segunda-feira, 28 de abril de 2014

Exame de DNA revela que Napoleão III não era sobrinho de Napoleão Bonaparte

Imperador Napoleão Bonaparte

 Napoleão III


Um estudo de DNA revela que Napoleão III, único presidente da Segunda República e último político que governou a França de forma absolutista, não é parente de quem todos acreditavam ser seu tio, o imperador Napoleão Bonaparte.


Esse é o resultado de uma investigação de um ano encomendada pela associação Lembrança Napoleônica ao antropólogo e geneticista Gérard Lucotte, que publica sua descoberta neste sábado no jornal "Le Figaro".


O estudo mostra que os cromossomos "E" de Napoleão Bonaparte (1769-1821) pertencem ao haplogrupo "córsico-sardo" enquanto os de Napoleão III (1808-1873) são do tipo "caucásico", o que torna impossível sua vinculação sanguínea.


Até agora se pensava que Napoleão III era filho de Luis Bonaparte, rei da Holanda e irmão do imperador, e de Hortênsia de Beauharnais, filha de um casamento da imperatriz Josefina anterior a sua união com o imperador.


Mas as novas evidências mostram que a descendência de Napoleão, considerado um dos grandes estrategistas militares da história, terminou com a morte de seu filho, o príncipe imperial Napoleão II, que sucumbiu à tuberculose aos 21 anos, em 1832.


No entanto, o DNA confirma que Napoleão III e seu filho, o príncipe imperial Napoleão Luis Eugenio Bonaparte e até agora suposto sobrinho-neto do conquistador da Europa, compartilham a mesma origem genética.


Portanto, se abrem duas hipóteses sobre o fracassado parentesco entre Napoleão Bonaparte e Napoleão III, segundo o geneticista a cargo da investigação.


Uma primeira teoria aponta que Napoleão III não era filho de seu suposto pai, irmão mais novo de Napoleão I. E uma segunda hipótese insinua que Napoleão I ou seu irmão Luis teriam nascido fruto de uma infidelidade de sua mãe e seriam meio-irmãos.


A hipótese da infidelidade entre María Letizia Ramolino e Carlo Bonaparte, pais do imperador, põe em dúvida a própria origem de Napoleão I, destaca "Le Figaro".


"Esta descoberta mostra muito sobre a psicologia de Napoleão III e suas consequências políticas. Pode explicar por que o Segundo Império não foi em absoluto uma continuação do Primeiro", declarou ao jornal o presidente do Instituto Napoleão, Jacques-Olivier Boudon. 



Fonte: UOL

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