quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Israelenses vão lançar robô saltador à Lua


 
 
Engenheiros tiveram ideia em uma conversa de bar e já arrecadaram US$ 19 milhões para projeto.
 

Qual é o melhor lugar para se decidir construir um módulo espacial para chegar à Lua? “Foi numa conversa de bar com mais dois amigos engenheiros. 
 
 
Alguém disse que tinha visto no Facebook o Google Lunar X Prize [prêmio de US$ 30 milhões pago pela empresa ao primeiro time privado que mandar um veículo funcional à Lua], e resolvemos participar”, diz o engenheiro de sistemas de comunicação israelense Kfir Damari. 
 
 
No entanto, ao contrário do que normalmente acontece após esse tipo de conversa, a ressaca passou; e a ideia, não. 
 
 
Para complicar mais, depois que Kfir e seus amigos (o engenheiro de computação Yariv Bash e Yonatan Winetraub, ex-estudante na NASA) decidiram se jogar de cabeça no projeto Space IL , faltavam só 10 dias para o final das inscrições, cuja taxa era de US$ 50 mil.


Com apoio do presidente da agência espacial israelense e conhecendo outras pessoas influentes no meio, eles conseguiram os US$ 50 mil e inscreveram-se no último dia permitido, 31 de dezembro de 2010. 
 
 
Desde então, receberam publicidade, ajuda do governo israelense (que, de acordo com as regras do prêmio, não pode ultrapassar 10% do valor total) e correm para levantar uma quantia muito maior. 
 
 
A estimativa é que sejam necessários US$ 30 milhões para tirar os planos do papel. Sim, exatamente o mesmo valor do prêmio. 
 
 
“A verdade é que vários dos outros 22 competidores também estão gastando bem acima desse valor – o objetivo final não é o dinheiro. Uma das equipes já passou dos US$ 100 milhões”, diz Kfir.


A enorme quantidade de dinheiro, no entanto, também não fez o plano naufragar. Os israelenses fizeram do projeto uma entidade não lucrativa (outros competidores desenvolvem patentes de tecnologia com a intenção de vendê-las depois) e uma iniciativa educacional, chamando crianças e estudantes para dar palestras. 
 
 
Com a publicidade em cima do fato de doar o prêmio à instituições educacionais caso ganhem, acabaram recebendo incentivos de várias partes e arrecadaram, até agora, US$ 19,5 milhões. 
 
 
Eles já têm um protótipo no tamanho real, de 1,50 m, 10 engenheiros contratados, e planejam lançar o módulo sobre um foguete comercial em 2015. De acordo com as regras da competição, eles não precisam fabricar o foguete lançador, apenas o módulo.


Uma das exigências do prêmio é que o veículo lunar se desloque por 500 metros na superfície do satélite. Competidores com mais dinheiro estão desenvolvendo complexos sistemas de deslocamento, enquanto o Space IL não tem sequer uma roda. 
 
 
“Como nossa única intenção é mostrar que conseguimos fazer, e inspirarmos os estudantes do país, não precisamos desenvolver uma tecnologia complexa para ser reaproveitada”, diz Deutsch Danny, um dos 200 voluntários que trabalham na iniciativa. 
 
 
Eles tentam driblar esse gasto com uma espécie de tripé (veja na foto), que, segundo o projeto, deve fazer o módulo saltar várias vezes até alcançar os 500 metros de distância. 
 
 
“Não estamos roubando, checamos as regras”, diz Danny. “No fim, o objetivo maior é motivar as crianças israelenses sobre as pesquisas espaciais. E isso, já estamos fazendo, organizando encontros com mais de 25 mil estudantes de todo o país”, afirma Kfir. 
 
 
Mas e se o projeto não for o primeiro a chegar lá? “Não importa, lançaremos de qualquer jeito, seremos ao menos os primeiros israelenses”, ri. 
 
 
 
 
 
 Fonte: Galileu

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