segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Milhares de peixes aparecem mortos em rio do Pantanal




Em plena piracema, milhares de peixes foram encontrados mortos no rio Negro, próximo a fazenda Rio Negro, município de Aquidauana, região do Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Conforme reportagem do site 'O Pantaneiro', as primeiras informações sobre o desastre foram repassadas por Urbano Vilalba, pantaneiro que há mais de 30 anos mora na região.

Segundo Vilalba, os peixes começaram a aparecer mortos, boiando no rio, desde a última quarta-feira e o fenômeno não pode ser considerado natural como a decoada (acontecimento natural da região que provoca a deterioração da qualidade da água dos rios e conseqüentemente, a mortandade de peixes no Pantanal).

- Nunca vimos nada igual - disse ele.

No local podem ser vistos mortos todas as espécies de peixes do Pantanal: pintado, cachara, dourado, piranha, tuvira, sardinha, arraias e pacú.

O que causa ainda mais preocupação nos moradores da região é que o fato está acontecendo no auge da piracema - período de desova dos peixes, quando a pesca fica proibida nos rios do Mato Grosso do Sul.

Amostras da água do Rio Negro foram coletadas e serão levadas a laboratórios, onde será realizada análise para a constatação da causa das mortes por especialistas.


Fonte: O Globo Online

Cientistas criam mão robótica que absorve alto impacto

Desenvolvimento de uma mão deste tipo custou cerca de US$ 135 mil


Cientistas do Instituto de Robótica e Mecatrônica do Centro de Espaço Aéreo Alemão criaram uma mão robótica capaz de aguentar pancadas de alto impacto, segundo os desenvolvedores.

O que diferencia a peça é a capacidade de controlar a rigidez do movimento, favorecendo a absorção dos choques.

A mão DLR, como foi batizada, possui tamanho médio e formato de um homem, com cinco dedos articulados e uma rede de 38 tendões, cada um com seu próprio sistema de movimento.

Estes sistemas controlam a rigidez com que os dedos fecham e abrem, fazendo com que ele absorva os choques de maneira mais eficaz.

O desenvolvimento de uma única mão custou cerca de US$ 135 mil. Segundo o site Huffington post, o próximo passo é construir um robô com duas mãos deste tipo.


Fonte: Terra

Antiguidades são saqueadas no Egito



Um funcionário do depósito disse que os saqueadores afirmavam estar à procura de ouro.

Vários depósitos de antiguidades egípcias foram saqueados e tiveram peças furtadas ou danificadas, disseram funcionários e arqueólogos nesta segunda-feira, 31, em meio aos protestos contra o regime do presidente Hosni Mubarak.

Um grupo saqueou um depósito no museu Qantara, perto de Ismailia, cidade à beira do canal de Suez, segundo uma fonte da polícia turística. O local continha 3.000 objetos dos períodos romano e bizantino.

Muitas das peças haviam sido encontradas na península do Sinai por israelenses, depois da ocupação da região por Israel, na guerra de 1967. Só recentemente eles haviam sido devolvidos ao Egito.

Um funcionário do depósito disse que os saqueadores afirmavam estar à procura de ouro. O funcionário explicou que não havia ouro no local, mas os saqueadores não desistiram - quebraram alguns itens e levaram outros embora.

Um arqueólogo disse que depósitos perto das pirâmides de Saqqara e Abu Sir também foram saqueados.

"Em outros locais, guardas e moradores conseguiram repelir gangues de saqueadores", disse essa fonte.

Na sexta-feira, saqueadores invadiram o Museu do Cairo, sede de uma das maiores coleções mundiais de tesouros faraônicos. Duas múmias e várias estátuas foram danificadas, segundo as autoridades.


Fonte: Estadão

Adolescente cria "raio solar da morte" com 5,8 mil espelhos






O adolescente americano Eric Jacqmain, de 19 anos, mora no estado de Indiana, onde ele estava escondendo este raio da morte criado com 5,8 mil espelhos e que custou apenas US$ 90 para ser feito, até ser destruído em um incêndio.

Ele só teve que tirar a antena parabólica de 1,75m, alinhá-la para pegar um pouco da luz do sol, e então qualquer coisa que entrasse no “ponto focal” (que tinha cerca de um a dois centímetros de tamanho) pegava fogo instantaneamente. Como o raio da morte original de Jacqmain foi destruído, ele está fazendo um ainda maior, com 32.000 espelhos.


Fonte: Terra

Montanhista sobrevive a queda de mais de 300 metros em encosta na Escócia


Um montanhista escocês foi encontrado por equipes de resgate lendo um mapa após sobreviver a uma queda de mais de 300 metros apenas com escoriações leves.

Adam Potter, de 36 anos, perdeu o equilíbrio quando estava sobre o pico nevado da montanha Sgurr Choinnich Mor, no oeste da Escócia, a 1.094 metros acima do nível do mar, e caiu em uma encosta quase vertical.

Potter foi resgatado por um helicóptero da Marinha que participava de um treinamento nas proximidades e que foi deslocado para procurar o montanhista após a queda.

Para o tenente Tim Barker, que estava no helicóptero, o resgate do montanhista vivo “parecia impossível”.

“Começamos a sobrevoar a encosta e vimos este homem no fundo, de pé. Honestamente, pensamos que não podia ser ele, porque ele estava de pé, lendo um mapa. Acima dele na encosta havia uma série de rochas da altura de árvores”, disse Barker.

“Parecia impossível, mas refizemos o caminho desde o topo da montanha e, claramente, havia pedaços de seu equipamento em uma linha vertical por todo o caminho. Ele obviamente o perdeu durante a queda”, afirmou.

“Foi incrível. Ele deve ter literalmente ficado frente a frente às saliências das rochas enquanto caía, quase voando”, disse.


Gelo e neve


Potter, que sofreu apenas arranhões no rosto, fissuras em três costelas e ferimentos leves no ombro e no peito, disse que pretende voltar às escaladas em breve.

Ele afirmou à BBC que podia lembrar do momento do início de sua queda e dos instantes antes de atingir o solo.

“Eu estava escorregando no gelo e na neve, então tentei reduzir a velocidade, mas naquela altura estava muito difícil – ganhei velocidade muito rapidamente”, afirmou.

Segundo ele, sempre que parecia chegar ao final da queda, ele voltava a cair em um novo penhasco.

“Só pensava em parar, realmente. Não estava pensando em nenhuma experiência da minha vida ou algo do tipo”, relatou.

“No final, houve um pedaço no qual quase consegui parar, o que parecia fantástico, mas também podia ver o próximo penhasco. Quando eu caí nesse penhasco, temi um pouco pela minha vida”, afirmou.

Potter disse ter perdido a consciência ao fim da queda, mas que ao voltar a si, desorientado, tomou seu mapa para tentar descobrir onde estava.

“Não estava muito seguro sobre onde havia ido naquele dia, então estava tentando descobrir onde estava e como cheguei ali”, afirmou.

Potter lamentou que terá que cancelar uma nova escalada programada para o próximo fim de semana. “Talvez daqui a algumas semanas... Vou ver como ficam os meus ferimentos”, disse.

“Foi apenas uma pequena queda, que provocou mais quedas... Mas eu poderia ter escorregado na porta de casa”, afirmou.


Fonte: BBC

Cães são capazes de farejar câncer de intestino em fase inicial


Um estudo publicado nesta segunda-feira no site da revista médica British Medical Journal (BMJ) aponta que os cachorros são capazes de detectar câncer de intestino pelo olfato com grande nível de precisão, desde que doença esteja na fase inicial.

Com base nas pesquisas, os autores revelam a existência de componentes químicos correspondentes aos tipos de câncer específicos que circulam pelo corpo humano e que um cão é capaz de farejar.

Isto abriria, conforme uma equipe de analistas do Departamento de Cirurgia da Universidade de Kyushu, no Japão, a possibilidade de desenvolver testes para detectar a doença antes de alcançar outras partes do corpo.

Para chegar a esta descoberta, foi feita uma experiência com um cachorro labrador adestrado, que realizou durante vários meses testes de olfato entre os quais o de farejar mostras de sedimentos dos participantes.

As mostras pertenciam a 48 pessoas diagnosticadas com câncer de intestino e a 258 voluntários que não tinham a doença ou haviam tido câncer no passado.

Aproximadamente metade das amostras de voluntários procedia de pessoas com pólipos de intestino que, embora benignos, são considerados precursores de câncer de intestino.

Em 6% dos testes, uma de cada dez das mostras de sedimentos procede de pessoas afetadas com outros problemas intestinais, como doenças inflamatórias do intestino, úlceras, diverticulite e apendicites.

As de câncer de intestino foram extraídas de pacientes que padeciam de vários níveis da doença, entre os quais nas fases iniciais.

O cachorro identificou com sucesso quais eram cancerígenas, e quais não eram, em 33 de 36 testes e em 37 de 38 verificações a partir de sedimentos, com as maiores taxas de detecção entre as extraídas das pessoas que tinham a doença na fase inicial.

Isto equivale, segundo o estudo, a 95% de precisão, em geral, para as mostras e 98% no caso das dos sedimentos, frente aos resultados obtidos pelas colonoscopias convencionais.

Os analistas indicaram que no caso das mostras de fumantes e pessoas com outro tipo de problemas, nos quais poderia pensar que esses fatores interfeririam ou poderiam mascarar outros cheiros, não representaram nenhum problema para o cachorro.

O estudo mostrou que existem cheiros específicos discerníveis exalados pelas células cancerígenas do corpo, uma teoria apoiada por outras pesquisas que apontam os cachorros como capazes de farejar câncer de bexiga, pele, pulmão, mama e ovário.

Os autores admitem que a utilização de cachorros para detecção de câncer é pouco prática e cara. Eles acreditam que essa descoberta abre caminho para desenvolver um sensor capaz identificar componentes específicos.


Fonte: Terra

sábado, 29 de janeiro de 2011

Três corpos encontrados em Palhoça podem estar relacionados a rituais macabros

No local, há um galpão onde ocorriam rituais religiosos /Foto: Guto Kuerten


Os três corpos encontrados nos fundos de uma casa em Palhoça, na Grande Florianópolis, podem estar relacionados a rituais macabros.

No local onde a polícia encontrou as vítimas, havia um galpão com fotos de pessoas, material perfurante para vodu e peças de roupas.

No chão, pedras desenhavam uma estrela de cinco pontas. Em uma das extremidades, um colar de plumas negras descansava em cima de uma cadeira. Panelas e potes na manhã desta sexta-feira ainda guardavam animais vivos.

Os corpos foram localizados numa vala pela polícia a alguns metros desse galpão e estavam cobertos apenas por pedras e mato.

O repórter da RBS TV Naim Campos conversou com o delegado Atílio Gasparim Filho, responsável pelo caso. Atílio teria confirmado ao repórter a possível relação das mortes com os rituais.

A polícia chegou ao local após um dos supostos assassinos se apresentar à Polícia Civil confessando o crime.

Na tarde de segunda-feira, Daniel de Lima procurou a polícia em Gravataí (RS) por estar arrependido de participar da morte de três homens em Palhoça.

Depois de ouvir as declarações, os agentes gaúchos entraram em contado com a delegacia do município catarinense relatando a história.

Investigadores viajaram até o estado vizinho para buscar Daniel. O homem levou os policiais até uma residência perto da BR-101, na região do Morro do Cambirela, em Palhoça. Guiados pelo suspeito, os agentes localizaram os três corpos enterrados nos fundos de uma casa.

Edeson Flávio Ercego, conhecido como Índio, e Felipe de Souza Batista, moradores da residência, foram apontados como participantes dos assassinatos.

A polícia prendeu os três, em flagrante, por ocultação de cadáver. Segundo os homens, os corpos estavam no local desde a semana do Natal.


Área indígena


A área em que os corpos foram encontrados está em processo de demarcação, mas, administrativamente, já é considerada terra indígena pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

De acordo com o coordenador da Funai de Palhoça, Leonardo Werá Tupã, três famílias de índios guaranis vivem na região: a cacique Etelvina Fountoura, a família da filha da cacique e o Índio.

A Funai chegou a receber reclamações de que Índio tinha envolvimento com drogas e que trazia pessoas suspeitas à aldeia.

Quando foi à casa de Índio, ontem pela manhã, o coordenador da Funai disse que não havia nada na residência sobre rituais indígenas.

— Nada do que vimos ali constitui qualquer tipo de ritual indígena. Não sei que tipo de ritual que é, mas não há nada de nossa cultura— explica.

Segundo o Estatuto do Índio, indígenas não integrados à sociedade têm diferença na hora do julgamento.

Leonardo acredita, porém, que no caso do suspeito Índio, não haverá distinção, já que ele é considerado integrado à sociedade, além de já ter passagem pela polícia por uso de drogas.


Fonte: Diário Catarinense



Assassino confesso de Palhoça diz que procurou a polícia porque não conseguia dormir





Suspeito afirmou que matou a vítima a marretadas /Foto:Guto Kuerten


Dos três corpos encontrados nos fundos de uma residência em Palhoça, na Grande Florianópolis, um deles seria do Rio Grande do Sul.

É o que afirma o homem que confessou pelo menos um dos assassinatos e que se entregou na terça-feira à polícia.

— Custei a acreditar na história, parecia uma conversa de bêbado. Mas era verdade – revelou o chefe de investigações da 1ª DP de Gravataí, no Rio Grande do Sul, Jair Gonçalves.

Por volta das 14h desta terça, Gonçalves contou que foi procurado por Daniel de Lima, 22 anos, na delegacia. Visivelmente embriagado, Daniel dizia que há dias não conseguia dormir.

— Ele não falava coisa com coisa, disse que tinha procurado a Brigada e o haviam botado para correr.

Contou que, todas as noites, sonhava que levava uma marretada na cabeça, por isso não conseguia dormir, e então queria confessar que havia matado três pessoas e as enterrado em Santa Catarina.

Achei que era loucura, mas comecei a conversar, e vi que a história tinha algum fundamento — disse o policial.


Mortos a marretadas


Sem saber o nome das vítimas, Daniel narrou que matou dois deles a marretada, enquanto dormiam no chão. Depois, foi ao Fiesta vermelho no qual dormia o terceiro homem, também desferiu uma marretada e, como a vítima não morreu com o golpe, aplicou-lhe ainda uma machadada.

Em seguida, cavou uma cova e enterrou o trio. O crime teria ocorrido para roubar o automóvel, vendido posteriormente a um índio.

O crime teria ocorrido em 22 de dezembro. Daniel conta que, três dias depois, viajou para a casa de amigos no Bairro Cavalhada, em Gravataí. Mas a dor na consciência o fez procurar a polícia.

— Ele nos disse que recém havia conhecido os homens. Um tinha apelido de Gauchinho. O outro, um tal de Marcos, seria de Criciúma. O terceiro era um carioca — completou Jair.

Catarinense, Daniel não tem antecedentes policiais no Rio Grande do Sul e, até a manhã desta terça-feira, a polícia catarinense não havia confirmado se ele tinha passagens pelo sistema prisional.


Fonte: Zero Hora

Mortandade de peixes na Colômbia é atribuída a "fenômenos sobrenaturais"


Moradores de uma cidade no nordeste da Colômbia dizem que cerca de 2.000 peixes foram encontrados mortos desde a semana passada depois que um estranho objeto voador com luz intermitente foi visto por alguns segundos em um pântano da região.

O caso ocorreu na aldeia de El Llanito, na cidade de Barrancabermeja, onde muitos moradores observaram na última sexta-feira 21, um OVNI no céu, segundo a imprensa local, informou a DPA.

Pouco depois apareceram peixes mortos flutuando no pântano, mas ao contrário de casos semelhantes atribuídos à falta de oxigênio, desta vez todos apresentavam queimaduras nas escamas, segundo os habitantes de El Llanito.

De acordo com Magaly Gutierrez, líder de uma organização comunitária, o fenômeno durou cerca de 20 segundos e foi visto por muitas pessoas.

A rede de rádio RCN disse que os moradores da aldeia próxima de Puente de Sogamoso, no município de Puerto Wilches, relatou ter visto um objeto voador redondo se deslocando lateralmente no mesmo dia que começou a morte de peixes em El Llanito.

O presidente da Associação de Agricultores e Pescadores de El Llanito, Juan Tercero, disse que os peixes mortos apresentavam queimaduras e começaram a boiar depois do aparecimento das "luzes estranhas no pântano", segundo declarações publicadas pelo jornal "Vanguardia Liberal" de Bucaramanga.

Autoridades ambientais de Barrancabermeja se deslocaram em direção ao pântano para recolher amostras que revelem o que causou a morte dos peixes, de acordo com a RCN.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: El Universal


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Long Island, EUA: Vidente previu com meses de antecedência localização de corpos de vítimas de serial killer




Uma vidente previu onde uma vítima de um serial killer seria encontrada, nove meses antes da polícia desenterrar o cadáver, e mais os corpos de outras três mulheres em uma praia de Long Island, disseram fontes policiais.

Em abril, a vidente, contratada pela família de Melissa Barthelemy, 24, de Buffalo, viu "o seu corpo enterrado em uma cova rasa, próxima da água", disse a fonte policial. A vidente também disse que "havia uma letra 'G' relacionada."



Uma das vítimas, Melissa Barthelemy

No mês passado, os policiais descobriram os esqueletos das vítimas envolvidos em sacos de estopa na Gilgo Beach em Long Island .

A família enlutada notificou a polícia logo depois da previsão, mas não deu em nada. Barthelemy, que se mudou para o Bronx, desapareceu em 12 de julho de 2009.

A polícia de Nova York confirmou que sua mãe e sua filha receberam três ligações de seu celular, possivelmente do serial killer, e o rastreamento indicou que se originaram de Midtown Manhattan.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: New York Post

O misterioso sumiço das abelhas


Desaparecimento de inseto em colmeias preocupa os EUA e agora o Brasil; em SC, comissão investiga caso.

Há cerca de quatro anos, apicultores americanos, canadenses e europeus começaram a ter problemas com suas abelhas melíferas (Apis mellifera): elas estavam desaparecendo das colmeias.

O sumiço estava causando prejuízo tanto aos que viviam diretamente da polinização e do beneficiamento dos produtos de origem apiária quanto aos agricultores, que dependiam dos insetos nas lavouras.

"As colmeias tinham muita cria e poucas abelhas adultas. Destas, a maioria era recém-nascida, mas a rainha continuava presente", afirma o professor de genética na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, David D. Jong.

O mesmo está acontecendo em Santa Catarina, onde a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores (Faasc) recebeu tantas reclamações recentemente que criou uma comissão técnico-científica para estudar o assunto.

"As maiores queixas foram de apicultores do litoral sul e da Grande Florianópolis. A média de perda de colmeias relatada gira em torno de 30%", afirma Afonso Inácio Orth, professor do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e membro da comissão. Ele explica que sempre há uma perda no manejo das colmeias, algo entre 5% e 15% - 30% é muito.

Nos EUA, a "doença" do desaparecimento das abelhas foi diagnosticada como Colony Collapse Disorder (CCD). As abelhas deixam para trás cria, mel e tudo o que produzem. O curioso é que nas colmeias atacadas não se veem abelhas mortas; nem dentro, nem ao redor.

Algumas possíveis causas já foram apontadas, como o uso de novos inseticidas, aparição de vírus, problemas com a variabilidade genética, falta de alimentos adequados, fungicidas que afetam a alimentação das abelhas e a intensidade no manejo das colmeias, que são transportadas e alugadas para a polinização de lavouras em todo o País.

Ácaros como o Varroa destructor e protozoários como a Nosema, conhecidos dos pesquisadores, também foram cogitados.

Mas a abelha africanizada usada no Brasil, surgida a partir da mistura de uma subespécie europeia e uma africana, é mais resistente a doenças do que as europeias e não precisa de tratamento com fungicidas e, em condições normais, resiste ao ácaro.

"Não podemos afirmar que seja o mesmo problema que ocorre nos EUA, mas os sintomas são bem parecidos", diz Orth.

Polinização e mel. De acordo com David D. Jong, o desaparecimento de abelhas já é um fenômeno mundial e pode causar danos à agricultura.

"Nos EUA, no auge dos relatos, o aluguel de uma colmeia para polinização passou de US$ 40 por mês para algo entre US$ 150 e US$ 200."

Ele lembra que o Estado da Califórnia é totalmente dependente da polinização dirigida na produção de frutas e que só as plantações de amêndoa da Califórnia mobilizam 1,4 milhão de colmeias na florada.

Em Santa Catarina, os preços também dispararam na safra do ano passado. "Quem contratou de última hora pagou R$ 75 por uma colmeia que até ontem era alugada a R$ 45 por florada", afirma Orth.

Santa Catarina foi pioneira no uso profissional das colmeias para a polinização das macieiras. Hoje são utilizadas cerca de 120 mil colmeias para isso, de acordo com Orth.

O Estado produziu, na última safra, 700 milhões de toneladas de maçãs, mais de 50% da safra do sul do País, de 1,2 bilhão de toneladas.

Segundo Nézio Fernandes de Medeiros, presidente da Faasc, os apicultores que perderam abelhas ficaram desesperados.

"Quem sente mais depressa são os que vivem diretamente dos produtos. Há 30 mil famílias que dependem da produção de mel. A perda estimada foi de 6 mil toneladas do produto no ano passado", disse ele.

A boa notícia é que as abelhas, que vivem cerca de 30 dias, se reproduzem rapidamente: cada uma pode por até 3 mil ovos por dia, em média.


Fonte: Estadão



Pesquisa de próteses intuitivas é esperança para pacientes de amputação

Mão humana dispõe de 17 mil sensores: uma meta para neuroprotéticos


Cientistas do Instituto Fraunhofer caminham em direção a um antigo sonho: recuperar funções corporais e sensoriais por meios tecnológicos. Acoplamento ao sistema nervoso e biocompatibilidade ainda são grandes desafios.

Em um filme de ficção científica, é bem simples: o herói perde o braço no duelo de armas-laser e recebe, no ato, a peça de reposição.

Ela não só tem a aparência exata do original humano, como funciona pelo menos tão bem quanto o mesmo.

Na realidade, acoplar diretamente peças eletrônicas ao sistema nervoso humano é um empreendimento dificílimo.

Mas que começa a funcionar, abrindo perspectivas totalmente inéditas, afirma o professor Klaus-Peter Hoffmann, do Instituto Fraunhofer de Tecnologia Biomédica em Sankt Ingbert, no estado alemão do Sarre.

"A nova abordagem é que prótese deve ser capaz de ser manipulada intuitivamente", aponta o cientista.

Até o momento, um paciente com o braço amputado precisa aprender e treinar penosamente a movimentação de sua prótese.

A tensão e distensão consciente de um músculo remanescente funcionam como uma espécie de interruptor.

A prótese traduz, então, os ínfimos impulsos elétricos resultantes em um determinado comando: segurar, girar ou abrir a mão, por exemplo.


Movimento e tato


Mas, com o novo controle intuitivo, tudo ficará muito mais simples, anuncia Hoffmann. "O paciente só precisa iniciar um movimento, desses que fazemos sem pensar, e a prótese realiza esse movimento."

Porém o diretor do departamento de técnica médica e de neuroprotética valoriza também um segundo aspecto, até então muito negligenciado nas próteses: o sensorial, a recuperação do sentido do tato.

"Dispomos de 17 mil sensores na mão, que medem temperatura, força e similares; sem olhar, sabemos qual é a disposição dos dedos no espaço.

Essas são informações de que o paciente também precisa, é claro", explica Klaus-Peter Hoffmann.

A meta de longa prazo seria um feedback, o mais diferenciado possível, da prótese para o cérebro, diz Hoffman.

Para o futuro mais próximo, ele já estaria satisfeito de poder instalar uma centena de sensores em sua prótese, cujos sinais seriam transmitidos ao sistema nervoso.




Modelos modernos de prótese de mão



Questões de biocompatibilidade


A contribuição especial do cientista para o campo da prótese biônica são micro-eletrodos ultradelgados, capazes de se conectar com as fibras nervosas, criando, por assim dizer, uma interface entre ser humano e máquina.

Os elétrodos se compõem do polímero poliimida e platina. Como se trata de uma tecnologia ainda muito nova, não se sabe de que modo o corpo reagirá a longo prazo a uma implantação dessas. Klaus-Peter Hoffmann vê aqui uma demanda de pesquisa.

"As questões de biocompatibilidade são muito importantes, pois um sistema tecnológico como esse não participa do metabolismo, não cresce, e isso gera vários problemas que dificultam o avanço, a partir daqui."

Além disso, a neuroprotética ainda é um campo novo, e os processos de licenciamento para sua prática clínica ainda são extremamente demorados.



Fonte: Deutsche Welle


Queniana enfrenta fama de 'amaldiçoada' após ter 6 pares de gêmeos

Gladys Bulynia vive sozinha com 10 de seus 12 filhos gêmeos


A maioria das mulheres teria dificuldades em lidar com seis pares de gêmeos, mas para a queniana Gladys Bulinya isso é ainda mais complicado – em seu país, muitas pessoas creem que o nascimento de gêmeos é uma maldição.

Sua família não quer mais contatos com ela e até seu marido a deixou após o nascimento do sexto par de gêmeos, temendo que ela estivesse amaldiçoada.

Bulynia, de 35 anos, vive sozinha com 10 de seus 12 filhos em uma casa de sapé de um cômodo a poucos quilômetros do lago Victoria.

Sentada em frente à pequena casa no vilarejo de Nzoia, ela conta que seus primeiros filhos, John e James, nasceram em 1993.

Ela explica que ficou grávida quando ainda era uma estudante secundarista, mas seu namorado era jovem demais para se casar com ela. Sua família então ordenou que ela deixasse os bebês no hospital local para adoção.

Eles explicaram a ela que o povo Bukusu, ao qual sua família pertence, acredita que os gêmeos trazem azar e que, a não ser que ao menos um deles morra, isso significa morte certa para um ou para ambos os pais.

A tradição Bukusu de eliminar o segundo gêmeo não é mais praticada, apesar de casos ocasionais de infanticídio ainda serem registrados em áreas rurais do oeste do Quênia.


Expulsão


Por sorte, diz Bulynia, quando o pai de seu namorado soube que os gêmeos haviam sido abandonados, ele os tomou e vem cuidando de ambos desde então. Ele é de um grupo étnico diferente, os Kalenjin.

Mas seus problemas não acabaram aí. Cinco anos depois ela se apaixonou e se casou com um professor de escola primária.

Ela vivia com a família do marido quando deu à luz seu segundo par de gêmeos, Duncan e Dennis.

Temendo que ela trouxesse a eles um mau agouro e que alguém da família morresse, seus sogros a expulsaram de casa.

“Fui colocada em um mototáxi com meus gêmeos e mandada para a casa do meu pai”, conta ela.

Sua família, porém, teve pouca simpatia por ela. Novamente temendo que ela estivesse amaldiçoada, seus pais não permitiram que ela ficasse na casa da família.

Em vez disso, eles rapidamente arrumaram um novo casamento para ela, com um homem 20 anos mais velho.

O homem concordou porque já não esperava se casar em sua idade.

Mas outros gêmeos vieram. “Mercy e Faith nasceram em 2003, Carren e Ivy em 2005, e Purpose e Swin em 2007”, conta Bulyinia.

Mas foi a chegada de Baraka e Prince, no ano passado, que levou o marido a deixá-la.

“Eu agora tenho que fazer vários trabalhos para alimentar meus dez filhos, porque eu não sei onde ele (o marido) está, e mesmo se ele estivesse por perto, estaria muito velho para trabalhar”, diz.


Ração de milho


Algumas das crianças mais velhas frequentam a escola local. As meninas de cinco anos se revezam para cuidar de Baraka e Prince, de cinco meses, enquanto sua mãe está fora cuidando de jardins ou lavando roupas para os vizinhos.

Dennis, de 11 anos, recebeu uma bolsa para frequentar uma escola privada próxima, enquanto seu irmão gêmeo, Duncan, cuida da criação de gado de um professor aposentado.

Duncan recebe uma ração mensal de milho como pagamento por seu trabalho, e isso é o que alimenta o resto da família.

Apesar de ajudar a família com a bolsa a Dennis, a diretora da escola St Iddah Academy critica a mãe.

“Esta senhora deveria ter feito uma esterilização após descobrir que os homens a estavam usando e descartando”, afirma Margaret Khanyunya.

Bulynia diz que não se arrepende de nada e que considera seus filhos como “uma bênção de Deus”.



Bulynia admite ter feito esterilização sob relutância após sexto parto


Mas ela admite que passou, sob relutância, por uma esterilização, por não poder lidar com mais nenhuma criança. “Foi contra o desejo de minha igreja”, conta.

“Sou católica. Quando tomei a decisão, pedi o perdão de Deus. Estou segura de que Deus entende e vai me perdoar por fazer isso”, disse.

O que realmente a deixa contrariada, ela diz, é a ausência de seus gêmeos mais velhos, hoje com 17 anos.

Ela chora ao relatar seu último encontro com os filhos, há dois anos, quando eles foram circuncidados, em uma cerimônia que marca o rito de passagem da adolescência à vida adulta.

Na cerimônia, cada pai precisa entregar o filho para os anciões da comunidade fazerem a circuncisão.

“Fui convidada ao evento e me pediram duas vezes para apontar meus filhos entre o grupo de 30 garotos”, diz.

“Nas duas vezes apontei para os garotos errados, e meu coração ainda aperta a cada vez que penso naquele dia.”


Fonte: BBC

Observatório astronômico confirma queda de meteoritos na Bahia

Fragmentos de meteorito foram encontrados em Feira de Santana (Foto: Divulgação/Universidade Estadual de Feira de Santana)

Fragmentos foram achados em dezembro por moradora de Feira de Santana. Astrônomo disse que é o primeiro reconhecimento oficial do fato na cidade.

O Observatório Astronômico Antares, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), constatou, na quarta-feira (26), que o material encontrado por uma moradora no início de dezembro na cidade se trata de meteorito.

"A agricultora vive na zona rural da cidade e encontrou dezenas de fragmentos de meteorito durante um passeio matinal.

Ela estranhou aqueles objetos, que ela nunca tinha visto antes, e retornou para pegá-los", disse Paulo Poppe, astrônomo e diretor do observatório.

De acordo com o astrônomo, a moradora prefere o anonimato, e encaminhou os fragmentos para o observatório.

"Fizemos a análise do material e confirmamos que se trata de meteorito. Este é o primeiro caso confirmado de registro de queda de meteorito em Feira de Santana. O que não podemos afirmar é a data em que ocorreu a queda, já que a moradora não se preocupou em anotar isso", afirmou Poppe.

O diretor do observatório, "os objetos poderão ser formalmente doados para a universidade ou devolvidos após a pesquisa. Neste caso, um dos exemplares será levado para o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde será catalogado no setor meteorítico."


Dezenas de meteoritos foram encontrados em dezembro de 2010 (Foto: Divulgação/Universidade Estadual de Feira de Santana)


Poppe disse que os meteoritos podem ser classificados em três categorias: os rochosos, os ferrosos e os mistos (rocha e ferro).

"O primeiro é o mais comum e é registrado em 95% dos casos de queda. O ferroso aparece em 5% das estatísticas, seguido do misto, que representa apenas 1% dos registros."

O astrônomo informou ainda que os meteoritos, por conta do atrito como ar, fica incandescente e produz o fenômeno luminoso chamado popularmente de "estrela cadente".

"A maioria destes corpos se desintegra totalmente na atmosfera. Não é possível dizer que a região é rota de queda de meteorito ou algo semelhante. Pode ser que tenha ocorrido outros casos sem que tenham sido notificados. O Brasil tem uma área continental e por isso é difícil saber quantas quedas de meteoritos podem ter ocorrido no país. Temos informações de cerca de 60 casos em território brasileiro."


Meteorito ao lado de uma moeda de R$ 0,10 no local onde foi encontrado (Foto: Divulgação/Universidade Estadual de Feira de Santana)


Outro caso registrado na Bahia ocorreu em 1784, em Bendengó, na cidade de Monte Santo (BA). O meteorito foi transportado em 1887/1988 para o Museu Nacional, por iniciativa de Dom Pedro II, de acordo com informações do ObservatórioAstronômico Antares.


Fonte: G1

Pedra intriga arqueólogos gaúchos

Inscrições rupestres diferem dos registros encontrados no Estado, pelo formato da arte feita em alto-relevo


Há mais de 40 anos, uma pedra com aproximadamente 30 quilos e 35 centímetros de largura está exposta no segundo piso da casa de máquinas da Usina Hidrelétrica de Itaúba, localizada entre os municípios de Pinhal Grande e Estrela Velha.

Até então, ela pouco chamou atenção dos visitantes, mais interessados em conhecerem a estrutura construída para a geração de energia.

Aos olhos de leigos, as inscrições constantes no bloco arenítico são, no máximo, curiosas. Para pesquisadores da área, no entanto, pode se tratar de um achado arqueológico importante para todo o Estado.

As inscrições existentes na chamada Pedra da CEEE, em uma análise inicial, podem ter mais de 5 mil anos.

Possivelmente se trata de um exemplo de arte rupestre que difere, contudo, dos demais encontrados no Rio Grande do Sul, por ser em alto-relevo e apresentar uma simetria que chama a atenção.

De acordo com o assistente da Divisão do Sistema Jacuí, Ademar Santos da Rosa, que também foi morador das proximidades do lugar onde a pedra foi encontrada por operários, esse material foi colocado em exposição unicamente por fazer parte da história da construção da barragem.



Ademar: “Sempre achamos curioso“


“Sempre achamos esse bloco curioso, mas não havíamos nos dado conta do legado histórico deixado por ele”, afirma. Intrigado, Ademar garante que solicitará cuidados redobrados no manuseio da pedra.

“Devemos levar em consideração que ela pode ser uma chave para nosso passado. Como filho da terra, isso muito me orgulha”, justifica.


DÚVIDAS


Para a professora da Universidade da Região da Campanha (Urcamp – campus Alegrete), Taís Vargas Lima, doutora em Arte Rupestre, uma série de dúvidas recai sobre essa pedra.

“Assim que recebi a fotografia desse bloco, entrei em contato com vários especialistas. É unânime, pelo menos por enquanto, que temos em mãos um dado importante sobre o passado. Porém, não conseguimos definir sua procedência. Precisamos realizar análises e, sobretudo, aplicar a técnica científica para chegarmos às respostas que buscamos”, frisa.


Conforme Taís, a maioria das inscrições rupestres são em baixo-relevo e não em alto, como se pode observar na pedra. “Ela tem formas que instigam pela simetria”, reforça. São conjuntos duplos em relevo uniforme em pedra arenítica que poderiam, talvez, representar uma contagem de tempo rudimentar.

Também poderiam ser um emblema religioso itinerante entre as sociedades, entre várias outras formas de interpretação. “O fato é que as pessoas que fizeram não deixaram informações a respeito em nosso tempo. Por isso, há que se ter muito cuidado com qualquer conclusão precipitada. Mas fica o registro do fato nobre desse achado”, explica.

A pesquisa se encontra, apenas, na fase inicial. No entanto, é possível afirmar que é muito pouco provável se tratar de algo natural.


Fonte: GAZ

Morcegos inspiram sistema de geolocalização de robôs


Engenheiros e pesquisadores do instituto Virginia Tech, nos Estados Unidos, procuram no sistema ultrasônico de localização dos morcegos uma inspiração para novas tecnologias para desenvolvimento de veículos e robôs.

A grande maioria dos morcegos utiliza a técnica de ecolocalização para se encontrar no escuro da noite.

Ondas ultrasônicas são emitidas pelos mamíferos e por meio do sinal recebido de volta, eles conseguem "enxergar" o que há pelo caminho.

As máquinas usam esse tipo de expediente, há quase um século copiado justamente dos morcegos, em muitas tecnologias.

Os sonares, por exemplo, usam ondas sônicas (daí o nome) para localização. Os radares usam o mesmo princípio, mas substituem o som por ondas de rádio.

Há sistemas que fazem a mesma coisa com luz normal, não coerente, e com laser. O sistema "bate-e-volta", portanto, não é nenhuma novidade.

O problema é a velocidade de processamento. Atualmente, os sistemas deste tipo utilizam técnicas com lasers, sonares ou mesmo câmeras de vídeo.

Essas tecnologias produzem uma quantidade muito grande de dados, o que pode ser um problema computacional para placas muitas vezes pequenas.

Como os morcegos conseguem calcular rapidamente os dados que adquirem, os pesquisadores acreditam que os computadores também podem.

O site PopSci conta que, após estudar os bichinhos, os biólogos estão descobrindo que o formato das orelhas desses animais tem especial importância na recepção do som e na percepção do ambiente.

Assim, de acordo com o professor Rolf Mueller, do departamento de engenharia mecânica do Virginia Tech, este formato pode ser imitado para desenvolver sistemas autônomos de locomoção que "tiram água da pedra" e podem fornecer uma "descrição sônica" mais rica do ambiente sem muito processamento.

Os estudos continuam e Mueller acredita que o ponto principal para o desenvolvimento de sistemas autônomos mais simples é o entendimento da evolução dos morcegos e de seus meios de localização no ambiente.

Mais detalhes do trabalho dos pesquisadores podem ser obtidos na publicação da revista do Virginia Tech, pelo link goo.gl/Sc1TF.


Fonte: Terra

Homem moderno emigrou da África há menos de 100 mil anos, diz estudo


O Homo sapiens emigrou da África há menos de 100 mil anos, isto é, muito antes do que se pensava até agora, revelam ferramentas descobertas na península arábica, segundo trabalho que será publicado na edição desta sexta-feira (28) da revista científica americana Science.

A presença do homem moderno na península arábica pode remontar a 125 mil anos, segundo a equipe internacional de pesquisas chefiada por Hans-Peter Uerpmann, da Universidade Eberhard Karls em Tübingen, Alemanha.



O pesquisador Hans-Peter Uerpmann, da Universidade Eberhard Karls em Tübingen, Alemanha

Sítio arqueológico de Jebel Faya, nos Emirados Árabes Unidos


O período no qual o homem moderno começou a emigrar do continente africano e a cronologia de sua dispersão pelo Mediterrâneo e ao longo da costa da península arábica têm sido tema de debate há tempos.

No entanto, a maioria dos vestígios e rastros descobertos até o momento levava a crer que esta migração teria ocorrido há 60 mil anos.

A equipe de cientistas, chefiada por Simon Armitage do Royal Holloway da Universidade de Londres, descobriu um conjunto de ferramentas no sítio arqueológico de Jebel Faya, nos Emirados Árabes Unidos, em particular objetos de sílex talhados em ambos os lados para cortar ou cavar, machados sem empunhadura e raspadeiras.

Os cientistas começaram a escavar em 2003 e inicialmente encontraram artefatos da Idade do Ferro, do Bronze e do Neolítico, mas depois descobriram estas ferramentas que remontam ao Paleolítico médio, período que se estende de 300 mil até 30 mil anos atrás.

Os arqueólogos recorreram a uma técnica chamada luminiscência por estímulo óptico, que permite medir há quanto tempo um objeto não está exposto à luz. Assim determinaram que estas ferramentas de pedra remontam a um período que vai de 100 mil a 125 mil anos.


Fonte: UOL

Hadrossauro sobreviveu à extinção de dinossauros, diz estudo


A crença que prevalece é de que os dinossauros desapareceram aproximadamente 65 milhões de anos atrás, depois da colisão de um asteroide contra a Terra, causando condições extremas como o desaparecimento do sol e a morte da vegetação.

Mas uma equipe da Universidade de Alberta (Canadá) diz que há animais que sobreviveram mais de 700 mil anos depois do impacto.

Ao usar um novo método de datação à base de urânio (U-Pb, sigla em inglês de "uranium lead") em um fóssil de hadrossauro encontrado no Novo México, o grupo chegou à conclusão que os dinossauros não sumiram da face da Terra por causa do asteroide.

De acordo com Larry Heaman, do Departamento de Ciências Terrestres e Atmosféricas da universidade, os pesquisadores consideraram várias razões que explicariam por que o hadrossauro sobreviveu à extinção em massa de dinossauros no fim do período Cretáceo.

Heaman supõe que a vegetação não tenha sumido em algumas áreas, o que possibilitou a sobrevivência de hadrossauros, que se alimentam de plantas.

Ele também acredita que se for aplicado a nova técnica de medição nos fósseis encontrados, o meio científico pode ter que revisar a tese da extinção dos dinossauros.


Fonte: Folha.com

Descoberta nova espécie de lobo na África


Animal avistado na Eritreia, na Etiópia, é uma nova espécie de lobo africano


Cientistas provaram que o misterioso animal conhecido como o chacal egípcio (Canis aureus lupaster) diversas vezes confundido com o chacal-dourado (C. aureus) não é uma subespécie de chacal e, sim, de lobo-cinzento.

A descoberta, publicada nesta semana na revista PLoS One e realizada por cientistas das univeridades de Oxford (Inglaterra), de Oslo (Noruega) e de Addis Abeba (Etiópia), mostrou que o lobo-cinzento chegou à África 3 milhões de anos antes de se espalhar pelo Hemisfério Norte.

O novo lobo é parente do lobo-cinzento do Holártico (refere-se aos habitats encontrados em todo os continentes do norte do mundo como um todo), do lobo indiano e do lobo do Himalaia.


Anúbis, o deus egípcio dos mortos, é na realidade um lobo


O professor David Macdonald, um dos autores do estudo, disse: "Um lobo na África não só é uma notícia importante sobre conservação, mas levanta questões biológicas fascinantes sobre como o novo lobo africano evoluiu e viveu paralelamente não somente com os reais chacais-dourados, mas também com o raro lobo etíope, o qual é uma espécie totalmente diferente que a nova descoberta, e não deve ser confundida".


Fonte: Terra

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Gorila que caminha como um homem filmado no jardim zoológico de Kent




Um gorila de dorso prateado chamado Ambam se tornou uma sensação na internet depois de ter sido filmado andando sobre as patas traseiras.

Mais de 150.000 pessoas já viram o clipe no YouTube, onde o animal de 21 anos aparece passeando no Port Lympne Wild Animal Park em Kent. Um segundo clipe de Ambam já foi postado no site de compartilhamento de vídeo.

Phil Ridges, tratador do gorila, disse: "Bitam, pai de Ambam, exibia o mesmo comportamento se tivesse um punhado de comida para levar.

"Ambam também tem uma irmã, Tamba, e uma meia-irmã, que também às vezes caminha de pé da mesma maneira.

Todos os gorilas podem fazê-lo até certo ponto, mas não temos nenhum que faça isso como Ambam, e ele é uma grande Celebridade no parque".

"Nós pensamos que ele pode usar isso para obter uma vantagem de altura olhando por cima do muro quando os tratadores vem para alimentá-lo, e de pé, também ajuda na procura de alimentos em geral, uma vez que lhe dá um ponto de observação melhor".

"Ambam pode levar muito mais comida usando as duas mãos e também não molha as mãos quando está chovendo."

Ambam nasceu no parque Port Lympne de Howletts, em 1990. Ambos os parques são dedicados a proteger as espécies raras, e são geridos por uma instituição de caridade internacional de conservação chamada Fundação Aspinall (TAF).

A TAF é pioneira na conservação dos gorilas, tanto no Parque de Kent, como na recuperação e reabilitação de gorilas no Congo e no Gabão, onde protege mais de 1 milhão de hectares de um ecossistema único.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: Telegraph

Círculo de colheita aparece na Indonésia


Milhares de curiosos estão se reunindo em Sleman, Yogyakarta, na Indonésia central, para olhar um círculo de colheita em um campo de arroz.

Embora claramente desenhado por humanos - parece uma intrincada flor - o círculo de 70 metros de largura, tem atraído tanto a atenção, que a polícia bloqueou a área com fita amarela. Os moradores começaram a cobrar taxas de entrada.

A comunidade de ufólogos, que inclui cerca de 1.200 pessoas, tanto da Indonésia e do exterior, acredita que o círculo foi criado por seres extraterrestres e seus OVNIs.

"Esse fenômeno nunca foi visto antes na Indonésia," disse Nur Agustinus, co-fundador da comunidade ufológica da Indonésia.

Guntur Purwanto, chefe da vila de Jogotirto no distrito de Sleman, disse que o círculo apareceu no meio dos arrozais verdes no fim de semana.

Entre aqueles que vieram na terça-feira e ofereceram opiniões estavam funcionários da agência espacial da indonésia, astrônomos conceituados e funcionários da agência nuclear. Todos concordam que não foi deixado por um OVNI.


Tradução: Carlos de Castro



Fonte: AOL/The Jakarta Post

Arqueólogo-chefe egípcio insiste em devolução de busto de Nefertiti


Encontrada numa escavação financiada pela Alemanha em 1912, a peça de mais de 3 mil anos de idade é alvo de prolongada disputa. Até agora todas as exigências foram ignoradas, não sendo reconhecidas como pedido oficial.

O Conselho Supremo de Antiguidades do Egito voltou a exigir que a Alemanha devolva o busto da rainha Nefertiti.

Uma carta nesse sentido foi enviada à Fundação Patrimônio Cultural Prussiano (SPK), em cujo poder a peça se encontra.

Seu signatário é Zahi Hawass, diretor do órgão sediado no Cairo, acentuando que o primeiro-ministro do país, Ahmed Nazif, apoia a exigência.

O ministro alemão da Cultura, Bernd Neumann, replicou não haver recebido, até esta segunda-feira (24/01), nenhum pedido oficial de devolução da Nefertiti.


Zahi Hawass (centro) apresenta descoberta arqueológica no Egito


Existe realmente uma carta de 2 de janeiro de 2011, endereçada à SPK, porém não se trata de um requerimento oficial do governo egípcio: a única assinatura que consta é a de Hawass, declarou o chefe de pasta alemão.


Fraude arqueológica?

O busto colorido da rainha Nefertiti conta mais de 3,3 mil anos de idade. Ele foi encontrado, juntamente com outros tesouros da Antiguidade, pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt em 1912, durante escavações em Tell el-Amarna.

Como era de praxe na época, uma metade dos achados permaneceu no Egito, enquanto a outra – inclusive o busto de Nefertiti – foi enviada para a Alemanha, que organizara e financiara as escavações arqueológicas em questão.

Hawass acusa Borchardt de haver ludibriado o Serviço de Antiguidades do Cairo. Para ocultar o verdadeiro valor do busto, o alemão o haveria coberto de argila. Segundo o arqueólogo, esse fato torna seu país o "proprietário de direito" da escultura.


Sucesso de público


O Patrimônio Cultural Prussiano, por sua vez, rechaça qualquer intenção fraudulenta por parte de Borchardt.

Tanto o Ministério da Cultura quanto o das Relações Exteriores da Alemanha confirmam que a Nefertiti é propriedade da SPK, com base na partilha de achados arqueológicos realizada na época.

A presente carta do arqueólogo-chefe egípcio em nada altera este fato, afirmou o porta-voz do ministro Neumann.

Tal posicionamento é compartilhado pelo presidente da SPK, Hermann Parzinger. Por outro lado, ele anunciou que responderá ao Conselho de Antiguidades egípcio fazendo uma oferta de parceria. Esta permitiria às duas instituições realizar exposições conjuntas e intensificar a cooperação.

A famosa imagem da rainha egípcia, esposa do faraó Akhnaton, data do século 14 antes de Cristo, e faz parte de uma lista de objetos por cuja devolução Hawass se bate, há anos.

Contudo, até agora, a Alemanha indeferiu todos os pedidos não oficiais do chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

O busto de Nefertiti é feito de calcário e revestido de estuque. De extraordinária beleza, ele é estimado em 300 milhões de euros, e está exposto no Neues Museum (Novo Museu) de Berlim, onde é uma das atrações principais, ao lado da estátua de bronze do "Garoto de Xanten", e do assim chamado "Chapéu de Ouro Berlinense". Reaberto em outubro de 2009, o museu recebeu um total de 1,14 milhão de visitantes em 2010.


Fonte: Deutsche welle



Criatura estranha assusta população em Tonalá, México


Como um rastilho de pólvora corre o rumor da suposta aparicão de um animal noturno denominado "cadejo", causando pânico nos habitantes que escutam falar dele.

Segundo as autoridades, que investigam o caso, isso está acontecendo na periferia da cidade, a população acredita que é uma "bruxa", que se transforma em um animal maligno, causando medo e ansiedade, principalmente nas comunidades próximas de Congreso.

Os comentários começaram no dia 13 de manhã, quando os habitantes das praças de San Francisco disseram ter visto o animal, que é do tamanho de um lobo, com olhos muito vermelhos, que apareceu à meia-noite.

O temor aumentou depois que a informação foi espalhada por centenas de telefones celulares. De acordo com "especialistas", é uma bruxa que se transforma no temível animal e não poderia retornar à realidade, depois de ter feito um trabalho de magia negra que não deu resultado.

Segundo as versões iniciais, viram um animal como um cão muito grande, com olhos brilhantes como brasa, e formas femininas.

As autoridades recomendam que ao ouvir sobre a aparição de uma bruxa, considerem que é uma lenda ou um boato criado pela própria sociedade, que se confunde com a realidade, porque até agora não se sabe sobre o paradeiro deste animal.


Muitos têm o conhecimento, que o "cadejo" é um animal lendário da mesoamérica, lenda difundida em áreas rurais e até mesmo em áreas urbanas de todo o país; especialmente em áreas mais isoladas, onde não há luz elétrica, se diz que é um cão mítico que normalmente aparece aos que vagueiam à noite e ao qual são atribuídos poderes misteriosos.

Este animal acompanha o homem em todas as suas viagens solitárias na noite, e na versão dos dois "cadejos", o branco protege e defende contra os espíritos do mal, encarnados no "cadejo negro", cor tenebrosa que simboliza a morte, em todos as suas manifestações.

No entanto, esses comentários, verdades ou mentiras, amedronta muitos, que optaram por dormir cedo e não sair à noite por medo e incerteza.



Tradução: Carlos de Castro



Fonte: El Heraldo de Chiapas
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