quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Descoberto sistema planetário pré-histórico



Astrossismologia


Usando dados do telescópio Kepler, da NASA, astrônomos da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, descobriram um sistema planetário "pré-histórico".


Os dados indicam que a estrela Kepler-444 tem 11,2 bilhões de anos, tendo nascido quando o Universo tinha apenas 20% da sua idade atual.


A estrela, similar ao Sol, tem cinco planetas já identificados, todos muito pequenos, com dimensões entre Mercúrio e Vênus.


Essa verdadeira "astro-arqueologia" foi feita usando uma técnica ainda pouco conhecida, a astrossismologia, que consiste em detectar as ressonâncias naturais da estrela, geradas pelo som preso em seu interior.


Essas oscilações causam alterações minúsculas, ou pulsos, no seu brilho, que permitem medir seu diâmetro, massa e idade. A margem de erro é um pouco elevada, da ordem de 10%, significando que a estrela Kepler-444 pode ter algo entre 10,1 e 12,3 bilhões de anos.


Os planetas, por sua vez, foram detectados pela técnica de trânsito, quando eles passam à frente da estrela em relação à Terra.



Vida ancestral


"Há implicações de longo alcance para essa descoberta. Sabemos agora que os planetas do tamanho da Terra se formaram durante a maior parte da história de 13,8 bilhões de anos do Universo, o que pode criar condições para a existência de vida ancestral na galáxia," disse Tiago Campante, membro da equipe.


De fato, quando a Terra se formou, os planetas da estrela Kepler-444 já eram mais velhos do que o nosso planeta é hoje.


Os planetas da Kepler-444 não teriam condições de sustentar a vida como a conhecemos - eles são quentes demais - mas a descoberta de planetas em torno de uma estrela tão antiga empurra muito para trás o que os astrônomos chamam de "era da formação dos planetas".


Se o Universo tem mesmo apenas os 13,8 bilhões de anos sugeridos pelo modelo do Big Bang, isso implicaria que teria sido necessário muito mais tempo para que se formassem os elementos necessários à constituição de planetas - logo após o Big Bang só haveria basicamente hidrogênio e hélio.


Esta é uma das paixões das explorações científicas: a realidade está sempre nos obrigando a ajustar nosso senso dela própria, levando-nos sempre para mais próximo das fronteiras da nossa imaginação - a mesma imaginação que inicialmente alimenta nossas explorações científicas.



Fonte: IT

Após 17 anos de estudo, cientistas identificam animal que imita até 15 espécies



Foram 17 anos de tentativas para que, finalmente, especialistas identificassem um animal marinho muito peculiar que teve contato com o ser humano pela primeira vez apenas em 1998. Chamado de polvo mimético, ele habita as águas do sudeste da Ásia e possui a impressionante capacidade de imitar outras espécies.


De acordo com especialistas, a característica é bastante peculiar, mas não inesperada. Isso porque polvos são considerados animais marinhos com impressionante capacidade de adaptação aos ambientes onde vivem, inclusive através da imitação. De qualquer modo, o polvo mimético impressiona pela agilidade com a qual age.


A peculiaridade que mais chama a atenção dos especialistas neste caso é que o polvo mimético não imita apenas as características físicas de outros animais. Após estudos, cientistas comprovaram que essa espécie imita também o comportamento de outros 15 animais marinhos. Entre os imitados estão corais, linguados, peixe-leão e as cobras de Bali, consideradas muitíssimo perigosas.




Fonte: Yahoo!

Cobras surgiram há 170 milhões de anos, segundo estudo








Ao analisar fósseis de quatro cobras pré-históricas, cientistas descobriram que elas tinham entre 140 milhões e 167 milhões de anos. Isso mostra que o surgimento desses répteis aconteceu pelo menos 70 milhões de anos antes do que os registros anteriores indicavam.


A pesquisa, publicada na terça-feira (27) na revista "Nature Communications", muda completamente a perspectiva dos estudos sobre a origem e a evolução das cobras, segundo os autores. Até agora, só existiam provas de que elas haviam aparecido na Terra há cerca de 100 milhões de anos.


Segundo o principal autor do estudo, Michael Caldwell, da Universidade de Alberta, no Canadá, o estudo indica que a evolução das cobras é mais complexa do que se pensava. Apesar da descoberta, ainda há uma lacuna no conhecimento a ser preenchida, pois não foram encontrados fósseis no período de 100 milhões a 140 milhões de anos atrás.


De acordo com Caldwell, os cientistas já imaginavam que existiam cobras há mais de 100 milhões de anos, mas a ausência de fósseis deixava a impressão de que elas surgiram repentinamente naquele período.


Segundo os autores, o estudo mostra que, no período de 167 milhões e 100 milhões de anos atrás, cobras ancestrais já estavam se diferenciando em espécies distintas e evoluindo para adquirir formas semelhantes às das cobras marinhas que viveram de 90 milhões a 100 milhões de anos atrás - até agora consideradas as mais antigas.


As cobras marinhas tinham patas traseiras pequenas e desenvolvidas. "Ao que tudo indica, as cobras ancestrais também tinham pernas. Mas as características da cabeça são semelhantes às das cobras modernas. Isso sugere que a evolução das cabeças ocorreu antes de as cobras perderem as patas."


A Eophis underwoodi, achada perto de Kirtlington, sul da Inglaterra, é a cobra com 167 milhões de anos registrada pelo estudo. Segundo Caldwell, a pesquisa indica que há cobras ainda mais antigas do que ela.




Fonte: UOL

Sete curiosas falhas na Matrix da vida real



Existem alguns momentos estranhos em nossas vidas que nos fazem questionar “Estamos vivendo na ‘Matrix’? Isso foi uma falha técnica?”


Compilamos uma série de momentos estranhos e engraçados compartilhados na mídia social Reddit e Imgur que podem fazê-lo se questionar….


1. Frango ou camarão?




“Eu e meu amigo estávamos em um restaurante chinês e pedimos um frango ‘General Tso’ para jantar e um camarão ‘Lo Mein’. Quando nos sentamos, pegamos nossos potes de comida e os colocamos em cima da mesa, a poucos centímetros um do outro. 


Meu amigo abriu o primeiro pode e se deparou com o camarão ‘Lo Mein’. O prato continha macarrão, camarão e arroz frito. Quando ele abriu o segundo pote, notou que também havia uma porção de camarão ‘Lo Mein’, também com macarrão, camarão e arroz frito.


‘Ah!’, pensei, ‘eles devem ter misturado os pedidos.’ Quando eu estava quase dizendo isso em voz alta, meu amigo disse: “Parece que eles cometeram um engano e nos deram dois iguais”, enquanto abria o primeiro pote novamente. Para nossa surpresa, apareceu o frango ‘General Tso’, com arroz branco e um bolinho de ovo. Ele se assustou e olhou para mim. Olhei para ele de volta e permanecemos sentados em silêncio. Demorou cerca de cinco para que pudéssemos nos recompor.”




2. Falha no design de passageiros?





3. “Eu me perguntava quem eu era”


“Tive um longo sonho, onde eu era vendedor em um mercado de peixes. Lembro-me de acordar cedo, vestir-me, fazer toda minha rotina da manhã, indo pegar chá, dirigindo-me para as docas, comprando peixes, carregando-os no carrinho e indo pegar gelo, em seguida pechinchando o valor do saco de gelo, comprando peixes menos frescos e em seguida indo ao mercado para minha tenda, e lembro de ter vendido peixe o dia todo.


“Foi tão real, eu conversei com amigos, fumei cigarros nojentos, atendi clientes, almocei, tomei chá e vive durante o dia. No final do dia, limpei tudo, contei os valores que estavam no caixa, paguei ao locador da barraca, fui para casa, preparei os peixes que não havia vendido com alguns vegetais e arroz que eu havia trocado pelos peixes. Bebi muito mais chá, relaxei por um tempo e então tomei um banho quente, relaxei, fumei alguns cigarros, me sequei e fui dormir.


“No outro dia, acordei renovado, pronto para ir às docas comprar peixes frescos… No entanto, eu estava em minha casa, próximo à minha esposa, meu caminhão estava estacionado do lado de fora da casa e era sábado – dia de não trabalhar. Minha esposa e eu estávamos nos arrumando para ir esquiar em Oregon e o carro estava pronto. O estranho era que…


“No sonho, eu era solteiro e fumante (coisa que não sou). E no sonho inteiro eu falava chinês fluente, aquele tipo de fluência sem esforço que somente é proveniente de quem é nativo. Ah, e eu era chinês.


“Eu sou um homem grande, peludo e branco – de alguma forma fluente em espanhol e um pouco de Russo, mas nunca… E isso é muito estranho… Eu nunca trabalhei em um mercado de peixes.
“Eu fico imaginando quem eu era, e o que foi aquilo.”


 
4. Falha na calçada de pedestres?




5. De todas as combinações de placas, quais são as chances de tamanha coincidência?





6. Você fala francês?


“Há muitos anos, acordei em minha cama, próximo à minha (agora ex) namorada e tivemos uma conversa em francês fluente. Levantei-me e entrei no chuveiro e quando a água começou a correr, percebi que nenhum de nós sabe falar francês. Quando eu saí do banho, eu perguntei a ela sobre o ocorrido. Ela se lembrou do que aconteceu, mas estava tão confusa quanto eu. Eu nem me lembro o que falamos, porque eu não sei … falar francês. Cérebros são estranhos.”




Outro usuário do Reddit respondeu a este post:


“Eu estava em Paris na véspera de Natal fazendo uma turnê Contiki e fui em uma boate, absolutamente bêbado, e pulei em um táxi com uma das meninas da turnê. Ela veio até mim de manhã e me disse que ficou impressionada como eu falava francês tão fluentemente. Depois que eu disse a ela que eu não sei falar francês, ela me contou que eu tivemos uma conversa de aproximadamente 30 minutos em francês fluente com o taxista.
“Isso me surpreendeu, e ela estava muito determinada quanto ao que aconteceu.”



7. Falha na paisagem fotográfica?







Fonte: Epoch Times

Perfil do homem pré-histórico no Oeste Paulista é traçado por pesquisa





 
 
Vasilhames, ossos e fósseis foram encontrados durante trabalho. Estudo relaciona costumes e hábitos nos sítios arqueológicos da região.
 
 
Um trabalho de pesquisa desenvolvido na Universidade Estadual de Presidente Prudente (Unesp), busca apontar a origem e traçar o perfil do homem pré-histórico no Oeste Paulista. 
 
 
O projeto é tese de um doutorado, que será defendido pelo aluno Jean Ítalo de Araújo Cabrera, de 38 anos, na próxima segunda-feira (2). De acordo com os resultados levantados pelo pesquisador, foi possível identificar onde as populações arqueológicas habitaram na região, além de entender os tipos de povos, hábitos e costumes destes moradores.


Ele relata que para chegar aos resultados, muito material foi coletado e levado para o Laboratório de Arqueologia da universidade. "Itens como pedras lascadas, polidas, material cerâmico, restos de alimentos e até ossos foram encontrados por meio das escavações", descreveu Cabrera.
 
 
O doutorando contou que para identificar as culturas relacionadas aos equipamentos encontrados, foi necessário compreeender e identificar a que tribo pertenciam, e a forma com a qual se relacionavam com o meio natural. "Achamos ainda traços característicos como lâminas de machado, pontas de flechas e vasilhames", destacou.


Partindo destas descobertas, foi possível identificar que o Oeste Paulista foi habitado pelas tradições Umbu e Humaitá, que se caracterizam por serem formadas por caçadores, pescadores e lascadores, além da Tupi Guarani, que é um grupo mais atual, sedentário, que formava aldeias e tinha técnicas de domesticação de plantas, de polir e confeccionar cerâmicas, explicou o pesquisador.


O pesquisador detalhou ainda que tais culturais eram provenientes de povos que chegaram a região pelo Sul do país, diretamente do Paraná e até do Mato Grosso, como no caso dos Umbus e Humaitás. Já os tupis guaranis vieram para o Oeste Paulista pelo Norte do país, e interior do estado de São Paulo.


Jean informou que alguns itens chamaram a atenção durante a execução da pesquisa. "Encontramos aqui um dos maiores sítios arqueológicos do país e com uma diversidade muito grande do tipo de material encontrado, no aspecto de decoração. Normalmente são quatro ou cinco tipos por população, e em nossa região localizamos mais de 16", ressaltou.
 
 
O pesquisador disse que o trabalho foi realizado em sete sítios arqueológicos, locais onde estas populações habitaram no Oeste Paulista. "Monitoramos toda a margem paulista do Rio Paraná, onde seguimos algumas etapas, até fazermos sondagens e escavações".


Cabrera ainda contou que existe uma boa razão para que os sítios arqueológicos da região, utilizados na pesquisa, se concentrarem entre Presidente Prudente, Presidente Epitácio, Lucélia e Santo Anastácio. "O homem pré-histórico morava sempre próximo a locais onde um rio maior faz confluência com rios menores", pontuou.


Jean ressaltou ainda que para a análise comparativa do material encontrado ser possível, o apoio de mais profissionais se fez necessário. "Foram três arqueólogos, três engenheiros cartográficos, além de estagiários que são alunos da faculdade", frisou o pesquisador.


O pesquisador pontua sobre a importância do estudo para a preservação histórica dos registros que deram origem a região. "O patrimônio arqueológico não é visto como merece. As pessoas não têm muita noção de que há 7 mil anos atrás já existia vida no Oeste Paulista".






Fonte: G1

Meteorito achado em Porangaba (SP) pode ter mais de 4 bilhões de anos



Um meteorito que cruzou o céu de São Paulo no último dia 9 e colidiu com a Terra no município de Porangaba, região de Sorocaba, está sendo estudado por cientistas do Museu Nacional do Rio de Janeiro. 


O fragmento de rocha espacial com cerca de dez centímetros de diâmetro, pesando 400 gramas, pode ter mais de 4 bilhões de anos e remonta aos primeiros momentos da formação do Sistema Solar.


Mais que a composição da pedra, composta por côndrulos e partículas de ferro, interessa aos pesquisadores a viagem do objeto pelo espaço, até a colisão. Não é comum no Brasil um astrônomo estabelecer com precisão, em tempo real, o local da queda de um meteorito, como nesse caso.


Ao entrar na atmosfera e explodir, espalhando fragmentos, a rocha espacial pesava cerca de cem quilos e se deslocava a 180 mil km/h. A partir da explosão, o astrônomo amador Carlos Eduardo di Pietro, que acompanhava o meteorito de Goiânia (GO), onde mora, conseguiu estabelecer a rota e o ponto quase exato em que o pedaço de rocha caiu.


Ele passou essas informações a um colega paulista, Renato Cássio Poltronieri, que localizou a pedra no último dia 18, em Porangaba. Os dois astrônomos amadores fazem parte do Brazilian Meteor Observation Netowork (Bramon), uma rede mundial de investigadores voluntários desse tipo de fenômeno.


Poltronieri foi à cidade paulista na companhia da pesquisadora Maria Elizabeth Zucolotto, cientista do Museu Nacional. A eles, o caseiro da propriedade relatou ter visto uma explosão no céu e o barulho de dois objetos caindo. Um deles caiu a três metros da casa e causou uma perfuração de 25 cm no solo.


O próprio caseiro resgatou a pedra, da qual os cientistas retiraram amostras para pesquisas na universidade do Rio. O outro fragmento relatado pelo caseiro continua sendo procurado - os pesquisadores interrompem a busca nesta terça-feira, 27. O destino do meteorito ainda não foi decidido.





Fonte: UOL

Crânio revela convivência entre humanos e neandertais no Oriente Médio












A descoberta de um crânio de 55.000 anos a.C em uma gruta em Israel é a primeira evidência concreta da presença de humanos modernos no Oriente Médio em uma época em que os neandertais também estavam presentes na região.


A expansão dos humanos modernos (Homo sapiens) de origem africana através de Eurásia de 60.000 a 40.000 anos, substituindo todas as outras formas de hominídeos, incluindo o 'Homo neanderthalis', é um evento chave na evolução da humanidade.


No entanto, esses ancestrais de todas as populações não africanas de hoje permanecem em grande parte um enigma por causa da escassez de fósseis humanos a partir deste período.


A descoberta na Galileia, no noroeste de Israel, de parte de um crânio datando de 55.000 a.C, durante a escavação da gruta de Manot lança nova luz sobre a migração dos "humanos anatomicamente modernos" fora da África, de acordo com um estudo publicado na revista Nature.


Os pesquisadores descobriram apenas parte do crânio, mas sua forma distintiva - com uma "corcunda" no osso occipital encontrada tanto nos neandertais europeus quanto na maioria dos primeiros humanos modernos do Paleolítico superior - o relaciona aos crânios humanos modernos da África e Europa.


Para o pesquisador Israel Hershkovitz e seus colegas, isso sugere que o homem de Manot poderia "estar ligado intimamente com os primeiros homens modernos que posteriormente colonizaram com sucesso a Europa".


Os autores reconhecem que o estudo da morfologia craniana não é suficiente para afirmar que o homem de Manot é um híbrido entre "humanos anatomicamente modernos e neandertais" no Oriente Médio.


O crânio de Manot é, de toda forma, a prova que os homens modernos e seus parentes neandertais habitavam ao mesmo tempo o sul desta região durante o Paleolítico médio e superior, "a pouca distância do período durante o qual os dois grupos de hominídios se cruzaram", ressalta o estudo.


Provas de outras duas populações da época Paleolítica foram descobertas em Israel: crânios nos sítios arqueológicos de Skhul e de Qafzeh testemunham uma primeira dispersão de homens anatomicamente modernos entre 120.000 e 90.000 anos antes de nossa era, enquanto fósseis de neandertais foram encontrados nos sítios de Amud, Kebara e Dederiyeh.




Fonte: UOL

Descoberto planeta com sistema de anéis colossal


Astrônomos descobriram um sistema planetário com anéis com uma proporção tal que faz com que os anéis de Saturno pareçam insignificantes.


Trata-se da descoberta do primeiro sistema planetário com anéis fora do Sistema Solar. Ele tem um diâmetro 200 vezes maior do que os de Saturno.


Os anéis formaram-se em torno de um exoplaneta jovem gigante chamado J1407b, e são os primeiros do seu tipo a serem encontrados fora do nosso Sistema Solar.


Os anéis foram descobertos em 2012, graças a uma equipe liderada por Eric Mamajek da Universidade de Rochester, nos EUA, mas na época, eles não tinham como saber o quão grande eles eram.


Desde então eles uniram-se com pesquisadores liderados por Matthew Kenworthy, do Observatório de Leiden, na Holanda, para analisar 30 anéis individuais para finalmente perceber a verdadeira dimensão destas belezas concêntricas.


Cada anel tem dezenas de milhões de quilômetros de diâmetro, e as lacunas entre eles sugerem que satélites inteiros - ou 'exoluas' - ter-se-ão formado lá, assim como as muitas pequenas luas "pastor" de Saturno.


O diâmetro de todo o sistema tem cerca de 120 milhões quilómetros de comprimento. "Este planeta é muito maior do que Júpiter ou Saturno, e o seu sistema de anéis é cerca de 200 vezes maior do que os anéis de Saturno", disse Mamajek em comunicado de imprensa.


O planeta está muito longe para se poderem ver os anéis diretamente, portanto, em vez disso, a equipe analisou dados captados pelo projeto SuperWASP - uma técnica que detecta os gigantes gasosos a mover-se na frente da sua estrela-mãe.


Em 2012, Mamajek viu eclipses ímpares movendo-se em frente de uma jovem estrela, chamada J1407, e sugeriu que talvez fossem causados por um disco de formação de lua que se formou em torno de um novo planeta.


Agora, usando técnicas de imagem, como a espectroscopia Doppler para estimar a massa do objeto rodeado, os pesquisadores descobriram que a estrela J1407 provavelmente tem um planeta, a que eles chamaram J1407b.


O artigo da equipe de pesquisa foi aceite para publicação no Astrophysical Journal. Os pesquisadores também descobriram que o sistema de anéis deste super-Saturno provavelmente contém o valor de uma Terra em massa flutuante de partículas e poeira.


Nos dados os astrônomos encontraram pelo menos uma lacuna limpa na estrutura do anel, que é mais claramente definida no novo modelo. "Uma explicação óbvia é que um satélite se formou e criou essa lacuna", diz Kenworthy.


"A massa do satélite poderia estar entre a da Terra e de Marte. O satélite terá um período orbital de cerca de dois anos ao redor de J1407b", acrescentou. Aqui está um modelo de computador que se encaixa na curva de luz da estrela J1407, como visto nos dados SuperWASP.



Escritora alegou ter vivido no Antigo Egito em vida passada e relatou fatos mais tarde confirmados por arqueólogos

Mulher afirmou ter sido faraó em vida passada, e fez alegações que mais tarde foram confirmadas por pesquisadores (*Shutterstock)



Já ouvimos falar de paranormais auxiliando a polícia a resolver crimes, mas e quanto aos que alegam se lembrar de vidas passadas – poderiam ajudar arqueologistas a resolverem os mistérios da história?
Joan Grant ficou famosa após escrever, em 1937, o livro “Winged Pharaoh”, no qual contou a história de Sekeeta, filha de um faraó – a qual alega ter sido uma de suas reencarnações de vida passada. 


O que ela conta sobre o Antigo Egito parece corresponder bem com o que os arqueologistas sabem, e inclusive adiciona novas descobertas que ainda não haviam sido feitas. Apesar disto, a história antiga é incerta e esta não pode ser utilizada como uma prova de que ela viveu em tempos antigos.


Neste mesmo sentido, um estudante de Oxford contou, sob estado de hipnose, sobre uma vida passada como um carpinteiro egípcio que trabalhava no túmulo do faraó Den. O relato parece correto, e muitos dizem ser improvável que ele soubesse desta informação detalhada por meios normais.


O célebre autor H. G. Wells, simpatizante de Grant, uma vez a disse: “É importante que você se torne uma escritora”. Ele disse que ela deveria manter seus segredos guardados até que fossem “…fortes o suficiente para que ela pudesse tolerar satirizações feitas por bobos”.



A recordação de Joan Grant



Joan Grant foi filha de J. F. Marshall, um respeitado entomologista britânico, e de Blanche Marshall, uma médium que alegava ter previsto o naufrágio do Titanic.


Em mais de 100 sessões espíritas de recordação, Grant afirma ter ditado os capítulos de “Winged Pharaoh”. Em um tipo de estado de transe, ela coletou essas memórias, e as montou posteriormente em narrativa cronológica.


Jean Overton Fuller (1915-2009), um poeta e artista especializado em escrever biografias, contatou egiptologistas e estudou hieróglifos para verificar o que Grant “viu” após de passar uma semana com ela em meados de 1940. Fuller juntou suas descobertas e experiências com Grant em um artigo publicado após a morte de Grant, em 1989. 


Foi editado por James A. Santucci do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade do Estado da Califórnia, e publicado pela Sociedade Teosófica, da qual Fuller era membro. A Sociedade Teosófica é conhecida pelo seu estudo do oculto. 


De acordo com seu website, os membros podem “pertencer a qualquer religião ou a nenhuma”, e estão reunidos pelo “desejo de estudar verdades religiosas e divulgar suas descobertas com os demais membros”.



O marido de Grant, Leslie Grant, era arqueologista. Quando ela o acompanhava em escavações no Iraque, ela olhava os artefatos e explicava informações sobre eles que se tornaram muito úteis, disse Fuller. Ela foi com ele ao Egito, mas não obteve nenhuma experiência significante desta viagem. Após 18 meses, ela passou a recordar diariamente sua conexão antiga com o Egito.


Ela foi a filha do faraó, uma sacerdotisa treinada em práticas místicas, incluindo como relembrar vidas antigas. Posteriormente, passou a ser faraó também.



Joan Grant fora a primeira figura feminina a ser Faraó?



Fuller tentou encontrar alguma figura histórica que se enquadrasse nas descrições de Grant.


No Antigo Egito, uma pessoa podia ser conhecida por inúmeros nomes. Grant afirmou que seu nome de batismo era Meri-neyt, e inclusive escreveu um capítulo intitulado “A tumba de Meri-neyt”, no qual ela assistiu à construção de sua própria tumba, enquanto ainda estava viva. Sekeeta observou o local onde seria enterrada sob o nome de Meri-neyt.


Uma rainha de nome similar, Meryet-Nit, permanece uma figura de controvérsia na Egiptologia. Ela viveu durante a primeira dinastia do Egito, mas ainda é incerto se governou de fato e de direito. Se positivo, seria a primeira faraó mulher e a primeira rainha regente conhecida pela história.


O egiptologista Walter Emery (1902-1971) ficou fascinado pela tumba da rainha Meryet-Nit, pois, conforma pontua Fuller, “sua tumba era grande e importante, de modo que indicava ter sido uma Rainha Regente”.


Os primeiros quatro ou cinco faraós da Primeira Dinastia Egípcia (começando em torno de 5000 mil anos atrás) são normalmente listados desta forma:


1. Narmer/Menes/Hor-Aha (estes três nomes ainda estão um pouco confusos pelos historiadores, pois os egiptólogos ainda não sabem se todos pertenciam à mesma pessoa ou se eram pessoas diferentes)
2. Djer
3. Djet
4. Den


Acredita-se que Meryet-Nit teria sido filha de Djer ou a esposa de Djer. Fuller especula que ela pode ter sido inclusive Djet. Grant escreveu que o nome de Horus de Sekeeta, Zat, era representado em hieróglifo por uma cobra. Djet é também representado como cobra.


Traduções anteriores deste hieróglifo soletram Zet, o que é próximo ao Zat de Grant. Carol A. R. Andrews do Departamento de Egiptologia do Museu Britânico respondeu ao questionamento de Fuller neste ponto, desta forma: “Você deve ter notado que o nome Djet, ainda pode ser contestado. Tudo o que está realmente na serekh (um recinto retangular que indica que os hieróglifos são de nomes reais) é a serpente, que é normalmente traduzida como DJ ou possivelmente sjt.”


Colocando à parte o hieróglifo da serpente, Fuller acredita que Grant possa mesmo ter sido a Djet, pois o próximo faraó na linha é Den, o qual Grant afirma ter sido filho da Sekeeta.


Se a visão ou história de Grant for verdade, resolveria a controvérsia de Narmer/Menes/HorAha. No livro “Winged Pharaoh”, ela explica que Narmer reinou no Sul antes de Menes ter reunido o Alto e Baixo Egito, tornando-se o primeiro faraó da dinastia. 


Os descendentes de Menes respeitavam Narmer, de acordo com o relato de Grant. Assim, Fuller acredita que Hor Aha possa ter sido a mesma pessoa que Menes, uma vez que a palavra egípcia “men” significa “estabelecido”. O “es” foi adicionado à Menes no texto grego, de onde conhecemos o nome.


Narmer teria sido o faraó pré dinástico e Hor Aha teria sido o primeiro faraó da dinastia, e também aquele que reuniu o Alto e Baixo Egito, tornando assim o nome “estabelecido” adequado. A teoria de que Menes reuniu o baixo e alto Egito geralmente é bem aceita, apesar de haver ainda alguns debates.
O que impressionou Fuller é que a concepção de Narmer como um faraó pré dinástico veio 24 anos antes de Emery apresentar esta teoria. 


“Não poderia ter sido de Emery que Joan encontrou esta teoria, uma vez que ele somente a publicou 24 anos depois que ela; e nem ele, como um estudioso, teria consultado o que ele provavelmente considerava como um romance.” 


Os livros de Grant foram escritos como ficção histórica, apesar de estar claro pela sua autobiografia e outros escritos de que representam exatamente o que ela acreditava ser em sua vida passada. Ela alegava se lembrar de inúmeras vidas passadas ao longo dos tempos.



O pente de Sekeeta é relatado em livros de história


Grant descreveu alguns dos seus objetos durante sua vida como Sekeeta. Ela escreveu: “No templo eu tinha apenas um pente e um pequeno espelho, no qual meu reflexo aparecia borrado. Agora meus pentes de marfim foram esculpidos com o meu selo de faraó Alado, o falcão treinado sobre o barco triunfante e, abaixo deste, o meu nome Horus, Zat, escrito como uma cobra, ao lado da chave da vida e ladeado por duas hastes de poder, poder exercido sobre a Terra e longe da Terra.”


Folheando o livro de Emery, “Egito Arcaico”, relembra Fuller, “Levei um susto quando vi pela primeira vez um desenho representando exatamente o que ela descreve”. Foi nomeado como “Pente de Uaji”. “Uaji”, também escrito como Wadji, é um outro nome para Djet, o faraó. Desta forma, Fuller encontrou mais semelhanças com a história de Grant.


Em relação à descrição de Grant deste artefato, Fuller escreveu: “Mas será que foi uma recordação ou ela poderia ter visto isso?”


Em uma revisão de um dos livros de Grant, Claire Armitstead escreveu: “Uma possível leitura de Grant é que ela foi vítima de sua própria memória fotográfica, que tenha devorado histórias e regurgitado-as como suas próprias.”


Armistead e muitos outros afirmam que Grant apenas possui grandes habilidades de contar histórias e nada mais. Seus livros têm cativado muitos, e não só pelo interesse na reencarnação. Quando “Winged Faraó” foi publicado pela primeira vez, o New York Times chamou de “um livro incomum que brilha com o fogo”.



Anacronismos?



Grant descreveu outros objetos de Sekeeta como sendo feitos de prata. Na época em que Grant escrevia o livro, era desconhecido o uso da prata pelos egípcios deste período. Isto foi descoberto posteriormente, e Fuller escreveu: “Então eles realmente utilizavam prata, só que os Egiptologistas não sabiam disso na época em que Joan descreveu o fato.”


Outro anacronismo aparente na escrita de Grant foi o uso de cavalos e carruagens. Acreditava-se que os cavalos apenas haviam aparecido no Egito quando foram trazidos da Ásia, durante o período Hicsos (1600 D.C), ou seja, 1500 anos após a era de Sekeeta.


O marido arqueólogo de Grant queria colocar sua história no período dos Hicsos, e após ter conhecimento sobre os cavalos e a prata, Fuller entendeu o porquê. Fuller viu a determinação de Grant em manter o cronograma durante a Primeira Dinastia, já que estavam sendo descobertas algumas evidências em favor da veracidade de sua história. “Sua persistência não era um pecado de ignorância, mas uma persistência firme, apesar dos protestos contrários de seu marido.”



Apesar da alegação de que os cavalos apenas foram introduzidos no Egito depois de 1600 d.C. não ter sido provada como falsa nem verdadeira, disse Fuller: “A primeira referência, para eles, foi encontrada em conexão com as invasões dos Hicsos. No entanto, não encontraram nada dizendo que ‘neste ano os cavalos foram descobertos’. É sempre perigoso impor o negativo na ausência de provas positivas. No entanto, o problema desaparece quando se observa uma passagem em “Winged Pharaoh” dizendo que eles tinham seus cavalos de Zumas, que só poderiam ser trocados por garanhões.”



Outro caso de recordação do Egito Antigo?



Sob hipnose, um estudante cego da Universidade de Oxford alegou ter sido um carpinteiro no Antigo Egito. Ele estava participando de um estudo conduzido pelo Sr. Cyril Burt (1883-1971) e pelo professor William McDougall, que estavam interessados em pesquisa mediúnica, mas não possuíam interesse em conduzir sessões de regresso a vidas passadas.


Burt era um estudante não graduado de Oxford na época, e mais tarde tornou-se professor emérito de psicologia na Universidade de Londres. William McDougall foi um psicólogo americano proeminente.


O aluno “disse-lhes que tinha de esculpir inscrições ‘no túmulo oco do Rei Den’ e começou a descrever o túmulo, mencionando um deus com uma coroa branca brilhante”, explicou Roy Stemman em seu livro “The Big Book of Reincarnation: Examining the Evidence that We Have All Lived Before” (O grande livro de Reencarnação:  examinando a evidência de que todos nós já vivemos antes).


Stemman continuou: “Alguns meses mais tarde, os dois pesquisadores leram sobre escavações que haviam sido recentemente conduzidas pelo Sr. Flinders Petrie (considerado por alguns o maior egiptólogo da Grã-Bretanha), que estava investigando o cenotáfio do Rei Smti, cujo nome de Hórus era Den. Eles perceberam que alguns dos detalhes de suas descobertas coincidem com as descritas pelo estudante de Oxford (Den, aliás, era o filho que Joan Grant alegou ter dado à luz em sua vida como Sekeeta). A coroa branca mencionada pelo aluno foi encontrada em uma viga, utilizada por Osiris, e as descrições da câmara também correspondiam.


“Quando questionado, o estudante disse que sabia pouco sobre o Egito antigo, exceto o que havia lido na Bíblia.”





Fonte: Epoch Times

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Gato reaparece vivo cinco dias depois de ser enterrado na Flórida







O gato Bart, que vivia em Tampa, na Flórida, certamente gastou uma de suas sete vidas! O bichano foi atropelado por um carro há cerca de duas semanas. Seu dono, Ellis Hutson, o encontrou no meio da rodovia, sem vida, em um poça de sangue.


Com o coração partido, Hutson chamou um amigo para ajudá-lo a enterrar seu felino.


"Éramos muito próximos, não poderia enterrá-lo", disse Hutson. "Coloquei-o no acostamento da estrada e fui chamar meu amigo David. Ele cavou um buraco e cobriu o gato com a terra. Eu testemunhei ele enterrar o gato", contou a 'ABC News'.


Cinco dias depois, o gato apareceu no quintal de uma vizinha, vivo, mas fraco, desidratado e necessitando de cuidados médicos.


Bart está com a mandíbula quebrada, tem ferimentos no rosto e perderá um olho. Os veterinários que estão cuidando do gato milagroso esperam que sua recuperação aconteça em poucos dias.


"É inacreditável, não tenho explicação para isso", disse Hutson.



Fonte: UOL
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