sábado, 28 de setembro de 2013

Descoberto tesouro pirata








O explorador Barry Clifford acredita ter descoberto os primeiros vestígios de um tesouro de 400 mil moedas de ouro e prata junto ao que resta de um navio pirata naufragado.


Chamava-se Black Sam Bellamy e, no início do século XVIII, foi o pirata mais temido do Oceano Atlântico. Britânico, usava o longo cabelo preso e apesar da curta carreira – morreu aos 28 anos –, conseguiu tornar-se no mais abastado pirata de então. 


Em 1716 o pirata capturou o antigo navio de escravos Whydah Gally e saqueou centenas de embarcações. 


No entanto, a aventura terminou na noite de 26 de Abril de 1717, quando passavam pela costa de Massachusetts, em Cape Cod, Estados Unidos. 


Uma terrível tempestade partiu os mastros do navio e a embarcação naufragou rapidamente. Apenas dois dos 145 piratas a bordo sobreviveram ao naufrágio. E estes não viveram muito mais tempo – foram presos e enforcados poucas semanas depois.  


Em 1984 o explorador de tesouros naufragados, Barry Clifford, descobriu o navio ao largo de Wellfleet. 


Depois de centenas de mergulhos, retirou do fundo do mar cerca de 200 mil artefatos, incluindo ornamentos em ouro e espadas, e montou um museu dedicado ao navio e ao pirata. O sino com o nome do navio autenticou a descoberta. 


Mas apesar da fama do pirata e de artefatos como a pistola do Rei Sol, poucas moedas foram encontradas. Só este ano, quando foram descobertos documentos coloniais, é que Clifford ficou a saber que o navio ia carregado de moedas de ouro e prata. 


Black Sam Bellamy terá atacado dois navios duas semanas antes do naufrágio e, segundo os documentos, o saque seria de 400 mil moedas.  


Entusiasmado, Barry Clifford passou o verão a mergulhar junto aos destroços do navio, onde há anos encontrou granadas antigas. 


A 1 de Setembro encontrou um trilho de artefatos entre um canhão e um volume de madeira que o explorador julga ser a popa do navio. Num segundo mergulho, já com uma equipa de mais sete mergulhadores, foram descobertas rochas com ouro incrustado.


Mais precisamente massas rochosas que se formam quando metais como ouro e prata reagem quimicamente com a água salgada. 


Os mergulhadores encontraram várias, uma atrás da outra. “Vamos pelo toque e depois ouvimos o pim do detector de metais. Quando o aparelho apita é um sentimento ótimo”, conta Jon Matel, um dos mergulhadores.


Raios X efetuados às pedras revelaram moedas no seu interior. Além disso, foram encontradas 11 moedas em cima de uma bola de canhão e 50 moedas agarradas a uma barra de metal. Clifford acredita que as moedas não estão ali por acaso e são uma amostra das milhares que tombaram quando o navio se partiu em dois.


Entretanto, os mergulhos foram interrompidos até à próxima primavera, por causa do estado do mar e do clima. Até lá o explorador vai cuidar do museu - onde exibe fitas de cetim encontradas nos destroços - e procurar financiar novos mergulhos. Os 21 que realizou este ano custaram-lhe cerca de 150 mil euros. 



Fonte: Sábado

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