Em Beja, as obras nas
Portas de Mértola e nas traseiras do Tribunal colocaram a descoberto vestígios
arqueológicos, que precisam de ser identificados e datados.
Pulido Valente não sabe
ainda, se "os trabalhos arqueológicos vão condicionar a concretização das obras
nas Portas de Mértola até ao final do ano". No caso das traseiras do Tribunal,
as obras são da responsabilidade da EMAS e "os prazos não são tão apertados"
afirmou também o presidente da Câmara de Beja.
No decorrer desta semana,
as obras que estão a ser feitas nas Portas de Mértola, em Beja, colocaram a
descoberto uma grande estrutura constituída por arcos em tijolo e grandes muros
de pedra que podem corresponder a uma estrutura romana.
Em declarações à Voz
da Planície, Jorge Pulido Valente avançou que “a fiscalização está a aguardar o
relatório da arqueologia, para depois avaliar a situação e comunicar sugestões
ao dono da obra”.
Acrescentou que espera ter esse documento “nas mãos até ao
final desta semana” e que o mesmo é que “vai dizer se o calendário previsto, ou
seja o final deste ano, vai ter de ser alargado”.
Acredita contudo, que “será
possível fazer os trabalhos arqueológicos em tempo útil e sem comprometer a
data apontada para a concretização das obras nas Portas de Mértola”.
Também esta semana,
mas nas traseiras do Tribunal, outras obras, as de renovação da rede de
abastecimento de águas de Beja, que a EMAS está a fazer, colocaram a
descoberto, igualmente, outros vestígios arqueológicos. Neste caso, duas
estruturas em tijolo, que poderão ser caixas de descarga de esgotos, cuja época
ainda não está determinada.
Sobre estas obras, o
presidente da Câmara de Beja frisou que “os prazos não são tão apertados”. A Voz da Planície
sabe contudo, que os trabalhos arqueológicos estão a decorrer e que vão ser
precisos alguns dias para se procederem a escavações e outros procedimentos
fundamentais para a identificação e datação dos vestígios arqueológicos
descobertos.
Fonte: Rádio Voz da Planície

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