terça-feira, 16 de agosto de 2011

Réptil marinho gigante põe Angola na história da Paleontologia

Réptil marinhos gigante. (Projeto paleoAngola)


Português da Universidade Nova de Lisboa integra equipe PaleoAngola.Um fóssil de um réptil marinho gigante foi descoberto pelo investigador brasileiro José Luiz Neves, na orla marítima da barra do Kwanza, em Angola, segundo divulgou a agência angolana Angop.

Segundo o cientista, o fóssil pertence a um dos maiores predadores de todos os tempos, com pelo menos dez metros de comprimento e em vida pesava mais de dez toneladas.

“Sinto-me extremamente agraciado por essa descoberta e serve como retribuição ao país que me acolheu de braços abertos para colaborar no seu desenvolvimento”, referiu Neves, sublinhando que agora “Angola entra para a história da Paleontologia, colaborando para desvendar o passado remoto do Planeta Terra e ajuda a escrever a sua história”

Encontrado a 170 quilômetros de Luanda, Entre-Os-Rios Kwanza e Longa, de acordo com o perito, até o momento, esse pliossáurio será o primeiro fóssil de réptil marinho na África, tendo sido outros espécimes encontrados na Inglaterra, na Noruega, na Austrália e no Alasca.

Especialista na área ambiental, com mais de 27 anos de trabalho na área petrolífera, José Neves localizou o fóssil do réptil gigante marinho em Março, quando passeava com os filhos e, ao mesmo tempo, realizava pesquisas para o projeto de mestrado sobre fitoplânctons (seres marinhos microscópicos).

O investigador encontrou fósseis de gastrópodes, artrópodes, belemnites, nautilos, bivalves, um pequeno mamífero primitivo por identificar, peixes, e outros animais.

Essas descobertas dão uma visão real de como foram as eras eco e paleofauna, no final do cretáceo, quando a América do Sul já estava separada da África, com o oceano Atlântico banhando os dois continentes, segundo o investigador.

Já foram dados os passos para o registro das descobertas e contatos foram feitos com o Museu Nacional de História Natural e com o projeto PaleoAngola, que integra o português Octávio Mateus, da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, para que se possa agregar estas descobertas às importantes pesquisas já feitas anteriormente.




Fonte:
Ciência Hoje

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