sábado, 20 de junho de 2015

Bem-vindo à nave: conheça um congresso de ufologia


“Bem-vindo à nave”: o Terra foi ao congresso de ufologia realizado em Porto Alegre Foto: Daniel Favero / Especial para Terra




Aconteceu a palestra internacional com o peruano Ricardo González Foto: Daniel Favero / Especial para Terra



 Daniel Favero
O Terra participou do III Fórum Mundial de Contatados que aconteceu em Porto Alegre neste final de semana e conta como foi.
“Bem-vindo à nave”. Assim que fomos recebidos no III Fórum Mundial de Contatados que aconteceu em Porto Alegre neste final de semana. Não sabíamos bem o que esperar, mas encontramos cerca de 600 pessoas muito receptivas, curiosas e ávidas por mensagens positivas sobre o futuro da Terra. 


Os participantes vinham das mais diferentes origens, sendo que os mais experientes já não se interessavam mais pelos relatos detalhados e estudos científicos, mas sim pela mensagem trazida pelos extraterrestres. Até porque as histórias se assemelham muito ao redor do mundo. O que muda é o entendimento de cada um sobre o tema, seja uma teoria maluca ou algo mais espiritualizado e/ou metafisico.

Ao entrar encontramos um salão lotado, com poucos lugares disponíveis. Em frente às paredes estavam as bancas de venda de DVDs, assinatura de revistas, camisetas, adesivos, canecas, livros e até um lugar para fazer o relato de sua abdução, além de um artista que desenha a sua caricatura alienígena. 


A primeira palestra que assistimos foi a do major da Polícia Militar do Ceará Welliston Paiva que reúne diversos relatos e investigações. O que chamou atenção foram as dicas que ele deu ao longo de sua fala sobre como fazer contato com os extraterrestes, baseado em sua experiência pessoal: 


- O melhor lugar para fazer o encontro é dentro de casa, às vezes se viaja para uma serra fria, ou fica-se no calor em meio a mosquitos olhando para o céu, para ouvir dos extraterrestres que era melhor ter ficado em casa; 


- Eles costumam se comunicar por telepatia e falam seu idioma fluente dessa forma; 


- Nunca se aproxime da nave se não for autorizado porque o motor quente emite radiação que pode provocar doenças; 


- Existe um símbolo meio que universal para o contato com os extraterrestres que significa "paz, união, amor e liberdade" e que se assemelha muito a saudação do Spock. Quando eles veem isso sabem que a pessoa tem familiaridade com eles; 


- As mensagens são semelhantes. Pregam o amor entre os humanos, preservação da natureza e cuidado com a alimentação; 


- Muitos dos contatados relatam que as abduções ocorreram próximo de rios, lagos e etc.


O que importa é a mensagem não o mensageiro 
 

Depois foi a vez da primeira palestra internacional das três edições do fórum com o peruano Ricardo González. Um sujeito boa pinta, que a todo momento fala que é normal e que parece muito convincente sobre sua história por mais maluca que ela pareça. “Não quero que acreditem em mim, só quero que me ouçam de coração aberto”. 


Há cerca de 20 anos enquanto estudava teve seu primeiro contato. De repente ouviu uma voz por meio de telepatia. Subiu ao terraço de sua casa, em Lima, com seu irmão e com o pai. Foi quando os três avistaram uma nave. Em 1999 foi eleito o funcionário do mês da empresa onde trabalhava, mas sequer recebeu a premiação, foi demitido porque apareceu em um programa de TV falando sobre sua experiência. “Sou uma pessoa normal, como vocês, mas já estive se frente com psiquiatras e até padres exorcistas para ver se eu não estava possuído por um demônio”, brinca. 


A partir de então ele passou a ter contato relativamente frequente com um ser chamado Antarel que vem de uma galáxia chamada Alpha Centauro. 


A partir daqui a história fica ainda mais fantástica. 

 
Ele teria olhos cor de mel, cabelos loiros quase brancos, lábios finos e 2,7 m de altura. 


De acordo com Gonzalez esses seres como Antarel são extraterrestres uma outra raça já miscigenada com seres humanos que vem do futuro. Pois bem. Esse pessoal tem vindo à Terra para chamar atenção sobre a destruição do planeta. Situação que só tende a piorar levando à um grau de devastação e conflito que nos obrigaria a buscar um novo planeta. A Nasa já teria iniciado esse projeto, segundo lhe relataram os aliens. 


Quando ouviu isso de Antarel, González perguntou se os alienígenas não deixariam de existir caso os humanos conseguissem preservar a Terra (um lance meio De Volta para o Futuro). “Ele me respondeu que no universo, nada deixa de existir”. 


Para saber mais sobre González e seu trabalho entre no site dele legadocosmico.com 

 
Cético em busca de respostas 
 

Depois de ouvir uma coisa dessas você precisa de um tempo para assimilar o que acabou de acontecer. Em busca de um disputado cafezinho encontramos um senhor chamado Aparecido Alves dos Santos, vindo da cidade de Paranavaí (PR). Ele conta que é cético em relação à essa história de ETs. Mas resolveu comparecer ao evento para entender porque essas luzes são tão frequentes na região onde vive, onde afirma existir um corredor, uma espécie de estrada das espaçonaves. 


“Sou meio desconfiado dessas coisas que tenho ouvido, mas como aparecem com frequência na minha região. Vim aqui para entender um pouco melhor esse fenômeno”, afirmou Aparecido. 


Antes o contato era pela Ayhuasca hoje é pela abdução 
 

No começo da tarde é a vez do médico psiquiatra Nestor Berlanda, que há décadas estuda fenômenos de abdução na Argentina. Sua fala foi muito técnica, até meio chata, sobre os casos que estudou. Mas ao fim ele relata que depois de décadas de estudo encontrou similaridades entre o xamanismo realizado no passado e os casos de abdução da atualidade. 


“Não são seres de fora, sempre estiveram conosco, nos conhecem porque sempre tiveram conosco, não vem de outra galáxia”, disse ele sobre o relato ouvido de um abduzido. Ele faz uma relação sobre o uso da Ayahuasca – um poderoso alucinógeno usado em cerimônias religiosas e xamânicas na Amazônia-, e a abdução. 


"Depois de 25 anos pude entender que as ruinas peruanas estavam dizendo que tinham que entrar nesse estado de experiência para entrar em contato com eles a partir de nós mesmos... Tanto o xamã quanto o abduzido tem a mesma função. Trabalham com estados alterados de consciência... Qual a função do xamã senão entrar nessa outra realidade buscar informação e trazer informação e cura”, assim como ocorre com os abduzidos, conforme ele relatou. 


“São abduzidos aqueles que tem condições psicológicas e biológicas e não quem quer. Existe alguma predisposição para isso. As experiências têm apenas caráter simbólico”, afirma. 


Bom, depois das outras histórias, isso começa a parecer bem factível. 


Das arenas de rodeio para o interior de uma nave espacial 
 

Asa Branca é um dos maiores narradores de rodeio do Brasil, tanto que recentemente participou de um evento nos Estados Unidos onde narrou um rodeio para quase 20 mil pessoas. Nesse meio, ele é uma verdadeira celebridade colocada no mesmo patamar de nomes como Sérgio Reis e Chitãozinho e Chororó. Nascido no interior de São Paulo e acostumado com uma vida rural, não é alguém de quem você espera ouvir o relato de uma abdução. Ele era o nome mais esperado do dia. 


“Nunca pensei que ia passar por isso”, disse ao iniciar seu relato. Asa voltava para a fazenda de um conhecido, quando por volta das 23h avistou uma luz no pasto. Como se estivesse hipnotizado, parou o carro, desceu e caminhou em direção à luz que era projetada no pasto pela nave. 


“Quando me aproximei da luz fui sugado e cai em uma poltrona que me prendia por sucção. O painel parecia de um avião desses Boeing... eu gosto de aviação e nunca tinha visto uma cabine como aquela. Pedi para Nossa Senhora, rezei, perguntando o que ia acontecer... foi quando e uma hora para outra ela foi para trás e subiu. Vi as luzes da cidade de ponta cabeça, aquilo mexeu com o meu cérebro”, contou Asa Branca. 


Seu maior temor era ser engaiolado e usado em experiências pelos alienígenas pelo resto da vida. ”A aeronave chegou em um lugar com uma areia parecida com a de mar, com casas brancas, bem divididas e gente na porta... pensei que estava enrolado, que iam me botar numa gaiola e estava ferrado, que ia passar o resto da vida tipo periquito”, disse provocando risos. 


Em seguida eles voltaram para pasto, e quando Asa se deu conta estava de volta no lugar onde tinha sido capturado. “Entrei no carro e me vazei. Voltei para a fazenda e contei o que tinha acontecido, mas o povo ria”, contou. 


Cinco anos depois ele começou a adoecer e chegou a ficar internado, mas acredita que os alienígenas lhe trouxeram muita sorte porque sua carreira está na melhor fase desde que foi abduzido. “Acho que os ETs me deram sorte”, ao mesmo tempo, se perguntou se eles não teriam sido os responsáveis pelo declínio de sua saúde. 


Um gritou alto perguntando se ele achava que eles iam nos destruir. 

 
Durante a palestra de Asa, quando foi aberto o espaço para perguntas, Maninho, um abduzido que vive no litoral do Rio Grande do Sul, levantou gritando e perguntou se ele achava que os alienígenas teriam vindo para nos destruir. 


Asa respondeu que não. Mas plateia demonstrou indignação, não com a pergunta, mas sim com a falta de educação. 


O que deu para entender 
 

Mas em essência ,deu para perceber que existem diversas criaturas que fazem contatos com os seres humanos. A imagem de ETs clássicos, baixinhos com olhos grandes seriam os Greys (cinzas), que na verdade seriam robôs controlados por outros seres. Existem ainda os extraterrestres do bem e os do mal, mas para os ufologistas, os malvados são minoria. 


E por fim, ao longo dos anos o estudo dos fenômenos de encontros com extraterrestres têm mudado. Ao invés de realizaram um estudo cientifico dos contatos e aparições, a investigação tem caminhado para a motivação dos contatos. Sendo que boa parte das pessoas acredita que se trata de uma questão quase espiritual/filosófica. 


“Cuidado com a alimentação”, “não destrua o planeta”, “amem uns aos outros” são as mensagens mais comuns ditas pelos ETs. Pelo que vimos ali não dá para dizer que os que creem em via extraterrestre estão totalmente alucinados, equivocados ou esquizofrênicos. 


Fora um ou outro mais espalhafatoso, a maioria das pessoas que estavam ali eram lúcidas, discretas e bem céticas quanto ao que ouviam. “Cada um ouve e vai montando o seu quebra-cabeças”, dizia uma senhora que há 18 anos participa de congressos semelhantes. 


Você pode ser a pessoa mais cética do mundo, pode não acreditar em praticamente nada do que foi relatado aqui. Mas quem esteve lá sabe que são pessoas de cabeça aberta, a maioria do bem, e que te tratam praticamente como família. Até fizemos amigos:  




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 Fonte: Terra

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