quinta-feira, 21 de julho de 2016

Arquivos Insólitos 82

O Globo, 30 de Maio de 1970

O primeiro caça-fantasmas da história foi uma mulher

Rose Mackenberg (esq.) 



Rose Mackenberg foi contratada por Houdini para desmascarar falsianes do sobrenatural.


Quando anunciou que faria um reboot de Os Caça-Fantasmas, filme clássico de 1984, o diretor Paul Feig (The Office, Missão Madrinha de Casamento, As Bem-Armadas), foi duramente criticado. Não pelo fato de estar planejando um reboot, e sim porque afirmou que os novos caçadores não seriam "eles" como no original, e sim "elas".


Diversos argumentos foram utilizados para tentar justificar o quanto o filme seria ruim, mas muitos simplesmente não gostaram do fato de Feig ter escolhido quatro mulheres (Kristen Wiig, Melissa McCarthy, Kate McKinnon e Leslie Jones) para serem protagonistas do filme. Pode ser um conceito difícil de os ~haters entenderem, mas a verdade é que o primeiro caça-fantasmas da história surgiu décadas antes de Peter (Bill Murray), Ray (Dan Aykroyd), Egon (Harold Hamis) e Winston (Ernie Hudson) e era uma mulher.


Rose Mackenberg trabalhava como investigadora em Nova York, nos Estados Unidos, na década de 1920, quando foi contratada por ninguém menos do que Harry Houdini para apurar a situação de um suposto médium. O ilusionista ficou tão satisfeito com o trabalho de Mackenberg que a contratou para investigar fraudes que usavam o sobrenatural para tirar o dinheiro das pessoas.


Mais alguns investigadores foram contratados por Houdini para ajudar Mackenberg, que se infiltrava — muitas vezes disfarçada de viúva ou mãe — em diversas operações. Durante seu tempo trabalhando para o ilusionista, ela desmascarou pessoas que diziam ouvir, se comunicar e invocar os mortos; tratantes que diziam saber os conteúdos de envelopes selados, entre outros.


Como aponta o Quartz, sua agilidade e seus relatórios detalhados a deixaram conhecida como a maior caça-fantasmas (e fraudes) da época. Ela foi até consultada pelo congresso americano durante a criação de uma lei contra videntes. 


Mackenberg morreu em Nova York em 1968, mas deixou uma belo legado. Inclusive a ideia de que mulheres podem ser o que elas quiserem: investigadoras, caça-fantasmas e protagonistas de reboots de franquias de sucesso.



Fonte: Galileu

Os caça-fantasmas da vida real





Alguns corajosos não têm medo de enfrentar assombrações que tiram o sono de muita gente. Conheça as histórias de quem dedica a vida a investigar eventos sobrenaturais.


O ano de 1970 chegava ao fim quando Roger e Carolyn Perron arremataram, num leilão, uma antiga casa de campo em Harrisville, no estado americano de Rhode Island. O clima bucólico parecia perfeito para o casal criar suas 5 filhas pequenas. Mas, logo na primeira semana, o cachorro amanheceu morto, enforcado pela coleira. Os dias passaram e diversos hematomas apareceram no corpo de Carolyn. 


À noite, as meninas sentiam um forte cheiro de carne podre no ar e tinham seus pés puxados ao dormir. Porta-retratos se espatifavam pelo chão sem nenhuma explicação. A TV ligava sozinha. Ouviam-se batidas nas paredes. Em pouco tempo, os acontecimentos de Harrisville chegaram até Ed e Lorraine Warren, investigadores paranormais fundadores da New England Society for Psychical Research (NESPR), uma das mais antigas sociedades de caça-fantasmas dos EUA. 


Bastou cruzar a porta de entrada da casa para que Lorraine percebesse: tratava-se de um lugar mal-assombrado. Hoje, aos 88 anos, Lorraine segue na ativa. Nos anos 70, sua capacidade psíquica, como médium e clarividente, chegou a ser testada por pesquisadores do extinto Laboratório de Parapsicologia da Universidade da Califórnia. 


Já Ed, falecido em 2006, foi um dos mais notáveis demonólogos (especialista em demônios) do mundo, reconhecido até mesmo pelo Vaticano. Casados por mais de meio século, os dois formaram a mais respeitada dupla de caça-fantasmas do planeta. "Ed estudava a fundo o mundo dos demônios e, por isso, foi considerado uma 'autoridade no mal'. 


Mas acho que podemos ser chamados, sim, de caça-fantasmas", diz Lorraine. No currículo dos Warren, que se negavam a cobrar pelos trabalhos, estão registrados mais de 4 mil casos em diversos países - uma experiência que foi relatada em dezenas de livros, programas de TV e documentários.


Devidamente instalados no casarão da família Perron, Ed e Lorraine começaram a pesquisar a história da fazenda. Segundo o folclore local, uma mulher teria sido acusada de bruxaria no fim do século 19, depois de ser flagrada ofertando a vida de uma criança a Lúcifer - cravando-lhe uma fina agulha na altura do crânio. Estava claro: o fantasma de Bathsheba Sherman estava tentando expulsar a família. Andrea Perron, então com 12 anos, discorda da tese de que Bathsheba era a maior culpada pelos fenômenos. 


"A senhora Warren atribuiu a maldição a Batsheba, mas achávamos que ela estava errada, pois o demônio que atormentou minha mãe falava um idioma arcaico", diz Andrea. Autora da trilogia House of Darkness: House of Light - The True Story ("Casa da escuridão, casa da luz: a verdadeira história", sem tradução em português), lançada em 2011, a filha mais velha dos Perron revela que o momento mais apavorante aconteceu na noite em que os Warren trouxeram um time de especialistas para uma sessão de invocação dos espíritos. 


Além deles, havia um médium, um padre e equipe técnica com profissionais de áudio e vídeo - staff completo. "Contra a vontade do meu pai e sem fazer um julgamento apropriado, eles começaram uma sessão que se saiu terrivelmente errada. Aquilo infestou minha mãe, tomou seu corpo. Ela levitou e foi atirada longe, na outra sala, pensei que fosse morrer", relembra Andrea. Depois da tentativa frustrada de exorcismo, Roger Perron pediu aos Warren que abandonassem o caso. Acreditava que o mistério estava acima da capacidade dos especialistas.


A história adormeceu por décadas, vindo à tona com o lançamento do livro de Andrea e de um filme inspirado nos fatos, Invocação do Mal. Até vender a casa, em 1980, a família teve que se adaptar à vida ao lado dos fantasmas. "Aprendemos a conviver com essa presença, até porque a maioria deles era inofensiva. Nem tudo foi tristeza e melancolia", conta Andrea. 


Ainda que os acontecimentos de Harrisville tenham frustrado os caça-fantasmas Ed e Lorraine, essa não foi a investigação que mais os atormentou. Poucos anos depois, Amityville se revelaria pior. Muito pior.

Depois de investigar uma casa em Amityville, os Warren foram perseguidos por um ente do mal.
Na madrugada de 13 de novembro de 1974, Ronald Defeo Jr. matou a tiros de rifle seus pais e os quatro irmãos no número 112 da Ocean Drive, em Amityville, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Preso até hoje, o assassino alegou, na época, ter sido influenciado por entidades malignas. Depois, chegou a dizer que o argumento era falso. 


O fato é que, 13 meses depois da chacina, a casa ganhou novos moradores: a família Lutz. Passaram-se apenas 28 dias entre a primeira e a última vez que os Lutz pisaram na casa. Móveis e eletrodomésticos se moviam, portas batiam, as crianças apareciam arranhadas, barulhos estranhos e vozes lamuriosas atormentavam a todos. 


Aterrorizados, os Lutz deixaram todas as suas coisas para trás, e os Warren foram chamados para investigar a casa. "O caso Amityville afetou nossa vida mais do que qualquer outro. Alguma coisa nos seguiu até a nossa casa e apareceu tanto para mim quanto para Ed. Fomos atacados por uma entidade do mal", afirma. A história dos Lutz já foi contada diversas vezes tanto pelo cinema como pela literatura. A maioria das versões toma como base A Mansão do Diabo, best-seller escrito por Jay Anson em 1977.


Casas mal-assombradas sempre geraram controvérsia e são vistas por muita gente como fraudes, mas tanto a parapsicologia quanto os pesquisadores da paranormalidade procuraram levá-las a sério. Até por que os relatos misteriosos se acumulam e, mesmo sem hipótese científica que ajude a compreender melhor o que acontece numa casa supostamente mal-assombrada, parte da população tende a acreditar que é tudo real. 


Uma pesquisa divulgada pelo portal Huffington Post revelou que 45% dos americanos acreditam em fantasmas ou na possibilidade de que os espíritos de pessoas mortas voltem a certos endereços.


Fantasmas brasileiros

 

Na baía norte de Florianópolis, é uma ilha inteira, e não apenas uma casa, que é conhecida por ser mal-assombrada. Durante a Revolução Federalista, no final do século 19, dezenas de revoltosos contrários ao regime de Floriano Peixoto foram presos e assassinados na antiga fortaleza da ilha de Anhatomirim. 


Historiadores estimam que até 200 pessoas perderam sua vida no local, a maioria vítima de fuzilamentos ou enforcamentos. Desde então, vozes, ruídos, barulhos, vultos e assombrações passaram a ser vistos e ouvidos no local.


São casos como esse que motivam o trabalho de pessoas como o gaúcho Antonio Augusto Fagundes Filho, 53 anos. Ele não utiliza a parafernália da maioria dos caçadores de fantasmas americanos - como detectores de força eletromotriz, câmeras com infravermelho, monitores atmosféricos, contadores Geiger e sismógrafos. 


Nada disso: Fagundes é um caça-fantasma um tanto peculiar. "Já participei de alguns grupos, mas sou um lobo solitário mesmo", afirma. Pesquisador das ciências ocultas há mais de três décadas, o autor de obras como O Livro dos Demônios, diz já ter passado por poucas e boas. Mas uma de suas experiências mais marcantes foi pernoitar em Anhatomirim.


Convidado por uma TV local, o demonólogo (como são chamados os especialistas em espíritos do mal) entrevistou historiadores e pescadores - alguns dos quais juraram haver assombração na ilha. "Pode ser até lenda, mas eu passei muito trabalho quando pescava com meu pai e meus irmãos e parava no Anhatomirim à noite. A gente via o sofrimento dos caras que morreram enforcados lá", diz Fausto de Andrade, um pescador local.


Para Fagundes, todas as assombrações relatadas na ilha eram causadas por quem morreu de forma cruel no local há mais de 100 anos. Com natureza espectral, de característica evanescente, os fantasmas costumam aparecer se desfazendo - tal como uma fumaça ou nuvem. "Muitas vezes, eles tentam interferir no nosso mundo apenas para chamar a atenção, em busca de paz ou de um repouso final", diz. 


Munido com adagas, espadas, pedras energéticas, Fagundes valeu-se de rituais mágicos para contatar as almas penadas. Meditou sob a árvore dos enforcados e, encostado nas paredes onde aconteciam os fuzilamentos, garante ter libertado inúmeros fantasmas que perambulavam pelo local. 


"Vi as almas em tormento, desesperadas. Elas queriam era uma luz, uma prece, uma lembrança de alguém que lamentasse e partilhasse seu sentimento de justiça. Então, trabalhei o ambiente com meus artefatos", afirma.


Quando parapsicólogos e demonólogos falham, há soluções mais radicais. Na zona rural de Caiçara, no Rio Grande do Sul, uma família vinha sendo aterrorizada por fenômenos paranormais nos primeiros meses de 2014. 


Marido, mulher e os três filhos (um menino e duas garotas entre 11 e 15 anos) chegaram a procurar ajuda na polícia e na prefeitura. O mistério envolve pedras no telhado, pancadas nas paredes, levitação e até mesmo uma aparente possessão demoníaca registrada por um produtor de vídeo de uma cidade vizinha. 


Fagundes analisou as imagens e acredita que se trata de um caso típico de poltergeist - que, na definição dos demonólogos, ocorre quando garotas adolescentes, em fase de mudanças no corpo, liberariam uma energia incontrolável, como se tivessem possuídas por entidades do mal. 


Ou seja, para Fagundes, a natureza do problema em Caiçara nada tem a ver com fantasmas e demônios: as meninas não conseguiriam controlar a suposta energia decorrente das transformações hormonais, típicas dessa fase da vida. Diante da insistência das assombrações, a família adotou uma medida drástica: demoliu a casa.


Alucinação sonora

 

Mas casas mal-assombradas também podem ser explicadas pela ciência tradicional. Foi o que Victor Tandy, pesquisador da Universidade de Coventry, na Inglaterra, descobriu depois de levar um grande susto. Trabalhando em seu laboratório, sozinho e tarde da noite, o professor sentiu um pavor inexplicável. 


Suando frio, de cabelos em pé e tonto, enxergou de canto de olho uma mancha movendo-se a poucos metros de distância. Em pânico, correu para casa, onde lembrou-se de relatos de colegas que teriam tido uma experiência semelhante no mesmo local. 


No dia seguinte, Tandy participaria de uma competição de esgrima e, por isso, carregou para o trabalho seu florete. Ao colocá-lo sobre a mesa, a lâmina começou a tremer freneticamente. Eureka! Só podia ser uma fonte de energia interferindo no objeto.


Após muita reflexão, o pesquisador percebeu que todas as assombrações apareceram depois da instalação de um ventilador de exaustão no laboratório. Pronto. A culpa era da ressonância. Quando se bate num objeto, ele vibra e emite ondas sonoras com determinada frequência. 


E todo e qualquer corpo tem sua frequência de ressonância - ou seja, uma frequência própria, que vibra com amplitude maior quando recebe a energia gerada por excitações semelhantes. Ao medir as ondas do ventilador, Tandy encontrou, além do ruído audível, o infrassom, uma onda sonora muito grave abaixo do que o ouvido humano consegue ouvir, que se multiplicava pela sala estreita com o mesmo comprimento de onda. 


Cheio de energia sonora, o laboratório não só moveu o florete como havia agido no corpo de Tandy, fazendo vibrar partes do organismo como o bulbo cerebral - que controla a respiração e causou a sensação de pânico.


Além disso, a frequência de ressonância do globo ocular era muito parecida com a do ventilador. Por isso, o olho chacoalhou, fazendo com que a retina produzisse um clarão - o tal fantasma. Ventilador trocado, laboratório exorcizado.


Uma noite no museu

 

Em Monroe, uma pacata cidade do estado americano de Connecticut, vive a mais famosa caça-fantasma do mundo. Aos 88 anos, Lorraine Warren acumula milhares de histórias de investigação paranormal - a imensa maioria ao lado de Ed, seu marido, que faleceu em 2006. 


Mais do que casos documentados, Lorraine guarda no porão de sua própria casa uma infinidade de objetos recolhidos ao longo de mais de 60 anos. "São itens do mal", como ela mesma diz. Trata-se do Occult Museum (ou Museu do Ocultismo), que reúne instrumentos usados em rituais satânicos, como crânios, livros de bruxaria, bonecos de vodu e até um espelho para a invocação de espíritos. 


Entre o que se pode chamar de destaques do lugar está um órgão que se tocava sozinho e um sinistro ídolo satânico encontrado numa floresta. Mas nada supera a boneca Annabelle. Doada aos Warren nos anos 70 por uma estudante, a boneca teria ganhado vida própria ao ser possuída por um demônio. 


Desde então, Annabelle vive trancada em uma caixa com porta de vidro, à exposição para curiosos. Um cartaz avisa as poucas pessoas que se arriscam a visitar o lugar, aberto ao público: não toque nos objetos. "As coisas que estão aqui são o oposto daquilo que pode ser considerado sagrado ou abençoado. Por isso, um padre vem regularmente benzer os objetos", explica Tony Spera, diretor da New England Society for Psychical Research, fundada por Lorraine, sua sogra, em 1952.



CAIXA DE FERRAMENTAS



Caça-fantasmas carregam na mochila alguns equipamentos que ajudariam a desvendar a origem das assombrações


EMFs: em lugares de atividade paranormal intensa, fantasmas causariam interferência sobre os campos magnéticos. Os EMFs detectam variações nesses campos.


Câmeras: filmadoras e máquinas fotográficas coletam indícios de fenômenos sobrenaturais. Quando captam luzes infravermelha e ultravioleta, melhor ainda. Há quem use, em conjunto, uma lanterna de laser, que facilita a detecção de sombras no vídeo.


Gravadores de áudio e Ghost Box: gravadores ajudam na detecção dos fenômenos eletromagnéticos de voz (EVPs). A Ghost Box é uma espécie de rádio que varre todas as frequências, inclusive as inativas, em busca de EVPs.


Smartphone: os caça-fantasmas também podem contar com o auxílio de aplicativos para telefone celular. O EVP Analyzer, por exemplo, grava fenômenos eletromagnéticos de voz. O Paranormal State EMF Detector varre campos magnéticos em busca de possíveis espíritos. Já o Ghost Radar grava os padrões de campo magnético, vibração e som do ambiente e avisa quando algo de anormal acontece.




Fonte: Super

Americanos são socorridos após caça a 'fantasmas' em Veneza




Cinco turistas norte-americanos foram socorridos pelos bombeiros na ilha de Poveglia, em Veneza, após terem ido até ela para caçar "fantasmas".   


Com uma superfície de 7,25 hectares, Poveglia está desabitada há muitos anos, mas já foi um próspero burgo da Baixa Idade Média.   


Ao longo de sua história, também foi palco de guerras, funcionou como abrigo para vítimas da peste e teve um hospital psiquiátrico, fomentando a lenda de que seria mal assombrada.   


Motivados por esse passado sinistro, os norte-americanos chamaram um táxi aquático para chegar até a ilha No entanto, ao cair da noite, o medo falou mais alto e eles começaram a gritar a plenos pulmões.


Quem os notou foi a tripulação de um barco a vela que passava pela região e acionou o Corpo de Bombeiros. 


O objetivo dos turistas, todos na faixa dos 20 anos e naturais do estado do Colorado, era passar a noite em Poveglia à caça de seres sobrenaturais. 




Fonte: UOL

Como é o trabalho dos 'caça-fantasmas' da vida real

 A equipe da Dead of Night usa vários equipamentos na busca por fantasmas 


 Leanne Baur, da Dead of Night, diz que a equipe quer apenas "ficar em paz com os espíritos"

 
 Investigadores usam câmeras especiais 


 Equipamentos de áudio são usados para captar vozes dos espíritos 

 
 Com ajuda dos equipamentos, equipe tenta apenas se comunicar com fantasmas

 
 Filme elevou o interesse pelos caça-fantasmas da vida real

 

Após notar alguns acontecimentos no mínimo inexplicáveis, os funcionários do Nido's, um restaurante italiano de Frederick, no Estado americano de Maryland, decidiram fazer um telefonema.


Alguns dias de espera depois, uma equipe de cinco caça-fantasmas adentrou o local.


A Dead of Night Paranormal Investigation ("Na Calada da Noite Investigações Paranormais", em tradução livre) conversou com cozinheiros e garçons: era comum ouvir uma "presença invisível" subindo e descendo as escadas, diziam.


Usando camisetas pretas com o logotipo da empresa, a equipe começou a posicionar câmeras comuns e outras que captam calor para tentar registrar algum movimento sobrenatural. 


Em seguida, ligaram um equipamento importante, o "sound box" - dispositivo que analisa rapidamente várias frequências de rádio que (se você acredita nestas coisas) cria uma fonte de energia que espíritos podem manipular para se comunicar com os vivos.


Os caçadores identificaram um fantasma chamado Malcolm, que teria feito um pedido: "me ajudem".


"O paranormal se manifesta de várias formas", diz Leanne Baur, integrante da Dead of Night.


Independente de você acreditar ou não nisso, algo é inegável: a procura por assombrações voltou a ser assunto popular com o lançamento recente da nova versão do filme Caça-Fantasmas.


Ficção e realidade

 

 

O filme é uma obra de ficção, mas a verdade é que existem milhares de equipes de caça-fantasmas em todo o mundo.


Segundo a ParanormalSocieties.com, que afirma ter a maior lista de sociedades e grupos de paranormais do mundo, os Estados Unidos são líderes no setor, com mais de 3,6 mil integrantes registrados.


Para se ter uma ideia da supremacia americana, o Canadá tem 53 grupos. O Brasil tem apenas um, o Grupo de Investigação Mundo Paralelo, de São Paulo.


"O lançamento do filme anima. E junto com os vários programas de (investigação) paranormal na TV, dá uma boa ideia do nível de interesse contínuo que está por aí", afirma a representante da Dead of Night.


Ela esclarece, no entanto, que os caça-fantasmas da vida real não vivem situações cheias de ação e perigos como a equipe do filme.


"O que fazemos é um pouco diferente. Existe um aspecto muito sério, não podemos capturar espíritos e não temos mochilas de prótons", diz a especialista, se referindo ao famoso equipamento carregado pelas personagens do blockbuster.


"Queremos ficar em paz com os espíritos."



Sem qualificação, sem pagamento

 

 

Não é necessária uma qualificação formal para se transformar em um investigador do universo paranormal. Também não são necessárias licenças legais, e a pessoa sequer precisa acreditar em fantasmas.


Mas antes que você transforme seu carro e já comece a pensar no tipo de uniforme que vai usar, é bom saber que a maioria dos caça-fantasmas da vida real não ganha nada para fazer o trabalho.


E isso acontece pelo fato de suas descobertas serem abertas a várias interpretações - você acredita em fantasmas ou não -, e porque eles não querem ter de atender às expectativas do cliente.


"Em uma situação típica, as pessoas nos chamam porque querem que (a resposta) seja algo, e eles podem não ter a resposta que desejam", diz Spencer Chamberlain, fundador da East Coast Research and Investigation of the Paranormal, uma empresa com base em Rockville, também em Maryland.


"Mas se você está pagando para alguém chegar e falar que há um fantasma, eles vão te falar que há um fantasma."


Ao não cobrar pela visita, grupos como o Dead of Night e o East Coast Research afirmam poder ter os escrúpulos e a ciência como guias de suas pesquisas.


Visitas

 

 

Os caça-fantasmas ganham dinheiro organizando eventos públicos, como visitas a locais que seriam assombrados.


A equipe da Dead of Night faz isso na cidade histórica de Ellicott City, em Maryland, há 18 meses - cobra US$ 15 (quase R$ 50) por pessoa e costuma guiar grupos com no mínimo dez integrantes.


Baur afirma que o objetivo não é só divertir, mas também educar as pessoas a respeito de fenômenos paranormais.


Na Grã-Bretanha há o Dawn Till Dusk Events, que organiza visitas em todo o país.


A cada fim de semana são dois ou três eventos, incluindo passeios por um hospital abandonado em Liverpool, túneis desativados e uma antiga base militar subterrânea em Worcestershire. Os preços variam entre 14 e 36 libras (de R$ 60 a R$ 278) por pessoa.


"Todo tipo de pessoa participa. Os mais assíduos são caça-fantasmas entusiasmados, outros são levados pelos amigos e não acreditam e alguns chegam desesperados para ver alguma coisa", disse Jessica Gladwin, fundadora e dona do grupo.


Nos Estados Unidos, há outra forma de ganhar dinheiro procurando fenômenos paranormais: tendo seu próprio reality show.


É o caso de Elizabeth Saint, que diz ver fantasmas frequentemente desde quando era criança.


Ela faz parte do grupo Maryland Paranormal Research e em 2015 foi escolhida para fazer parte da equipe de três pesquisadores do programa Ghosts of Shepherdstown.



Sem 'limpeza'

 

 

A tarefa desses caça-fantasmas é ajudar pessoas ou empresas a descobrirem se realmente dividem o teto com um fantasma.


Mas eles não fazem "limpezas", ou seja, o despejo do espírito do local.


Esse tipo de trabalho geralmente é feito por médiuns, pessoas que dizem poder se comunicar com os mortos - e que costumam cobrar pelo serviço.


Marjorie Rivera, de 47 anos, defende essa cobrança.


"Pagamos um eletricista para consertar a fiação, pois não mexemos com coisas que não conhecemos. Eu trabalho com energia, como um eletricista", afirmou ela, moradora da cidade americana de Pittsburgh e integrante de uma família de médiuns e curandeiros.


"Percebi que fazer limpezas era uma profissão especializada e que eu teria que ter treinamento (para trabalhar), assim como um encanador e um eletricista. Então decidi cobrar o que um encanador e um eletricista cobram, é assim que estabeleço minhas taxas."


Descendente dos Kuna, um grupo indígena do Panamá e Colômbia, Rivera cobra US$ 150 (cerca de R$ 493) por visita.


Pelo visto, há mercado: pesquisas mostram que cerca de um terço das pessoas nos EUA e Grã-Bretanha acreditam em fantasmas. 


E você, quem você vai chamar se ouvir algum barulho estranho no meio da noite?


 Fonte: BBC

Foto de “esqueleto de marciano” repercute na web




Imagem enviada de Marte pelo robô Curiosity da Nasa registra uma formação rochosa que lembra uma ossada humana.


Não é de hoje que as fotos de Marte enviadas pelo robô Curiosity da Nasa geram repercussões nas redes sociais em todos os cantos do planeta. O assunto do momento é uma imagem que revelaria a existência de um "esqueleto de um marciano".


Ao ampliar a imagem ao lado, é possível observar uma formação rochosa no solo que se assemelha ao de uma ossada humana. Prontamente, a foto ganhou as redes sociais como Twitter e Facebook.


A própria Nasa já desmentiu em outras oportunidades que "vestígios" de civilização teriam sido encontrados no planeta vermelho.


A exploração do robô Curiosity tem como objetivo investigar a possibilidade de a vida já ter existido em Marte.


Dentre as principais descobertas está a presença de água no local. No entanto, nenhuma evidência de que existe ou existiu vida no planeta vermelho foi detectada.


Mesmo assim, Marte tem cultivado a imaginação de internautas em todos os cantos do mundo. Abaixo, veja uma galeria com "objetos" que foram encontrados no planeta vermelho, segundo a alegação de pessoas nas redes sociais.
 



Fonte: Band

Novo dinossauro que viveu há 80 milhões de anos é descoberto na Patagônia








Foi descoberta na Argentina uma nova espécie de dinossauro que poderá ajudar a desvendar as controversas origens evolutivas do grupo ao qual pertence, o dos megaraptorídeos. O animal achado na Patagônia viveu há 80 milhões de anos, era carnívoro, bípede e foi batizado de Murusraptor barrosaensis. 


A descoberta foi descrita em um artigo publicado na revista científica PLOS One, pela equipe liderada por Rodolfo Coria, do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas da Argentina e por Phillip Currie, da Universidade de Alberta, no Canadá. 


O novo fóssil analisado no estudo foi descoberto em Sierra Barrosa, na província argentina de Neuquén, no noroeste da Patagônia e é um dos mais completos megaraptorídeos já encontrados, com uma caixa craniana excepcionalmente preservada, segundo os autores do estudo. 


"Um novo dinossauro carnívoro, o Murusraptor barrosaensis, foi descoberto em rochas de 80 milhões de anos. Embora esteja incompleto, seus ossos muito bem preservados desvendam informações até agora desconhecidas sobre a anatomia do esqueleto dos megaraptorídeos, um grupo altamente especializado de predadores da Era Mesozoica", disse Coria. 


Segundo Coria, as características únicas do crânio do Murusraptor barrosaensis levaram a equipe a concluir que se tratava de uma nova espécie do clado dos megaraptorídeos. O espécime parece ser imaturo, mas, de acordo com Coria, a espécie era maior e mais esguio que o gênero Megaraptor e comparável em tamanho aos gêneros Aerosteon e Orkoraptor.


Embora tenha várias características comuns com outras espécies, o Musuraptor tem elementos faciais distintivos que nunca foram vistos entre os megaraptorídeos, além de ter ossos do quadril com formas incomuns." 
 

Controvérsia 


A Patagônia é conhecida por ser rica em fósseis do fim do período Cretáceo (de 145 a 65 milhões de anos atrás), incluindo diversos megaraptorídeos, um grupo de dinossauros carnívoros médios cujo nome significa "grandes saqueadores", em menção ao seu comportamento predatório. 


O grupo inclui os gêneros Megaraptor, Orkoraptor e Aerosteon, da América do Sul, assim como gêneros da Austrália e do Japão. Todos têm grandes garras e ossos recheados de ar, como os das aves. 


Há anos, os cientistas não chegam a um consenso sobre as origens evolutivas dos megaraptorídeos. A polêmica é se eles formam um clado dos alossaurídeos, ou dos coelurosaurídeos. Embora as análises filogenéticas ainda não sejam capazes de determinar claramente as relações evolutivas da nova espécie, os cientistas acreditam que as novas informações anatômicas fornecidas por seus fósseis podem ajudar a solucionar o enigma.
 
 
 
 
Fonte: UOL

Em um programa de TV na Tailândia, uma modelo alegou ter sido possuída por um espírito demoníaco





Durante a atração, supostamente possuída a modelo fez gestos com a língua e ruídos com a voz, além de pedir sangue de porco. A modelo foi "liberta" do suposto espírito folclórico, conhecido localmente por se apossar do corpo de mulheres jovens, após o apresentador exibir um talismã, uma espécie de escapulário que ele colocou na jovem. O vídeo conta com quase meio milhões de visualizações e gera uma grande repercussão na internet.




Fonte: BOL/Daily Star

sábado, 16 de julho de 2016

Descoberto novo dinossauro na Argentina


 
 
A descoberta de um carnívoro com seis metros de altura, duas enormes patas traseiras e duas patas dianteiras do tamanho das de uma criança foi feita pelo paleontólogo argentino Sebastián Apesteguia, informa o Diário de Notícias.


O esqueleto de um Gualicho, nome que lhe foi dado pela equipa de paleontólogos, foi encontrado quase intacto. No entanto, o achado está ligado a uma história misteriosa: embora o Gualicho tenha sido descoberto há nove anos, só há três anos foi possível o estudar – os ossos desapareceram logo após o novo governo regional ter impedido a continuação do projeto de escavação. Na altura, em 2007, o esqueleto foi protegido com gesso.


Soube-se depois que funcionários do Museu Patagónico de Ciências Naturais de General Roca extraíram o esqueleto, facto que a equipa de Apesteguía só veio a conhecer em 2011. Em 2012, o paleontólogo conseguiu fazer fotografias e teve de passar ainda outro ano para que a equipa pudesse estudar a fundo os achados, que, creem, lançarão uma nova luz sobre o que era a vida no planeta há 90 milhões de anos. 


O Gualicho, que viveu no Cretáceo Superior, pertencia a uma espécie desconhecida até agora na América do Sul, sendo muito parecido com uma espécie encontrada em África, continentes que estavam unidas nessa altura. As duas espécies são diferentes, mas próximas.




Fonte: Sputnik

Há 1,5 milhão de anos, Homo erectus já andava como homem moderno, diz estudo





Um estudo científico de quase 100 pegadas humanas de, aproximadamente, 1,5 milhão de anos permitiu comprovar de forma experimental que o Homo erectus andava de uma maneira muito parecida a do homem moderno hoje. 


O estudo, que teve a participação de cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, da Alemanha, junto com uma equipe internacional de colaboradores, partiu de marcas achadas em 2009 nas proximidades da cidade de Ileret, no Quênia. Ao estudar a região, os pesquisadores encontraram em cinco jazidas diferentes um total de 97 marcas correspondentes a, pelo menos, 20 Homo erectus. 


Através de um enfoque experimental, os pesquisadores descobriram que as formas dessas pegadas são indistinguíveis as do homem moderno atual, o que evidência que a anatomia dos pés e a mecânica entre ambos era semelhante. 


"Nossas análises proporcionam algumas das únicas provas diretas que sustentam a crença generalizada de que pelo menos um de nossos fósseis de 1,5 milhão de anos caminhou quase da mesma maneira como fazemos hoje", afirmou Kevin Hatala, pesquisador do Max Planck e da Universidade George Washington.


Os pesquisadores também estudaram o possível sexo dos indivíduos que andavam na área e desenvolveram diversas hipóteses em relação à estrutura dos grupos que formavam estes Homo erectus. Segundo o trabalho, uma das jazidas tinha pegadas correspondentes a vários machos adultos, o que leva a crer em certo nível de tolerância e de cooperação entre eles. 


"Não é surpreendente contemplar evidências de tolerância mútua e cooperação entre os hominídeos que viveram há 1,5 milhão de anos, especialmente o Homo erectus, mas esta é a primeira vez que se pode vislumbrar de forma direta este comportamento dinâmico", acrescentou Hatala. 


Até agora, segundo o Max Planck, não houve consenso sobre a forma de investigar possíveis comportamentos grupais a partir de fósseis e registros arqueológicos. 




Fonte: Terra
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