sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Noite de Walpurgis


Hoje é a Noite de Walpurgis [Walpurgis Nacht ou "Noite das Bruxas"] comemorado em várias regiões da Europa central e do norte, principalmente em países escandinavos, para marcar a chegada da primavera, além de ser uma celebração em louvor à Santa Walpurga, que se prolonga até 1° de maio em vários dos países envolvidos nos festejos dessa data.

O primeiro dia de maio, no Hemisfério Norte, cai quase exatamente entre um solstício e um equinócio, marcando a transição entre inverno e primavera; por este motivo, antigas religiões européias, cada uma por seu motivo, os celtas por exemplo, homenageavam Beltane o deus do fogo em um festival ainda comemorado nos dias atuais e reconhecido nas comemorações da "Festa da Primavera", mas que originalmente marcava o verão, muito embora haja uma grande discrepância entre as comemorações contemporâneas [que primam a sensualidade humana] e a comemoração dos tempos remotos, que tinham um enfoque maior na fertilidade da Terra, num dos mais alegres dos Festivais Celtas, onde os participantes dançavam, e se alegravam em volta das fogueiras, enquanto os vikings invocavam seus deuses da fertilidade, deixaram marcada na tradição esta data como a da Noite de Walpurgis.




Nessa noite se acendiam grandes fogueiras e dançava-se algo semelhante ao que se conhece no Brasil e em Portugal como a Festa do Mastro: um grande mastro com fitas era erguido para que jovens dançassem ao redor dele segurando cada um a ponta de uma das fitas, resultando que ao final da dança, com as fitas já bastante embaraçadas ao redor do poste, poderiam – quem sabe! – arrumar alguém com quem se amarrar…

Apesar de a tradição destas comemorações de maio manter-se viva na Alemanha, na Grécia, na Suécia, na Inglaterra e em alguns outros países do Hemisfério Norte através de fogueiras, da festa da Rainha de Maio, da Morris Dance e da “dança do mastro”, tanto a perseguição oficial – o Parlamento britânico chegou a declarar a festa ilegal em 1644 por força de sua “promiscuidade” – quanto a dessacralização do mundo promovida pelo capitalismo apagaram qualquer vestígio religioso da comemoração, que ficou restrita a um dia de celebração da fertilidade, hoje quase esquecido.

Tal como o Parlamento britânico muito depois, a Igreja Católica tentou eliminar os festejos sob o argumento de que esta festa seria, na verdade, o “aniversário do diabo” ou algum tipo de sabá; sendo infrutífera a estratégia, a Igreja incorporou a Noite de Walpurgis em seu calendário como celebração do martírio de santos, comemoração da descoberta de relíquias santas ou desculpas semelhantes; o mais curioso é o Dia de Santa Walburga (também conhecida como Walpurga), monja beneditina que teria vivido entre 710 e 779 e dirigido o convento de Heidenheim, na Alemanha.

Além da evidente semelhança de nome entre a santa e a data comemorativa, celebrava-se sua memória queimando fogueiras contra os poderes malignos, tal como os “pagãos” acendiam fogueiras em homenagem a seus deuses…


Fonte: Passa Palavra/o locutor

Em Porto Rico corpo é velado em uma moto


Ele foi morto a tiros por pistoleiros em um acerto de contas. Sua moto Repsol era a sua "paixão", respeitaram o seu último desejo.

A funerária Marín, de Hato Rey, em Porto Rico, surpreendeu o mundo com um cadáver exposto de uma forma nada convencional.

Centenas de moradores, parentes e amigos, velaram o cadáver do jovem de 22 anos que foi embalsamado e colocado em sua motocicleta, de acordo com a Univision.




Para David Morales Colón morto a tiros por um grupo de assassinos em um acerto de contas, sua Repsol era uma "paixão".

Por esta razão, sua família, "respeitando a sua última vontade", pediu a funerária que exibisse o corpo encima de sua inseparável moto.


Amigos e colegas de trabalho do falecido, que era mensageiro, ficaram muito surpresos e comentaram durante o velório: "Ele ficou igual", "ele era assim "ou" É inacreditável. "



A mesma funerária embalsamou meses atrás um outro jovem, Ángel L. Pantojas Medina, que foi velado de pé em um canto da sala de sua casa.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: Terra Argentina

Micróbios terrestres podem sobreviver em Marte, mostra simulação


Descoberta chama atenção para o risco de contaminação do planeta vermelho.

Bactérias comuns em naves espaciais podem ser capazes de sobreviver no ambiente marciano tempo o suficiente para inadvertidamente contaminar Marte com vida terrestre, diz pesquisa publicada na revista Applied and Environmental Microbiology.

A busca por vida em Marte continua a ser uma da Nasa. Para preservar o ambiente intocado, as sondas enviadas a Marte são submetidas a esterilização para evitar a contaminação da superfície marciana.

A despeito dos esforços de esterilização empreendidos para reduzir a carga biológica dos aparelhos, no entanto, estudos recentes mostraram que diversas comunidades de micróbios ainda persistem na hora do lançamento.

A natureza estéril das áreas do montagem das naves espaciais faz com que apenas as variedades mais resistentes sobrevivam.

Pesquisadores da Universidade da Flórida Central replicaram condições semelhantes às marcianas, incluindo ressecamento, baixa pressão atmosférica, baixa temperatura e radiação ultravioleta.

Durante o estudo, que durou uma semana, foi determinado que a bactéria Escherichia coli é capaz de sobreviver - mas não crescer - se protegida da radiação ultravioleta.

A proteção poderia vir de uma camada de poeira de um nicho na própria sonda.


Fonte: Estadão


Asteroide revestido de gelo pode ajudar a entender origem dos oceanos e da vida




Descoberta de astro coberto de água entre Marte e Júpiter surpreende cientistas.

O asteroide 24 Themis, localizado a mais de 300 milhões de quilômetros da Terra, está coberto de gelo, informam cientistas em dois artigos na edição desta semana da revista Nature.

A descoberta é inesperada - qualquer água depositada sobre o asteroide deveria, em princípio, vaporizar-se em pouco tempo - mas dá sustentação à ideia de que os oceanos da Terra vieram do espaço.

Um dos autores do principal artigo a descrever a descoberta, Humberto Campins, da Universidade da Flórida Central, especula ainda que esses astros poderão se tornar importantes para o estudo da origem da vida.

"Asteroides e cometas podem ter trazido para a Terra os blocos constituintes para a vida formar-se e evoluir em nosso planeta", disse ele.

"Embora as condições nos asteroides não sejam favoráveis para a vida, o estudo de asteroides primitivos como 'fertlizadores' pode se tornar uma área de interesse". Além de água, 24 Themis também carrega matéria orgânica.

A descoberta da água foi feita com base na análise da luz solar refletida por 24 Themis, um dos maiores asteroides do chamado cinturão principal, que fica entre Marte e Júpiter.

Diferentes substâncias absorvem e refletem diferentes frequências de radiação, e a análise dos padrões de absorção, chamados espectros, permite identificar a composição de objetos distantes.


Brasileira participa da descoberta


A astrônoma brasileira Thaís Mothé-Diniz, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, participou da descoberta, comparando o espectro do asteroide ao de meteoritos e minerais, e também assina o artigo.

Para ela, é difícil prever quando um trabalho vai acabar em uma revista de tanto prestígio quanto a Nature.

"Realizamos nossa pesquisa. E então surge um resultado surpreendente que merece a publicação", explica Thaís.



Em 2006, a cientista brasileira iniciou sua colaboração com Campins. Thaís é especialista em famílias de asteroides e sabe aplicar a espectroscopia para investigar a composição desses corpos celestes. Ela conta que, a princípio, não esperava encontrar gelo no asteroide.

A principal hipótese era silicato hidratado, um composto que não contém água mas testemunha a existência da substância em algum momento do passado.

"Na região do Sistema Solar onde está o 24 Themis, considerávamos improvável a presença de gelo", explica a pesquisadora.

Agora, Thaís participa do Projeto Impacton, coordenado pelo Observatório Nacional. Nas próximas semanas, será instalado um telescópio na cidade de Itacuruba, no sertão pernambucano.

O instrumento, que conta com um espelho de um metro de diâmetro, vai investigar objetos próximos à órbita da Terra.


Oceanos terrestres


A presença de água em asteroides pode ajudar a entender a origem dos oceanos terrestres, explica o astrofísico da Queen's University de Belfast, Henry H. Hsieh, em comentário também publicado na Nature.

Ele lembra que nosso planeta deve ter nascido seco, por ter se formado numa região do espaço próxima demais do Sol para permitir a presença de gelo.

Além disso, oceanos primitivos, caso existissem, teriam sido vaporizados pelo grande impacto que, acredita-se, deu origem à Lua. Hsieh compara 24 Themis ao celacanto, o peixe que é considerado um "fóssil vivo".

"Uma hipótese publicada em 2000 propõe um grande impacto de um objeto formado na região geral onde o asteroide Themis está agora" como origem para os oceanos, destaca Campins.

O pesquisador e seus colegas oferecem algumas possíveis explicações para a presença de água na superfície do asteroide.

O gelo, ponderam, poderia se manter estável se enterrado a alguns metros de profundidade no astro, e poderia estar vindo à tona graças a um bombardeamento constante de micrometeoritos.

Outra hipótese seria a lenta sublimação do gelo subterrâneo, que poderia variar em ritmo com o movimento do asteroide no espaço.

A possibilidade menos favorecida pelos pesquisadores é de um impacto com um cometa, que teria deixado 24 Themis coberto de água.


Astronautas


Themis está longe demais para ser o alvo da missão com astronautas a um asteroide proposta para 2025 pelo presidente dos EUA Barack Obama, mas Campins acredita que asteroides mais próximos da Terra também possam conter água e matéria orgânica, embora não na superfície.

"Gelo de superfície é improvável, mas gelo e moléculas orgânicas abaixo da superfície são uma possibilidade interessante", afirma o cientista.

"Há alguns asteroides próximos da Terra com composição da superfície no geral similar à de 24 Themis e que seriam alvos atraentes para exploração espacial".

Campins está envolvido na preparação da missão OSIRIS-REx da Nasa, para trazer amostras de um asteroide de volta à Terra.


Fonte: Estadão

Indiano afirma ter ficado mais de sete décadas em jejum


Prahlad Jani, de 82 anos, diz que não comeu nem bebeu água no período. Equipe liderada por neurologista vai tentar descobrir se é verdade.

Imagem divulgada por hospital mostra o paciente indiano Prahlad Jani (Mataji), 82 anos, que afirma ter sobrevivido sem comida e água por mais de 70 anos, em hospital na cidade indiana de Ahmedabad.

Um instituto científico local, o Dipas, está fazendo um estudo, liderado pelo neurologista Sudhir Shah, para tentar comprovar a veracidade da afirmação.


Fonte: G1

Penas de dinossauros variavam conforme idade

O Similicaudipteryx tinha penas diferentes de acordo com a idade, como mostra o desenho acima


Estudo chinês também sugere que dinossauros podem ter tido uma variedade de penas bem maior que a das aves atuais.

Dois fósseis de dinossauros descobertos na região de Liaoning, na China sugerem que as penas destes animais eram mais diversas que as das aves atuais e que algumas dessas características foram perdidas durante sua evolução.

O estudo realizado por pesquisadores chineses com exemplares jovens da espécie Similicaudippteryx, do início do período Cretáceo (cerca de 100 milhões de anos atrás), foi publicado na edição de terça-feira da Nature.

O dinossauro mais jovem apresenta dois tipos de pena: penas de contorno, encontradas em pássaros modernos, e penas plumosas, localizadas na parte posterior do animal, na região da cauda e do quadril.

No exemplar mais velho, as penas plumosas são associadas ao crânio e parte da coluna vertebral. Além da plumagem, dois tipos de penas de voo foram encontrados na região da cauda e dos braços do fóssil.

O estudo afirma que as descobertas apontam uma significativa mudança morfológica no desenvolvimento da pena mesmo durante o crescimento animal, da passagem de filhote para fase adulta. Esse fenômeno não é conhecido em aves modernas.

Para Alexander Kellner, paleontólogo brasileiro do Museu Nacional do Rio de Janeiro, a descoberta é muito importante, pois penas bem conservadas são difíceis de serem vistas no registro fóssil.

“É algo espetacular. Elas mostram uma estrutura diferente da que se supunha. A pena é uma estrutura que não se preserva e encontrar tipos diferentes é realmente incrível”, explica.

A diversidade de penas atualmente é maior que na época dos dinossauros, mas, segundo Kellner, isso acontece porque apenas se conhece as penas dos dinos a partir de alguns poucos fósseis.

“ É possível que sejam encontradas estruturas que não conhecemos atualmente, algo que existia apenas naquela época e vice-versa”.


Gente, verba e sedimentação


Kellner, que participa de um projeto de pesquisa de dinossauros penosos na China, explica que muitos fósseis são encontrados na região por causa dos investimentos do país.

“Para realizar esse tipo de trabalho é preciso ter três condições pré-estabelecidas: gente, verba e sedimentação, ou seja, condições geológicas favoráveis. A China tem tudo isso”.

O paleontólogo ainda afirma que o Brasil também tem capacidade de produzir tantos fósseis quanto os chineses. “Se tivéssemos essas condições no nosso país, as descobertas seriam incríveis”.


Fonte: IG


Japão lançará iate espacial movido pela luz solar


A nave espacial é o primeiro experimento a usar essa tecnologia no espaço.

O Japão lançará um "iate espacial" movido a partículas solares que saltarão de suas velas em formato de pipa, informou esta terça-feira a agência espacial nacional (Jaxa).

Um foguete levando o Ikaros - acrônimo, em inglês, de 'nave-pipa interplanetária acelerada pela radiação do sol' - será lançado do centro espacial Tanegashima, no sul do Japão, em 18 de maio.

"O Ikaros é um 'iate espacial' que capta a propulsão da pressão de partículas da luz do sol, que saltam de sua vela", disse Yuichi Tsuda, especialista em sistemas espaciais da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa), a jornalistas.

As velas flexíveis, que são mais finas do que o cabelo humano, também são equipadas com células solares da espessura de um filme, para gerar eletricidade, criando "uma tecnologia híbrida de eletricidade e pressão", explicou Tsuda.

"As velas solares são uma tecnologia que possibilita a viagem espacial sem combustível, desde que haja luz solar. A disponibilidade de eletricidade nos possibilitaria ir mais longe e de forma mais eficaz no sistema solar", acrescentou.

O Ikaros, que custou 1,5 bilhão de ienes (16 milhões de dólares) para ser desenvolvido, será o primeiro uso desta tecnologia no espaço profundo, enquanto experimentos passados tem se limitado ao desdobramento das velas em órbitas em volta da Terra, disse Tsuda.




A Jaxa planeja controlar a trajetória do Ikaros alterando o ângulo em que as partículas de luz do sol saltam de sua vela prateada.

O Ikaros terá a forma de um cilindro curto quando foi liberado no espaço, e então desdobrará sua vela de 14 metros, explicou a Jaxa.

O nome da nave é uma alusão a Ícaro, personagem da mitologia grega que voou muito perto do sol com asas feitas de cera e caiu no mar, mas Tsuda prometeu que "este Ikaros não voará até o sol".

O mesmo foguete também lançará o primeiro satélite japonês destinado a Vênus, denominado Akatsuki ou PLANET-C, que trabalhará de perto com o Venus Express, um satélite lançado mais cedo pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Nos próximos anos, a Jaxa poderá lançar outros projetos arrojados.

Um painel de especialistas do governo propôs que o Japão envie à Lua um robô equipado com rodas em cinco anos e construa a primeira base lunar em 2020, disse esta terça-feira um oficial do QG Estratégico para Política Espacial.

Segundo este plano, as tarefas do robô incluiriam montar um dispositivo de observação, reunindo amostras geológicas e enviado dados para a Terra. O robô também montaria painéis solares para gerar energia, informou o oficial.

O painel de especialistas inicialmente considerou enviar um humanóide bípede, mas considerou um de quatro rodas mais prático.

"Ainda é difícil para um robô bípede caminhar em uma superfície irregular, mesmo na Terra", disse o oficial.

A equipe também prevê construir a primeira estação na Lua por volta de 2020, que contará com quatro robôs avançados com rodas, afirmou.

O grupo estima que a missão não tripulada irá custar ao Japão 200 bilhões de ienes (dois bilhões de dólares) nos próximos 10 anos.

A equipe, com 20 membros, é integrada por especialistas da Jaxa, bem como de negócios e acadêmicos, afirma o ministro dos Transportes, Seiji Maehara.

Ela planeja apresentar um relatório a Maehara, ministro encarregado da exploração espacial, ao final de junho, que seria discutido no Quartel-general Estratégico de Política Espacial, presidido pelo premier Yukio Hatoyama.


Fonte: Último Segundo

Suposta descoberta da "Arca de Noé" na Turquia tem pouca base arqueológica


É preciso no mínimo muito cuidado para avaliar as alegações de que restos da célebre Arca de Noé teriam sido encontrados no alto do monte Ararat, na Turquia.

Um grupo evangélico de Hong Kong, o Ministério Internacional da Arca de Noé, organizou a expedição até o Ararat e afirma ter achado, no alto da montanha, estruturas de madeira que poderiam corresponder, segundo eles, a recintos do barco, e mesmo aos locais onde os casais de cada espécie de animal teriam sido abrigados, conforme diz a narrativa do livro bíblico do Gênesis.

O ministério também afirma ter datado lascas de madeira com a ajuda do método do carbono-14 (no qual a perda gradual dessa forma do elemento carbono indica a idade do material orgânico).

Segundo os exploradores, a datação obtida, de 4.800 anos, bateria com a data da construção da arca estimada com base nos dados da Bíblia.

Em princípio, não há nada de impossível no fato de construções de madeira com tal idade terem sobrevivido no alto do Ararat, mas há uma série de dúvidas sobre as afirmações do Ministério Internacional da Arca de Noé.

Embora o grupo afirme ter "99,9% de certeza" de que se trata da arca, a localização exata dos artefatos não foi revelada, pelo menos por enquanto.

O grupo também não disse se planeja publicar suas descobertas numa revista científica independente. As duas coisas são cruciais para que outros pesquisadores possam avaliar os dados e verificar se eles estão corretos, a começar da datação, que sempre pode incorrer em erros.


Água? Onde?


Outro ponto importante, segundo pesquisadores que estudam a região de Ararat -- reino que, na Idade do Bronze, era conhecido como Urartu --, é que não há sinais de que alguma vez nos últimos milhares de anos as montanhas ali tenham ficado cobertas por água, ou que tenha havido uma interrupção na cultura dos povos da região.

Uma mudança radical é o que seria de esperar caso Noé e seus descendentes tivessem repovoado a área, como diz a narrativa bíblica.

Finalmente, o próprio estudo detalhado do texto da Bíblia, bem como dos paralelos da história do Dilúvio na literatura do Oriente Médio antigo, dá pistas de que não se deve encarar a saga de Noé como um registro histórico.

Exemplo disso é o fato de que o texto do Gênesis (cuja época de composição provavelmente está entre 800 a.C. e 600 a.C.) parece ter surgido de uma recriação de obras bem mais antigas da Mesopotâmia, como os épicos de Gilgamesh (entre 1300 a.C. e 1000 a.C.) e Atrahasis (cerca de 1700 a.C.).

Nessas obras também há a irritação de Deus (ou melhor, dos deuses) contra a humanidade, a destruição dos seres humanos por uma grande inundação e a sobrevivência de uma família que, por instruções divinas, constrói um barco para se salvar.

A diferença, no entanto, é que nos épicos da Mesopotâmia a motivação dos deuses para destruir a humanidade é o puro capricho: os seres humanos se tornaram numerosos demais, fazem muito barulho e, por isso, incomodam as divindades.

A narrativa bíblica, por outro lado, vê uma motivação moral para a punição divina: a violência e a injustiça cometidas por todos, menos Noé.

Por isso, os principais estudiosos da Bíblia argumentam que a história do Dilúvio na Bíblia é uma adaptação de lendas tradicionais cujo objetivo era defender a moralidade do monoteísmo, ou seja, a crença num único Deus.

Há, inclusive, indícios de "problemas de edição" no texto bíblico da história de Noé. Embora as pessoas quase sempre mencionem os dois casais de cada espécie de animal salvos por Noé na Arca, outros trechos da mesma história falam em sete casais de animais puros e um casal de animais impuros (uma distinção que só apareceu bem mais tarde na religião israelita, segundo a própria narrativa da Bíblia).

É provável que as inconsistências derivem da junção de duas histórias diferentes sobre Noé, a qual resultou no texto disponível hoje.


Fonte: Folha Online


Escavações no norte da Síria prometem explicar surgimento das cidades


Arqueólogos iniciaram escavações, no norte da Síria, que prometem ampliar e aprofundar a compreensão da cultura pré-histórica na Mesopotâmia.

Ela preparou o palco para o surgimento das primeiras cidades e Estados do mundo, além da escrita.

Em escavações preliminares no local conhecido como Tell Zeidan, pesquisadores norte-americanos e sírios descobriram uma animadora amostragem de artefatos do que foi uma robusta povoação pré-urbana na parte superior do rio Eufrates.

Povos ocuparam o local por dois milênios, até 4.000 a.C. - um período pouco conhecido, mas decisivo, da evolução cultural humana.

Estudiosos da antiguidade dizem que Zeidan deve revelar percepções da vida no chamado período Ubaid, de 5.500 a 4.000 a.C.. Foi nela que a agricultura irrigada se disseminou.

Além disso, as trocas de longa distância cresceram e as comunidades gradualmente se dividiram em classes sociais - de elites ricas e plebeus mais pobres.

Gil Stein, diretor do Instituto Oriental da Universidade de Chicago, um dos líderes das escavações em Zeidan, afirmou que a locação nortista do sítio prometia enriquecer o conhecimento sobre a influência da cultura Ubaid muito além de onde os primeiros centros urbanos floresceram, na parte inferior dos vales do Tigre e Eufrates.

As novas explorações possivelmente renderão descobertas durante décadas. "Imagino que trabalharei aqui até me aposentar", disse Stein, de 54 anos.

Guillermo Algaze, antropólogo da Universidade da Califórnia, em San Diego, e uma autoridade em urbanismo antigo no Oriente Médio - não envolvido na pesquisa -, disse recentemente que Zeidan "tem o potencial para revolucionar as interpretações atuais de como surgiu a civilização do Oriente Próximo".

Tell Zeidan fica a uma viagem de duas horas de carro de Aleppo, e a poucos quilômetros da moderna cidade de Raqq.

O local consiste de três grandes colinas na margem leste do Rio Balikh, logo ao norte de sua confluência com o Eufrates.

Escombros enterrados e muita cerâmica na superfície se espalham por uma área de mais de 100 mil metros quadrados, o que torna esta provavelmente a maior comunidade Ubaid conhecida.

Pareceria que os montes ficaram muito tempo na paisagem semi-árida como um convite aberto para que arqueólogos parassem e cavassem. Alguns pararam.

O arqueólogo americano William Albright identificou o local em 1926. O arqueólogo britânico Max Mallowan, marido da escritora de mistério Agatha Christie, intrigou-se e conduziu uma breve pesquisa em 1983, descobrindo que o sítio parecia datar do período Ubaid. Um grupo alemão pediu autorização aos Sírios para cavar, mas essa lhes foi negada.

Finalmente, após visitas iniciais a Zeidan, Stein disse que o governo sírio "me motivou a enviar uma solicitação" para cavar.


Por que a mudança?


"Fiquei incrivelmente animado, mas pude apenas especular sobre quais seriam seus motivos", disse Stein numa recente entrevista, referindo-se à decisão síria.

"Talvez eles estivessem esperando pela chegada da equipe certa. Nosso instituto havia trabalhado na Síria por algo como 80 anos, e estávamos interessados num compromisso de longo prazo.

Nós também apontamos que o sítio estava em risco pelo desenvolvimento de agricultura ao longo de suas bordas. Partes do local já haviam sido terraplanadas em campos e um canal".

Nos verões de 2008 e 2009, Stein dirigiu o mapeamento das ruínas Zeidan e a escavação de valas exploratórias.

Ele afirmou que as descobertas iniciais confirmavam que o sítio era uma "comunidade proto-urbana" no período Ubaid, muito provavelmente o local de um importante templo.

Quatro fases distintas de ocupação foram identificadas em Zeidan. Uma cultura mais simples, conhecida como Halaf, foi encontrada nos sedimentos de baixo, materiais Ubaid bem preservados estão no meio e duas camadas da Idade do Cobre estão no topo. Pelas evidências até agora, as transições entre períodos foram aparentemente tranquilas.

Arqueólogos desencavaram destroços de pisos de casas com lareiras, fragmentos de paredes de tijolos de barro, cerâmica Ubaid pintada e seções de muros maiores, possivelmente partes de fortificações ou arquiteturas públicas monumentais.

Os estilos de cerâmica e testes de radiocarbono indicam que o muro seja de aproximadamente 5.000 a.C.

Uma das descobertas mais significativas foi um carimbo de pedra com o desenho de um cervo, provavelmente usado para carimbar uma marca em bens e identificar propriedade numa época anterior à escrita. Para arqueólogos, um carimbo não é apenas um carimbo.

Zettler disse que ele significa que "alguém tem a autoridade de restringir acesso a coisas - para fechar e abrir jarros, sacolas, portas - e assim, quando você possui esse carimbo, é preciso ter havido estratificação social".

A existência de carimbos elaborados com motivos quase idênticos em sítios tão distantes, segundo Stein, "sugere que nesse período, elites de alta graduação assumiam posições de liderança ao longo de uma região bastante ampla, e essas elites dispersas compartilhavam um conjunto comum de símbolos - e até mesmo uma ideologia comum de status social superior".

Outros artefatos atestam a mudança da cultura, de uma vida auto-suficiente em vilas a produções especializadas de trabalhos manuais, dependentes de comércio e capazes de adquirir bens de luxo, relatam os arqueólogos.

Deduz-se que tal transição tenha exigido alguma estrutura administrativa e criado uma classe rica.



A expedição buscará as ruínas de templos e grandes edifícios públicos como confirmação dessas alterações políticas e sociais.

No que parece ser a área industrial do sítio, arqueólogos desenterraram oito grandes fornos para queimar cerâmica, uma das mercadorias Ubaid mais encontradas em amplas áreas de troca.

Eles descobriram lâminas feitas de vidro vulcânico de alta qualidade. Uma abundância de lascas mostrou que as lâminas foram produzidas no local, e a cor e composição química do material indicaram que ele veio de minas da atual Turquia.

Zeidan tinha também uma indústria de fundição para fabricar ferramentas de cobre, a tecnologia mais avançada do quinto milênio a.C.

O povo provavelmente andava centenas de quilômetros para obter o minério de cobre mais próximo, em fontes próximas à atual Diyarbakir, na Turquia. Levar o cobre para casa não era uma tarefa fácil.

Numa época anterior à roda ou burros domesticados, as pessoas tinham de carregar a pesada carga nas suas costas.

Um sítio como Tell Zeidan, segundo Zettler, está "nos dizendo que as cidades não apareceram do nada, elas evoluíram a partir das fundações criadas no período Ubaid".

Até recentemente, afirmou Algaze, "acidentes de captação de dados" haviam levado acadêmicos a pensar que a origem das cidades e estados na Mesopotâmia foi "uma ocorrência razoavelmente abrupta no quarto milênio, concentrada no que é o sul do Iraque".

As cidades do sul podem ter sido maiores e mais duradouras, disse ele, mas o aumento da exploração na periferia mesopotâmica, especialmente a disseminação das trocas, sugere que "a semente da civilização urbana" foi plantada bem antes de 4.000 a.C.


Fonte: Folha Online


quarta-feira, 28 de abril de 2010

O fantasma de Allatoona Pass na Geórgia, E.U.A.

Após uma batalha feroz da Guerra Civil em Allatoona Pass, um soldado confederado desconhecido foi enterrado ao lado da via férrea. Se acredita a muitos anos que o seu espírito assombra a área, particularmente pegando carona nos trens.


Em 28 de outubro de 1934 o Atlanta Journal Magazine publicou uma reportagem sobre E.L.(Polly) Milan, um homem que começou sua carreira de ferroviário em 1877.

Nascido em 25 de maio de 1861, um mês após a primeira batalha da Guerra Civil, ele tinha setenta e três anos de idade e havia trabalhado na ferrovia por cinquenta e sete anos, ocupando o cargo de maquinista.

Três anos depois de começar a trabalhar na ferrovia, com a idade de dezenove anos, viu o fantasma de Allatoona Pass.

"Eu estive em vários desastres ruins", ele testemunhou, "mas encontrar com aquele fantasma foi pior que todos os meus desastres."

Quando jovem, Milan trabalhou em um trabalho perigoso, que exigia que os homens girassem os freios entre os vagões quando o trem passava pelas montanhas.

"Os freios a ar eram desconhecidos, e a trilha era curva e traiçoeira através das montanhas solitárias e agourentas", relata Milan, "mas nunca aconteceu nada que me assustasse até a noite em que encontrei o fantasma".

"Nós vínhamos do sul num pequeno trem de frete com uma carga para Allatoona, quando descobriram que o trem havia se separado em dois", continua o velho maquinista. "Um pouco antes da meia-noite eu fui chamado para sinalizar para uma composição que vinha logo atrás".

"Com minha pistola na mão direita e minha lanterna vermelha e branca na esquerda, eu corri de volta até a colina. Eu parei no meio de um corte com aproximadamente 18 metros de profundidade e cerca de 120 metros de comprimento".



Allatoona Pass vista do Norte, cerca de 1864. À esquerda pode ser vista a Casa Clayton, e no alto, o Forte Star. Entre as duas colinas o corte profundo


"Havia o túmulo de um soldado no extremo norte e uma caverna escura e assustadora, e eu tinha ouvido falar de coisas estranhas ouvidas e vistas por lá. Então eu parei no meio do corte, porque eu não queria passar pelo túmulo".

"Ali estava eu, no escuro, com a minha pistola na mão. O trem tinha atrelado e ido, me deixando sozinho lá fora, nas montanhas, onde podia acontecer de tudo naqueles dias".

"Bem, alguns minutos depois que o trem desapareceu na noite, fiquei horrorizado ao ver algo que parecia um homem com um lençol jogado sobre ele, saindo do escuro, perto do extremo norte do corte, e que lentamente se aproximava de mim".

"Assustado quase à morte, e não sabendo o que fazer, eu fiquei lá e assisti a "coisa" vindo em minha direção. Quando chegou a uns 18 metros de onde eu estava, ele caiu cansado".

"Apenas se sentou lá, como se estivesse esgotado, enquanto eu refletia sobre o que fazer. Finalmente falei com ele, mas ele não respondeu. Falei de novo, mas apenas o som da minha voz ecoou no corte sombrio. Eu não sabia o que fazer!"

"A lanterna tilintava em minhas mãos e meus dentes estavam chacoalhando como ervilhas secas em uma vagem. "Então algo pareceu me empurrar em direção a coisa. Quando o alcancei, eu o toquei com as costas da mão da pistola".

"Eu nunca vou esquecer a sensação enquanto eu viver! Era frio, e em menos tempo do que se leva para dizer isso, eu estava chorando descontroladamente e correndo como louco".

"Corri mais de uma milha e meia antes que o trem que eu devia sinalizar me alcançasse", Milan concluiu: " Eu não sei o que era. Muitos ferroviários afirmam ter visto muitas coisas nesse corte."



Os primeiros encontros com o fantasma do trem de Allatoona ocorreram na década anterior, de acordo com o Savannah Morning News de 09 de dezembro de 1872, apenas sete anos depois do fim da guerra.

Durante meses, "operadores, condutores, maquinistas e homens dos freios "perceberam" que tinham o reforço de uma mão extra nos trens, quando a locomotiva entrava na área de Allatoona.

O ser "aparece de repente em cima dos vagões, ocupa um lugar, e ali permanece por muitos quilômetros, então o homem dos freios desconhecido desaparece."

Condutores que se aproximaram ficaram chocados ao vê-lo "desaparecer como a neblina." Recentemente, um maquinista avistou "o homem do freio fantasmagórico" sentado em cima de seu terceiro carro.

Determinado a resolver o mistério, ele escalou os carros com os olhos fixos na aparição, mas quando ele se aproximava da visão, "gradualmente ela desaparecia de vista" afirma o relatório.

O teimoso maquinista, continuou até o vagão e procurou em cada possível esconderijo. Ele não encontrou ninguém, mas quando voltava ele encontrou o fantasma na posição que ocupava anteriormente, o que achou "incompreensívelmente estranho e inexplicável."

Pela segunda vez quando abordou o fantasma ele "dissolveu-se em nada." Chegando na locomotiva, o maquinista olhou novamente para trás e viu o seu hóspede indesejável no lugar habitual, que ocupou por alguns quilômetros, até que "desapareceu."

Sua aparição encima dos trens tem sido vista com indiferença entre os homens da estrada de ferro", conclui o artigo," e todo o esforço para descobrir quem ele é cessou".

Allatoona também tem uma história de luz fantasma tradicional. Uma misteriosa bola iluminada é vista balançando à noite nas trilhas, e é supostamente o espírito do soldado enterrado que carrega uma lanterna à procura dos companheiros há muito tempo desaparecidos, e bolas de luz esvoaçam ao redor da sua sepultura.

Uma variação da história tem o cachorro fantasma do soldado que corre ao lado dos trens antes de parar na sepultura do seu dono.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: Brown's Guide/Allatoona Pass Battlefield


Cérebro "desliga" em resposta a oração de cura


Quando as pessoas se deixam seduzir pela oração de uma figura carismática, áreas do cérebro responsáveis pelo ceticismo e vigilância tornam-se menos ativas.

Essa é a conclusão de um estudo que analisou a reposta das pessoas a orações proclamadas por alguém que supostamente possui poderes de cura divina.

Para identificar os processos cerebrais subjacentes à influência de pessoas carismáticos, o estudioso Uffe Schjodt, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e seus colegas procuraram cristãos pentecostais, que acreditam que algumas pessoas têm poderes divinos de cura, sabedoria e profecia.

Utilizando ressonância magnética funcional, o pesquisador e seus colegas realizaram uma varredura nos cérebros de 20 pentecostais e 20 não crentes, enquanto tocavam orações gravadas.

Os voluntários foram informados de que seis das orações foram lidas por um não cristão, seis por um cristão comum e seis por um curandeiro. Na realidade, todas foram lidas por cristão comuns.

A atividade cerebral monitorada pelos pesquisadores mudou apenas nos voluntários devotos, em resposta às orações.

Partes do córtex pré-frontal e do córtex cingulado anterior, que desempenham papeis fundamentais de vigilância e ceticismo ao julgar a verdade e a importância do que as pessoas dizem, foram desativadas enquanto as orações ouvidas eram dos supostos curandeiros.

As atividades diminuíram em menor medida quando no alto-falante falava, supostamente, um cristão normal.

O pesquisador disse que isso explica porque alguns indivíduos podem exercer mais influência sobre os outros, e conclui que a habilidade para isso depende fortemente de noções preconcebidas de sua autoridade e confiabilidade.

Não está claro se os resultados se estendem a líderes religiosos, mas Schodt especula que regiões do cérebro podem ser desativadas de forma semelhante em resposta a médicos, pais e políticos.


Fonte: Folha Online


Estudo: sonho tem papel importante na consolidação da memória


Um novo estudo coordenado por pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center, nos Estados Unidos, indica que os sonhos podem ser a forma que o cérebro adormecido tem de dizer que está ocupado em pleno trabalho de consolidação da memória. A pesquisa foi publicada na edição on-line da revista Current Biology.

De acordo com Robert Stickgold, um dos autores do estudo, os sonhos são a maneira de o cérebro processar, integrar e realmente compreender novas informações.

Os cientistas examinaram 99 voluntários que foram submetidos a atividades em um videogame em três dimensões.

Após o treinamento inicial, os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro tirou um cochilo com média de 90 minutos e o segundo permaneceu acordado em atividades tranquilas.

Em diversos momentos, os integrantes do segundo grupo eram questionados sobre o que estavam pensando. Os que tiraram uma soneca diziam depois o que lembravam de seus sonhos.

Cinco horas depois, os participantes repetiram o procedimento completo, com o exercício virtual e a sequência com soneca ou atividade tranquila.

Os que se mantiveram acordados não mostraram melhoria no rendimento dos exercícios feitos posteriormente, ainda que tivessem pensado no mesmo durante o período de descanso, o que, em teoria, daria mais chances de se sair melhor.

Dos que dormiram, aqueles que não descreveram sonhos relacionados ao mundo virtual no qual interagiram também não apresentaram melhoria no aproveitamento dos exercícios.

Mas os que sonharam com os ambientes tridimensionais tiveram uma melhoria considerada dramática, dez vezes superior aos que dormiram e não sonharam com o exercício.

Os resultados indicam que não apenas o sono foi necessário para consolidar as informações, mas que os sonhos se mostraram como uma espécie de reflexo da atividade cerebral intensa nas tarefas de consolidação da memória.

"Mas não estamos dizendo que quando se aprende algo é o sonho o responsável. Em vez disso, aparentemente, quando temos uma nova experiência ela dispara uma série de eventos paralelos que faz com que o cérebro consolide e processe as memórias", disse Stickgold.


Fonte: Terra


Menina surpreende médicos ao sobreviver a ataque de água-viva letal


Uma australiana de dez anos surpreendeu especialistas após sobreviver a um ataque de um cubozoário, um tipo de água-viva que vive no Pacífico e é tida como um dos animais mais venenosos da Terra.

Rachel Shardlow foi queimada pela criatura quando nadava com o irmão no rio Calliope, há mais de 23 quilômetros do oceano Pacífico, em Gladstone, norte da Austrália.

"Esses animais matam humanos mais rápido do que qualquer outro animal venenoso", disse o pesquisador e zoologista da Universidade de James Cook, em Queenland, Jamie Seymour. "Apenas três minutos são suficientes para ser fatal."

Quando os tentáculos da água-viva prenderam sua perna, Rachel sentiu falta de ar e perdeu a visão. O irmão a trouxe para a beira do rio e a criança ficou inconsciente por 30 minutos.

Rachel foi colocada em coma induzido, e após seis semanas de tratamento no Hospital de Brisbane, pode retornar para casa.

Para o zoologista, foi quase um milagre Rachel ter sobrevivido.

"Jamais soube de alguém de se salvou depois de tamanha extensão da queimadura", disse Seymour à rádio australiana ABC.

"Quando vi as fotos da perna dela, pensei: essa criança não deveria ter sobrevivido."



Segundo o professor, a universidade está interessada em saber quanto tempo Rachel vai levar para se recuperar completamente e se haverá alguma sequela.

Segundo o pai de Rachel, Geoff Shardlow, a pele da filha está com cicatrizes e ela também sofreu perda de memória.


Fonte: BBC


Refletor perdido na Lua há 39 anos testaria teoria de Einstein


Físicos da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, encontraram um refletor de luz soviético na superfície da Lua que pousou em 17 de novembro de 1970 e estava desaparecido desde 14 de setembro de 1971.

Segundo o jornal Simmetry, do Laboratório do Acelerador Nacional de Partículas, na universidade de Stanford, o objeto poderá ajudar a testar a lei geral da relatividade, de Albert Einstein.

Segundo a revista, o objeto simplesmente reflete qualquer luz de volta para sua fonte, não importando de que direção tenha vindo.

Outros refletores podem ser encontrados na Lua, três deles foram deixados pelas missões Apollo, da Nasa.

Os cientistas costumam mandar pulsos de laser para esses refletores, sabendo que eles serão refletidos de volta. Os físicos podem, assim, medir a distância até o refletor com grande precisão milimétrica.

Segundo o professor Tom Murphy, da Universidade da Califórnia, a equipe de cientistas estuda a teoria de Einstein através da medição do formato lunar com a ajuda dos três refletores da Apollo e outro deixado pelos soviéticos, o Lunokhod 2.

"Normalmente usamos os três refletores deixados na lua pelas Apollo 11, 14 e 15 (...) e, ocasionalmente, o refletor da Lunokhod 2, que não funciona bem o suficiente quando iluminado pela luz do sol. Mas nós queríamos achar o Lunokhod 1", diz o cientista.

De acordo com a universidade, três refletores são necessários para descobrir a orientação da lua. Um quarto acrescenta informações sobre a distorção causada pela gravidade da lua, e um quinto aumenta a informação.

Os cientistas afirmam que, pela sua posição, o Lunokhod 1 é fundamental para entender o núcleo líquido da Lua e para determinar a posição exato do seu centro e assim mapear a órbita. Os cientistas esperam utilizar esses dados para testar o que diz a teoria de Einstein sobre a órbita.


Desaparecido há 39 anos


Murphy afirma que a equipe ocasionalmente se deparou com o refletor desaparecido nos últimos dois anos. Contudo, no mês passado uma câmera de alta-resolução da Nasa encontrou o local exato do Lunokhod 1.



Em 22 de abril, os cientistas enviaram um pulso de laser para o local do telescópio Apache, no Novo México. Murphy e Russet McMillan, que trabalha no observatório do Apache, conseguiram determinar a distância do telescópio até o refletor com precisão de 1 cm.

"Nós rapidamente verificamos que o sinal era real e descobrimos que era surpreendentemente claro, pelo menos cinco vezes mais claro que o outro refletor soviético, no Lunokhod 2", disse Murphy.


Fonte: Terra


Degelo no norte do Canadá revela antigas ferramentas de caça a caribus



Montanhas Mackenzie, em Yukon


O degelo no extremo norte do Canadá revelou um tesouro oculto de antigas ferramentas usadas na caça de caribus e outras presas, anunciaram cientistas na terça-feira.

Arqueólogos canadenses descobriram, no alto das montanhas Mackenzie, em Yukon, armas de mão com 2.400 anos, uma armadilha de chão para esquilos de 1.000 anos, além de arcos e flechas de 850 anos.

"Os utensílios são realmente assombrosos", disse Tom Andrews, do Prince of Wales Northern Heritage Centre, em Yellowknife, principal pesquisador do International Polar Year Ice Patch Study.

"Há flechas de madeira e pontas de flecha tão finas que não se pode acreditar que alguém se sentou e as fez com uma pedra", disse o cientista, em um comunicado.



Os biólogos envolvidos no projeto também examinam o esterco surgido debaixo do gelo, em busca de restos de plantas, partes de insetos, pólen e parasitas de caribus.

Andrews começou sua busca no ano 2000, revisando imagens de satélite das montanhas Mackenzie para localizar e examinar os pedaços de gelo depois que foi descoberta uma ponta de flecha com 4.300 anos na região três anos atrás.

"Percebemos que os pedaços de gelo continuam derretendo e temos a obrigação ética de reunir estes utensílios conforme forem sendo expostos", disse.

"Em um ano ou dois os artefatos teriam desaparecido", acrescentou.


Fonte: JB Online


Arqueólogos afirmam ter encontrado a Arca de Noé na Turquia


Grupo de chineses e turcos teria localizado vestígios da mítica embarcação no Monte Ararat.

Um grupo de arqueólogos chineses e turcos afirmam ter localizado a bíblica Arca de Noé no topo do Monte Ararat, na Turquia, segundo informa nesta terça-feira, 27, a imprensa local.

Um dos membros do grupo, o documentarista chinês Yang Ving disse que foi localizada uma estrutura de madeira antiga a uma altitude de 4 mil metros no Ararat, que está localizado próximo à fronteira com o Irã.

O explorador, membro de uma organização internacional dedicada à busca da mítica embarcação em que Noé e sua família escaparam do dilúvio, afirmou que os vestígios encontrados datam de 4.800 anos atrás.




"Não é 100% seguro que seja a Arca, mas avaliamos que é 99,9%. A estrutura do barco tem muitos compartimentos e isso pode representar os espaços onde os animais foram acomodados", disse Ving em declarações à agência de notícias turca Anadolu.

O especialista também informou que o grupo entrou em contato com o governo da Turquia para pedir proteção ao local onde será feita as escavações e adiantou que solicitará à Unesco que inclua essa região na lista de patrimônios da humanidade.




Não é a primeira vez que um grupo de arqueólogos afirma ter encontrado a Arca de Noé no Monte Ararat, o mais alto da Turquia, onde a Bíblia narra que Noé desembarcou após as águas baixarem depois do Dilúvio.


Fonte: Estadão/Noah's Ark

terça-feira, 27 de abril de 2010

Chimpanzé encara a morte de modo similar aos humanos, diz estudo

Rosie (ao fundo), a filha de Pansy, vista aqui com Chippy, ficou ao lado de sua mãe depois que ela morreu

Grupo escocês filmou ‘velório’ de primata com mais de 50 anos. Filha mais velha de Pansy passou a noita toda ao lado do corpo da mãe.


Os chimpanzés reagem à morte de forma parecida à humana. A conclusão é de James Anderson, do grupo de comportamento e evolução do departamento de psicologia da Universidade de Stirling, na Escócia.

"Vários fenômenos têm sido considerados como separadores entre o homem e as outras espécies, como a capacidade de raciocinar, de falar ou de utilizar ferramentas, além da consciência de si mesmo”, diz Anderson.

“Mas a ciência mostrou que essas divisões são na realidade mais relativas. A consciência da morte é um desses fenômenos psicológicos atribuídos durante muito tempo somente aos humanos”, afirma.

Ainda segundo ele, “as observações que temos feito das reações de chimpanzés reagindo à perda de seu par ou em seus últimos momentos de vida indicam que são muito conscientes da morte e provavelmente de maneira muito mais desenvolvida do que se suspeitava”.


Compartilhando o DNA: Os investigadores acreditam que o comportamento dos chimpanzés como Chippy lança luz sobre as origens das nossas próprias atitudes perante a morte


O trabalho descreve as últimas horas e a morte, no dia 7 de dezembro, de uma fêmea com mais de 50 anos, que vivia com um pequeno grupo desses primatas no Parque de Safári Blair Drummond, na Escócia. Tudo foi filmado.

Nos dias que precederam à morte da fêmea, o grupo esteve muito silencioso e com a atenção centrada nela, especialmente em seu rosto, ressalta Anderson. Pouco antes de sua morte, os companheiros faziam muitas carícias na veterana moribunda.

Segundo os pesquisadores, após afastar-se por um tempo, Rosie, a filha mais velha de Pansy, com 20 anos, voltou e ficou a noita toda ao lado do corpo.


Momento triste : a chimpanzé Pansy, logo depois que morreu, sua família fivou enlutada por semanas


"Nos dias antes de Pansy morrer, os outros até alteraram sua rotina de sono para ficar perto dela, dormindo no chão em um compartimento onde normalmente eles não dormem”, contou Anderson ao site Discovery News.

Em um segundo estudo, o grupo dos cientistas Dora Biro, da Universidade de Oxford, e Tetsuro Matsuzawa, da Universidade de Kyoto, testemunhou nas florestas de Bossou, na Guiné, um longo ritual funerário de duas mães chimpanzés, Jire e Vuavua, que velaram os cadáveres de dois filhotes por 68 dias.


Os artigos “Chimpanzee mothers at Bossou, Guinea, carry the mummified remains of their dead infants”, de Dora Biro, Tatyana Humle, Kathelijne Koops, Claudia Sousa, Misato Hayashi e Tetsuro Matsuzawa e “Pan thanatology”, de James R. Anderson, Alasdair Gillies e Louise C. Lock foram publicados na revista científica “Current Biology”, vol. 20, nº 8, de 27 de abril.


Fonte: G1/Daily Mail


Nova tecnologia "enxerga" os mortos


Uma nova e bizarra tecnologia tem sido usada para localizar túmulos antigos e até então desconhecidos em Quebec, no Canadá.

Cientistas da Universidade McGill conseguiram identificar túmulos de animais com câmeras especiais que percebem as mudanças na luz vinda do solo e plantas.

As câmaras hiperespectrais coletam e processam luz através do espectro eletromagnético não apenas pela luz visível como pela ultravioleta e infravermelha.

A pesquisa poderá ajudar a polícia a descobrir corpos ocultos em crimes, por exemplo, ou ajudar a encontrar vítimas de massacres, mesmo depois de anos enterradas.

"Nós suspeitamos que alguns deste túmulos (de animais) têm mais de 40 anos e estamos excitados em tentar achar lugares ainda mais antigos, com centenas de anos", disse Andre Costopoulos, professor da Universidade McGill.

Costopoulos foi convocado para tentar encontrar um elefante desaparecido. Em três tentativas não apenas encontrou-o como outros sete animais, enterrados entre um e dois metros de profundidade.

De acordo com os cientistas, nos primeiros cinco anos um corpo enterrado inibe o crescimento de plantas. Aquelas que crescem sobre túmulos recentes não refletem muito bem a luz, que os cientistas podem detectar usando as câmeras especiais.


Fonte: Terra


Centro de observação de UFOs tem lojinha de presentes e aeroporto de mosquitos



Lugar no meio do deserto faz dez anos e ETs não aparecem para comemorar.

Desde maio de 2000, funciona, ao norte da cidade de Hooper, no meio do deserto no Estado do Colorado (EUA,) um vistoso estabelecimento.

A Torre de Observação de UFOs nasceu para pesquisar e analisar visitas de ETs à Terra. A proprietária Judy Messoline montou uma lojinha com objetos sobre alienígenas, enquanto aguarda com muita paciência o dia em que eles farão contato. Nenhum ovni aparece por lá, mas a quantidade de moscas e mosquitos é de outro mundo.

O centro, que completa dez anos em 2010, foi montado no local porque fica próximo à lendária cidade de Roswell, no Estado vizinho do Novo México.

Ufólogos xiitas e não xiitas acreditam que naves aliens pousaram ali em 1947. Os pilotos e passageiros bizarros de outra galáxia foram, segundo eles, avaliados e estudados por cientistas da Nasa.

Judy acredita, e ai de quem duvidar, que Hooper é um lugar especial, muito visado pelas mentes intergalácticas. Roswell prova tudo isso, costuma dizer a ufóloga, que vai até lá, armada de lunetas, câmeras e gravadores, de domingo a domingo.

A americana, seus fãs e amigos vivem dizendo que veem fenômenos estranhos e objetos não identificados no céu do deserto.

Além da loja, com teto em formato de cúpula, funciona ali um acampamento que tem reunido cada vez menos entusiastas.

O número de insetos, no entanto, aumentou bastante. Repelentes são mais úteis e fundamentais que os binóculos.

Judy adora ouvir histórias de UFOs. Dá até brindes, como bonés e canetas, aos visitantes que relatam delirantes casos de abdução e viagens cósmicas, além de observações de naves perdidas entre nuvens.

O centro abriga outras atrações, como uma torre que vigia o céu e um jardim – segundo a dona, ele é terapêutico por causa da energia muito boa gerada pelos ETs.

As pedras que estão ali, avisa, são mágicas e redentoras. Ficam em meio a decorativos dinossauros de plásticos.



Muitos visitantes agradecem a força do mineral deixando oferendas. As mais comuns são gomas de mascar. Por quê? Acham que os ETs podem curtir um chicletinho, item único no universo.

Duas grandes esculturas de aliens guardam a entrada do centro. Há também um arbusto chamado de “mágico”, embora não seja explicado que tipo de truque a vegetação pode fazer.

De qualquer maneira, pode-se até casar ali para testar a energia. Já houve cerimônias no centro com o tema UFO – entre seres terrestres mesmo.

O céu naquele lugar é bem estrelado e romântico à noite. Mas não foi divulgado se as uniões deram certo ou foram para o espaço.


Fonte: R7
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