quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Estrondo seguido de clarão acorda moradores e vira mistério na Zona Sul do Rio




Barulho alto e contínuo foi ouvido em pelo menos três bairros. Alerta Rio aposta em trovões, mas Inpe diz que não houve raios.


Era madrugada e boa parte dos cariocas dormia quando um estrondo acordou moradores em vários bairros da cidade. Por volta das 3h, um ruído forte e contínuo foi ouvido em partes do Leblon, Gávea e Copacabana.

Na Tijuca, no mesmo horário, houve relatos de um clarão iluminando o céu. Ninguém conseguiu identificar a origem do problema, e o mistério continuou no ar na terça-feira, durante o dia.

Especulou-se que o barulho pudesse estar ligado a alguma explosão nas redes da Light ou da CEG, ou ainda às obras da linha 4 do Metrô, mas todas as concessionárias negaram problemas. Apesar de moradores terem relatado até tremores em prédios, nenhuma ocorrência foi registrada na Defesa Civil ou no Corpo de Bombeiros.


O sistema de monitoramento das condições do tempo Alerta Rio, da prefeitura, apostou que trovões e relâmpagos no oceano, que estão associados à entrada de uma nova frente fria na cidade, teriam causado o barulho e os clarões. 


Mas o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), põe mais uma pitada de mistério na história: segundo o órgão, não houve registro de raios no Rio de Janeiro na madrugada de terça-feira.


— Não sei o que pode ter provocado o estrondo — afirmou o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior.


Seja o que for, assustou moradores como o chef Felipe Bronze, que mora no Alto Leblon: 


— Estava acordado e fiquei assustado, não sabia o que era. Pensei que pudesse ser algo relacionado às obras do metrô.


Segundo o economista Pedro Ribeiro, também morador do Leblon, o estrondo vinha do céu e não da terra.


— Foi um ruído muito diferente de tudo o que já ouvi. Vi um clarão no céu, parecia uma explosão, uma coisa contínua. Achei até que fosse um meteorito, como o que foi visto em Bangcoc na segunda-feira.


Morador de Copacabana, o coordenador de projetos sociais Renato Britto foi pragmático:


— Como estava ventando muito, achei que pudesse ser um raio.




Fonte: O Globo

Um comentário:

Raissa Tavares disse...

Mais uma vez...a humanidade fechando os olhos para a realidade que nos espera...'?!

Humm, lembrei do filme "guerra dos mundos ", não sei porque *?!'

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