quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Temporal revelou esqueleto enterrado nas raízes de uma árvore em Leiria, Portugal




Esqueleto pertence a um homem adulto, mas ainda é cedo para saber mais pormenores sobre o achado.


Em Leiria, o temporal revelou um esqueleto sob as raízes de uma árvore centenária de grande dimensão. 


Estava enterrado na vertical e foi literalmente arrancado do chão pela força do vento que varreu o país a 19 de Janeiro e deitou abaixo centenas de estruturas.


O achado foi feito junto à Igreja de Nossa Senhora da Pena, dentro das muralhas do Castelo de Leiria. No dia a seguir ao temporal, os técnicos municipais depararam-se com uma árvore caída e, preso às enormes raízes – que cavaram um buraco com três metros de diâmetro –, estava um esqueleto humano.


“Sabemos que era de um homem, mas não sabemos muito mais”, diz o vereador da Cultura da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes. 


O homem, adulto, terá sido enterrado num caixão posto na vertical, possivelmente no século XVII ou XVIII, diz o vereador. 


No local, foram recolhidos também pregos em ferro, tachas de bronze e botões em osso, que os arqueólogos do município julgam estarem associados ao enterramento.


Escavações arqueológicas efectuadas no adro da mesma igreja, em 2012, revelaram a existência de uma necrópole medieval bem preservada. 


No local, foram identificadas sepulturas delimitadas por lajes de pedra e por ladrilhos cerâmicos, e com tampa em lajes de calcário, segundo a autarquia. Também foi encontrado um esqueleto de um adulto dentro da igreja.


Já em 2011 os arqueólogos tinham detectado construções naquela área que indiciavam diferentes fases de ocupação, desde a Baixa Idade Média até ao início da Época Moderna. 


Foi recolhida uma grande quantidade de espólio cerâmico, moedas, escória e metal, mas não foram encontrados esqueletos nem sepulturas.


O achado “caricato” vai ser agora estudado pelos arqueólogos da câmara e da Direcção Regional de Cultura do Centro, e irá depois integrar o espólio do Castelo de Leiria.
 
 
 
 
Fonte: Público

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