quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mutação faz crescer pênis na cabeça de caracóis fêmeas

CONTAMINAÇÃO: Caracóis fêmeas que vivem perto de Fremantle Port estão desenvolvendo órgãos sexuais masculinos na cabeça após exposição a produtos químicos. | Crédito: Monique Gagnon


Caracóis marinhos fêmeas, que vivem na costa de Perth, Austrália, estão criando órgãos sexuais masculinos em suas cabeças depois de ficarem expostos ao produto químico TBT, de acordo com pesquisadores locais.

Segundo os cientistas, as criaturas estão sofrendo de imposex, um termo que designa a mutação causada por poluentes tóxicos e que faz crescer um segundo órgão sexual no corpo.

Diferente dos caracóis de jardim, que são hermafroditas, esta espécie marinha tem sexos distintos.

O poluente TBT está bastante presente em tintas anti-incrustantes para navios, daí a explicação para a poluição marinha e consequente mutação dos caracóis.


Fonte: UOL Tablog /news.com.au


Funerária faz primeiro censo de fantasmas em Medellín


Uma funerária de Medellín realiza o primeiro censo de fantasmas da segunda cidade da Colômbia e já tem 215 "seres sobrenaturais identificados e classificados".

"É inegável que muitos prédios e casas da cidade têm fantasmas. Há anos escutamos as histórias de sua presença e acreditamos que já é hora de contabilizá-los e classificá-los por meio de um censo, além de estabelecer laços com eles", disse William Betancur, gerente da funerária.

Betancur teve a inspiração para realizar o "censo fantasmal" após sentir a presença do espírito de seu cachorro, que morreu há quatro meses mas ainda corre pela funerária.

"Uma equipe de quatro funcionários da funerária - devidamente uniformizada - visita locais indicados para constatar a presença dos fantasmas e já registrou imagens de 23 fenômenos em fotos e vídeos".



Fonte: UOL

Filhote de onça foge novamente de centro de reabilitação em Campo Grande


Animal tinha fugido em outubro e havia sido recapturado na terça-feira. Equipes fazem buscas em reserva ambiental situada no entorno do centro.

Um filhote de onça pintada fugiu do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) de Campo Grande na madrugada desta quinta-feira (30).

O animal, que tem 10 meses, já tinha escapado em outubro e passou dois meses desaparecido, até ser recapturado na terça-feira (28).

O biólogo Elson Borges, coordenador do centro de reabilitação, contou ao G1 que a fuga só foi percebida por volta de 6h, por um tratador.

“A onça rompeu o alambrado que cercava o lugar onde era mantida e escapou. Na vez anterior, em outubro, uma anta se chocou contra o recinto e acabou rompendo a porta, então a onça fugiu por ali. Agora, o filhote provocou a própria fuga”

A onça foi enviada para o centro de reabilitação há seis meses, depois de ter sido capturada em uma fazenda no município de Águas Claras (MS).

“O centro fica dentro de uma reserva ecológica de 130 hectares de mata alta e densa. As buscas pela onça estão sendo feitas junto com equipes da Polícia Militar Ambiental. Estamos seguindo as pegadas dela e colocando armadilhas para recapturá-la”, explicou.

De acordo com o biólogo, a onça não deve sair da área de vegetação da reserva. “A mata é cercada e bastante rica em pequenos animais, que vão servir de alimento para ela.

Além disso, ela retornaria ao se aproximar dos limites da reserva, ficaria assustada com o barulho da cidade”, afirmou.


Fonte: G1

Tribunal saudita rejeita sentença de morte para vidente da tv

Foto sem data divulgada pelo escritório do advogado May al-Khansa, defensor do libanês Ali Sibat, mostra Sibat com seus filhos em um local desconhecido no Líbano


O Supremo Tribunal da Arábia Saudita se recusou a ratificar a sentença de morte de um vidente libanês condenado por prática de bruxaria em um caso que ultrajou os grupos internacionais de direitos humanos.

Três juízes afirmaram em novembro que não havia provas suficientes de que Ali Sibat teria prejudicado outros com suas ações.

Os juízes ordenaram que a decisão seja confirmada por um tribunal de Medina, e recomendaram a comutação da pena e a deportação do réu.

Sibat foi acusado de lêr a sorte e fazer previsões em um talk show da tv libanesa transmitido por satélite. Os seus defensores alegam que o show foi transmitido do Líbano, não da Arábia Saudita.

Ele foi preso em maio de 2008 pela polícia religiosa saudita durante uma peregrinação à cidade sagrada de Medina e condenado à morte em novembro de 2009.

Sibat é uma das dezenas de pessoas que todos os anos são detidas na Arábia Saudita por prática de feitiçaria, bruxaria, magia negra e adivinhação. As autoridades profundamente religiosas da Arábia Saudita consideram estas práticas politeístas.

Segundo a Anistia Internacional, a última execução conhecida por acusação de bruxaria ocorreu em 2007.

Um farmacêutico egípcio, Mustafa Ibrahim, foi decapitado depois que um tribunal saudita considerou-o culpado por lançar feitiços para separar um casal.


Tradução: Carlos de Castro



Fonte: ABC News



Vêr
Apresentador de tv libanês condenado à morte por bruxaria na Arábia Saudita


Revista "Science" elege as maiores descobertas científicas da década e do ano

Entre os eleitos de 2010 pela "Science", está técnica mais rápida de identificar genes ligados a doenças


A primeira década do século 21 mudou completamente a forma de fazer ciência. Muito do que parecia ser impossível aconteceu, como o mapeamento completo do DNA de criaturas extintas há milhares de anos e a descoberta de centenas de planetas fora do Sistema Solar.

A "Science", uma das mais importantes revistas da área, escolheu os destaques do período. Biotecnologia e genética dominam a lista.

O mergulho no lado oculto do genoma é um deles. Nos anos 2000, os cientistas descobriram que os humanos têm muito menos genes do que se pensava.

Além disso, o que durante muito tempo foi chamado de "lixo" no DNA mostrou ter funções importantes, ajudando na regulação de todo o genoma.

As pesquisas com células-tronco também deram um salto. Os cientistas conseguiram "domá-las" e já produzem em laboratório qualquer tecido do corpo humano, viabilizando um dos mais promissores tratamentos para várias doenças.

O desenvolvimento de métodos para analisar DNA de criaturas que viveram há milhões de anos permitiu saber com precisão inédita detalhes de sua aparência.

Além de descobrir a cor de dinossauros ou mamutes, também se descortinou o passado dos seres humanos, os quais, agora se sabe, tiveram filhos com neandertais.

A astronomia ocupa três posições na lista. Além de avanços na precisão das medições no espaço, a década também foi marcada pela confirmação da existência de água no subsolo de Marte.

O registro de planetas fora do Sistema Solar bateu recordes. Em 2000, havia 26 confirmados. Hoje, são 505.

O levantamento da "Science" incluiu ainda uma questão política: as pesquisas sobre as mudanças climáticas.

Na opinião do historiador da ciência da USP Gildo Santos, a lista da "Science" é relevante, mas deixou de fora resultados importantes. "Noto a ausência da química e de outras ciências, como a geologia, a oceanografia e a matemática."

Como maior destaque de 2010, a "Science" escolheu um invenção quase indecifrável: uma minúscula haste de metal, visível a olho nu, que obedece às regras da física quântica, antes só aplicáveis a objetos submicroscópicos, como átomos. Ela conseguiu vibrar rápido e devagar ao mesmo tempo, o que só é possível num cenário quântico.

Biotecnologia e genética também dominam o levantamento anual, com destaque para novas técnicas para regredir células-tronco adultas ao estágio embrionário.


DESTAQUES DA DÉCADA


A parte oculta do genoma


O que se imaginava a respeito do DNA humano estava errado. Além de menos genes (são 21 mil, contra os 100 mil idealizados antes), boa parte do que se achava "lixo" desempenha funções importantes;


Células-tronco


Células com capacidade de reescrever seu próprio destino, as células-tronco foram uma das mais promissoras fronteiras para o tratamento de doenças. E, nesta década, os cientistas aprenderam melhor do que nunca como manejá-las e controlá-las;


Microbioma


Nos anos 2000, os humanos finalmente deram uma trégua às bactérias e aceitaram que muitos desses micro-organismos desenvolvem funções importantes no funcionamento e até na proteção do corpo humano;


DNA pré-histórico


Novas técnicas de análise permitiram avaliar o DNA de animais e plantas extintos dezenas de milhares ou milhões de anos atrás, com bastante precisão. Desse modo, descobriu-se a cor das penas de alguns dinossauros e até detalhes sobre cabelo e pele dos neandertais;


Água em Marte


Missões espaciais encontraram evidências muito fortes de que houve água líquida no planeta vermelho bilhões de anos atrás. Mais recentemente, pesquisadores comprovarama existência de gelo enterrado no solo e até em grandes blocos;


Exoplanetas



Exoplaneta GJ 1214b orbita anã vermelha (estrela menor que o Sol) e completa uma volta a cada dia e meio terrestre


A quantidade de planetas conhecidos fora do Sistema Solar disparou: passou de 26, em 2000, para os atuais 505. E os registros não param de acontecer, devido a vários avanços tecnológicos na astronomia;


Estudos do aquecimento global


A década foi marcada pelo reconhecimento dos problemas climáticos e dos estudos sobre eles, que ganharam financiamento e repercussão mundiais;


Inflamação


Os processos inflamatórios se mostraram muito mais complexos do que se imaginava. Descobriu-se que câncer, diabetes e até Alzheimer são relacionados a respostas inflamatórias que podem, em muitos casos, levar à morte ou a sequelas graves;


Mais precisão na cosmologia


Vários experimentos mostraram melhor do que nunca o que está acontecendo no Universo. Algumas técnicas levarama resultados surpreendentes, como a comprovação de que o Cosmos é plano;


Metamateriais


Cientistas criaram uma junção de materiais que age com propriedades que não são normalmente encontradas na natureza. Eles trabalham direcionando a luz e outras ondas eletromagnéticas, conseguindo efeitos considerados impossíveis de forma natural.


DESTAQUES DO ANO


O vencedor


A pesquisa do ano, diz a "Science", foi a criação de uma pequena haste de metal, visível a olho nu, que se comporta segundo as regras malucas da física quântica, antes só aplicáveis a objetos de tamanho submicroscópico, como átomos;


Os nove 'vices'


- Genoma dos neandertais mostra cruzamento com humanos modernos;

- Máquinas que decodificam DNA ficam cada vez mais velozes;

- Nova técnica facilita transformação de células adultas em células embrionárias;

- Pesquisadores acham maneira mais rápida de identificar genes ligados a doenças;

- Americanos conseguem criar bactéria com DNA sintético;

- Comportamento de cristais é simulado com precisão em computador;

- Cientistas acham modo de "deletar" genes de ratos, facilitando o estudo de doenças;

- Gel vaginal e remédio preventivo conseguem diminuir infecção por HIV;

- Supercomputadores simulam dinâmica molecular de proteínas.


Fonte: Folha.com

Cientistas simulam condições de Marte no Deserto do Atacama

O observatório no Atacama é o maior do mundo em sua categoria


Cientistas chilenos e de outros países construirão uma base espacial no Deserto do Atacama, local mais árido do mundo, onde pretendem simular, com estufas, as condições físicas do planeta Marte.

A informação divulgada neste domingo pelo diário El Mercurio destaca que o plano é do Centro de Pesquisa Lua-Marte, um complexo científico, tecnológico e turístico localizado em uma área reconhecida pela comunidade científica internacional como uma das mais parecidas a Marte na Terra, com radiação solar e temperaturas extremas, baixa umidade e fortes ventos.

A base será construída em Chajnantor, situado a 5,15 mil m de altura e cerca de 1,65 mil km ao nordeste de Santiago.

No local, o Observatório Europeu Austral (ISSO, na sigla em inglês) constrói junto a seus parceiros internacionais o Atacama Large Millimeter Array (ALMA), um telescópio de vanguarda para estudar a luz de alguns dos objetos mais frios no Universo.

Carmen Gloria Jiménez, acadêmica da Universidade de Antofagasta e uma das coordenadoras chilenas do projeto, explicou que já há experiências prévias em Utah (Estados Unidos) e na ilha Devon, no Ártico canadense.

Ela assinalou que, no ano que vem, serão construídos os primeiros laboratórios, usando como materiais as fuselagens de aviões Hércules.

Lá, serão estudados micro-organismos denominados extremófilos, entre outros, que sobreviveram por pelo menos 26 mil anos em vulcões e lagos próximos.

Entre os promotores do projeto estão a Nasa (agência espacial americana), Mars Society, Instituto SETI, agência espacial da China e mais de 40 empresas que já investem no setor.


Fonte: Terra

Sonda registra pôr do Sol azul em Marte


Este belíssimo vídeo de um pôr do sol marciano foi capturado pela sonda Opportunity. Apesar da maioria dos vídeos codificar as cores de Marte como vermelhas, o pôr do sol brilha na cor azul. Descubra o porquê.

Marte é conhecido por ser o Planeta Vermelho. A ferrugem na poeira da sua superfície dá ao planeta sua aparência avermelhada e marrom.

Suas áreas vastas, secas e poeirentas lembram os desertos da Terra, onde o sol vermelho-laranja ilumina a areia amarela. Então, quando pensamos no pôr do sol de Marte, pensamos que ele seja bem avermelhado.

O vídeo, recentemente lançado pela NASA, mostra o exato oposto. O Sol emite um brilho azul e frio quando se põe no céu de Marte. É um erro de percepção, e acontece justamente por causa da famosa poeira vermelha.

Na Terra, as partículas da atmosfera dispersam a luz azul. Quando um raio de luz atinge essas partículas, os comprimentos de onda da cor azul são desviados do caminho e são atirados para fora, de forma aleatória.

À medida que saem da atmosfera, esses comprimentos de onda atingem outras partículas no ar, e parte volta para a superfície da Terra.

Quem está na superfície olha para o céu, vê a luz que está se espalhando para baixo, e diz que o céu é azul. Enquanto isso, a luz direta do Sol perdeu seu comprimento de onda da cor azul: eles se espalharam pelo céu.

Aí sobram apenas os comprimentos de onda com cores mais quentes do espectro de luz – então quando as pessoas olham para o sol, eles dizem que ele é amarelo.

Quando chega o pôr do sol, as pessoas olham para o Sol numa atmosfera que filtra mais as cores, então ele parece ficar mais vermelho, amarelo e intenso.

Em Marte, exatamente o oposto acontece. A poeira vermelha na atmosfera dispersa a luz vermelha, então quem estiver em Marte estará vendo um céu vermelho.

Enquanto isso, os comprimentos de onda vermelhos são filtrados e retirados da luz vinda do Sol, deixando a luz com cores mais frias do espectro de luz. Então quem vê o Sol vai achar que ele é azul. Sensacional. [Science Daily e Nasa Jet Propulsion Laboratory]


Fonte: Gizmodo

A década dos planetas

Os primeiros dez anos deste século mexeram com a astronomia e com as definições de planetas.

O início do século XXI tornou a tarefa de contar o número de planetas fora do nosso sistema solar complexa.

Se até o ano 2000 tínhamos meros 56 exoplanetas (como são chamados os planetas fora do Sistema Solar) atualmente, em 22 de dezembro de 2010, há 515 deles espalhados pelo universo segundo dados do site Enciclopédia de Planetas Extrasolares. E o número cresce exponencialmente: no final de novembro eram 494.

As descobertas são fruto de diversas técnicas que procuram por exoplanetas a partir da Terra e do espaço.

Em 2010, a sonda espacial Kepler, enviada ao espaço para detectar planetas de tamanho semelhante à Terra, começou a achar seus primeiros planetas.

Até agora encontrou sete, mas tem uma lista de mais de 700 candidatos à espera de análise.

Abaixo algumas descobertas relacionadas a exoplanetas nesta década e de um planeta que deixou de ser chamado por este nome.


O planeta que não é mais


Plutão passou a ser considerado um "planeta-anão" em 2006


Plutão, o menor planeta do sistema solar, foi rebaixado a “planeta-anão” em 2006 pela União Astronômica Internacional.

A partir daí, o Sistema Solar passou a ter oito planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) pois Plutão não se encaixou nas condições necessárias para ser considerado um deles.


Aqui pode ter água


O GLIESE 158c tem temperaturas entre 0º e 40ºC, parecidas com as da Terra


Em 2007 foi descoberto GLIESE 158c, o primeiro exoplaneta em uma zona habitável, , na constelação de Libra.

Com raio de 1,5 vezes o da Terra e massa 5 vezes maior, sua temperatura é estimada entre 0 ° C e 40 ° C e portanto pode ter água líquida.


O pesadão


COROT-3 b: o planeta de maior massa já encontrado é do tamanho de Júpiter


É detectado o exoplaneta de maior massa, o COROT-3 b, foi encontrado pelos astrônomos em fevereiro de 2008.

Ele fica na constelação de Áquila e tem um tamanho semelhante ao de Júpiter embora sua massa seja 21,6 vezes maior do que a dele (e mais de 6.884 vezes maior do que a da Terra).


Devagar e sempre


O Formalhaut b demora 876 anos terrestres para dar a volta em torno de sua estrela


O telescópio Hubble detecta em novembro de 2008 o exoplaneta Formalhaut b, na constelação Peixe Austral, que demora nada mais de 876 anos para dar uma volta em torno de sua estrela.

Com uma massa 953 vezes maior do que a da Terra, ele também foi o primeiro exoplaneta a ser detectado via imagem direta.


Ali sim, faz calor


Imagem artística da Nasa mostra estrela engolindo o planeta Wasp-12b



Em abril de 2009 foi descoberto o planeta WASP-12b na constelação Cocheiro. Ele está tão perto de sua estrela WASP-12 que sua temperatura é de cerca de 2,2 mil °C, tornando-o o exoplaneta mais quente já descoberto na Via Láctea.

No ano seguinte, o telescópio Hubble descobre que eke está sendo consumido por sua estrela a WASP-12. Foi a primeira vez que um evento deste tipo foi observado com tamanha clareza.


Do contra



O Wasp 17b pé um planeta gigante que gira na direção contrária de sua estrela



É descoberto um planeta, WASP-17b, que gira . Ele fica na constelação de Escorpião e é também um dos de maior raio já encontrado, com 1,74 vezes o raio de Júpiter (e 19 vezes o da Terra).

É também um dos planetas menos densos já encontrados, o que faz com que tenha uma densidade muito pequena. O WASP-17b foi descoberto em agosto de 2009.


Ligeirinho



Já o Wasp 19 b demora apenas 19 horas para dar a volta completa em sua estrela



O planeta com a órbita mais curta é descoberto. O WASP-19b dá uma volta completa em torno de sua estrela, WASP-19, em 18,9 horas.

Ele fica na constelação de Vela e tem uma massa de 1,15 vezes a de Júpiter (e 365 vezes a da Terra). Foi descoberto em dezembro de 2009.


Clube do cinco


A sonda Kepler começa a dar seus primeiros resultados, como a descoberta de vários planetas de uma só vez



A sonda espacial Kepler anuncia a descoberta de cinco exoplanetas de uma vez só, os primeiros detectados pela missão da Nasa.

Chamados Kepler 4b,5b,6b,7b e 8b eles tem tamanhos que vão de maiores que Júpiter (Kepler 5b,6,b,7b,8b) ao tamanho de Netuno (Kepler 4b).

Foram anunciados em janeiro deste ano. Na foto ao lado, quatro deles e a comparação de seu tamanho com o de Júpiter.


Fonte: IG

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Soho já descobriu 2 mil cometas com ajuda de astrônomos amadores

Imagens divulgadas pela sonda espacial Soho permitem a descoberta de novos cometas no Sistema Solar. Até agora, 2 mil já foram catalogados graças às câmeras da nave e ao trabalho de astrônomos amadores, que analisam os dados divulgados publicamente. (Foto: Soho / Nasa / ESA)

Segundo a Nasa, sonda é a maior reveladora de cometas que existe. Análise de imagens é feita por voluntários espalhados pelo mundo.

A agência espacial norte-americana (Nasa) informou que a nave Soho (Observatório Solar e Heliosférico, na sigla em inglês) já registrou a existência de 2 mil cometas no espaço, desde o lançamento em dezembro de 1995.

Para atingir a marca, o instrumento da parceria entre Nasa e a agência espacial europeia (ESA) contou com a ajuda de astrônomos amadores na Terra, que analisam diariamente as informações enviadas à Terra.

Os últimos dois foram catalogados por Marcin Kusiak, um estudante de astronomia de uma universidade da cidade de Cracóvia, na Polônia no dia 26 de dezembro.

Ele já encontrou mais de 100 cometas desde que começou a colaborar com a equipe do Soho, em 2007. Durante os 15 anos, cerca de 70 pessoas de 18 países já ajudaram no trabalho de registros dos astros.

De acordo com a Nasa, a Soho é a maior reveladora de cometas que existe. Após receber análises dos voluntários e confirmar as descobertas, a equipe responsável pela sonda envia os dados para catálogo no Minor Planet Center, em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts. O local mantém um registro de corpos celestes pequenos e de suas respectivas órbitas.

Segundo Joe Gurman, um projetista da sonda do Instituto Goddard, da Nasa, as descobertas possibilitadas pela Soho desde 1995 dobraram o número de órbitas conhecidas dos cometas na comparação com o que se conhecia nos últimos 300 anos.

Nos primeiros dez anos de atividade, foram 1000 cometas descobertos. A outra metade foi revelada nos últimos cinco anos.

Originalmente criada para monitorar o Sol, a sonda fornece dados sobre cometas por meio de um instrumento chamado Lasco, que monitora a coroa solar, camada que reveste a estrela.

Os voluntários estudam as imagens geradas pelas câmeras do dispositivo, que estão disponíveis para acesso público.

O Lasco bloqueia a luminosidade da parte mais brilhante do Sol, permitindo a identificação de novos corpos celestes.


Fonte: G1

Sonda Cassini captura imagem de tempestade em Saturno

Imagem captada pela sonda Cassini, da Nasa, mostra em branco a tormenta no hemisfério norte de Saturno


A sonda espacial Cassini capturou a imagem de uma gigantesca tempestade em Saturno. A foto obtida no dia 24 de dezembro mostra em branco a tormenta no hemisfério norte do planeta. As informações são da agência AFP.

As tormentas em Saturno são comuns, mas segundo o site Space.com, a tempestade captada pela sonda Cassini, da Nasa, é maior que o normal e brilha mais que os próprios anéis do planeta.


Fonte: Terra

Cientistas voltam atenções para a atividade solar


Previsões indicam que sol despertará de fase de baixa atividade, em 2011.

O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa atividade, dando início a um anunciado período de turbulência, possivelmente destrutivo.

Muitas pessoas podem se surpreender ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.

Mas após dois séculos de observação das manchas solares - marcas escuras, relativamente frias na superfície do sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas - revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos.

O último começou em 1996 e por motivos ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar.

Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua atividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de "Solar Max" ou clímax cíclico, afirmaram especialistas.

"A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar", antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa.

Mas há um período prolongado de alta atividade, "mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio" para cada fase do pico, alertou.

Em seu período mais intenso, o sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs).

Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, liberando energia visível em altas latitudes na forma de auroras boreal e austral - as famosas Luzes do Norte e do Sul.

Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar pane na infraestrutura eletrônica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada.

Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são os flares solares ou erupções de prótons supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos.

Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20.000 km.

Em janeiro de 1994, descargas de eletricidade estática provocaram uma pane de 5 meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou 50 milhões de dólares.

Em abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à atividade solar.

"Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos", disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. "Ambas foram causadas por CMEs", emendou.

Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de 10 minutos.

Para dar conta da fúria solar, projetistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como proteção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.

Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento.

Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.

Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais.

A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.

Em 1989, um fenômeno bem mais sutil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afetou seis milhões de pessoas.

"Há muito o que desconhecemos sobre o sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos no sol que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter atividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável", concluiu Kunches.


Fonte: IG

Coreia do Sul: robô substitui professor em sala de aula

Batizado de "Engkey", o robô sul-coreano custa cerca de R$ 12 mil


Cerca de 30 robôs-professores foram introduzidos em salas de aula de 20 escolas primárias da Coreia do Sul.

As máquinas, criadas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia do país, tem a intenção de ensinar a língua inglesa para alunos sul-coreanos que não têm contato com o idioma.

Os robôs, chamados "Engkey", são controlados ao vivo por professores de inglês a partir das Filipinas.

Eles têm pouco mais de 1 m de altura e possuem uma tela que capta e mostra o rosto do professor que está, à distância, dando a aula. Os "Engkey" ainda conseguem ler os livros físicos dos alunos e dançar movimentos a cabeça e os braços.

Segundo Sagong Seong-Dae, cientista do Instituto, a questão financeira contou para a substituição do humano pela máquina.

"Com boa formação e experiência, os professores filipinos são uma mão-de-obra mais barata do que os daqui", contou ao site britânico Daily Mail.

Kim Mi-Young, uma oficial do departamento de educação do país, afirmou também ao site que a experiência foi bem-vinda.

"As crianças parecem amar os robôs porque eles são bonitinhos. Mas alguns adultos também mostraram um interesse especial afirmando que se sentem menos nervosos de convesarem com máquinas do que com pessoas de verdade", contou.

Mi-Young fez questão de destacar, no entanto, que os robôs não vão substituir completamente a atuação dos professores humanos, apesar do investimento governamental de cerca de US$ 1,5 milhão, algo em torno de R$ 2,5 milhões. Cada robô tem o preço de aproximadamente R$ 12 mil.


Fonte: Terra

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Após 2 meses, onça que fugiu de centro de reabilitação é capturada em Campo Grande

Imagem da onça obtida em setembro


Após dois meses, foi encontrada a onça que fugiu do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

O animal fugiu no dia 29 de outubro, depois que a cerca do local onde era mantida foi rompida por uma anta. As buscas haviam sido encerradas oficialmente no dia 5 de novembro.

A onça é um filhote de 10 meses. Na época da fuga, o animal pesava 150 quilos e estava no Centro desde que foi capturada em uma fazenda de Água Clara, quando tinha 2 meses.

Na época do desaparecimento, a área usada pelos moradores para fazer caminhadas e exercícios, que fica no entorno da reserva ambiental, o Parque dos Poderes, foi fechada para o público, por razões de segurança.


Fonte: O Globo Online

Estudo revela que neandertais consumiam alimentos vegetais


Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que os neandertais cozinhavam e consumiam legumes e verduras, seguindo uma dieta bem mais sofisticada do que se supunha.

Cientistas da Universidade George Washington pesquisaram fósseis de neandertais e encontraram grãos e material vegetal cozido entre seus dentes.

A crença até então, apoiada por algumas provas circunstanciais, era de que os neandertais tinham sido grandes consumidores de carne. Análises químicas dos seus ossos sugeriam que eles comiam pouco ou até nenhum vegetal.

Essa suposta predominância da carne na dieta foi apresentada por alguns pesquisadores como uma das razões de os neandertais terem sido extintos, à medida que o número de grandes animais como mamutes também diminuía na chegada da Era do Gelo.

O estudo da Universidade George Washington é o primeiro a confirmar que a dieta dos neandertais não era restrita à carne. A pesquisa foi publicada na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.


Nova análise


A nova análise de restos de neandertais descobertos em várias partes do mundo encontrou provas diretas que contradizem a imagem de consumidores de carne, com a descoberta de grãos fossilizados e material vegetal em seus dentes e de que parte deste material teria sido cozido.

Escavações tinham revelado previamente a presença de grãos de pólen em locais habitados por neandertais, mas apenas agora foram encontradas provas claras de que legumes e verduras foram realmente consumidos por eles.

"Encontramos grãos de pólen nos locais (onde havia) neandertais, mas você nunca sabe se eles estavam comendo a planta, dormindo em cima dela ou outra coisa", disse Alison Brooks, professora da Universidade George Washington, à BBC.

"Mas aqui nós temos um caso no qual um pouco de planta está na boca, então sabemos que os neandertais estavam consumindo o alimento", afirmou.


Proteína


De acordo com a professora Alison Brooks os exames prévios realizados nos ossos dos neandertais eram baseados em medições de níveis de proteína e, por isso, muitos concluíram que essas proteínas vinham apenas da carne consumida.

"Nossa tendência é pensar que, se você tem um valor muito alto de proteína na dieta, deve vir da carne. Mas é possível que alguma proteína da dieta deles tenha vindo de plantas", afirmou.

O último estudo sugere que, em vez de serem selvagens embrutecidos, os neandertais teriam sido mais parecidos com o homem moderno do que se pensava anteriormente.


Fonte: BBC

Americano diz ter matado 'chupacabras' no quintal de casa

Mark Cothren mostra o corpo do suposto 'chupacabras', morto no quintal de sua residência nos Estados Unidos. (Foto: Divulgação/Mark Cothren)



Um morador da cidade de Lebanon Junction, no estado americano de Kentucky, afirma que encontrou e matou um exemplar da lendária espécie dos chupacabras.

Mark Cothren atirou no animal ao vê-lo no quintal de sua casa. O caçador diz que se assustou ao não reconhecer a criatura.

"Eu pensei: 'todo bicho tem pelos, principalmente nesta época do ano'. Não entendi como um animal assim poderia sobreviver no inverno", afirmou Cothren, em entrevista à rede de TV americana FOX. "Agora todo mundo está curioso para saber que bicho é esse. O telefone não para de tocar."



O animal, abatido no dia 18 de dezembro, tem orelhas grandes, cauda e bigodes longos, e tem praticamente o mesmo tamanho de um gato doméstico. "Já me disseram de tudo, que seria um gato, um guaxinim ou mesmo um chupacabras."

Diversos animais já foram identificados como "chupacabras", a maioria cães e lobos. O misterioso devorador de rebanhos é uma lenda que se espalhou em países da América do Sul, incluindo o Brasil, e chegou ao sul dos Estados Unidos.

Há registros de fazendas supostamente atacadas por "chupacabras" nos estados do Texas e Oklahoma.

Zoólogos entrevistados pela FOX dizem que não é possível identificar o animal apenas pelas imagens.

A maioria, no entanto, diz que mais provavelmente trata-se de um cão ou de um guaxinim que, por sofrer de alguma doença, teria perdido os pelos.

Cothren afirmou que, a pedido do departamento responsável pela preservação da vida selvagem de Kentucky, vai entregar o corpo do animal para análise.


Fonte: G1

Montanha chinesa tem mais de 20 mil fósseis marinhos

Fóssil de réptil marinho pré-histórico conhecido como ictiossauro, que lembra remotamente um golfinho


Mais de 20 mil fósseis de répteis, mariscos e outras criaturas marinhas pré-históricas foram localizadas em uma montanha na China.

A descoberta, feita por uma equipe do Centro Geológico Chengdu, pode fornecer pistas de como as espécies são menos ou mais suscetíveis à extinção.

A vida quase foi aniquilada há 250 milhões de anos por uma erupção vulcânica na região da Sibéria, seguida de um aquecimento na temperatura em termos globais, e somente uma em cada dez espécies sobreviveu à explosão ocorrida no fim do período Permiano.

Os fósseis encontrados representam um ecossistema completo resgatado depois dessa época.

A montanha fica em Luoping, a sudoeste da China, e praticamente teve metade de sua superfície escavada.







A camada de calcário onde os fósseis foram encontrados é remanescente da época em que a região sul chinesa era ainda um território com clima tropical, cercada provavelmente de coníferas.

Os fósseis são excepcionalmente bem preservados, e mais da metade está intacta. Peles delicadas que sobreviveram à ação do tempo também podem indicar como a dieta e a locomoção desses animais eram feitas.

Um talatossauro é a maior criatura encontrada pelos cientistas, cujo comprimento é de até três metros de comprimento. Além dele, também havia um ictiossauro, que lembra remotamente um golfinho.


Fonte: Folha.com

Arqueólogos encontram tumba de príncipe celta na Alemanha

Foram encontradas joias e outros objetos na tumba


Arqueólogos retiraram nesta terça-feira uma tumba celta de 80 toneladas da cidade de Herbertingen, na Alemanha. Jóias e outros objetos foram encontrados.




Os pesquisadores acreditam que o túmulo pertencia a um príncipe celta. As informações são da agência EFE e do jornal Bild.

Segundo a agência, foram necessárias duas gruas para retirar a tumba que deve seguir agora para um laboratório para ser analisada.


Fonte: Terra

Fóssil de dentes em Israel pode mudar teoria da evolução humana


Fósseis de dentes de 400 mil anos pode mudar a teoria da evolução humana, segundo arqueólogos israelenses que o encontraram.

Os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv acreditam que os dentes seriam de seres humanos modernos, tornando o fóssil a mais antiga evidência da existência de um Homo sapiens.



A teoria aceita atualmente é a de que os Homo sapiens se originaram na África há cerca de 200 mil anos antes de se espalhar pelo mundo.

Os fósseis de dentes foram encontrados durante as escavações da caverna de Qesem, um sítio pré-histórico encontrado em 2000 a 12 quilômetros ao leste de Tel Aviv, em Israel.

A descoberta foi relatada em um artigo publicado na revista especializada American Journal of Physical Anthropology.


Paradigmas


O coordenador do estudo, Avi Gopher, diz que mais pesquisas são necessárias para comprovar a teoria de seus pesquisadores, mas afirma que a descoberta tem o potencial de mudar o conceito da evolução humana.

“A datação da caverna mostra que a presença do Homo sapiens nesta parte do mundo é mais antiga do que as outras evidências que tínhamos até então”, afirma Gopher.

“Esta conclusão pode ser de grande importância, porque pode ser a primeira evidência para mudar alguns dos paradigmas que usamos em termos da evolução humana”, diz o pesquisador.



A equipe da Universidade de Tel Aviv analisou os fósseis com raios-X e tomografias computadorizadas.

A datação foi feita com base na análise da camada de terra na qual eles foram encontrados.

Segundo a teoria aceita atualmente, os humanos modernos e os neandertais se originaram de um ancestral comum que vivia na África há cerca de 700 mil anos.

Um grupo que migrou para a Europa se desenvolveu nos neandertais antes de serem extintos. Outro grupo, que permaneceu na África, teria gerado os seres humanos modernos, ou Homo sapiens.


Fonte: BBC


Pesquisadores identificam parte crucial da arquitetura do cérebro

Neurônio

Trabalhando com tecido cerebral humano removido numa cirurgia, pesquisadores identificaram os componentes de uma parte crucial da arquitetura do cérebro: a sinapse --ou a junção onde um neurônio se conecta a outro.

O trabalho deve ajudar a entender como a sinapse funciona no estabelecimento de memórias, assim como a base das muitas doenças causadas por defeitos no delicado mecanismo das sinapses.

A equipe de pesquisa, conduzida por Seth Grant do Instituto Sanger, próximo a Cambridge, Inglaterra, compilou o primeiro inventário exato de todos os componentes protéicos do mecanismo sináptico de processamento de informações.

Nada menos que 1.461 proteínas são envolvidas nesse mecanismo biológico, segundo relatam na edição atual de "Nature Neuroscience".

Eles amarraram seu catálogo à sequência do genoma humano, conectando cada proteína ao gene que contém instruções para sua produção.

Isso lhes permitiu comparar suas descobertas em humanos com outras espécies cujos genomas já foram sequenciados, como o Neandertal. "[Ele] teria sofrido da mesma variedade de doenças psiquiátricas que os humanos'', afirmou Grant.

Cada neurônio no cérebro humano faz uma média de mil conexões com outros neurônios. Temos mais de 100 bilhões de neurônios, então o cérebro provavelmente contém 100 trilhões de sinapses - sua peça mais crucial de funcionamento.

Ao lado de uma sinapse do neurônio que está transmitindo, um sinal elétrico chega e libera pacotes químicos.

Os químicos se espalha rapidamente ao longo do intervalo entre os neurônios, e chega aos receptores na superfície do neurônio que está recebendo.

Esses receptores alimentam o sinal recebido a um delicado complexo de máquinas protéicas, que processam e armazenam a informação.

O complexo de proteínas envolvido nesse processamento de informações é conhecido por anatomistas como "densidade pós-sináptica", pois as proteínas se unem como uma bolha visível. Mas o nome faz pouca justiça à sua função crucial.

Os 1.461 genes que especificam essas proteínas sinápticas constituem mais de 7% dos 20 mil genes de codificação de proteínas do genoma humano, uma indicação da complexidade e da importância da sinapse.

Grant acredita que as proteínas estejam provavelmente unidas para formar diversas máquinas biológicas, que processam a informação e alteram as propriedades físicas do neurônio como forma de estabelecer uma memória.


DOENÇAS


As tolerâncias dessas máquinas parecem ser muito suaves, pois quase qualquer mutação nos genes subjacentes leva a uma proteína disforme e, consequentemente, a doenças.

Observando uma lista padrão de doenças mendelianas, que são aquelas causadas por alterações num único gene, a equipe de Sanger descobriu que as mutações em 169 dos genes sinápticos levavam a 269 doenças humanas diferentes.

O novo catálogo de proteínas sinápticas deve abrir uma nova e importante janela às doenças mentais, disse Jeffrey Noebels, especialista na genética da epilepsia da Faculdade de Medicina Baylor.

"Nós podemos entrar lá, buscar sistematicamente por caminhos de doenças e encontrar alvos que possam ser atacados com medicamentos."

As doenças mendelianas, aquelas que Grant relacionou ao seu grupo de genes sinápticos, são --em sua maioria-- raras e obscuras, mas elas podem acabar se sobrepondo às doenças mentais comuns em termos de seus sintomas e caminhos de causa, caso em que alguns tratamentos também poderiam se sobrepor.

O tecido cerebral analisado pela equipe de Grant foi extraído por um cirurgião, Ian Whittle, da Universidade de Edimburgo.

Para atingir certas regiões profundas do cérebro, ele teve de remover um fino tubo de tecido --que, com o consentimento do paciente, foi imediatamente congelado e enviado a Grant.


Fonte: Folha.com

Prefeitura apela aos espíritos para evitar chuva no réveillon do Rio


Paes teria pedido à médium um 'centro' de orações na Avenida Atlântica. Médium vai fazer ação, mesmo com contrato suspenso com a prefeitura.

No que depender das forças do além, a chuva não vai atrapalhar a queima de fogos no réveillon da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

A médium Adelaide Scritori, presidente da Fundação Cacique Cobra Coral, promete recorrer aos espíritos para garantir o tempo bom na noite do dia 31.

Segundo a assessoria de imprensa da fundação, mesmo com o contrato suspenso com a Prefeitura do Rio, o prefeito Eduardo Paes pediu a médium que ela montasse um "quartel general" na Avenida Atlântica para concentrar os trabalhos e as orações para São Pedro.

A entidade afirma que o espírito do Cacique Cobra Coral já teria sido de Galileu Galilei e Abraham Lincoln.

A Fundação explicou que o contrato com a Prefeitura do Rio foi suspenso no final de outubro, quando a Secretaria municipal de Obras e a Geo-Rio deveriam enviar relatórios com as obras realizadas e planejadas para conter os problemas climáticos, como chuvas e enchentes.

Ainda de acordo com a Fundação Cobra Coral, o material só foi entregue no último dia 23 de dezembro e será analisado pelos técnicos da entidade espírita no início de janeiro.


Secretaria diz que contrato está vigente até 2013


A Secretaria Municipal de Obras informou que o contrato com a fundação ainda está vigente até 25 de março de 2013, conforme publicado no Diário Oficial do município em 29 de março de 2010.

O assessor da entidade, Osmar Santos, explica que a Fundação Cacique Cobra Coral só renova os contratos mediante a apresentação do cronograma de obras.

"O cacique tem uma frase sábia. Ele nos disse que nós não podemos ajudar os homens de maneira permanente, se fizermos por eles, aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.

Mas creio que o contrato será renovado até porque ficamos satisfeitos com a instalação doradar meteorológico", argumentou o assessor.


Contrato com o governo pode ser suspenso


O contrato da fundação com o governo do Rio também pode ser suspenso a qualquer momento. A assessoria da entidade revelou que o prazo para a entrega dos relatórios de obras venceu na segunda-feira (27). Segundo a organização, os convênios e contratos com prefeituras e governos não tem custos.

Segundo Osmar Santos, a médium que recebe as mensagens do cacique Cobra Coral deixou de passar o réveillon no Sul da França para orar pelo tempo bom no Rio.

“Desde o show do Roberto Carlos estamos com essa operação para manter o tempo bom. Recebemos pedidos de Nova York e da Europa para viajarmos e orarmos para acabar com a nevasca, mas optamos em atender aos pedidos dos cariocas e turistas que vem ao Rio.

Nesse caso, vamos pedir que a chuva não caia no Rio e chegue às regiões mais necessitadas e vítimas da seca”, ressaltou o assessor.


Fonte: G1

Baurú: Mistérios vagam pelos caminhos da região

Enquanto um policial do além “fiscaliza” o tráfego em pedágio, uma noiva fantasma busca uma “carona” para o altar aterrorizando os motoristas que passam próximos a Pirajuí, e em Pratânia a história do “lobisomem”


Se há um lugar que é um verdadeiro prato cheio para casos intrigantes, esse local, certamente, é a estrada.

Hostil por si só, seja pela lembrança de acidentes já ocorridos, ou pelo silêncio quebrado de forma brusca pelo veloz vai e vem de veículos, o ambiente de uma rodovia é propício ao surgimento de histórias do outro mundo.

Quem diz ter presenciado alguma – tem gente que conta ser testemunha de várias – história de fantasmas ou enigmas na rodovia, se arrepia apenas de contar, e quem ouve, a maioria, no mínimo fica intrigada e com uma certa pulga atrás da orelha quando passa no local mencionado.

Uma das testemunhas de que o além pode dar as caras por aqui é o jornalista Gustavo Cândido, que, em 2001, disse ter levado um dos maiores sustos da vida, ao se deparar com o que seria uma noiva fantasma, às margens da rodovia Marechal Rondon (SP-300).

Na época, ele trabalhava no Jornal da Cidade e era redator plantonista no Carnaval daquele ano. Após folgar no final de semana, ele deixou Pirajuí, onde passava o feriado com a esposa e sogros, para cumprir o plantão de segunda-feira no jornal.

Ao final do expediente, retornou para a cidade onde estavam os familiares, mas não contava com uma assustadora surpresa no caminho, aparentemente tranquilo no início da viagem noturna.

“Abri os vidros, aumentei o som e corri mais do que o normal, aproveitando a pista praticamente vazia. Passei no pedágio de Pirajuí às 23h30. Dois minutos depois, avistei de longe uma movimentação no lado esquerdo, iluminada apenas pelos faróis do meu carro”, narra.


A visão, acredita, não pertencia a esse mundo, literalmente. Ao chegar mais próximo, a revelação: “uma pessoa totalmente de branco.

Fixei o olhar na figura que, naquele momento, eu já imaginava não ser comum para aquele local e horário. Era uma noiva”, assegura. “A criatura acenava para que eu parasse. Nem pensei nisso. Apenas olhei com atenção enquanto passava”, completa.


Para garantir que não sonhava ou algo que o valha, Gustavo descreve com detalhes a intrigante visão noturna. “O vestido impecavelmente branco era bonito.

Pude ver os bordados no corpo. Os braços vestiam longas luvas brancas. Na cabeça, um grande volume de véus caia na frente do rosto, que eu não consegui ver”, detalha. “Era uma dama de branco acenando em desespero”, acentua.


Até hoje, o jornalista acredita que não se tratava de nenhum engraçadinho disfarçado de fantasma. A sensação que teve no momento, atesta, foi de que se deparava com o sobrenatural.

“Não olhei no retrovisor. Apenas tentei controlar qualquer reação, para não perder o controle do carro. No fundo, meu medo era de que a aparição fosse algo pessoal”, admite o jornalista.


Após contar o ocorrido a parentes e conhecidos, ele soube que a aparição da noiva é conhecida no local, o que gerou lendas ou fatos derivados.

“Ela teria sido vítima de um acidente quando saía para se casar em Pirajuí”, liga Cândido, ao relatar que, na mesma noite da aparição, outros dois motoristas teriam relatado a mesma experiência a frentistas de um posto na Rondon.

Intrigado, ele vasculhou arquivos do próprio JC em busca de acidentes com uma noiva a caminho do altar, mas nada encontrou.


Outra testemunha de mistérios da estrada é a também jornalista Rosane Coutinho Bender. Ela afirma ter uma sensibilidade aguçada e vez ou outra, relata, o além da as caras, seja com visões, aromas, e até mesmo por sinais sonoros.

Foi numa viagem entre Bauru e Jundiaí que ela diz ter ocorrido a primeira experiência com o sobrenatural.

“Passamos num pedágio (próximo a Botucatu) e vi, ao lado de um carro estacionado na área de descanso, uma criança loira, com cerca de dois anos, ao lado de uma mulher negra.

Pensei ‘que falta de cuidado, deixar essa criança ao lado da pista’ e comentei com meu filho, que dirigia. Ele disse que eu estava louca, que não havia criança alguma. Em fração de segundos, a criança não estava mais lá”, espanta-se.


Outro fato vivenciado por ela também aconteceu na estrada, mas em outro local. Ela diz ter visto um policial rodoviário, aparentemente, em fiscalização de tráfego também na saída de uma praça de pedágio.


A única estranheza, narra, é o fato dele não demonstrar qualquer reação em vista a forte chuva que caía. Assim como o episódio da criança, narra, o homem fardado foi visto apenas por ela e desapareceu numa fração de segundos.

E os contatos não se restringem apenas a estrada, conta ela. Numa agitada tarde de um dia de semana qualquer, Rosane estava parada num semáforo da rua Antônio Alves.

À sua frente, uma pessoa sentada no banco de trás, ao lado do acompanhante, num carro cujo modelo ela não se recorda, tinha algo incomum.


“Era possível ver através dessa pessoa. Era um velho, de chapéu, debruçado sobre o banco do acompanhante. Em dado momento essa pessoa olhou para mim”, lembra. “Achei que era miragem, fechei os olhos. Lembro do rosto dele até hoje”, comenta.



Vultos do asfalto


Mas é na estrada que os sinais do desconhecido parecem nos deixar, no mínimo, mais apreensivos. Um motorista de Bauru, cuja identidade será preservada, conta que, alguns anos atrás sentiu um calafrio em certa madrugada, na vicinal da rodovia Lourenço Lozano (SP-293), entre Cabrália Paulista e o trevo da rodovia Bauru-Ipaussu (SP-225).

Na época, morador de Paulistânia, o motorista diz que subitamente na penumbra ao lado de uma floresta de eucaliptos, no município de Cabrália Paulista, o foco do farol foi cortado pelo o que seria “algo com duas pernas” , relata, até hoje não sabe direito o que era. “Cortou a luz, passou na minha frente”, diz.

Nas histórias de estrada, ele vai além. “Um primo meu tem um carro que apresenta falhas (no motor) todas as vezes que passa pela “curva da morte” em Duartina”, completa, referindo-se ao ponto da mesma SP-293, famigerado pelos graves acidentes. “Era de lei, todas as vezes que passava por lá afogava”, conta.



É o bicho!


As lendas também atravessam a estrada, saem da cidade e vão para o mato. Em Pratânia, cidade próxima a Botucatu, o boato de que um “lobisomem” foi abatido nas redondezas, mexe com o imaginário da população.


O ser estranho, contam moradores, teria sido abatido com 23 tiros ou até mesmo com balas especiais e, de tão bizarro, seria mantido em sigilo no Departamento de Veterinária da Unesp de Botucatu.

O fato, relatado ano passado pelo jornalista Renato Fernandes, atualmente editor no periódico Diário da Serra, de Botucatu. Segundo testemunhas ouvidas por ele, o estranho ser teria sido encaminhado para o hospital veterinário da instituição.

O caso ganhou repercussão na Internet e virou sensação no site de videos Youtube, com imagens do que, supostamente, seria o “Lobisomem de Pratânia”.

Entretanto, nada foi comprovado e o suposto surgimento e abatimento da criatura seguem na lista dos boatos. A faculdade nega abrigar qualquer ser estranho.

“Esse animal não existe e nunca existiu por aqui”, assegura o professor Carlos Roberto Teixeira, responsável pelo Departamento de Animais Silvestres da Unesp/Botucatu. “Afirmo e garanto. Isso não passou por aqui”, negou, em depoimento colhido por Fernandes.



Fonte: JCNET


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