quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Explosão catastrófica pode ter dado origem a uma das luas de Marte

Composição de Fobos indica que rochas são do mesmo tipo das que existem no planeta, e não de asteroides.



Cientistas encontraram sinais de que Fobos, uma das duas luas de Marte, formou-se relativamente perto de sua localização atual, por meio da aglomeração de material lançado na órbita marciana por um evento catastrófico.

Duas abordagens independentes, realizadas pela sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA) e pela Mars Global Surveyor, da Nasa, produziram resultados similares, apresentados nesta segunda-feira, 20, no Congresso Europeu de Ciência Planetária, que acontece em Roma.

A origem das duas luas de Marte, Fobos e Deimos, é um antigo enigma para a ciência. Uma hipótese propõe que ambas seriam asteroides capturados pela gravidade marciana.


A cratera Stickney, a maior encontrada na lua Fobos


Outros cenários propõem que ambas as luas se formaram onde estão, por meio da aglomeração de material expelido do planeta após um grande impacto ou dos restos de uma lua destruída pela atração de Marte.

Segundo pesquisadores, uma compreensão da composição das luas é fundamental para excluir algumas dessas propostas.

Observações anteriores de Fobos haviam sido interpretadas como sugerindo a presença de condritos carbonáceos, um material primitivo associado a asteroides. Essa descoberta viria a apoiar a ideia do asteroide capturado.

Mas novas observações, feitas pela Mars Express, não combinam bem com a proposta dos condritos, e favorecem a hipótese da origem local. Entre as descobertas, há sinais de que parte do material que compõe a lua teria interagido com água antes de ser incorporado a Fobos.

Outras observações indicam uma identidade com materiais encontrados na superfície marciana.


Fonte: Estadão

Morcegos reconhecem vozes da mesma maneira que os humanos


Estudo realizado no Panamá por pesquisadores do Instituto Leibniz de Pesquisa da Vida Selvagem, da Alemanha, descobriu que morcegos reconhecem os sons emitidos por outros morcegos de forma individualizada, similar à maneira que os humanos reconhecem vozes de familiares e amigos, por exemplo. As informações são do site Science News.

Os pesquisadores testaram a espécie morcego-buldogue (Noctilio albiventris), observando se respondiam a sonares gravados de morcegos familiares e não-familiares de sua espécie e de outras.

Os morcegos responderam aos sonares com complexo repertório de comportamento social. Por exemplo, alongando suas asas e mostrando a área das axilas que permite que sejam soltos feromônios, substância que permite o reconhecimento mútuo.


Morcego-buldogue (Noctilio albiventris)


Os morcegos reagem mais frequentemente a chamados de morcegos não conhecidos, mas da mesma espécie, pois se trata de uma novidade.

Porém, respondem por último aos morcegos de outras espécies. Quando escutam um sonar de sua própria espécie, respondem com um som que carrega uma assinatura acústica individual.

Foi concluído que o sonar do morcego é uma informação social que não é usada apenas para orientação, como antes era pensado.

É possível que os morcegos usem uma própria linguagem, cuja freqüência não seja audível para humanos.


Fonte: Terra

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cadela sobrevive após cair de penhasco de 61 m no Reino Unido

Cadela sobreviveu após cair de um penhasco de 61 metros. (Foto: Reprodução/Yorkshire Evening Post)

Dona acredita que 'Lassie' caiu enquanto perseguia gaivota. Para veterinário, 'caso é um dos mais surpreendentes que já viu'.

Uma cadela chamada "Lassie" sobreviveu após cair de um penhasco de 61 metros de altura no ano passado em Sandy Bay, Devon, no Reino Unido, segundo revelou na segunda-feira (20) o jornal "Yorkshire Evening Post".

A dona do animal, Jackie, de 49 anos, estava passeando com "Lassie" ao longo da costa como fazia todos os dias, quando a cadela de estimação desapareceu.

A mulher disse acreditar que "Lassie" caiu enquanto perseguia uma gaivota.

Depois de procurá-la, Jackie e sua família descobriram que "Lassie" tinha sido encontrada ferida na praia e levada para a uma clínica veterinária.

Para o veterinário Manolo Gonzalez, que tratou da cadela, o "caso é um dos mais surpreendentes que já viu".


Fonte: G1

Achados no Peru templos de mais de 4 mil anos

Escavação. Arqueólogos trabalham em Jaén, no Peru

Segundo arqueólogo, os centros cerimoniais, que ficam em área de floresta, podem ser os mais antigos do país.

Uma equipe de arqueólogos peruanos encontrou dois centros cerimoniais de mais de 4 mil anos em uma floresta no norte do Peru.

Eles seriam os mais antigos do país e fazem parte da cultura bracamoros, de acordo com o jornal El Comercio.

Foram achados 14 sítios funerários, que tinham oferendas e ossadas de crianças e adolescentes. O local onde os vestígios arqueológicos foram encontrados era usado anteriormente como depósito de lixo pelos moradores de Jaén.

Até que uma equipe de arqueólogos liderada por Quirino Oliveira decidiu desenterrar as estruturas, estimulados por evidências de fósseis e de cerâmica encontradas nas últimas décadas.

No início dos trabalhos, em maio deste ano, foi achada uma grande parede semicircular construída com uma mistura de argamassa de barro e pedras que pesam 200 quilos.

Olivera disse que se pode estar "frente a uma das primeiras civilizações do Peru". "Nem nos Andes ou no litoral, templos com essa idade e esses recursos foram encontrados", afirmou.

Os dois templos, localizados na região de Montegrande e San Isidro, são os primeiros encontrados no Peru numa região de contato entre floresta e montanhas.

Fonte: Estadão

Pesquisadores encontram 1,5 mil fósseis na Califórnia


Na imagem, fósseis encontrados na área perto de Riverside, Califórnia


A construção de uma nova subestação em um desfiladeiro árido no sudeste de Los Angeles, Estados Unidos, revelou um tesouro para os pesquisadores.

De acordo com os cientistas, no local foram localizados 1,5 mil fósseis com cerca de 1,4 milhões anos. A descoberta poderá preencher lacunas na história do Sul da Califórnia.

O local, bem preservado, contém fragmentos, incluindo um gato gigante, que foi antepassado dos tigres de dentes de sabre, preguiças, dois tipos de camelos e mais de 1,2 mil ossos de pequenos roedores.

Outras descobertas incluem uma nova espécie de veado, cavalo e, eventualmente, lhama, disseram pesquisadores vinculados ao projeto.

Segundo os pesquisadores, no local também foram encontrados sinais de vida vegetal. Os fósseis, que representam 35 espécies, já foram removidos e estarão em exibição no Centro de Ciências Western, a partir do próximo ano.

Os fósseis são aproximadamente 1 milhão de anos mais velhos do que aqueles encontrados na famosa La Brea Tar Pits, em Los Angeles, disse o microbiologista Rick Greenwood, diretor do Southern California Edison.

Segundo o paleontólogo do Museu de História Natural de San Diego, Tom Demere, o achado não pode ser diretamente comparado com o La Brea Tar Pits porque contêm as diferentes espécies e lança luz sobre diferentes épocas.

No entanto, a coleção poderia avançar a compreensão dos cientistas sobre da vida no Sul da Califórnia, cerca de 1,4 mi de anos atrás.

"Temos uma visão difusa de que este período representou em termos de evolução dos mamíferos", disse Demere.

"Uma descoberta como esta - quando todos os animais são encontrados em conjunto e em toda uma gama de tamanhos - poderia realmente ser uma contribuição importante."

Os fósseis foram encontrados em uma parte do vale do rio antigo, cerca de 85 km a sudeste de Los Angeles.

A região agora é árida, mas foi exuberante e diversa a cerca de um milhão de anos atrás, disse Philippe Lapin, arqueólogo.

Os paleontólogos que estudam a escavação acreditam que tantos esqueletos foram preservados porque o leito do lago lamacento pode ter prendido as espécies que vieram para beber água. Alguns animais morreram porque foram incapazes de se libertar.


Fonte: Terra

Arqueólogos encontram templo samaritano no Vale do Jordão

Na imagem, uma parte do mosaico com a inscrição: ' Este é o templo'


Arqueólogos israelenses descobriram uma antiga sinagoga Samaritana no Vale do Jordão com uma inscrição curiosa que diz: "Este é o templo", informou a Direção de Antiguidades de Israel. As informações são da agência Efe.


Imagem aérea da sinagoga


Com cerca de 1,5 mil anos, o templo, localizado a sudeste da antiga cidade de Beisán, ao norte do vale do rio Jordão, foi descoberto durante escavações para ampliar a área urbana de Beit Shean.

"A descoberta na área agrícola ao sul de Bet Shean oferece novas informações sobre a população samaritana desse período", disseram em um comunicado os arqueólogos Walid Atrash Yaacov e Harel, chefe do projeto.


Fonte: Terra

Alemães descobrem na Ásia nova espécie de gibão "cantor"

Gibão raro que foi encontrado na Ásia; espécie é caçada ilegalmente para ser domesticada ou servir de alimento



Cientistas alemães anunciaram, nesta terça-feira, a localização de um novo gibão --a espécie corre risco de extinção em matas da floresta tropical da Ásia.

Com a descoberta, passam a ser sete diferentes tipos que são encontrados exclusivamente no Vietnã, Laos, Camboja e sul da China.

"Uma análise do ritmo e da frequência de seus chamados, junto com a pesquisa genética, mostra que ele é, de fato, um novo tipo de gibão", diz Christian Roos, do Centro Germânico de Primatas (DPZ, na sigla em inglês).

O animal usaria a voz para defender o seu território e, segundo conjectura o DPZ, o som provavelmente deve ter sido um precursor da música feita por seres humanos.

Com o nome científico de Nomascus annamensis, o gibão de peito protuberante tem pelos pretos, que se parecem cinza durante o dia.

O peito é marrom e as bochecas são laranja escuro. As fêmeas se diferem pela cor bege alaranjado.

De acordo com Roos, os cientistas não têm ideia de quantas novas espécies estão vivas --estima-se que girem em torno de cem--, já que são objeto de caça ilegal.

"Eles são mantidos como bichos de estimação, comidos ou usados em métodos medicinais ancestrais", complementa. "Somente se soubermos onde são encontrados, e quantos são, poderemos dar início a ações sérias de preservação."



Fonte: Folha.com

Utensílios indicam que homem deixou a África antes do que se pensava


Utensílios da Idade da Pedra recentemente encontrados indicam que a espécie humana deixou a África rumo a outros continentes antes do que se imaginava, segundo afirma um grupo de cientistas britânicos.

Geneticistas estimam que a migração da África para o Sudeste Asiático e a Austrália ocorreu 60 mil anos atrás.

Mas Michael Petraglia, da Universidade Oxford, e colegas dizem que ferramentas achadas na Península Arábica e na Índia indicam que o êxodo começou entre 70 mil e 80 mil anos atrás – e talvez até antes.

As descobertas foram divulgadas no Festival Britânico de Ciências, que neste ano ocorreu na Universidade Aston, em Birmingham.

“Eu creio que múltiplas populações deixaram a África no período entre 120 mil e 70 mil anos atrás”, disse ele. “Nossa prova são ferramentas de pedra que podemos datar.”


Migração por terra


A maioria dos utensílios foi achada a centenas de quilômetros do mar. Segundo Petraglia, isso significa que é mais provável que os humanos tenham migrado por terra, e não de barco.

As peças foram encontradas em áreas que hoje são inóspitas, mas que à época eram muito mais favoráveis à sobrevivência humana.

“Durante o período de que estamos falando, os ambientes eram na verdade bem hospitaleiros”, disse ele à BBC News. “Onde hoje já desertos, costumava haver lagos e rios, e havia animais e plantas em abundância.”

O grupo encontrou as ferramentas de pedra – que medem entre 2 e 10 centímetros – em camadas de sedimentos, cuja idade pode ser medida com o uso de areia e material vulcânico coletados abaixo e acima dos objetos. As ferramentas são basicamente punhais e raspadores.

Algumas delas estavam cercadas por cinzas da gigante erupção de Toba, que os geólogos dizem ter ocorrido 74 mil anos atrás.

Outras espécies de hominídeos claramente deixaram a África antes da nossa espécie (Homo sapiens), mas Petraglia crê que as ferramentas foram feitas por homens modernos – e não pelos de Neandertal, por exemplo.


Análises genéticas


Pesquisas anteriores se embasavam em análises genéticas de populações modernas para determinar o quão distantes elas estavam dos ancestrais africanos.

Segundo Chris Stringer, professor do Museu de História Natural de Londres, esses estudos indicam que humanos deixaram a África há cerca de 60 mil anos, ou ainda mais recentemente.

Para Petraglia, no entanto, pesquisar essas migrações por meio de análises genéticas pode gerar resultados imprecisos, já que não há amostras de DNA dos nossos antepassados para comparar com as amostras dos povos atuais.

O grupo do pesquisador agora planeja continuar com as escavações na Ásia.


Fonte: BBC

Nova teoria afirma que Amazônia pré-colombiana foi populosa

Gravura do século 18 mostra as diferentes tribos que habitavam o continente americano


Estima-se que a população amazônica pode ter chegado a 20 milhões de pessoas no período antes do descobrimento.

Esqueça a ideia de índios nômades percorrendo uma floresta praticamente inabitada. A Amazônia pré-colombiana era amplamente habitada, com aldeias muitas vezes mais populosas que as europeias.

Havia enorme diversidade cultural e grandes redes de relações entre aldeias próximas aos rios Tapajós, Madeira, Solimões, por exemplo.

Este é o cenário - muito diferente do que foi pintado nos livros de história - que um grupo de arqueólogos de diversos países está conseguindo comprovar a partir de evidências em escavações e estudos na região.

Fala-se em mais de 20 milhões de índios habitando a Amazônia antes da chegada de portugueses e espanhóis, (atualmente a população indígena do país é 460 mil pessoas) e que descarta a ideia tradicional de que se tratava de uma região virgem e inabitada.

Também era algo muito diferente do mito do Eldorado com suas cidades feitas de ouro que atraiam o descobridor ibérico.

“Este era o modo de entender do colonizador. O que estamos fazendo é contar a história a partir da ótica do índio”, disse a pesquisadora da Universidade Estadual do Amazonas, Helena Lima.

“O que sabemos é que estas populações eram muito mais complexas e numerosas e usavam técnicas de manejo bem sofisticadas”, completa.

Eduardo Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e coordenador do projeto Amazônia Central, faz uma estimativa mais modesta: cerca de 5,5 milhões de pessoas vivendo na Amazônia pré-colombiana.

“Antigamente falava-se em Amazônia como uma coisa só, mas o que vemos aqui é uma variabilidade cultural incrível, tanto de língua quanto de organização política e das aldeias”

Atualmente a densidade demográfica na região amazônica é de uma a duas pessoas por quilômetros quadrados, sendo concentrada em poucas cidades como Iquitos (Peru), Manaus e Belém.

O pesquisador colombiano Augusto Oyuela-Caycedo, professor da Universidade da Flórida, diz que antes da chegada dos europeus “provavelmente a população era de três a cinco pessoas por quilômetros quadrado, com povoados com não mais que cinco mil pessoas cada”.

Michael Heckenberger, também do departamento de Antropologia da Universidade da Florida, pesquisou áreas do Alto Xingu e fez uma estimativa de que viviam 50 mil índios em uma área de 20 mil quilômetros quadrados. “Isto consiste em uma população maior que de países da Europa de hoje”, disse.

De acordo com os estudos, as vilas do Alto Xingu eram 10 ou 15 vezes maiores do que as que existem hoje na região.

A organização das vilas era composta por uma praça central e circular rodeada por tabas. “As casas formavam um anel perfeito ao longo da periferia da praça e eram cercadas por valetas com 2 quilômetros de comprimento”. De acordo com Heckenberger, no Alto Xingu, onde hoje há uma aldeia, existiam 12.

Em outras regiões do amazonas a configurações das aldeias eram diferentes, com aldeias lineares, voltadas para os rios.

“Em relação à organização, elas não eram tribos, mas sociedades em estado incipiente, as evidências arqueológicas indicam um estado expansionista”, disse Oyuela.


Manejo da terra


Uma das provas destas grandes aglomerações e do desenvolvimento da civilização é a terra preta – mudanças na estrutura do solo que permitiam o cultivo.

Os estudos mostraram que as plantações eram feitas em pequenas quantidades de terra, cercadas por grandes extensões de florestas.

Helena explica que já naquela época se adicionava matéria orgânica e carvão queimado a altas temperaturas para melhorar a qualidade do solo amazônico.

Ela afirma que as grandes populações estavam concentradas na foz dos grandes rios. “Embora sejam exatamente estas as áreas que são mais estudadas”, diz. Nestas regiões observou-se a ocorrência da terra preta.

“Por muitos anos se pensou que a terra preta era resultado de fenômenos naturais como cinzas vulcânicas.


Vista aérea de aldeia no Pará: região pode ter sido muito mais populosa do que se imaginava anteriormente


A resistência à idéia de que a terra preta foi causada por seres humanos vêm de uma teoria de que a Amazônia era largamente inóspita para o desenvolvimento das sociedades humanas complexas com grandes aldeias”, diz Oyuela, que encontrou terra preta no Alto do Solimões, em 2005, próximo a cidade de Iquitos.

A região chamada de Quistococha foi uma grande aldeia que ocupava até 20 hectares até o ano 900 a.D.

Helena afirma que mais de 90% das áreas habitadas hoje na região amazônica, está sobre sítios arqueológicos e as datações são de pelo menos 2 mil anos atrás.

Segundo a pesquisadora, em regiões como o alto madeira há datações de terra preta de quatro mil anos atrás, no Médio Amazonas foram encontradas cerâmica e evidências de ocupações agrícola de mais dois mil anos e indícios de cultura nômade de oito mil anos atrás.


Práticas ambientais


Os pesquisadores concordam que os estudos da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Europa e EUA, mostram a importância da aprendizagem das práticas do passado dos povos indígenas na gestão da floresta para a produção de alimentos, remédios, madeira.

“Os povos indígena têm sido bem sucedidos na administração da floresta e criou a maravilha que chamamos de Amazônia.

É por isso que é importante aprender e aplicar as lições positivas destas civilizações, que foram negadas pela história ocidental, a mesma que nos colocou na crise climática e ecológica que temos atualmente”, conclui Oyuela.


Fonte: IG

Candidata conservadora nos EUA minimiza participação em ritual de feitiçaria


Uma candidata republicana ao Senado dos Estados Unidos tentou minimizar revelações de que praticou rituais satânicos quando estava no colégio durante o ensino médio.

"Quantos de vocês não andaram com pessoas questionáveis?" perguntou Christine O'Donnell após um clipe seu no qual discutia o ocorrido, gravado em 1999, foi levado ao ar novamente.

O'Donnell é apoiada pelo grupo de direita Tea Party e conhecida por suas crenças conservadoras. Na semana passada, ela conseguiu ser nomeada para concorrer ao Senado pelo Estado de Delaware.

As polêmicas declarações foram feitas ao ser entrevistada durante o programa humorístico Politically Incorrect, de Bil Maher, em 1999.

"Mexi com feitiçaria. Andava com gente que fazia isso", disse ela.

"Um de meus primeiros encontros com uma bruxa foi em um altar satânico. Fomos ver um filme e depois fizemos um pequeno piquenique à meia-noite em um altar satânico."

Após o surgimento da polêmica, O’Donnell cancelou aparições em programas de TV.

O correspondente da BBC em Washington Paul Adams disse que as excentricidades da candidata causam ansiedade dentro do Partido Republicano, que teme que suas chances nas eleições para o Senado, por Delaware, estejam diminuindo.


Fonte: BBC

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