Os Estados Unidos lançaram esta terça-feira pela terceira vez ao espaço
seu avião futurista X-37B, um pequeno dispositivo teleguiado que os
especialistas pensam que poderá dar início a uma nova era de espionagem.
O longo veículo, de 8,9 metros, foi lançado por um foguete Atlas V à
01h03 local (16h03 de Brasília) de Cabo Cañaveral, na Flórida, em uma
missão sobre a qual a força aérea americana deu pouquíssimos detalhes.
A United Launch Alliance, uma empresa conjunta entre a Boeing e a
Lockheed Martin, ofereceu em troca ao vivo e em streaming imagens da
decolagem em sua página na internet e afirmou que a missão apoiaria "a
experimentação espacial".
O exército americano descreveu o programa X-37 B como uma forma de por à
prova "tecnologias para uma plataforma de testes espaciais confiável,
reutilizável e não tripulada", depois da retirada do programa de ônibus
espaciais da Nasa.
A natureza secreta do equipamento do X-37B levou à especulação na mídia
sobre os objetivos da missão, com alguns especialistas apontando que a
Força Aérea americana está buscando novas formas de espionagem.
Especialistas em temas espaciais acreditam que o pequeno veículo, com
capacidade para voltar à Terra e retornar mais uma vez ao espaço,
poderia ser o último grito em programas de espionagem e ser usado
potencialmente para interferir com satélites de países rivais.
A China mostrou recentemente grande interesse no espaço, tornando-se a
terceira nação depois dos Estados Unidos e da antiga União Soviética a
enviar seus próprios satélites em uma prova interpretada por Washington
como uma advertência.
Esta é a segunda missão do X-37 B original, que foi lançado ao espaço
em 2010 no programa inaugural de voo e permaneceu em órbita durante mais
de meio ano.
Um segundo X-37B retornou à Terra em junho após orbitar durante 469
dias em um teste que foi além da intenção inicial de voo da nave,
estimada em 270 dias.
O projeto X-37 B foi lançado pela agência espacial da Nasa em 1999 e
adotado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançados do Pentágono, que
projeta novas tecnologias militares para os Estados Unidos.
Fonte: Terra
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