
Uma misteriosa camada de dióxido sulfúrico de grande altitude descoberta pelo satélite Venus Express, da ESA - a agência espacial européia -, em Vênus, foi finalmente explicada, após dois anos de sua descoberta. Segunda a ESA, a descoberta serve como um aviso contra a ejeção de gases na nossa atmosfera.
Vênus é coberto por ácido sulfúrico que bloqueia a visão de sua superfície. As nuvens são formadas entre 50 e 70 km de altura, quando o dióxido sulfúrico dos vulcões se junta ao vapor de água, formando o ácido sulfúrico.
O dióxido que sobra do processo deveria ser destruído pela intensa radiação solar. Portanto, quando, em 2008, o satélite Venus Express detectou a existência dessa camada, criou-se um mistério.
De onde esse dióxido sulfúrico sai para formara a camada que fica entre 90 km e 110 km da superfície do planeta?
Simulações de computador feitas por Xi Zhang, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Estados Unidos, e outros cientistas do país, da França e de Taiwan, mostram que gotas de ácido sulfúrico podem evaporar em grandes altitudes, liberando gases de ácido que se quebram na luz do Sol e que se transformam em dióxido sulfúrico.
Com essa nova descoberta, a preocupação sobre as mudanças climáticas da Terra aumentam. As experiências para a diminuição das mudanças, segundo os cientistas, podem não estar funcionando, como pensado originalmente.
"As novas descobertas também significam que o ciclo atmosférico do enxofre é mais complicado do que pensávamos", diz Håkan Svedhem, cientista do projeto Venus Express.
O vencedor do prêmio Nobel, Paul Crutzen, defendeu recentemente que ejetar artificialmente grandes quantidades de dióxido sulfúrico na atmosfera da Terra a 20 km de altura para conter o aquecimento global resulta no aumento de gases que causam o efeito estufa.
Esse gás forma pequenas gotas de ácido sulfúrico, iguais aos encontrados em Vênus. Essas gotas formam uma camada que reflete os raios do Sol, gelando o planeta em aproximadamente 0,5 °C.
Contudo, o estudo indica que a evaporação de ácido sulfúrico em Vênus sugere que esse projeto pode não dar certo, já que não sabemos quanto tempo essa camada protetora levará para se transformar em dióxido sulfúrico.
E o pior, uma camada desse gás pioraria o efeito estufa, já que permite a passagem de todos os raios solares.
"Nós precisamos estudar detalhadamente as potenciais consequências de uma camada artificial de enxofre na atmosfera da Terra", diz Jean-Loup Bertaux, da Universidade de Versailles-Saint-Quentin, na França, que também participa do projeto.
Para esse estudo, o satélite venus Express passa a ser de fundamental importância, pois como a natureza causa, também, a existência da camada de gases, os cientistas ainda não precisam realizar experimentos mais detalhados, podem apenas examinar os efeitos pelo satélite.
Fonte: Terra
Cobra sucuri foi capturada após ser vista tentando pegar uma capivara (Foto: Divulgação \ Polícia Militar do Meio Ambiente)
Sucuri capturada em fazenda do Triângulo Mineiro mede cerca de cinco metros (Foto: Divulgação \ Polícia Militar do Meio Ambiente)
Um conjunto de dentes pertencente a um réptil pré-histórico indica uma possibilidade sobre como as presas venenosas das cobras evoluíram.
O réptil triássico Uatchitodon é conhecido apenas a partir de seus dentes que possuem características tanto de dinossauros quanto de crocodilos.
Nos f'ósseis mais antigos esses canais simplesmente não existem, o que alimentava dúvidas se essas variações refletiam mudanças evolutivas ou estágios diferentes de desenvolvimento dentário.
O pesquisador Jon Mitchell, da Universidade de Chicago, nos EUA, diz que tem uma pista sobre a resposta. Mitchell e colegas descobriram 26 dentes do Uatchitodon no Estado norte-americano da Carolina do Norte.
Com idade equivalente aos dois conjuntos de dentes encontrados anteriormente, e alinhados um a um, o grupo acredita que as ranhuras encontradas na superfície dos dentes dos animais se ampliaram e se aprofundaram até se tornarem presas venenosas.
Fonte: Folha.com
O motivo do aparecimento da cobra ainda não foi esclarecido. Os bombeiros suspeitam que o animal possa ter vindo de um clube próximo ao condomínio.
A cobra foi enviada para o Instituto Butantan.
Fonte: R7
Novos robôs - nenhum deles de aparência humana - estão sendo projetados para lidar com uma ampla gama de tarefas, desde eliminar atiradores a servir de sentinelas noturnos.
Em uma cidade simulada utilizada pelo Exército para treinamento de combate urbano, um robô de 15 polegadas com uma câmera de vídeo acoplada observa o entorno de uma fábrica de bombas em uma missão de espionagem.
Sobre a região, uma aeronave quase silenciosa com uma envergadura de 4 metros transmite imagens dos prédios abaixo.
Entra em cena um veículo de aparência sinistra que se locomove sobre esteiras de tanque, do tamanho de um cortador de grama, equipado com uma metralhadora e um lança-granadas.
Três técnicos carregando mochilas, fora da linha de fogo, operam os três robôs com controles sem fio no melhor estilo videogame.
Um gira a câmera de vídeo do robô armado até visualizar um atirador no telhado. A metralhadora se mexe, aponta e dispara duas rajadas. Se as balas fossem reais, o alvo teria sido destruído.
As máquinas vistas no Rodeio de Robótica no mês passado, na escola de treinamento do Exército, não apenas protegem os soldados, como nunca são distraídas porque usam um olho digital que não pisca, ou "olhar persistente", que detecta automaticamente até o menor movimento. Elas também não entram em pânico sob ataque.
"Um dos grandes argumentos para o uso de robôs armados é que eles podem atirar em segundo", disse Joseph W. Dyer, ex-vice-almirante e chefe de operações da iRobot, que fabrica robôs que removem explosivos, bem como o aspirador de pó robotizado Roomba.
Quando um robô olha ao seu redor em um campo de batalha, ele disse, o técnico remoto que está vendo através dos seus olhos pode levar algum tempo para avaliar o cenário sem disparar com pressa contra uma pessoa inocente.
No entanto, a ideia de que os robôs com rodas ou pernas, com sensores e armas, um dia poderão substituir ou complementar os soldados humanos ainda é uma fonte de extrema controvérsia.
Riscos
Como os robôs podem realizar ataques com pouco risco imediato para as pessoas que os operam, os críticos dizem que essas máquinas reduzem as barreiras a uma guerra, o que poderia tornar as nações mais rápidas no gatilho e levar a uma nova corrida armamentista tecnológica.
"As guerras serão iniciadas de forma muito fácil e com custo mínimo" conforme aumente a automação, previu Wendell Wallach, um estudioso do centro Interdisciplinar de Bioética de Yale e presidente de seu grupo de pesquisa de tecnologia e ética.
Os civis estarão em maior risco, argumentam as pessoas do lado de Wallach, por causa dos desafios na distinção entre combatentes e inocentes.
Esse trabalho é irritantemente difícil para os humanos em campo. Ele se torna mais difícil quando um dispositivo é operado remotamente.
Predator
Esse problema já havia surgido com aviões Predator, que encontram seus alvos com o auxílio de soldados no chão, mas são operados a partir dos Estados Unidos.
Uma vez que civis no Iraque e no Afeganistão morreram como resultado de danos colaterais ou confusão de identidades, os Predators têm causado oposição internacional e motivado acusações de crimes de guerra.
Mas os combatentes robôs são apoiados por uma ampla gama de estrategistas militares, oficiais e criadores de armas – e até mesmo alguns defensores dos direitos humanos.
"Muitas pessoas têm medo da inteligência artificial", disse John Arquilla, diretor executivo do Centro Operações de Informação na Escola Naval.
"Vou defender a minha inteligência artificial contra a humana e dizer que a minha vai prestar mais atenção às regras de engajamento e criar menos lapsos éticos que uma força humana".
Arquilla argumenta que os sistemas de armas controladas por programas não agiriam por raiva e malícia e, em certos casos, podem tomar melhores decisões no campo de batalha que os humanos.
Sua fé em máquinas já está sendo testada. "Alguns de nós pensam que a estrutura organizacional correta para o futuro é uma habilidade que misture humanos e máquinas inteligentes", disse Arquilla. "Achamos que essa é a chave para o domínio das artes militares no século 21".
Fonte: IG

O maior mamífero terrestre de todos os tempos era uma criatura semelhante ao rinoceronte, mas sem o chifre, que tinha 5,5 metros de altura, pesava cerca de 17 toneladas e pastava nas florestas do quer hoje são Europa e Ásia. Ele faz com que o mais conhecido mamute lanudo pareça um nanico.
Descobrir e rastrear esses titãs pré-históricos é mais do que mera curiosidade: o feito lança nova luz sobre a evolução e a diversificação dos mamíferos, enquanto ocupavam os nichos deixados livres pelos dinossauros.
Passados 25 milhões de anos da extinção dos dinossauros - bem depressa, em termos geológicos - os mamíferos terrestres haviam atingido o tamanho máximo e começavam a estabilizar, escreve uma equipe internacional de cientistas na revista Science.
E embora diferentes espécies tenham atingido o tamanho máximo em diferentes momentos em diferentes continentes, o padrão evolutivo foi bastante similar em escala global.
"A evolução pode acontecer bem depressa quando a ecologia permite", disse a paleoecóloga Felisa Smith, da Universidade do Novo México, que encabeçou o estudo. "Isso realmente se resume à ecologia deixando acontecer".
Que o fim da era dos dinossauros, há 65 milhões de anos, abriu as portas para a era dos mamíferos, e que alguns mamíferos atingiram proporções gigantescas, já era sabido.
Mas o novo estudo é o primeiro mapeamento completo dos titãs de um modo a ajudar na compreensão de como e porquê atingiram proporções descomunais.
"Não tínhamos uma ideia clara de como a história se desenrolou após a extinção dos dinossauros", explica Nick Pyenson, curador do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsoniano, e que não tomou parte na pesquisa.
Teorias anteriores sugeriam que a diversidade de espécies levou ao aumento de tamanho, mas o novo trabalho não encontrou essa conexão.
"Isso sugere que há uma explicação mais profunda sobre como o grande tamanho corporal evolui em mamíferos", disse ele.
Mamíferos coexistiram com dinossauros, mas eram pequenos, não ultrapassando o tamanho de um pequeno cão. "Nós éramos basicamente os ratos correndo aos pés dos dinossauros", define Felisa Smith.
Para entender como isso mudou, pesquisadores reuniram dados de fósseis sobre o tamanho máximo atingido por todos os principais grupos de mamíferos em cada continente, ao longo da história evolutiva.
O maior foi o Indricotherium de 17 toneladas, seguido de perto por uma criatura semelhante ao elefante, o Deinotherium africano. Os elefantes atuais pesam de 3 a 5 toneladas.
Os herbívoros se agigantaram primeiro, talvez porque tivessem a vantagem de comer a vegetação que os grandes dinossauros herbívoros, uma vez extintos, não comiam mais.
Da mesma forma que acontece hoje com leões e elefantes, os grandes predadores que se seguiram ficaram com cerca de 10% do tamanho dos maiores herbívoros.
Por que o tamanho dos mamíferos primeiro estabilizou e depois diminuiu? Disponibilidade de área e temperatura, diz Felisa.
Noventa por cento do alimento que os mamíferos consomem vai para manter a temperatura interna do corpo, e a quantidade de comida relaciona-se á área total que sustenta a população.
Os maiores mamíferos evoluíram quando um clima mais frio gerava um nível do mar mais baixo, e mais terra disponível.
Além disso, animais maiores têm mais dificuldade em perder calor, um problema com o aquecimento do clima.
Cientistas debatem que foi a mudança climática ou o advento do ser humano o que pôs fim à era dos mamíferos titânicos.

Cientistas que estudavam duas espécies de algas que crescem em regiões profundas dos oceanos concluíram que elas podem ter surgido há cerca de um bilhão de anos e seriam verdadeiros “fósseis vivos”.
A descoberta, feita por uma equipe de pesquisadores nos Estados Unidos e da Bélgica, pode transformar as teorias sobre quais plantas seriam as precursoras de todas as plantas verdes existentes hoje.
Os estudiosos recolheram amostras de algas que já eram conhecidas e pertenciam a dois gêneros, Palmophyllum e Verdigellas.
Elas foram encontradas a cerca de 200 metros no fundo do mar e, segundo os estudiosos, possuem pigmentos especiais que permitem aproveitar a luz que chega a essa profundidade para fazer a fotossíntese.
Os cientistas foram os primeiros a analisar o genoma dos dois organismos. E foi esta análise que revelou a impressionante origem dessas algas.
As conclusões da equipe foram publicadas na revista científica Journal of Phycology.
Diferentes
As plantas verdes até hoje foram classificadas em dois grandes grupos, ou clados - grupos de espécies com um ancestral comum.
Um deles inclui todas as plantas terrestres e as algas verdes com estruturas mais complexas, conhecidas como carófitas. O outro clado, o das clorófitas, abrange todas as algas verdes restantes.
A maioria dos estudos feitos anteriormente tentou determinar quais plantas antigas deram origem às carófitas, mas houve poucas pesquisas sobre a origem das outras algas verdes.
O cientista Frederick Zechman, da California State University, em Fresno, e sua equipe coletaram e estudaram amostras de Palmophyllum encontradas na região da Nova Zelândia (Oceano Pacífico), e Verdigellas da região oeste do Atlântico.
Elas são bastante peculiares, porque embora sejam multicelulares, cada uma de suas células não parece interagir com as outras de forma significativa.
Cada célula está acomodada sobre uma base gelatinosa que pode dar origem a formas complexas, como caules.
Os cientistas analisaram o DNA nas células das algas e concluíram que, em vez de pertencer ao clado das clorófitas, as duas espécies pertenceriam, na verdade, a um grupo novo e distinto de plantas verdes, que é incrivelmente antigo.
Os cientistas acham que elas são tão diferentes, que deveriam ser classificadas em uma ordem própria.
"Ao compararmos essas sequências genéticas aos mesmos genes em outras plantas verdes, descobrimos que essas algas verdes estão entre as primeiras plantas verdes divergentes, ou seriam talvez a primeira linhagem divergente de plantas verdes", disse Zechman à BBC.
Se este for o caso, segundo o cientista, essas algas poderiam ter surgido há um bilhão de anos.
Progenitoras das Plantas
Para ele, a descoberta poderia "transformar" nossa visão sobre que planta verde foi o ancestral de todas as que existem hoje.
Até o presente, os cientistas acreditavam que a progenitora das plantas verdes seria uma planta unicelular com uma estrutura em forma de cauda chamada flagelo, que permitia que a planta se movesse na água.
Mas a equipe de Zechman não encontrou flagelos nas algas observadas, o que pode ser uma indicação de que as plantas verdes mais antigas do planeta podem não ter tido flagelos.
Zechman disse que as algas estudadas por sua equipe podem ser qualificadas como "fósseis vivos", embora não se tenha conhecimento da existência de fósseis reais dessas algas.
Sua habilidade de utilizar luz de intensidade baixa permite que cresçam em águas profundas - o que pode ser a chave de sua impressionante longevidade.
Em profundezas como essas, as plantas sofrem menos perturbações provocadas por ondas, variações de temperatura e por predadores herbívoros que poderiam se alimentar delas.
Fonte: BBC
Um trabalhador rural passou 11 meses com um pedaço de faca nas costas. E o pior: sem saber que o objeto estava lá. Cloves levou várias facadas durante uma briga.
Ferido, foi atendido no hospital, mas os médicos não teriam percebido que a faca estava no corpo dele. Como ele ficou sentindo dores, procurou o hospital novamente. Foi aí que tudo foi descoberto. Agora ele está bem.
O documento mostra que o paciente foi atendido no Hospital de Traumas de Petrolina. Cloves Magalhães tinha sito atingido por sete golpes de faca.
Os ferimentos foram fechados pelo médico que o atendeu, mas logo depois ele passou a sentir fortes dores nas costas.
O sofrimento durou quase um ano até o trabalhador rural fazer um raio-x no início de novembro e descobrir que tinha um pedaço de faca no corpo dele.
'Eu comecei a trabalhar pegando no pesado e senti nas costas. Fui lá novamente, tirei o raio-x e constou o pedaço de faca em minhas costas', conta o trabalhador rural Cloves Magalhães.
Depois do exame, um outro médico do Hospital de Traumas encaminhou o paciente, que é de Petrolina, para fazer a cirurgia no Hospital Regional de Juazeiro. Na guia, o médico confirma a existência de um corpo estranho no abdômen.
Cloves foi atendido no Hospital Regional de Juazeiro no dia 12 deste mês. Segundo o cirurgião que fez a retirada do objeto, o procedimento foi simples, durou cerca de 15 minutos.
Já as dores que ele estava sentindo eram causadas pelo contato da faca com a coluna e a musculatura das costas.
'Não atingia nenhum órgão vital', explica o cirurgião Fredy Luiz Coelho de Castro.
O local da cirurgia já está cicatrizando. Cloves vai recorrer à Justiça. 'Vou batalhar para correr atrás do prejuízo', afirma.
A direção do Hospital de Traumas de Petrolina disse que só vai falar sobre o assunto depois que analisar o prontuário do paciente e conversar com o médico que atendeu Cloves.
Fonte: BATV

Moradores de uma remota vila no noroeste da China sempre acreditaram serem especiais, já que apresentavam características incomuns para outras pessoas da região, como olhos verdes e cabelos claros.
Agora um teste de DNA indica que eles são dois terços caucasianos e pesquisadores acreditam que eles são descendentes de uma legião romana que se perdeu há cerca de 2 mil anos durante uma guerra. As informações são do site do jornal Daily Mail.
O professor Homer Dubs, de Oxford, já havia sugerido nos anos 50 que os moradores da vila de Liqian poderiam ser descendentes de um grupo de soldados que se perdeu após a derrota do romano Crasso para os partos, na região onde hoje fica o Irã, em 53 a.C..
Os legionários teriam se unido aos hunos, que lutavam contra a China. Documentos oficiais chineses dizem que a vila foi fundada por soldados capturados em uma guerra contra os hunos em 36 a.C.. O resultado dos exames de DNA reforça a teoria de Dubs.
A teoria, contudo, recebe críticas. Yang Gongle, professor da Universidade de Pequim, afirma que a vila foi formada em 104 a.C., quase 50 anos antes do proposto pelo professor de Oxford.
Maurizio Bettini, da Universidade de Siena, na Itália, diz que enquanto não forem encontrados itens que liguem o local a Roma, como armas ou dinheiro romano, objetos comuns a legionários da época, não se pode fazer uma ligação com a legião romana.
Fonte: Terra

Os pterossauros, os primeiros e maiores vertebrados com capacidade de voar conhecidos, se adaptaram muito bem às brisas tropicais, mas caíam em caso de tempestade forte, segundo um estudo britânico publicado na "Biological Letters" da Royal Society na quarta-feira.
Com sua envergadura que podia alcançar os 12 metros e pesando cerca de 200 kg, decolar não devia ser coisa fácil para os pterossauros.
Colin Palmer, engenheiro e paleontólogo da Universidade de Bristol (Reino Unido), demonstrou, no entanto, através de experimentos com vento artificial, que esses animais pré-históricos na realidade se adaptaram muito bem a certos tipos voo.
Com base no estudo de fósseis, Palmer criou modelos de asas de pterossauro com resina e fibra de vidro de carbono.
Depois, inspirando-se em experiências realizadas com pás de hélices e cascos de veleiros, testou a resistência e a aerodinâmica destas asas num túnel de vento, como qualquer engenheiro aeronáutico testando a asa de um avião.
Segundo ele, os pterossauros se adaptaram a um voo tranquilo, transportado pelas correntes cálidas ascendentes, principalmente nas ladeiras de colinas e nas zonas costeiras.
Este voo lento e de geometria variável também lhes permitia pousar suavemente, reduzindo o risco de quebrar os ossos, relativamente frágeis, ao tocar o solo.
"Os ossos dos pterossauros eram ocos e, portanto, muito vulneráveis em caso de choque, porque uma baixa velocidade na aterrissagem era um elemento importante para evitar lesões", indica Colin Palmer.
Suas experiências também mostraram, no entanto, que o menor vento de tempestade certamente precipitava essas criaturas ao solo.
"Em contrapartida, os pterossauros sofriam de uma alta vulnerabilidade a ventos fortes e turbulências, tanto em voo como em terra, como os planadores modernos", resume o pesquisador.
Fonte: Folha.com





Uma nova espécie de crocodilo que viveu há cem milhões de anos atrás se encontra na Tailândia.
Segundo o pesquisador Komsorn Lauprasert, da Universidade de Mahasarakham, o animal tinha pernas mais compridas que as dos crocodilos atuais e se alimentava de peixes.
"Eles viviam na terra e podiam correr muito rápido", especula Komsorn, que viu o fóssil do crânio do animal em 2006, durante uma visita ao museu local.
A cabeça com cerca de 15 centímetros foi retirada de um sítio arqueológico da província de Nakhon Rathchasima --também conhecida como Korat --e não havia sido identificada cientificamente.
A nova espécie recebeu o nome de "Khoratosuchus jintasakuli", uma combinação de nomes do local onde foi encontrada e do diretor Pratueng Jintasakul que administra um instituto de pesquisa.
O nordeste tailandês se tornou um local importante para paleontólogos nas últimas décadas por ter inúmeros fósseis da era Mesozoica.
A pesquisa será publicada pela Sociedade Geológica de Londres.
Fonte: Folha.com
Krys, o crocodilo de Normanton, é supostamente um modelo construído no tamanho do maior crocodilo visto na Austrália, morto em 1950 e que teria medido 8.6m / AAP Fonte: AAP "Eu realmente não vi o crocodilo, mas os rastros que foram deixados para trás'', disse Thompson.
Ele disse que pegou sua fita métrica e a pegada media 25 cm, e algumas marcas de garras tinham 2,5 centímetros de profundidade. Ele mede 1 m entre as duas patas traseiras.
"Nós estamos prevendo um crocodilo com 1.5 m a 2m em toda sua circunferência,''disse. "Há uma possibilidade de que o crocodilo tenha 8 m.''
Normanton é famosa por sua relação com os crocodilos.
A réplica de 8.64 m de um crocodilo, alegadamente morto a tiros na área na década de 1950, encontra-se orgulhosamente na principal rua da cidade.
Thompson disse que a mais recente descoberta é tão grande quanto. "É um croc grande,'' disse.
"Poucas pessoas o viram na água. Estão todos dizendo que é do mesmo tamanho, se não maior. É muito bonito, o maior crocodilo que já vi.''
Os crocodilos são vistos regularmente no condado do Golfo e Thompson disse que os moradores não estão assustados.
Tradução: Carlos de Castro
Fonte: Daily Telegraph

Um cachorro chihuahua passou no teste para se tornar um cão policial em Nara, oeste do Japão.
Momo, que tem sete anos e pesa somente 3 kg, competiu com cães de raças maiores pela vaga na polícia.
Mas o tamanho pequeno pode ser sua grande vantagem no novo trabalho.
O cachorrinho fará parte de um time de busca e resgate em desastres naturais, como terremotos.
Segundo oficiais da polícia, ele será treinado para localizar pessoas em lugares estreitos onde cachorros maiores não conseguem ir. Os cachorros da raça chihuahua estão entre os menores do mundo.
Segundo uma porta-voz da polícia de Nara, é raro vê-los como cães policiais. Momo começará a trabalhar em janeiro.
Fonte: BBC

Uma peste de ratos que ocorre uma vez a cada 50 anos está devastando plantações no sudeste da Ásia, provocando fome em muitas regiões.
Pesquisas confirmaram que a explosão da população de roedores é causada pela abundância de alimentos, em particular de uma semente de bambu.
Segundo cientistas, o fenômeno é um exemplo de como a simples relação entre duas espécies – uma vegetal e um pequeno roedor – pode virar toda a ecologia de pernas para o ar e destruir a agricultura.
Os pesquisadores também advertiram que as mudanças climáticas poderão propiciar o surgimento de uma população de ratos ainda maior no futuro, agravando o problema.
Rara ocasião
Florestas da espécie de bambu Melcocanna baccifera cobrem mais de 26 mil quilômetros quadrados no nordeste da Índia, se estendendo até Mianmar e Bangladesh.
Delas, os agricultores extraem material usado na construção, no vestuário e até na alimentação das populações locais.
A espécie, inestimável para os humanos, aniquilou outras espécies “competidoras” na região e transformou toda a área em uma espécie de “carpete” de florestas.
A questão é que, aproximadamente a cada de 50 anos, o ciclo de vida do bambu chega ao fim e esse carpete morre.
Independentemente das condições ambientais da época, algo no relógio biológico da espécie avisa à planta que é hora de florescer, lançar sementes e morrer.
"Quando as sementes de bambu caem, o que sobra são 80 toneladas de sementes por hectare", explica o ecologista da Universidade de Greenwich, em Londres, Steve Belmain. "Ou seja, são 80 toneladas de alimentos no chão, esperando para serem consumidas."
Belmain diz que a mais recente fase de florescimento das plantas, que começou em 2004 e deve continuar até 2011, é uma oportunidade única de estudar um evento que ocorre geralmente uma vez em cada século.
"Antes disso, tudo o que tínhamos eram os relatos de 50 anos atrás", disse o pesquisador à BBC.
"Eles tinham se tornado lenda, porque muita gente que hoje vive na região nem estava viva na última ocasião. São muitas as histórias fantásticas que dificultam a separação entre realidade e ficção."
Prejuízos
Para os fazendeiros da região, o maior problema é que as de arroz ficam especialmente vulneráveis às pestes durante este período.
Belmain diz que, quando os ratos chegam, muitos agricultores nem se dão ao trabalho de fazer o plantio. Apenas aceitam a realidade.
Fonte: IG
Dependendo da espécie, os animais se distribuem na Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, além do Amazonas, do Mato Grosso, do Acre, do Amapá e do Pará, no Brasil. Fora do bioma amazônico, também podem ocorrer em estados do Nordeste e do Centro-Oeste.
Fonte: Globo.com


Quatro câmeras gravaram as cobras, o que permitiu criar e analisar as reconstruções 3-D do corpo dos répteis durante o vôo.
As análises revelaram que, apesar de viajarem até 24 metros da plataforma de lançamento, as serpentes não conseguiram um "estado de equilíbrio de deslizamento".
Em vez de cair no chão, a cobra é empurrada para cima, mesmo que esteja se movendo para baixo porque o componente ascendente da força aerodinâmica é maior que seu peso, mas no fim acaba no chão.

A descoberta lança uma nova visão sobre a cidade de Aelia Capitolina que os romanos construíram em Jerusalém depois de expulsar os judeus da região e tomar-lhes o poder.
Homem trabalha em sítio arqueológico em Jerusalém, onde foi encontrada piscina usada por soldados de legião romana
O diretor da escavação, Ofer Sion, disse que o local ajuda a provar que Aelia Capitolina era maior do que se pensava anteriormente.
Jerusalém é uma das cidades mais escavadas no mundo devido a sua riqueza histórica, e rotineiramente arqueólogos são enviados para examinar locais próximos a projetos de construções atuais.
Durante a fiscalização que revelou a piscina, na parte antiga de Jerusalém, eles encontraram degraus que levavam a uma ala com mosaicos brancos no chão e centenas de telhas de terracota dispostas no telhado.
As telhas estavam gravadas com o nome da unidade romana -- a Décima Legião-- que construiu o lugar.
Sion acha que a piscina fazia parte de um complexo muito maior, onde milhares de soldados já se banharam.
Depois do achado arqueológico, a administração de Jerusalém disse que vai dar continuidade à construção do banho judaico onde será realizado o mikveh, um ritual de purificação segundo a religião judaica.
Segundo o órgão Autoridade de Antiguidades de Israel, os restos do balneário romano serão incorporados ao projeto atual.
Fonte: Folha.com




Uma equipe de arqueólogos da cidade de Nottingham, no centro da Inglaterra, está usando um scanner a laser para produzir imagens tridimensionais de uma famosa rede de túneis da cidade.
Até agora eles documentaram 35 das 140 túneis acessíveis, escavados a partir da Idade Média.
O projeto começou em março de 2010. “Nós registramos um grande número de túneis nesse período, com diferentes idades e usos”, diz o arqueólogo David Walker.
Os cerca de 450 túneis de Nottingham foram explorados de diferentes formas ao longo dos anos, sendo usados como calabouços, depósitos de cerveja, fossas e abrigos antiaéreos.
O mapeamento, que deve durar dois anos e custar 250 mil libras (cerca de R$ 688 mil), está sendo financiado pela Universidade de Nottingham e pelo English Heritage, um órgão público responsável pelo patrimônio histórico inglês.
“Os túneis se revelaram uma parte importante da história de Nottingham por cerca de mil anos”, disse Walker.
A equipe de dois arqueólogos em tempo integral pode escanear um túnel simples em um dia, e as informações levam dois dias para serem processadas. Túneis maiores levam mais tempo.
O trabalho deve ser concluído em 2011. Todas as informações e imagens serão publicadas na internet no endereço www.nottinghamcavessurvey.org.uk.
Fonte: BBC
