quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Homem ressuscita depois de 18 minutos sem respirar

Dianna acreditou que marido tinha morrido


Um homem de 31 anos, que sobreviveu a uma parada cardíaca e passou 18 minutos sem respirar, voltou para casa neste domingo em Newport, no País de Gales

De acordo com médicos, uma pessoa normalmente consegue sobreviver até quatro minutos depois que para de respirar, no caso de uma parada cardíaca. Depois disso, a probabilidade maior é de que ela morra ou sofra sequelas.

Mas Rob Waggett sobreviveu ao incidente sofrendo apenas perda da memória para fatos recentes.

Ele havia ido dormir cedo, num domingo à noite, com sintomas de gripe quando, duas horas depois, sua mulher, Dianna, percebeu – por uma babá eletrônica - que ele estava tendo dificuldades de respirar.

Ao chegar ao quarto, Dianna viu o marido dar o último suspiro, se despediu dele e ligou para os serviços de emergência, que a orientaram a tentar ressuscitá-lo com massagem cardíaca.

“Ele morreu em meus braços”, disse ela ao jornal local South Wales Argus. “Eu disse adeus e disse que o amava.”


Paramédicos


A mulher chamou um vizinho para ajudá-la e, quatro minutos depois, a ambulância chegou à casa deles. Os paramédicos usaram desfibriladores para dar choques no paciente seis vezes.

Na sétima tentativa, 18 minutos depois de ter parado de respirar, ele voltou a buscar ar.

Waggett, pai de dois filhos, foi internado em um hospital após o incidente, onde passou três dias em coma induzido.

Os médicos advertiram Dianna que ele provavelmente sofreria sequelas se sobrevivesse nas próximas 48 horas.

“Comecei a me sentir de luto porque achei que não havia esperança, não sabia o que ia dizer para meus dois filhos pequenos”, disse Dianna.

Quando seu marido acordou, Waggett não reconheceu a mulher, que montava vigília ao seu lado,o que foi considerado normal pelo fato de seu cérebro ter ficado sem alimentação de oxigênio por tanto tempo.

Mas no dia seguinte, entretanto, ele acordou e perguntou às enfermeiras: “Por que minha mulher está dormindo no chão?”.

Aos poucos, Waggett, funcionário do governo local, começou a recuperar suas memórias mais antigas e três dias depois estava pronto para se encontrar com seus filhos.

Os médicos do hospital universitário de Wales, em Cardiff, instalaram um marca-passo nele, mas ainda não identificJustificararam as causas do ataque cardíaco.

Eles disseram a Dianna que o coração de Rob Waggett permaneceu “tremendo” por um tempo quatro vezes maior do que o normal após a parda cardíaca, dando aos paramédicos tempo suficiente para salvá-lo.

“Estou extremamente agradecida aos paramédicos por continuarem tentando”, disse Dianna, que explicou que o marido não fumava e vive uma vida saudável.

“Eles não apenas salvaram a vida do Rob, mas também a minha e a das crianças.”


Fonte: BBC


Peixe desconhecido é encontrado em lago subterrâneo na China


Aldeões da aldeia de Daluo, em Bama, na província de Guangxi no sul da China, encontraram um peixe desconhecido em um lago há mil metros de profundidade, numa caverna montanhosa conhecida como Fu Dong Yuan (Caverna da Fortuna). Especialistas não conseguiram identificar o peixe capturado na caverna.

Dizem que as águas do lago promovem a longevidade na região que tem uma boa parte de sua população centenária.

O peixe tem uma espécie de bico de pato, boca vermelha e "bigodes". O líder da aldeia, Li Zuneng, disse que os habitantes locais já tinham ouvido falar do peixe através dos membros mais velhos da aldeia.

No entanto, como nenhuma das gerações mais jovens havia visto um antes, disse ele, muitos o consideravam um conto de fadas.

Foi provado que estavam errados, quando alguns peixes foram capturados no fundo da caverna. Os espécimes foram enviados para o o Instituto Aquático da provincia de Guangxi no Condado de Bama para inspeção, mas nenhum dos especialistas soube dizer de que espécie eram.

Na área remota e montanhosa, o censo de 2000, registrou 74 centenários numa população total de 238.000 pessoas.

Isso representa mais de 30 pessoas por 100.000 habitantes - bem acima do padrão internacional de 25 para "cidades de longevidade", reconhecido pela Sociedade de Medicina Natural Internacional.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: orange.co.uk


Filme de terror fraco e barato causa histeria na Itália


Um filme de terror de baixo orçamento causou alvoroço entre os políticos na Itália, depois que adolescentes ficaram traumatizados.

"Paranormal Activity", um sucesso de bilheteria na Itália, causou terror entre os jovens.

Uma agência de notícias italiana informou que os serviços de emergência receberam dezenas de telefonemas, sobretudo em Nápoles, de pessoas chocadas com o filme.

"Aconteceram vários ataques de pânico que duraram mais de meia hora," disse um atendente da emergência.

"O caso mais grave é o de uma menina 14 anos que foi levada ao hospital em estado de paralisia".

A associação de pais italianos, ressaltou que a exibição do filme é restrita nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e Holanda e pediu um limite de idade de 18 anos na Itália.

"O ministro da Defesa Ignazio La Russa, afirmou: "Nas últimas duas semanas, um trailer foi mostrado obsessivamente na TV, e horrorizou milhares de crianças".

No filme, Katie e Micah, são assombrados por fenômenos paranormais, e decidem fazer um filme no estilo "A Bruxa de Blair", um sucesso em 1999.

"Paranormal Activity", que custou meros 15.000 dólares, estreou nas salas de cinema italianas no fim de semana, e já superou "Avatar"- o filme mais caro de todos os tempos.



Fonte: Telegraph

Projeto de cruzeiro aéreo é lançado em Londres


O projeto de um cruzeiro do futuro foi lançado em Londres, capital britânica, pelo escritório de design Seymourpowell.



O conceito da aeronave Aircruise, como foi chamada, é o de um hotel de luxo que voa como um balão dirigível, a exemplo das antigas naves Zeppelin.


Segundo o projeto criado pela empresa, o Aircruise é um dirigível com motores alimentados à energia solar e que voa graças a um enorme reservatório de hidrogênio.

A física da aeronave requer um gigantesco volume de gás para que ela possa voar, e simultaneamente exige que carregue um peso relativamente leve.

Isto permite que haja um grande espaço e poucas pessoas a bordo - o que é um luxo para qualquer viagem", afirmou Nick Talbot, diretor de design da Seymourpowell.



Segundo Nick Talbot, o objetivo do projeto é levantar a discussão sobre como as pessoas querem viajar no futuro.

Ele acredita que a criação de um conceito como o da Aircruise pode levar a uma mudança de comportamento e fazer com que empresas ao redor do mundo invistam em tecnologia para torná-lo economicamente viável no futuro.


Fonte: BBC


Imagem inédita mostra peixe gigante a 1,5 mil m de profundidade



Cientistas americanos conseguiram filmar o raríssimo peixe-remo, que pode Atingir 17 metros de comprimento, no Golfo do México. Essa pode ser a primeira filmagem já feita do Regalecus glesne em seu habitat natural.

O grupo de pesquisadores utilizou veículos não tripulados emprestados por empresas petrolíferas para encontrar esse peixe, que normalmente só é visto na superfície do mar quando está próximo da morte.

“Nós vimos essa coisa vertical, clara e brilhante. Aproximamos um pouco a imagem e dissemos ‘isso é um peixe!’”, disse o coordenador da pesquisa Mark Benfield em entrevista ao repórter da BBC Jody Bourton.

O pesquisador da Universidade da Louisiana comentou que, a princípio, julgou que a câmera estivesse filmando um encanamento para extração de petróleo.

Para ele, essa deve ter sido uma filmagem inédita do peixe-remo nadando em seu habitat natural, pois um registro colhido no Oeste da África em 2007 não conseguiu confirmar se o peixe era mesmo o Regalecus glesne.

O peixe é tido como o mais longo peixe vertebrado de que se tem notícia.

Com o veículo operado por controle remoto, os cientistas puderam seguir o peixe-remo por cinco minutos, até que o perderam de vista.

As estimativas iniciais são de que o exemplar media de 5 a 10 metros.


Parceria


O registro do Regalecus glesne só foi possível graças ao Projeto Serpente, uma parceria entre pesquisadores de todo o mundo e empresas petrolíferas, incluindo a Petrobras.

As companhias permitem que cientistas utilizem sua tecnologia avançada para pesquisas em águas profundas.

“Isso proporciona uma oportunidade maravilhosa para aprendermos mais sobre vida nas profundezas do Golfo do México.

Termos encontrado o peixe-remo durante nossa exploração foi um bônus fantástico”, disse Benfield à BBC.

“É tudo muito empolgante. Minha visão para o Projeto Serpente no Golfo do México é estabelecer um grande sistema de observação das profundezas do golfo, usando centenas de veículos não-tripulados”, disse o pesquisador.


Fonte: BBC


Faisão enfurecido aterroriza cidade inglesa


Os habitantes de Newsham estão com medo de sair na rua por causa do bicho.

Os moradores da cidade de Newsham, na Inglaterra, estão com medo de sair de suas casas. Os ataques nas ruas estão cada vez mais violentos.

Não se trata de nenhum bandido, mas de um faisão enfurecido. A ave não perdoa ninguém. Cachorros, carros, ciclistas, todos já foram atacados pelas bicadas do bicho.

O presidente do conselho da cidade Bob De'Ath está preocupado e já escreveu uma carta para a Sociedade Protetora dos Animais pedindo ajuda.

- Parece engraçado, mas é um problema sério. O faisão pode atacar e ferir uma criança, por exemplo. Ele não para de atacar as pessoas.

Segundo especialistas, a ave está apenas protegendo seu território em época de acasalamento.


Fonte: R7


Mapeamento aéreo revela peixe-boi


Levantamento registra 20 indivíduos no litoral Nordeste brasileiro.

Se a avistagem aérea do peixe-boi marinho (Trichechus manatus) é nova no Brasil (o método é usado na Flórida desde 1983), uma coisa é certa: aqui ela serviu para que pesquisadores do Projeto Peixe-Boi fizessem uma contagem mais real de quantos indivíduos dessa espécie habitam o litoral Nordeste do País. Até porque o último estudo datava de 1997, através de entrevistas com pescadores.

Entre os dias 25 e 28 de janeiro, os pesquisadores do projeto começaram um mapeamento através de sobrevoos em ziguezague, a baixa altitude e bem lentos. Para a alegria e surpresa de todos, o saldo foi positivo: eles chegaram a avistar 20 animais.

A maior parte deles (9) foi encontrada no limite entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba. A região é considerada estratégica para o manejo desses animais, porque possui área de arrecifes com algas que estão entre as preferidas para o pasto do peixe-boi.

O local com menor ocorrência foi em Alagoas, a partir da Foz do Rio São Francisco até Maceió (apenas um indivíduo). A razão: a atividade pesqueira naquela região é intensa, com muitos barcos motorizados puxando redes de arrasto.

“O peixe-boi não tem predadores”, conta João Carlos Borges, coordenador do projeto. “Seu inimigo natural é a atividade humana”, complementa Danise Alves, doutoranda nesta área. Tanto que hoje essa espécie está criticamente ameaçada de extinção. E os atropelamentos por lanchas de passeio são a sua principal causa de morte.

Mas vale lembrar: esse animal já chegou a habitar o litoral brasileiro a partir do Espírito Santo até o extremo Norte do País.

O peixe-boi é um animal dócil, que pode chegar a pesar 800 quilos. No passado foi muito caçado por causa de seu couro resistente e da ossatura robusta.

Em geral gostam de águas rasas e quentes (daí a facilidade de serem mortos). Atualmente vivem em uma faixa litorânea descontínua, que começa em Alagoas e vai até o Amapá (pelo menos era o que indicava o último estudo de 97).


Fonte: EPTV

Vidente pede indenização à Globo por reportagem do "Fantástico"; Justiça nega



O juiz Alexandre Jorge Cunha Filho, da 5ª Vara Cível de São Paulo, negou um pedido de indenização por danos morais do vidente Juscelino da Luz contra a Rede Globo.

Conhecido por "prever" acontecimentos, como o acidente com o avião da TAM, a cratera do Metrô em São Paulo e o último desastre com o avião da Air France, ele foi chamado de charlatão em uma reportagem especial do "Fantástico" de 2007, informou o site Consultor Jurídico.

Na matéria, peritos constataram que as análises de Juscelino eram forjadas. "Ele gosta de botar um monte de carimbos. E com certeza está levando a erro o incauto, que acha que ele realmente previu alguma coisa", disse o perito grafotécnico Orlando Gonzáles Garcia na reportagem.

Já o professor de Direito Penal Carlos Fernando Maggiolo, ouvido pelo "Fantástico", afirmou que nitidamente o crime cometido pelo vidente era de charlatanismo, com pena de três meses a um ano de detenção.

O vidente procurou a Justiça, alegando que a reportagem ofendeu a sua honra, pois ele sempre foi respeitado da área de holística, e dedicou a sua vida a ajudar pessoas.

O juiz, no entanto, negou o recurso à Juscelino. Para o magistrado, a reportagem é de utilidade pública, pois alertou ao público da possibilidade de se pagar por um serviço cuja utilidade não é comprovada, inclusive com base em uma consulta feita por uma repórter que se passou por cliente de Juscelino.

"Por tais razões, verifica-se que a reportagem cumpriu papel importante, qual seja, o de informar a população de riscos em se submeter a tratamentos do tipo oferecido por Juscelino, expondo fatos que lhes são contrários sem, contudo, emitir conceitos subjetivos sobre os profissionais", disse Cunha Filho.


Fonte: Portal IMPRENSA



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Fantasmas de Windsor


Tanto fantasmas da realeza como guerreiros aparecem neste castelo, famoso pela sua ligação com a monarquia Inglesa.

A Inglaterra é rica em histórias de fantasmas. Seus milenários castelos e suas paisagens eternas guardam muitas histórias de mortos que ainda estão ligados com os vivos, aterrorizando-os.

Esse é o caso do elegante Castelo de Windsor, célebre por ser uma das residências da monarquia do Reino Unido. Mas sua fama também tem um lado obscuro: o número de eventos paranormais que são vivenciados ali.

William, o Conquistador, iniciou a construção do Castelo de Windsor em 1075 após a conquista normanda, que culminou na Batalha de Hastings em 1066.

O castelo quase foi destruído durante a guerra civil de 1600, mas mais tarde tornou-se a residência real.

Durante o reinado do rei George IV, no século XIX foi transformado em um palácio. Em 1917, o rei George V converteu o castelo em residência da família real, e desde então o nome da monarquia seria a Casa de Windsor.

O castelo sobreviveu aos bombardeios das duas guerras mundiais, e hoje a rainha Elizabeth II frequenta a igreja, na capela de São Jorge.

Dizem que o fantasma que tem sido mais visto em Windsor é o de Herne o Caçador, visto por centenas de pessoas nos jardins do castelo.

Segundo a lenda, era um caçador real que gozava da simpatia do rei e, por isso, era odiado na corte.

Devido a isso, e as pressões, ele se enforcou. Seu fantasma aparece montado num cavalo negro, muitas vezes acompanhado por cães fantasma.

O fantasma de Henry VIII assombra os claustros da Deanery. Muitas pessoas dizem que ouviram seus passos e gemidos.

Uma de suas esposas, Anne Boleyn, foi executada exatamente neste claustro. Contam também que a filha de Henry VIII, a Rainha Elizabeth I, passeia à noite de uma sala para outra.

O fantasma de Charles I foi visto principalmente na biblioteca, bem como o rei George III, que ficou louco naquela sala, seu rosto fantasmagórico pode ser visto através das janelas.

Outros fantasmas desconhecidos também habitam Windsor, como o da criança gritando nos corredores, que não quer montar, ou as crianças brincando que são ouvidas na torre da prisão, ou a menina com um homem a cavalo na cozinha, que antigamente era a cavalariça.

Misteriosos passos são ouvidos toda noite na Torre Curfew, e às vezes, sem que ninguém saiba como, seus sinos repicam.

Perto da capela de São Jorge apareceu uma noite, um novo grupo de estátuas. Os visitantes ficaram impressionados, e perguntaram ao guarda na saída, pelas estátuas, que não estavam no guia da visita.

O guarda disse que não havia um grupo de estátuas ali, e quando eles voltaram no lugar, elas haviam desaparecido.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: Terra Chile


Esqueleto de asiático encontrado em ruínas do Império Romano sugere uma expansão maior do que se pensava


Arqueólogos descobriram um esqueleto de 2.000 anos de idade de um homem asiático em um antigo cemitério na Itália, sugerindo que o Império Romano atingiu uma área muito mais extensa do que se pensava anteriormente.

Embora os romanos sejam conhecidos por terem trocado seda e especiarias exóticas com a China, pensava-se que a maior parte do comércio era realizado através de intermediários ao longo da Rota da Seda, e que os chineses ou outros asiáticos não entraram no Império.

Mas a ortodoxia agora terá de ser reexaminada, depois que uma equipe de arqueólogos canadenses realizou análises de DNA nos ossos de um homem, e descobriu que ele veio do extremo oriente.

O esqueleto foi escavado em um cemitério do Império Romano em Vagnari, na província de Puglia, que forma o calcanhar da bota italiana.

"Esta descoberta suscita muitas perguntas sobre a globalização e a circulação de pessoas na época romana", disse a líder da equipe, Tracy Prowse, da McMaster University em Hamilton, Ontário.

"Nossos dados revelam que alguns dos habitantes de Vagnari vieram de longe, de além das fronteiras do Império Romano," disse a professora Prowse, ao Journal of Roman Archaeology.

Ela sugeriu que o homem, que viveu no primeiro ou segundo século d.C., pode ter sido um escravo ou trabalhador, com base no cemitério onde seus restos mortais foram encontrados, e o fato de que o único item enterrado ao lado dele era uma panela de barro.

O fato de que um outro corpo foi mais tarde enterrado sobre ele, com um túmulo elaborado, também sugere que sua posição era humilde.

Embora a análise do DNA mitocondrial prove que ele era de origem asiática, os arqueólogos são incapazes de dizer se ele era um imigrante ou se era descendente de uma família asiática, que já estava morando lá.

Tampouco a análise de DNA permite aos cientistas identificar mais precisamente de que parte do leste asiático era originário. Seu esqueleto é um dos 70 que foram encontrados em Vagnari desde 2002.

Os detalhes da descoberta serão apresentados em uma conferência sobre a arqueologia romana em Oxford, no próximo mês.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: Telegraph


Obras de duplicação da BR 101 revelam acervo arqueológico pré-histórico no Nordeste

Equipe trabalha no salvamento de um sitio arqueológico Tupiguarani, na Paraíba


As obras de duplicação da BR 101 estão revelando um acervo arqueológico surpreendente no Nordeste.

Desde o início das escavações, em 2005, entre os Estados de Sergipe e Rio Grande do Norte, já foram localizados 165 sítios históricos e pré-históricos, além de outras 10 ocorrências arqueológicas.

Entre o material encontrado no Nordeste estão vestígios de tribos, vilas e peças produzidas por índios que viveram na região antes e depois da chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500.

Todo o material histórico é coletado e posteriormente analisado pelo Laboratório de Arqueologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Desde 2002, uma portaria do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) inclui a necessidade de uma licença arqueológica antes de qualquer obra de grande porte, como é o caso da duplicação da rodovia federal.

A catalogação dos dados já foi concluída no trecho que vai de Natal (RN) a Palmares (PE), faltando ainda a análise dos dados. Já em Alagoas e Sergipe, a fase de coletas teve início em dezembro de 2009, enquanto a busca na Bahia deve começar nos próximos meses.

Pernambuco é o Estado com maior número de achados arqueológicos: foram 101 sítios encontrados. Na Paraíba, foram 25 registros, o mesmo número de Alagoas, que ainda está em fase inicial de coleta de material.

O Rio Grande do Norte teve 16 sítios encontrados, enquanto Sergipe registrou, até agora, oito sítios com ocorrências arqueológicas.

“Todos os achados são extremamente relevantes, pois sempre trazem algo de novo para o conhecimento de grupos que viveram no passado, sejam eles anteriores ao descobrimento do Brasil ou posteriores”, explicou o professor da UFPE e coordenador geral da pesquisa arqueológica da BR 101 no trecho RN-BA, Marcos Albuquerque.

O professor explica que todo o material é encontrado antes que as máquinas iniciem as obras. Segundo ele, os sítios arqueológicos encontrados são divididos por período: pré-histórico (antes do descobrimento do Brasil) e histórico (que vão do descobrimento até o século 20).



Albuquerque conta que os achados apontam para tribos indígenas com características próprias e que viveram na região há séculos.

“Os sítios pré-históricos encontrados são de grupos de agricultores da tradição cultural Tupiguarani.

Estes grupos tinham na mandioca seu alimento básico e produziam cerâmica. Já os sítios históricos podem ser vilas, povoados, igrejas etc.. Normalmente eles apresentam cerâmica de origem inglesa”, disse.

O professor de arqueologia explica que a cultura desses índios possui outras características peculiares.

“Eles enterram seus mortos em urnas funerárias em cerâmica, moravam em aldeias compostas de varias ocas e passavam em torno de seis anos em cada local e migravam”, assegurou.

Quando concluída a análise dos dados, o material deve ser reenviado para os Estados de origem - caso eles demonstrem condições de guardar os achados históricos.

"O Iphan é quem determina a guarda legal deste material. Nós temos um laboratório móvel que se desloca para a área de maior necessidade e, quando estacionado, abre para receber visitas ao material.

Normalmente em todos os municípios trabalhados fazemos um trabalho de educação patrimonial em colégios, instituições etc.", explicou o arqueologista.


Obras na rodovia


Segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o trecho entre Natal (RN) e Palmares (PE) ainda está em obras e deve ser inaugurado ainda neste ano. “A exceção [é] do contorno de Recife [que já está duplicado].

Até dezembro, dos 335 km em obras, 83 km de pistas duplas já estavam liberadas ao tráfego. A previsão para conclusão de todo trecho é dezembro deste ano”, disse o órgão, em nota ao UOL Notícias.

Ainda segundo o órgão, as obras no trecho Alagoas-Bahia ainda aguardam a licença de instalação, que é fornecida pelo Ibama. “A previsão é de que a licença seja emitida até março”, afirmou.

O Dnit assegura que todos os cuidados estão sendo tomados para garantir a preservação do sítios históricos.

“Os estudos e ações não só preservam como também localizam e salvam os sítios. Isso ocorre em todas as obras de duplicação executadas pelo Governo Federal.

Na duplicação da BR-101 em Santa Catarina, por exemplo, o gerenciamento ambiental das obras garantiu a localização e salvamento dos sítios arqueológicos, citados por pesquisadores dos anos 60, cuja localização exata ninguém sabia”, informou o texto.


Saiba mais sobre o material encontrado entre Sergipe e o Rio Grande do Norte

122 sítios históricos;
26 sítios pré-históricos;
17 sítios históricos e pré-históricos;
9 ocorrências históricas;
1 ocorrência pré-histórica


Fonte: UOL


Portugal: Tartaruga rara de 2 metros dá à costa em Alcobaça


Animal vai ser recolhido pelo Museu de História Natural de Lisboa para colecionismo.

Deu na sexta-feira (29/01) à costa na Praia da Mina, Concelho de Alcobaça, uma Tartaruga de Couro com 1,97 metros.

Segundo a autarquia de Alcobaça, este exemplar raro, daquela que é a maior espécie de tartaruga oceânica, vai agora ser recolhido pelo Museu de História Natural de Lisboa para fins de coleccionismo.

A bióloga da autarquia, Sofia Quaresma, explicou à Agência Lusa que o animal, «com pelo menos 300 quilos», foi encontrado por um pescador que informou o município.


Segundo Sofia Quaresma, o animal, adulto, «sofreu traumatismos de contacto com objecto desconhecido, presumivelmente um barco».

«A Câmara contactou várias entidades no sentido de saber se estavam interessadas na tartaruga para efeitos de colecionismo, tendo o Museu Nacional de História Natural sido a única entidade a mostrar interesse», acrescentou a responsável.

Sofia Quaresma esclareceu que ainda esta sexta-feira técnicos do museu vão buscar o animal, que neste momento se encontra no parque de campismo da praia da Mina.

A bióloga esclareceu que a tartaruga-de-couro é uma espécie que «está em perigo, mas vai existindo numa zona geográfica muito vasta, em vários oceanos».


Fonte: TVI 24



Anticongelante é segredo de animais que sobrevivem ao frio

Insetos desenvolveram várias substâncias para sobreviver em condições frias. O besouro Upis do Alasca pode suportar temperaturas de menos 73 graus


Quando um anticongelante natural é melhor que um casaco de inverno Enquanto a temperatura despenca ao ponto mais baixo do ano, aqueles de nós que vivem em latitudes mais altas se recolhem a abrigos aconchegantes.

Podemos simpatizar com os esquilos e passarinhos, sujeitos ao frio abaixo de zero que varre o mundo exterior, e deixar-lhes comida, mas não pensamos muito em criaturas menores e menos fofinhas: por exemplo os insetos e aranhas que habitam quintais e bosques durante o verão.

Eles ressurgirão na primavera, o que significa que de alguma forma sobrevivem ao frio intenso. Mas como o fazem, se não contam com a proteção de pêlos ou penas?

A ameaça à vida nas baixas temperaturas não é o frio, mas o gelo. Já que células e corpos se compõem primordialmente de água, o gelo pode ser letal porque sua formação perturba o equilíbrio entre os fluidos externos e internos das células, o que resulta em encolhimento celular e dano irreversível a tecidos.

Os insetos desenvolveram múltiplas maneiras de evitar congelamento. Uma estratégia é escapar de vez ao inverno. Borboletas como a monarca migram para o sul.

Uma ótima solução, mas a capacidade é rara. A maioria dos insetos permanece em seu habitat de origem, e precisa encontrar outra forma de evitar congelamento.

Eles fogem ao gelo rastejando para buracos ou fendas por sob a cobertura de neve ou linha de congelamento, ou, como algumas larvas de insetos, hibernam nos fundos de lagos que não se congelem de todo.

Mas muitos insetos e outros animais se defendem contra a exposição direta a temperaturas abaixo de zero por meio da engenhosidade bioquímica, ou seja, produzem anticongelantes.

O primeiro anticongelante de origem animal foi identificado décadas atrás no plasma sanguíneo de peixes da Antártida, por Arthur DeVries, hoje na Universidade do Illinois, e seus colegas.

Os mares antárticos são muito frios, com temperaturas da ordem de menos dois graus. A água é salgada o suficiente para que se mantenha líquida a alguns graus abaixo da temperatura de congelamento da água fresca.

As abundantes partículas de gelo flutuando nessas águas representam risco para os peixes porque, caso ingeridas, podem iniciar formação de gelo nas tripas dos animais, com consequências devastadoras. A menos que algo impeça o crescimento dos cristais de gelo.

É isso que as proteínas anticongelantes dos peixes fazem. Os tecidos e corrente sanguínea de cerca de 120 espécies de peixes pertencentes à família dos Notothenioidei estão repletos de anticongelante.

As proteínas têm uma estrutura incomum de repetição que permite que se conectem aos cristais de gelo e reduzam para menos três graus a temperatura em que os cristais de gelo crescem.

Isso fica um pouco abaixo da temperatura mais baixa do Oceano Antártico, e cerca de dois graus acima da temperatura de congelamento do plasma sanguíneo de peixes que não produzem o anticongelante.

Essa pequena margem de proteção tem consequências profundas. Os peixes produtores de anticongelante hoje dominam as águas antárticas.

A capacidade de sobreviver e prosperar em águas frígidas impressiona, mas os insetos sobrevivem a temperaturas muito mais baixas em terra.

Alguns, como a pulga da neve, ficam ativos até no inverno e são vistos saltando sobre montes de neve em temperaturas de menos sete graus ou mais baixas.

Na verdade, esses insetos não são pulgas, mas Collembolae, um inseto sem asas primitivo capaz de saltar por longas distâncias usando a cauda.

Laurie Graham e Peter Davies, da Universidade Queen¿s, em Kingston, Canadá, isolaram as proteínas anticongelantes das pulgas de neve e descobriram que elas também constituem uma estrutura repetitiva simples que se aglutina ao gelo e impede que os cristais cresçam.

As proteínas anticongelantes das pulgas de neve diferem completamente das que foram isoladas em outros insetos, como o besouro vermelho, que apresenta proteínas anticongelantes por sua vez diferentes das encontradas nas Choristoneurae, uma espécie de lagarta.

E todos os anticongelantes desses insetos diferem da espécie que impede o congelamento dos peixes antárticos. O anticongelante de cada espécie é uma invenção evolutiva separada.

Mas a inovação dos insetos vai além dos anticongelantes. Biólogos descobriram outra estratégia para enfrentar o frio extremo. Alguns insetos simplesmente toleram o congelamento.

Nas latitudes mais setentrionais, como o interior do Alasca, as temperaturas de inverno caem a menos 50 graus, e a neve e temperaturas abaixo de zero podem perdurar até maio.

Nessas temperaturas extremas, a maioria dos insetos vira picolé. O besouro upis, do Alasca, por exemplo, congela em torno dos menos oito graus. Mas ainda assim pode sobreviver mesmo se exposto a temperaturas de menos 73 graus.

Para tolerar o congelamento, é crucial que os insetos minimizem os danos do congelamento e do degelo. Os insetos desenvolveram diversas substâncias protetoras.

Quando o inverno se aproxima, muitos desses insetos produzem elevada concentração de glicerol e outras moléculas de álcool.

Elas não previnem o congelamento, mas retardam a formação de gelo e permitem que os fluidos que cercam as células congelem de modo mais controlado, enquanto o conteúdo da célula não congela.

Para proteção máxima, alguns insetos árticos combinam materiais protetores e anticongelantes. De fato, um novo tipo de anticongelante foi recentemente descoberto no besouro upis.

Ao contrário das proteínas anticongelantes de outros besouros, mariposas e pulgas de neve, o produto do upis é um complexo açúcar de alta eficiência.

A necessidade de evitar o congelamento de fato foi mãe de muitas invenções evolutivas. Essa nova descoberta torna mais provável que tenhamos truques químicos a aprender dos métodos de proteção contra o frio extremo usados por insetos.

E a questão não envolve apenas entomologia ártica esotérica. Um desafio persistente para a preservação de órgãos humanos é exatamente o problema que esses insetos resolveram - como congelar tecidos por um longo período e depois degelá-los sem dano.

Equipes de pesquisa agora estão estudando como aplicar percepções ganhas no mundo animal às salas de cirurgia.


Fonte: Terra



Jacaré-açu mata menina de 11 anos em Guajará-Mirim


Tragédia aconteceu quando a criança e o irmão foram ao igarapé para se refrescar do calor.

Gigliane do Nascimento Bira (foto), de 11 anos, morreu no final da tarde de ontem, em Guajará-Mirim, enquanto brincava nas águas do Igarapé do Primeiro, no bairro Triângulo.

Um jacaré, de cerca de cinco metros, atacou a menina, que foi arrastada pelo animal para dentro do rio.


A criança estava acompanhada do irmão de 16 anos, que viu toda a tragédia. Os dois foram ao igarapé se refrescar contra o intenso calor que fazia na tarde de ontem.


Um pescador que estava no local disse à polícia ter visto a menina ainda na boca do Jacaré.








Logo depois da tragédia, uma intensa movimentação de policiais, bombeiros e voluntários deu início à caça ao animal e ao corpo da menina. O réptil foi capturado na noite de ontem. Pouco depois, o corpo foi encontrado.


Fonte: Imprensa Popular/Guajará Notícias


Crocodilos albinos conquistam a Europa


Fotos: Philippe Desmazes/AFP Photo


Nas fotos, tiradas na última quinta-feira (04/02), franceses de uma fazenda de crocodilos recebem dois destes répteis albinos, os primeiros a viver na Europa.

Os crocodilos foram trazidos de Louisiana, nos Estados Unidos, e são extremamente raros. Por causa desta anomalia genética tão ímpar, existem apenas 20 destes animais no mundo.

La Ferme aux Crocodiles, a fazenda em que os dois crocodilos irão morar, fica a cerca de 1h20 de Lyon, e tem uma enorme estufa tropical de 8 mil metros quadrados.

Além de abrigar diversos tipos de jacarés, a fazenda conta com tartarugas gigantes, vindas de Galápagos, e diversos pássaros e plantas exóticos.


Fonte: Globo Rural