sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A Visita de Ano Novo


Um jovem casal se mudou para uma casa velha na Quarta Seção cheio de esperança e cheio de fé. Não sabiam que alí os esperava uma presença que mudaria suas vidas para sempre.

No começo foi estranha a atitude dos vizinhos. Durante a mudança para a "casa nova" senhoras varriam a calçada desnecessariamente, maridos iam ao supermercado para comprar coisas supérfluas e adolescentes passavam olhando a porta aberta sem pudor.

Era um jovem casal com dois filhos. Ele era um engenheiro recém formado, dava aulas na Pablo Nogués e esperava ganhar um concurso na faculdade, ela era professora de matemática e se movimentava de escola para escola sem qualquer recompensa a não ser um magro salário e a satisfação do dever cumprido.

José e Maria Isabel Acosta eram Católicos Apostólicos Romanos. Não acreditavam em nenhum fenômeno, exceto os milagres de Jesus, a inclinação da Torre de Pisa e o insondável mistério do número Pi.

As crianças, Juan Bautista de seis anos, e Maria Teresa de cinco, eram o seu triunfo. Uma espécie de música espiritual da pura e divina carne terrestre. Eram seus anéis de ouro em um mundo cheio de falsas promessas.

Por eles haviam encontrado uma casa com três quartos. Ansiavam sair do pequeno apartamento na rua Morón para que os pequenos tivessem seus próprios quartos, pátio e uma certa cor de bairro de Mendoza.

A casa de Montecaseros e Jujuy na Quarta Seção os cativou desde a primeira visita. Tinha cinco quartos meio escuros, um longo corredor cheio de sol e uma cozinha grande como um salão de baile.

Uma certa forma de felicidade iluminou seus rostos durante o primeiro jantar encomendado por telefone aos "Dois amigos". Mas não existem paraísos, já se sabe.



Os fenômenos não tardaram a aparecer. Primeiro foi o cheiro de tabaco na roupa. José e Maria Isabel Acosta haviam sido fumantes, mas decidiram parar de fumar quando fizeram seus votos de casamento. "Você fumou? Não, eu peguei o cheiro da sala dos professores", disseram um para o outro.

Em seguida, foi o cheiro de álcool, como uma grappa envelhecida, presa nas camisas e camisetas do casal. Ambos haviam prometido não beber cerveja ou vinho depois da festa de casamento. "Você bebeu? Não, as meninas brindaram na aposentadoria da Yolly".

Então veio o barulho. As paredes começaram a tocar durante a noite como tambores distantes. Os filhos, João Bautista e Maria Teresa acordavam com cheiro de tabaco e álcool, aterrorizados pelos golpes surdos, batendo nas paredes de adobe, e corriam para a cama de seus pais feito dois novelos de lágrimas.

As crianças inconsoláveis e os pais desconcertados, se amontoavam em um mar de rosários à Virgem Santíssima, Mãe de Deus para afastar o maligno, ou o que fizera a casa rastejar na penumbra como um morto insepulto.

José e Maria Isabel Acosta compraram dezenas de imagens de santos e penduraram com pregos por toda a casa, o padre Miguel salpicou com água benta cada canto, e sufocou o ar com o cheiro do incenso, acompanhado do conjuro infalível do Pai nosso que está no céu, santificado seja vosso nome, e etcétera.

Os crucifixos se multiplicaram como se fossem animais de estimação da fé, e as páginas da Bíblia se desesperavam diante do tratamento urgente que lhes davam as mãos nervosas do casal.

Agora José e Maria Isabel Acosta entendiam os olhares estranhos de seus vizinhos, que não podiam acreditar que ninguém, muito menos uma família, se mudara para esta casa, a casa do Turco Salem.



Para os Acosta, a "casa nova" tinha se tornado um pesadelo. E piorou. As lâmpadas explodiam sem motivo, no quintal, eles ouviam um antigo barulho de correntes e o cão e o gato que foram dados pelos amigos da paróquia morreram repentinamente antes que as crianças lhes pusessem um nome.

Em apenas seis meses, os Acosta estavam destruídos, tomando tranquilizantes, fumando às escondidas, e bebendo solitários vodka barata no bar da esquina.

Todo mundo tinha medo de dormir, e dormiam juntos na cama de casal, que havia se tornado um castelo defendido por fileiras de cruzes, rosários fosforescentes e pais nossos mal alinhavados.

Os vizinhos se compadeciam da
evidente deterioração, mas cada vez que diziam a eles para irem embora, que a casa estava amaldiçoada, que o turco mesmo morto era um bastardo, José e Maria Isabel os rechaçavam.

Eles não queriam saber o que toda a vizinhança sabia: que o velho lojista se recusava a morrer de todo, como havia se recusado a fiar um quilo de açúcar, a emprestar dinheiro para um funeral, e a festejar as festas, qualquer festa.


Quando chegou o Natal, montaram uma árvore e um presépio, e um Buda barrigudo sentado em uma dessas fontes de Feng Shui com água corrente para levar as ondas negativas.
A família e os amigos os haviam socorrido de mil maneiras e não pensavam em deixa-los sozinhos.

Alguns por solidariedade real, outros pela curiosidade, e a maioria por pura curiosidade mórbida, para o jantar de Ano Novo dezenas de pessoas vagavam pela velha casa com os seus tupperwares, sua sidra quente ou jarro de vinho na mão, conforme o caso. A verdade é que todos queriam ver o fantasma, inevitável protagonista da noite.

E o velho Salem chegou. Tentado pela audiência inesperada, afogou vários dos convidados com salada russa, quebrou a tigela de vidro, onde a avó Acosta estava preparando sua histórica salada de frutas, e acendeu o saco onde os fogos de artifício deviam explodir as doze.

A pólvora, em todos os tamanhos, cores e funções, explodiu, e a bolsa, como um pequeno vulcão louco começou a cuspir rojões, cabeças de nego, bombinhas, estrelas, gira giras, buscapés, entre os meu deus, os ai jesus, os deus nos ampare, os anjo da guarda doce companhia não me abandones nem de noite nem de dia, as gargalhadas dos céticos, e o Feliz Ano Novo dos previamente bêbados.



Cada faísca procurou um convidado e foi fogo nas perucas, nas meias de lycra e nas camisas de seda falsas. Todos sentiram pelo menos uma queimadura, e numa babel de exclamações, rolando no chão, e tirando rápido as roupas queimadas, correram para fora da casa mais ou menos vestidos, cheirando a pólvora e jurando que tinham visto o Turco Salem. Foi a última ceia.

Os últimos a sair foram os Acosta. Tinham provas de como era o inferno e a cara do Maligno. Meses depois se divorciaram como deus manda. José foi como missionário leigo para o Brasil. Maria Isabel começou a ensinar turmas de catequese.

As crianças não conseguem dormir sozinhas. A imobiliária pediu ajuda para uma bruxa médium. A casa segue vazia.


Tradução: Carlos de Castro




Fonte:
MDZOL

Mulher diz que cachorro possuído levou família a uma maré de azar

Olha a cara de endiabrada da tal cadelinha


Uma cadelinha poodle bem fofinha é acusada de ter levado uma maré de azar a uma família de Nova York (EUA). Segundo Olga Horvat, dona da cachorrinha Princess, a peludinha era possuída pelo demônio.

Princess morou com a família por apenas quatro meses. Neste período, ela se recusava a comer, a dormir e não aceitava ordens.

Enquanto isso, todos os membros da família Horvat enfrentaram problemas seríssimos. Primeiro, a casa foi invadida por percevejos, causando um prejuízo enorme. O marido de Olga sofreu um acidente de carro, quase perdeu o emprego e depois ficou gravemente doente.

A filha de Olga quase foi expulsa do colégio por ter tocado em um coleguinha muçulmano com uma luva.

A maré de azar só acabou quando Princess morreu, ao cair da escada da casa de um amigo.

Olga, então, começou a estudar sobre possessão canina. Ela escreveu um livro sobre sua experiência com Princess e agora vende um escudo energético para que outras pessoas não sofram do mesmo problema.

Claro que a mulher foi muito criticada, principalmente por céticos que dizem que a história de Princess foi aumentada como marketing para a nova atividade paranormal de Olga. Mas, ela afirma que não se importa.

“Eles não vão mesmo acreditar até que passem por aquilo que passei”, disse Olga.


Fonte: UOL

Pé Grande é avistado na Virgínia Ocidental


Durante décadas, a sua existência tem sido debatida e investigações minuciosas nunca encontraram evidências conclusivas, mas duas mulheres, moradoras de Tipp City, alegaram ter a resposta definitiva à medida que afirmam ter visto o Pé Grande.

Terri Bessler e Crystal Krieger estavam dirigindo através da Virginia Ocidental, quando avistaram a lendária figura gigante. Subia uma rampa de caminhão, fora da rodovia, para as montanhas arborizadas.

"Era enorme, não há nenhuma maneira de que seja uma pessoa", disse Bessler. A figura era uma sombra preta sólida, e não mostrou qualquer definição de linhas de roupas. Krieger está de acordo que o Pé Grande foi visto. "Se fosse uma pessoa real, seria a maior pessoa do mundo. E onde ele estaria indo? Não há nada lá em cima, somente a mata ", disse ela.

Infelizmente, Bessler não conseguiu domar sua ansiedade o suficiente para obter uma imagem. Ela até tentou tirar uma foto usando seu telefone mas a distância de visualização não facilitou o trabalho.



Fonte: Tippecanoe Gazette

Detector de mentiras confirma testemunho sobre o Incidente Roswell


Um novo software capaz de determinar se alguém está mentindo por análise de palavras tem sido utilizado em testemunhas do Incidente de Roswell.

Dr. Raj Chandramouli e Dr. Koduvayur Subbalakshmi têm desenvolvido um "software de veracidade" capaz de detectar mentiras em uma transcrição textual de alguém com uma precisão de 86% a 99%.

Anthony Bragalia, pesquisador de UFOs, decidiu que uma maneira de colocar isso para uso seria aplicar o software nas transcrições das testemunhas que revelaram detalhes sobre o incidente de Roswell.

Sua pesquisa sugere que as declarações do major Jesse Marcel em relação a seu testemunho e tratamento de detritos estranhos após o incidente realmente poderia ser verdade com base na análise do software.

Jesse Marcel estava na primeira página do jornal de notícias de Roswell para o encobrimento do disco voador que caiu na região. Em 1984, ele revelou que o disco voador era real e que sua queda realmente aconteceu. Esta foi uma prova muito grande sobre o caso de Roswell.


Fonte: The Bragalia Files

Índios isolados são identificados em área de impacto de hidrelétricas na Amazônia

Abrigo conhecido como “rabo de jacu” feito por palhas trançadas por índios isolados


Expedição da Funai realizada neste ano encontrou vestígios de grupo não contatado na TI Katauixi/Jacareúba, na divisa do Amazonas com Rondônia.

Expedição da Frente de Proteção Etnoambiental do Madeira (FPEA Madeira) da Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou a presença de índios isolados em uma área da Terra Indígena Katauixi/Jacareúba, no Estado do Amazonas, entre os municípios de Lábrea e Canutama, na divisa com Rondônia.

A área onde vestígios, pegadas e outros sinais da presença de índios isolados foram encontrados fica a 30 quilômetros do canteiro de obras das hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio. A Funai baixou uma portaria reconhecendo a presença do grupo e restringindo o acesso ao local, com delimitações na região.

A confirmação de índios isolados foi feita pela expedição da FPEA Madeira em outubro deste ano, mas o relatório da Funai só veio à público neste mês, quando ele foi publicado no blog a Coordenação Regional Madeira, mas retirado em seguida.

Nesta segunda-feira (26), o coordenador da FPEA Madeira, Rogério Vargas Motta, ao ser procurado pelo portal acrítica.com, confirmou que há dois meses a expedição formada por ele e outros funcionários da Funai, além de dois indígenas da etnia apurinã, foi abordada por meio de assobios simulando sons de animais pelos índios isolados.

Motta disse que as informações sobre a presença deste grupo contatado já existia há 20 anos, mas somente agora é que os vestígios foram detectados. Há suspeitas de que os índios isolados pertençam ao mesmo grupo dos índios da etnia juma, cujos últimos remanescentes são apenas quatro pessoas.


Assobios


Motta conta que durante a expedição, que começou a operar neste ano, a equipe subiu as cabeceiras do rio Paciá (afluente do rio Purus e Amazonas).

A confirmação da existência dos índios isolados seu deu no meio da mata, por meio de diferentes manifestações: sinais de pegadas, quebradas e torções de arbustos, galhos cortados, palhas trançadas e assobios. A expedição optou por não se aproximar dos indigenas, adotando uma estratégia diferente da realizada no passado.

“Os apurinã morrem de medo deles. E não podíamos chegar muito perto porque poderíamos levar flechadas. A metodologia da Funai não é fazer contato. Se identificamos vestígios, optamos por nos afastar”, disse Mota.


Vulneráveis


O coordenador de índios isolados da Funai, Leonardo Lenin dos Santos, disse ao portal que os trabalhos da FPEA Madeira vão ser intensificados.

“A presença dos indígenas está em uma área próxima de dois empreendimentos. A frente foi criada justamente em função de indícios de índios isolados e da sua vulnerabilidade”, disse.


Mateiro de expedição da Funai realizada em 2009 já havia constatado vestígios de passagem de índios isolados na região


Santos disse também que as expedições vão continuar para que sejam elaborados “subsídios para a Funai” executar ações visando a proteção dos indígenas isolados a partir de 2012.

Rogério Vargas Motta reiterou que é preciso elaborar um Plano de Trabalho mais duradouro junto à área dos índios isolados para evitar impactos sociais provocados pelas duas hidrelétricas e pelo avanço de invasão nas áreas sobrepostas – o local fica no entorno do Parque Nacional Mapinguari e Terra Indígena Caititu.

Segundo Motta, há outros indícios da presença de outros grupos isolados na região e não apenas este confirmado em 2011 pela FPEA.



Fonte: A Crítica

Cometa é a grande atração no céu neste fim de ano

Foto do último dia 22 mostra o cometa Lovejoy e sua imensa cauda no céu à esquerda do VLT, principal telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO) no Chile/Foto: Guillaume Blanchard / ESO


Um visitante cósmico inesperado acabou se tornando uma grande atração no céu neste fim de ano.

Visto pela primeira vez em 27 de novembro pelo astrônomo amador australiano Terry Lovejoy, o cometa C/2011 W3 (Lovejoy) pode ser observado com o auxílio de binóculos e pequenos telescópios em boa parte do Brasil, principalmente nos estados das regiões Sul e Sudeste.

Para isso, os astrônomos aconselham encontrar um local com céu claro, pouca poluição luminosa e procurá-lo no fim da madrugada e próximo do amanhecer na direção da constelação do Escorpião, a Sudeste.

- Quanto mais distante dos grandes centros urbanos, melhor - diz a astrônoma Daniela Lázaro, do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro. - Ele é um cometa brilhante para os padrões gerais, mas ainda assim muito tênue. E, com passar do tempo, vai ficar mais fraco ainda.

O Lovejoy faz parte de um grupo de cometas "suicidas" conhecido como Kreutz, homenagem ao astrônomo alemão Heinrich Kreutz, pioneiro no estudo deles, no século XIX.

Acredita-se que eles são os restos de um grande objeto que deixou a Nuvem de Oort, na periferia do Sistema Solar, e foi fragmentado em sua única passagem pelas proximidades da nossa estrela, provavelmente o que ficou conhecido como “o grande cometa de 1106”.

Desde que foi lançado, em dezembro de 1995, o observatório solar SOHO, da Nasa, detectou mais de 2 mil cometas do tipo Kreutz, também chamados de “sungrazers”, rumando para o Sol, a um ritmo de cerca de um a cada três dias.

O Lovejoy, porém, é o primeiro em quase 40 anos que foi detectado por observações em terra antes de atingir o periélio, isto é, o ponto de maior aproximação da nossa estrela.

Em 1965, o último sungrazer visto da Terra antes do periélio, o Ikeya-Seki, ficou tão brilhante que podia ser observado a olho nu apenas bloqueando o Sol com a outra mão (é bom lembrar que nunca se deve olhar diretamente para o Sol, muito menos com instrumentos óticos como binóculos e telescópios, sob o risco de ficar cego).

Os astrônomos esperavam que o Lovejoy não sobrevivesse ao seu encontro com o Sol, mesmo sendo relativamente grande para um cometa do tipo Kreutz, com estimativas iniciais de que teria entre 100 e 200 metros de diâmetro.

Em geral, esses cometas são pequenas bolas de gelo, rochas e sujeira com menos de 10 metros de diâmetro, e acabam vaporizados ao se aproximarem da nossa estrela.

Surpreendentemente, o Lovejoy escapou deste destino, apesar de ter passado a uma distância que pode ter chegado a apenas 120 mil quilômetros da superfície do Sol no periélio de 16 de dezembro.

- Foi um feito inédito um cometa chegar tão próximo do Sol e sobreviver - destaca Daniela. - Provavelmente o Lovejoy era bem maior do que se estimava, com 500 a 600 metros de diâmetro, e tinha uma matriz de material bastante compacto que resistiu ao encontro com nossa estrela.

Assim como todos cometas que chegam à região interior do Sistema Solar, o Lovejoy é caracterizado por uma longa cauda, que no Hemisfério Sul surge antes no horizonte.

Relatos de astrônomos amadores no Brasil, Austrália e Nova Zelândia indicam que ela ocupa um arco de até 30 graus no céu, muito tênue e quase imperceptível na ponta externa, a primeira a aparecer, e ficando mais brilhante quanto mais próxima da chamada “coma”, a nuvem de vapor e poeira que encobre o núcleo do cometa, que surge por último no céu, já com o nascer do Sol.

- Quando o Lovejoy passou pelo Sol, ele foi fortemente "ativado", isto é, teve boa parte de sua crosta retirada e ficou com o gelo mais exposto. Assim, este gelo começou a evaporar mais e o cometa a ficar mais brilhante - explica a astrônoma do Observatório Nacional. - Mas essa atividade aos poucos vai parando, com a poeira se depositando novamente em torno do núcleo. Isso se o cometa não acabar se fragmentando completamente.

O cometa chegou a ter sua magnitude aparente calculada em por volta de -4, um brilho semelhante ao do planeta Vênus, um dos objetos mais brilhantes do céu.

A grande proximidade do Sol nesta fase, no entanto, impedia sua observação. Atualmente, a coma do Lovejoy tem uma magnitude aparente de +4, isto é, similar à das estrelas de brilho médio para fraco no céu.

- Nenhum cometa é feito só de gelo - lembra Daniela. - Ainda assim, o Lovejoy devia ter núcleo bastante denso e coeso. Ele provavelmente perdeu quase todo esse gelo que tinha na passagem pelo Sol e uma vez eliminado esse gelo resta cada vez menos área de reflexão da luz solar.

Nas próximas semanas o cometa deve ficar ainda mais tênue, chegando a magnitudes aparentes entre +6 e +7 mesmo se aproximando cada vez mais da Terra.

Segundo cálculos da Nasa, em meados de janeiro o Lovejoy deverá estar a cerca de 70 milhões de quilômetros de nosso planeta, seguindo então para uma longa viagem até os confins do Sistema Solar.

Se também sobreviver a este périplo, o cometa deverá voltar a nossa vizinhança cósmica dentro de aproximadamente 314 anos.



Fonte: Extra Online

Advogado afirma ter visto um OVNI nos céus em Alta Floresta, Mato Grosso


O advogado Carlos Gonçalves Pascoal viveu no ultimo dia 24, uma experiência um tanto diferente.

Vários relatos já foram ouvidos nas mais diversas regiões, e fugindo um pouco do tradicional, Carlos afirma ter visto um OVNI (Objeto Voador Não Identificado) na forma retangular e luminosa.

O fato ocorreu no inicio da noite de véspera do Natal, Carlos seguia na MT-208, sentido Carlinda a Alta Floresta, quando se surpreendeu com o objeto.

“Eu retornando de Carlinda pra Floresta, na altura de uns 10 km pra chegar aqui em Alta Floresta, eu observei um objeto retangular, que foge um pouco daquela linha de disco, mas um objeto muito bonito, de uma cor vermelha, e por uns 3 a 4 segundos ele sumiu, desapareceu”, relatou o advogado.

Afirmando ser um objeto de beleza exorbitante, e ainda impressionado com o que testemunhou, Carlos diz que a experiência foi única, “Um objeto muito bonito por sinal. Eu fiquei maravilhado, porque era uma cor bonita, embora um objeto desconhecido ate mesmo pela forma retangular, mas uma cor muito bonita, raríssima de ver, um vermelho de tom diferenciado desses que a gente conhece”.

Foto: Nativa News

O advogado Carlos Gonçalves Pascoal

Sendo um profissional de credito no município, Pascoal garante que realmente viu um OVNI e que em momento algum os amigos duvidaram dele, “Eu acredito que existam pessoas que possam criar um fato pra chamar atenção, não é o meu caso, eu sou um advogado, tenho a minha vida profissional equilibrada, não tenho motivos para auto promoção, a reação que eu tive, espero que as outras pessoas tenham também, a reação foi uma felicidade, aquilo me deu uma alegria, em momento algum me deu algum constrangimento, foi uma luz bonita”.


Fonte: 24 Horas News

Avistamentos de OVNIS na Irlanda aumentaram 70% em três anos


A Associação de Pesquisas de OVNIs da Irlanda revelou que 59 incidentes foram relatados em 2011, comparado com 42 o ano anterior e somente 35 em 2009.

O fundador da associação, Adam Tallon, sugeriu que as pessoas estão ficando mais abertas à possibilidade da existência de OVNIs, e assim se sentem mais confortáveis relatando um avistamento.

Eu gostaria de acreditar que há vida lá fora em algum lugar do universo, seja esta vida de seres que caminha e falam, ou de bactérias microscópicas, eu não sei“, disse o Sr. Tallon.

A associação tem sido capaz de atribuir a maioria dos avistamentos aos relâmpagos esféricos e lanternas chinesas, mas seu interesse principal está nos OVNIs que não podem ser explicados convencionalmente.

De acordo com seu site, estes incidentes são aqueles que os objetos parecem ser controlados inteligentemente, ou têm sido vistos fazendo manobras precisas que são impossíveis para aeronaves convencionais.

Quando criança, eu vi algo estranho no céu noturno“, disse o Sr. Tallon.

Mas, como eu era muito jovem, é possível que o incidente tenha sido ‘embelezado’ pelos anos e não tenha sido nada mais do que um meteoro, ou algum outro fenômeno natural.

O Sr. Tallon fundou o grupo em 2005, mas ele se tornou a Associação de Pesquisas de OVNIs da Irlanda oficialmente em 2008, quando ele adotou seu atual sistema de registros de relatos de incidentes.

Há um lento, mas gradual aumento em avistamentos sendo relatados, ao qual eu atribuiria a duas coisas: A primeira é que não havia nenhum lugar para relatar os incidentes [na Irlanda] antes de nossa organização, e a segunda, eu atribuiria ao fato das pessoas estarem mais confortáveis relatando o incidente, quando se compara com 10 anos atrás.

O Sr. Tallon disse que não é necessário que as pessoas se identifiquem para que relatem um OVNI em seu site.

Ele sugeriu que essa confidencialidade é que encoraja as pessoas a reportar seus avistamentos de OVNIs.



Fonte: OVNI Hoje

Estudo desvenda mistério dos pássaros que inspiraram Hitchcock

Imagem feita em 1963 mostra Hitchcock com as aves utilizadas durante a gravação do filme /Foto: AFP


Cientistas da Universidade da Lousiana, nos Estados Unidos, apresentaram um estudo que parece ter desvendado o mistério que inspirou o clássico de Alfred Hitchcock , Os pássaros (The Birds).

Um grupo de biólogos marinhos chegou a conclusão de que as milhares de gaivotas que cometeram suicídio na costa nordeste da Califórnia em 1961 foram envenenadas.

"Estou muito convencido de que foi isso que aconteceu", disse o biólogo Sibel Bargu, que integra a equipe de especialistas envolvidos o estudo, em entrevista a revista Time.

Bargu e sua equipe afirmaram que o estômago de tartarugas e aves marinhas coletadas naquela época apresentavam elevada quantidade de uma alga tóxica que causa danos ao sistema nervoso.

Os cientistas dizem que as aves naquele ano provavelmente se alimentaram de anchovas e lulas que continham a toxina, causando danos ao cérebro e levando à morte.

Outro estudo, de 2008, chegou a conclusões semelhantes, observando que o vazamento de fossas sépticas das casas recém-construídas na área poderia ter impulsionado o aparecimento de algas tóxicas na região.

O filme de 1963 aborda a morte dos pássaros dois anos antes. Para compor o clássico do cinema, Hitchcock baseou-se no livro da escritora britânica Daphne du Maurier.



Fonte: Terra

Bala fica alojada em cérebro de um homem durante 82 anos



Uma bala ficou alojada na cabeça de um homem russo durante 82 anos, como publicou o site "Mail Online", sem causar danos a saúde da vítima.

Quando jovem, ele foi baleado por seu irmão, que atirou usando uma pistola. A bala entrou abaixo do nariz e nunca mais saiu. Na época, os médicos não retiraram o projétil com receio de causar mais danos ao então jovem russo.

Dr. Richard O'Brien, porta-voz da American College of Emergency Physicians msnbc disse: "O corpo tem uma incrível capacidade de se acostumar com coisas".



Fonte: Extra Online

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Onça aparece em garagem de casa de Campo Limpo Paulista, SP



Morador saia de casa para o trabalho. Segundo a GM, o animal pulou um muro de seis metros e conseguiu fugir.

Um morador de Campo Limpo Paulista, interior de São Paulo, levou um susto na manhã desta quinta-feira (29). Ao sair de casa para ir ao trabalho, ele deu de cara com uma onça na garagem.

Assustado, o morador entrou novamente na residência que fica no Jardim Califórnia, acionou a Guarda Municipal e os bombeiros.

Segundo informações da GM, o animal que estava bem agitado, pulou um muro de seis metros e conseguiu fugir. Bombeiros fazem buscas no bairro para tentar encontrar a onça.




Fonte:
G1

Estudos apontam que a domesticação de gatos começou há cerca de 10 mil anos

Túmulo de homem enterrado com um gato há 9,5 mil anos na Ilha de Chipre: convívio humano com o animal começou muito antes dos egípcios



Eles não levam a bolinha até o dono, não abanam o rabo como sinal de felicidade nem colocam a barriga para cima pedindo carinho. Nem por isso merecem ficar de fora da categoria “melhor amigo do homem”.

Gatos podem até parecer pouco afetuosos, mas, se fosse assim, não existiriam cerca de 600 milhões deles vivendo com humanos, em todas as partes do mundo. Essa amizade é mais antiga que se pensava.

Por muito tempo, acreditou-se que a aproximação dos felinos com as pessoas começou há 3,5 mil anos, no Egito.

Mas novos estudos genéticos sugerem que, na verdade, foi há quase 10 mil anos, na região do Crescente Fértil (no Oriente Médio e norte da África), que teve início essa história de amor.

Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia (UC), câmpus Davis, a região geográfica considerada o “berço da civilização moderna” também é o berço dos gatinhos. Foi lá que os felinos começaram a ser domesticados.

De acordo com a veterinária Monika Lipinski, que conduziu um estudo sobre a ancestralidade dos gatos na UC envolvendo o DNA de 11 mil gatos, todos eles têm origem no mesmo lugar. Assim como ocorreu com os cachorros, a relação inicial foi de troca.

Os homens, fixados no campo, precisavam de um aliado que desse cabo das ratazanas que insistiam em devorar os estoques de alimentos cultivados.

Por sua vez, os gatos, predadores naturais de roedores, provavelmente viram nos novos assentamentos agrícolas a chance de ganhar banquetes diários.

“Propensos a caçar camundongos, ratos e outros roedores, os gatos tornaram-se companheiros convenientes para os homens. Eventualmente, tornaram-se animais de estimação, mas acho que nunca foram completamente domesticados”, diz Lipinski.

Apaixonada pelos bichanos — ela faz parte de diversas associações dedicadas a animais e é dona de um bengali e de um persa —, a veterinária sustenta que, ao contrário dos cachorros, os felinos mantiveram sua independência.

“Eles são autossuficientes e, mesmo em relação à alimentação, não ficam esperando o dono encher os pratinhos. Se necessário, vão atrás da própria comida”, diz.

Leslie Lyon, orientadora do pós-doutorado de Lipinski em 2008, conta que as amostras de DNA coletadas sugerem que, ao serem domesticados no Crescente fértil e se espalharem pelo mundo com os humanos, os gatos se concentravam em apenas quatro grupos genéticos, algo que não mudou em 10 séculos.

As linhagens e suas origens são F. silvestris silvestris na Europa, F. s. bieti na China, F. s. ornata na Ásia e F. s. cafra na África.

“Eles podem ser bastante diferentes, mas as manipulações das raças têm mais a ver com estética do que com função. Os gatos domésticos continuam, geneticamente, semelhantes aos quatro grupos ancestrais. Raças que, por exemplo, se originaram nos Estados Unidos, como o maine coon e o shortrair, têm um DNA bem parecido ao de raças europeias”, diz Lyon.

A veterinária conta que, entre as curiosidades descobertas pela pesquisa, está a de que o persa, na verdade, não tem quase nada de oriental.

“Seu grupo é mais ligado ao da Europa ocidental”, conta. A origem do peludo estaria no Mediterrâneo, e não no Irã, como o nome sugere.

Já o siamês faz jus à alcunha: geneticamente, seu grupo pertence à Ásia. “É importante notar que, com a pobreza genética em termos de diversidade, os gatos domésticos estão suscetíveis a distúrbios do DNA, como doença renal policística, que costuma atacar os persas, e cegueira, um problema comum a várias raças”, afirma Lyon.



Amizade


“O interessante é que, diferentemente dos cachorros, que têm uma função importante para a casa, como a segurança, e, no passado, eram essenciais para afugentar grandes predadores, os gatos quase não contribuíram para a sobrevivência humana”, observa Monika Lipinski .

Por isso, os cientistas ainda não entendem o porquê de o Homo sapiens ter se afeiçoado tanto a esses bichos. Uma das provas de que a companhia do gato foi conquistada menos por necessidade e mais por amizade é justamente a baixa variedade genética.

Enquanto criadores de cachorros fizeram diversos cruzamentos ao longo da história para adaptar os cães a diferentes funções — caça, guarda, farejo de presas e vigilância, por exemplo —, os gatos foram pouco manipulados. Os cruzamentos, nesse caso, ocorreram com um único objetivo: deixá-los ainda mais bonitos.

A primeira evidência de domesticação dos gatos foi descoberta por Jean-Denis Vigne, pesquisador do Museu Nacional de História Natural, de Paris.

Em um artigo publicado na revista Science, Vigne e sua equipe descreveram uma tumba na Ilha de Chipre, no Mediterrâneo, de 9,5 mil anos, onde estavam enterrados um ser humano e um gato.

Na sepultura do indivíduo — a fragilidade dos ossos não permitiu saber se era um homem ou uma mulher —, continha várias pedras polidas, joias, ferramentas e outros itens que, possivelmente, eram oferendas.

Para Vigne, tratava-se de alguém rico, pela quantidade e qualidade dos objetos. A 40cm, estava o esqueleto do gato.

O animal foi posicionado simetricamente em relação ao seu dono, com a cabeça voltada para o oeste. “Isso indica que, já naquela época, havia uma forte relação entre gatos e humanos. Possivelmente, os gatos eram considerados seres mágicos”, explicou o especialista à Science.




Gato selvagem africano semelhante aos primeiros felinos domesticados pelo homem



Ele disse que não há evidências suficientes para se garantir qual o papel dos gatos no Neolítico, mas contou que já foram descobertas diversas imagens de gatos esculpidas em pedras, sugerindo que eram objetos religiosos.

No Egito, onde se acreditou por muito tempo que ocorreu a domesticação felina pela primeira vez, sabe-se que gatos representavam a divindade Bastet. Quando morriam, eram mumificados com a mesma pompa que seus donos.

Em museus com acervo de egiptologia, como o Museu do Louvre, em Paris; o Museu Britânico, em Londres; e o Metropolitan, em Nova York, há diversas múmias de gatos, assim como objetos que os representam.

O tratamento dispensado aos bichanos, porém, não era lá o melhor. Eles eram criados para adorar a deusa e, para isso, sacrificados e enterrados na cidade sagrada de Bastet.

A maioria, porém, não teve essa má sorte. Ao se espalhar pelo mundo com seus donos — há quem diga que, na verdade, o gato é que é o dono —, eles deixaram de ser usados em rituais e passaram a exercer uma função bem menos dramática: ronronar e arrancar suspiros dos apaixonados proprietários.


Fim do nomadismo

Irrigada pelos rios Jordão, Eufrates, Tigre e Nilo, essa região compreende, hoje, Israel, Cisjordânia, Líbano, Jordânia, Síria, Iraque, Egito, Turquia e Irã. É uma área fundamental na história da humanidade. Foi lá que, há 11 mil anos, o homem deixou de ser nômade e passou a se fixar no campo, de acordo com arqueólogos.





Fonte:
Correio Brasiliense

Cientista cria robôs humanoides de olho no futuro

O robô Geminoid e Hiroshi Ishiguro

Ele já foi comparado por alguns cientistas ao Dr. Frankenstein da literatura por estar sempre levantando questões profundas sobre a humanidade e suas criações.

As roupas de cores pretas e os cabelos cheios, no estilo dos anos 70, são a marca registrada de Hiroshi Ishiguro, o especialista em robótica mais famoso do Japão e um dos mais importantes do mundo.

Dedicado ao trabalho - que ele considera um "divertido passatempo" - em um dos seus quatro laboratórios, Ishiguro, 48 anos, começou a construir robôs há mais de uma década, depois de abandonar a ideia de ser um artista plástico.

E defende a ideia de os robôs se parecerem conosco para facilitar sua aceitação. "Se faltam pessoas, por que não criar algumas?", diz.

Com a agenda sempre lotada de compromissos, dentro e fora do Japão, Ishiguro aceitou receber a reportagem em seu laboratório instalado no campus Toyonaka da Universidade de Osaka. Numa tarde fria de outono, o professor chegou atrasado ao encontro - o que é muito raro, disse uma das três secretárias.

Mal entrou na apertada sala onde está instalada a recepção, um professor assistente o levou para o escritório e, com as portas abertas, discutiram uma palestra de última hora na cidade de Xangai, na China.

Passou novamente pela recepção, soltou um wait a minute ("espere um momento") e saiu apressado.

Voltou cerca de dez minutos depois, ainda atordoado com o novo compromisso. Depois de discutir a agenda do dia seguinte, pediu-me para acompanhá-lo ao seu escritório.

No pequeno cômodo, não tão diferente de qualquer outra sala de um professor universitário - abarrotado de livros, caixas, enfeites -, um poster do filme Substitutos(Surrogates) se destaca na parede - Ishiguro e um dos seus androides aparecem no começo deste filme.

"Como salvar a humanidade quando a única coisa real é você?", lê-se no cartaz. "Você já assistiu a esse filme?", pergunta o professor ao ver que anoto a frase no caderno. "Não...", começo a responder, mas sou cortado por ele. "É um ótimo filme. Assista."

Tento começar a entrevista, mas sou interrompido novamente com perguntas sobre o Brasil, mulheres brasileiras e nosso Carnaval. Ishiguro não escondeu a vontade de conhecer o País e falar para os brasileiros sobre suas criações.

"Mas quero ir no Carnaval, para conhecer o Rio de Janeiro", fala. "Posso levar robôs pequenos e também os que jogam futebol", emenda.

A conversa é interrompida pela secretária que nos serve chá verde e bolachas. Durante toda a entrevista, Ishiguro pediu para repetir as perguntas diversas vezes, pois estava sempre fazendo outras coisas ao mesmo tempo: respondendo e-mails, atendendo ligações.

Talvez esteja cansado de falar das suas criações, robôs que o tornaram um dos cientistas mais famosos no mundo.


Como é o seu dia-a-dia? Quantas horas por dia trabalha?

Meu trabalho é meu passatempo. Apenas tento sobreviver neste mundo, então tento fazer do meu trabalho um hobby. Estou sempre a procura de inspiração para minhas criações, meus livros e, mais recentemente, estou investindo na área artística. Muitas pessoas dizem que eu sou como um adolescente (risos).

O senhor se diverte com seu trabalho então?

Sim, tento me divertir, sempre. Mas às vezes é difícil. Tem horas que penso apenas no meu ganha-pão.

Como os robôs entraram na sua vida?

Eu queria ser pintor, mas entrei para a área de ciência da computação e comecei a estudar inteligência artificial e a área de reconhecimento visual. A questão é: o computador precisa reconhecer algo. Então, para ter um reconhecimento real, achei que o computador precisava ter um corpo para ter essa experiência. Então, naturalmente passei para a área de robótica.

Mas eles precisam se parecer conosco?

Depende da situação. Se for uma recepcionista, um robô com aparência humana é muito melhor do que outro qualquer. Além disso, nós já temos a expectativa de encontrar um ser humano nesta função, certo? Agora, trabalho com os Elfoid (um robô com função de telefone celular) e Telenoid, robôs com uma aparência humana, mas que não podemos dizer sua idade ou seu gênero sexual. Penso que os idosos vão gostar de usar esses robôs, pois podemos usar nossa imaginação para mentalmente projetar uma feição para essas máquinas. É muito mais fácil falar com esses aparelhos, pois falamos com nossa imaginação, sem nenhuma pressão.

Podemos dizer que caminhamos para uma sociedade integrada entre máquinas e homens, como nos filmes de ficção científica?

Filmes mostram sempre situações extremas, mas parte do que é retratado nós vamos usar definitivamente. Teremos um mundo parecido com o que é mostrado nos filmes. Por exemplo, Substitutos (Surrogates) mostra que teremos um androide idêntico a nós que faria o nosso trabalho. Eu adoraria ter um substituto nas aulas, caso eu fique doente. E pessoas com problemas físicos também poderiam usar um androide para executar tarefas que elas não podem fazer.

Os filmes de ficção científica geralmente retratam o homem lutando contra os robôs...I

Não em Transformers. Robôs são amigos dos humanos neste filme. Os produtores de Hollywood parece que finalmente se influenciaram com a cultura japonesa e mudaram de ideia (risos).

Terra - O Geminoid foi um grande marco na robótica. Continua a desenvolver esse robô?

Continuamos a trabalhar com ele, e logo teremos um Geminoid muito melhor e mais portátil. Nós usamos muitos computadores e sistemas complicados para criar esse robô. Mas a próxima versão será mais simples e compacta. Está quase pronto e não posso contar os detalhes ainda. Quero fazer com que ele possa me substituir em entrevistas como esta ou conferências, assim posso continuar trabalhando em outros projetos (risos).

Terra - O senhor acredita, assim como outros pesquisadores como David Levy e Kurz Weil, que algum dia homens e robôs poderão até mesmo ter relações de amor e sexo?

Por que não? Você acredita que sou um ser humano, mas como ter certeza disso? Por exemplo, temos muitos amigos que conhecemos virtualmente pela internet. Mas como checar se eles são humanos de verdade? Além disso, os humanos são cheio de mistérios. Já ouvi muitos dizerem que meus androides são muito melhores que humanos. Olha só: podemos tocá-los de forma mais amistosa, sem pressão social.

No que a sociedade japonesa pode servir como modelo, já que a robótica está tão avançada entre os japoneses?

Nós temos uma situação diferente do resto do mundo. Aqui não temos militares e não temos a pressão de criar máquinas com intuito bélico. Nunca pensamos nisso. Nós pensamos em aplicações dos robôs no dia-a-dia, por isso que a tecnologia se desenvolveu rapidamente aqui. Somos bons em desenvolver pequenos aparelhos, como gadgets eletrônicos, celulares, televisores... Podemos construir robôs para o uso cotidiano ou mesmo para ajudar a cuidar de idosos.

Qual o estágio da robótica hoje? Em cinco ou dez anos, que tipos de robôs teremos?

Falei sobre isso uma vez. A situação hoje da robótica é igual dos computadores pessoais. Há alguns anos, não sabíamos usar um computador. Ele já existia, mas não tinha muitas funções e aplicativos de uso fácil. Na robótica hoje temos muita tecnologia sendo desenvolvida. Mas ainda não sabemos como usá-los. Em breve teremos aplicativos que facilitarão o uso deles pelas pessoas comuns.

Em quanto tempo? Cinco anos? Dez anos?

Não saberia dizer. Nossa sociedade muda muito rápido. Não dá para prever nada nessa área tecnológica. Há poucos anos, não dava para esperar uma sociedade tão informatizada ou essa invasão dos smartphones. Nossa sociedade é muito dinâmica e vai ser mais dinâmica ainda.

O senhor tem algum robô em sua casa?

Não. Mas hoje muitas pessoas têm aquele aspirador de pó que trabalha sozinho e também aparelho de ar condicionado que faz autolimpeza dos filtros. Ah, sim, e os aparelhos celulares também são uma espécie de robôs, pois têm sensores e câmeras.



Fonte: JB

Casa Branca estaria mentindo sobre a realidade extraterrestre?


Em enquete realizada na Internet a maioria das pessoas pesquisadas acreditam que a Casa Branca esteja mentindo quando diz que o governo dos Estados Unidos não tem evidência da existência de seres extraterrestres.

De acordo com os participantes da enquete, 99% acreditam que OVNIs de origem extraterrestre têm visitado a Terra agora, ou no passado.

E aproximadamente 98% acreditam que o governo dos EUA sabe mais do que está falando sobre os OVNIs e extraterrestres, assim desafiando a recente declaração da Casa Branca de que o governo/cientistas/CIA/militares não tenham informações que apoiem a existência de ETs.

Quando perguntada, a maioria das pessoas acha que o governo sabe mais e possui mais informações do que está dizendo… que suporta a existência de extraterrestres,” disse o Dr. Simeon Hein, diretor do The Mount Baldy Institute for Resonant Viewing em Boulder, Colorado (www.mountbaldy.com), o qual conduziu a enquete, que contou com a participação de 300 pessoas.

Mas o que algumas pessoas podem achar surpreendente é que mais da metade daqueles entrevistados admitiram ter avistado OVNIs por todo os EUA e até mesmo em Israel, e descreveram seus avistamentos em grande detalhe.

Isto não é surpreendente de forma alguma“, disse o Dr. Hein. De acordo com ele, “A declaração da Casa Branca foi feita por um membro da equipa de baixo escalão (Phil Larson), em resposta às duas petições no site de Obama…“. Uma das petições alcançou mais de 6.000 assinaturas e a outra 12.000. “Eu acho que a declaração é contrária às evidências que temos acumulado pelos últimos 60 anos,” adicionou Hein.

O Dr. Hein ainda alega que o ex-presidente Bill Cinton também foi desviado de sua tentativa de obter a verdade enquanto era presidente. Hein aponta para a declaração que Clinton fizera em 2005 na cidade de Hong Kong após deixar seu cargo, quanto foi perguntado sobre o conhecimento do governo a respeito dos seres alienígenas.

Tentei descobrir se haviam quaisquer documentos governamentais secretos que revelassem coisas e se eles existem, foram escondidos de mim também,” disse o ex-presidente. “Eu não seria o primeiro presidente para o qual os subalternos teriam mentido, ou que os burocratas de carreira tivessem enrolado.

Mas deve haver algum membro de carreira em algum lugar escondendo estes segredos obscuros, mesmo de Presidentes eleitos,“Clinton disse na época. “Mas se for verdade, eles conseguiram me enganar, e estou quase envergonhado de dizer a vocês que eu tentei descobrir a verdade.

Hein diz que há centenas de ex-engenheiros aeronáuticos e ex-oficiais da NASA, forças armadas e serviços de inteligência que possuem evidências contrárias à declaração da Casa Branca.

Larson também deixou a porta aberta quando declarou no site da Casa Branca que muitos cientistas e matemáticos acreditam que, estatísticamente falando, as probabilidades são altas de que haja vida em algum lugar entre os “trilhões e trilhões de estrelas no universo” — embora as probabilidades de contato com não humanos sejam remotas.


Fonte: Ufo Digest via Ovni Hoje

Segundo cientistas, a Terra, nesse momento, tem duas luas


Um grupo de cientistas está argumentado que a Terra tem duas luas. Uma é aquela que você já conhece. A outra é um pequeno asteroide, não muito maior do que um carro Smart, orbitando em volta do planeta por um tempo, até que vá embora.

Os pesquisadores afirmam que há uma rocha espacial com pelo menos um metro de largura, orbitando a Terra. Não é sempre a mesma rocha, mas uma seleção de luas temporárias.

No modelo teórico dos cientistas, a gravidade do nosso planeta captura os asteroides quando estão passando por perto.

Quando um é fisgado, ele geralmente dá três voltas irregulares – o que dura cerca de nove meses – até que volta para seu caminho próprio.

De acordo com o grupo, pouca atenção é dada para os satélites naturais terrestres, fora a lua. “Há muitos asteroides no sistema solar, então as chances da Terra capturar um a qualquer hora não é surpreendente”, afirma Jeremie Vauballion, membro do grupo e astrônomo do Observatório de Paris.

O grupo afirma que essa é a primeira tentativa de um modelo teórico para luas secundárias. Os resultados corroboram com observações de um asteroide “temporariamente capturado” em 2006, que orbitou a Terra por um ano.

A rocha, chamada de 2006 RH120, tinha entre 3 e 6 metros de largura, e parecia orbitar a Terra a uma distância duas vezes maior do que a da lua.

2006 RH120 provavelmente foi descoberto por ser um pouco maior do que os outros exemplos. A maioria das luas extras tem apenas um metro.

“Objetos com esse tamanho são muito difíceis de serem detectados a uma distância de, digamos, algumas luas da Terra”, explica. “Quando se aproximam em sua órbita, estão se movendo rápido demais para serem detectados”.

Essas limitações significam que ainda não temos um modo de encontrar nossas luas secundárias.

Mas um observatório chamado Grande Telescópio Sinóptico de Estudos (LSST), planejado para 2015, no Chile, pode mudar isso.

Também existe um projeto da NASA responsável por localizar objetos na vizinhança terrestre, mas o foco é em corpos perigosos, com mais de um quilometro de diâmetro.

Mas se nossas luas distantes e temporárias não ameaçam a Terra, faz alguma diferença que elas estejam lá?
De acordo com os astrônomos, sim. Alguns pesquisadores dizem que é possível pegar uma dessas luas para análise.

“Quando encontrado, esse asteroide vai imediatamente levantar a questão se devemos ou não ir lá, e eu estou pronto para apostar que os astrônomos vão dizer que sim!”, enfatiza Vauballion.

“A razão é simples: porque os astrônomos não iriam querer um pedaço inteiro e intacto de rocha espacial? Meteoritos estão alterados porque passam pela atmosfera. O único pedaço de asteroide que temos veio da missão japonesa Hayabusa (e são poucas gramas). Os grãos de cometa que a missão Stardust trouxe estavam todos alterados”.

O cientista Clark Chapman afirma que podemos aprender muito com um satélite temporário. “Sem dúvida é verdade que satélites temporários seriam relativamente fáceis de serem capturados – não seria necessário nenhum foguete especial, e a viagem de ida e volta seria rápida”, comenta Chapman, que é especialista em impactos de asteroides.

“Nós realmente esperamos que uma missão espacial para um satélite natural da Terra um dia se materialize, e já começamos uma colaboração entre especialistas em mecânica de espaçonaves para definir como uma missão com essa função aconteceria”, finaliza Gravnik.





Fonte:
Hypescience

Sondas de prospecção chegarão à órbita da Lua no Ano-Novo


As duas sondas de prospecção espacial da missão Grail ("Recuperação da Gravidade e Laboratório Interior", na sigla em inglês) frearão sua trajetória e chegarão no Ano-Novo à órbita da Lua, de onde explorarão o interior do satélite, informou nesta quarta-feira a Nasa (agência espacial americana).

"Embora desde a década de 1970 tenhamos enviados mais de uma centena de missões à Lua, inclusive duas nas quais os astronautas caminharam sobre sua superfície, a verdade é que há muitas coisas que não sabemos sobre a Lua", disse em teleconferência de imprensa Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e pesquisadora-chefe do programa Grail.

As duas sondas estiveram viajando rumo à Lua desde seu lançamento no último mês de setembro. No dia 31, uma das sondas gêmeas acionará seus foguetes para diminuir a velocidade de modo que fique submetida à gravidade da Lua a 56 quilômetros da superfície lunar.

No dia seguinte, a outra sonda fará uma manobra similar e ambas traçarão um mapa da gravidade da Lua medindo os efeitos desta força sobre suas trajetórias orbitais.

"Entre as muitas coisas que não sabemos sobre a Lua é por que o lado oculto é tão diferente do lado visível", declarou Zuber referindo-se ao hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra.

"A resposta deve estar no interior da Lua", acrescentou a pesquisadora, explicando que a missão de estudo começará em março e deve durar 82 dias, embora os cientistas tenham pedido à Nasa que a estenda até dezembro.

A missão não está restrita aos cientistas e acadêmicos: cada uma das sondas Grail, impulsionadas por energia solar, está equipada com quatro câmaras que serão operadas por grupos de estudantes de nível médio.

"Mais de 2,1 mil escolas em todo o país se registraram para este programa", comentou Zuber. A Nasa qualificou a missão Grail como "uma viagem ao centro da Lua" já que a medição da força de gravidade permitirá a construção de "mapas" de 100 a mil vezes mais precisos sobre o interior de satélite que os obtidos até agora.

Durante a missão, as sondas orbitarão a uma distância, uma da outra, de 200 km e, segundo os cientistas, as mudanças regionais na gravidade lunar farão com que diminuam ou aumentem levemente sua velocidade.

Isto, por sua vez, modificará a distância que as separa e os sinais de rádio transmitidos pelas sondas medirão as variações menores. Desta forma, os pesquisadores poderão criar mapas do campo de gravidade.

Com esses dados, os cientistas poderão deduzir o que há debaixo da superfície lunar com suas montanhas e crateras, e poderiam entender melhor por que o lado oculto da Lua é mais abrupto que o lado visto desde a Terra.

Outro dos mistérios que Grail poderia revelar, segundo Zuber, é se a Terra teve em outro tempo uma segunda lua menor. Há astrônomos que acreditam que algumas das marcas na superfície da Lua são resultado de uma colisão com um satélite menor.



Fonte: Terra

Plutão pode ter moléculas orgânicas complexas


A superfície de Plutão pode conter moléculas orgânicas complexas -espécie de "tijolos" que são fundamentais para a construção da vida como a conhecemos-, afirma um novo estudo.

A descoberta é do Telescópio Espacial Hubble, que detectou que algumas substâncias na superfície do planeta-anão estão absorvendo mais luz ultravioleta do a quantidade que era esperada.

Isso, segundo especialistas da Nasa, dá pistas importantes sobre a composição química do astro.

De acordo com os astrônomos, esses compostos possivelmente são hidrocarbonetos complexos ou moléculas que contêm nitrogênio.

Já se sabe que a superfície de Plutão tem metano, dióxido de carbono e nitrogênio congelados.

É possível que os compostos que estão "chupando" a luz ultravioleta tenham sido produzidos pela interação das substâncias com luz solar ou raios cósmicos -partículas subatômicas muito velozes.

Em nota, Alan Stern, líder do trabalho, destacou a importância das novas pistas químicas encontradas.

"Os hidrocarbonetos complexos plutonianos e as outras moléculas que podem ser responsáveis pelas propriedades espectrais ultravioleta que nós encontramos podem, entre outras coisas, dar aquela cor avermelhada de Plutão", disse.

Além disso, a equipe de Stern encontrou evidências de que o terreno de Plutão tenha mudado.

Ao comparar imagens da superfície de Plutão feitas na década de 1990 e agora, os astrônomos verificaram que o espectro ultravioleta do ex-planeta se modificou.

É possível que mudanças na pressão atmosférica do planeta-anão tenham causado essa alteração.

Além de Plutão, outros astros do chamado Cinturão Kuiper também têm "cor de ferrugem". Estudos anteriores já haviam relacionado o avermelhado a possíveis moléculas orgânicas.

A grande distância entre a Terra e Plutão ainda impõe muitas dificuldades ao estudo do planeta-anão. Os mistérios sobre esse corpo celeste devem começar a ser desvendados com a chegada da sonda New Horizons, programada para 2015.



Fonte: Folha.com

OVNI avistado sobre cidade russa



Um objeto voador não identificado (OVNI) foi avistado a pairar sobre a cidade russa de Trekhgorny, perto da fronteira com o Cazaquistão, tendo a sua trajectória sido gravada e divulgada na Internet por vários habitantes.



Nos vídeos é visível que o OVNI tinha uma espécie de nuvem à sua volta, o que reforçou em muitos observadores a convicção de que não se poderia tratar de um avião convencional.

Essa região da Rússia é conhecida pelo número de avistamentos de objetos voadores não identificados.


Fonte: Correio da Manhã

Genes têm papel essencial nas interações dos primatas


O comportamento social dos primatas - inclusive dos humanos - possui uma base genética sólida, concluiu uma equipe de cientistas a partir de uma nova pesquisa da estrutura social na árvore genealógica dos primatas.

Os cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, observaram a árvore genealógica evolutiva de 217 espécies de primatas cuja organização social é conhecida.

As descobertas foram publicadas na revista Nature e desafiam algumas das principais teorias do comportamento social, entre elas: que a estrutura social é moldada pelo meio ambiente - por exemplo, uma espécie cujo alimento está demasiado disperso talvez necessite viver em grupos grandes; que as sociedades complexas evoluem gradativamente a partir das mais simples; e a chamada hipótese do cérebro social, de que a inteligência e o volume do cérebro aumentam com o tamanho do grupo porque as pessoas precisam lidar com mais relacionamentos sociais.

A nova pesquisa enfatiza o papel essencial da genética no desenvolvimento de sociabilidade. Por ter origem na genética, é difícil modificar a estrutura social e as espécies precisam operar com a estrutura social herdada, seja ela qual for.

Se o comportamento social fosse moldado principalmente pela ecologia, espécies relacionadas vivendo em meio ambientes diferentes deveriam apresentar uma variedade de estruturas sociais.

Os biólogos de Oxford Susanne Shultz, Christopher Opie e Quentin Atkinson, contudo, descobriram que o oposto era a verdade: as espécies de primatas tendem a ter a mesma estrutura social que seus parentes próximos, não importa como e onde vivam.

Por exemplo, primatas da espécie dos cercopitecídeos, grupo que inclui babuínos e macacas, possuem muitos habitats, desde a savana até a floresta tropical e as regiões alpinas, e podem se alimentar de frutas, folhas ou grama.

Entretanto, todos possuem sistemas sociais muito semelhantes, o que sugere que seu ancestral comum - e os genes herdados que moldam o comportamento - representam uma influência mais forte do que a ecológica em sua estrutura social.

"Nós estávamos tentando testar modelos aceitos de evolução social e demonstramos que nos primatas ela acontece através de processos diferentes daqueles que sempre presumimos", afirma Shultz.


Sociabilidade


Os pesquisadores sugerem que a sociabilidade surgiu há cerca de 52 milhões de anos. Os primeiros primatas buscavam segurança sendo solitários e discretos, e se deslocando apenas durante a noite. Parece que, quando as atividades passaram a ser diurnas, eles buscaram a segurança nos números.

Foi a partir desse afrouxamento, desses grupos não estruturados, que formas mais específicas de comportamento social começaram a se desenvolver nos primatas, há cerca de 16 milhões de anos.

Isso incluía o vínculo de união, sistema adotado por gorilas e humanos e em grupos com vários machos e várias fêmeas, característicos de babuínos e chimpanzés.

O fato de espécies relacionadas terem estruturas sociais semelhantes, supostamente porque os genes do comportamento social são herdados de um ancestral comum "pode colocar em cheque" as explicações ecológicas, escreveu Joan B. Silk, especialista em primatas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles em comentário na revista Nature.

Além disso, a descoberta de que não ocorreu um desenvolvimento estável dos grupos menores para os maiores desafia as hipóteses do cérebro social, afirmou Silk.


Sociedade humana


A pesquisa da universidade confirma ser provável que a estrutura da sociedade humana também tenha uma base genética, uma vez que os seres humanos estão na família dos primatas, afirmou Bernard Chapais, especialista em evolução social humana da Universidade de Montreal.

"A alteração evolutiva de qualquer linhagem é altamente limitada pela história filogenética da linhagem", afirma Chapais, referindo-se a árvore genealógica evolutiva.

"O raciocínio se aplica a todas as espécies, inclusive a nossa. Contudo, nos seres humanos a variação cultural esconde a unidade social do gênero humano e a sua base biológica. Os grupos humanos plurifamiliares podem ter surgido a partir do tipo de estrutura de harém dos gorilas, pela fusão de vários haréns, ou através de vínculos de acasalamento estáveis, substituindo a promiscuidade do tipo de sociedade dos chimpanzés", afirma Chapais.

Em seu livro Primeval Kinship (em tradução literal, "Parentesco primitivo" - Harvard, 2008), ele descreve um estágio mais avançado da evolução social humana, quando grupos distintos aliavam-se a outros grupos com os quais eles trocavam as filhas.

Os grupos com sistema de troca conjugal formavam tribos, levando a sociedade humana a um nível de organização que superava o da sociedade dos chimpanzés.

No caso dos chimpanzés, os grupos que se apoiam no aspecto territorial também trocam as filhas para evitar o incesto, mas continuam a lutar uns com os outros até a morte, porque os machos não conseguem reconhecer o parentesco com membros dos bandos vizinhos.



Fonte: Terra

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