a Zeus.


O local também já foi associado a rituais de sacríficio humano por diversos escritores antigos, como Platão. "Todas as possibilidades vão ser estudadas", afirmou Anna Karapanagiotou, responsável pelo time de arqueólogos, em entrevista à rádio local citada pelo jornal The Guardian.


A maioria dos estudos relacionados ao tema na Grécia Antiga concluiu que as histórias de sacrifício humano são apenas ficção. No mesmo período, a prática para fins religiosos era comum em povos romanos, egípcios e israelitas, mas os pesquisadores sempre pensaram que não fizesse parte da cultura grega.


David Gilman Romano, professor da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos que participou das escavações, disse que autores clássicos relacionavam o mesmo local com sacrifícios humanos. "Várias fontes mencionam rumores de que os sacrifícios ocorriam no sul dessa mesma montanha, mas até então não existiam evidências de ossos humanos", comenta. "Seja qual for o ritual que existiu ali, é um altar feito para sacrifícios... Não é um cemitério." 


Os achados, disseram os arqueólogos, são fascinantes pela possibilidade de rituais do gênero terem existido na Grécia Antiga, o que parece ser uma grande contradição. 


"De um lado, temos a Grécia como berço da civilização, a origem da democracia, filosofia e raciocínio lógico", observa o dr. Jan Bremmer, professor de estudos religiosos na Universidade de Groningen. "E ao mesmo tempo temos esses mitos que soam tão cruéis." 
 
 
 
Fonte: Galileu
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